terça-feira, 16 de agosto de 2022

LIVROS | Writers & Lovers


Entrei no imaginário Writers & Lovers apenas com algumas certezas: que era um livro fantástico, mas que exigia paciência nos primeiros capítulos e que era uma espécie de coming of age da fase dos 30. Tendo em conta que me encontro na reta final dos vintes e que várias crises de identidade e ansiedade acompanham esta fase mag-ní-fi-ca, achei que era o livro perfeito. 

A história segue Casey Peabody, que celebra o seu 30º aniversário, mas não se podia sentir mais longe do que esperava ter alcançado com essa idade. Encontramos a personagem a processar o luto da perda da mãe, a lidar com alguns percalços de saúde e a sobreviver enquanto empregada de mesa para poder ter tempo para investir no seu verdadeiro sonho, que tarda em chegar: publicar um livro. 

As ações de marketing mais recentes deste livro têm-se centrado no triângulo amoroso de Writers & Lovers, mas, embora seja uma parte do plot muito interessante, divertida e pouco cliché, aquilo que eu mais gostei neste livro foi, realmente, a jornada de amadurecimento da Casey e o seu dilema entre sentir que talvez tenha de abdicar de certos sonhos para entrar em novas etapas de vida e se sentir mais ‘crescida’ VS não ser capaz de negar quem é e o que a apaixona. 

O aviso inicial de que é necessária alguma paciência para os primeiros capítulos é real e eu partilho-a convosco também. Se não soubesse de antemão que a história era boa, o mais provável era que desistisse da leitura, uma vez que os primeiros capítulos são insuportavelmente lentos e muito pouco ricos acerca da história que nos espera. Confirmo-vos que vale a pena ter paciência porque, a certa altura, a narrativa melhora muito e o ritmo do plot também. 

Para quem (também) está na crise de ansiedade dos late twenties, é um livro reconfortante e que nos dá esperança. Que nos relembra que todos temos ritmos diferentes para crescer e conquistar os nossos objetivos, e que nem sempre o que parece melhor aos olhos dos outros, é melhor. Toca ainda em alguns temas sobre relações que nunca tinha visto tão bem expostos noutras leituras. Foi um livro surpreendentemente bom e gostava de encontrar mais títulos que explorem este tema!

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Bertrand

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segunda-feira, 15 de agosto de 2022

PASSAPORTE | Porta de Brandemburgo


Inaugurada em 1791, a Porta de Brandemburgo é o prémio de consolação de todos os que atravessam corajosamente a infinita rua Unter den Linden. O seu recorte ao fundo – ainda mais especial ao pôr do sol – deixou-nos maravilhadas. 

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

LIVROS | Tiny Love Stories


Tiny Love Stories começou por ser uma popular coluna do NY Times onde a premissa era simples: contar uma história de amor verídica em 100 palavras (ou menos). Não havia critério para o que é considerado uma história de amor: poderia ser uma história romântica, um gesto inesquecível de um familiar, um momento em que uma amiga foi e fez o que precisávamos. A coluna foi de tal forma um sucesso (ainda o é), que foi convertida num livro com a compilação das melhores histórias. 

Tiny Love Stories é, por isso, um livro curto e muito rápido de se ler. Mas as histórias ficam connosco, reconfortam-nos, dão-nos esperança e fazem-nos apreciar a beleza do amor (romântico, fraterno, familiar, entre amigos…). Relembra-nos também que o amor continua a estar nos detalhes e nas pequenas coisas, nos gestos do dia a dia que fazem a diferença e que, numa visão macro, são o que nos fazem perceber que estas relações nos trazem segurança, confiança e afeto.

Este não é um livro apenas para casais ou românticos incuráveis. É um livro humano, com histórias muito diversificadas e que, por isso, é um livro para qualquer ser humano com empatia. E garanto-vos que será impossível terminá-lo sem emoção e um sorriso no rosto.

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Bertrand

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segunda-feira, 8 de agosto de 2022

PASSAPORTE | East Side Gallery


O Muro de Berlim foi a nossa primeira paragem de viagem e um bom contexto histórico de tudo o que a cidade nos reservaria. É o maior símbolo da Guerra Fria, separando os dois territórios da Alemanha: República Democrática Alemã (setor soviético) e República Federal Alemã (setor aliado dos EUA, França e Reino Unido). 

domingo, 7 de agosto de 2022

DAILY | To do list agosto

Fotografia: autor não identificado

Tirando os Favoritos, esta foi a rubrica que vocês partilharam ter mais saudades. E isso deixa-me feliz que estejamos aqui a tentar experimentar coisas novas e a tirar o máximo proveito de cada mês com atividades diferentes. 

Depois de uma (não tão) breve paragem, regressamos em força para agosto. 

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Sorrateiramente, como quem não quer a coisa, regresso com uma compilação de Favoritos de 3 meses. E não vou mentir: soube bem fazer uma pausa, especialmente porque mantinha esta rubrica consistente há muitos anos (apenas com pausa no Natal). 

São, por isso, uns Super Favoritos, e a preparação é fundamental: encontrar um lugar confortável, servir a bebida preferida, colocar o telemóvel em modo voo e recorrer aos óculos, se necessário. Há muita coisa. Mas se tinham saudades, esta é a minha única forma de compensar.

sexta-feira, 29 de julho de 2022

LIVROS | Tiny Beautiful Things

Há mistérios interessantes, e a forma como este livro veio parar à minha lista de TBR do Goodreads é uma delas. Não me lembro de quem o recomendou ou como, mas num momento de indecisão acerca da próxima leitura, a curiosidade acerca de como este livro foi lá parar falou mais alto. 

Iniciei Tiny Beautiful Things um pouco às cegas. Não conhecia o projeto inicial que desencadeou o livro e, lamentavelmente, também não conhecia a autora, Cheryl Strayed – facto que já redimi. Tiny Beautiful Things começou por ser uma coluna onde uma conselheira anónima (que, agora, sabemos que era a Cheryl Strayed, mas que, na altura, se apelidava como Dear Sugar) oferecia respostas para as mais variadas e complexas questões do seu público, desde os clássicos dilemas de amor, a temas mais profundos como a superação de traumas. O que diferenciava a coluna da Dear Sugar de tantas outras com premissa semelhante eram, precisamente, as respostas; embora o seu nome incluísse ‘sugar’, as respostas eram cruas, sem paninhos quentes e bastante longas. A Dear Sugar é uma mulher vivida e com um passado duro, e acumulou essas aprendizagens para as partilhar com os seus Sweet Peas (a forma como se dirigia ao público) sem agressividade, mas com a assertividade necessária e a experiência de vida ideal para partilhar conhecimento de causa. A compilação das melhores perguntas e conselhos resultou neste livro. 

É difícil explicar-vos porque é que achei Tiny Beautiful Things tão especial, principalmente quando não passa de uma compilação de colunas de dúvidas e uma vasta compilação da expressão 'Dear Sugar' e 'Sweet Pea' que a crítica reclamou como ‘enjoativo’ (e eu compreendo). Mas não consegui pousar este livro e encontrei nas palavras da autora e nas dúvidas do público uma sensação de conforto, tanto por não me sentir sozinha em alguns dos dilemas, quanto pela segurança com que a Dear Sugar transmitia nas suas respostas. 

Uma outra crítica recorrente é o tamanho das respostas; embora o título inclua 'tiny', não esperem respostas sucintas, mas eu não as quereria de outra forma. Cheryl Strayed usa sempre uma história pessoal como ponto de partida para explicar a razão da sua resposta, o que faz muito sentido para mim e me permite compreender a natureza e origem do seu conselho (confere-lhe a autoridade necessária para eu sentir que não está a brincar aos questionários e que a sua assertividade tem um sentido). Também me permitiu conhecer um pouco melhor a autora e reconhecer as suas aprendizagens. 

Foram vários os momentos em que sublinhei passagens, dicas e reflexões que, ainda hoje, me orientam quando me deparo com um problema semelhante ao partilhado numa das colunas. Gostava de o ter lido com menos sofreguidão e acho que, assim, denuncio completamente que fui muito fã desta leitura e que gostava de ter a capacidade da Dear Sugar para oferecer conselhos tão orientados e precisos – dizendo o que a pessoa realmente precisa de ouvir e não o que fica bonitinho numa coluna. 

Foi uma leitura tão surpreendente como o livro ter surgido no meu Goodreads e, por isso, acho que foi um sinal do Universo de que precisava mesmo de o ter lido. Só posso agradecer à Inês do passado que, em algum momento, o adicionou e que tanto conforto e orientação ofereceram à Inês do presente.

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Bertrand

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sábado, 23 de julho de 2022

ISTO É TÃO INÊS | Auto-cuidado em 8 detalhes


Cobertor pesado
É cor de rosa, tamanho individual – perfeito se dormem com alguém que não é fã destes cobertores – e pesa 6kg. Cientificamente, não existe ainda grande evidência que diminua a insónia ou ansiedade, mas tem ótimos efeitos e eu comprovo-o: a sensação do peso e da tensão por cima de mim traz alguma similaridade com os abraços e ajuda-me a não me sentir tão vulnerável durante a noite, quando estou a dormir. 

quarta-feira, 20 de julho de 2022

PASSAPORTE | Dicas e Factos Sobre Berlim I


Museus | Berlim é, sem dúvida, um destino rico em cultura para todos os gostos! A oferta é de tal forma extensa que se estima que existam cerca de 180 museus para visitar, desde arte, à história. Difícil será decidir quais visitar! 

segunda-feira, 18 de julho de 2022

LIVROS | Cá Dentro


Há fascínios que nunca vão desaparecer e eu sei que a minha curiosidade com o cérebro é um deles. Cruzei-me pela primeira vez com o Cá Dentro quando procurava um livro infantil para oferecer e, embora este seja um livro alinhado para os pequenos leitores, Cá Dentro torna-se numa grande surpresa para os adultos. 

Da autoria de Isabel Minhós Martins e de Maria Manuel Pedrosa, ambas oferecem uma viagem elucidativa, rica e acessível acerca do misterioso cérebro, desde as suas particularidades mais incríveis, aos temas mais abstratos, como a criatividade ou a consciência. Todos os textos são suportados com uma bibliografia robusta, mas folheamos entre as páginas movidos pela curiosidade e pela narrativa simples, sem chavões e com muitos dos termos e conceitos desconstruídos para que as crianças possam compreender mais sobre a mente – e os adultos também. 

Claro que a delícia deste livro é aprimorada pelas ilustrações adoráveis da Madalena Matoso, que elevam o livro através do seu traço simples, mas artístico, fazendo do próprio livro uma obra de arte. 

Cá Dentro predispõem-se a ser um ‘guia para descobrir o cérebro’ e cumpre-o na perfeição. Há algum tempo que acho que certos temas como este deveriam estar em contacto com as crianças mais cedo e fora do contexto escolar – porque é assim que nasce a curiosidade, mas também a exposição a temas importantes, como é o caso das emoções, fobias, espectros do autismo (…) – e este livro parece-me ser uma boa aposta para mergulharmos num tema científico que não tem de ser um bicho-papão. 

Muito recomendado para os pequenos leitores curiosos desse lado – e para ser lido ao lado dos pais, que também têm muito a aprender.

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Bertrand

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