sexta-feira, 1 de maio de 2020


Se tivesse de definir abril numa palavra, seria ‘aceitação’. Foi um mês onde processei a aceitação das circunstâncias que estamos a viver — e alterações que isso implica. Foi um mês longo, desgastante mas com saldo positivo para uma série de pormenores que quero dividir convosco — como sempre!


Fiquei rendida a esta camisa da Mango assim que a vi. Tem um sabor a verão — e a Itália! — que me conquistou ao primeiro olhar. É estruturada e com manga balão, uma formalidade que brinca com as bolinhas e o tom amarelado (toques mais informais e campestres). É a camisa perfeita para combinar com visuais claros, gangas e roupas mais frescas, além de que não acho que morra em mim quando não estou morena. Sempre que a visto, sinto que vou passear pelos campos de Toscana e desfrutar o pôr-do-sol (e numa época em que não posso ir a lado nenhum, ter uma peça de roupa que me transporte para algum lado é tudo).


Fui fiel à minha espuma de volume da Fructis Garnier até ela ter esgotado no meu supermercado, pelo que tive de optar por outro produto — novamente, às cegas — e acabei por ser bastante surpreendida na positiva. Esta espuma é da Nívea, tem um cheiro divinal e também é super eficaz na entrega de volume e movimento ao cabelo. Não tenho preferência entre as duas marcas porque acho que ambos os produtos cumprem o que prometem e são incríveis no que fazem, portanto, achei útil partilhar convosco mais uma opção para quem, como eu, não tem volume nenhum no cabelo!

Naturalmente, o Bom Garfo deste mês não inclui visitas a restaurantes ou a cafés incríveis — tenho tantas saudades! —, mas tive bons momentos de... bolo! Dá para acreditar? Uma pandemia de bolos surgiu à minha volta nos mais variados contextos e agradeci ter estabilizado a rotina de treinos! Ora contem comigo: bolo três chocolates, dois bolos de chocolate (o segundo porque a minha avó ficou a saber do primeiro e ficou com ciúmes de eu ter comido uma fatia de bolo de chocolate que não o dela), bolo de bolacha na Páscoa, tarte de queijadinha e tarte de nata. Ufa!


Uma atividade que tem sido bastante popular nesta quarentena é o fabrico caseiro de pão, uma atividade que fazíamos muito, há uns anos, mas que depois, infelizmente, perdemos o hábito. Estas novas circunstâncias reavivaram a nossa tradição e trouxemos de volta a nossa receita de pão de forma integral ou dos pãezinhos de centeio. É tão bom acordar com o cheirinho a pão no ar... a minha cozinha transformou-se numa padaria, todas as manhãs!


Há um ano e meio que não consumo refrigerantes ou sumos de qualquer tipo e, honestamente, foi das melhores e mais fáceis mudanças que aconteceram na minha vida. Mas também sinto falta de beber um chá gelado na esplanada ou a acompanhar algumas comidas e, por isso, decidi experimentar fazer chá gelado. Comprei estas saquetas de pêssego e manga — que não levam açúcar, obviamente — e tenho adicionado duas num jarro de água a ferver que depois deixo arrefecer e refrigero. O cheiro é exatamente igual ao Ice Tea de pêssego, embora o sabor, naturalmente, não seja tão doce. Eu aprecio que seja mais amargo porque acaba por ser menos enjoativo e dou por mim feliz por ter uma opção saudável para quando estou naqueles momentos em que me apetece beber qualquer coisa fresca e doce. É ótimo para matar saudades. Recomendo imenso!



Para o último domingo de abril, decidimos ceder às nossas indulgências e preparar pizzas caseiras, incluindo a massa! Foi um dia passado na cozinha, entre músicas do Hans Zimmer, todos juntos a estender massas, a fazer combinações de ingredientes a gosto e a desfrutar do merecido resultado final! Temos cozinhado sempre em casa desde a estipulação da quarentena e, portanto, este foi o nosso momento “take-away”!

A Doença, o Sofrimento e a Morte 
Entram Num Bar
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"Nesta obra, Ricardo Araújo Pereira explora desde 
os tempos imemoriais a forma como produzimos humor 
— às vezes, não intencionalmente — e a estrutura que 
faz de uma piada aquilo que ela é. Não deixa de 
ser curioso que ele tenha escrito um livro sobre 
humor que não seja propriamente para rir (com exceção 
dos seus comentários sarcásticos ou dos próprios 
exemplos de piadas que vai partilhando entre capítulos)."

REVIEW COMPLETA


Call Me By Your Name
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"(...) a obra está longe de ser simplista ou juvenil; a 
narrativa é intensa e apaixonada — como se 
espera de um amor de verão —, bem desenvolvida, 
emotiva e sensorial. A aldeia remota em Itália 
abrilhanta o cenário idílico para o amor (discreto pelos 
receios do preconceito) acontecer de forma inesperada 
e bonita. Sentimos que cada parágrafo é escrito com o 
coração nas mãos e não temos outra alternativa senão 
sentir o mesmo que eles."

REVIEW COMPLETA



Solidária com os milhões de alunos que, um pouco por todo o mundo, estão a ter aulas à distância, a Netflix decidiu ajudar os professores e disponibilizar vários conteúdos documentais gratuitamente no seu perfil de Youtube — com legendas incluídas para várias línguas! Desde biologia, artes, música, saúde (...) os temas são variados e didáticos para todas as idades interesses. Entre eles estão algumas séries que já recomendei, como Explained ou Abstrato, e outras como Babies, Period. End of Sentence ou Our Planet. 



Em abril, conheci alguns projetos incríveis, sendo o primeiro o Stay Home, Take Care, um site que vos fornece dezenas de sugestões incríveis que podem fazer na quarentena para as mais variadas propostas — desde entreter os miúdos, relaxar (...). O conteúdo é atualizado diariamente com novas ideias. Podem ler com mais detalhe no artigo que escrevi


O outro projeto que descobri — e partilhei aqui — foi o The Letter Project, um conceito onde podemos escrever cartas para qualquer criança ou mulher no mundo a atravessar uma fase difícil na sua vida — ou receber uma carta de alguém. Achei a ideia nobre e um reflexo de aproximação no meio de tanto distanciamento — social e digital. 


Alguns dos meus treinos diários incluem séries onde as repetições e o descanso são contabilizados pelo tempo — x segundos para fazer determinado exercício, x segundos para descansar. Inicialmente, geria esses intervalos manualmente mas verifiquei que não era uma opção funcional. Acabei por instalar o Tabata Timer, uma aplicação que existe precisamente para temporizar os exercícios e descanso por vocês. Basta indicarem quantas séries vão fazer, quanto tempo de repetição e quanto tempo de descanso e pronto! O alerta de treino e alerta de descanso são marcados por dois sons diferentes, portanto, nem sequer têm de ter o telemóvel por perto. É tão útil!! 


Este mês ficou marcado pelo regresso às aulas em formato televisivo — alguém sonhava que em 2020 em vez de carros voadores íamos voltar aos tempos da telescola? Uau... — e fui surpreendida quando observei os conteúdos programáticos e encontrei ‘Alemão’ nos horários. Confesso que assisti à primeira aula com alguma ansiedade porque já tinha lido algum feedback de que não tinha sido super fácil e estava com medo de sentir que todo este empenho ao longo de um ano e meio fosse um fracasso. Mas a verdade é que tenho terminado cada aula a compreender a professora e todos os exercícios propostos, o que me tem deixado muito orgulhosa e motivada para continuar a aprender. Tendo em conta que comecei (e ainda estou) a aprender alemão sozinha, acho que não podia ser melhor prova de que com dedicação chegamos lá! Fiquei super fã da música que ela partilhou na aula (e adorei que ela tenha partilhado músicas porque é das melhores estratégias para aprender uma língua!). Se souberem de mais músicas em alemão giras, não se esqueçam de partilhar comigo, ja


São várias as vezes que me pedem para escrever sobre nutrição — algo que, para já, não me faz sentido trazer para o Bobby Pins — mas tive todo o gosto em fazê-lo para a revista De Mãe Para Mãe, um periódico gratuito sobre maternidade e puericultura com inúmeros artigos escritos por profissionais. Antes, podiam obter uma cópia física da revista mas, dada a época, podem fazer o download gratuito aqui e ler o meu artigo sobre a importância da alimentação no desenvolvimento infantil. Para quem aguarda a chegada de um bebé — ou é simplesmente curioso sobre o poder da nutrição — é só espreitarem.
As preferidonas
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playlist
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Abril foi um mês de processamento e aceitação. Processar o que estamos a viver — e as incertezas e mudanças que isso acarreta —, a morte, as saudades da família, do namorado, dos amigos. Processar o cansaço e as falhas. Não estou próximo de estar bem sucedida nesta viagem, mas é um processo gradual. 


Abril trouxe os aniversários e a lembrança de um objetivo para 2020 que tive de transformar: ser mais social. Por isso tenho tentado manter-me presente (com segurança) e tenho celebrado mais do que nunca (às vezes, mais do que os próprios aniversariantes) as velas que se apagam através de ecrãs, sem nunca esquecer os presentes (fazer tempo para os outros continua a ser a palavra-chave da minha estima por quem admiro). 

Em abril, descobri que adoro falar ao telemóvel — desde que com as pessoas certas — e que preciso de me desligar mais do whatsapp quando chego a casa. As saudades acumulam-se num saldo que terá de ser pago com juros. E a companhia dos meus pais tem sido fundamental para manter-me feliz e equilibrada.


Celebrei uma Páscoa diferente — que nada me disse, uma vez que não ligo muito à data mas sim ao pretexto para nos reunirmos todos à mesa, coisa que não aconteceu —, falei com as testas dos meus avós (um clássico), li muito (muito devagar também) e sinto os primeiros sinais de desgaste físico e psicológico pelo esforço que fazemos, todos os dias. Não mudo o meu sorriso e boa disposição para quem precisa dos meus cuidados, mas admito que os bastidores podiam (e mereciam) ver um rosto melhor. Foi um mês onde concluí que, às vezes, a melhor prova da importância da tua profissão é ninguém dar pela importância dela (sei que talvez isto pareça não fazer sentido mas, para mim, faz).


Fui à minha cidade pela primeira vez desde a declaração de Estado de Emergência e senti saudades da minha vida. Por outro lado, vi os meus avós (eles na varanda, eu cá em baixo). Os nossos olás e acenos significaram o mundo, e esta visita a olho vivo também foi importante para eles (e para mim). Viram-me de verdade e perceberam que estou bem.
Celebrámos uma vida nova no mundo numa semana muito triste. Sinto que foi o feixe de luz que precisávamos naqueles dias tão negros. Dancei I Will Survive enquanto vestia o meu habitual EPI. Almocei e jantei muito na varanda e apanhei o meu primeiro banho de Sol (com cuidado, mas que gostoso foi vestir o biquini e ficar uns minutos ao Sol).


Foi o mês de ficar orgulhosa com os meus progressos no alemão (e de retomar a aprendizagem do italiano), de começar novas séries, de me manter ligada aos amigos, de cozinhar, comprar alguns miminhos, transformar mensagens em cartas de amor e de me sentir grata por ser livre e estar a dar o meu melhor em todas as vertentes. Embora tenha sido um mês muito desafiante, há uma certeza que ninguém me tira: a Inês profissional, Inês filha, Inês neta, Inês namorada, Inês amiga e Inês blogger deram o seu melhor.

2 comentários:

  1. Abril foi mesmo isto: um mês diferente e de aceitação.
    Fico contente por ti, por ver que no meio do caos encontraste a tua paz. Que maio nos traga mais esperança e paz ao coração ❤

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  2. bem, não conhecia a mariana nolasco e estou aqui completamente apaixonada a ouvir enquanto espero que o sol volte para ir dançar para o jardim <3
    espero que esteja tudo bem, e que assim continue! um beijinho enorme!

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