segunda-feira, 30 de julho de 2018

LIVROS || Cosmos


O raro caso em que a série inspira o livro e não o contrário. Quando vi pela primeira vez o remake da série Cosmos, fiquei com muita curiosidade em relação à série original de 1980, apresentada por Carl Sagan. Depois descobri o livro e soube que tinha de o ler.

Cosmos partilha informações e temas que, pelas limitações já conhecidas de uma produção televisiva, não puderam ser mais desenvolvidos. A série não substitui o livro e vice-versa; são blocos de informação com dinâmicas diferentes. Porém, à semelhança da série homónima, Cosmos pretende contar-nos a História da ciência e do espaço de forma a tornar o conhecimento científico mais global e menos exclusivo e privilegiado.

Embora consiga ser, por vezes, um livro um pouco técnico — sugiro que, se querem estrear-se numa abordagem ao tema de forma mais leve optem por este livro —, o que eu mais gosto e me identifico com Carl Sagan é o seu perfil filosófico mesmo na hora de falar sobre ciência exacta. A vastidão do Universo, as coincidências, os acasos matemáticos e físicos e as reflexões pontuais que deixa ao longo dos capítulos inspiram-me e fazem-me sentir que não sou a única que pensa assim quando olha para as estrelas.

Publicado nos anos 80, é extraordinário o quanto ele pode ser actual e o quão urgente já era o pedido do autor para que olhássemos para o nosso planeta com mais atenção e consciência. No entanto, certos aspectos ou idealizações futuristas já estão datadas — ou muito prestes a ser —. São acasos pontuais e que, na minha opinião, tornam a leitura ainda mais interessante. Muitos dão a ciência por garantida e já conhecida, como se já tivéssemos feito todas as descobertas e avanços, o que não é verdade. Conhecer as questões, ideias e conceitos de décadas é fascinante.

A leitura foi longa e exigiu alguma concentração. O Cosmos arrastou-se durante semanas na minha mesinha e nenhuma das razões se prende com a possibilidade de não ter gostado da leitura. Muito pelo contrário. Mas exigia de mim uma concentração e tempo que, nos últimos tempos, foi escassa. Estou feliz por abarcar novos conhecimentos mas confesso que me custa arrumá-lo na estante depois de tanto tempo de convivência. Foram mais de 400 páginas a voar pelo Universo e a conversar com Sagan sobre algumas reflexões que andam há anos a aflorar-me a mente.

Autor: Carl Sagan
Número de Páginas: 467
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2 comentários:

  1. E assim se faz a Joana acrescentar mais um livro à lista de compras :) obrigada pela sugestão!

    Jiji

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  2. Fiquei super curiosa com o livro, visto que também já vi a série, mas não fazia ideia da existência de um livro como complemento da mesma. Muito obrigada pela partilha fabulosa!
    P.s. Também adoro o universo como tu, e saber que existem coisas desta fantásticas dá-me logo outro ânimo aos meus dias!

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