terça-feira, 6 de agosto de 2019


Julho não me trouxe a sensação do verão, ainda. Embora os dias de calor estejam (aparentemente) para ficar, a ausência dos pés na areia, da brisa do mar e das atividades estivais tem-me impedido de sentir que realmente estou na estação mais quente do ano (que já vai a meio). No entanto, Julho trouxe memórias bonitas, os amigos de sempre e uma viagem especial. Serão curtos e previsíveis, mas espero que fiquem desse lado a rever tudo o que de bom aconteceu no meu mês — e, quiçá, estimular a refletirem sobre os vossos próprios favoritos de Julho! Ficam desse lado?
Ao contrário daquilo que tem sido regra nos últimos meses, o Bom Garfo de Julho esteve repleto de lugares diferentes. Confesso, já tinha saudades e deu uma certa frescura ao mês. A viagem à Disneyland não foi uma experiência gastronómica de sonho — esteve, aliás, bem longe disso!  mas guardei uma recomendação que quero muito partilhar convosco, em breve!

Para destaques mais concretos, não posso deixar de referir a pizza Orientale que comi na Kasa Mia! Ainda estou a pensar na audácia e originalidade de uma pizza que tinha tudo para correr mal, mas que achei deliciosa. Para mais pormenores podem ler a publicação, que tem mais três sugestões de pizzas que podem pedir por lá sem medo de serem felizes!


Já tinha declarado o meu amor por chá preto depois das 15H00 graças à sua versão descafeínada. A da Twinings só encontro no Jumbo — que não é um supermercado que visite com regularidade — e portanto vou testando outras marcas e opções. Uma que me deixou positivamente surpreendida foi a do Continente. As caixinhas são pequenas mas baratas e o sabor do chá é muito gostoso, suave e aromático! Tem sido a minha alternativa quando não tenho Twinings e a minha companhia indispensável à noite. É tão bom eu poder beber o meu chá preferido sabendo que vou conseguir dormir a seguir!



Para terminar, uma descoberta incrível: massa com caril. Esta invenção extraordinária é da Milaneza e confesso que comprei com uma certa curiosidade mas pronta para me desiludir. No entanto, saí totalmente surpreendida: é deliciosa e a massa sabe mesmo a caril. Tem sido uma grande aliada quando quero fazer refeições menos pesadas ou para evitar molhos — que eu amo mas sei que não fazem bem. Num bife de frango grelhado fica a matar porque dá um spice up à refeição sem precisar de nada a não ser cozer a massa! Achei tão incrível...! Se gostam de caril, experimentem.

Factfulness | "Factfulness não tem afirmações forçadas nem visões fantasiosas sobre a atualidade, pelo contrário; está repleto de rigor e evidência científica. De leitura fluída e linguagem acessível, Hans Rosling reúne uma série de gráficos e informações da mais elevada credibilidade que nos provam, sem margem para dúvidas, que as afirmações arrojadas que Hans formula no seu livro estão mais do que corretas e suportadas." — review completa aqui.

Livro dos Ressignificados | "Não sendo uma narrativa convencional, é um livro para irmos lendo quando procuramos inspiração e conforto em vocabulário que faz parte do nosso quotidiano e imaginário. É um livro que tenho vontade de oferecer a todas as minhas pessoas, com uma dedicatória especial para cada uma e com um destaque nas palavras que me recordam delas" — review completa aqui.

Milk and Honey | "Tenho pena que se tenha tornado demasiado popular (no sentido em que o livro quase que está disponível em fragmentos por toda a internet) porque o vulgarizou sem o merecer. É uma história de dor e superação que, embora cheio de citações bonitas, é mais do que uma compilação de descrições para o Instagram.review completa aqui.

Uma viagem à Disneyland prevê sempre uns souvenirs fantásticos. Na verdade, e a par de 2005, não dei em louca. Lembro-me de ir com os meus pais com 10 anos para lá e eles estarem preparados para o pior: eu querer levar tudo. Não aconteceu e agora também não.
Um dos fatores que ajuda nisso é eu ser bem seletiva com o merchandise. Eu não gosto de tudo só porque pertence a um universo que adoro. Eu não adoro tudo de Harry Potter só porque é do Harry Potter, eu não adoro tudo da Disney só porque é da Disney. Na verdade, a maior parte das coisas acho um pouco... foleiras. Portanto, sou muito criteriosa a escolher qualquer tipo de presente ou miminho relacionado com filmes e séries. E vou partilhar convosco as coisas que não pude lá deixar!


Começamos com aquela que foi a ideia mais genial de sempre e que vocês ficaram ex-ta-si-ados! O balde de pipocas da Cinderella. Não confirmo nem desminto que gritei quando vi este balde. Imediatamente fui a correr para lá e pedi. Eu já sabia que os parques da Disney faziam baldes giríssimos — há um do ET do Toy Story e outro do Stitch que são só maravilhosos! — mas sempre julguei que só existissem nos outros parques, como em Orlando ou Tóquio. Não sabia que já existia um da Disneyland Paris. Estes baldes não costumam circular de um parque para o outro e caracterizam-se como baldes exclusivos dos parques de onde vêm — neste caso, o balde da Cinderella é exclusivo da Disneyland Paris. Acaba por ser um item de colecionador, quase. E não há muitos. Vendem-se nos carrinhos de pipocas espalhados pelo parque — o meu coche foi comprado num carrinho bem perto do Castelo — e há sempre poucas unidades, que esgotam rapidamente. No dia em que o comprei, fui surpreendida com ataques de crianças que se lançavam ao meu coche, embevecidas — e mães desesperadas a correr atrás — e visitantes de todas as nações a perguntarem onde tinha comprado o melhor balde de pipocas do mundo. Ainda não me decidi se o vou manter no propósito original ou usá-lo como caixa de arrumação.


Como seria expectável, trouxe comigo duas canecas. E adoro-as tanto que mal posso esperar pelo outono para as utilizar em todo o seu esplendor! A primeira que tive de trazer comigo foi a maçã envenenada da Branca de Neve. História rápida: eu já fiz de Branca de Neve numa peça de teatro, quando era beeem pequenina. E tinha uma missão: trincar a maçã e fingir que desmaiava em cima de um pano estrategicamente posicionado para depois os 'anões' me poderem transportar. Mas estava completamente envolvida na cena e, assim que mordi a maçã, cai no mesmo sítio, bem longe do pano. Entrei em pânico — porque a logística de ser envenenada e cair em panos é muito complicada!!! — portanto, voltei a despertar, levantei-me, peguei na maçã, voltei a trincá-la e voltei a desmaiar, desta vez no sítio certo. Escusado será dizer que este foi o ponto alto da peça e desde então se tornou uma private joke familiar (que agora também pode ser vossa). Eu sou a Branca de Neve que não cede a maçãs envenenadas e ressuscita, portanto, esta caneca foi feita exclusivamente para mim e só podia ser minha, como é óbvio.


A outra caneca arrebatou o meu coração duas vezes: a primeira, quando a vi. Não estava à espera que existisse tanta coisa sobre The Nightmare Before Christmas porque tem uma certa temática Halloweenesca que não faz sentido no verão. Mas existe, para minha alegria — é um dos meus filmes preferidos para assistir no Halloween— e assim que vi a caneca do Zero, derreti de amor. O pormenor do nariz abóbora arrebatou o meu coração e quando vi que a caneca pertencia à coleção de saldos — assim como quase todos os artigos de Natal e Halloween — dei pulos de alegria. Custou-me 2€, na Disneyland!! Ninguém acredita quando digo isto. Melhor promoção de sempre!


A aquisição mais improvável desta viagem foi o meu Cabeça de Batata personalizado. Acho que nunca vos mostrei muito bem a minha biblioteca mas adoro colocar nas prateleiras referências de culto literárias ou cinematográficas. Evito a todo o custo os funkos — e peço sempre ao meu círculo que nunca se lembre de oferecer — porque acho um caminho sem volta que não quero começar a trilhar, mas o que não me faltam são referências. Desta viagem trouxe dois artigos para juntar à biblioteca e um deles foi, então, o meu Cabeça de Batata. Estes bonecos estão à venda numa das lojas da Disney Village e numa das lojas logo à entrada do Walt Disney Studios — não vi em mais lado nenhum. E são Cabeças de Batata personalizáveis porque são vocês que o constroem e atribuem todas as características que desejarem. Vão encontrar uma infinidade de acessórios que podem ir encaixando — bicos de pato Donald, capacete Darth Vader, cabelo de Sininho, fato de Buzz Lightear, chapéu de pirata Jack Sparrow... Eu decidi optar pelo universo do Fantasia mas podem montar o vosso Cabeça de Batata como quiserem e depois colocar as peças que quiserem dentro da caixa. O preço é fixo, portanto, até a caixa onde vão levar a vossa Cabeça de Batata fechar, podem adicionar os acessórios que quiserem. E, tal como no filme, a Cabeça de Batata é oca por dentro e tem uma tampa para que possam colocar coisas lá dentro. Eu achei um dos souvenirs mais giros para trazer para os miúdos mas, no meu caso, é só para a minha biblioteca mesmo!


Uma particularidade que eu descobri cedo na Disneyland foi a nova tendência dos pins. Não existia na altura que fui lá pela primeira vez — ou, pelo menos, não com esta intensidade. O parque estimula a troca de pins oficiais da Disney não só entre visitantes mas também com cast members. Tudo o que têm de fazer é arranjar uma fita para colocarem ao pescoço — que eles vendem às dezenas e dos mais variados feitios — e colocar lá os pins que estão interessados em trocar. Depois, se virem alguém no parque também com uma fita com pins, podem dirigir-se à pessoa e trocarem. Os próprios funcionários têm fitas e até as lojas têm montras com pins que estão disponíveis para troca. Uma febre que é totalmente alimentada pelo parque e que tem conquistado miúdos e graúdos.
Como não tinha nada para troca, limitei-me a trazer dois pins especiais para darem um up no meu dia-a-dia; o primeiro foi este Mickey Fantasia; é o meu Mickey preferido e adoro esta história — fui assisti-la no ano passado, lembram-se? — além de que foi um pin bem difícil de achar — só o encontrei no World of Disney. O segundo tinha inicialmente comprado para oferecer, mas achei tão fofo que não resisti em trazer também um para mim: o Dumbo com a orelhinha em laço. É um pin bem grandinho mas acho que fica o máximo com uma ganga ou numa mochila. Encontrei na loja da Tower of Terror.


Longe vão os tempos maravilhosos em que a minha mala rosa não passava despercebida. Não que eu tenha algum tipo de vontade de dar nas vistas mas eu sempre gostei que a minha mala tivesse um certo destaque mas para ser mais fácil de a identificar em qualquer ocasião.
Hoje em dia, não faltam malas rosas e, não tendo interesse em trocar de mala, encontrei na Disney a opção perfeita: uma tag bem original. Agora tenho a mão do Mickey para me acompanhar em todas as viagens e dar alguma singularidade à minha bagagem. Acho tão gira!


Por fim, a minha mais aguardada aquisição. Quando vi este relógio, há uns anos, pesquisei imediatamente como é que o podia comprar e tive um desgosto. A carteira chorou e não considerei uma prioridade, pelo que nunca avancei com a compra — mas fiquei sempre com o relógio na minha mente. Já na Disneyland, na reta final e no nosso circuito pelas lojas, dei de caras — ao vivo e a cores — com o relógio e apaixonei-me ainda mais pelos detalhes e pela beleza. Mas o que me deixou em choque foi descobrir que era mais barato comprar na Disneyland do que mandar vir em qualquer site que eu tivesse pesquisado! O custo benefício e a certeza de que ao vivo era tão encantador quanto nas fotos foram determinantes para oferecer este miminho a mim mesma. Sonhava em ter o relógio da Bela e do Monstro há tantos anos que me senti uma criança em dia de Natal ao adquiri-lo! Também faz parte da minha biblioteca e não acredito que haja casa com um relógio mais charmoso que o meu!
A playlist de Julho é a mais curta que já fiz — só tem 10 músicas — e por isso achei que fazia mais sentido dar um breve destaque a cada uma, desta vez. A Pupila é o mais recente lançamento das Anavitória com Vitor Kley, uma música de verão que fica no ouvido e que nos traz boas sensações — como já é regra entre estes artistas; Underground marca, também, o regresso de Lindsey Stirling, de quem eu sou muito fã; Different Worlds foi uma descoberta que fiz através da minha amiga Catarina e que fiquei encantada com a voz melódica de Jes Hudak; Sonhos Lindos, da Cuca Roseta, foi a música que marcou toda a minha viagem pela Disneyland. Não só porque é uma música encantada da Disney mas porque, ali, eu senti que a letra fazia todo o sentido: desejos a acontecer; Ouvi Dizer, dos Melim, tem estado em todas as rádios e foi a descoberta do meu mês. Gosto da leveza das letras, do sabor de verão, do ritmo alegre que deu um up às minhas manhãs! For a While foi o meu primeiro grito de outono — por muito que eu ame o verão, nasci em Outubro e já reconheci que sou filha da estação laranja e das folhas — e, tendo em conta os dias nublados que foram surgindo, combinou na perfeição; Now & Then esteve nas minhas viagens de carro a vidros abertos; Takeaway e Birthright fecham a playlist, sendo músicas mais comerciais e típicas do verão, que depressa vou-me cansar mas que, no momento, fizeram todo o sentido para os dias de calor e despreocupação.

Os dias de verão despreocupados não se têm feito sentir deste lado e confesso que é sempre com algum espanto que constato que terminei Julho. Não pus os pés no areal — e isso deixou-me melancólica porque tenho a certeza de que a última vez que fui tão tarde para a praia foi quando era bebé — e não tive a sensação de estar numa época balnear. A desmotivação e a ansiedade voltaram a atacar de forma imperdoável, traduzindo-se num cansaço assustador, mas há pontos positivos que quero muito recordar.


Julho marcou o meu regresso à Disneyland e foi, sem dúvida, uma viagem muito necessária. No meio de um certo caos e incerteza, foi bom regressar ao lugar onde a magia existe e os finais felizes são garantidos. Acho que nenhum de vocês tem dúvidas do quanto eu adoro este universo, portanto, podem imaginar a minha felicidade a caminhar, de novo, por lá, cantarolando as músicas que iam passando, pulando enquanto me dirigia para as diversões e absorvendo cada momento e detalhe deste lugar encantado. Não fazia ideia de que ia voltar a viajar quando regressei de Dublin, portanto, foi uma das melhores surpresas do ano.


Num registo mais calmo, julho marcou os cafés com as amigas de sempre, uma ida ao cinema e vários almoços e jantares para meter a conversa em dia, partilhar as novidades, histórias, vitórias e inquietações. Regressei ao Palácio de Queluz, participei em muitos (e bons!) almoços e jantares de família, churrascadas e maratonas de filmes.
Não foi um mês com a calma que eu esperava — ou precisava! — mas também teve momentos de despreocupação que tanto me fizeram bem. O serão a ver Stranger Things — que ainda não terminei! — e as manhãs sem despertador foram momentos simples mas especiais e muito necessários.


Celebrei o dia dos avós à mesa com eles e no coração — com os que já só habitam nele — e recebi notícias inesperadas, mas incríveis. As inseguranças atacaram e tentei dar a melhor resposta possível a cada uma delas; reagi, sem medos, aos novos desafios que surgiram no meu trabalho e provei a mim mesma, uma vez mais, que sou capaz de tudo a que me proponho — ou propõem. Celebrei aniversários especiais, almocei no nosso restaurante e tive a agenda cheia. Termino Julho ainda com uma sensação de desmotivação e cansaço mas com a esperança de que Agosto traga o cheirinho de verão que eu sinto que estou a precisar antes de abraçar, por inteiro, o Outono e o novo desafio que aí vem.
Obrigada avós. Pelo altruísmo, pelo amor que vocês têm por nós. Obrigada família, por darem estabilidade e alegria à minha rotina. Obrigada, João, por seres um super parceiro de viagem. Obrigada Diogo, por trazeres sempre a paz que preciso no meio do caos. Obrigada Bia, Joana e Matos pelo vosso companheirismo que sabe a casa. Obrigada Rui, por me deixares sempre ser eu — e que alívio que é. Obrigada Belka, porque só tu madrugarias comigo, todos os dias. Obrigada, Disneyland, por trazeres uma alegria dentro de mim que eu tanto precisava. Obrigada Melina Souza, pelos vídeos quentinhos no coração, que eu tanto necessitei. 

Agosto, traz o verão que eu tanto espero!

3 comentários:

  1. Confesso que, a eleger favoritos de Julho, as tuas publicações (no blogue e no Instagram) sobre a Disney estariam no meu top ☺️

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  2. Quanto custou o balde na Disney? Quais os preços da merch lá?

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    1. Os preços variam imenso, depende, evidentemente, do género de artigos que queres comprar. É tão abrangente quanto a variedade de produtos que eles vendem. O balde custou cerca de 25€ :)

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