sábado, 26 de dezembro de 2020

2020 || TOP20 Músicas


O primeiro pódio é sempre musical. Sinto que abre em grande esta série de publicações onde destaco o melhor de cada ano. E 2020 tinha de trazer mudanças. As grandes já aconteceram e todos nós testemunhámos. As mais pequenas e triviais são partilhadas agora, neste artigo. A começar pelas músicas. 

2020 foi um ano de boa música mas de poucos lançamentos — dos artistas que acompanho. E, portanto, dei por mim com uma mão cheia de batotas (de anos anteriores, diga-se) que, se ignorasse, não iriam refletir com justiça o que mais gostei de ouvir em 2020 (mesmo não tendo sido lançado este ano). 

A segunda mudança é que, eventualmente, o pódio teria de atingir um número limite. Se outrora, a cada ano, o processo facilitava-se pelo acrescento de mais um lugar, este ano, o top atinge, finalmente, um número fixo: 20. Signfica que, em 2021, o TOP permanecerá 20. Mudanças fáceis comparadas ao que já vivemos, certo? 

20 | PEGANDO LEVE 
O Terno 
Um manifesto do jovem adulto, dividido pela sua jovialidade e necessidade em crescer. É um manifesto que me diz muito, e a letra parece ter sido escrita para mim (quando, na verdade, foi escrita para esta fase, que é natural). Uma música sobre o ritmo desenfreado em que vivemos, e o vício em permanecer lá, mesmo quando queremos desligar. É a música que define os meus 20’s com perfeição. 

19 | BABY IT’S YOU 
London Grammar 
Estava crente que London Grammar ia salvar-nos com um álbum em 2020 mas brindou-nos apenas com alguns singles que não foram extraordinários mas que prometem qualquer coisa. O Baby It’s You foi o que mais ouvi e duvido que seja a preferida quando o álbum sair (se for, é mau sinal) mas as saudades da voz da Hannah eram tantas que até me deixei encantar por esta música. 

18 | DOLERME 
Rosalía 
Segundo o Spotify Wrapped, foi a minha música mais ouvida em 2020 mas esteve longe de ser a preferida. Foi uma música que estranhei e depois... rendi-me. É um registo diferente da Rosalía — costumo preferir os seus registos mais tradicionais — mas gosto do ritmo e do sample. Recorda-me uma das minhas viagens que fiz, este verão. 

17 | TO DIE FOR 
Sam Smith 
Não sou a maior fã de Sam Smith mas dei por mim a ouvir esta música on repeat na primavera. A letra é rica, o refrão ficou na minha memória e, tendo em conta a época em que a ouvi — muito exigente pela pandemia — sinto que foi um consolo bom. 

16 | BORN LIKE 
Hazel English 
Eu amo Hazel English e já tinha saudades de um novo lançamento. Este, com mais alegria que os seus registos típicos mas mantendo as suas correntes tradicionais, animou a minha primavera-verão, com dias de sol e passeios floridos. Acho a Hazel uma das cantoras mais subvalorizadas e torço para que o mundo a descubra rapidamente. Este refrão é tudo! 

15 | ME CONTA DA TUA JANELA 
Anavitória 
A beleza da música é que é uma forma muito democrática e acessível de refletir qualquer conceito — até o que estamos a viver. As Anavitória transcreveram a quarentena para esta música com uma letra simples, mas forte e importante. Será um marco histórico para o futuro cantado com a doçura habitual, que reconfortou nos fins-de-semana onde não pude sair muito além das minhas fronteiras. Se ainda não a ouviram, tenho a certeza de que a letra vos vai dizer qualquer coisa. 

14 | RAIN ON ME 
Lady Gaga 
Sei que esta música foi fraturante e que não é o cup of tea de todos, mas foi o meu. Alegrou os meus dias, fez-me dançar e transportou-me para uma altura onde, certamente, estaria a dançar isto numa festa, sem preocupações. Não é uma música memorável mas, por tudo o que me fez sentir, guardo-a com muito carinho. 

13 | SIXTEEN HUNDRED MEN 
Thomas Newman 
O meu instrumental preferido de 2020 foi este. Com uma apoteose que demora a arrancar mas que, quando inicia, leva tudo atrás, incluíndo o meu coração. Tive o privilégio de a ouvir pela primeira vez no grande ecrã, protagonizando uma das cenas mais épicas do 1917 e fiquei de boca aberta. Ainda hoje, quando a oiço, fico arrepiada. Oh, como eu amo música instrumental...! 

12 | WAIT 
M83 
Uma das músicas do meu verão. Recorda-me as tardes em que saí do trabalho e corri para a praia, para ver o pôr do sol com as ondas brilhantes no areal deserto, onde só eu estava, para apanhar um pouco de ar fresco depois da claustrofobia dos EPIs. Para mim, é uma música que representa a minha libertação e a calma depois do caos. É a música dos meus mergulhos de mar. 

11 | ME & YOU TOGETHER SONG 
The 1975 
A alegria e carisma desta música é contagiante e remete-me para dias despreocupados onde os sorrisos foram fáceis. Foi uma música que tocou muito no meu carro e que cantei a plenos pulmões! 

10 | WILD 
Hailaker 
As músicas dos Hailaker são sempre reconfortantes e esta não é exceção. É melódica e recorda-me os passeios pelo campo com a Belka ou com o Diogo.

9 | EPIPHANY 
Taylor Swift 
Não sou fã de repetir artistas nos pódios mas há exceções e a Taylor Swift merece-as. Esta música foi o abraço que precisava numa época que foi das mais duras que já vivi. Enquanto todos se recolhiam em casa, eu saía e vestia equipamentos abrasadores, claustrofóbios e descaracterizantes que me obrigavam a resgatar o pouco de identidade (e Humanidade) visíveis para trazer consolo e cuidado aos meus utentes. Esta canção representa muito daquilo que senti neste trabalho: há coisas que testemunhei que nunca vou conseguir verbalizar com racionalidade, e todas as vezes em que engoli a seco, abri a porta de casa, tentei sorrir e depois desmanchei-me em lágrimas nos braços da minha família refletem bem o simbolismo da música. Ou o sangue frio que precisei para muitas situações de urgência que, com toda a sinceridade, ainda nem sei como as (d)escrever e que nunca pensei, alguma vez na minha vida, ter de fazer/ver. Não foi fácil e é o que é. 

8 | FAITH 
The Weeknd 
O novo álbum do The Weeknd não conquistou os fãs como esperado mas eu confesso que ouvi on repeat esta música. A letra é um pouco lugar comum e estou longe de me identificar com ela, mas a melodia e a bridge conquistaram-me completamente. Deu o pump que precisava para alguns dias em que precisava de mais energia. 

7 | HONEY + TEA (ACOUSTIC) 
Mōzi
2020 foi o ano em que descobri Mōzi e, desde então, estou rendida. Esta é, sem dúvida a minha música preferida, pela doçura da voz e da letra, pelos elementos inconfundíveis da minha existência (chá!!) e porque sei que seria uma música que, se tivesse habilidades vocais, teria dedicado de coração inteiro à pessoa que me faz feliz, todos os dias. 

6 | CERTEZA (ACOUSTICO) 
Mariana Nolasco 
Esta canção não foi lançada em 2020 mas acho que a letra nunca fez tanto sentido como agora. Foi uma chávena quente nas minhas mãos em muitos momentos e reflete, com uma beleza que nunca conseguiria recriar, a forma como eu acredito que a vida deve ser vivida — mesmo no meio do caos. 

5 | MISSION IMPOSSIBLE 2 ORCHESTRA SUITE: PART 1 
The World of Hans Zimmer 
Algo que reparei rapidamente quando observei a minha playlist de 2020 é que tinha muita influencia espanhola, especialmente flamenca. Não me surpreendeu, tendo em conta que a grande viagem de 2020 foi para a minha amada Sevilha (e longe estávamos de imaginar que seria a última). Já sabem que é uma cidade que guardo com carinho e que me influencia de muitas formas, uma delas a música. Esta foi a música que escolhi para calcorrear sozinha a cidade (um ritual que adoro fazer em qualquer viagem e que sinto que é o meu momento com cada lugar). Assim, sempre que a escuto, sou transportada para as ruas coloridas e para o sol de Fevereiro quente que me permitiu estar de blusa em pleno inverno. Acho que esta música capta muito bem a essência de Sevilha, ou não fosse ela uma das cidades berço do flamenco. 

4 | HALLOWEEN 
Novo Amor 
Do novo lançamento de Novo Amor — que adorei! — sem dúvida que a minha música preferida foi a Halloween, que ouvi incessantemente desde que foi lançada. Está, até, no pódio do meu Spotify Wrapped. Não sei o que me conquistou mais: o título da música, a sonoridade ou a letra mas foi, sem dúvida, um combo vencedor que deu banda sonora ao meu quotidiano muitas vezes. 

3 | THINK OF ENGLAND 
Bear’s Den 
Embora apenas representada nesta música, o Folk (em muitas variações do género) esteve muito presente no meu quotidiano, este ano. Foi a banda sonora de muitas das minhas escapadelas cá dentro e de muitas fugas para a praia, para ver o mar. Esta é uma das minhas preferidas, que me conquista toda a vez que a oiço. Recorda-me da nossa viagem à Serra, logo no início do ano, e das nossas aventuras por lá. 

2 | JURO QUE 
Rosalía 
Mais uma influência flamenca que simbolizou a minha viagem e ficou comigo pelos meses que se seguiram. É certo que tem a presença de um auto-tune completamente dispensável no vozeirão da Rosalía mas eu adoro esta música e tenho sempre vontade de dançar quando a oiço. Recorda-me Sevilha, o meu verão e os meus vestidos vermelhos, que tanto gosto de usar. 

1 | THIS IS ME TRYING 
Taylor Swift 
Foi o ex-libris do Folklore e do meu ano. Uma música melódica e que, embora a história da canção tenha outra conotação, eu tomei como minha e usei-a para simbolizar toda a minha realidade de 2020; um ano em que tentei cumprir os meus objetivos, tentei ir atrás dos meus sonhos, tentei fazer mais para me sentir realizada, tentei cuidar com responsabilidade profissional, tentei fazer provar o meu valor, tentei continuar a poder doar-me às pessoas que mais estimo e em que tentei fazer deste ano de merda algo memorável. E o mais especial? Muitos destes tentei tornaram-se em eu consegui. E este sorriso de vitória ninguém me tira. 

Como já é tradição, eis a playlist com todas as músicas deste pódio. Qual foi a vossa música de 2020?


2 comentários:

  1. Não consigo bem escolher entre as que apontas. Mas sem dúvida que London Grammar, The 1975, Mozi, Novo Amor, e assim fizeram parte de mim, por causa de ti.
    Já eu, descobrir Anagnorisis do Asaf Avidan, ouvi Great One da Jessie Reyez até cair para o lado, assim como Coastline dos Hollow Cloves e OUVI MUITO NOISERV E VALTER LOBO. Foi um ano ainda mais musical do que já costuma ser (se é possível 😳) e o ano em que ouvi 2x o álbum do Nick Murphy do início ao fim sem fazer mais alguma coisa. Muito bom

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  2. Não tive uma música do ano, mas apaixonei-me pelo último álbum do Silva *-*

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