sexta-feira, 21 de junho de 2024

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Abrir a porta devagarinho e deixar a luz de fora entrar. Encontrar tudo escuro, mas não fazer questão de acender as luzes – não já. Consigo percorrer cada recanto deste espaço na escuridão; conheço-lhe todos os contornos. 

Quando os olhos se ajustam, observo todas as divisões, com as coisas deixadas tal como da última vez que fechei a porta. Não sabia, em fevereiro, que iria fechar a porta para voltar em junho. E, por isso, esta casa está com a ordem de quem não sabia que estaria ausente tanto tempo. 

É interessante reparar como, quando observamos um lugar com os pertences deixados, conseguimos mapear o movimento, a rotina, a dinâmica, mas não a vida. Sabemos qual o bico do fogão predileto, onde são guardados os lençóis de verão, qual é o amaciador de cabelo preferido e em que canal a televisão foi desligada. As preferências, a habitação daqueles objetos e espaços. Mas são as pessoas que lhes dão vida, claro. Sem as pessoas, os objetos ficam nos seus espaços para sempre. O amaciador é o favorito, mas nunca acaba por terminar; o bico predileto do fogão nunca mais é acendido; o lençol de verão nunca mais sai da gaveta e chega o inverno. 

Não tenho um passado de muitas casas – talvez o futuro dite uma experiência diferente, mas, até lá, é a realidade – e, por isso, todas as que passaram por mim e significaram um lar têm um significado e simbolismo maiores do que talvez a sua própria dimensão. A casa onde cresci e que foi ficando cada vez mais pequena, o corredor que parecia não ter fim e que depois atravessava em dois passos apressados de teenager; a casa que ecoava mesmo em sussurros por não ter nada e que fomos enchendo com os móveis, as memórias, as festas e jantares, as pessoas, as fotografias. A casa que já não existe e que, agora, só pode ser habitada na minha memória. Tinha um pátio e um jardim que se transformavam em tudo o que a minha imaginação desejava. Agora, só fazem mesmo parte da minha imaginação. 

E depois tenho esta casa, que deixei em fevereiro. O pó acumulou, as aranhas encontraram nos cantos e vértices dos móveis um refúgio, o silencio preencheu o resto. Regressar a uma casa abandonada implica perceber o que ela foi outrora e o que queremos dela agora. O que manter e o que doar. Afastar os cortinados e abrir as janelas, sacudir os tecidos, limpar e polir. Dar-lhe vida, para que ela nos dê um lar. 

Estou a voltar ao Bobby Pins, a limpar a casa, a sacudir o pó, a doar o que já não faz sentido e a manter o que me traz conforto e refúgio. A aquecer o meu bico preferido do fogão para ferver a água e a trazer saquetas novas de chá. Lavei as chávenas e estão pousadas na nossa mesa de sempre. Não espero o mesmo número de convidados e, depois da remodelação no conteúdo, não espero que todos fiquem. 

Mas a porta não tem trinco, e os lugares não são finitos. Há sempre tempo para irem e para voltarem. Tal como eu fui e vim. 

Esta ainda é a minha casa preferida.

sábado, 2 de março de 2024


Sinto que, em fevereiro, tudo avançou em câmara lenta – o que é paradoxal, tendo em conta que é o mês mais curto do ano. Uma perceção com os dois lados da moeda: se, por um lado, consegui viver e guardar todas as memórias com calma e pormenor, por outro, quando o inverno atingiu com mais força, senti com mais intensidade os dias frios onde o tempo não passava ou melhorava. Felizmente, tive mais momentos do primeiro momento do que do segundo.

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024


Assim que iniciámos os preparativos da viagem comecei a pesquisar opções e formas de ver um jogo da NBA ao vivo. Para mim, era uma das experiências que mais queria concretizar e para a qual tinha reservado o devido budget.

domingo, 25 de fevereiro de 2024


This Is How You Lose The Time War 
Durante o encontro do clube do livro da Litulla, partilhei que livros muito mais focados em atmosfera do que em enredo deixavam-me desconcertada. Gosto de acompanhar logicamente a narrativa e encontrar sentido, mesmo quando me deixo envolver com a mensagem principal.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024


É provavelmente, um dos museus mais famosos e populares do mundo, com uma presença impressionante no nosso imaginário cinematográfico. O Museu Americano de História Natural celebra mais de 150 anos (nascendo um ano antes do The MET) e traz para os seus visitantes com coleção impressionante com mais de 3 milhões de artefactos de biologia, geologia e arqueologia. 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024


Estava perdida na sua coleção digital de registos, que partilhou comigo quando a nossa viagem terminou. É sempre com curiosidade que vejo as fotografias particulares de uma aventura partilhada; os detalhes que me passaram despercebidos, mas que não escaparam à atenção de quem os notou. Uma forma de nos transportarmos até lá para redimir essa desatenção. 

Não era só uma, eram muitas. Registos de mim, sem saber. A ler, conduzir, escrever. Às vezes, simplesmente a viver - e quase a acreditar que viver é, de facto, simples. Olhei para aquelas fotografias sem reconhecimento, incapaz de localizar o momento exato em que a câmara preservou para sempre aquela imagem, uma memória que só a ele lhe pertencia, já que eu não tinha recordação nenhuma de ter sido captada. E talvez tenha sido isso que me fez lembrar do quanto é um momento raro. 

Hoje, a fotografia desdobra-se, sem rolos contados a 27 momentos, mas continuo a limitar os registos de mim própria como se, do outro lado, ainda agarrassem em câmaras analógicas, onde cada registo era cautelosamente selecionado - e em mim seria desperdício. Olho com espanto para as fotografias de mim - não minhas - raramente bonita, porque a espontaneidade não obedece a sorrisos treinados e estratégias estéticas. Sou eu, mas nem sempre me reconheço. Não observo tudo de mim. Sou o conhecimento de mim própria, mas nunca a imagem. 

Ao espelho, antecipo sempre o meu reflexo, nunca me desarmo. E quando peço uma fotografia e me coloco à frente da lente acompanhada pela vergonha, refugio-me numa pose, no sorriso tímido que não me compromete. Mas os outros veem-me mais do que alguma vez serei capaz de me ver. 

Há lugares que habitam em mim, mas que me são remotos. Ironicamente, acessíveis aos outros, sem obstáculos. Encontro também, nos outros, os seus lugares remotos, os recortes das suas gargalhadas, expressões, tiques, pormenores, costas, nucas, posturas. Reparo nas suas formas de viver como se segurasse num retrato completo de cada pessoa que estimo. O seu jeitinho de ser, mesmo quando nem sabem que são. 

Olhei para a sua coleção de recordações e vi os lugares remotos de mim com a relutância de quem não se sente bonito em registos cândidos. Uma censura cruel, cheia de pensamentos coloridos a lápis azul. E, desta vez, numa irresistível transgressão, deixei a análise à margem. E permiti-me a conhecer os meus lugares.

Fico grata por sentir que a minha espontaneidade, os meus lugares remotos, merecem ser guardados. Sinto o conforto de descobrir que, quando estou a viver, também mereço ser registada, tal como registo o viver bonito das minhas pessoas. 

É um mundo de galeria ilimitada e de estética apurada, mas repleto de invisibilidades e ângulos mortos. Em cada álbum de fotografias espontâneas, agradeço por me verem. Por me mostrarem como vivo. Uma memória que se vê e não apenas que se conta. Porque não há humanidade maior do que mostrarmos aos outros os seus lugares remotos.

Olha a forma bonita como és capaz de viver. Eu vejo.

domingo, 4 de fevereiro de 2024


Acho que, pela primeira vez, não senti a infinitude de janeiro. O mês arrancou com coisas para organizar, conversar, refletir e retomar, sem deixar espaço para grandes perceções temporais. É caso para dizer: estive aos papéis, em janeiro, mas com coisas bonitas para destacar.

terça-feira, 30 de janeiro de 2024


É daquelas experiências incontornáveis que, se tivermos possibilidade, queremos experimentar em Nova Iorque. Quando começámos a planear a viagem, sabíamos que era uma das atividades que não queríamos perder, mas não tínhamos grande critério sobre que espetáculo em específico é que queríamos assistir. 

Embora seja uma decisão arriscada, é também mais económica. Sobre a Broadway vão encontrar mil dicas para que seja uma experiência mais barata – porque, acreditem, pode ser beeeem cara -, mas uma das dicas transversais é que não comprem os bilhetes com antecedência (o que, para mim, que adoro planear e ter as coisas tratadas antes da viagem, foi uma dica muito difícil de cumprir, mas que vale mesmo a pena – e vários cêntimos). 

Não comprar os bilhetes com antecedência significa também que convém não ser seletivo no tipo de espetáculo que querem ver e comprar em cima da hora. E quando digo em cima da hora, é mesmo em cima da hora (30-15 min antes do espetáculo). É uma dica chata para grupo (não é garantido que haja bilhetes para todos ou lugares juntos), mas vão ter bilhetes baratíssimos, num espetáculo qualquer e, sem precisarem de grande sorte, em lugares bons. 

Onde é que podem comprar estes bilhetes de última hora? Eu recomendo que num lugar bem próximo das casas de espetáculos – a banca de Times Square é a mais próxima e centralizada – porque vão ter de ir à pressa para o sítio onde vai decorrer o espetáculo. Aquando do planeamento da viagem, recomendaram-me também este site – nunca o utilizei e não posso confirmar a sua utilidade, mas partilho caso prefiram poupar nos bilhetes, mas ter alguma antecedência. 

Quanto aos espetáculos, há de tudo, do drama à comédia e ao musical. Uns mais apropriados para crianças também. Quando vão comprar os bilhetes, a maioria dos funcionários está bastante enquadrada nos espetáculos e consegue dar-vos algumas orientações sobre o que podem esperar de cada um. 

A nossa escolha – depois de todos os critérios aplicados – recaiu para o Bad Cinderella e acho que foi um absoluto golpe de sorte. Os lugares eram fantásticos, supereconómicos, mas o mais espetacular foi, de facto, a produção – e se forem a Nova Iorque e Bad Cinderella ainda estiver a circular com um bom preço, recomendo-vos imenso. Sem entrar em grandes pormenores – porque o fator surpresa desta peça é absolutamente genial – Bad Cinderella é, como o próprio título já denuncia, a história da Cinderella recontada numa nova roupagem. Neste musical, Cinderella não podia sentir-me mais distante do que esperam que uma princesa seja: é inconveniente, questiona todas as regras e, bem, não tem o menor interesse em ir ao baile. Tem também um melhor amigo, que por sinal é o irmão do príncipe com quem todas querem casar e a quem está destinado o baile. O plot twist? É o príncipe que foge. E sobre esta peça mais não digo. 

Quando se fala da produção de um espetáculo da Broadway, não se poupa a elogios e adjetivos, e compreendo porquê; já tive o privilégio de ir a vários espetáculos – de diferentes budgets – mas a dimensão do que vi é deslumbrante. A energia (tanto do elenco quanto do público, que é bem menos comedido que o português), os figurinos, os cenários e a audácia do guião relevam em que patamar se fazem e esperam espetáculos na Broadway e dão-nos uma experiência absolutamente elevada. Pensar que este era um espetáculo mais ‘low-budget’ fez-me pensar que absurdo estaria reservado se tivesse escolhido um Wicked ou Chicago

Se tiverem oportunidade, recomendo-vos muito que reservem uma das vossas noites para um espetáculo da Broadway. Porque o cliché é real: nada como antes visto.

domingo, 28 de janeiro de 2024


Os favoritos foram – e são – a minha imagem de marca digital. Sei-o através de medições mensuráveis e subjetivas. E, este ano, decidi abrir a partilha dos favoritos à comunidade: o que é que as pessoas que me acompanham gostaram, recomendaram ou viveram, nesse mês? O que é que se destacou? Arranquei com o objetivo de tornar os meus conteúdos menos unilaterais e mais integrados a uma ideia de comunidade, mas despertou outras questões. 

A Ana recomendou um creme eficaz para pele acneica e a Filipa um restaurante incrível em Braga. São dois exemplos de algo que, pelo meu meio, provavelmente os meus leitores jamais iriam descobrir – não vou a Braga há mais de um ano e nunca tive acne. Não desvalorizo aquilo que recomendo – que também é bom e, principalmente, também é bom para muita gente -, mas não é diversificado (não tanto como, às vezes, pensamos que é), nem é global (não tanto como, às vezes, pensamos que é). A Ana e a Filipa não fazem conteúdos para a internet (tanto quanto percebi). 

Dei por mim a pensar em quem eram, realmente, as minhas maiores influências e, depois de tantos anos no digital, fui transportada para os meios pequenos e circulares do meu grupo de amigos – circulares porque a mesa da esplanada ainda é, para mim, o meu canal. Não sigo a maior parte dos influenciadores mais populares (um motivo que não me engrandece nem prejudica), mas perco a conta aos momentos em que amigas minhas traziam, usavam ou fizeram algo que me deixou rendida e a desejar poder ter, usar ou fazer o mesmo, sem vergonha de mimetizar. 

Melhor; recordo-me do sem fim de vezes que amigas minhas mostraram-me algo e disseram estou a amar e sei que vais gostar também, ou acho que vais gostar disto. Uma curadoria exclusiva e cujo objetivo não mais é do que a partilha. Num mundo de influência, os meus amigos continuam a ser os meus maiores influenciadores. 

Mostrar as recomendações da Ana, Filipa, Miguel ou tantas outras pessoas que tiveram a generosidade de partilhar o que se destacou no seu mês não é um momento de esplanada entre amigos. Mas lerem as minhas recomendações a solo também não é. Porque em nenhuma esplanada estamos 30 minutos a falar sobre o que gostamos sem ouvir os outros (e, se estamos, depressa vamos deixar de estar, um dia). É a conversa que torna a partilha especial, personalizada, diversificada. Não há protagonistas. 

Aldeia global. Foi este o termo utilizado pelo filósofo McLuhan quando quis tentar compreender o potencial da internet nos anos 60. Ainda hoje, sonhamos com essa aldeia; conceptualizamo-la, criamo-la à imagem do que achamos que o digital (e uma aldeia) pode ser. Esta aldeia global onde podemos ir à vizinha perguntar se ela tem ovos e ela vai lá dentro buscar, numa onda de amor e partilha. 

Mas, numa aldeia, nós não perguntamos à vizinha se ela tem ovos; e ela não vai lá dentro buscar. 

Numa aldeia, a vizinha entra pelo nosso portão, sem hora marcada, com caixas repleta de ovos, espinafres, brócolos e laranjas. Este ano a terra estava boa, trouxe umas coisas, diz. A necessidade é nutrida com caixas e sacos generosos. Não se pergunta se tem quando já se dá. Vive-se num espaço que tem um nicho no canto e não num nicho que tem um espaço no canto.

Também não se bate à porta. Não me lembro de ter de abrir portas na casa da minha avó (e, já agora, também não me lembro de as fechar) e o meu refugado de frango preferido era feito a muitas mãos. O caldo era colocado ao lume e ela desaparecia para a sua horta. Não era um gesto de abandono nem de perigo; logo a vizinhança ia fazendo visitas pela manhã e remexendo a colher por ela, sempre que necessário. Uma invasão que viola as normas de qualquer privacidade e que temperava qualquer refeição com a disponibilidade de muita gente. A tendência é lindíssima, mas difícil de enquadrar no Pinterest. 

É preciso uma aldeia para cuidar de uma criança, e essa aldeia sabe quem somos, onde moramos, o que gostamos. Traz morangos a mais porque sabe que gostamos deles. Diz com pesar que este ano as laranjeiras não estão lá grande espiga, como se houvesse algo menos delicioso do que comer o que se viu crescer, sem preço ao quilo.

As aldeias são alimentadas de presença e partilha – e de um passado de fome. Dá-se porque já não se teve. Alegra-nos as cores da primavera e o verde a brotar da terra porque já se passou as mãos em terra árida. A disponibilidade de ir ver o outro, de termos coisas que os outros não têm e também de não termos coisas que os outros têm. E de trocar sem baterem à porta a pedir.

Quando estou com as minhas amigas, em lugares onde uma horta cabe na varanda, elas trazem caixas e sacos de tudo sem eu pedir. Alimentam-me com o que colheram e têm a mais para eu também experimentar. E mesmo que não sejam sacos de hortícolas da época, nutrem-me de outras formas pela sua disponibilidade em dar sem eu ter de perguntar. Nunca lhes bati à porta.

Quando sonhamos com uma aldeia global digital, não sei quantos de nós viveram, realmente, numa aldeia que não a imaginada em fotografias estéticas. Porque há tanto de uma aldeia que não cabe num visual. E há algo de tão reconfortante nisso. A Ana e a Filipa têm tanto que eu não sei, que não tenho, que não plantei nem vou colher. E embora, agora, comece o ano a bater-vos à porta e a perguntar se têm alguma coisa, espero que um dia cheguem ao meu portão imaginário, sem hora marcada, e que partilhem comigo o que colheram. Sem pressas. Cresce muita coisa numa horta, mas o instantâneo nunca vi a ser plantado.

sábado, 20 de janeiro de 2024


Começou nas crónicas de jornal, derivou para um podcast e agora as melhores histórias estão compiladas em livro: O Coração Ainda Bate reúne algumas das reflexões mais bonitas da Inês Meneses. Sobre os temas, a edição do livro divide entre a infância e ‘eu e os outros’, mas acho que a linha condutora é aquilo que a própria assume sobre este projeto: é o seu confessionário e, talvez arrisque dizer, o seu desafio semanal de encontrar as pequenas coisas que a relembram de que o coração ainda bate. 

Os textos são pequenos, mas a leitura é deliciosa e transporta-nos pela prosa poética com que a Inês Meneses reflete sobre as suas memórias, o amor, a amizade, o coração partido (da perda, do luto, dos dissabores) e outros temas que, pelo menos a mim, também já inquietaram o meu coração e fizeram-no bater ainda mais depressa. Ou ainda bater. 

Ler Inês Meneses, para mim, é uma experiência que se faz de caneta no punho; não quero perder nenhuma citação que gostava de ter sido eu a escrever. Sublinho com a inveja de quem sente que lhe leram as palavras que estavam na cabeça, mas que não foram escritas. 

É um daqueles livros que devem ser degustados, mas que li em sofreguidão. Valem-me os episódios para combater as saudades – e embora eu sinta que a voz da Inês é inigualável, eu vou sempre preferir ler as suas palavras.

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Bertrand

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