domingo, 30 de junho de 2019


Os animais de estimação mais estouvados de sempre estão de volta! Já tinha ficado rendida ao primeiro filme — que achei giríssimo — e o segundo não foi exceção. Neste novo capítulo, três histórias distintas desenvolvem-se com algumas das personagens que mais nos conquistaram no primeiro filme, sendo que a minha preferida — e a que achei mais interessante — foi a aventura de Max e da sua ansiedade com o controlo e a proteção. Os filmes de animação são inteligentes quando conseguem entreter os miúdos e enviar mensagens urgentes para os graúdos, e fizeram-no na perfeição. A temática é atual, cada vez mais recorrente e foi muito interessante terem pegado neste assunto tão particular. Por vezes, quando queremos proteger demais, sortimos o efeito contrário. Gostei mais da sequela, o que é de espantar, portanto, recomendo muito que assistam!

Confesso: assisti a este filme com as expectativas no topo. Depois do filmaço que foi Get Out, esperava o mesmo brilhantismo na apresentação de Us. Este filme conta a história de uma mulher com um trauma de infância que aconteceu numa praia em particular. Desde então, essa memória assombra-a e ela nunca mais lá voltou. Porém, numas férias de família, o regresso tornou-se inevitável e um encontro inusitado transforma um momento de tranquilidade num autêntico pesadelo Dantesco. Acho que foi precisamente por isso que não apreciei. A elegância e subtileza presentes em Get Out não se refletiram muito em Us — e sei que um filme não tem de refletir o outro mas sinto que a produção tem tantos elementos em comum que é inevitável. Não fiquei arrebatada pelo plot twist porque só consigo apreciar um bom plot twist quando a verdade sempre esteve à vista sem que nela reparássemos. Não acho que fosse este o caso, simplesmente libertaram a informação bombástica. Globalmente, foi um terror psicológico que não me cativou e do qual saí um pouco desconsolada, admito.

Assisti a esta comédia romântica num fim de semana despreocupado porque achei piada à sinopse. Uma história de amor inusitada entre um vendedor de produtos farmacêuticos e uma jovem diagnosticada com Parkinson precoce. O filme não dramatiza demasiado a doença e acho que, no meio de toda a história de amor lamechas e típica de uma comédia romântica — que, reconheço, não prestei muita atenção —, encaixam momentos verdadeiramente fantásticos sobre lidar com uma doença sem cura e que retira, sem piedade, a qualidade de vida do portador e dos seus entes queridos. Gostei da abordagem sincera e real a uma doença que pouco tem de romântica mas que, de alguma forma, conseguiu ser bem homenageada numa comédia fraquinha. Super valeu a pena por isso.

Definitivamente o filme de Junho. Devo confessar que os live-actions da Disney não estavam a ser arrebatadores — eram giros, eram bons, mas faltava sempre qualquer coisa, concordam? — e que a minha vontade de ver Aladdin não estava propriamente nos picos. Além disso, nem sequer é o meu filme preferido da Disney, portanto, simplesmente fui assisti-lo ao cinema para fazer o miúdo feliz e aproveitar um momento de primos. E estava tão enganada...!
O filme está extraordinário. Fiel o suficiente ao original para catalisar a nostalgia em nós mas com elementos originais que trazem uma certa frescura a uma história que já bem conhecemos. Neste Aladdin, temos uma princesa com mais auto-afirmação — e que, certamente, irá inspirar muitas meninas — um Jafar rejuvenescido, uma fotografia de cortar a respiração, músicas originais que nos convencem e os clássicos de sempre que cantarolamos baixinho. O polémico génio, inicialmente debochado nas redes sociais pelo seu tom azul pouco convincente, conseguiu conquistar-nos a todos; interpretado por Will Smith, fez um retrato fiel da personagem, homenageando o papel meritoriamente associado a Robbin Williams. Como ainda está no grande ecrã, recomendo imenso que façam um programa com a vossa companhia Disney preferida e que o assistam no cinema. Vale muito a pena. Assim, sim, Disney!

Já assistiram a algum destes filmes? Qual foi a vossa opinião?

sexta-feira, 28 de junho de 2019

The World Piece | 61 pessoas ao redor do mundo participaram na mais recente campanha da momondo e tatuaram nas suas costas uma mensagem. Cada um recebeu um desenho personalizado, em linhas delicadas, que refletia as suas esperanças para um mundo melhor, mais tolerante e unido. No total, as 61 tatuagens encaixam-se umas nas outras e a momondo juntou este grupo — agora para sempre ligado — para conhecermos melhor o propósito de cada pessoa. Numa reunião multicultural, entendemos que cada um vem por razões distintas mas que o objetivo é comum: tentar fazer a diferença e tentar unir um mundo que cada vez mais parece fraturar.
Sou uma otimista por natureza e não acredito que o mundo esteja tão divido, mas acho que há sempre espaço para melhorar. Para sermos mais tolerantes, para abrirmos mais os horizontes. Acho que é por isso que gosto tanto de viajar e conhecer novas culturas: porque agregam uma certa humanidade e realidade que não são tão fáceis de sentir quando estamos na nossa bolha. Acho extraordinário conhecer pessoas diferentes, de origens e histórias de vida diferentes que, no fim, não são assim tão distintas de nós. Reconhecemo-nos nos outros e isso gera empatia, tolerância e solidariedade. A campanha está extraordinária e recomendo a todos que assistam!

Nosso Kasamento | Junho foi, definitivamente, um mês de casamentos e sem dúvida que o da Karol era muito aguardado por mim. Já sabem que ela é a minha Youtuber preferida, com quem me identifico imenso e fiquei tão feliz por ela em relação a esta nova fase da sua vida como ficaria por uma amiga. Na impossibilidade de fazer parte da lista de convidados, assisti ao seu vídeo de casamento pronta para saber que dali só podia vir bom gosto e muita atenção aos detalhes. Não consegui conter a emoção na partilha dos votos — especialmente na mensagem do Arthur, que estava tão carinhosa...! — e terminei o vídeo de lágrimas nos olhos e fascinada com cada momento. Vocês sabem que adoro histórias de amor!

Inside the Black Hole Image That Made History | Eu delirei completamente com as primeiras captações de sempre de um buraco negro. Tinha noção da exigência e do feito histórico que presenciámos mas gosto sempre de ouvir mais uma curiosidade, mais um detalhe, mais uma chamada de atenção para o quanto isto foi extraordinário e exigiu uma coordenação global. Pensem: uma série de cientistas ao redor do mundo juntaram-se para captar um buraco negro. Imaginem o que seriamos capaz de fazer se tivéssemos este perfil de comunidade global para outros assuntos. Se astrofísica vos deixa um pouco confusos ou quiserem saber um pouco mais sobre este fenómeno em tempo útil assistam ao vídeo. É muito enriquecedor e acessível!

Why You Hate Being Photographed and How to Fall In Love With It | No que toca a fazer reflexões de auto-confiança na hora de tirar uma foto, adoro a Sorelle. Este vídeo — e as suas observações — não traz dicas milagrosas mas relembra-nos que não somos seres com eternos ângulos perfeitos nem nascemos super modelos. É normal nem sempre a foto ficar bem e muitas vezes resulta de uma combinação de fatores que ultrapassam o simples 'não ficou bem porque não sou bonita/o'. A Sorelle relembra-nos que não devemos levar uma má foto a peito e eu adoro-a por o saber dizer sempre com muita dinâmica, otimismo e sinceridade.

Space Experts Review Movies About Space | Dois astrofísicos bem carismáticos decidem observar algumas cenas de grandes filmes de ficção científica para avaliar se as informações, efeitos ou acontecimentos do filme estão adequados aquilo que é a realidade no mundo da física espacial. Entre Star Wars, Interstellar, Gravity ou Guardiões da Galáxia, os comentários são muito interessantes e as comparações entre cinema e realidade são curiosas. Se são um pouco nerds nestas coisas, como eu sou, assistam, vão gostar!


De qual vídeo gostaram mais?

quarta-feira, 19 de junho de 2019


... um regresso! Conseguem adivinhar qual o destino para onde vou voltar?

quarta-feira, 12 de junho de 2019


Tinha este livro apontado na lista de espera há anos mas, tendo em conta a fase e área profissional onde me encontro, acho que fez todo o sentido ler agora. A vida nem sempre tem o futuro cor-de-rosa previsto e a morte é assustadora  de falar e de encarar  portanto, é sempre enriquecedor e interessante ler a perspetiva de quem tem mais conhecimento e autoridade para falar sobre estes assuntos. 

É o caso de Paul Kalanithi, um neurocirurgião prestes a atingir o seu topo de carreira quando é diagnosticado com um cancro terminal. O livro é a sua viagem inesperada e angustiante da pele de médico para a de paciente. O hospital (o seu local de trabalho) passa a ser um ambiente impessoal onde tem de estar presente enquanto utente. Em consultório, passa a sentar-se do outro lado da mesa e começa a ouvir as palavras que, anteriormente, era ele que as proferia. E o profissional de saúde que sempre se interessou pelo significado da vida e a compreensão da morte, vê-se frente a frente com as duas. 

When Breath Becomes Air está dividido em dois capítulos principais; o primeiro explora a carreira profissional de Paul antes do diagnóstico de cancro nos pulmões  já metastizado —, e o segundo a sua jornada após o diagnóstico. Embora exista descrição técnica de alguns dos procedimentos que o próprio realizou enquanto neurocirurgião — e que talvez não recomenda se forem muito sensíveis a operações (mesmo não tendo quaisquer imagens, as descrições são muito visuais) — a linguagem é fluida, descontraída e muito próxima, como se estivesse a contar-nos intimamente todas as suas reflexões profissionais e pessoais dos últimos anos, incluindo as suas observações sobre uma vida com significado e sobre a morte, outrora enquanto médico cirurgião que conviveu com as duas de perto, e depois enquanto próprio paciente que é obrigado a encarar as duas. 

Foi um livro que li mais rápido do que gostaria. Os temas são pesados mas a sua história profissional e abordagem são tão fascinantes e envolventes que não consegui pousar o livro ou interromper a leitura. Deixou-me emocionada mas não por pena pelo seu fim trágico e inevitável, nem por angústia de um assunto negro e injusto que me fragiliza (doença, morte); deixou-me emocionada pela coragem, inteligência e dignidade com que enfrentou o seu diagnóstico e o seu término de vida, mesmo nas alturas mais injustas ou críticas. 

When Breath Becomes Air não traz informações novas sobre a vida, a doença ou a morte e não tem respostas nem acontecimentos milagrosos — nem procura ter. Mas tem uma abordagem honesta e íntegra sobre a ética e humanidade na medicina, sobre ser um profissional de saúde que cuida, sobre o paradoxo de escolher entre uma vida sem qualidade nem significado ou a morte, sobre a aceitação da doença e do fim da vida. A sua visão realista e genuína sobre assuntos tão sensíveis não me trouxe respostas novas às dúvidas e medos que convivem comigo nem me tornou mais sábia a responder às dúvidas e medos dos outros, mas trouxe um certo alívio e uma sensação reconfortante que não é fácil de sentir — ou fazer sentir — quando estes temas surgem. Pode parecer um livro mórbido, mas está cheio de vida. Recomendo muito.

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Bertrand
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domingo, 9 de junho de 2019


Descobri este livro graças à Carolina e fiquei imediatamente curiosa. The Happiness Project é um projeto pessoal da autora, Gretchen, que, após algumas pesquisas — entre estudos científicos, autores e livros sobre a felicidade — decidiu criar o seu próprio plano para ser uma pessoa mais feliz. 

Ao longo de um ano, Gretchen atribui a cada mês uma resolução que acredita que poderá trazer mais felicidade se a trabalhar melhor. Descontraidamente vai relatando todos os sucessos e dificuldades e, há medida que os meses vão passando, introduz sempre uma nova resolução à sua rotina sem deixar as restantes — dos meses anteriores — para trás, complementando-as e tornando o seu dia-a-dia mais feliz sem mudanças extraordinárias, soluções milagrosas ou transformações radicais.

Todo o livro tem uma atmosfera agradável e a leitura é gostosa. As temáticas são transversais às nossas vidas e rotinas, as reflexões e observações da autora vão muito ao encontro das minhas e isso tornou toda a experiência muito enriquecedora e próxima. Li sem pressas, absorvendo cada aprendizagem e refletindo de que forma os seus desafios poderiam ser extrapolados para a minha rotina. Foi como se estivesse a viver cada particularidade das suas resoluções com ela. Ao longo do livro, a autora vai partilhando connosco as quatro verdades que ela considera universais sobre a felicidade com base na sua própria experiência.

É um livro caloroso e que nos deixa bem. Pousamos o livro inspirados, motivados e com a sensação de bem estar típica quando temos uma ótima conversa de amigas. Foi um livro que me permitiu refletir muito sobre a minha vida, sobre aquilo que já faço bem e o que posso melhorar. Um livro que devia estar na mesa-de-cabeceira de todos.

Autora: Gretchen Rubin

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sábado, 8 de junho de 2019


A mini-série da HBO, que atingiu a cotação mais alta do Imdb, atropelando sem piedade Game of Thrones. Com apenas 5 episódios — e sem mais temporadas previstas — Chernobyl relata a história de uma das maiores catástrofes de sempre: a explosão da central nuclear na Ucrânia, em abril de 1986. Entre a resolução dos problemas mais imediatos, contenção da catástrofe e solução de um desastre nunca antes ocorrido — ou protocolizado —, Chernobyl procura ser uma série rigorosa na recriação dos factos e ilustra o que poderá ter sido a causa do acidente.

A narrativa segue um ritmo lento que compatibiliza com o dramatismo da história. A mistura revela-se perfeita, entre tensões políticas e questões científicas e sociais. O elenco é de luxo e o retrato é realista, sem paninhos quentes e com toda a atenção para os detalhes primários e secundários da tragédia — advirto que há episódios que podem sensibilizar, especialmente envolvendo animais.

Já não me sentia tão envolvida numa série desde que assisti Dark e converto-me em mais uma do enorme grupo que se desfaz em elogios à série que se tem revelado a surpresa do ano. Interessante, rica e dramática, satisfaz a minha curiosidade face a um dos momentos mais negros da História e que sempre me intrigou. O único defeito? As personagens falarem em inglês — acho que ficaria ainda melhor se as personagens dialogassem nas línguas originais!

quinta-feira, 6 de junho de 2019


Maio foi um mês muito preenchido. Tive sensações temporais paradoxais. Por um lado, pareceu passar num piscar de olhos; por outro, parece inacreditável certos acontecimentos terem ocorrido ainda em Maio. Porém, estou muito contente com estes Favoritos — os meus preferidos, até à data! Relembram este mês bonito comigo?

sábado, 1 de junho de 2019


O tema da criatividade é algo que sempre me cativa e, neste documentário da Netflix, o neurocientista David Eagleman explora a criatividade em áreas e métodos distintos. Como e o que estimula a criatividade? O processo criativo de um arquitecto e de um cientista é igual?
Confesso que, dentro do assunto, gostei mais da série Abstrato do que do documentário em si, que não foi propriamente inovador, mas não deixa de ser muito interessante. Se gostam dos temas de criatividade e das ideias, é uma aposta segura.

Aproveitámos a Festa do Cinema para fugir da rotina e mergulhar no universo das pipocas e do grande ecrã através do Detetive Pikachu. Não sei se alguma vez partilhei este facto sobre mim convosco mas eu adorava Pokémon. Sabia o nome de todos eles, não perdia um episódio, colecionava os tazos — se não fazem ideia do que estou a falar, são muito novos! #oldlady —, enfim. Evidentemente não queria perder este filme em live action que, confesso, me surpreendeu pela positiva. Ia assistir ao filme preparada para uma obra que puxasse a nostalgia e que talvez não tivesse a história mais enriquecedora mas saí completamente rendida — aos efeitos especiais, que tornaram os Pokémons realistas e ainda mais amorosos, e à história, que procurou não seguir um caminho previsível. Não se sentaram à sombra do sucesso de uma das séries de animação mais famosas do planeta e vale a pena reconhecer isso!

Andava há anos para assistir a este filme — embora também gostasse de ler o livro — e finalmente surgiu a oportunidade. Para a Minha Irmã apresenta-nos Anna Fitzgerald, uma jovem de 13 anos que inicia um processo contra os pais para que possa ser emancipada medicamente. A razão? Anna foi concebida para ajudar a irmã mais velha a combater a leucemia, fornecendo-lhe tudo o que seja necessário para a manter em vida. Desde bebé que é submetida às mais diversas cirurgias para atender às necessidades da irmã, sem que as intervenções — invasivas, com risco associado — lhe sejam consultadas, comunicadas ou solicitadas.
Sempre tive curiosidade com esta história por ter uma forte componente ética associada; os pais deveriam ter tido uma criança com o propósito de salvar a filha mais velha? Deveriam os pais sujeitar a filha mais nova a todos os procedimentos sem a consultar? Quais são os limites? Até onde poderão ir para salvar a filha mais velha, em grande sofrimento? Não são questões fáceis e assistir ao filme também não. É um soco no estômago com uma componente médica e ética muito intrigante que não nos deixa indiferentes. Agora vou, com certeza, ler o livro!

Julguem-me mas... nunca tinha assistido a esta obra prima! A minha infância ficou marcada por Totoro e pela Bruxa Kiki, mas A Viagem de Chihiro passou-me completamente ao lado! Bom, antes tarde do que nunca e foi precisamente numa tarde despreocupada que o assisti. O filme conta a história de Chihiro e da sua família, que se estão a mudar para uma nova cidade. A meio do caminho, optam por um atalho e deparam-se com uma cidade deserta, embora repleta de comida. Os pais cedem à fome e à gula, mas Chihiro retrai-se, desconfiada. Ao anoitecer, os pais transformam-se em porcos e tudo o que acontece a seguir é uma enorme aventura!
Parece uma história bem infantil mas de jovial tem muito pouco. Os acontecimentos são inesperados e rápidos, com muitas personagens e enredos. É um filme incrível com uma moral especial: aqueles que nos marcam nunca deixam o nosso coração, mesmo que deixem — por breves momentos — a nossa memória. Se, como eu, nunca assistiram, é imperativo colmatar a falha!

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