Daisy Jones & The Six


Daisy Jones & The Six demorou muito tempo a convencer-me a ler e acho que, se não fosse a incrível experiência com Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, é provável que não lhe tivesse pegado. Durante quase um ano, ouvi reviews extraordinárias sobre uma história contada de forma muito original: uma entrevista. 

Daisy Jones & The Six é o título homónimo à banda fictícia que dá protagonismo à história – mas que já se obteve confirmação de que é muito inspirada em Fleetwood Mac. A banda é um verdadeiro fenómeno no final da década de 60 e a forma como todos se juntaram é tão misteriosa quanto a sua separação no auge da fama. O que aconteceu? Através de entrevistas aos membros da banda, décadas mais tarde, a ponta do véu é levantada. 

A verdadeira originalidade de Daisy Jones & The Six é toda a estrutura da narrativa: é num formato de entrevista, quase guião, sem parágrafos descritivos ou perspetivas de narrador que não o entrevistado. Por essa razão, acho que é o livro perfeito para: 1) voltar aos hábitos de leitura (é rápido de ler e muito envolvente) e 2) experimentar ouvir em audiobook (onde têm a verdadeira sensação de entrevista e está perfeitamente bem narrado). 

Como já é apanágio da Taylor Jenkins Reid, é quase inacreditável pensar que a imprudente Daisy e o deslumbrado Billy não existam e não estejam a escrever canções nem a lidar com noites loucas (cada um à sua maneira). É quase irresistível saltar do livro para o Spotify para procurar as canções (que não existem). 

Disse que Daisy Jones & The Six não me convenceu pela premissa porque não é o tipo de história que mais tenho curiosidade em acompanhar. Sexo, drogas e rock & roll (e o livro cumpre mesmo com o lema) não é propriamente algo que me desperte curiosidade, mas estava tão maravilhada com a capacidade da autora em construir universos que quis ir atrás desta história e perceber como é que ela a escreveria – este tipo de formato é muito impessoal quando lido: como é que ela conseguiria envolver-nos na história sem adicionar o menor detalhe além do que é relatado por cada personagem? 

Não é o meu livro preferido da autora, mas não só percebo que o seja para muitos, como surpreendeu-me muito pela positiva. Entreteve-me, envolveu-me no universo da criatividade musical, dos concertos, do pós-show e fez-me voltar a ouvir Fleetwood Mac. Está tudo certo.

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Bertrand

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2 comentários

  1. Está na minha wishlist ao tempo... mas ainda não sei para quando será a compra.
    Durante muito tempo pensava que o livro era mesmo baseado numa banda real... :D até que me pus a ler bem e descobri que não era bem assim.
    E, tal como tu, penso logo em Fleetwood Mac quando vejo o livro ;)

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  2. É tão diferente de tudo o que tenho lido que fiquei curiosa.
    Beijinhos
    Coisas de Feltro

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