quarta-feira, 25 de janeiro de 2023


Existem livros, lugares e experiências tão especiais para mim que, se pudesse, ia de porta em porta melgar-vos a todos para que os pudessem ler, visitar e experimentar também, sem me cansar. Todas as Coisas Maravilhosas é uma dessas experiências. 

Estivemos desencontrados nas primeiras sessões, mas assim que abriram novas datas soube que era a 2ª oportunidade que precisava. 

Esta é uma peça diferente de tudo o que já pude assistir: adaptada a partir do original de Duncan Macmillan, Ivo Canelas assegura um monólogo (mas desenganem-se se pensam que é monótono ou unilateral) emocionante e muito interativo, com uma premissa única: um menino decide escrever uma lista de todas as coisas maravilhosas que fazem a vida valer a pena para oferecer à mãe, que sofre de depressão e tem ideações suicidas. 

É um tema pesado e muito sensível, sim. Mas às lágrimas e à emoção do que estamos todos a testemunhar, juntam-se desafios, muita interação do público e uma energia e alegria de viver palpável. Não quero entrar em detalhe porque espero que tenham o mesmo efeito surpresa que eu tive, mas posso dizer-vos que foi completamente original, criativo e inesquecível. 

Todas as Coisas Maravilhosas quebra todos os protocolos que possam imaginar no teatro, com o próprio ator a receber-nos e a quebrar várias vezes a barreira de palco e plateia de uma forma enternecedora, desafiante e divertida. Não sei quantas vezes ri e emocionei-me, mas é nisto que se encerra viver, certo? 

O espetáculo vai estar no Estúdio Time Out, em Lisboa, até março. Estou confiante de que o resto do país tenha também uma visita, mas recomendo-vos que aproveitem e que se permitam a ter esta experiência – é mesmo especial.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023


Na antevéspera de ano novo, 6 pessoas estão de visita a um apartamento que está à venda quando um assalto falhado resulta numa situação em que todos ficam reféns dentro do prédio. Cabe a dois polícias altamente inexperientes resolver a situação e garantir que todos escapam ilesos – exceto o assaltante. 

Gente Ansiosa foi a minha primeira interação com Fredrik Backman e deste o primeiro capítulo que percebi que a sua escrita era única, especial, mas que também necessitava da disposição certa. As suas histórias são sempre elásticas – transitando entre passado, presente e outras memórias – e todas as personagens secundárias têm o seu tempo de antena. Acho que é este último ponto que me faz gostar mais deste autor: relembra-nos que todos nós temos a nossa própria história, somos protagonistas. Não somos só figurantes nas narrativas dos outros. 

É desafiante imaginar que um livro cómico sobre assaltos e reféns aborde temas tão profundos como o suicídio, a depressão, sentimentos de culpa e dinâmicas de casal – entre cobranças, expectativas, sonhos conjuntos e sacrifícios. Mas Gente Ansiosa consegue-o com uma mestria excecional e uma harmonia fantástica entre escrever com humor e sensibilidade poética. 

Diria que a minha estreia foi bem-sucedida. Já li, entretanto, outros livros do autor e fascina-me como ele pega em temas mundanos e acrescenta-lhes um toque de absurdo e uma dose de empatia.

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Bertrand

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sábado, 21 de janeiro de 2023


Covent Garden é um dos spots mais turísticos e populares de Londres, mas admito que é um dos meus favoritos. Combina de uma forma natural e entusiasmante séculos de história com a cultura popular atual, principalmente de rua. É garantido que há sempre o que fazer em Covent Garden. 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023


É difícil pensar no panorama cultural e museológico de Londres e não lembrar o British Museum. Não é uma referência ao acaso, com um espólio absolutamente valioso e uma coleção que viaja pela Grécia Antiga, Egipto, inúmeras correntes artísticas de pintura, entre outros artefactos fascinantes. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023


Sou fascinada pela capacidade de síntese e de simplificação de conceitos. Às vezes, sinto-me tão assoberbada pela dimensão do tanto que consumimos e vivemos que, se tivesse de o explicar a alguém muito mais novo do que eu, acho que apenas iria contagiar a minha própria inconclusão. E talvez seja também por isso que adoro descobrir livros que exploram e elucidam temas complexos com sucesso. 

Gosto, Logo, Existo é um livro que concretiza de uma forma brilhante e completamente adaptada para os mais novos o estranho (e fascinante) mundo da Internet. Desenganem-se se julgam que é uma explicação simplista e vaga do mundo digital; por entre estes capítulos, há uma viagem surpreendentemente bem estudada sobre a nossa relação com as redes sociais, fake news (e o problema da desinformação no meio jornalístico), o que são algoritmos e porque é que toda a gente reclama deles, como funcionam patentes e em que é que se traduz a liberdade de expressão. 

Este é um livro que qualquer leitor da minha idade não vai ler para descobrir mais; de uma forma ou de outra (testemunhando na pele a experiência agridoce da evolução digital), já todos sabemos e sentimos o que está encerrado nestas páginas. Mas é uma forma soberba de tornar este mundo tão vasto um pouco mais compreensível para quem começa a dar os primeiros passos (ou taps) no mundo digital. É irresistível pensar que sabem tudo com intuição e que o conhecimento deles é balizado entre o que fazem com amigos e o que é limitado pela escola e pelos pais; o livro dá uma proposta além: convidar os miúdos para a conversa e oferecer transparência de como funcionam as coisas, sem carga abusiva de informação. 

Se a mim, cujo conteúdo já sabia – e que trabalho com este universo a um nível diário – foi um bálsamo para compartimentalizar ideias e emoções que sinto ao interagir no digital, imagino que para alguém com a fração da minha idade possa ser, igualmente, elucidativo e reparador.

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Bertrand

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sábado, 14 de janeiro de 2023


É icónica e junta-se ao Big Ben para fazer um recorte carismático ao horizonte de Londres: a London Eye, como já sabem, não foi a maior roda gigante da capital, mas é, atualmente, a mais memorável e turisticamente desejada. 

Ir à London Eye é, na minha opinião, uma experiência que vale a pena fazer, mas não repetir. Oferece uma das vistas mais populares da cidade, absolutamente dignas de postal. Foi idealizada no contexto de um concurso e pretendia-se que fosse um símbolo da chegada do novo milénio, razão pela qual foi inaugurada a 31 de dezembro de 1999. 

Se tiverem tempo para contar – e, acreditem, com o infinito tempo de espera, poderiam fazê-lo – irão reparar que esta roda gigante tem 32 cabines, e não é por acaso: pretendem representar a Greater London, com a cidade de Londres e as respetivas 31 freguesias. No entanto, nunca vão encontrar a cabine nº13 – não existe por considerarem um número que dá azar. Saltam diretamente do 12 para o 14 e finalizam com 33. Se tiverem um toque de sorte, poderão ficar na Coronation Capsule, a cabine real que foi assim batizada aquando do 60º aniversário da coroação da Rainha Elizabeth II. 

Embora muitos considerem a London Eye uma atração turística dispensável – e até excessivamente popular – este marco tem algumas curiosidades muito interessantes; Por exemplo: dá para acreditar que tem mais visitas anuais do que o Taj Mahal? 

De noite, também reserva um detalhe especial: vale a pena descobrirem quais foram as cores escolhidas para a iluminar, já que as luzes vão mudando ao longo do ano, consoante os vários momentos e acontecimentos que a cidade vai testemunhando. À data da nossa visita, a London Eye estava vestida de roxo e rosa por ocasião do Jubileu da Rainha. Uma oportunidade verdadeiramente única, viríamos a descobrir poucos meses mais tarde. 

Para algumas dicas finais, recomendo-vos a aquisição do bilhete online e, se têm interesse em ir ao Madame Tussauds, que comprem o bilhete combinado, uma vez que sai ligeiramente mais em conta. Sugiro-vos que façam o agendamento da vossa visita o mais cedo possível e que, se não comprarem opções de fast pass (não recomendo), cheguem antes da hora recomendada pelo bilhete. 

A viagem dura cerca de 30 minutos e, se forem acompanhados, recomendo-vos a seguinte estratégia: uma pessoa que assegure um lugar o mais centro à esquerda para terem a melhor vista sobre o Big Ben e outra que assegure o lugar sentado nos sofás – vão alternando sem perder a experiência e o conforto.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023


No ano passado, tive, fixamente, um desejo na minha mente de concretizar. Para materializar melhor esta reflexão, vamos imaginar que eu desejava muito uma bola dourada e que a procurei por todo o lado. 

Foram incontáveis os dias em que me senti incompleta sem ela, em que a idealizei como o que mais desejava. Chorei por ela, tive ataques de pânico por ela, questionei um sem-número de coisas com ela. Não a podia ter. ‘Não posso ter a minha bola dourada’, dizia. 

Até que, no último dia do ano, a bola dourada apareceu. Bom, não era mesmo uma bola dourada cintilante; era, na verdade, bem defeituosa. Enferrujada, já não tinha o mesmo brilho. Mas era uma bola. E era dourada. E bastava-me estender a mão para a agarrar. O meu tão almejado desejo. E dei por mim completamente petrificada. 

Durante todo aquele tempo, o meu foco era absoluto: ter a bola dourada. Mas só quando ela de facto se materializou à minha frente é que ramificaram outras questões: como quero esta bola dourada? Quando quero esta bola dourada? Onde quero esta bola dourada? O que aceito sacrificar agora mesmo por esta bola dourada? E se, ao início, achei que estas questões levavam-me para um espaço de idealização que atrasava a realidade (‘pára de pensar e agarra aquela bola dourada ferrugenta antes que ela vá!’), percebi que aquelas perguntas eram muito mais reais do que o meu desejo. Elas revelavam algo mais importante do que ‘Não posso ter a bola dourada’. Elas revelavam que ‘Eu posso ter a bola dourada, mas não quero’. 

O posso e quero são primos muito próximos na mesa das decisões. Ambos são convidados de honra, embora não enchamos o prato de um e do outro da mesma forma. Às vezes, falamos muito mais com o quero do que com o posso. Mas terminamos a refeição a achar que os nossos dois dedos de conversa com o posso foram mais determinantes. 

A verdade é que esta não é uma mesa para três (eu/tu, quero e posso). Há outros convidados e esses, também sendo de honra, ficam com os restos: o não e o gosto. É muito difícil admitir que podemos deixar de querer algo que gostamos. É igualmente duro apenas podermos o que não gostamos de querer. 

Mas podemos, sempre. 

É que confundimos muitas vezes o poder do querer. ‘Não posso porque não tenho tempo’, ‘Não posso porque não tenho condições’, ‘Não posso porque não estou numa fase boa para deixar/fazer’. O não e o posso andam juntos, mas por nunca os considerarmos individuais, só imaginamos o posso com o não atrás. 

E embora o posso tenha todo um contexto socioeconómico fundamental no regime e atualidade que vivemos, dizermos que não podemos não fragiliza o que está errado no contexto externo: só nos fragiliza a nós. 

Em liberdade, quase sempre podemos. E, às vezes, por muito que custe admitir, gostamos. Mas não queremos. 

Não queremos. 

Não querer não é o mesmo que não desejar. É pensar a fundo em como é que desejamos aquela bola dourada até que ela deixe de ser a bola dourada dos outros e passe a ser a nossa bola dourada. Só assim aceitamos querer o que já podemos. 

Eu posso ter aquela bola dourada. E eu gosto daquela bola dourada. Mas não a quero. Não a quero assim. 

Corro o risco de não me aparecer mais nenhuma. Corro o risco de a próxima bola não ser dourada. Ou nem ser bola. Ou nem ser nada. O cerne das escolhas é mesmo esse: assim que todos nos levantamos da mesa, nunca mais podemos repetir aquela refeição. Os convidados mantêm-se, mas a toalha, o serviço e o cardápio são completamente diferentes e inimitáveis. Quando somos realistas com o que podemos, gostamos e (não) queremos, somos também mais sinceros com o que desejamos. 

Desejo muito uma bola dourada. Mas talvez não seja dourada. Talvez não seja uma bola. Talvez não seja nada. 

Ainda não sei como a quero. Mas sei que, quando a quiser, também a posso. Enquanto for livre, posso.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023


Iniciei esta leitura durante os dias quentes de junho e os mergulhos frescos na piscina, e embora este ambiente veranil despreocupado não combine, de todo, com a profundidade sombria de On Earth We’re Briefly Gorgeous, foi benéfico para me ajudar a digerir cada passagem. 

Tudo o que sabia sobre este livro antes de mergulhar na sua história era de que se tratava de uma narrativa muito poética e de que era uma carta de um filho para uma mãe que não sabia ler. Mas o que me estava reservado nesta leitura era muito mais. É uma história profunda sobre a relação entre mãe e filho, a descoberta e exploração da orientação sexual – e das relações controversas -, toxicodependência, emigração, stress pós-traumático (…) um conjunto de temas pesados e carregados de dor emoldurados em passagens absolutamente sensíveis, repletas de poesia e impossíveis de não sublinhar. 

Não posso dizer que a minha experiência de leitura com On Earth We’re Briefly Gorgeous tenha sido linear; se houve momentos em que me senti completamente conectada, tive também passagens em que percebi que a minha mente não estava lá, que me sentia desligada. Acho que, agora com alguma distância e a devida análise, o que mais gostei foram dos momentos de reflexão acerca do que o narrador sentia ou pensava e não tanto os relatos de ação – que eram inevitáveis para dar um sentido de continuidade e propósito à história. 

É uma prosa poética perfeita para quando precisamos de momentos em que o narrador pára e pensa em detalhe de que forma é que aquilo que está a contar encaixa na sua visão de mundo e vida. Como todos nós fazemos, volta e meia.


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Bertrand

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sábado, 7 de janeiro de 2023


Kensington reserva-nos duas das zonas mais icónicas de Londres: Portobello e Notting Hill. Ambas são familiares e fazem parte do culto popular, literário e cinematográfico de uma centena de referências, e se antes eram dois lugares muito conhecidos pela gentrificação, hoje reservam alguns dos bairros mais caros da cidade. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023


Regressar à minha rotina: Já aflorei um pouco esse tema nos balanços de 2022, mas um dos meus objetivos para este novo ano é recuperar a rotina que perdi durante a recuperação pós-covid. Quero voltar a poder treinar, a ficar de cabeça para baixo nas minhas aulas de yoga, a poder caminhar sem perder o pulmão e a sentir o mesmo nível de energia e bem-estar com que estava antes de abril do ano passado. Já tenho carta branca para regressar e é isso mesmo que quero fazer: regressar

Visitar um lugar onde nunca estive: Talvez esteja a ser um pouco repetitiva face ao ano passado, mas é isto que realmente me faz sentir viva e realizada em cada ano: conhecer uma cultura diferente, pisar um lugar que não conheço (dentro ou além-fronteiras). Estou ansiosa para que a Inês de dezembro me conte por onde andámos. 

Definir melhor os meus horários: Acho que só no ano passado é que identifiquei com precisão cirúrgica o que é que falha na minha rotina e me faz entrar em burnout: o foco. Não tenho o menor problema em priorizar as minhas tarefas na semana ou até de encaixar imprevistos, mas sou hiperfocada ao ponto de não me aperceber das horas que estive a trabalhar em algo (perco a noção do tempo). Esqueço-me de comer, de fazer pausas, das horas (…). Quero estar mais consciente. Ter foco é excelente, sim, mas na medida ideal para não ficar drenada. Este ano, todos os meus trabalhos e projetos estão com blocos muito bem definidos na minha agenda e, no que não for urgente, serei disciplinada em respeitar esses tempos. Isso inclui alarmes, deixar as horas de almoço vazias, incluir na minha agenda ‘off time’ (e respeitar esse tempo de descanso da mesma forma que respeito o tempo que aloco a trabalho) e definir dias e horários concretos na semana em que vou alocar esse tempo - com espaço para imprevistos, descanso e para os sins a convites de última hora (que são a melhor parte de se viver). Talvez não seja tão expedita ou consiga adiantar coisas mais rapidamente, mas terei, também, uma vida mais equilibrada, onde consigo estar presente no trabalho e no descanso, sem culpas. Estou muito esperançosa que isto ajude a quebrar um círculo vicioso de foco excessivo. 

Fazer algo pela 1ª vez: No ano passado, propus-me a este objetivo e o resultado foram 17 experiências que fiz pela primeira vez. E foi tão divertido…! Este ano, antecipei-me um pouco e, além daquelas que a vida vai-se encarregar de trazer, listei algumas coisas que nunca fiz e gostava de experimentar. Sem cobrança – se não se proporcionou, teremos mais anos para experimentar. Mas listar ajuda-me a manter na memória e a deixar-me mais atenta a possíveis oportunidades. Já tenho 27 coisas que quero experimentar (desde coisas mesmo especiais até a pequenas e simples experiências no quotidiano) e espero que 2023 me leve até elas (ou pertinho!). 

Andar de balão: À terceira é de vez, certo? Tanto em 2021 como 2022, tinha a viagem marcada e tudo a postos para viver a experiência – e em ambas foi cancelada. Estou confiante que é em 2023 que vou, finalmente, voar. 

Ver mais filmes: Sinto que esta meta está para mim como algumas metas de ‘ler mais’ estão para algumas pessoas. Para mim, ficar no sofá a ver um filme está sempre na última opção da lista de como quero passar o tempo. Mas fico triste por não ver mais filmes. Na reta final do ano passado, fiz uma lista de todos os filmes que ando a querer ver há… (tenho vergonha de vos dizer há quanto tempo tenho adiado). Todos estes filmes despertaram a minha curiosidade, portanto, posso escolher um por semana para assistir sem dramas e sem perder tempo em scroll na Netflix (algo que me desmotiva de imediato a assistir ao que quer que seja). 

Média de 4 estrelas no Goodreads: Nos últimos anos, dei por mim nos balanços do ano a concluir que li muito, mas que nem sempre isso se traduziu em qualidade – e apercebi-me que ler vários livros seguidos de 3 estrelas influenciam muito as minhas reading slumps. Sinto que, muitas vezes, estabelecemos metas de leitura como um elemento de motivação para mantermos a leitura na nossa rotina e planos. Mas, para mim, já não vejo essa necessidade: não sou competitiva e a leitura faz, naturalmente, parte dos meus hobbies desde que sou miúda, por isso, quero ajustar o foco de ler muito para ler melhor (daí que o nome desta meta seja que a minha média anual de classificações dos livros que ler em 2023 seja de 4 estrelas - ou mais). É difícil conjeturar como é que se cumpre um desafio destes, mas diria que passa muito por ser mais criteriosa nas minhas escolhas (e aceitar que ler um livro que entretém a alma também é muito bom e que deve estar presente em 2023) e ler mais reviews de confiança. Não estou preocupada se este ano não ler tanto como nos outros anos, desde que acumule mais histórias e registos que sejam relevantes ou com significado para mim.

Quais são as vossas metas para 2023?

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