terça-feira, 29 de novembro de 2022


Esta é a terceira e última parte do segmento ‘Vamos Falar Sobre Saúde Mental’. Nas duas primeiras partes (I Parte & II Parte) conversei com a psicóloga Dalila Melfe para, de um ponto de vista profissional, esclarecer algumas dúvidas sobre saúde mental e expectativas acerca da consulta de psicologia. 

Nesta parte, irei falar do processo terapêutico na lógica de paciente. É, por isso, um relato muito individual e a minha experiência pode não se equiparar, de todo, à vossa. No entanto, pediram-me um testemunho da minha parte, pelo que partilho convosco para que possamos quebrar alguns tabus e pudores em relação à jornada terapêutica. 

segunda-feira, 28 de novembro de 2022


 LISBOA
Voar até Itália através do garfo. Já sabem que não tenho sido muito experimental no que toca a descobrir restaurantes novos, mas foi uma das experiências mais recentes e, quando são boas, valem muito a pena recomendar. 

sábado, 26 de novembro de 2022


Sinto que a minha higiene do sono está praticamente aprimorada e, quando tudo o resto não se alinha tão bem, pelo menos, o momento de ir dormir não é um fator de stress. Já tinha na minha rotina um cobertor pesado (do qual não abdico por nada!) e um som de despertador suave (o som da chuva), mas juntei, recentemente, mais um elemento: um sunrise alarm

Já tinha lido várias reviews e feedback positivo, mas o carimbo de qualidade foi decisivo com O Teu Mal é Sono. Um sunrise alarm é um despertador que vai acendendo uma luz que aumenta em intensidade até nos acordar. A ideia é mimetizar o efeito do nascer do sol e permitir-nos um despertar natural e sem o sobressalto do som dos alarmes (que – aprendi com elas – não é muito benéfico termos micro-sustos cardíacos logo pela manhã, todos os dias, com o som dos alarmes). 

Há vários despertadores com este modo no mercado, uns com mais funcionalidades, outros mais amigos da carteira, mas depois de todas as reviews que li e da minha própria experiência, a minha escolha foi para o Lumie Spark 100 por alguns pontos-chave: a superfície luminosa é baça, não é brilhante (uma preferência pessoal), tinha ótimas reviews de durabilidade e eficácia e a luz mais intensa é realmente forte para me despertar e para eu conseguir usar como candeeiro de leitura. Existem despertadores com muito mais funcionalidades do que este – alguns têm rádio, coluna Bluetooth, vários sons de alarme suaves (…) – mas havia uma review quase transversal na maioria desses despertadores: que não tinha uma luz final suficientemente intensa para despertar ou para conseguir ler na cama. 

Incorporar um sunrise alarm na rotina foi simples e sem grandes mudanças: programei a hora a que quero ser despertada (e é nessa hora em ponto que a luz do despertador estará mais intensa). Meia hora antes, a luz vai ganhando intensidade até chegar ao nível final, tal como o nascer do Sol. Desde que tenho o despertador, tenho acordado sempre com a luz, sem necessidade de alarme, mas é importante salientar que eu não tinha hábito de fazer snooze. Por precaução, tenho sempre o meu alarme da chuva ativado para 30 min. depois da hora que programei no despertador, mas, até agora, nunca mais precisei dele. 

Outra programação que adoro nestes despertadores é o sunset timer. Seguindo a lógica inversa, quando me vou deitar, ativo o modo sunset e a luz vai diminuindo a intensidade até apagar. Como a luz é suficientemente forte para servir de candeeiro, uso como luz de leitura e, à medida que a luz vai diminuindo, vou sentindo sono. Estes métodos de despertar e adormecer funcionam também graças à nossa melatonina, que é estimulada ou interrompida conforme os níveis de luz (a melatonina é a conhecida hormona do sono). 

Estou mesmo satisfeita com este despertador, principalmente porque, como já sabem, eu gosto de despertares lentos, e de começar a manhã com calma. Eliminar qualquer som de manhã e simplesmente ser recebida com luz tem feito diferença na minha disposição, confesso. A par do meu cobertor, temos sido bons companheiros de rotina e já estranho quando tenho de dormir em outros lugares e necessito de recorrer ao som de alarme. O design é minimalista e moderno, encaixando perfeitamente no meu quarto. Não coloco as minhas mãos no fogo para a eficácia dos outros despertadores, mas achei que o Lumie acertou em cheio nas expectativas.

sexta-feira, 25 de novembro de 2022


Para mimar e presentear com amor. Para pensarmos nas pessoas da nossa lista com cuidado e carinho e prepararmos uma surpresa planeada ao pormenor. Mais do que qualquer compra, para mim, os presentes estão nisto: no pensar na pessoa, no reservar tempo e cuidado para fazer um embrulho especial, para tentar marcar esta ocasião não como um reflexo de consumismo, mas de simbolismo. Pensei em ti. Acho que vais gostar disto. Sei que é o que queres. Estou confiante de que é o que precisas.

quinta-feira, 24 de novembro de 2022


Com mais de 300 anos de existência, a St. Paul’s Cathedral continua a impressionar os seus visitantes com interiores magníficos e com o seu recorte no horizonte de Londres. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2022


O Madame Tussauds sempre me pareceu, admito, um conceito bizarro. Mesmo quando visitei o de Londres pela primeira vez, em 2007, achava a ideia estranha: um lugar repleto de réplicas de figuras públicas que marcaram a História, cinema, desporto e artes, todas feitas em cera e ao mais alto detalhe. 

terça-feira, 22 de novembro de 2022


Esta é a segunda parte da minha conversa com a psicóloga Dalila Melfe sobre saúde mental – podem aceder aqui à primeira parte. Introduzido o tema da saúde mental e da importância do/a psicólogo/a, nesta segunda parte iremos falar sobre expectativas na 1ª consulta, terapia de grupo, más experiências com psicólogos (e como ultrapassar), o acesso dificultado das consultas de psicologia, entre outras questões finais. 

Geralmente, as consultas de psicologia duram 1 hora: o que é que se pode abordar nesse intervalo de tempo? 

Há sempre presente uma linha condutora. Por norma, mediante os objetivos do/a cliente de aspetos a trabalhar, sabemos quais os tópicos a abordar em cada consulta. 

Por isso, é variável o que pode ser abordado numa hora, mas o expectável passa por abordar como correu o período desde a consulta anterior, analisar planos de ação (que são as tarefas a fazer em casa) e debater os objetivos da sessão, que poderão ser sugeridos pelo/a psicólogo/a ou pelo/a cliente. 

A terapia de grupo tem crescido cada vez mais nos últimos tempos. Na tua opinião, identificas diferenças de abordagens e resultados entre a consulta individual e a consulta com um grupo de pacientes? 

Já tive oportunidade de dinamizar sessões em grupo e posso dizer que achei fantástico. Conseguem-se ganhos extraordinários quando se trata de um grupo que está realmente disposto a partilhar o que sente e a abrir a porta a esses sentimentos no geral. 

Implica, ao nível da gestão, uma tentativa de garantir que todas as pessoas presentes conseguem colher frutos e ver os seus objetivos para a sessão cumpridos, não descurando os de ninguém no processo e o envolvimento de cada pessoa é sempre crucial e muito enriquecedor. 

Todavia, reconheço que esta pode não ser a abordagem indicada para todos nós, uma vez que podem existir preferências pela abordagem individual e está tudo bem. Felizmente, há espaço para todos e existe certamente oferta de serviços que vá ao encontro do que cada um de nós precisa. 

Fala-se muito, hoje em dia, de red flags (alertas vermelhos para certos comportamentos nas pessoas); na tua visão profissional, que ‘alertas vermelhos’ de má prática clínica é que os pacientes devem ter em atenção? 

Antes de mais, quando a formação do/a profissional não é clara em nenhum meio de divulgação e/ou ele não se encontra no diretório da OPP, é uma grande red flag porque podemos não estar a falar de um psicólogo. A formação é essencial para o desempenho das funções e a inscrição na OPP é obrigatória para o exercício da prática psicológica, daí este constituir o primeiro passo. 

Também o cumprimento pelos princípios do Código de Ética e Deontologia devem estar sempre presentes, nomeadamente ao nível do respeito pela pessoa como um todo, exercendo a prática de forma competente e responsável, com integridade e beneficência (e não maleficência). Importa também frisar a confidencialidade e privacidade dos dados, que é algo muito questionado em contexto de consulta (e a qual é quebrada, sim, apenas quando existe risco de dolo para a pessoa ou terceiros). 

Além disso, a importância da escuta ativa e da postura empática (permitir à pessoa ser realmente ouvida e compreendida), validando as emoções e sentimentos do outro e permitindo à pessoa expressar-se no seu tempo. 
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reforço que se existir algo que sintamos não estar de acordo com as nossas expectativas, é importante debater isso com o próprio profissional para que possam ser feitos ajustes sempre que necessário. 

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Há quem não tenha tido uma boa experiência com psicólogos, no passado, e tenha receio em tentar de novo. Como ultrapassar este medo e voltar a confiar a nossa vulnerabilidade a um/a profissional? 

A verdade é que o psicólogo é também uma pessoa e, ainda que ela tenha sempre presentes os aspetos referidos atrás, podem surgir múltiplas razões pelas quais possa ter corrido mal: não haver identificação de parte a parte, não ser o modo de intervenção adequado naquele momento, etc. 

Em primeiro lugar, reforço que se existir algo que sintamos não estar de acordo com as nossas expectativas, é importante debater isso com o próprio profissional para que possam ser feitos ajustes sempre que necessário. 

Se esses ajustes não forem suficientes, não existe nada de errado em mudarmos de profissional se assim entendermos. A verdade é que podemos, de facto, não ter uma conexão imediata com alguém só porque se trata de um psicólogo. As expectativas podem ser elevadas, porque é alguém que está ali para ajudar. E está, mas pode não ser a pessoa indicada e isso não quer dizer que não exista ninguém indicado, pelo contrário! 

Pessoalmente, quando me chegam pessoas que já tiveram outros acompanhamentos prévios, eu questiono sempre o porquê de ter terminado e o que retiraram desse acompanhamento. No fundo, procuro saber quais as necessidades da pessoa para saber como lhe dar resposta. Sermos honestos nestes aspetos para com um novo profissional pode ser a chave para melhorar esse acompanhamento a priori
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foram surgindo bastantes profissionais com serviços de consulta inclusiva

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Precisamos de endereçar o elefante na sala: a psicologia ainda é uma área da saúde com acesso condicionado a quem tem poucas condições sociais e económicas? 

Na maioria dos casos, sim. Na verdade, por trás do valor das consultas está todo o investimento do profissional. Um psicólogo tem de estar em constante formação: licenciatura e mestrado são só o começo. A partir daí vêm formações, workshops, cursos, pós-graduações… enfim, já perceberam. 

No entanto, ao longo dos confinamentos, foram surgindo bastantes profissionais com serviços de consulta inclusiva, ou seja, consulta a preços mais baixos para quem dissesse não ter possibilidade de pagar o valor praticado pelo profissional e, por norma, existe alguma abertura a esse nível. 

Existem dicas ou pontos de contacto a que as pessoas possam recorrer para ter consultas de psicologia a um preço mais comportável? Mesmo que não estejam desempregadas, mas não consigam cobrir os custos habituais das consultas? 

Sim. Pessoalmente, pratico a modalidade de consulta inclusiva em que, mediante a minha disponibilidade de agenda, aceito marcações a preços mais reduzidos quando apresentados os motivos pelos quais as pessoas referem ter dificuldade em pagar o valor que habitualmente pratico. 

Além de mim, existem outras formas, nomeadamente: 
SNS24 – Linha de Apoio Psicológica: 808 24 24 24 (tecla 4) 
Voz de apoio (das 21h às 24h): 225 506 070, sos@vozdeapoio.pt 
Conversa Amiga (das 15h às 22h): 808 237 327 

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o nosso diálogo interno é, naturalmente, autocrítico e mudar o chip de forma a sermos mais compassivos parece uma realidade distante. 

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Existem alguns exercícios de autocuidado e desenvolvimento que possam ser feitos de forma gratuita para as pessoas iniciarem o seu contacto com as emoções e pensamentos? 

Claro que sim! Há uma tríade essencial: higiene de sono, prática de exercício físico e uma alimentação equilibrada. Estes são os pilares e agora cabe-nos juntar a vertente social: rodearmo-nos de pessoas que nos façam sentir bem e que tragam ao de cima o melhor de nós. Não obstante, praticar tarefas prazerosas como ver uma série, cozinhar, cuidar de plantas, usar uma máscara facial… aquilo que cada um considerar como relevante para si próprio. 

Além disso, um aspeto fundamental e muitas vezes descurado: a autocompaixão. A autocompaixão passa por cuidarmos de nós e darmos a nós próprios/as as palavras doces que daríamos a um/a amigo/a. Fazê-lo para connosco parece um desafio acrescido uma vez que, afinal, o nosso diálogo interno é, naturalmente, autocrítico e mudar o chip de forma a sermos mais compassivos parece uma realidade distante. 

A dica é: sempre que a nossa vozinha interna nos disser algo, reparar o tom em que o diz e qual o intuito: cuidar ou criticar? Se for criticar, questionar se aceitaríamos isso de alguém e, se a resposta for não, questionar porque o aceitamos de nós mesmos e procurar mais gentileza nas palavras, não só para com os outros, mas, primeiramente, para connosco. 

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permitindo que elas façam parte da nossa história, sendo apenas isso: parte da nossa história

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Dalila, há cura para as coisas más que sentimos? 

A vida não é nem pode ser unicamente boa, nem unicamente má. A verdade é que as experiências boas fazem parte da experiência humana, tal como as menos boas e até as dolorosas. Não existe uma cura milagrosa para deixarmos de sentir coisas más: elas existem e nenhum de nós está isento de as viver. 

Há, porém, formas de treinar a nossa visão das coisas no geral e de, gradualmente, conseguir encará-las como menos más, distanciado-nos delas e permitindo que elas façam parte da nossa história, sendo apenas isso: parte da nossa história, tal como tantas coisas boas também constam na narrativa. Todas as situações pelas quais passamos têm influencia em nós e quem somos é, certamente, uma súmula de tudo aquilo porque já passámos e pelo que vamos passar também. 

Não conseguimos controlar aquilo porque já passámos, mas conseguimos gerir e integrar em nós essas experiências de forma adaptativa, analisando o que retirar de cada situação. No fundo, não existem emoções más ou negativas e isso é algo que muitos autores têm vindo a preconizar. As emoções e os sentimentos fazem parte da experiência humana e perante algo triste é normal e adaptativo eu sentir-me triste. É importante, sim, gerir essas emoções e arrumá-las nas gavetas das cómodas de que falei. 

No fundo, a hipotética cura passa por ter a casa arrumada para que, em situações adversas, eu saiba como lidar e gerir o que se passa dentro de mim e como agir para me sentir melhor, independentemente de um contexto que poucas vezes se controla.

na terceira parte...
Falo sobre a terapia na lógica de paciente, como foi encontrar a profissional certa para mim e a minha experiência desde então.

acerca de… 

Psicóloga Dalila Melfe 

Dalila Melfe [CP 25204] é licenciada em Psicologia com mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde e pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos. Atualmente, presta consultas de psicologia para jovens adultos, adultos e adultos maiores no seu consultório na Covilhã e online para todo o país. 

Onde podes encontrar? 

Para marcações de consulta com a psicóloga Dalila Melfe (mediante disponibilidade de agenda da própria):
E-mail: dalilamelfe@gmail.com

segunda-feira, 21 de novembro de 2022


Publicado pela primeira vez em 1980, Maus surpreendeu as críticas pela positiva ao mostrar uma abordagem original e inesperada daquele que foi o massacre provocado pelo holocausto durante a II Guerra Mundial. 

Através da novela gráfica, o cartoonista Art Spiegelman conta a história verídica do seu pai, Vladek Spiegelman, e dos horrores que viveu enquanto judeu perseguido pelos Nazis e sobrevivente num campo de concentração. 

O que transforma esta história numa abordagem surpreendente é o facto de o autor ilustrar as personagens através da fábula, onde os ratos são os judeus e os gatos são os nazis alemães. Embora tenha quase uma nuance caricatural, nada neste livro puxa ao riso, muito pelo contrário: os cenários de sofrimento, perseguição e tortura são retratados de forma crua e real, sem paninhos quentes. 

Paralelamente aos relatos de sobrevivência de Vladek, temos também acesso a uma parte do que é viver no pós-guerra e de que forma as crueldades que foram vividas e/ou testemunhadas moldaram não só a forma de viver das vítimas, como também a educação que passaram às gerações mais novas. Ao longo da história, vamos observando que a relação do cartoonista com o pai é frágil e, muitas vezes, instável, em parte fruto de tudo o que foi vivido durante a II Guerra Mundial e que influenciou a dinâmica dos dois - incluindo a própria perceção de Art Spiegelman face a este momento terrível da História. 

Maus é um livro inesquecível, duro de processar mas fácil de ler num sopro e de desejar que a vida, a sociedade e a Humanidade como um todo sejam mais nobres que isto. É difícil de desenhar a desumanidade, mas Art Siegelman fê-lo como ninguém.

WOOK

Bertrand

Este artigo contém links de afiliada.

domingo, 20 de novembro de 2022


Se há coisa que Londres sabe ter em bom, são os parques. Enormes e arranjados, com ou sem lagoas, mas sempre com espaços de sombra, zonas recreativas e desportivas, canteiros magníficos e, claro, esquilos por toda a parte! Era capaz de fazer um roteiro em Londres só para desfrutar dos parques, principalmente nos dias de outono, em que a folhagem está dourada e lindíssima, mas principalmente nos dias de verão, onde os piqueniques e pausas para apanhar Sol são de sonho. 

sábado, 19 de novembro de 2022


De todos os planos, serviços e plataformas que existem ao dispor, acho que não sou tão apreciadora de nenhuma como sou do Spotify. Sendo uma ávida consumidora de música e tendo a vida toda andado de leitor de cassete (sim!), discman e milhares de músicas no MP3 atrás, a ideia de existir uma plataforma de streaming onde podia ouvir toda a música que me apetecesse sem pagar foi tão surpreendente que ainda me lembro do momento em que mo contaram (em 2012, no metro, e depois de eu ter confirmado uma centena de vezes se não estavam a falar de pirataria). 

Pela sua origem tão inovadora e original – nada comparável ao que aconteceu com outras start-ups e negócios – descobrir que existia uma minissérie acerca do nascimento do Spotify e com elenco sueco deixou-me totalmente convencida a assistir. 

The Playlist é composta por 6 episódios, cada um deles dedicado a contar a história do Spotify a partir da perspetiva de vários elementos fundamentais para o nascimento da plataforma. Desde o seu fundador, à artista, acompanhamos os desafios de fazer nascer uma ideia destas em pleno arranque do potencial da Internet e numa altura em que a indústria musical estava a passar pelo mais difícil momento da sua história, com a chegada dos websites pirata. 

Além de The Playlist ser contado de uma forma dinâmica, que entretém e envolve nas medidas certas, aquilo que acho mais interessante é que reproduz, de facto, o que acontece quando várias pessoas fazem nascer um projeto de sucesso: cada uma tem a sua visão influenciada daquilo que aconteceu e uma interpretação da história. Vão reparar que existem vários momentos que se repetem em alguns episódios, mas os diálogos, o conteúdo das conversas ou o tom não são exatamente os mesmos – porque a realidade é mesmo esta, uma mistura de testemunhos onde nenhum é 100% real. Esse toque subtil fez-me gostar ainda mais desta produção. 

Sem passar paninhos quentes a momentos duros e reais que esta plataforma tem encarado ao longo dos anos, The Playlist é a aposta certa para quem também gosta deste serviço de streaming e de descobrir não só como é que as ideias nascem, mas também como é que a ideias deixam de ser só ideias.

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