quarta-feira, 10 de julho de 2024


strand
É absolutamente imperdível para qualquer amante de livros, já que é consagrada a livraria mais antiga de Nova Iorque. Podem contar com vários andares de todos os géneros que possam imaginar, blind dates with a book, livros autografados, estacionário exclusivo, puzzles e jogos. 

quarta-feira, 3 de julho de 2024

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Quando não recebo ameaças do Duolingo de que estou a deixar cair o meu strike – e a desonrar toda a minha família -, ainda consigo sentir que é uma das minhas apps preferidas de utilizar, principalmente pelas portas linguísticas que abre. 

terça-feira, 25 de junho de 2024


Os favoritos são a rubrica que tenho há mais tempo no blog – 10 anos, precisamente. E, tal como eu, têm mudado ao longo do tempo, mas duas coisas permaneceram imutáveis: 1) é o vosso conteúdo preferido e 2) dá-me um trabalho incomportável. E, por isso, tiveram de mudar uma vez mais. Estou mais feliz a fazê-los, tenho mais vontade e, acima de tudo, estão mais adaptados ao tempo que agora me resta para o blog. Não têm de amar este novo formato, mas saibam, com toda a honestidade, que as opções eram adaptar ou deixar cair (apostei que vocês iriam preferir a primeira ✨). 

Passaram-se 4 meses e estes foram os absolutos favoritos que recomendaria para vocês de memória e coração.

sexta-feira, 21 de junho de 2024

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Abrir a porta devagarinho e deixar a luz de fora entrar. Encontrar tudo escuro, mas não fazer questão de acender as luzes – não já. Consigo percorrer cada recanto deste espaço na escuridão; conheço-lhe todos os contornos. 

Quando os olhos se ajustam, observo todas as divisões, com as coisas deixadas tal como da última vez que fechei a porta. Não sabia, em fevereiro, que iria fechar a porta para voltar em junho. E, por isso, esta casa está com a ordem de quem não sabia que estaria ausente tanto tempo. 

É interessante reparar como, quando observamos um lugar com os pertences deixados, conseguimos mapear o movimento, a rotina, a dinâmica, mas não a vida. Sabemos qual o bico do fogão predileto, onde são guardados os lençóis de verão, qual é o amaciador de cabelo preferido e em que canal a televisão foi desligada. As preferências, a habitação daqueles objetos e espaços. Mas são as pessoas que lhes dão vida, claro. Sem as pessoas, os objetos ficam nos seus espaços para sempre. O amaciador é o favorito, mas nunca acaba por terminar; o bico predileto do fogão nunca mais é acendido; o lençol de verão nunca mais sai da gaveta e chega o inverno. 

Não tenho um passado de muitas casas – talvez o futuro dite uma experiência diferente, mas, até lá, é a realidade – e, por isso, todas as que passaram por mim e significaram um lar têm um significado e simbolismo maiores do que talvez a sua própria dimensão. A casa onde cresci e que foi ficando cada vez mais pequena, o corredor que parecia não ter fim e que depois atravessava em dois passos apressados de teenager; a casa que ecoava mesmo em sussurros por não ter nada e que fomos enchendo com os móveis, as memórias, as festas e jantares, as pessoas, as fotografias. A casa que já não existe e que, agora, só pode ser habitada na minha memória. Tinha um pátio e um jardim que se transformavam em tudo o que a minha imaginação desejava. Agora, só fazem mesmo parte da minha imaginação. 

E depois tenho esta casa, que deixei em fevereiro. O pó acumulou, as aranhas encontraram nos cantos e vértices dos móveis um refúgio, o silencio preencheu o resto. Regressar a uma casa abandonada implica perceber o que ela foi outrora e o que queremos dela agora. O que manter e o que doar. Afastar os cortinados e abrir as janelas, sacudir os tecidos, limpar e polir. Dar-lhe vida, para que ela nos dê um lar. 

Estou a voltar ao Bobby Pins, a limpar a casa, a sacudir o pó, a doar o que já não faz sentido e a manter o que me traz conforto e refúgio. A aquecer o meu bico preferido do fogão para ferver a água e a trazer saquetas novas de chá. Lavei as chávenas e estão pousadas na nossa mesa de sempre. Não espero o mesmo número de convidados e, depois da remodelação no conteúdo, não espero que todos fiquem. 

Mas a porta não tem trinco, e os lugares não são finitos. Há sempre tempo para irem e para voltarem. Tal como eu fui e vim. 

Esta ainda é a minha casa preferida.

sábado, 2 de março de 2024


Sinto que, em fevereiro, tudo avançou em câmara lenta – o que é paradoxal, tendo em conta que é o mês mais curto do ano. Uma perceção com os dois lados da moeda: se, por um lado, consegui viver e guardar todas as memórias com calma e pormenor, por outro, quando o inverno atingiu com mais força, senti com mais intensidade os dias frios onde o tempo não passava ou melhorava. Felizmente, tive mais momentos do primeiro momento do que do segundo.

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024


Assim que iniciámos os preparativos da viagem comecei a pesquisar opções e formas de ver um jogo da NBA ao vivo. Para mim, era uma das experiências que mais queria concretizar e para a qual tinha reservado o devido budget.

domingo, 25 de fevereiro de 2024


This Is How You Lose The Time War 
Durante o encontro do clube do livro da Litulla, partilhei que livros muito mais focados em atmosfera do que em enredo deixavam-me desconcertada. Gosto de acompanhar logicamente a narrativa e encontrar sentido, mesmo quando me deixo envolver com a mensagem principal.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024


É provavelmente, um dos museus mais famosos e populares do mundo, com uma presença impressionante no nosso imaginário cinematográfico. O Museu Americano de História Natural celebra mais de 150 anos (nascendo um ano antes do The MET) e traz para os seus visitantes com coleção impressionante com mais de 3 milhões de artefactos de biologia, geologia e arqueologia. 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024


Estava perdida na sua coleção digital de registos, que partilhou comigo quando a nossa viagem terminou. É sempre com curiosidade que vejo as fotografias particulares de uma aventura partilhada; os detalhes que me passaram despercebidos, mas que não escaparam à atenção de quem os notou. Uma forma de nos transportarmos até lá para redimir essa desatenção. 

Não era só uma, eram muitas. Registos de mim, sem saber. A ler, conduzir, escrever. Às vezes, simplesmente a viver - e quase a acreditar que viver é, de facto, simples. Olhei para aquelas fotografias sem reconhecimento, incapaz de localizar o momento exato em que a câmara preservou para sempre aquela imagem, uma memória que só a ele lhe pertencia, já que eu não tinha recordação nenhuma de ter sido captada. E talvez tenha sido isso que me fez lembrar do quanto é um momento raro. 

Hoje, a fotografia desdobra-se, sem rolos contados a 27 momentos, mas continuo a limitar os registos de mim própria como se, do outro lado, ainda agarrassem em câmaras analógicas, onde cada registo era cautelosamente selecionado - e em mim seria desperdício. Olho com espanto para as fotografias de mim - não minhas - raramente bonita, porque a espontaneidade não obedece a sorrisos treinados e estratégias estéticas. Sou eu, mas nem sempre me reconheço. Não observo tudo de mim. Sou o conhecimento de mim própria, mas nunca a imagem. 

Ao espelho, antecipo sempre o meu reflexo, nunca me desarmo. E quando peço uma fotografia e me coloco à frente da lente acompanhada pela vergonha, refugio-me numa pose, no sorriso tímido que não me compromete. Mas os outros veem-me mais do que alguma vez serei capaz de me ver. 

Há lugares que habitam em mim, mas que me são remotos. Ironicamente, acessíveis aos outros, sem obstáculos. Encontro também, nos outros, os seus lugares remotos, os recortes das suas gargalhadas, expressões, tiques, pormenores, costas, nucas, posturas. Reparo nas suas formas de viver como se segurasse num retrato completo de cada pessoa que estimo. O seu jeitinho de ser, mesmo quando nem sabem que são. 

Olhei para a sua coleção de recordações e vi os lugares remotos de mim com a relutância de quem não se sente bonito em registos cândidos. Uma censura cruel, cheia de pensamentos coloridos a lápis azul. E, desta vez, numa irresistível transgressão, deixei a análise à margem. E permiti-me a conhecer os meus lugares.

Fico grata por sentir que a minha espontaneidade, os meus lugares remotos, merecem ser guardados. Sinto o conforto de descobrir que, quando estou a viver, também mereço ser registada, tal como registo o viver bonito das minhas pessoas. 

É um mundo de galeria ilimitada e de estética apurada, mas repleto de invisibilidades e ângulos mortos. Em cada álbum de fotografias espontâneas, agradeço por me verem. Por me mostrarem como vivo. Uma memória que se vê e não apenas que se conta. Porque não há humanidade maior do que mostrarmos aos outros os seus lugares remotos.

Olha a forma bonita como és capaz de viver. Eu vejo.

domingo, 4 de fevereiro de 2024


Acho que, pela primeira vez, não senti a infinitude de janeiro. O mês arrancou com coisas para organizar, conversar, refletir e retomar, sem deixar espaço para grandes perceções temporais. É caso para dizer: estive aos papéis, em janeiro, mas com coisas bonitas para destacar.

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