segunda-feira, 1 de abril de 2019


Wow... Março. Sinto que vivi três meses diferentes dentro destes 31 dias. Que mês longo e cheio de acontecimentos. Uma viagem. Uma nova rotina. Um curso. Uma nova estação. Aniversários. E pequenos momentos. Foi um mês onde, definitivamente, os pequenos momentos foram fundamentais para tornar o quotidiano mais especial. Como sempre, convido-vos a fazerem o balanço do melhor que o mês me ofereceu. Vamos lá?


Para o frio da Irlanda, além do meu elemento secreto que já vos vou recomendar abaixo, fiz-me acompanhar pelas minhas duas fiéis camisolas de gola alta. São iguais, só muda a cor — uma cinzenta e outra preta —, e eu adoro-as! Não picam, não fazem comichão e são aquele básico que resulta super bem num visual de inverno — especialmente para viagem, quando queremos que as peças sejam versáteis. Confesso que a minha preferida é a cinzenta; nunca pensei que fosse encaixar tão bem com o meu tom de pele translúcido e com o meu cabelo loiro! Adoro combiná-la com o meu casaco de cabedal, acho que fica uma combinação cheia de power — e anti-frio! São da Shop1One!

Não fiz muito uso dos saldos, mas este achado — mesmo antes de partir — foi a peça-chave para levar comigo. Adoro casacos beges mas ainda não tinha nenhum sobretudo neste corte clássico e acabei por encontrá-lo na Mo. A forma fantástica como me assentou, o desconto brutal e o preço imbatível convenceram-me a levá-lo para casa. Adoro o tom, o tecido — é dos que não faz borboto! — e acredito que é um tipo de casaco que vale a pena ter no armário pela versatilidade e sofisticação. A única coisa que não adoro são os botões — não são feios mas... meh —, mas já tenho uns muito mais giros para fazer a troca!


Em Dublin, não cumpri a minha tradição de comprar uma caneca — se estou arrependida? 100% — mas não deixei escapar a sweatshirt. Adoro aproveitar as minhas viagens para as comprar porque utilizo muito! Já não são o tipo de peça que me vão ver a usar num look do dia-a-dia mas utilizo-as em inúmeras ocasiões, como para treinar ou estar por casa... Gosto de ter alguma variedade para que nunca me falte uma, resumindo.

É particularmente difícil encontrar sweats sem capuz, que são as minhas preferidas. Eu nunca o utilizo, portanto, é uma particularidade inútil que, muitas vezes, só me atrapalha, pelo que, sempre que encontro uma, os meus olhos brilham! Dublin estava cheia delas — conseguem ouvir os anjos a cantar?! — e acabei por trazer esta. Não só é uma recordação da viagem como dá um jeitão para usar em casa!


Há descobertas tão incríveis e maravilhosas que dá um gosto especial em partilhar. Como se estivéssemos a passar o testemunho de um tesouro precioso aos discípulos certos e merecedores de tamanha informação. Neste momento, vocês são os meus discípulos, portanto, faire attention: camisolas térmicas de futebol da Kipsta, na Decathlon.

Eu detesto sentir-me enchumaçada. Sinto-me quase claustrofóbica só de pensar na ideia de ter múltiplas camisolas vestidas e, embora seja a recomendação global em países com frio, é uma regra que só faz sentido em Portugal porque a maior parte dos países Europeus tem aquecimento central em todos os espaços fechados, o que resulta em pessoas de t-shirt no interior de um café com neve a cair no exterior. Roupa em camadas não funciona e o ideal é saber escolher as peças de roupa certas para estarmos quentes no exterior e confortáveis no interior. E estas camisolas térmicas são excelentes para o efeito porque não deixam a temperatura corporal dissipar mas, ao mesmo tempo, regulam a transpiração — muito importante, também. E são excelentes para usar como camisola interior porque, efetivamente, bloqueiam qualquer tipo de frio e são muito fininhas, evitando o efeito 'enchoiriçado' da roupa em camadas.

O material é muito semelhante à licra, portanto, ajusta-se ao vosso corpo — mas sem dar aquela sensação 'colada', típica da eletricidade estática, sabem? — e assim podem colocar outra camisola por cima sem deformar a vossa silhueta. A Kipsta tem vários modelos, preços e cores. Eu escolhi a preta e aproveitei o tamanho de criança, já que sou estreita e pequenina. A camisola era comprida o suficiente para não fugir das calças — um mega plus! — e não se via. Usei-a em Dublin juntamente com uma camisola fina e uma malha — retirava a malha em locais fechados e ficava só com a fina e a térmica, para não ficar com demasiado calor — e não passei frio uma única vez! Recomendo totalmente — para crianças, o meu primo tem várias e também as usa, com a mesma eficácia! Vão para destinos frios? Apostem numa!
Pasmem-se... Não tenho um Bom Garfo alargado para partilhar convosco. O mês foi de ritmo, de poucas pausas, de pouco tempo para conhecer novos lugares e sabores ou para grandes experiências. Porém, há sempre bons pratos e boas mesas para recordar com carinho e água na boca!

A começar com Dublin e os seus sabores tão próximos dos britânicos. Uma herança inegável que tive o prazer de matar saudades. Já não comia hash brown há tanto tempo... (por falar nisso, sabem onde posso encontrar, em Portugal?) Não me quero alargar muito porque ainda não partilhei grande coisa convosco sobre as minhas refeições pela Irlanda mas fiquem atentos porque vale muito a pena!

De destacar, no entanto, os maravilhosos pratos caseiros de sempre. Os da mãe, que me aconchegam o coração. Os da avó, que são um abraço ao qual regresso sempre. Os do Diogo, que têm sempre uma pitada de amor e que faz por caprichar em todos os detalhes, só para me deixar feliz. Não são pratos que estejam num menu. Não estão à venda. Provavelmente, nunca os vão provar. Mas eu posso. Mas eu provo. E aprovo. E volto a aprovar. E amo regressar a casa num garfo!


Porém, tenho uma recomendação maravilhosa a fazer, perfeita para as estações quentes que já estão aí à porta: os gelados Kinder! Descobri-os no Continente — não sei se estão em outros hipermercados — e estão disponíveis duas gamas: Kinder Bueno — em cone — e Kinder Sandwich. Obviamente tive de provar os dois e fiquei nas nuvens porque são maravilhosos. A cobertura do Kinder Bueno é de comer e chorar por mais. Se são fãs da Kinder como eu sou, não podem deixá-los escapar!

G'morning, G'night! | "As mensagens são curtas mas tenho cumprido a rotina religiosamente. Mal o despertador toca, ligo a luz do candeeiro, alcanço o livro, leio a minha mensagem de bom dia, observo a ilustração, reflito um pouco e volto a pousar. À noite, o processo inverso. Já pronta para dormir e bem aconchegada, leio a minha mensagem bonita de boa noite, pouso o marcador e o livro na cabeceira e apago a luz. Não é uma rotina simples mas amorosa?" — review completa aqui.


BD Rick & Morty | Uma das maiores descobertas que fiz na Irlanda foi... encontrar bandas desenhadas de Rick & Morty! É possível que tenha chegado atrasada à festa, mas não fazia ideia! Julgava que era simplesmente uma série e quase que dei pulos de alegria quando vi tamanha preciosidade. Rick & Morty é a única série animada que eu assisto e que sou fã porque é brilhante e, sendo eu fã, também, de banda desenhada, para mim, isto foi o melhor dos dois mundos. Na prateleira, estavam dois fascículos diferentes mas, na verdade, não sei como funciona (se tem periodicidade, se a história segue o alinhamento da série ou é diferente...). Eu tenho um fascículo, o meu namorado tem o outro e, quando terminarmos, trocamos para ficarmos com as duas lidas. Já vos recomendei a loja aqui!

Guião Crimes of Grindelwald | "Através do guião, temos acesso a nomes de personagens que não estão identificados no filme – e com alguns apelidos bem conhecidos no universo Harry Potter – somos esclarecidos em relação a algumas dúvidas – como é que os Aurors eram capazes de se aparatarem Hogwarts se tal privilégio estava apenas reservado ao Diretor da escola? -, embora as principais e mais polémicas não fiquem particularmente bem respondidas na versão do livro, e temos acesso a algumas reflexões, memórias e sensações que elevam a qualidade das cenas – especialmente com Dumbledore." — review completa aqui.

Partilhei convosco algumas das lojas que mais gostei de visitar em Dublin e contei-vos que uma das minhas preferidas foi a Tales For Tadpoles. Acabou por ser lá onde comprei os meus miminhos preferidos, em especial, estas duas ilustrações muito amorosas. A Miffy pertenceu ao meu imaginário de infância nas mais variadas formas e não resisti a esta ilustração giríssima que acho que combina muito com o meu estilo pessoal.

A outra foi um verdadeiro achado: um rascunho de uma ilustração do Winnie The Pooh. Não sei se já partilhei alguma vez isto convosco mas o Winnie The Pooh foi um dos meus desenhos animados preferidos de sempre; gostava da ideia que fossem todos tão diferentes, cada um com as suas características e limitações, mas todos se ajudassem e complementassem. Ver este rascunho, simples, orgânico, de uma das personagens mais acarinhadas na minha infância e não o levar comigo era impensável, já que diz tanto sobre os meus primeiros gostos e ideias, além de que a linha é totalmente compatível com as minhas preferências decorativas — simples, sóbrias e sem grandes floreados. Era a última disponível e apaixono-me cada vez que olho para ela por ser tão autêntica e suave.


Embora não seja uma tradição, de todo, enraizada no nosso país, é muito comum, na Irlanda, enviar postais — para grande encanto desta Inês que vos escreve e que ama enviar cartas e postais. Os propósitos são tão variados que ficamos perdidos com tanta oferta, e a diversidade de designs é de babar!


O problema de deixar as compras para o fim é que já tinha enviado os meus postais quando encontrei esta variedade de sonho. Acabei por enviar uns postais giros mas mais feínhos e menos 'originais' que estes, que fui encontrando na fase final da minha viagem. É exemplo este postal das portas de Dublin, que achei encantador pela simplicidade da ilustração e por ter os elementos essenciais para recordar vividamente de uma das particularidades mais divertidas e turísticas de Dublin. 

Outro exemplo foi este postal que qualquer fã de Harry Potter delira! Não resisti em levá-lo comigo; é um artefacto célebre em toda a história da saga, tem efeito de movimento, o que torna o postal ainda mais incrível e é sobre o Sirius Black, uma das minhas personagens preferidas deste mundo mágico! Todos os detalhes — até o envelope — são lindíssimos! 


Havia imensos — desde Harry Potter, Disney, Ohh Deer — mas tive de me conter e trazer apenas estes dois, que me arrebataram de verdade! Não estou a pensar utilizá-los no seu propósito original mas sim arranjar duas molduras giras e convertê-los em pequenos quadros decorativos. Segundo o que idealizo, acho que vai resultar muito bem — e fica a ideia para vocês também! Por vezes encontramos postais com mensagens ou ilustrações tão giras, porque não fazer deles pequenos quadros? O postal das portas comprei em Chester Beatty e o postal do Sirius comprei na Hodges & Figgs.


A maior parte dos museus de Dublin tinha, na sua loja, uma vasta coleção de posters de sonho a preço da chuva — 2 euros. Fiquei completamente maravilhada porque cada um tinha uma ilustração e um tema mais bonito que o outro. Mapas, temas espaciais ou de animais, anatómicos, reproduções de ilustrações e pinturas em exposição nos próprios museus... As possibilidades eram infinitas, porém, tive o problema de, na maior parte das lojas, não disponibilizarem tubos de transporte. Sem eles, trazer um poster em condições para casa seria irrealista. Também considerei comprar imensos em avanço para oferecer de presente — seriam os melhores presentes porque eram mesmo bonitos! — mas era impossível transportar uma quantidade de rolos enorme — já tive de transportar este na mão porque não cabia na mala. Enfim, privilégios de Dubliners, sendo que, para minha felicidade, este poster de Nova Iorque — que era um dos que mais queria — tinha tubo disponível e acabou por vir comigo. É enorme e, com a moldura certa, vai ficar incrível. Vai um pouco na onda contrária ao que privilegio na minha decoração — tons mais claros — mas, como idealizo, acho que vai ficar tão cool! Aguardem para ver e anotem: se vão a Dublin, espreitem os posters porque valem muito a pena!

Uma outra compra de Dublin, que se revelou completamente surpreendente, foi o jogo Dobble. É um dos meus jogos de cartas preferidos — cheguei, até, a partilhá-lo convosco numa publicação — mas ainda não tinha um. Contava sempre com a boa fé de amigos que o trouxessem — a Ervilha, no fundo. Não fui de viagem a contar com esta aquisição mas, como já partilhei convosco, Dublin está cheia de lojas nerd e geek, incluindo todos os jogos que possam imaginar. E no nosso dia de compras e lembranças, encontrei o Dobble à venda por menos de dez euros. Só porque sim — sem promoção, desconto, nada. Não sei se já viram o preço original do jogo mas eu já e nem na Black Friday esteve a este preço. Não pensei duas vezes porque foi o achado. E foi ótimo para jogar no avião — como previa.
Este mês, a playlist revela-se pequena — este ano tenho notado que estou menos exploradora e mais revivalista — e, como sempre, uma salada; algumas músicas para marcar esta viagem tão especial e divertida, a surpresa de mais um álbum lançado por Ludovico Einaudi, o miminho das Anavitória e a estreia da Isaura na língua-mãe. Se não puderem escutar todas, dêem uma chance para Ascent - Day 1, Liga-Desliga, Lost in Fire, Perdoa e Paint The Town Green. Partilho convosco, também, outra playlist que ouvi muito, este mês.

Março foi longo e preenchido. Começou entre serpentinas, música de Carnaval e petizada no corso escolar, o único pedacinho de Carnaval que desfrutei, este ano. Umas horas depois estava a levantar voo rumo a Dublin, que tenho desbravado convosco em cada publicação — estão a gostar? 
Voltei a fazer o que mais amo: conhecer um lugar onde nunca estive e mergulhar a fundo na sua cultura, no dia-a-dia, nas ruas e no património.



Mal aterrei, dei início ao meu novo desafio; uma nova rotina que exige muito de mim emocionalmente e que me faz chegar a casa esgotada. Foi o mês em que dei início ao curso de marketing que partilhei convosco — e quero tanto dar-vos o meu feedback! Voltei a pegar na pasta, na sacola e a tirar apontamentos, conhecer alunos, regressar a Lisboa. À porta, mal termina o horário, tenho sempre a melhor companhia à minha espera.


Foi um mês de agenda cheia mas não no sentido que eu gosto; adoro dias preenchidos mas não gosto de dias confusos onde o tempo foge de mim como areia entre os dedos. Em que não consigo chegar a todo o lado e a todas as pessoas. Onde tenho de dizer que não posso ir, que não estou disponível. Foi um mês onde senti que fui uma pessoa ausente e isso deixa-me sempre aflita. Mesmo assim, houve velas para apagar com carinho e palmas, presentes para planear com detalhe, tempo para estar com quem amo. Quando não tive esse tempo, criei-o.



Foi o mês das horas de almoço sagradas, de ir ao cinema e adormecer, de regressar ao cinema e não tirar os olhos do ecrã. O mês dos planos e das pequenas surpresas. Da esplanada na praia. De terminar as minhas corridas sentada na relva a dar miminhos à Belka enquanto o mundo começa a despertar. De descobrir a minha vocação. De aproveitar os dias livres — poucos — para também ser um ser humano e relaxar (adormecer) no sofá. De ir a Congressos com assuntos que fazem sentido, para mim. De celebrar o fim de mais uma semana com pizza. De aproveitar as manhãs douradas para passear pela Serra e respirar o ar fresco, sentarmos à beira do lago e conversarmos, como sempre fizemos. De receber pequenas notas de motivação. De ouvir Foster The People no carro — adoro ouvir esta banda na Primavera.



Março foi bom. Foi demasiado cheio e sinto que não consegui processar tudo. Sinto que ainda não assentei a viagem. Sinto que ainda não assentei esta nova rotina. Sinto-me exausta e cada vez mais refém do sono que reponho mas nunca é suficiente. Sinto que fui um fantasma para as minhas pessoas. Mas foi bom. Foi enriquecedor. Foi promissor.
Obrigada, Universo. Pela linha de acasos, escolhas e coincidências que resultou no nascimento da pessoa mais importante do mundo: a minha mãe. Obrigada por fazeres dela minha mãe. Por a teres escolhido para me educar, disciplinar e, acima de tudo, amar. Obrigada por a colares bem juntinho a mim. Eu não a largo, nunca. E a ela regresso, sempre.

Quero agradecer à minha família. Agradecer por todos os miminhos na forma de abraço, de caretas, de pratos preferidos, de vontadinhas. E pedir perdão a quem não vi na frequência que desejava. Gostava de ter sido uma Inês mais frequente no vosso quotidiano e nem sempre fiz a melhor gestão do tempo. Sei que me perdoam sempre e que me abraçam no fim. Sei que têm saudades minhas mal eu saio. Eu também tenho.

Obrigada, Diogo. Por impedires que dê em louca. Por me ajudares a tornar esta rotina e este horário possível. Por teres tido tantas ideias incríveis para tornar os nossos encontros mais especiais quando nada me ocorria. Por ficares radiante por estar feliz. Por atenderes tantos caprichos meus e por torceres tanto pelo meu sucesso em tudo a que me proponho.

Obrigada, Dublin. Pelo destaque do mês. Pela energia, dinâmica, alegria. Pela aprendizagem. Pela neve. Pela bagagem que trago comigo — material ou não. Pela surpresa. 

Agradeço a Foster The People por tornar as minhas viagens de carro mais felizes. Às mensagens do meu grupo preferido. Aos memes da Bia. Aos carinhos da Belka. E ao Sol de primavera.

4 comentários:

  1. Olá Inês! Gostei do post! Tens uma escrita leve e despretensiosa, que " dá vontade de ler"! Gostei especialmente da parte final, o" Obrigada", parece que foi mesmo escrita com o coração. Beijinhos

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  2. Comprei uma sweat do Trinity College quando fui a Dublin, tinha 13 ou 14 anos e continua impecável até aos dias de hoje ;)

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  3. Onde fazes as capas das playlists ? :) happy days por exemplo

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