segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

2021 | TOP20 Publicações Preferidas


2021 foi um ano muito desafiante, mas especial para o Bobby Pins. Foi um ano de pouca inspiração e muito cansaço, mas os conteúdos foram regulares e tentaram seguir um caminho de partilha e inspiração! Em 2021, desabafei, recomendei muitas coisas incríveis, fiz parcerias com projetos geniais e senti muito, mas mesmo muito carinho desse lado. E foi tão bom, muito obrigada! 

Estes foram os artigos que mais gostei de escrever, este ano. Como sempre, gostava de saber qual foi o vosso preferido e o que gostavam de ver mais por aqui em 2022. Podem pedir sem medos! 

O TOP está organizado por ordem cronológica.



Janeiro
"É uma reflexão que convive comigo desde que ouvi, pela primeira vez, a afirmação de que não devíamos ser felizes quando temos consciência do sofrimento do mundo. Convivo cordialmente com essa reflexão desde então — há algum tempo. Até que a clareza do próprio comportamento humano (e dos estudos que, avé cientistas, nos ajudam a clarificar algumas filosofias mais controversas) me ajudou a desatar este nó. De que serve sofrer pelo sofrimento?"


Janeiro
"Durante muito tempo, as plataformas digitais eram um reflexo disso, dessa pluralidade: tirávamos fotografias ao nosso lanche e ao último livro que lemos. Falávamos sobre beleza e, de seguida, sobre desporto. Vídeos sobre comportamento e reviews de aparelhos eletrónicos. E estava tudo bem se o público se dividisse porque é um reflexo natural; uns acompanhavam mais certo tipo de temáticas, outros preferiam os restantes conteúdos e ainda outros acompanhavam os dois porque ambos os temas lhes interessavam. E ninguém abandonava o espaço porque compreendiam que uma pessoa é variada e, por isso, o seu leque de interesses para comunicar também."


Janeiro
"A sensação que fica é de que, como tenho um planeamento de conteúdos regular, muitas pessoas que estimo — ou com quem me cruzei em vários caminhos académicos/profissionais — têm a ideia de que sabem tudo o que se passa: se estou bem, o que estou a fazer, em que fase de vida me encontro, as novidades."


Fevereiro
"As segundas-feiras não são um pesadelo. Não vivo a contar os segundos para a liberdade do fim de semana ou do fim do dia. Não tenho vontade de chorar antes de marcar o ponto. Esta foi a minha realidade durante muito tempo e sinto um alívio tremendo por (por agora) fazer parte do passado. Por ter conseguido eliminar essa angústia. Vivemos num sistema onde a grande fatia da nossa vida é passada a trabalhar e, para já, é com muito alívio que sinto que sou eu que consumo essa fatia e não ela que me consome a mim."


Fevereiro
"A parte incrível da ciência é que quase tudo se pode estudar e já existem resultados de que manter um registo de gratidão ajuda a melhorar o humor e a baixar os níveis de stress. Não é um medicamento mas constrói um hábito benéfico que vos instiga a ter um prisma que observa o que de bom aconteceu no vosso dia. O vosso cérebro agradece."


Março
"Ver a Belka a dormir • Terminar um livro muito bom • Perder a noção do tempo a pesquisar temas que me inspiram • Sensação de hygge • A manhã de partida para viajar • Fazer chá • Receber flores • Cheiro a livro • O perfume dele na minha roupa (...)"


Abril
"Acordam com o despertador do telemóvel, senão quando o som do e-mail ou das notificações ecoa pelo quarto. Tudo tem dois vistos, para garantir que a atenção pode ser cobrada em dobro. Uma resposta em segundos. A hora de almoço não é hora e o almoço também não é, com o pedido antecipado por app, ecrã, descrições ‘com tudo’ para não perder tempo na lista de ingredientes. Comemos de garfo e ecrã, a escrever, a ver e a fazer. Assiste-se a vídeos à velocidade 3.5X ao ponto de as próprias plataformas de streaming o considerarem. Guarda-se para depois tudo aquilo que não há depois para se ver."


Maio
"Talvez este seja o segredo, embora seja um segredo difícil de nutrir. Crescer com amor é uma receita que leva dedicação, paciência, empenho, mas há muito toque de acaso, de sorte, de vida. Porque é tão fácil tornarmo-nos versões que fazem sentido para nós mas já não fazem sentido para os nossos parceiros — e vice-versa. Não há um certo nem um errado, apenas o acaso de os caminhos continuarem a ser paralelos, os valores continuarem iguais, as características que te enternecem e deslumbram continuarem lá, a cada versão."


Maio
"Chapéus de palha, toalhas tiradas dos armários. Tecidos frescos na pele, calçado sem meias. Gelados de sobremesa e casacos ao final da tarde. Músicas mais alegres, caminhadas convidativas, jarras coloridas, passeios de bicicleta, levados pelo vento do Oeste. As leituras ao sol, sentada numa cadeira ou aproveitando a relva de pés descalços. Os almoços à varanda — a nossa esplanada que nunca tem hora de fecho e em que todos os menus do dia são os nossos pratos prediletos."


Junho
"Muitas pessoas não experimentaram, na verdade, um home office e sim um confinamento no qual as suas casas foram locais de trabalho, lares, cantinas, creches, ATL’s, prisões e refúgios. Tudo num só lugar, quando sabemos que um só lugar não pode ser tudo. Não podíamos sair e ver amigos, trabalhar num café, espairecer no final do dia, deixar os miúdos na escola. E encarámos este confinamento e limitações da pandemia como uma definição de home office da qual querermos descartar rapidamente."


Junho
"Não podia ter uma visão mais contrária. O processo criativo é uma tarefa altamente aborrecida. E eu adoro-a. É um processo de repetição. Escrever, apagar. Escrever outra vez, apagar outra vez. Fazer mapas de palavras, ler, pesquisar, pensar. Sair da bolha e voltar. E deixar este encontro de pensamentos soltos, palavras aleatórias e estímulos inesperados operar ‘lá atrás no cérebro’."


Agosto
"Mas o mais bonito da cerâmica é que tudo é possível. Das nossas mãos pode sair qualquer coisa, e o que é feio para nós é lindo para os outros. Tudo tem solução no barro: nada fica perdido, nada é tarde demais, nada é irreparável. Um pouco de água, um pouco de esponja, um pouco de barro, um pouco de paciência e começa-se de novo. Às vezes, gostava que as minhas inseguranças fossem de barro."


Agosto
"O riso feio é íntimo. Não faz fretes e não se ri de qualquer graça, nem para qualquer pessoa. Sei que fiquei íntima de alguém que estimo quando oiço — e testemunho — o seu riso feio. E sei que posso confiar na pessoa que desperta o meu."


Agosto
"O processo não foi rápido, o armário não mudou de um dia para o outro, mas se hoje reflete quem sou, a algumas orientações o devo. Perguntam-me algumas vezes como consigo que tudo no meu armário seja coeso. Estas são as orientações às quais sou fiel."


Agosto
"Não sou pessoa de repetir livros nem lugares. A constante curiosidade e o medo do tempo fazem com que eu esteja sempre à procura de novos destinos, mas confesso que também não fico indiferente à síndrome de regressar a um lugar onde tenho memórias muito fortes e especiais. Sei que o nosso cérebro abrilhanta muito do que realmente se passou, e o regresso dá uma dura pincelada de realidade às memórias que, para nós, tinham sido idílicas."


Setembro
"Não estava à espera de tantas perguntas e dúvidas, mas achei interessante explorarmos todas neste artigo. Esta é uma partilha de tudo o que aprendi/recomendo, se querem colocar as mãos na massa (ou, neste caso, no barro)!"


Setembro
"A sensação é de que passou uma vida entre nós. Perdas muito dolorosas, um transtorno de ansiedade que fez uma fossa profunda e quase me levou ao abismo. Dentro daquelas páginas, senti-me perdida, feliz, impaciente e esperançosa. Em muitas ocasiões, não respondi o que achava que iria responder."


Setembro
"Ninguém faz arroz doce — e outras receitas — como a minha avó, e essa é a razão pela qual os vizinhos batem à porta a pedir-lhe uma taça. E assim como a minha avó é única a fazer arroz doce, também todos nós temos uma forma de fazer que não prima pela (só) técnica nem pelo protocolo: é porque é feito por nós e não é reproduzível, mesmo quando passível de copiar."


Outubro
"Recebi um aniversário surpresa. Mudei para a profissão dos meus sonhos. Saltei de um avião. Descobri o que é o amor e descobri como é ser amada. Licenciei-me e passei na Ordem com distinção. Celebrei o Halloween no UK. Fui honrada com a presença da Laika e da Belka na minha vida. Aprendi a fazer cerâmica e criei as minhas primeiras peças. Construí amizades muito especiais. Diverti-me muito na Disneyland(...)"


Novembro
"É uma experiência muito interessante. Faz-nos perceber que achar que sabemos tudo sobre nós aos 20 é um pouco cómico. É necessário, e faz parte, mas é cómico. Achar que já vivemos tudo o que tínhamos para viver, amámos tudo o que havia para amar, fizemos tudo o que tínhamos para fazer."

3 comentários:

  1. A minha preferida desta seleção foi sem sombra de dúvida a publicação sobre o processo criativo! Não estão referenciadas mas os Favoritos da Inês fazem sempre parte do meu leque de prediletas. mais um ano a acompanhar-te! <3

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  2. Acreditas que voltei a ler todas estas publicações? O teu blogue é uma casa de conforto 🥰 Que venham mais TOP 2021!

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  3. A tua escolha de Abril é, curiosamente, a minha publicação preferida de 2021 no teu blog. Tão tranquila, tão calma. Tenho-a guardada no Notion e tudo!


    A Sofia World

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