quinta-feira, 23 de maio de 2019

TECH || Kindle


Sou assumidamente fã de livros no seu formato físico e não estava, de todo, planeada a aquisição de um Kindle, mas o vale da Amazon que tinha ao meu dispor fez-me considerar experimentar este novo formato de leitura. Um Kindle nada mais é do que um e-reader, uma alternativa de leitura digital caracterizada por tablets com tecnologia de ecrã própria que permite uma leitura sem reflexo, tal e qual como se fosse um papel. Por isso mesmo, diferenciam-se dos restantes tablets comuns por não terem luzes prejudiciais para vista e por não possuírem nenhuma outra utilidade além da possibilidade de lerem um livro num formato digital e mais portátil.

Já existem algumas marcas no mercado dos e-books, sendo que a Kindle, comercializada pela Amazon, continua a ser a mais popular. Entre vários de diferentes gerações e com cada vez mais funcionalidades, privilegiei a simplicidade e escolhi o Kindle Paperwhite da 8ª Geração e sem luz integrada, na cor branca. Comprei no site da Amazon UK (embora também possam adquirir na Amazon ES, especialmente pela questão dos portes e da moeda, mas o meu vale era inglês) e, para que possam realizar esta compra em UK, têm de selecionar o Kindle sem 'special offers'. É uma opção que fica automaticamente selecionada quando clicam no produto e que, mantendo-a ativa, bloqueia o shipping para Portugal. A encomenda foi rápida e totalmente segura. Em uma semana chegou a minha casa.

Além do tablet, o Kindle traz ainda um cabo para o carregarem — embora a bateria seja absolutamente duradoura. Não traz livros na biblioteca mas, nas configurações de boas-vindas, procura identificar qual é o vosso género de leitura preferido para iniciar as melhores recomendações. O Kindle tem também acesso wi-fi para que possam fazer compras de livros no próprio tablet a partir da plataforma de livros da Amazon. Tem também ligação com a rede social Goodreads que, por não ser utilizadora, não tenho condições para partilhar um feedback convosco.

Sabia que a minha experiência de leitura iria ser diferente mas confesso que nunca imaginei que me iria ver rendida ao Kindle. A sua leveza, a possibilidade de ter toda a minha biblioteca num só lugar e que posso aceder a qualquer momento, o conforto visual na leitura — não cansa nem um bocadinho a vista! — e o pormenor de poder ler deitada virada para qualquer lado da cama — sei que parece uma trivialidade, mas se gostam de ler deitados, como eu, vão perceber por que estou a valorizar tanto — têm-me deixado completamente rendida. Aguardo apenas que chegue uma capa protetora para transportar o Kindle no meu dia-a-dia — e o seu tamanho é perfeito, visto que cabe em todas as minhas bolsas e não pesa nada. Tinha a certeza de que iria reconhecer as vantagens e mas tem sido surpreendente ver-me completamente fã deste gadget que não só é prático como recuperou alguns dos meus hábitos de leitura. Se gostam de ler, se procuram algo que torne os vossos hábitos de leitura mais práticos e funcionais, eu recomendo muito.

Deixo abaixo o esclarecimento de algumas questões relativas ao universo dos e-readers. Espero ajudar-vos a entender melhor esta tecnologia e, quiçá, a tomar uma decisão mais informada! 

Que tipo de ficheiros lê um e-reader? 
Como eu tenho um Kindle, as minhas respostas vão basear-se nesse e-reader, que lê os seguintes formatos: AZW, AZW1, AZW3, TXT, Mobipocket sem DRM (MOBI, PRC), PDF, Audiobooks (AA, AAX), música (MP3). Basta que o ficheiro que querem ler tenha este formato e estão prontos para enviar para o vosso Kindle. Por vezes, alguns ficheiros não têm esse formato mas já existem vários programas e sites que vos permitem fazer a conversão para um destes formatos que supracitei e que são suportados pelo Kindle. Eu gosto de ir a este site porque não é um programa, não tenho de instalar nada, é prático e intuitivo. Basta selecionar o ficheiro que quero converter e para que formato o quero converter et voilá

Dá para ler um e-book sem um e-reader? Acredito que sim mas não recomendo. Os nossos ecrãs mais comuns (computador, telemóvel, tablet) não estão preparados para longas horas de exposição visual (embora todos saibamos que é o que acontece). Estes ecrãs possuem a chamada ‘luz azul’ que, além de provocar alterações cientificamente comprovadas no nosso padrão de sono, é altamente prejudicial para a nossa vista. Os e-readers têm ecrãs adaptados e preparados para uma leitura muito semelhante à do papel, tornando a leitura mais segura e propícia para ler à noite (antes de dormir, por exemplo). 

Compensa ter um e-reader? Definitivamente sim porque não só é um dispositivo leve e portátil que armazena milhares de livros num só lugar — perfeito para quem gosta de ler vários livros em simultâneo ou que gosta de ler livros mais pesados sem ter de os carregar na mala — como também, tendencialmente, os e-books são mais baratos do que a versão física. Existem também e-books gratuitos. A possibilidade de lerem sempre um sample do livro que estão interessados também é excelente para observarem se gostam da história e, assim, fazer uma aquisição mais consciente e sem arrependimentos. Desde que tenho o Kindle, os meus hábitos de leitura são muito mais práticos e já poupei bastante dinheiro em livros (muito mesmo!). 

Como passo os e-books para o Kindle? É como se fosse uma pen. Conectam o Kindle ao computador pelo cabo USB. Ao abrirem o Kindle no computador, encontram uma pasta que diz ‘Documents’, abrem-na e transferem para lá os e-books que descarregaram no computador. Simples! 

Onde posso encontrar e-books? Hoje em dia, quase todas as livrarias têm disponíveis e-books. As mais comuns, como a WOOK, Bertrand e Fnac, têm uma secção de e-books disponível para adquirirem — e frequentemente fazem campanhas e promoções. O próprio site da Amazon também tem e-books à venda — e está diretamente ligado ao Kindle, portanto, podem comprar a partir do e-reader — e vários exemplares gratuitos. O próprio site da Google inteiramente dedicado a e-books, Google eBookstore, também disponibiliza e-books grátis. A livraria Leya também tem um separador de e-books gratuitos. Além destas, existem outros sites que disponibilizam gratuitamente e-books e por onde podem descarregar. Confesso que também eu estou um pouco à descoberta e que ainda não reuni um conjunto de links que realmente adore e utilize. É algo que irei aprimorar com o tempo mas aproveito para deixar este artigo do Observador que reúne uma série de sites para que possam fazer a pesquisa.

4 comentários:

  1. Inês, porque optaste pela versão sem luz integrada?

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    1. Não me seduziu. Eu costumo ler com a luz do candeeiro de mesa do quarto e gosto assim. Pelo acréscimo no preço também não achei que valesse a pena. Acho que a luz integrada pode ser ótima para quem precisa mesmo de ler de luz apagada (porque o parceiro não consegue dormir com a luz de candeeiro acesa, por exemplo). Como não é o meu caso, não achei relevante :)

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  2. Eu comprei o meu há uns aninhos para um mestrado e de vez em quando volto a ele. mesmo por questões de preço, é muito mais económico!

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  3. Fiquei mais convencida e acho que vou aderir a este gadget, mas os livros que gostar mesmo muito vou continuar a ter em forma física (não consigo resistir!).

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