terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

LIVROS || A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da


Descobri a existência deste livro através de um vídeo de recomendações da Estée Lalonde, em 2016, e, desde então, fiquei de olho. O lançamento da versão portuguesa ajudou no processo para o encontrar! Um título arrojado com uma mensagem forte e urgente: A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da não defende que não nos importemos com nada e sim o quanto é importante escolhermos com o que nos queremos importar.

É um livro de poucas páginas e o tipo de leitura que exige alguma reflexão e a sua demora, no entanto, aproveitei o fim de semana em modo off para me debruçar nele e acabei por terminá-lo nessa viagem. Embora A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da encaixe perfeitamente na categoria 'auto-ajuda', Mark Manson não tem paninhos quentes e faz considerações duras e muito sinceras sobre o quanto somos iludidos com expectativas irrealistas sobre o mundo e nós próprios. Não é só a linguagem que é brutal — o título assim o adverte; a mensagem também custa a engolir. Discordei com muito pouco — e o que discordei, reconheço que a sua argumentação é muito válida e que nada foi escrito ao desbarato pelo simples prazer de colocar o dedo na ferida — e, de facto, das experiências que já tenho tido na minha curta vida, muitas das conclusões e lições vão de encontro às do autor.

Não é um livro consensual e divide opiniões, e eu faço parte do grupo que acha que A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da é muito mais do que um livro com um título cómico — que encaixa muito bem com algum do humor ao longo de toda a narrativa. É muito realista, com afirmações (quase cruelmente) honestas, que reforça a importância de nos preocuparmos muito mais com questões, problemas e capacidades que nós podemos controlar e a dar importância aos valores certos — enumerando os errados, que muitos se iludem ser os princípios mais nobres. Acho que é um livro urgente para a minha geração.

É importante reconhecer as nossas falhas, incertezas, contrariedades e momentos negativos para que possamos ser pessoas mais preparadas para lutar e abraçar os momentos positivos. Não nos importarmos com nada não é cool. Preocuparmo-nos com tudo não é saudável. Filtrar um mundo altamente estimulado é fundamental. Assumir as nossas responsabilidades com tudo — mesmo que não tenhamos culpa — é crucial. E o mundo não está contra nós; são estas algumas das ideias principais que o livro expõe através de experiências de vida do próprio autor e de curiosidades muito interessantes.

A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da é, acima de tudo, um livro muito prático e objetivo, sem dicas pouco palpáveis e com muito pouca recorrência — nenhuma, aliás — aos instintos e à intuição, o que tem tanto de audaz como genial. É um livro que nos ensina que não precisamos de procurar, descobrir nem criar nada dentro de nós para sermos mais felizes e resolvidos na vida; já temos (e conhecemos!) todas as ferramentas. Estão na nossa mão. Só precisamos de as usar.

Autor: Mark Manson
Número de Páginas: 200
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4 comentários:

  1. A primeira vez que vi o livro foi numa estante de supermercado e a primeira coisa que me veio à cabeça foi como este era o livro ideal para o meu pai! Ainda não o li, apesar de já estar na minha lista de leituras, mas só o título fez-me pensar naquilo que o meu pai sempre me disse, algo que sempre admirei nele - a subtil arte de saber dizer que se f*da! Uma arte com a qual ainda tenho muito que aprender. E esta tua publicação só veio reforçar a ideia, por isso, obrigada!

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  2. Tenho andado muito curiosa em relação a este livro apesar de não ser o meu género. Fico contente por achares realista e objetivo, acho que são pontos cruciais!

    Um beijinho,
    MESSY GAZING

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  3. Está na lista para quando acabar o " Maestria " no entanto gostei que se foque na mensagem que " Preocupar-nos com tudo não é saudável " pois bem preciso!!!

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  4. Já li o livro e gostei. Apesar de concordar contigo e achar que se pode incluir na categoria de autoajuda, como dizes, a sua ironia e humor marcam a diferença e acabamos por refletir talvez ainda mais sobre os temas quando abordados dessa forma mais simples, crua e sem floreados!

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