segunda-feira, 2 de maio de 2022

 


Sinto que abril durou uma vida inteira e ainda se deixou ficar. Foi aquele convidado que não apanhou a deixa de que já devia ter ido embora há 3 horas e ainda pede um café. E perante esta descrição, acho que já antecipam que não amei abril. Não podemos ter sempre meses incríveis e abril, certamente, foi um dos mais fraquinhos de 2022. Assim, as recomendações serão curtinhas, mas com a absoluta certeza de que, se vieram cá parar num mês tão meh, é porque merecem todo o amor.


Há algo em abril que temos de reconhecer: mesmo com a sua chuva habitual, trouxe os primeiros dias de verdadeira primavera, e isso vale ouro para quem já está farto do inverno. Deu coragem para usar umas blusas mais frescas, um calçado sem meia. E este "bibe" foi o que resgatei imediatamente do armário. Já é de coleções passadas, mas é por isto que gosto de peças intemporais e com personalidade. As mangas são eternamente atuais, o corte é contemporâneo e os dois detalhes mais adoráveis são, para mim, o padrão e os botões de madeira. Remete-me para os tempos em que não tinha um estilo propriamente definido – ou que adorasse – mas as camisas de flanela eram uma peça de conforto. E os tons terrosos permitem-me escolher estas peças mais originais sem que deixem de conversar com o armário. É da Mango, caso encontrem uma perdida por aí.

Continuo a explorar este mundo novo que é o da maquilhagem (para mim) e a minha mais recente descoberta é o corretor multiusos da Maybelline. Meses que não são incríveis resultam em olheiras assustadoras e decidi experimentar a cobertura deste corretor para tentar atenuar um pouco o estado. 

Gosto que tenha uma cobertura que dá para construir porque não uso, nem gosto, de base, então tento que a cobertura do corretor seja o mais natural possível. 

Cumpre na perfeição o seu propósito sem causar depósito ou oxidar na pele. Notei que absorve um pouco na pele. Sem dúvida que a minha parte preferida é o aplicador, embora depois finalize com uma esponja. É fácil de aplicar e construir, é natural e dá, sem dúvida, um ar mais saudável e iluminado ao rosto. Para referência, o meu tom é o 00.


Este tem sido, definitivamente, o meu passatempo do momento. Descobri-o por ser um fenómeno do TikTok e cá estou eu a tentar desvendar o puzzle. 100 páginas desordenadas onde temos de descobrir quem foi/foram o/s assassino/s de 6 vítimas. E mais não sabemos. Expliquei a dinâmica da charada ao detalhe aqui, incluindo qual o método que estamos a utilizar para tentar desvendar este mistério. Alguém aí desse lado também está a participar? 


Andava há algum tempo à procura de um podcast nacional que tivesse uma dinâmica de conforto e despretensiosa, de conversa com o ouvinte. O meu preferido neste campo é o Sozinho em Casa, mas tem tido uma presença intermitente e queria explorar mais opções que não tivessem apenas entrevistas. Descobri o Ouro Sobre Azul, da Salomé, num bonito acaso e não o larguei mais. A Salomé tem a voz que eu adoraria ter e, embora tenha também um segmento de entrevistas, muitos dos episódios são simplesmente dela a refletir connosco. Sinto-me sempre como se estivesse numa conversa de amigas com uma chávena de chá, aquelas conversas em que sabemos que não precisamos de estar com filtros. É reconfortante e faz-me imensa companhia enquanto trabalho, conduzo ou no meu exercício de conseguir sentar no sofá sem fazer nada. Saltou rapidamente para o topo da lista dos meus podcasts preferidos. 

Troquei recentemente de telemóvel para um iPhone 12 pro e, embora a Apple não necessite de todo de mais reviews ou publicidade gratuita, queria deixar o meu feedback da experiência porque, confesso, já não estava tão positivamente impressionada desde o meu primeiro iPhone (o 6 max). A começar por pequenos pormenores como o tamanho (para mim, um bom telemóvel tem uma dimensão em que te permite chegar com o polegar da mão dominante ao canto superior contrário – no meu caso, chegar com o polegar da mão direita ao canto superior esquerdo). Significa que é ergonómico e que a probabilidade de cair enquanto o uso numa só mão é pequena. 

A câmara é boa – embora ainda me esteja a adaptar à profundidade – e preferia a opção de desbloqueio pela impressão do que pelo rosto, mas o que quero mesmo destacar é a bateria. Em constante utilização – e eu trabalho com redes sociais – a bateria dura, em média, um dia e meio (o que qualquer utilizador de iPhone sabe que é um pequeno milagre). Bem sei que o Android tem estado um bocado mais à frente na corrida, mas tenho um Android de última geração como telemóvel de trabalho e raramente o consigo usar porque não o acho tão user-friendly (e sinto que a câmara não tem tanta nitidez nem é tão fiel nas cores). É uma questão de preferências e de investimento, acredito. Para já, estou muito satisfeita com o meu, no tom lavanda (não resisti)! 

Depois de duas encomendas de ilustrações personalizadas muito felizes e bem conseguidas – e com ambas as aniversariantes contentes com o gesto – achei que fazia todo o sentido destacar a Meia Tangerina nestes favoritos. A sua paciência, dedicação e cuidado com que preparou ambas as ilustrações é de mérito, e o resultado final ficou adorável. Entre a minha primeira encomenda e a segunda passou-se um ano e meio e notei uma grande evolução no traço, nos detalhes e também no cuidado de embalamento, e acompanhar essa confiança e evolução é sempre especial. Tento não repetir presentes, mas acho este tão único e especial que não só repeti, como recomendo!


O mundo dos puzzles sempre foi uma paixão antiga, herdada pelo meu pai e ao qual me juntava. E foi a tentar procurar um hobby analógico que me obrigasse a estar focada no tempo presente – e durante longos períodos de tempo – que voltei a recuperar este hábito tão simples. Não sou particularmente fã dos puzzles de fotografia, pelo que optei por um com gravuras bonitas, e os da Galison são maravilhosos, além de que têm um preço muito acessível. O 'Book Club' – este que estou a fazer – encontrei na Indie – Not a Bookshop e acho-o tão bonito que até estou a considerar emoldura-lo. Mas na prateleira ficaram tantos outros que gostaria de fazer e que têm um imaginário igualmente adorável. Se me permitem a sugestão, este 'Book Club' é o presente perfeito para um/a amante de livros com um fraquinho por puzzles!

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Contra a opinião geral, eu não senti que abril passou num instante e, se tivesse de usar uma palavra-chave para descrever este mês, seria ‘cansaço’. Senti-me esgotada a maior parte do tempo, mas, pior que isso, senti-me esgotada em performance, não querendo denunciar aos outros que estava cansada – o que, como já todos sabemos, resulta no dobro do cansaço. 


Foi um mês de família, entre pequenos encontros, a celebração da Páscoa, um concerto do Ludovico Einaudi (feliz Natal!) e os nossos habituais almoços e jantares de fim de semana. Abril começou delicioso com uma visita ao mercado da Stylista e a estreia num restaurante de sushi onde nunca tínhamos ido. 


Em abril, regressei às aulas de alemão, fui ao cinema, recrutei companhia para o yoga, planeei viagens, celebrei aniversários com presentes pensados ao pormenor, trabalhei a 200% e desfrutei de dates de mãe e filha, entre jantares e passeios de fim de semana. 


Mas se já me sentia um pouco cansada e com dificuldades em desligar, eis que o COVID chegou, enfim, à minha família, apanhando-me a mim também. Depois do stress em garantir que os familiares mais vulneráveis ficavam protegidos, houve finalmente tempo para surfar nos sintomas e ver a vida em suspenso dentro de quatro paredes, onde não tive outra hipótese senão aprender que uma tarde de sestas e de maratona de Netflix não tem de vir agarrada à culpa. 


Em abril choveu – e eu chovi com abril -, mas a primavera é sempre uma boa lição de que um pouco de chuva faz maravilhas a quem procura florir. Os campos já têm uma outra vida, a piscina está no processo de ser reconstruída. Os dias ficaram mais bonitos e mais quentes. Houve tempo para passeios de bicicleta, para colher e oferecer flores, para desfrutar de tardes no parque, para brincar com pasta de modular, para saborear pequenos dates com o Diogo – e trocar as voltas às nossas agendas mázinhas – e para desfrutar de manhãs simples na livraria. 


Abril foi o mês que menos gostei no ano, até agora, mas trouxe muitas provas de superação e um processo evolutivo que, ao olhar para trás, já noto diferença. 

Maio, sê maravilhoso!

2 comentários:

  1. conheci o ouro sobre azul numa publicação anterior e não largo mais, tenho adorado! E partilho opinião sobre o corretor de olheiras, tem sido o meu go-to de todos os dias! Feliz Maio!

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  2. Que Maio seja tranquilo e amoroso.

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