segunda-feira, 21 de junho de 2021

LIVROS || Brave New World


Brave New World apresenta uma distopia que parece inacreditável ter sido idealizada nos anos 30. Neste mundo, as emoções são suprimidas para que os seres humanos nunca sintam frustração, melancolia ou insatisfação, e toda a sociedade é manipulada e estruturada ainda antes de cada indivíduo nascer, ao ponto da completa manipulação genética, farmacológica e psicológica.
 
Cada pessoa tem características cognitivas e sociais programadas, criando a ideia de uma sociedade perfeita, produtiva e satisfeita. Uma sociedade controlada pelo governo de forma previsível, segura e orientada, com um compasso moral altamente questionável para nós, leitores, já que as personagens procuram umas das outras apenas relações superficiais e utilitárias, onde as emoções não podem, de forma alguma, entrar na equação (algo que rejeitam com repulsa). Uma sociedade que não se questiona, com exceção do protagonista.
 
Brave New World é um livro pequeno mas desconcertante do início ao fim. Coloca-nos num ponto de desconforto ao desafiar-nos a imaginar um mundo assim. Ao longo da leitura, o peso da mensagem adensa-se ao realizarmos que muitas das ideias partilhadas neste livro não são, para muitos indivíduos da vida real, disparatadas.
 
Foi uma história que me perturbou, não só pela premissa mas também pela própria escrita de Aldous Huxley, muito explícita — algumas vezes até demais, não deixando as personagens 'ganhar vida própria' para nos mostrarem como são através da nuance dos diálogos ou das suas ações. Creio que ficará na minha memória pela sensação de que muitas das projeções deste livro são admiradas. Uma leitura para rebentar a bolha.

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Bertrand

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2 comentários:

  1. Há muito que quero ler uma distopia. Esse e a Revolução dos Bichos estão na minha lista.
    beijinhos
    Coisas de Feltro

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  2. A minha professora de inglês do 11º ano fez-nos ler este livro como parte do programa. Sei que na altura gostei mas também fiquei algo perturbada pela leitura tanto que nunca mais lhe peguei. Agora fiquei curiosa de como seria relê-lo 10 anos depois... Talvez o faça.

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