domingo, 1 de agosto de 2021


Julho. Pele de sol, cones de gelado, mergulhos salgados. O mês do calor e dos encontros quentinhos no coração. Julho foi tranquilo e muito especial. Mergulhamos juntos?

sábado, 31 de julho de 2021

WEB | Ouviste Isto? #10


Internet, 'Síndrome de Restaurante Chinês' e roleta de unfollows. Se esta salada não denuncia de imediato que este é um artigo com as minhas mais recentes recomendações de episódios de podcasts, vocês são novos por aqui — mas não se acanhem, bem-vindos! Há espacinho para todos e tenho canecas que cheguem. Auscultadores a postos?

quinta-feira, 29 de julho de 2021

PASSAPORTE || Lojas Preferidas de Lisboa


Para um miminho especial, para oferecer a amigos especiais ou para trazer uma recordação original da capital. Reuni cinco das minhas lojas prediletas de Lisboa, que me fazem sempre suspirar pelo regresso para espreitar as novidades ou para levar mais um desejo tão esperado para casa.

segunda-feira, 26 de julho de 2021

LIVROS | Uma Pequena História do Mundo


Existem livros que vêm parar às minhas mãos juntamente com a pergunta ‘porque é que não li isto antes?!’. Uma Pequena História do Mundo é um deles, que certamente teria feito toda a diferença durante a minha época de escolaridade. Sempre fui uma amante fervorosa de História e uma das decisões que mais custou a minha adolescência foi sacrificá-la para a ciência, no 9º ano — um tema que continuo a achar absurdo, mas não é sobre isso que quero falar, hoje.
 
Uma Pequena História do Mundo é exatamente aquilo que o título antecipa: um resumo leve, acessível e muito apelativo sobre a História do mundo, desde religião aos costumes e conquistas. Nasceu de uma premissa muito interessante: Ernst Gombrich quis escrever um livro que contasse a História de várias nações e religiões de uma forma que fosse apelativa para o público juvenil e até adulto. Sem aspeto de manual de História, sem datas desnecessárias que só servem para os exames, sem a cobrança para decorar nomes. Capítulos concisos com alguns pormenores que encantassem o leitor mas, essencialmente, seria um resumo do principal que aconteceu à nossa civilização — e que nos torna quem somos hoje.
 
A publicação do livro foi um verdadeiro sucesso mas, durante a Segunda Guerra Mundial, o partido Nazi suspendeu a publicação do livro, deixando a obra um pouco esquecida. Outras reviravoltas aconteceram a este livro mas, de forma resumida, Leonie Gombrich não quis deixar este projeto do avô esquecido e voltou a emergi-lo com uma nova edição e traduções. Graças à resiliência da neta, eu pude ler este livro e adorar cada segundo da leitura.
 
Este é um livro para os amantes de História, pelo fascínio que é ver a capacidade de alguém conseguir explicar momentos muito complexos da Humanidade de uma forma descomplicada e carismática. Mas este também é um livro para quem não tem a melhor relação com a História. Talvez este seja o ponto de partida para fazerem as pazes — afinal de contas, não gostar de História é não gostar de nada (porque não há nada sem História).
 
Foi um dos meus livros preferidos de 2021 e tenho vontade de o oferecer a todas as pessoas. Lê-se num sopro, mas fica connosco até muito depois. Recomendo muito!

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Betrand

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sábado, 24 de julho de 2021

SÉRIES | The Undoing


The Undoing foi a minissérie (já finalizada, com apenas uma temporada) que deixou o público ao rubro, há alguns meses, com uma premissa de mistério e drama: na cidade de Nova Iorque, um casal aparentemente perfeito e imperturbável vê a sua vida virada do avesso após o marido ser inesperadamente acusado de um homicídio. Esta não é uma informação que nos deixe indiferentes; nada o parece fazer prever e ficamos perdidos em relação à história de cada personagem, à história do enredo entre eles e à verdadeira história de tudo o que aconteceu. Quem está inocente? E quem é o/a verdadeiro/a culpado/a? O que aconteceu? Num dia de verão que se revelou triste e nublado, aproveitámos a ocasião para fazer um verdadeiro serão de mistério em casa.
 
Se assistirem a The Undoing com alguém, talvez seja garantido que vão jogar Cluedo nesta série. Embora eu tenha de admitir que achei o final preguiçoso e by the book, cada episódio está brilhantemente construído para nos fazer criar teorias e destruir certezas. Talvez o verdadeiro segredo do sucesso de The Undoing seja a manipulação de empatia que consegue criar com o público: em vários momentos da série, nós sentimos empatia pelas personagens apenas para, no episódio seguinte, colocarmos tudo em xeque.
 
Um outro elemento de sucesso, para mim, é a performance soberba de Nicole Kidman mas, ainda mais surpreendente, é a de Hugh Grant, tradicionalmente colado a papéis mais cómicos e descontraídos, que se revelou uma boa surpresa a encarnar um papel mais dramático e caustico.
 
Como já referi, o final não me surpreendeu: sinto que é uma série que dá muitas voltas e talvez a vossa imaginação consiga dar um nó mais interessante do que a série. Mas pela premissa intrigante, pelo mistério das personagens e pela prestação brilhante do elenco, não irão ficar desiludidos.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

LIVROS | Creative Confidence


A criatividade é um dos assuntos que mais me fascina e que também mais tenho dificuldade em encontrar conteúdo que me enriqueça. Sinto que a maior parte dos livros sobre criatividade orbitam nos mesmos touchpoints. Talvez a culpa não seja dos autores; a verdade é que sabemos muito pouco sobre como a criatividade se processa — neurocientificamente falando — e creio que é esse mistério que me atrai sempre para mais e mais livros, na esperança de desvendar um pouco mais do que está por detrás da cortina.
 
Creative Confidence não é um livro extraordinário nem groundbreaking, mas surpreendeu-me pela aposta na componente prática — que, tendo em conta que os autores nunca saberá qual o setor de atividade em que o leitor se encontra, é um gesto um tanto quanto ousado. Neste livro, os irmãos David e Tom Kelley exploram a criatividade não apenas enquanto uma área artística mas uma ferramenta válida — e fundamental! — para os vários setores profissionais (quem diria que um MRI poderia ser um barco de piratas, por exemplo?!).
 
A criatividade muda o mundo e a nossa própria perceção do mundo. Esta é a mensagem principal que os autores procuram deixar em Creative Confidence, e penso que é uma missão bem sucedida entre casos de sucesso, pontos de vista pessoais e muitos exercícios práticos que David e Tom tiraram das suas aulas e workshops de criatividade.
 
Embora alguns capítulos não me tenham impressionado, as suas histórias (pessoais, de alunos e de projetos que abraçaram) fizeram-me observar a criatividade de um novo ângulo, assim como os exercícios propostos — alguns deles são bastante simples de fazer e muito interessantes. ‘Qualquer pessoa pode ser criativa’ é uma das afirmações arrojadas presentes no livro mas que, entre capítulos e exemplos incríveis, fica comprovada.

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segunda-feira, 19 de julho de 2021

PASSAPORTE || Centro de Artes e Criatividade


Inaugurou, este ano, provavelmente o projeto mais esperado pelos Torrienses: o Centro de Artes e Criatividade. Embora o centro seja uma ode global à cultura e expressão artística, o seu foco principal está ligado ao evento mais popular e particular de Torres Vedras: o carnaval.

Sempre foi difícil para mim, Torriense, explicar a quem está de fora o que é o Carnaval de Torres Vedras. Não é que seja difícil de definir ou de relatar todas as atividades e tradições, mas é muito difícil de passar essa atmosfera singular sem que estejamos, de facto, em plena celebração do evento nas ruas.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

LIVROS || Humankind


Parece ser do consenso geral — principalmente, dos dias que correm — de que os seres humanos têm propensão para a maldade, o egoísmo e deslumbramento de poder. Há poucas coisas no mundo que reúnam a concordância da ciência, psicologia, filosofia e política quanto isto. O nosso mundo, a nossa política, economia e constituição alinham-se nesta máxima: não confiar no bom senso. Não cair na ilusão de que as pessoas farão o que está certo.
 
Rutger Bregman faz aquilo que eu acho de mais admirável em Humankind: abraça o espírito crítico e científico com que todos nós fomos ensinados a trabalhar e explora toda a documentação, experiências e literatura que parece corroborar com a maldade humana, apenas para mostrar o quanto estamos errados.
 
Não vou mentir, este foi um livro que li em constante resistência. Se por norma tento sempre ter espírito crítico nas minhas leituras, a minha sensibilidade para ler Humankind foi ainda maior. Mas em todos os capítulos, o autor tirou-me o tapete e refutou todas as minhas ideias. Confesso-me uma pessoa otimista, mas não há nada de otimismo neste livro: é realista, científico, articulado e meticulosamente estudado. Só assim o autor poder-se-ia defender por escrever um livro que vai contra a perceção global da sociedade.
 
Humankind não se limita a provar que o ser humano é bom, mas também demonstra como o nosso sistema político, económico e social está a perder e a prejudicar-nos por não reconhecer este facto. Embora não exista nada nas palavras de Bregman que seja inusitado — muito pelo contrário, todas as suas argumentações têm uma lógica e um raciocínio —, todo o conceito do livro é revolucionário. Iniciava cada capítulo com um pé atrás, mas terminava com uma onda de alívio e esperança, que me deu alento nesta altura em que os media e certas redes sociais aproveitam-se, oportunisticamente desta ideia enraizada do egoísmo humano. Terminei este livro a encerrar a minha conta no Twitter e a ter mais esperança no mundo — uma esperança realista, não idealista. Mas podemos fazer melhor. Começar por ler o livro pode ser um ponto de partida. Dos melhores que li este ano.

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Bertrand

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quarta-feira, 7 de julho de 2021

FILMES || Junho • 2021


Já disponível para todos os assinantes do Disney+, este foi um filme que, admito, não estava na minha watchlist, mas um serão em família determinou a escolha. O filme de animação apresenta-nos a nação de Kumandra, outrora próspera e protegida por centenas de dragões, agora dividida em vários reinos após um incidente que provocou a extinção das criaturas.
Raya e o Último Dragão surpreendeu-me pela positiva com uma história repleta de subtilezas e uma mensagem muito atual. As piadas divertidas, a animação gráfica de sonho, a banda sonora uplifting e a mensagem final (que tanto adultos como crianças vão conseguir agregar, sob perspetivas diferentes) resultou num filme que me deixou com uma sensação de esperança. É, acima de tudo, uma história sobre confiança.
 
Acho que não estou sozinha quando afirmo que estou farta de produções live-action. Sinto que ficam sempre aquém do pedido e, com tantos caminhos novos para experimentar, parecem-se sempre propostas preguiço$a$. Portanto, se não fosse a Marta a partilhar o quanto estava surpreendida pela positiva com Cruella, eu teria deixado escapar este filme incrível — sim, leram bem!
Com as fórmulas de live-action antigas no caixote do lixo que merecem, Cruella é a abordagem que realmente esperávamos, contando todo o passado da vilã-génio da moda. Há sempre um certo fascínio em tentarmos compreender como é que uma personagem se torna má, e entre um enredo bem executado, um elenco de sonho, referências incríveis à Era punk de Londres e uma banda sonora inesperada (mas que encaixa na perfeição), Emma Stone vai dando vida a Cruella e nós vamos sentido a culpa a crescer dentro de nós por sentirmos alguma empatia por alguém que, nos filmes da nossa infância, queria tornar dálmatas em casacos.
Sem deixar nenhum detalhe ou referência para trás, esta foi uma produção arriscadíssima que merece todas as palmas. Cá estou eu, no papel de Marta, a tentar convencer-vos a dar uma oportunidade à vilã mais bem vestida de Londres.
 
Demorei algum tempo a decidir assistir a este filme por saber que tinha de estar num bom espaço mental para dar play. Durante uma etapa da minha vida, esperar por isso não era opção, já que era o meu trabalho. The Father conta a história de Anthony — protagonizado pelo brilhante Anthony Hopkins — no seu declínio cognitivo. Entre a suspeita de Alzheimer ou uma síndrome demencial, este não será um filme de reviravoltas ou diálogos intensos. É, na verdade, um filme monótono e muito circular, que não funcionará para toda a gente, mas não poderia ser contado de outra forma. Aliás, foi a abordagem mais fiel e interessante que já vi sobre alguém que sofre de demência — e dos familiares que acompanham esta jornada dolorosa.
Acompanhado pelo brilhante Ludovico Einaudi, dei por mim a verter lágrimas e a sentir cada dinâmica do filme de uma forma muito profunda. O final é tão simples, mas encerra em si uma carga poética tão grande que nos desconstrói.
 
Sim, parece que junho foi o mês da Disney! Luca leva-nos até às paisagens costeiras de Itália com uma história sobre... monstros do mar! Luca até parece um menino típico fora de água, mas basta uma gota entrar em contacto com a sua pele e vem à superfície a sua verdadeira identidade: é uma criatura marinha. Junto com o seu amigo — e também criatura marinha — Alberto, Luca descobre o fascinante mundo dos humanos e sente-se dividido entre os dois mundos, sem querer negar a sua identidade.
Luca tem um grafismo extraordinário, cores de verão e um sotaque italiano que nos convida a assistir este filme leve entre gelados e pausas nas idas à praia. É também um filme que, na minha interpretação, encerra uma história bastante camuflada sobre minorias na vida real que não se sentem seguras por saíram à rua tal como são — se já assistiram ao filme, digam-me se concluíram o mesmo. É um filme divertido, reconfortante e que eu tinha muita curiosidade em ver depois de ter assistido a um documentário onde os criadores e animadores falavam do seu processo criativo para contar esta história (disponível, também, no Disney+). Silenzio, Bruno!
 
Disponível na HBO, Under the Tuscan Sun não é uma novidade mas, para mim, foi uma estreia. Depois de uma reviravolta inesperada na vida de Frances, a protagonista decide largar a sua rotina sombria para se refugiar na quente e provinciana Toscana, onde começa a restaurar um palacete e a dar os primeiros passos rumo a uma vida mais feliz. Entre gelados, massa, amigos, mais massa, algumas recaídas na melancolia e histórias de amor à moda italiana, Frances abraça a cultura tão típica do país para encontrar um novo propósito. Sinto que a Elizabeth Gilbert, a Frances e a Kamin podiam ser melhores amigas, ou fundar a Irmandade Carbonara. O filme perfeito para um domingo de verão.

Já assistiram a algum destes filmes? Qual foi o vosso filme preferido de junho?

quinta-feira, 1 de julho de 2021

 


O começo do verão, as primeiras férias, os dias nublados que combinam estranhamente com as tardes de calor... Junho é sempre um mês de antecipação e expectativa para dias longos e bonitos, coordenados frescos, passeios despreocupados. Para mim, foi sinónimo de um descanso imposto e de uma férias do Bobby Pins inesperadas, mas, curiosamente, acho que resultou numa lista interminável de Favoritos que vos quero recomendar!