Fotografia

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022


Se vocês soubessem a saga de uma década – sim, uma década! – que vivi para conseguir finalmente ter uma máquina DSLR nas mãos, acho que vos dissuadia de comprar alguma. Entre tantos contratempos, problemas e mudanças de opinião acerca do modelo que queria, tinha praticamente desistido de ter uma – eu e o meu telemóvel faríamos a magia. 

Mas depois veio o lançamento da Canon 850D e voltei a considerar este desejo. Cumpria tudo o que queria de uma câmara: é pequena e leve (dentro das limitações de um aparelho destes), beginner-friendly mas com algumas funcionalidades que já me permitem explorar o modo manual e pode conectar-se ao smartphone

E agora com ela nas mãos, vale a pena avisar de que ainda não tenho conhecimento técnico para fazer um artigo que vá além das primeiras impressões. O objetivo tem sido só um: brincar, brincar, brincar.

Para além da lente que vinha no kit, trouxe comigo a tão popular 50mm f/1.8, que tem feito as minhas delícias. Adoro que o conjunto torne esta máquina tão versátil para fotografar retratos, estáticos e paisagens e tem preenchido as medidas. 

Será também a minha companheira de aprendizagem no universo da fotografia. Estou ansiosa por aprender mais, mas, para já, tem sido incrível concretizar algumas das fotos que idealizava e já ver resultados.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018


Numa viagem, existem vários pormenores memoráveis; as cores, os cheiros, as paisagens, os sabores, as heranças culturais e influências de outros países, a dinâmica, as pessoas (daquele lugar e as que fazem a viagem contigo), as histórias, as aventuras, as expressões... E a fotografia. Para mim, fotografar um destino é como um jogo, um desafio: tento sempre capturar aquele lugar da forma mais fiel como o estou a observar e sentir. Quero que possam olhar para as minhas fotografias e que sejam capazes de compreender a essência daquele lugar, os pormenores que eu reparei, a identidade real. Mas também gosto de registar as comidas, pormenores que só o grupo de viagem compreenderá, os rostos de quem dividiu essa aventura comigo. As minhas fotografias de viagem são o meu tesouro mais precioso.



Por isso mesmo, quando tive oportunidade de testar os álbuns da Saal Digital, sabia perfeitamente que queria fazer um álbum com todas as viagens que já tinha feito na minha vida. A palavra-chave da Saal Digital, com certeza, será 'personalização'; existem vários tipos de formatos de álbum, em diferentes materiais, com diversos acabamentos e a formatação e disposição das fotografias pode ficar ao vosso critério e criatividade.



Ter este álbum nas minhas mãos é uma sensação muito especial. Tudo foi pensado com muito pormenor e carinho, e todas estas fotografias não são apenas bonitas, artísticas ou retratos: são histórias. Conseguir reunir, num só lugar, dezenas de fotos de viagens tão especiais — e poder senti-las com o meu toque — é uma sensação impagável. Confesso, tinha muito receio em relação à qualidade das fotografias mais antigas (as nossas câmaras de 2005 não eram extraordinárias, por exemplo), mas tudo está perfeitinho, pronto para me deliciar a folhear.




Eu sou o tipo de pessoa que gosta de ver as fotos de viagem dos outros — embora este tipo de pessoas seja uma raridade, a maioria acha sempre que é desinteressante —. Mas eu gosto. Adoro, aliás. E adoro ver as minhas próprias fotos e dedicar um tempo a recordar tudo. Este álbum tem uma parte muito importante da minha existência e guarda as minhas melhores histórias. É tão bom poder observá-las como se fosse um livro de encantar, antes de dormir. Não coloquei (nem achei necessário colocar) todas as páginas do álbum nesta publicação, mas ficam aqui alguns detalhes.




quarta-feira, 22 de novembro de 2017


Não é segredo para vocês que adoro fotografia e sou apaixonada por tudo o que a envolve. Gosto de compor a fotografia, gosto de apanhar momentos mais espontâneos, adoro apanhar as expressões reais das pessoas e não as 'pousadas' mas também gosto de as editar, embora me limite bastante às aplicações disponíveis no telemóvel — não sei, de todo, mexer em photoshops ou programas de computador —. Reduzo-me à minha ignorância e uso estas apps que facilitam muito o trabalho e que são mais simples para leigos como eu. E queria partilhar convosco algumas das minhas funcionalidades preferidas e que mais uso, além dos típicos filtros. Estão interessados?

Reparar (Snapseed)
Sempre achei piada ao ícone do penso e há muito que não o dispenso (observem o trocadilho óbvio). Já aconteceu a todos; as migalhas que nos passaram despercebidas na mesa, o guardanapo caído no chão que nem reparámos ou a mancha na parede que chama mais a atenção do que ao visual que queríamos captar. É para esses detalhes que eu uso a função Reparar que, qual Harry Potter, permite que tudo aquilo que assinalamos desapareça e se misture com os padrões já existentes. Aconselho-vos a usarem esta funcionalidade apenas em pormenores pequenos ou quando aquilo que vocês querem eliminar está num fundo homogéneo, caso contrário, a reparação vai notar-se e o efeito fica de péssima qualidade. Também recomendo que aumentem ao máximo a foto e contornem, ao detalhe, aquilo que querem eliminar. Pode ser mais chato do que simplesmente passar o dedo em cima de uma vez, mas a correcção fica mais perfeitinha. É ideal para aperfeiçoar a vossa fotografia e garantir que o foco está naquilo que vocês realmente quiseram captar.

Branquear (Facetune)
Esta é um clássico que eu só pude comprovar quando o Facetune lançou a versão gratuita — que é a que uso e, sinceramente, chega-me perfeitamente —. Esta funcionalidade serve, originalmente, para branquear os dentes mas a maior parte usa para tornar o fundo branco ainda mais branco. Também existe uma funcionalidade parecida no Snapseed — um pincel para aumentar a exposição — mas o Snapseed provoca uma pequena névoa de luz e o Branquear do Facetune fica mais natural (se não abusarem do índice de branqueamento) e com um acabamento mais bonito. Gosto de o usar quando a parede branca tem alguma mancha que altera o tom ou quando acho que o branco está amarelado ou muito escuro. A composição da foto fica mais bonita e agradável ao olhar.

P&B (Facetune)
Sou uma pessoa muito visual e confesso que me faz muita confusão quando vejo algo com cores que não combinam. Como, por exemplo, ver a fotografia em tons neutros e depois encontrar qualquer coisa num laranja fluorescente. Parece sempre que estou a jogar ao "o que está a mais?" porque aquela cor que não pertence à paleta da foto acaba por chamar toda a atenção. E é precisamente nisso que uso a funcionalidade P&B — Preto & Branco —; retiro toda a saturação de algum elemento cuja cor não case com as restantes. Isto torna a vossa fotografia mais harmoniosa e garante que a atenção vai recair no elemento que queriam fotografar e não no holofote de cor desadequada que, do nada, decidiu aparecer na fotografia.

Desfoque (Facetune)
Sejamos sinceros, todas as fotografias ficam mais harmoniosas quando estamos a focar para os elementos certos e quando o fundo não está a competir por atenção. O desfoque do Facetune é o que mais gosto e aquele em que conseguem um trabalho mais natural. Por favor, não utilizem a opção "Auto" nem usem esta ferramenta às três pancadas. Não há nada mais horrível do que ver uma foto de retrato em que metade do vosso cabelo ficou desfocado e depois a grua atrás de vocês está impecável. Ou de ver uma névoa à volta do vosso corpo, como se vocês tivessem tirado a foto dentro de um poliban embaciado. Fica pior do que se tivessem deixado o fundo natural e não fica nada bonito. Esta é a ferramenta mais cansativa e chata porque é a que requer mais cuidado para não ficar com um efeito manhoso. Mas se a manusearem com paciência e cuidado, o resultado pode ser fantástico! Eu gosto muito de a usar quando tiro fotos com o telemóvel, especialmente a objectos e quero que o foco seja inteiramente para esse objecto. Nesta funcionalidade, podem ainda regular a intensidade de desfoque — uma vez mais, regulem esse pormenor com cuidado e façam um desfoque adequado às distâncias para não ficar um efeito amador — e a luz — sabem aquelas fotos em que as luzes ficam às bolinhas brilhantes? É aí que podem regular para ficar com esse efeito —. O meu melhor conselho é que brinquem com essa ferramenta e experimentem-na em fotos diferentes até se sentirem à vontade com ela para fazer coisas mais extraordinárias.

Detalhes (Facetune)
Esta ferramenta resume tudo aquilo em que acredito, no que toca a fotografia: a magia está nos detalhes. O próprio nome já introduz a sua função: realça pormenores que queiram destacar na vossa fotografia. Querem destacar um pouco mais o padrão da vossa camisola, o brilho dos vossos olhos, as esculturas cravadas na pedra de um monumento ou as madeixas do vosso cabelo? É com esta funcionalidade que o conseguem. Uma vez mais, podem regular a intensidade do destaque e eu recomendo muito que também manuseiem esta ferramenta com cuidado. Quanto mais passarem o dedo, mais intenso o detalhe fica na imagem e o efeito fica horroroso. A minha dica é que façam zoom na área que querem destacar e passem levemente o dedo de uma só vez. Depois, podem fazer as correcções necessárias. Quando bem utilizada, esta ferramenta faz a diferença nas vossas fotografias, mesmo que de forma subtil. Todos os detalhes que destacarem ficam mais bonitos, pormenorizados e nítidos de um jeito muito natural. Adoro usá-la quando quero dar uma nitidez especial a pequenos pormenores. Lá está, detalhes.

Gostaram das dicas? Já utilizavam alguma destas ferramentas? Sem dúvida que adoro registos em que não precisamos de mexer em nada mas também gosto muito de brincar! Aliás, é sempre com esta filosofia que edito as minhas fotos; de experimentar, brincar, ver como ficaria se usasse x coisa e surpreender-me com os resultados. Curiosamente, não uso nenhuma destas ferramentas em mim (nem nas pessoas que capto) mas sim no ambiente que me rodeia. Partilhem nos comentários alguma dica extra ou ferramenta que adorem utilizar para que esta publicação fique mais completa! Adoro gerar esta sensação de partilha!

Outras dicas de fotografia já publicadas: From your cell, with love

quarta-feira, 9 de agosto de 2017


Este verão, tenho dado uso à minha câmara analógica. Além de todo o sentido de oportunidade quando só temos 30 chances de registar momentos, sinto que não é só a fotografia que se torna palpável - contrariando um pouco o movimento digital.

Há uma beleza que não vos sei explicar mas que me envolve por completo quando escolho a dedo quais são os momentos que quero perpetuar. Quais são as pessoas cujos sorrisos quero registar. Qual a altura do dia que eu quero guardar, para sempre. E quando revelamos estes registos, parece sempre que têm sabor a arte. Nunca nos queixamos de absolutamente nada porque todos os focos, luzes e pormenores estão apanhados exactamente da forma como deviam. São fotografias que nunca perdem essência, muito pelo contrário - libertam-na.

Há qualquer coisa de apaixonante numa fotografia desfocada ou de uma expressão facial espontânea, porque significa que estávamos demasiado ocupados a desfrutar em pleno do momento para preparar poses ou sorrisos. O desfoque traz o movimento, que traz a recordação. Do abraço. Da dança. Da gargalhada que nos faz soltar a cabeça para trás. A expressão facial traz o discurso, o olhar que nunca fica registado quando estamos concentrados em sorrir para a câmara, o sorriso de perfil que só dá para ser captado quando desconhecemos estar a ser fotografados.

O flash que faz o rosto ficar num clarão, com um pequeno vislumbre dos olhos. O flash que choca e reflecte a luz que a própria pessoa já irradia, de dentro. Eu olho para estas fotografias - umas mais bem tiradas que outras, todas elas importantes - e sinto a essência de cada uma. Eu oiço a gargalhada que apanhei. Sinto o cheiro do fumo do churrasco que preparávamos. Oiço o som dos pássaros na paisagem. Recordo a piada que me disseram no segundo antes de me apanharem através da lente. Sinto o perfume das pessoas e o toque dos seus abraços. Fico com o gosto da pizza que mordemos, ao mesmo tempo, e da Coca-Cola doce e fresca que estala na língua. Recordo-me dos raios de Sol finais que me escaldavam o ombro direito e recordo a pele arrepiada do ombro esquerdo, escondido na sombra. Sei todas as músicas que tocaram na fotografia de tons mais escuros. Leio as nossas conversas através dos olhos que foquei. Eternizo sentimentos que podem não durar para sempre, na vida.

Há sempre verdadeiros artistas de máquina. Os que conseguem fazer todas as luzes resultar, os que fazem todos os focos dar certo. Os que admitem a derrota quando está demasiado escuro. Os que sabem quando o rolo está a queimar. E depois existe a própria arte do acaso, que a fotografia analógica promete, sempre. De abrir o envelope e descobrir como é que a espontaneidade se apanha. São registos que tiramos, às coisas e pessoas, por fora, mas que nos revelam sempre a sua essência, por dentro.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia
Sem dúvida que uma das melhores coisas que fiz em 2015 foi começar o tão desejado álbum. Foi oferecido pelo meu pai e é enorme, tal e qual idealizei. 
Um álbum que reúne num só lugar tantas coisas que me fazem feliz; As viagens que fiz onde, entre as fotografias preferidas dessa viagem, se complementam os bilhetes do metro, dos museus, os mapas e ainda pequenas setas e apontamentos sobre momentos ou coisas divertidas que ocorreram durante a viagem ou que eu achei que fizesse sentido partilhar. Fotografias a dois ou com os amigos e familiares e uma breve descrição das mesmas. Bilhetes de avião e pulseiras de resort. Bilhetes de concertos e festivais e o alinhamento das músicas todas que passaram nesse concerto juntamente com possíveis fotografias que possa ter tirado. Se alguém me ofereceu um bilhete, contar brevemente a história de como aconteceu.

Ter as pulseiras de inúmeros eventos todas alinhadas na vertical com as respectivas setas a resumir os acontecimentos de cada um dos eventos. Todas coloridas, como se fossem um arco-íris. Dedicar páginas para cada ano de Carnaval com a respectiva descrição das máscaras. Complementar festas com fotografias, complementar registos de viagens com a música que ouvi na descolagem no canto da folha. Colar o primeiro bilhete do nosso cinema a dois e os restantes que se seguiram e as visitas por Portugal fora. Guardar papelinhos com pequenas mensagens de amigas e registar a data.

Não é apenas um álbum de fotografias, embora ali figurem imensas, que registam imensos momentos, sorrisos, aventuras que não voltam. O álbum não se faz apenas de fotografia. Faz-se de viagens. De bilhetes que estiveram nas nossas mãos ansiosos por se converterem em memórias e experiências inesquecíveis. Filmes que marcaram especialmente pelas promessas. Museus cuja companhia era ainda mais preciosa que o quadro mais valioso da ala.

Eu sempre quis um álbum onde soubesse que, quando o abrisse, ia sorrir ao olhar para as memórias mais aleatórias mas que têm uma razão de existir tão intensamente no meu coração. Em 2015 eu comecei-o. Em 2016 continuo a fazer as páginas cada vez mais completas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Apresento-vos a definição de criatividade e imaginação, Thomas Lamadieu. As palavras faltam-me quando quero falar dele mas o meu deslumbramento a cada trabalho seu nunca fica ausente. Quando eu acho que já tudo foi inventado, criado e recriado, eis que há sempre novas surpresas. E ainda bem.

Thomas tira fotos aos edifícios e usa o recorte dos edifícios no céu como tela para as suas pinturas. Dali surgem os mais impressionantes desenhos e silhuetas, que me deixam absurdamente com cara de parva quando vejo a obra de arte que está diante de mim. Thomas Lamadieu é a prova de que não existem limites para a nossa imaginação nem para a interpretação do mundo. Que bom que há gente assim.

Deixo-vos alguns dos trabalhos dele:






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