segunda-feira, 6 de julho de 2020

WEB || Ouviste Isto? #4


Memorização e linguagem. Nesta edição do Ouviste Isto? consigo identificar, facilmente, o tema global que liga os três episódios que vos quero recomendar. Foram a minha companhia em viagens de carro e nos momentos de praia, espero que sejam a vossa companhia também!


Why Do We Forget The Things We’ve Learned? | O título deste episódio conquistou-me de imediato ou não fosse eu apaixonada por tudo o que está relacionado com o cérebro e a memória. No fundo, o The Why Factor tenta explicar de que forma o nosso cérebro opera para memorizar. Porque é que esquecemos tão facilmente de assuntos que são considerados importantes e armazenamos outros totalmente inúteis? Qual é o critério do nosso cérebro para armazenar informação?
 

É Preciso Ter Lata Para Falar Outras Línguas | Sou fã do mais recente projeto da Mariana Soares Branco e este foi o meu episódio preferido, até ao momento. Estar a aprender línguas novas é, para mim, uma experiência fantástica e muito curiosa, o que me fez compreender por inteiro a forma apaixonada como ela fala sobre as diferentes maneiras de nos expressarmos, consoante a língua. Neste episódio, ela desmistifica algumas ideias pré-concebidas que as pessoas costumam ter sobre aprender línguas e dá algumas dicas de como podemos aprender a custo zero. Não concordo, de todo, com a opinião da própria sobre as apps — da minha experiência, têm sido uma mais valia —, mas no restante estamos em plena sintonia. Um bom episódio para verem se estão no impasse para aprender uma língua nova.
 

The Science of Funny Words | Porque é que certas palavras nos fazem rir mais do que outras? Já pensaram nisso? Há palavras que, mesmo que não se refiram ou identifiquem algo engraçado, têm piada. Alguém decidiu investigar isso e este episódio debruça-se nos critérios necessários para uma palavra desencadear uma gargalhada. Pertence às edições de curta duração do Stuff You Should Know.

Curiosos com algum destes episódios?

4 comentários:

  1. Engraçado, como desta vez têm todos a ver com o mesmo tema :). O primeiro cativou-me particularmente, tendo em conta a quantidade de coisas aleatórias que memorizo e as que dava jeito nem a marrar xD.
    Beijinhos
    Blog: Life of Cherry

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  2. Adoro imenso o podcast The Why Factor, tão bem conseguido, não é!?
    Também comecei a seguir a Mariana, recentemente, e este episódio está na Queue, tenho mesmo de me dedicar a ele.

    Agora que penso, o 1º e o 3º podcasts, que referes aqui, foram-me, precisamente, apresentados por ti. eheh Vou ouvir e depois dou feedback.

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  3. Olá! Sei que não costumas falar muito como profissional na área da nutrição aqui no blog, mas considerarias abrir uma exceção para esta questão da capa da Helena Coelho (ou mais geralmente, abordar toda a questão da nossa relação com a comida ou da cultura dos corpos perfeitos). Além de seres (penso eu) da área, considero-te uma pessoa informada, ponderada e tenho muita curiosidade em ouvir o que pensas sobre o assunto...

    Camila

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    1. Olá, Camila!
      Não podemos negar que a Helena desempenhou um papel muito positivo na quarentena, partilhando as suas marmitas e até fazendo as lives de treino. Mas não dá para ignorar todas as restantes coisas que também fez, como aquele comentário infeliz de que, como tinha tido uma gastroenterite, agora estava ótima para uma sessão fotográfica, ou aquele movimento Zara Kids como meta corporal/ponderal. São 500 mil pessoas a testemunhar isto, o que me deixa arreliada.
      Enquanto nutricionista, sou apologista da reeducação alimentar com a meta de ser mais saudável e consciente nas suas escolhas alimentares. É uma meta clara, simples e vitalícia. Metas como emagrecer até aos x kilos, comprar um vestido de noiva que não lhe serve e 'trabalhar' para o conseguir vestir daqui a uns meses ou ser capa de revista não são metas de saúde. No final, não fica nada porque são objetivos que exigem um sacrifício e compromisso irrealistas para os levar para a vida toda. E o rebound (comum) depois de atingirmos estas metas consegue ser devastador.
      A perda de peso não é tudo e não se pode tornar no foco para as pessoas atingirem o que sempre sonharam: "com a perda de peso vou ser mais bonita, mais mulher, mais sexy, mais popular"... isso não é verdade, e continuar a vender essa ideia é inaceitável. A capa é clara: 'Feliz e Sexy' como se as duas tivessem de estar entreligadas e como se a felicidade e a sensualidade só se encaixassem naquele tipo de corpo e naquele tipo de sacrifício.
      "Eu consigo, tu consegues" dentro deste ambiente que supracitei é o golpe mestre. Continuamos a alimentar esta "motivação" encerrando ideias de frustração, preguiça e inveja. Se tu não consegues é porque falhaste, não queres o suficiente, não te dedicas o suficiente. Isto é mentira mas opera em nós como se fosse uma realidade inquestionável e faz-nos olhar para o espelho ou para os nossos objetivos com um derrotismo e distorção de imagem. Não quero dizer com isto que não é possível fazermos gestão corporal através da combinação alimentação+treino nem estou a desvalorizar a perda de peso (nem o ganho, acrescento). Estou a contestar os moldes com que são feitos e a comunicação que chegou ao público. Nós não temos todos o mesmo corpo e rotina... e temos de adaptar a nossa gestão à nossa realidade. E talvez não seja uma realidade a la Helena Coelho. Isso não significa que sejam falhados ou preguiçosos. São diferentes e precisam de métodos diferentes. Ponto final.
      Por último, o golpe final foi mesmo a Helena ter sido acompanhada durante todos estes meses - e ter promovido o trabalho - de um indivíduo que NÃO É NUTRICIONISTA. O próprio não se identifica como nutricionista mas assim exerce uma profissão para a qual não está habilitado. Qualquer pessoa pode confirma-lo acedendo ao site da Ordem dos Nutricionistas. Sem cédula profissional da Ordem dos Nutricionistas, uma pessoa não pode exercer nutrição, não importa a base académica que empregue (até podia ter tirado Ciências da Nutrição mas se não entrou na Ordem, não pode exercer). Promover um trabalho destes é continuar a promover que tantos outros assumam funções para as quais não têm reconhecimento para o fazer - e assim perpetuar o risco de prestar maus cuidados de saúde.

      Se a Helena tivesse decidido querer reeducar a sua alimentação, fomentar um estilo de vida saudável para a sua rotina e realidade, se quisesse sentir-se mais forte, mais próxima da forma como se enxerga e se ativamente se tivesse limitado a partilhar os seus treinos e as marmitas, eu não tinha nada a apontar. Muito pelo contrário. Mas contra factos não há argumentos e, embora não duvide que a intenção era boa, sinto que ficou aquém.

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