quinta-feira, 2 de maio de 2019

VÍDEOS || Preferidos de Abril

Nós, mulheres, estamos doentes | Neste vídeo, a Karol Pinheiro traz para conversa Daiana Garbin, uma jornalista que durante 20 anos sofreu de distúrbios alimentares. A conversa é ligeira e muito sincera, mas toca num ponto que acho importante frisar: ainda olhamos para os distúrbios alimentares de um só prisma. Muito por culpa dos trabalhos de escola que fazíamos sucessivamente sobre anorexia e bulimia, ainda acreditamos que uma pessoa só pode sofrer de distúrbios alimentares se tiver uma composição corporal muito emagrecida, uma pele desidratada e macilenta ou então se for vomitar todas as vezes que comer. Está errado. Um distúrbio alimentar enquadra-se em qualquer pessoa que tenha uma relação obsessiva e desequilibrada com a alimentação. E um bom exemplo disso é precisamente a protagonista da conversa, que nunca esteve num grau de magreza extrema e sofria de distúrbios.
Temos de estar mais sensíveis ao assunto porque há sinais que não são físicos. Nem toda a gente diz as palavras-chave que nos habituámos nos trabalhos de escola. A purga nem sempre é através do vómito. Os distúrbios alimentares não reconhecem idade, IMC, peso, sequer a cor dos olhos. Não existem pessoas mais 'indicadas' para ter esta doença ou não. Tal como na depressão e na ansiedade, não existem pessoas 'sortudas demais para ter essas coisas'.

Mark Manson vendeu 7 milhões de livros | Continuamos com as conversas da Karol, desta vez, com o autor do livro A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da, que já li e opinei aqui. Há certos livros que acho importante conhecermos um pouco melhor o autor para compreendermos a sua forma de pensar e reagir, especialmente em livros de não-ficção. Tendo em conta que ele dá poucas entrevistas, adorei que esta fosse conduzida pela Karol. Se já leram o livro ou ainda estão na dúvida entre ler ou não — já que é um livro com opiniões tão dividas — recomendo que assistam!

Piores nomes | Numa onda mais bem disposta, o Felipe Neto esteve a apreciar alguns dos piores nomes de sempre, alguns deles muito divertidos! Eu fico sempre surpreendida pela capacidade humana de inventar num momento tão importante como atribuir o nome a um filho. Resta-nos rir com a ousadia de alguns pais. Se procuram algo descontraído (e absurdo!) para assistir, esta é a minha recomendação!

Dream Crazy | Gosto de ir acompanhando as campanhas publicitárias e geralmente estou a par das mais controversas, porém, ainda não tinha chegado a assistir ao vídeo que originou o boicote à Nike, onde clientes decidiram queimar as sapatilhas da marca. Recentemente, numa das nossas aulas de curso, o vídeo foi abordado e, finalmente, assisti. É brilhante.
A Nike aposta já há alguns anos em anúncios emocionais e encorajadores, que representem os valores da marca: qualquer um pode ser um atleta, desde que tenha um corpo. E este é só mais um vídeo que se enquadraria perfeitamente no esquema da empresa, porém, foram audazes e decidiram usar como protagonista de campanha Colin Kaepernick, um jogador da NFL que foi afastado da liga após ter-se ajoelhado durante o hino em protesto contra a violência policial para indivíduos de raça negra. O gesto foi considerado um desrespeito à nação e à bandeira americana. O jogador perdeu o patrocínio de múltiplas marcas, excepto da Nike, que continuou a apoiá-lo e que o usou como bandeira de campanha. "Acredita em algo, mesmo que isso signifique sacrificar tudo". O boicote não foi bem sucedido, produzindo, ironicamente, o efeito contrário. Há uma razão para isso: o propósito da marca nunca se alterou com a campanha. A Nike sempre se apresentou como uma marca que apoia atletas, do amador ao profissional, de todas as etnias e raças, de todos os géneros e isso significa apoiar a sua visão, as suas convicções e o seu talento. A campanha simplesmente limitou-se a corroborar com o que a Nike tem vindo a dizer há anos. Tornou-se mais credível quando aplicou a sua mensagem num momento crítico e desafiador. O mesmo não aconteceu com a Gillette, por exemplo. Como referi, não tinha assistido, até à data, ao vídeo e acho fantástico, portanto, tinha de o destacar de alguma forma.


Qual foi o vosso preferido?

Sem comentários:

Publicar um comentário

Quaisquer comentários que visem a ofender e/ou afectar a minha integridade, dos meus leitores, comentadores, bloggers ou entidades que refiro nas minhas publicações não serão aceites.

Quaisquer questões colocadas serão respondidas na própria caixa de comentários!

Muito obrigada por estares aqui :)