terça-feira, 1 de dezembro de 2020

 


E num piscar de olhos, chegamos aos últimos Favoritos de 2020. Não é novidade para ninguém que Novembro é o mês que eu menos gosto e, nos últimos tempos, tenho tentado contrariar essa tendência programando coisas e planos que sei que me vão fazer feliz. Despeço-me, assim, de Novembro e dos meus Favoritos com um sorriso nos lábios. Até Janeiro!

domingo, 29 de novembro de 2020

LIVROS || It Only Happens In The Movies


Admito: foi um YA que me surpreendeu. It Only Happens In The Movies apresenta-nos Audrey, uma jovem que, por uma série de circunstâncias da sua vida, deixou de acreditar no romance. De uma forma despretenciosa, acaba a trabalhar num cinema local enquanto se debruça sobre a artificialidade das comédias românticas: para ela, todas as premissas são previsíveis e as personagens, momentos e diálogos irreais. E é no seu trabalho que conhece Harry, o típico quebra-corações que está disposto a reavivar o gosto de Audrey pelas comédias românticas — as que valem a pena. 

Premissa expectável, certo? Mas a verdade é que It Only Happens In The Movies foge a sete pés do cliché e consagra-se numa história jovem refrescante e recheada de assuntos pertinentes enquanto nos leva a crer que toda a narrativa será como prevemos. É um livro que fala sobre a amizade feminina (e o quão bom é termos um grupo de amigas, sem preconceitos patriarcais), sobre sexualidade, auto-conhecimento e, principalmente, sobre a jornada verdadeira de uma relação, que não é só água com açúcar e que envolve empenho e dedicação em equipa. 

Admito que adorei o final (era o que eu desejava, embora saiba que isso é um pouco maquiavélico, mas justificado!) e que gostava que este tipo de livros existissem na minha adolescência. Já saturámos de livros em que a protagonista não quer ter amigas porque os rapazes são muito mais ‘descomplicados’, muda o badboy e tem uma primeira vez de sonho. Esta pitada de realidade tornou It Only Happens In The Movies um livro real sobre assuntos reais e isso nunca foi tão fantástico.

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Bertrand

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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

TECH || Fitness Thunder


O meu primeiro relógio desportivo foi este da Decathlon, o meu companheiro de treino e dia a dia. O relógio incluía uma banda para colocar na região torácica e nunca foi desconfortável mas, com o passar do tempo, comecei a achar pouco prática e decidi procurar outras opções. 

A escolha recaiu para o Fitness Thunder, vendido na Sportzone. É um smartwatch muito intuitivo que, além de dar horas — sempre importante lembrar da parte mais fundamental destes aparelhos! — permite-me continuar a controlar os bpm sem ter de usar banda (embora seja importante referir que relógios com banda torácica são sempre mais precisos do que smartwatches de pulso), selecionar entre várias modalidades de treino, atender chamadas, receber mensagens e ainda outras funcionalidades, como contador de calorias (que não faz contagem eficiente de gasto calórico em repouso, portanto, é um dado que eu vos recomendo a não dar grande importância), contador de passos e km, obturador de câmara, player de música e monitor do sono. Podem, ainda, fazer download da app e controlar todos os vossos dados e progressos.

Tem boa autonomia, é discreto e de visor quadrado — os meus preferidos são os redondos ou quadrados, não gostos dos de banda com visor estreito — e com inúmeras opções de personalização, incluindo o mostrador. Continuo a adorar os relógios tradicionais — e a achá-los mais bonitos em alguns aspetos — mas o Fitness Thunder tem sido um bom companheiro de treino e aliado no quotidiano.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

LIVROS || Uma Questão de Conveniência


Desde que a Carolina partilhou a capa maravilhosa deste livro, fiquei rendida e determinada a lê-lo. Mas nunca pensei que por detrás de uma ilustração colorida e amorosa, estivesse um livro com uma história destas

Uma Questão de Conveniência introduz-nos Keiko, uma mulher que se sente completamente desenquadrada da sociedade — e respetivas convenções — e que encontra no seu emprego (uma loja de conveniência) o conforto de que necessita para se sentir encaixada no mundo e feliz. Keiko não é casada, não tem filhos e as suas opções de vida são incompreensíveis para a maioria das pessoas que a rodeiam. 

Numa leitura muito rápida e sem grande elasticidade na narrativa, Uma Questão de Conveniência é um livro sóbrio, sem grande dinamismo mas que nos concentra por inteiro na personalidade de Keiko e na estrutura social que montámos, ao longo dos anos, e que da qual muitos dependem para se sentirem completos e realizados. Num certo sentido, esta história recordou-me O Fabuloso Destino de Amélie Poulain; as premissas não são, de todo, iguais e o filme tem um encanto que é muito difícil de extrapolar de Uma Questão de Conveniência, mas ambas são protagonistas únicas, invulgares, um pouco incompreendidas e que não querem seguir o mesmo caminho que todos os outros (e nem sequer o entendem). 

Não é o livro do ano, para mim, embora já tenha recebido alguns prémios, e o final não foi surpreendente (esperava-o, confesso), mas coloca as questões certas através de personagens fora do comum e que nos obrigam, também, a sair da nossa bolha de conforto e olhar para uns quantos chavões que tomamos como certos e inquestionáveis.

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Betrand

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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

DE(CORAÇÃO) || Workshop de Cerâmica


Partilhei convosco aqui que uma das coisas que gostava de experimentar era cerâmica. Não tinha nenhuma experiência anterior a não ser as atividades da infância e confesso que foi um pouco difícil de encontrar um espaço que tivesse workshops para adultos aos fins de semana. O espaço Mitó Creative Site foi o primeiro, de todos os que estava a acompanhar, a abrir essa oportunidade. 

sábado, 21 de novembro de 2020

LIVROS || Um de Nós Mente


Cedi à popularidade deste thriller young adult e deixei-me levar por uma premissa intrigante e macabra: um jovem estudante morre na sala de aula e quatro colegas são considerados suspeitos. 

Numa narrativa muito Cluedo-ish, cada capítulo é narrado na perspetiva das quatro personagens e, assim, vamos acompanhando as suas reflexões, anseios e remorsos. Com diálogos e parágrafos carregados de mistério (ou assim a autora o promete). 

Embora não tenha considerado Um de Nós Mente um livro bom, reconheço que a leitura é rápida e cativante, incitando-nos a ler mais um capítulo para reunir mais informações e pistas para solucionar o caso. No entanto, achei o livro absolutamente previsível em relação aos quatro protagonistas e esse fator impediu-me de ser tão surpreendida — ou desconfiada — quanto seria suposto. Se procuram algo leve mas com mistério, deixo a proposta (já com sequela, que não me chamou particularmente a atenção).

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Bertrand

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quarta-feira, 18 de novembro de 2020

GIFT GUIDE || Pequenos Miminhos com Amor


Porque o segredo está na intenção. E quando se oferece com carinho, não importa o preço. A minha seleção de Lembrancinhas chegou mais cedo do que o habitual, a pedido vosso e das circunstâncias atípicas que têm pautado este ano. Precisamos de planear melhor o nosso Natal e acredito que esta antecipação possa ajudar a trazer alguma da normalidade à época. 

Como sempre, são miminhos até 10€ e onde procuro provar que podemos oferecer artigos cheios de personalidade sem destruir a carteira. Esta seleção conta com mais de 100 sugestões e foi a mais difícil de sempre — as coisas estão muito caras este ano, malta, não vou mentir. Encontram de tudo exceto meias sem graça, máscaras e piadas manhosas alusivas a 2020. Reuni alguns produtos de marcas nacionais também (lamentavelmente, não muitos mas dei o meu melhor para os encontrar). Como sempre, espero que gostem e que vos seja útil! E por curiosidade, e ao fim de três edições de Lembrancinhas, contem-me: já vos ajudei nalgum presente?

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

DE(CORAÇÃO) || Posterlounge


Já repararam que um dos elementos mais imutáveis duma casa são molduras e quadros? É curioso o quão facilmente mudamos uns móveis, damos um refresh à divisão, trocamos elementos mas mantemos as molduras e quadros no sitio. 

Numa altura em que ficar em casa tem sido fundamental, cresce em mim a necessidade de dar uma nova cara às minhas paredes. Afinal de contas, elas têm ouvidos. O que diriam sobre mim? Sobre a minha personalidade, desejos, interesses? Penso muito nisso quando olho para as paredes dos outros. Se está, ou não, espelhada a identidade da pessoa. 

E não estive nesta transformação sozinha. A Posterlounge ajudou-me a dar uma cara nova ao meu espaço. Podem encomendar online e aquilo que mais acho diferenciador na marca é que comercializa as fotografias, ilustrações e reproduções de obras de arte em alta qualidade para qualquer material. Eu escolhi posters mas a verdade é que qualquer imagem pode ser reproduzida em tela, madeira, PVC, alumínio... e com moldura já incluída, se quiserem, para poderem decorar o vosso espaço logo que chegue! 

O catálogo é muito extenso e variado, o que acaba por abraçar quase todas as correntes decorativas; se têm uma ideia para uma linha visual que gostassem de seguir, há com certeza uma sugestão perfeita na loja!
Ilustração Quebra-Nozes | Ilustração de Natal

Já a pensar no Natal, escolhi duas ilustrações temáticas que vos convido a ficarem atentos para verem como vão ficar no artigo de decoração de dezembro (ou nos pequenos previews que vou partilhando no Instagram @innmartinsm). Para antecipar já os desejos, trouxe comigo uma ilustração e um cartaz. Já tinha visto algumas variantes da ilustração destes olhos mas esta em particular conquistou-me porque tem uma linha Miró que eu identifico e adoro — conseguem encontrar também? 


Num encontro com tonalidades mais neutras, o cartaz com o Patinho Feio vai casar bem com os tons frescos e claros do meu espaço. Quero-o alternar com o meu mapa de Londres porque acho que ele vai combinar muito bem com as minhas andorinhas. 

A qualidade da impressão é sublime, precisa e fiel aos tons do catálogo. E a relação qualidade-preço é a cereja no topo do bolo! O Natal está aí à porta! 

O plano será ir trocando de molduras e imagens consoante as vontades. Porque preciso de ir dando um novo ar às minhas paredes, trazer algum dinamismo à minha decoração. Às vezes, trocar a moldura é tudo quanto basta para o espaço ganhar outra vida — uma que casa melhor connosco. 

Este artigo foi escrito em parceria com a Posterlounge.

sábado, 14 de novembro de 2020

WEB || Ouviste Isto? #6


Tinham saudades? Para esta sexta edição, trago-vos sono (outra vez! Já perceberam que adoro o tema?), literatura e vida profissional. Três conversas especiais e que me enriqueceram de alguma forma — e que, agora, espero que sejam úteis para vocês. Vamos a isto?

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

SÉRIES || The Queen's Gambit


A Netflix já nos influenciou em milhares de sentidos mas este é um prémio difícil que a empresa acabou de arrecadar: fazer a malta gostar de xadrez — eu que o diga, já que toda a gente na escola achava isso um jogo de 'losers e velhos' e, portanto, nunca queriam jogar.

The Queen’s Gambit é uma história fictícia — também me dói a mim escrever isto — sobre uma jovem, Elizabeth Harmon, que desenvolve desde cedo um extraordinário talento para jogar xadrez. Por outro lado, também desde cedo desenvolve dependência química.

A mini-série de 7 episódios acompanha, assim, Beth (como prefere ser apelidada) pela sua jornada nas competições de xadrez enquanto se debate na sua relação com o álcool e drogas. Uma premissa simples e em que toda a magia se revela nos ângulos fantásticos de toda a cinematografia da série, na prestação sublime da atriz Anya Taylor-Joy, nos figurinos de sonho e cheios de referências e na banda sonora com timing magistral. Parece impossível que uma mini-série simples possa render milhares de espectadores a acompanhar uma jogadora de xadrez mas o primeiro episódio apresenta, de imediato, as razões pelas quais conquistou o mundo. 

Uma produção fabulosa da Netflix que nos deixa a suspirar pelo guarda-roupa e cabeleireira de Beth e nos faz querer limpar o pó ao tabuleiro de xadrez que anda perdido em casa. Não vão resistir em saber se ela vai conseguir.