sábado, 8 de agosto de 2020

APP || Instagram Reels: Hot or Not?


Se têm conta de Instagram, certamente já se aperceberam da nova funcionalidade disponível, o reels. Esta nova ferramenta permite a criação de vídeos de 15 segundos com opções de edição de vídeo, filtro e música. Lembra-vos alguma coisa (ou app)? 

O TikTok chegou para ficar e conquistou os utilizadores mais céticos durante a quarentena. Numa época em que o nosso tempo médio de atenção está pela rua da amargura, chegou uma aplicação que, em 15 segundos, entretém, diverte, informa e, acima de tudo, não consome muito tempo ao utilizador — ou assim vive a ilusão porque, sejam sinceros: quantas vezes deram por vocês há horas no TikTok

Seria expectável que o Instagram desse uma resposta a esta lacuna na plataforma e criasse um conceito semelhante. Ficam em falta algumas componentes da aplicação concorrente — a opção de dueto ou o upload de áudio — mas a ideia primordial já está disponível para todos utilizarem — e as opiniões dividem-se. 

Poderá o Instagram derrotar o TikTok com os reels da mesma forma que derrotou o Snapchat com os instastories? Ou será uma pequena derrota comparada com o impacto que esperavam no IGTV vs Youtube

De um ponto de vista inicial — e, por isso, muito passível de estar errado — o Instagram parte em desvantagem em relação a alguns pontos, a começar pela própria imagem que a app construiu. De uma perspetiva comercial, há uma linha muito editorial e formal que não parece combinar tão bem com a postura descontraída do TikTok. Parece impensável que quem trabalha com marcas no Instagram possa fazer os mesmos conteúdos que faz no TikTok. A impossibilidade de fazer upload de áudio também é uma desvantagem, uma vez que esse é um dos pontos-chave que torna o antigo Musical.ly tão dinâmico e cativante. 

Um outro detalhe centra-se no algoritmo, alvo de duras críticas desde que o Instagram tem memória. Em ambas as aplicações, o algoritmo opera de formas diferentes: enquanto que o TikTok apostou em cheio nos interesses do utilizador, aprimorando a cada visualização aquilo que o utilizador interage e consome melhor, o Instagram assumiu uma posição mais comercial e com aposta no patrocínio, para alavancar a publicação. Torna-se, assim, mais intuitivo e simples de conhecer novos conteúdos através do TikTok. A vontade do Instagram é assumir um conceito semelhante para o reels mas o algoritmo poderá estar conta ele. 

A verdade é que todos estes pontos não são difíceis de colmatar. A imagem de uma app pode ser reinventada e a vantagem de centralizar, numa só plataforma, várias hipóteses de conteúdo não é assim tão desinteressante (lembrem-se: estamos cada vez mais preguiçosos, é um facto. Até para sair de uma app e ir para outra). E não será tão descabido uma só plataforma ser lugar para criadores de conteúdo versáteis e diferentes uns dos outros. A mais recente polémica em relação às características de insegurança do TikTok nos Estados Unidos também pode dar força a que esta funcionalidade no (aparentemente inocente) Instagram conquiste fãs. 

De uma perspetiva pessoal, ainda não experimentei o reels e, embora não tenha grande talento de vídeo, não escondo a curiosidade. Mais recentemente, por motivos de segurança, desinstalei o TikTok e, portanto, só me sobra de facto esta funcionalidade para testar. Qual é a vossa opinião?

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

LIVROS || Trade Stories


Nunca foi tão fácil dar uma vida nova a artigos que já não têm espaço na nossa vida e essa tendência veio (positivamente) para ficar. O site Trade Stories surgiu com a iniciativa de criar uma só plataforma onde leitores pudessem procurar, vender e trocar livros em segunda mão. 

A iniciativa é portuguesa e tem uma interface intuitiva e descomplicada. Podemos pesquisar livros, indicar que procuramos títulos específicos e criar uma conta para vender os nossos livros. Os campos de preenchimento necessários para colocar o livro à venda são preciosos para conseguirmos realizar uma venda — ou compra! — informada (desde indicação de portes, disponibilidade para troca ou indicação das regiões onde a entrega em mãos é possível). Só precisam de criar uma conta, preencher os campos, tirar uma fotografia ao vosso livro et voilà

Estou radiante que uma plataforma tão necessária como a Trade Stories tenha nascido para simplificar a vida de leitores que, como eu, salvam de grupo em grupo de troca e venda de livros sem encontrar algo mais cadenciado e organizado. Aproveitei para criar conta e colocar por lá alguns livros que andam a sonhar com um novo dono há algum tempo. Podem visitar o meu perfil aqui.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

(DE)CORAÇÃO || Adriana Fontelas


Descobri o trabalho extraordinário da Adriana com a sua frase popular “Ser artista não é fácil mas deixa-me feliz” mas foram as ilustrações que conquistaram o meu coração. Aproveitei a minha visita à Lovely Concept Store para conhecer o trabalho pessoalmente e levar esta ilustração da Frida Kahlo para casa. 

O traço da Adriana é maravilhoso e a sua coleção de personalidades — com citações inspiradoras — encanta qualquer um. Foi difícil escolher qual queria levar, mas o espírito guerreiro e indomável desta pintora mexicana levou a melhor — às vezes, só queria um pouco do seu espírito livre e cheio de garra. 

Com as cores delicadas em pastel, a ilustração casou na perfeição com a minha decoração. Trouxe também um autocolante da Audrey Hepburn. Tanto a ilustração quanto o autocolante têm uma qualidade soberba e são armazenados com o maior dos cuidados. Embora tenha comprado em loja física, já testemunhei o zelo com que a artista prepara cada encomenda para que o vosso pedido chegue a casa em perfeitas condições.  

É maravilhoso poder apoiar sonhos (nacionais) e acho os seus artigos extraordinariamente acessíveis. Se me permitem a sugestão, é o presente ideal para uma amiga. Podem comprar online no site Adriana Fontelas e em lojas físicas no Almada 13 e Galeria Águas Furtadas Design (Porto) ou, como supracitei, na Lovely Concept Store (Lisboa). De olho ficam o meu estimado Saramago e os próximos retratos que a Adriana tem em mente.

terça-feira, 4 de agosto de 2020


O verão está a derreter-se nas nossas mãos como gelados no pico do calor, mas a melhor parte do Cornetto — aquele pedacinho final do cone — é a prova de que o fim pode ser, também, o momento mais saboroso da estação. Por aqui, Julho foi um mês sem férias e de muuuito trabalho, mas há sempre espaço para momentos bonitos e de (merecido) descanso!

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

FILMES || Julho • 2020


Popularizou-se no início do verão e dei por mim com curiosidade para entender o enredo por detrás de tantas aclamações! Milagre na Cela 7 é uma adaptação turca de um drama sul-coreano que nos apresenta a relação entre Ova com o seu pai Memo, portador de uma deficiência cognitiva. Memo vê-se injustamente acusado por um homicídio que não cometeu e sem forma de se defender — atraiçoado pela sua própria condição, pelas circunstâncias do incidente, pelo preconceito e pela sede de poder e autoridade de terceiros. A obra retrata todo o processo de Memo na sua injusta condenação e no seu desejo simples, mas honesto, de apenas regressar a casa para os braços da filha.

Milagre na Cela 7 levou-me às lágrimas (já não me lembro do último filme que me fez chorar tanto!) e deixou-me de coração apertado. O final surpreendeu-me e, embora não seja baseado numa história verídica, a premissa e a forma como tudo se desenvolve não nos parece ser tão irrealista em inúmeros regimes que tão bem estamos familiarizados. É um filme que custa ver mas que nos fala sobre amor puro e sem maldade. Para assistir com lenços à mão. 

Nomeado para 6 Óscars da Academia — e vendedor de dois, incluindo de Melhor Ator — Darkest Hour traça o perfil de Churchill nos primeiros anos e decisões enquanto Primeiro Ministro. Numa Inglaterra frágil e assustada pela guerra, Churchill não é uma figura popular — entre cidadãos e partidos — e as suas decisões arrojadas e personalidade excêntrica deixam o país em dúvida se este será o rosto ideal para fazer frente a uma Alemanha Nazi. 

Sendo quase impossível desligar-me da caracterização fabulosa de Churchill na série The Crown, é inegável a brilhante prestação de Gary Oldman e de toda a equipa de caracterização e figurinos. Não tem uma narrativa muito dinâmica mas faz um retrato fantástico daquela que foi uma figura inesquecível. A fotografia é extraordinária e, se me permitem a sugestão, para terem uma experiência ainda mais completa, sugiro que assistam a Dunkirk após Darkest Hour (ou antes, como preferirem)!

Ambas as obras estão disponíveis na Netflix. Já assistiram a algum?

domingo, 2 de agosto de 2020

LIVROS || The Art Of Showing Up


A surpresa do meu verão. Numa tentativa de explorar mais a fundo como é que posso estar mais presente a nível pessoal, profissional e social, mergulhei nas páginas do The Art of Showing Up sem saber bem o que esperar e terminando a leitura com a sensação de uma agradável surpresa. 

The Art of Showing Up procura otimizar a forma como nós estamos mais presentes e disponíveis na vida dos outros e nas nossas próprias emoções e fases de vida. Sabemos que somos mais felizes quando conseguimos ser mais assertivos nas nossas escolhas, tempo e sentimentos e também mais disponíveis para as pessoas que amamos. Este livro leva esses fatores em consideração. 

Está dividido em dois capítulos: a primeira metade do livro dedica-se inteiramente a trabalharmos as nossas reações aos que os outros nos fazem, pedem ou comunicam, às coisas fantásticas e ruins que nos acontecem, como estabelecer limites ou processar sensações e como gerir o tempo para sermos tudo o que ambicionamos: pessoas com tempo para si mas também com tempo para os seus, que trabalham com dedicação mas não deixam o trabalho consumir as suas vidas, que se preocupam com a sua saúde e com o mundo que as rodeia. 

A segunda metade do livro centra-se nas nossas relações e na dificuldade que sentimos em conseguir gerir o nosso tempo e disponibilidade para atender a todas as pessoas da nossa vida nas várias etapas que vamos enfrentando, à medida que crescemos. 

Este é um daqueles livros que é diferenciador não pelo conteúdo que traz mas pela forma como o comunica. Não tendo aqui soluções milagrosas ou segredos que nós não saibamos já, a forma como Rachel Miller desconstrói tudo o que sabemos e volta a conceptualizar de uma forma inovadora foi, para mim, uma lufada de ar fresco. Ler certas ideias (que eu achava já ter bem presentes) de uma maneira diferente fez sentido para interiorizar melhor as lições que cada capítulo tenta partilhar. Surpreendentemente, achei o livro verdadeiramente prático, não no sentido de nos desafiar a qualquer tipo de atividade mas por a própria autora partilhar sempre inúmeros exemplos práticos para evidenciar ou ajudar a processar a ideia que desenvolveu. É inspirador na medida certa. 

Temas como a gestão do tempo, reconfortar amigos em alturas difíceis, esquematizar de forma sublime os diferentes graus de intimidade que temos com as nossas pessoas, estabelecer limites e apoiar minorias são apenas alguns dos inúmeros tópicos disponíveis numa leitura rápida e muito acessível. Fui surpreendida com algumas das propostas e refleti muito sobre os meus comportamentos (e os das pessoas que me rodeiam). Foi um livro que me permitiu tirar apontamentos, levar algumas dicas valiosas para a vida e que cumpriu o propósito inicial: ajudar-me a ser mais presente para mim e para os meus. Recomendo!

WOOK

Bertrand

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sexta-feira, 24 de julho de 2020

ISTO É TÃO INÊS || 21 Coisas a Fazer Antes dos 30


Talvez o cliché dos clichés seja esta típica lista das 30 coisas a fazer antes dos 30. Dei por mim, há uns tempos, a pensar nisso, como se os 30 fossem a meta e nada de incrível pudesse acontecer depois da terceira década. Mas decidi, no auge da beleza (e incerteza) dos 25, pensar em coisas que já gostaria de ter arrecadadas — na memória, principalmente — quando soprasse 30 velas. Não quis escolher 30 coisas ao acaso e também não atirei para a Lua; pensei em 21 coisas realistas que gostaria de ver concretizadas até daqui a cinco anos. Se acontecerem, perfeito. Se não acontecerem... os 31 estão cá para isso. E os 32. 

quarta-feira, 22 de julho de 2020

DAILY || Aproveitar o Verão 2020


Este ano, demos por nós a sentenciar um pouco o verão de 2020 por todo o contexto de pandemia. De facto, não é o típico verão de sonho mas, pelo menos deste lado, tenho-me esforçado para saborear pequenos pedaços de liberdade (ou normalidade) e tirar proveito do que este verão tem para oferecer. É assim que o tenho aproveitado... 

terça-feira, 21 de julho de 2020

BOM GARFO || Receita Cheesecake de Morango


Verão combina com lanches no jardim, chá frio e... cheesecake! Uma fatia doce e fresca para combinar com a alegria da estação. Tenho a maior sorte por ele ser tão prendado na culinária — alguém tinha de o ser! — e depois do sucesso que foi ter partilhado pedacinhos da preparação (nunca tinha recebido tantas mensagens!!!), deixo-vos aqui o passo a passo da cheesecake de morango do chef Diogo. Tomem nota!

segunda-feira, 20 de julho de 2020

SÉRIES || Next In Fashion


Sendo uma fã assumida de reality shows de moda, cedi de imediato à sugestão da Netflix Next In Fashion, que recolhe o tradicionalismo dos típicos concursos de costura, preservando os elementos que mais apreciamos nestes programas, e dá o twist moderno que procuramos.

Estreado no início do ano e apresentado por Tan France e Alexa Chung, Next In Fashion reúne 18 estilistas que, em pares, vão concorrer para ganhar o prémio de 250 mil dólares e ver a sua coleção à venda na Net-a-Porter. O twist é que estes concorrentes já vestiram, de facto, grandes celebridades e alguns trabalham em grandes marcas de luxo mas nunca conseguiram a oportunidade certa para vingar em nome próprio.

Se gostavam de programas como o Project Runway — eu amava! — então este é o reality show em que podem dar play sem medo de serem felizes. Cada episódio tem um desafio temático que culmina com um desfile de moda. O habitual acontece: dou por mim a contestar e a questionar, frequentemente, o bom gosto do júri (ou a ausência dele) e a torcer pelas minhas criações preferidas. Tendo em conta que de (alta) costura eu não entendo absolutamente nada, fico-me pelo deslumbramento, sem escolher estilistas preferidos. Cada episódio, torço por um diferente!