Gente Ansiosa


Na antevéspera de ano novo, 6 pessoas estão de visita a um apartamento que está à venda quando um assalto falhado resulta numa situação em que todos ficam reféns dentro do prédio. Cabe a dois polícias altamente inexperientes resolver a situação e garantir que todos escapam ilesos – exceto o assaltante. 

Gente Ansiosa foi a minha primeira interação com Fredrik Backman e deste o primeiro capítulo que percebi que a sua escrita era única, especial, mas que também necessitava da disposição certa. As suas histórias são sempre elásticas – transitando entre passado, presente e outras memórias – e todas as personagens secundárias têm o seu tempo de antena. Acho que é este último ponto que me faz gostar mais deste autor: relembra-nos que todos nós temos a nossa própria história, somos protagonistas. Não somos só figurantes nas narrativas dos outros. 

É desafiante imaginar que um livro cómico sobre assaltos e reféns aborde temas tão profundos como o suicídio, a depressão, sentimentos de culpa e dinâmicas de casal – entre cobranças, expectativas, sonhos conjuntos e sacrifícios. Mas Gente Ansiosa consegue-o com uma mestria excecional e uma harmonia fantástica entre escrever com humor e sensibilidade poética. 

Diria que a minha estreia foi bem-sucedida. Já li, entretanto, outros livros do autor e fascina-me como ele pega em temas mundanos e acrescenta-lhes um toque de absurdo e uma dose de empatia.

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Bertrand

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