quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

FILMES || Janeiro* • 2020


O Principezinho 
Baseado no aclamado livro de Antoine de Saint-Exupéry, O Principezinho apresenta-nos uma menina rodeada no caos dos adultos e presa a um plano de vida escrutinado e preparado pela mãe. Até que conhece um excêntrico velhinho que aguardou toda a vida para que alguém lesse a sua história... Se já leram O Principezinho, este é, sem dúvida, um filme a assistir. Honra os valores transmitidos pelo romance, tem um grafismo extraordinário e passa uma mensagem cada vez mais urgente num mundo que vive com pressa de crescer e passar para a próxima etapa: o problema nunca foi ser adulto. Se nada disto vos convencer, a banda sonora magistral é da autoria de Hans Zimmer. Está tudo dito, certo? 

Star Wars: The Rise of Skywalker 
O derradeiro capítulo final da saga! The Rise of Skywalker reserva-nos um desfecho no conflito interno de Rey e Kylo Ren, surpreende-nos com as reviravoltas já habituais da saga e evoca referências que mexem com a nostalgia de quem adora Star Wars. O filme já foi brutalmente castigado pela crítica — e concordo com muitas das avaliações negativas — mas confesso que a sensação final que ficou ao sair da sala foi indiferença. Tirando todo o trabalho de construção da personagem Kylo Ren — com uma prestação sublime de Adam Driver — tudo o resto pareceu-me avançar aos ombros da nostalgia e de algumas cenas que se propunham a ser emotivas mas que só me causaram constrangimento. A minha companhia — muito mais fã de Star Wars do que eu — confirma esta sensação. Concluindo, não foi o melhor dos finais e, no meio daquela salada de emoções forçadas, há que reconhecer o mérito de Adam Driver. Assistam at your own risk

Jojo Rabbit 
Com tantas obras sobre a Segunda Guerra Mundial é quase inevitável olhar para mais uma proposta e perguntar ‘o que há de novo?’ Jojo Rabbit responde com mérito. Conta a história de Johannes, um menino de 10 anos fanático pelo partido nazi. O seu comportamento obsessivo e desesperado por ter algo a que se agarrar, pertencer e admirar é típico da idade mas, no seu caso, foi para o tema errado. Johannes sonha entrar para a Juventude Hitleriana, encara a Guerra com inocência e tem como amigo imaginário Adolf Hitler — pelo qual tem a maior das devoções. O mundo do miúdo cai quando descobre que a sua mãe está a esconder uma menina judia — a maior arqui-inimiga dos nazis — em casa. Jojo Rabbit é um filme muito leve (sem nos poupar a alguns socos no estômago) que retrata a inocência com que milhares de crianças foram envolvidas num conflito e numa idiologia de partido cruel, sem compreenderem ao certo aquilo que estavam a defender. A narrativa é inocente, doce e que nos envolve desde o primeiro momento, com grande espaço para uma comédia mais sofisticada, embora disfarçada com momentos de tensão ou patetice. Com um elenco fabuloso e uma fotografia impecável, acho exagerado demais que chegue a algumas das nomeações mais importantes dos Oscars mas recomendo muito pela história inusitada e amorosa.

Parasite 
O mundo está em delírio com esta produção coreana e a minha curiosidade ditou que finalmente tinha de assistir a este filme. Considerado o melhor filme de 2019 e fortemente apoiado para que vença o mais aguardado galardão dos Oscars, Parasite conta a história da família Ki-taek. Pobres, desesperados e desempregados, veem uma oportunidade de a vida melhorar quando, por um golpe de sorte, conseguem colocar o filho mais novo a dar explicações à filha de um casal muito abastado. As condições e a vida luxuosa da família deslumbram os membros Ki-taek e, em conjunto, elaboram um plano para provar um pouco da ostentação que nunca tiveram. No entanto, a ascensão à vida glamorosa leva ao desenrolar dos mais inesperados incidentes.
Tenho algum receio de ser apedrejada em praça pública se confessar que não achei o filme tão estrondoso quanto as críticas e os mais fervorosos fãs indicam. Na verdade, tinha tudo para dar certo, uma vez que achei a primeira parte do filme absolutamente sublime, com uma edição e argumento requintados e inteligentes. No entanto, dois pormenores principais levaram-me a terminar o filme com um encanto mais pequeno do que quando o iniciei: a duração do filme (achei demasiado longo para onde quer chegar) e a segunda parte do filme (se é que o podemos dividir em dois) que me pareceu rebuscada, ruidosa e com vários elementos desnecessários. A crítica social e a originalidade do argumento são dois méritos que ninguém pode ousar contestar mas a sensação final não foi tão arrebatadora quanto esperava — ou para as expectativas que trazia comigo. Em muitos momentos, foi previsível demais. A vencer os Oscars, seria uma vitória justa mas admito que não é o meu favorito.

(*com alguma batota porque dois deles foram assistidos no final de Dezembro).
Já assistiram a algum destes filmes?

3 comentários:

  1. Hoje, tenho programado ver Jojo Rabbit, depois, digo o que achei 🖤

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  2. Quero muito ver O Principezinho ! se eu já adorei o livro aposto que vou adorar o filme!

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  3. Não vi nenhum dessa lista, mas tenciono vê-los, principalmente "Parasite".
    Beijinhos
    Blog: Life of Cherry

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