sábado, 1 de junho de 2019

FILMES || Maio • 2019


O tema da criatividade é algo que sempre me cativa e, neste documentário da Netflix, o neurocientista David Eagleman explora a criatividade em áreas e métodos distintos. Como e o que estimula a criatividade? O processo criativo de um arquitecto e de um cientista é igual?
Confesso que, dentro do assunto, gostei mais da série Abstrato do que do documentário em si, que não foi propriamente inovador, mas não deixa de ser muito interessante. Se gostam dos temas de criatividade e das ideias, é uma aposta segura.

Aproveitámos a Festa do Cinema para fugir da rotina e mergulhar no universo das pipocas e do grande ecrã através do Detetive Pikachu. Não sei se alguma vez partilhei este facto sobre mim convosco mas eu adorava Pokémon. Sabia o nome de todos eles, não perdia um episódio, colecionava os tazos — se não fazem ideia do que estou a falar, são muito novos! #oldlady —, enfim. Evidentemente não queria perder este filme em live action que, confesso, me surpreendeu pela positiva. Ia assistir ao filme preparada para uma obra que puxasse a nostalgia e que talvez não tivesse a história mais enriquecedora mas saí completamente rendida — aos efeitos especiais, que tornaram os Pokémons realistas e ainda mais amorosos, e à história, que procurou não seguir um caminho previsível. Não se sentaram à sombra do sucesso de uma das séries de animação mais famosas do planeta e vale a pena reconhecer isso!

Andava há anos para assistir a este filme — embora também gostasse de ler o livro — e finalmente surgiu a oportunidade. Para a Minha Irmã apresenta-nos Anna Fitzgerald, uma jovem de 13 anos que inicia um processo contra os pais para que possa ser emancipada medicamente. A razão? Anna foi concebida para ajudar a irmã mais velha a combater a leucemia, fornecendo-lhe tudo o que seja necessário para a manter em vida. Desde bebé que é submetida às mais diversas cirurgias para atender às necessidades da irmã, sem que as intervenções — invasivas, com risco associado — lhe sejam consultadas, comunicadas ou solicitadas.
Sempre tive curiosidade com esta história por ter uma forte componente ética associada; os pais deveriam ter tido uma criança com o propósito de salvar a filha mais velha? Deveriam os pais sujeitar a filha mais nova a todos os procedimentos sem a consultar? Quais são os limites? Até onde poderão ir para salvar a filha mais velha, em grande sofrimento? Não são questões fáceis e assistir ao filme também não. É um soco no estômago com uma componente médica e ética muito intrigante que não nos deixa indiferentes. Agora vou, com certeza, ler o livro!

Julguem-me mas... nunca tinha assistido a esta obra prima! A minha infância ficou marcada por Totoro e pela Bruxa Kiki, mas A Viagem de Chihiro passou-me completamente ao lado! Bom, antes tarde do que nunca e foi precisamente numa tarde despreocupada que o assisti. O filme conta a história de Chihiro e da sua família, que se estão a mudar para uma nova cidade. A meio do caminho, optam por um atalho e deparam-se com uma cidade deserta, embora repleta de comida. Os pais cedem à fome e à gula, mas Chihiro retrai-se, desconfiada. Ao anoitecer, os pais transformam-se em porcos e tudo o que acontece a seguir é uma enorme aventura!
Parece uma história bem infantil mas de jovial tem muito pouco. Os acontecimentos são inesperados e rápidos, com muitas personagens e enredos. É um filme incrível com uma moral especial: aqueles que nos marcam nunca deixam o nosso coração, mesmo que deixem — por breves momentos — a nossa memória. Se, como eu, nunca assistiram, é imperativo colmatar a falha!

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