terça-feira, 25 de janeiro de 2022

FILMES | Janeiro • 2022


Durante a habitual observação do cosmos, dois astrónomos descobrem que um meteorito se dirige à Terra e que irá provocar a destruição do planeta numa contagem decrescente de 6 meses. Os dois cientistas têm em mãos a terrível tarefa de convencer o resto do planeta de que o perigo é real e de que é necessário agir. 

Don’t Look Up tem sido um êxito junto das críticas e do público, levando a comédia para ambientes e galardões onde muitas vezes é desconsiderada (como a possível nomeação nos Oscars, por exemplo), e isso eu acho louvável. No entanto, achei toda a produção fraquinha e com um amadorismo que não reconheço neste elenco de luxo em outras produções. É certo que a comédia às vezes o exige, mas achei realmente a prestação sofrível, o tema não é fresco e todo o desenrolar da narrativa é previsível. Muitos têm elevado esta produção pela sua proximidade com alguns dos contornos da realidade que temos vivido. Se isso chega para considerar Don’t Look Up um filme bom? Na minha opinião, não. Fiquei muito desiludida. 

Junta-se Omar Sy às comédias francesas e a fórmula fica perfeita. O carisma deste ator é contagiante e dá o tom para um filme sobre monoparentalidade. Nesta história, conhecemos Samuel, que é completamente apanhado de surpresa quando lhe entregam uma bebé nos braços e afirmam que é sua filha. Para adensar a história, a mãe abandona-os, deixando-o sozinho para criar, inesperadamente, uma filha, a Glória. Completamente inexperiente sobre como educar uma criança e incapaz de dar um desgosto a Glória pelo abandono da mãe, Samuel inventa que a mãe é uma espiã secreta em missão pelo mundo e tenta levar essa mentira até às últimas consequências. 

Dois é uma Família é um filme muito descontraído que consegue encaixar temas sensíveis com uma narrativa divertida e até com plot twists inesperados. É uma comédia rica, que desperta as nossas emoções e que nos deixa emocionados no final. 

Nunca quis ver este documentário porque já sabia que iria chorar. Mas a verdade é que não resisto a documentários sobre vida marinha – nunca os perdia na BBC! – e lá estava eu a assistir à história do cineasta que, de uma forma totalmente inesperada, trava amizade com um polvo. 

Creio que esta premissa já todos sabem e conhecem, mas queria frisar que quando o resumo diz que ele trava amizade com um polvo, não é um eufemismo; os dois geram, realmente, uma conexão profunda que conseguimos reconhecer nos nossos animais de estimação. Com a diferença moral de que aquele polvo é um animal selvagem e, por isso, o cineasta sente-se em constante conflito entre a necessidade de proteger a sua amiga e a noção de que não pode interferir no ciclo natural. 

É um documentário de ritmo lento e sem pretensões. É o que é, mas basta para nos deixar emocionados com o incrível e o inesperado. A Sabedoria do Polvo recebeu o Oscar de Melhor Documentário de Longa-Metragem em 2021 e é totalmente merecido. 

Confesso que não sou fã de revivalismos, uma corrente crescente nos últimos tempos, especialmente no universo do cinema. Aceito o fim das minhas séries, sagas e filmes preferidos sem querer dourar a pílula, mas tenho de reconhecer que algumas têm sido muito especiais de assistir. Friends foi uma delas e, agora, Harry Potter

Não é novidade que guardo um grande carinho pela saga – marcou muitas etapas da minha vida, por mais parvo que isto possa parecer – e cresci com aquelas personagens, seja no papel, seja no grande ecrã. Vê-las tão crescidas quanto eu e a recordar pormenores, memórias e elementos da história que adoro é nostálgico e verdadeiramente mágico. A edição está fantástica e realmente somos surpreendidos com alguns dos momentos e comentários que os atores e elementos da produção decidiram partilhar connosco – desde os mais pessoais aos mais técnicos. Dei por mim de lágrimas nos olhos, que não é nada típico meu a assistir filmes (exceto quando são animais, como é o caso acima do polvo, okay?). Foi muito bem conseguido e é reconfortante para todos os fãs da história do rapaz que sobreviveu.

Escolhemos esta comédia francesa para um filme descontraído de domingo e foi perfeito. Pourris Gâtés apresenta-nos um magnata, pai de três filhos absolutamente mimados e que dão por garantido todo o luxo que têm. Gastando os milhões da sua fortuna de forma irresponsável e frívola, o magnata – que conseguiu conquistar todo aquele império a pulso – decide tentar dar uma lição de vida aos seus filhos para que se tornem mais humildes. 

Nem a premissa nem o decorrer da história são originais. Já ouvimos, lemos e vimos histórias semelhantes e, a somar a um final um pouco fraco, não é um filme que fique na nossa memória para sempre. Mas se procuram um filme leve para assistir que não seja totalmente vazio, Pourris Gâtés é uma boa escolha.

Já assistiram a algum dos filmes desta lista? E vocês, qual foi o filme que mais gostaram de assistir em janeiro?

3 comentários:

  1. Adoro comédias francesas, vou aproveitar as sugestões. Gostei bastante de uma que se chama Rua da Humanidade, 8. Adorei o regresso a Hogwarts :)

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  2. Tenho alguns desses filmes na lista para ver :)

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  3. Desta lista, "Don't Look Up" vi há umas semanas atrás, achei engraçado brincarem com temas da actualidade. Mas, lá está, dá para rir um pouco, mas não foi dos meus filmes favoritos vistos recentemente.

    "A Sabedoria do Polvo", esse, na altura em que foi lançado, adicionei-o imediatamente à minha lista da Netflix, mas como tinha outros (relacionados com vida marinha, natureza), este foi ficando para trás. Até que vi este teu post e decidi que não podia adiar (mencionei isto no blogue).
    Amei o filme! Depois do meu post, li várias críticas negativas na net, mas que não concordo. lol

    Os outros filmes não vi.

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