quinta-feira, 12 de novembro de 2020

SÉRIES || The Queen's Gambit


A Netflix já nos influenciou em milhares de sentidos mas este é um prémio difícil que a empresa acabou de arrecadar: fazer a malta gostar de xadrez — eu que o diga, já que toda a gente na escola achava isso um jogo de 'losers e velhos' e, portanto, nunca queriam jogar.

The Queen’s Gambit é uma história fictícia — também me dói a mim escrever isto — sobre uma jovem, Elizabeth Harmon, que desenvolve desde cedo um extraordinário talento para jogar xadrez. Por outro lado, também desde cedo desenvolve dependência química.

A mini-série de 7 episódios acompanha, assim, Beth (como prefere ser apelidada) pela sua jornada nas competições de xadrez enquanto se debate na sua relação com o álcool e drogas. Uma premissa simples e em que toda a magia se revela nos ângulos fantásticos de toda a cinematografia da série, na prestação sublime da atriz Anya Taylor-Joy, nos figurinos de sonho e cheios de referências e na banda sonora com timing magistral. Parece impossível que uma mini-série simples possa render milhares de espectadores a acompanhar uma jogadora de xadrez mas o primeiro episódio apresenta, de imediato, as razões pelas quais conquistou o mundo. 

Uma produção fabulosa da Netflix que nos deixa a suspirar pelo guarda-roupa e cabeleireira de Beth e nos faz querer limpar o pó ao tabuleiro de xadrez que anda perdido em casa. Não vão resistir em saber se ela vai conseguir.

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