sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

2021 | Retrospetiva


Velocidade cruzeiro. Talvez esta seja a definição certa para 2021. Ainda não terminou e já sei que será um dos anos que ficará fora da minha gaveta de memórias. Não porque foi mau, mas também não foi marcante ou especial. Foi simples, e às vezes é o que precisamos. 

À 12ª badalada, saltei da cadeira e dei um abraço de aniversário ao Diogo (a tradição). Na agenda e nos mil cadernos, tinha em mim uma motivação imensa para fazer este ano acontecer e, de certa forma, o que estava ao meu alcance foi concretizado, incluindo os meus objetivos de 2021: sinto que estou mais eficiente na gestão do meu tempo (não ótima, mas esforçada e a seu tempo vou otimizar), que fui mais social (dentro dos limites impostos pela pandemia), evoluí muito no meu trabalho e conquistei novas vitórias e desafios, mantive uma rotina saudável e regressei ao ginásio (algo que queria mesmo muito!) e até voltei às tão desejadas aulas de cerâmica. Check, check, check, certo? 

Mas também foi um ano de pequenas contrariedades. De timings errados, de notícias infelizes, de sustos, de planos que tiveram de ser cancelados. Em agosto, estive em isolamento no meu quarto durante 10 dias (negativa por um verdadeiro milagre devo dizer-vos) e senti-me completamente prisioneira, com as quatro paredes do meu quarto a fecharem-se a cada dia. Na saúde mental, também não estive no meu melhor: na primavera, senti-me completamente apagada e sem saber o que se estava a passar. O diagnóstico? Burnout por tudo o que tinha passado nos últimos tempos e que me obrigou a parar. 

O estado de emergência do início do ano também não ajudou a manter o espírito motivador. E aí, os livros salvaram-me: foram 66 livros lidos este ano, um feito absurdo que eu sei que só aconteceu pelo meu desespero de escape. 

Então, o que resta de bom? Pequenos pedaços de vitória. A saúde dos meus (e a minha), os reencontros e cafés que foram os pontos altos dos meus meses, o diploma da Universidade de Yale, a viagem em família, o snorkeling nas Berlengas, as mãos no barro no atelier em pleno verão, os ‘yes!’ depois de ler e-mails incríveis, os passeios com a Belka, os almoços em família que, aos poucos, voltaram à sua doce normalidade, o regresso a Aveiro.

Foi um ano de muita familiaridade, muita rotina, muita casa. Em certa parte, sei que precisava disso. Precisava de ter um ponto intermédio entre a loucura que vivi desde 2017 e a estabilidade que consegui na reta final de 2020. Precisava deste ponto morto. Mas agora estou pronta para fazer coisas novas acontecerem em 2022. Estou com outra energia, outra motivação e com mais coragem. Já engrenei a mudança e estou pronta para ir.

2 comentários:

  1. Que 2022 seja melhor e inesquecível por bons motivos.
    Beijinhos e um bom ano.

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  2. Por vezes, é preciso parar para apertar as sapatilhas para depois correr uma maratona. Apesar de tudo, há sempre coisas boas a lembrar e aprendizagens a recordar. Muito amor, trabalho e saúde para ti, querida Inês. Que este ano as sapatilhas não desapertem a meio da corrida <3

    Beijinho grande!

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