segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

2020 || TOP20 Filmes


2020 arrecadou 22 filmes assistidos deste lado, um marco impressionante tendo em conta que o cinema não é a minha arte prioritária e que nem sempre tive o tempo que gostaria para me perder num filme. Isso faz com que seja mais criteriosa na hora de dar play. Não significa que não veja filmes desapontantes mas as probabilidades jogam a meu favor. Neste TOP20 há um pouco de tudo, do drama à comédia, do documentário à animação. Todos estes filmes transportaram-me para imaginários especiais e para realidades diferentes da minha.


2019
"Frozen II está significativamente mais focado nas origens dos poderes de Elsa, afinal de contas, só assim ela os poderá dominar por inteiro. O grupo de sempre parte, então, para mais uma aventura cheia de músicas (...), Backstreet Renas, um Kristoff completamente abandonado pelos produtores e as duas irmãs a personificarem a importância dos laços de família e amizade para ultrapassar as fases mais difíceis (mesmo quando achamos que temos de aguentar tudo sozinhos)."


2020
"All The Bright Places conta a história de amor entre Violet e Theodore. Ambos sofrem de distúrbios mentais diferentes e, na angústia de encontrarem conforto no mundo, acabam por encontrar consolo um no outro, apoiando-se nas diversas fases da vida — e da doença. (...) Inclui, naturalmente, muitos segmentos típicos de história teen mas, no global, é um filme com uma história muito interessante, melancólica e com que muitos se podem identificar. Não passa paninhos quentes sobre um assunto real e que condiciona a vida de tantos jovens."


2020
"Miss Americana retrata o percurso de Taylor, a sua transformação pessoal e profissional e a reviravolta desde a desilusão de não ter sido nomeada para os galardões de música mais importantes até à sua ascensão de novo à ribalta e, desta vez, com posicionamento político sem culpa. Não sei se será um documentário imperdível para quem não tem particular apreço pelo reportório da cantora mas aborda temas muito interessantes como a pressão dos media, a toxicidade da indústria da música, distúrbios alimentares e sobre ter voz ativa quando se é uma figura pública. Terminei o documentário com alguma admiração pela artista."


2017
"Auggie, um miúdo de 10 anos carismático, apaixonado por Star Wars e pelo espaço e que esteve toda a vida escondido dentro do seu capacete de astronauta por sofrer da síndrome Treacher Collins, que lhe deformou por completo o rosto. O filme explora a dinâmica familiar e os desafios de Auggie para se encaixar na sociedade. A história vai sendo contada a partir do ponto de vista de várias personagens que, de uma forma ou de outra, veem as suas vidas transformadas pela presença de um menino que só quer ser como os outros."


2017
"(...) todo o documentário é narrado pela própria. Disponível no Disney+, através das gravações secretas que realizou para a escrita de um livro auto-biográfico (...) foi possível construir um documentário inteiro conduzido pela Princesa do Povo, desde a sua infância até aos seus últimos anos de vida. Assim, acompanhamos cada etapa com as suas reflexões e emoções."


2013
"Se desconfiam que tem todo o perfil da típica comédia romântica e com um plot previsível, vão ter uma agradável surpresa. Begin Again deixou-me com a sensação de que a verdadeira história de amor é a de todas as personagens à música. É um filme que fala sobre esta arte de uma forma realista, contemporânea e com a qual me identifico profundamente. Se querem um filme leve mas com substância, para assistirem num domingo à tarde, esta é a recomendação perfeita. Fez-me pensar que está no mesmo espectro que o La La Land (não estou a dizer que são iguais)."


2017
"Darkest Hour traça o perfil de Churchill nos primeiros anos e decisões enquanto Primeiro Ministro. Numa Inglaterra frágil e assustada pela guerra, Churchill não é uma figura popular — entre cidadãos e partidos — e as suas decisões arrojadas e personalidade excêntrica deixam o país em dúvida se este será o rosto ideal para fazer frente a uma Alemanha Nazi."


2020
"Taylor Swift surpreendeu-nos a todos com o lançamento de Folklore no verão, um dos meus álbuns preferidos da cantora e que conquista desde a primeira faixa. Por ter sido produzido durante a pandemia, nenhum dos integrantes se tinha encontrado, até então, para tocar em conjunto todas as faixas do álbum. Pela primeira vez (...) isso tornou-se possível. Achei curioso que este documentário tenha trazido a mesma sensação de assistir a um concerto, mesmo não estando a ouvir ao vivo. É um momento tão intimista e puro que nos sentimos naquele estúdio, a cantar junto da Taylor. Se Folklore é um dos vossos álbuns preferidos de 2020, recomendo que assistam!"


2020
"Envolvendo espionagem internacional, o Protagonista precisa de manipular o tempo a favor da Humanidade tal como a conhecemos. Mas, se já acompanham o repertório do Nolan, sabem que esta descrição é absolutamente superficial — mas que nada mais faz sentido dizer sem estragar a experiência a quem vai assistir. (...) Em Tenet, a física e o tempo são os fios da marioneta sensacional que nos prende do início ao fim, entre cenas cheias de ação e mistérios que desejamos desvendar — ou teorizar."

2015
"(...) uma obra que nos dá a conhecer Paula, uma adolescente envolvida num seio familiar peculiar: todos os seus parentes são surdos, exceto ela. Paula acaba por ser a ponte entre os pais e irmão e o mundo inteiro, que desconhece língua gestual e que insistentemente tenta comunicar com os familiares através dos sons e do diálogo vocal."


2019
"Milagre na Cela 7 é uma adaptação turca (...) que nos apresenta a relação entre Ova com o seu pai Memo, portador de uma deficiência cognitiva. Memo vê-se injustamente acusado por um homicídio que não cometeu e sem forma de se defender — atraiçoado pela sua própria condição, pelas circunstâncias do incidente, pelo preconceito e pela sede de poder e autoridade de terceiros. A obra retrata todo o processo de Memo na sua injusta condenação e no seu desejo simples, mas honesto, de apenas regressar a casa para os braços da filha."


2014
"A história conta o desaparecimento de Amy no dia de aniversário do seu casamento com Nick. Sem pistas do seu paradeiro, Nick dá por si afundado na especulação dos media e nas memórias de um casamento que não estava a caminhar a bom porto. (...) um thriller extraordinário que nos remete para reflexões sobre fidelidade, proteção da vítima e a desumanização provocada pelos media."


2020
"Atleta A (...) explora o escândalo publicado por uma pequena redação norte-americana sobre a Federação Americana de Ginástica, onde centenas e centenas de crianças ginastas — muitas delas, atletas olímpicas — foram abusadas sexualmente pelo médico integrante da Federação. Parece suficiente revoltante até percebermos que a Federação sabia das acusações e atrocidades que este médico fazia a tantas atletas. 
O documentário (...) contempla também toda a cultura tóxica envolta na ginástica, o controlo cruel mascarado de rigor, as exigências pelas quais estas atletas são submetidas sem que encontrem ninguém que as proteja. O abuso à inocência destas jovens é evidente e deixa danos irreparáveis na perceção das próprias sobre a sua saúde, as suas capacidades e auto-estima. A certo ponto, esquecem-se do prazer que é praticar o desporto que amam e que as encantou no primeiro momento."


2019
"O Feiticeiro de Oz sempre foi um dos livros clássicos que eu adoro (...). Porém, há alguns anos, descobri os horrores a que Judy Garland — atriz que interpreta a famosa Dorothy — foi submetida pela indústria do cinema e nunca mais consegui assistir à produção da mesma forma. Judy acaba por ser uma bonita homenagem a esta atriz que foi altamente escravizada pela indústria que sempre amou. O filme passa-se na fase final da sua carreira (e vida) e retrata os danos que Judy reflete após anos e anos de trauma."


2017
"Assisti ao filme com a sensação de que é o complemento perfeito do livro e que nenhum supera o outro. O livro transparece reflexões e sentimentos que é mais difícil de transmitir apenas pela fotografia e filme; o livro tem Roma; o filme traz as paisagens e os cenários italianos que nos fazem suspirar, atores incríveis que dão vida às personagens e um final mais adequado (para mim, terminou onde o livro tinha de ter terminado). A banda sonora — para lá de soberba! —, a serigrafia, a química das personagens e a recriação fiel dos momentos e diálogos mais importantes do livro foi essencial para o filme conquistar os espetadores (onde estou incluída)."


2019
"Numa época muito sensível para a igreja católica, marcada por escândalos e descrença, o Papa controverso Bento XVI reúne-se com o Cardeal Jorge Bergoglio — atualmente, mais conhecido como Papa Francisco —, ambos com propostas distintas um para o outro. Eternizar os encontros entre estas duas figuras num filme não se cingiu a propósitos meramente dramáticos. Refletiu os acontecimentos insólitos que decorreram a seguir."


2019
"Com tantas obras sobre a Segunda Guerra Mundial é quase inevitável olhar para mais uma proposta e perguntar ‘o que há de novo?’ Jojo Rabbit responde com mérito. Conta a história de Johannes, um menino de 10 anos fanático pelo partido nazi. O seu comportamento obsessivo e desesperado por ter algo a que se agarrar, pertencer e admirar é típico da idade mas, no seu caso, foi para o tema errado. Johannes sonha entrar para a Juventude Hitleriana, encara a Guerra com inocência e tem como amigo imaginário Adolf Hitler — pelo qual tem a maior das devoções. O mundo do miúdo cai quando descobre que a sua mãe está a esconder uma menina judia — a maior arqui-inimiga dos nazis — em casa."

3 | SOUL
2020
Uma estreia tão recente que ainda nem tive oportunidade de fazer uma review sobre ele por aqui mas ignorá-lo do TOP20 seria um absurdo. Enquanto que Divertidamente explorou todo universo da mente humana, Soul foca-se no tema da alma, no antes e pós-vida. Conseguiu representar na perfeição conceitos altamente abstratos e, mais uma vez, a PIXAR distancia-se das crianças, mesmo sendo um filme de animação. São praticamente duas horas de terapia que exploram a nossa personalidade, perceção de propósito e como é que realmente vivemos a vida.


2019
"Parasite conta a história da família Ki-taek. Pobres, desesperados e desempregados, veem uma oportunidade de a vida melhorar quando, por um golpe de sorte, conseguem colocar o filho mais novo a dar explicações à filha de um casal muito abastado. As condições e a vida luxuosa da família deslumbram os membros Ki-taek e, em conjunto, elaboram um plano para provar um pouco da ostentação que nunca tiveram. No entanto, a ascensão à vida glamorosa leva ao desenrolar dos mais inesperados incidentes."


2019
"Não sou grande apreciadora de filmes de guerra ou batalha mas a premissa de um filme de plano único — onde parece não existir cortes — convenceu-me a ir assisti-lo ao cinema. Na verdade, penso que é precisamente a técnica de gravação que dá toda a intensidade ao filme. Uma vez que 1917 não podia ter planos dinâmicos (como é comum neste tipo de produções), retratar um filme de guerra desta forma poderia correr o risco de se revelar aborrecido ou aquém das expectativas, o que não aconteceu. A câmara focada no protagonista e em plano-sequência deixa-nos de coração nas mãos sem sabermos o que está para lá dos olhos do ator que deu vida ao valente soldado que teve de atravessar território inimigo para deixar uma mensagem ao segundo batalhão que está a postos para embarcar numa armadilha."

Qual foi o vosso filme preferido de 2020?

1 comentário:

  1. Vi muitos filmes do Studio Ghibli, e fiquei surpreendida por ter gostado tanto. Assim destaco: Ponyo; O Mundo Secreto de Arrietty; Kiki, a Aprendiz de Feiticeira.
    ;)

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