segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Yey! Favoritos de Fevereiro, aqui estão eles! E deixem-me que vos diga, Fevereiro veio recheadinho de coisas boas que vos quero mostrar. Cada vez que me proponho "não, desta vez eu vou fazer um Favoritos mais curto" aparecem-me ziliões de coisas ultra fantásticas que não consigo deixar de escrever sobre elas e a publicação acaba sempre por ficar compridona. Perdoam-me, certo?
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Facto: esta música sempre me fez chorar. Não me peçam uma explicação lógica para esta afirmação, porque não existe, simplesmente choro. Não está ligado ao filme em si, não me transporta para nenhuma memória triste, simplesmente desperta-me esta emoção. Mas acho-a tão bonita e musicalmente tão bem construída que me permito à estranheza de a ouvir sempre que me apetece, mesmo sabendo que vou pagar o preço com uma lágrima no canto do olho. Só é pena que seja tão curtinha.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
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| Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia |
Enquanto blogger e leitora durante todos estes anos, este assunto da exposição é uma temática que eu sinto que ainda é muito questionado e pensado e repensado por quem se quer iniciar num blogue (ou para quem quer sair do anonimato). É uma questão que intimida e que muita gente considera, por vezes, um passo maior que a perna. Como me expor? O que expor? Como lidar com o facto dos meus amigos, familiar ou até colegas de trabalho/escola/faculdade saberem que tenho um blogue? Será que existem comentários? Será que vão gozar comigo?
A exposição inevitavelmente faz parte de um blogue com identidade. Existem as vantagens e desvantagens, como sempre e não nos podemos esquecer que a característica única de termos um blogue é que ele é construído e pensado à medida do autor: ele rende com o conteúdo que nós escolhemos publicar e, quase sempre, depende da nossa vida para que haja conteúdo. Porque nós falamos de assuntos que se passam na nossa vida e quando me refiro a isto não falo só de momentos importantes na nossa vida mas de quotidiano. Não falamos de um creme sem o ter testado e usado em nós. Não falamos de um gelado que não tenhamos comido. Não apresentamos uma roupa que não tenhamos saído à rua com ela. É da nossa vida, certo? E isso, inevitavelmente, já é exposição. Mas eu reuni um conjunto de pontos que quero falar mais pormenorizadamente sobre a exposição, de forma a tentarmos responder às perguntas lá de cima, ou a reflectirmos sobre elas se nos queremos expor, pelo menos.
Não laves roupa suja no teu blogue: Já escrevi sobre isto mas repito-me porque é um clássico. As chatices com a família, as intrigas com a ex-amiga, os rancores com a chefe, com a colega, com a cunhada, a sogra, o gato... Assim fica difícil garantir uma exposição saudável! Se usam a vossa página para desabafar as intrigas da vida, como podemos olhar para a nossa exposição e blogue com confiança? Ninguém quer ler se estão chateados com o vosso pai. Todos nós temos as nossas neuras, já todos nós discutimos com a família e achámos insuportável algo que uma colega nossa fez. Mas não é isso que se quer ler num blogue. Não é interessante e arrependemo-nos sempre disso quando vamos ao arquivo de há um ano ver o que escrevíamos. Evitar estes assuntos é o ideal, especialmente se queremos dar a cara pelo nosso blogue. Pensem assim: não acham que a vossa mãe ia ficar um pouco magoada se percebesse que o blogue, a vossa criação, é um espaço para falarem mal dela de cabeça quente? Acho que a ia ferir muito mais do que a razão pela qual discutiram. Além de que lavar a roupa suja torna o vosso blogue numa revista de mexericos sobre a vossa vida e não um site de conteúdo que se orgulhem.
Não há mal nenhum de falarmos e escrevermos sobre as coisas que gostamos: E se sou gozada? E se fazem bocas e comentários sobre o que escrevo? A minha pergunta é: e porque o haviam de fazer? E se a vossa resposta for porque são parvos, então vou contar-vos uma novidade brutal: o mundo está cheio de parvos e não precisam de dizer que têm um blogue para eles darem ares de sua graça. Basta vocês existirem para existirem também parvos a comentar a vossa existência. Achar parvo escrevermos sobre o que gostamos é que é parvo. Que mal há de teres uma página que fala sobre um restaurante onde gostaste de ir? Ou de uma roupa onde te sentiste bonita? Ou de um momento importante para ti? Se fazes o que gostas sem interferir com a liberdade e espaço dos outros então não tens de dar a mínima satisfação. E quem exercer energias negativas sobre algo de que gostas não gosta de ti. Quem gosta de ti vai sempre apoiar-te nas coisas que amas fazer, especialmente algo tão pouco malévolo e louco que é escrever. Não é vergonha nenhuma ter um hobby um pouco diferente dos outros e normalmente fazemos um filme enorme sobre isso. Eu também fiz. Achava que iam fazer piadas. Sabem quantas piadas ouvi? Zero. Inclusive surpreendi-me; Muita gente também queria fazer blogues e pediu-me conselhos! Algo que eu nunca iria saber se tivesse medo de me expor. Mas se tiveres o azar de ter alguém que não compreende isso, let it go. Não merece a tua preocupação nem vergonha. Não há nada de mal, metam na cabeça. Livrem-se de pessoas que não são positivas em relação aos vossos projectos.
O blogue automaticamente amadurece quando te expões: A partir do momento em que dás uma identidade verdadeira ao teu blogue, és muito responsável pelo que escreves. Afinal, as pessoas vão conhecer e reconhecer quem está a escrever para elas em determinada página. E isso faz com que amadureças. Em todos os sentidos. Na forma como escreves sobre assuntos mais delicados, na forma como abordas sobre certos momentos, no peso que sentes que é recomendar determinada coisa ou sugerir determinado assunto para reflectirmos. E isso não deve ser visto de um ponto de vista negativo, muito pelo contrário. A sensação de nos escondermos num anonimato muitas vezes (salvo raras excepções!!!!) faz com que não paremos para pensar no que vamos publicar. Faz com que não nos lembremos de reflectir sobre a nossa reflexão. E isso dá oportunidade a arrependimentos de publicações, a publicações de fraco conteúdo, a publicações mal pensadas ou até mesmo à falta de coragem de falar de um assunto que talvez, com a cara na página principal do blogue até falássemos. Pois é. Nem sempre a liberdade de escrita está do lado dos anónimos. Por vezes, o "poder da caneta" e o passo para um bom blogue está em sairmos do armário. Já pensaram nisso?
Permite-te ao luxo de ser offline: À medida que te expões mais as pessoas querem saber tudo. Se vais viajar, as pessoas querem que contes tudo e mostres fotos. Se vais ver um filme, as pessoas querem saber por ti se é bom. Se tens namorado, as pessoas querem saber detalhes da relação. Se compras algo, as pessoas querem saber onde e a que preço. E é bom, significa que não só sentem ligação connosco como também valorizam a nossa opinião. Ninguém iria querer saber o que achaste daquele creme ou daquele assunto da actualidade se a tua opinião não fosse de peso. As pessoas não iriam querer saber. Mas eu acho que é igualmente importante permitirmo-nos a sermos offline. Fazer viagens sem termos de as registar se não queremos. Ver filmes sem termos de falar sobre eles. Ouvir músicas sem as termos de referir. Ter momentos a dois, com a família ou amigos sem que os outros saibam. Gerir os momentos de partilha com os momentos só nossos e das nossas pessoas é essencial para conseguir delimitar o quanto queremos estar expostos aos nossos leitores. E é saudável haver um equilíbrio porque nos permite respirar e também entusiasmarmo-nos quando é a oportunidade perfeita para partilhar uma sugestão ou momento. O que é demais cansa. Para os dois lados. Não há mal nenhum em querermos guardar certos momentos, pensamentos ou sugestões só para nós.
Tu és a blogger. Não as tuas pessoas: O segredo para nos expormos de forma saudável para as nossas pessoas é elas perceberem que o facto de tu estares mais exposta ao mundo não significa que eles tenham de seguir a tua linha. O meu namorado, por exemplo, preza imenso a sua privacidade e eu não deixo de falar de amor no Bobby Pins. Mas não tenho de o expor exaustivamente só porque quis dar a cara pelo blogue. Ou dos meus amigos e familiares. Eu respeito muito isso. Assim como eles respeitam que eu escreva e que fale de momentos especiais para mim que os envolvem. Ou de restaurantes que fui com eles. Ou reflexões que fiz com eles. Fazem parte da minha vida mas não do meu blogue e isso é algo muito importante de se perceber e gerir quando nos queremos expor. Temos de os proteger da melhor maneira possível. Espero estar a ser bem sucedida, aliás.
Escreve algo de que saibas que te vais orgulhar: Desde uma review de um batom a uma publicação em que reflectes o teu amor pela tua família. Escreve sempre na perspectiva de te orgulhares do que escreveste. Sou sincera, por muito ou pouco feedback que as minhas publicações tenham tido ao longo dos anos no Bobby Pins, não há nenhuma em que não me orgulhe do que escrevi. E quando isso acontece, tudo é mais fácil. Não há ponta para intrigas, não há espaço para gozarem comigo nem medo se me abordarem acerca do blogue. Porque se me orgulho disso é porque a qualquer momento poderia ser algo que iria falar pessoalmente com as minhas pessoas e se isso acontece, onde posso me envergonhar ou querer guardar segredo? Eu quero que o meu blogue seja um resultado positivo e que guarde com um grande sorriso nos lábios. Se as pessoas o reconhecerem ou souberem que sou eu que estou por detrás dele, isso é secundário. A magia acontece quando escrevemos as coisas mais bonitas do nosso mundo.
Quem tiver opinião ou experiência sobre este assunto também está à vontade de deixar mais dicas nos comentários. Dei-vos umas luzes?
Encontrei a minha youtuber preferida e chama-se Karol Pinheiro. Foi amor à primeira vista; a música de introdução que me faz lembrar a New Wave — não sei explicar porquê —, a energia que ela apresenta, os assuntos que propõem em cada vídeo e a fluidez de linguagem descontraída e afável que me faz sentir que estou na esplanada a conversar com ela. Se alguma vez me aventurasse pelo Youtube, provavelmente seguia a mesma linha que ela.
Foi fácil sentir empatia imediata, ou não fosse ela doida por viagens, decoração, livros, Disney e artigos de papelaria — basicamente, tudo aquilo que faz a minha existência mais feliz. O bónus é o seu segmento de Favoritos mensais que não é exclusivo sobre maquilhagem e beleza — algo raríssimo de encontrar. Já perdi a conta do número de vezes que fui influenciada pelos artigos e produtos mais aleatórios e extraordinários! Identifico-me muito com a sua forma de pensar, sentir e viver, sendo a youtuber com quem mais me identifico. Os temas dos seus vídeos são sempre muito interessantes.
Foi fácil sentir empatia imediata, ou não fosse ela doida por viagens, decoração, livros, Disney e artigos de papelaria — basicamente, tudo aquilo que faz a minha existência mais feliz. O bónus é o seu segmento de Favoritos mensais que não é exclusivo sobre maquilhagem e beleza — algo raríssimo de encontrar. Já perdi a conta do número de vezes que fui influenciada pelos artigos e produtos mais aleatórios e extraordinários! Identifico-me muito com a sua forma de pensar, sentir e viver, sendo a youtuber com quem mais me identifico. Os temas dos seus vídeos são sempre muito interessantes.
Saio sempre do canal da Karol com a sensação de que estive com uma amiga. Os vídeos são longos — um fator que pode demover os mais impacientes — mas sinto-me tão confortável e interessada na sua mensagem que me poderia perder por horas sem dar conta. Deixo aqui alguns dos meus vídeos preferidos.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
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| Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia |
Prometido é devido e cá vos trago, não o perfume, mas os cremes que vieram em conjunto no meu coffret no Natal. Um conjunto de creme de corpo e gel de banho que me desolam por não se venderem em separado porque têm feito as minhas delícias.
Os dois cremes têm fragrâncias diferentes, mas ambas remetem para o perfume. É como se a marca tivesse dividido a fragrância original em dois aromas principais: o creme de corpo tem a componente mais floral do perfume e o gel de banho tem a componente mais fresca. Quem já teve este perfume identifica de imediato os dois aromas que refiro, são bastante distinguíveis quando borrifamos o perfume na pele.
Os dois agradam-me imenso e cumprem o que prometem. O gel de duche deixa o cheiro mesmo horas depois do banho e o creme também tem uma fragrância duradoura e que faz com que o perfume dure mais tempo. Nunca tive grandes queixas acerca deste último ponto, sempre consegui durante todo o dia sentir o meu perfume mas agora sinto que a intensidade inicial se perdura mais um pouco. O creme cumpre as suas funções de hidratação e seca depressa sem deixar a pele com uma sensação gordurosa ou oleosa. Se só pudesse escolher uma das fragrâncias dos cremes acho que me inclinava mais para o gel de duche, adoro o seu aroma fresco, mas os dois combinados fazem o cheiro do perfume na perfeição.
Ando a usá-los incansavelmente com a consciência triste, porém, de que um dia (bem mais próximo do que quero acreditar) vão dizer-me adeus. Fico mesmo triste por a marca não comercializar esta linha em separado como fez durante uns anos. Se são fãs do Daisy (que acredito que é o perfume sensação de muita gente), não deixem de experimentar os cremes. São um excelente complemento.
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A maior herança que o basquetebol me deu, além da habilidade de atirar lixo para o cesto a distâncias consideráveis e agarrar ao nível de ninja o que quer que me atirem, foi joelhos de 90 anos. O basquetebol deu cabo dos meus joelhos e sinto isso cada vez que me agacho para apanhar algo e preciso de uns segundos para aguentar a dor de sentir o joelho a estalar ao levantar ou quando faço exercício em que quase choro sempre que penso em agachamentos ou o que quer que envolva dobrar joelhos. É inevitável, pelo menos neste desporto. Por mais que o treinador te ralhe cada vez que treinas saltos e aterras de calcanhares em vez da ponta dos pés (quantas e quantas vezes...), por mais que te treinem a colocação do pé em deslizamentos defensivos para não fazeres ruptura de ligamentos, por mais que alongues e que sejas cuidadosa, o basquetebol arruína os joelhos. São as posições de ataque, os deslizamentos defensivos, os suicídios, as posições de lançamento... O basquetebol travou a minha mãe com uma ruptura no joelho e, cada vez que vou buscar um caixote ao chão, eu tenho quase a certeza que me ia acontecer o mesmo se não tivesse saído antes.
Ainda assim, valeu cada dor que tenho agora.
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Fiz finalmente uma coisa que sempre meti na cabeça que ia tentar a todo o custo fazer num blogue meu: colocar nas publicações imagens da minha autoria. Neste caso, fotos. Este sempre foi um dos objectivos do meu blogue e, apesar de ainda ter as publicações todas de 2015 e 2014 para mudar, consegui já alterar todas as publicações desde o início de 2016. Não tenho pressa mas estou feliz com o facto de já só me faltarem dois anos de publicações para mudar.
Eu sempre quis ter fotografias da minha autoria no blogue. Eu gosto de fotografar, eu gosto de captar detalhes. Fazia todo o sentido conseguir encaixá-los bem no estilo do Bobby Pins e confesso-me orgulhosa, porque saio tal como queria. Deu um trabalho imenso, sim, mas ficava super feliz quando encontrava na minha galeria uma foto que retratava na perfeição a mensagem que queria passar no texto (e ainda mais feliz ficava se retratasse melhor que a imagem anterior). Excepções vão acontecer, claro, especialmente quando abordar filmes, em publicações cuja imagem é um ilustração ou uma frase e em locais que não tenho fotografia para ilustrar e são necessárias para completar a publicação.
Eu quero um Bobby Pins que me identifique em todos os sentidos e sei que este foi o caminho certo. Um Bobby Pins cada vez mais Inês em todas as vertentes; na parte dos pensamentos e sugestões aleatórias e na parte de verem a forma como vejo o mundo e os detalhes e os capto. Espero que fiquem tão felizes com este mini-passo como eu.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
| Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia |
E antes que respondam "mas que raio de distúrbio, desde quando isso é uma doença? Estes nutricionistas inventam cada uma... Quem me dera ter isso" não é assim tão simples. Uma pessoa que sofre de ortorexia tem comportamentos muito particulares que não se limitam apenas a escolher alimentos e refeições saudáveis e variadas em detrimento de junk food e outros. Uma pessoa com ortorexia tem uma obsessão com os alimentos que considera saudáveis e com as calorias que consome, pesa todos os seus alimentos, conta bagas de arroz, se preciso, para garantir que tudo está dentro do controlo e corta da sua alimentação comida processada de uma forma tão intensa que, se comer algo que julga não estar dentro do "padrão saudável" tem comportamentos purgativos que podem passar por fazer jejum, vómitos, exercício físico em excesso. A imagem corporal, como em quase todos os distúrbios alimentares, tem um papel de peso. Mas perguntam vocês que diferença terá de uma anorexia ou bulimia se, também neste caso, existem comportamentos purgativos? A resposta está na permissão para se comer. Uma pessoa que sofra de anorexia tem como objectivo principal ingerir o menor número de alimentos possível, sejam eles quais for. Uma pessoa que sofra de bulimia tem breves momentos de compulsão, em que não resiste à proibição de comer e depois, com sentimento de culpa, purga-se. Uma pessoa que sofra de ortorexia nunca se vai proibir de comer. Mas será tão obcecado com o seu padrão alimentar que os seus pensamentos vão estar constantemente concentrados na sua dieta. Não há nada mais que ocupe a sua cabeça a não ser o que comeu, o que quer comer e o que vai comer. Tudo isto com uma disciplina abusiva sobre si próprio para não sair da linha. Portanto, a Ortorexia não é simplesmente um comportamento consciente e saudável de que devemos ter uma alimentação equilibrada que, por vezes, passa por comermos alimentos não tão saudáveis ou mais processados. Todos os alimentos que uma pessoa que sofre de ortorexia consome são esmiuçados a nível nutricional até ao mais ínfimo detalhe e se na sua composição está presente algo do seu desagrado (por mais residual que seja), esse alimento é automaticamente posto de parte. Mesmo que não tenha efeitos negativos por esse componente existir. Na sua cabeça, existem.
Apesar de ainda não ser um distúrbio muito conhecido pela sociedade geral, eu já o reconheci e fiquei chocada. É bastante interessante de identificar e tem vindo a crescer. Eu considerei-o particularmente fácil de identificar mas rapidamente é camuflado para pessoas com menos olho clínico como um comportamento de um estilo de vida saudável. É a prova de que as obsessões nunca são saudáveis. Já conheciam? Já tinham ouvido falar na Ortorexia?
LISBOA
Não me peçam para explicar mas, na minha gigantesca inocência, eu meti na cabeça de que só havia uma Domino's em Portugal, que ficava em Benfica o que, traduzido para mim, está ao nível do Shrek em Bué Bué Longe. E portanto, por muita curiosidade que tivesse em relação a uma das cadeias mais famosas de pizza no mundo, a probabilidade de a experimentar (pensava eu) estava no limite a tender para zero. Isto, claro, quando eu descubro que são mais que as mães e que estão espalhadas por todo o lado. E descobri isso dando de caras, sem querer, com uma mesmo no Parque das Nações.
As instruções estão muito bem explicadas. Podem escolher as pizzas já com os ingredientes seleccionados (como em qualquer pizzaria) mas parece-me que o conceito forte da Domino's é fazermos a nossa própria pizza. Escolhemos o tamanho da pizza, que já vem com um preço base (a familiar ronda os 10 euros), escolhemos a base que queremos para a nossa pizza, o tipo de queijo e o preço vai aumentando conforme os ingredientes que escolhem. Como nunca tínhamos comido as pizzas de lá jogámos pelo seguro e pedimos uma pizza familiar mozarella normalíssima com cogumelos, cebola e bacon. E que delícia de pizza.
Foi absolutamente de comer e chorar por mais. Na minha opinião, em relação à qualidade, ultrapassa a galope a Telepizza e a Pizza Hut, mas a nível de preços acho que é mais cara que a Telepizza mas mais barata que a Pizza Hut. E, apesar de o meu namorado concordar em relação à comparação de preços, a sua opinião em relação à qualidade é diferente e como ele provou a mesma pizza comigo, achei interessante adicionar a opinião dele aqui também. Ele achou que a qualidade da pizza era bem melhor que a da Telepizza mas que não ultrapassava a Pizza Hut. Ainda assim, os ingredientes são claramente frescos, os cogumelos não são enlatados (para mim este é um ponto a favor eterno), e a base e o queijo eram divinais.
Outro conceito muito engraçado da Domino's, seja em atendimento físico, seja em atendimento por internet, é que eles pedem o nosso nome depois de efectuarmos a compra da pizza, como se estivéssemos no Starbucks. Depois encontramos um ecrã no interior do espaço (ou, no caso de pedirem pelo site, na aplicação do site) com o nosso nome, com o estado da nossa pizza (a fazer a pizza, no forno, etc...) e a estimativa de quanto tempo demora até estar ao alcance das nossas barriguitas gulosas. Eu achei maravilhoso e muito útil, até porque este já é um conceito típico em pedidos de site noutras pizzarias mas raramente existe em lojas físicas e compensa.
Para finalizar, dois pontos ainda muito importantes de referir, um positivo e outro negativo. Comecemos pelo negativo para terminarmos em bem: o espaço. Não sei se é a aposta do serviço de ter mais clientes por site/telefone, se era da própria loja, mas o espaço não tem mesas. Aliás, 90% é balcão e depois encontramos uma enorme janela com balcão corrido e cadeiras de bar para nos sentarmos e comermos a nossa refeição, mas é tão curto que facilmente é ocupado num dia fraco. Isto pode ser pouco convidativo a quem quer ter um bom momento de descontracção a comer uma pizza em boa companhia, aliás, se não fosse o dia de Sol extraordinário de Fevereiro e a enorme esplanada que têm em frente ao estabelecimento, eu ainda hoje estaria sem provar as pizzas. Acho que não perdiam nada em aumentar um pouco o espaço e adicionar mesas. Mas tenho um enorme ponto positivo a fazer; o atendimento. Eu gosto de atendimento prestável e simpático e muitas vezes é o que me faz gostar o dobro do espaço. Os empregados eram impecáveis, atenciosos e sempre prontos a intervir e ajudar. Para mim, isso é precioso num espaço de alimentação e algo que prezo imenso.
Está recomendado. Para mim, das melhores pizzas para se mandar vir a casa e se houvesse uma na zona onde moro, ser-lhe-ia leal. Foi a decisão perfeita para um almoço de esplanada com Sol quentinho e celebração depois de uma reunião bem sucedida.
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Av. da Peregrinação, 10, Loja A, Parque das Nações
Lisboa
Uma das coisas que mais me fascina quando viajo (entre outras milhentas que também mereciam destaque numa outra publicação) é o facto de eu sentir a cidade de uma forma completamente diferente de todas as pessoas que me rodeiam no planeta. A forma como eu vou ver os destinos que visito, por muito próxima que seja de uma outra qualquer pessoa, nunca será a mesma.
Eu gosto de percorrer ruas que, para mim, são um completo desconhecido e descoberta na certeza porém de que, para muitas outras, são as ruas mais familiares das suas vidas. São as ruas das suas casas, são as ruas que circulam todos os dias para o trabalho. São as ruas que não dão a mínima importância porque não têm nada de especial, mas para os de fora têm sempre.
Eu atravesso uma avenida aleatória sem ter nela grandes manifestações mas, para outro alguém, foi a avenida do seu primeiro emprego. Eu sento-me perto de uma porta apenas para observar tudo à minha volta com mais tranquilidade mas, para um conhecido que eu desconheço, essa porta é o seu lar de sempre. Onde estão as pessoas que ele mais ama no mundo inteiro.
Eu passo por pontes perguntando-me quantos pedidos de casamento já deve ter feito parte. Por jardins bonitos onde alguém pode ter recebido uma notícia tão triste. Enquanto eu preciso de um mapa para saber qual o próximo caminho a seguir, outro alguém faz todo esse percurso de olhos fechados e com onze alternativas diferentes. Eu tomo um chocolate quente ou uma massa divinal achando que é o melhor do local, altamente recomendado, mas talvez um punhado de pessoas conseguisse levar-me a quinze sítios bem melhores e que quase ninguém sabe. Os segredos da cidade e os sussurros da cidade. Pensar que posso ter cruzado um café sem lhe dar importância mas que, para um casal, foi o local mais especial do mundo: onde foi dito o primeiro amo-te.
Espreitar para uma montra sem grandes pretensões e onde, lá dentro, se encontra alguém cujo aquele local é a sua realização de um sonho. Passar por bares que são o ponto especial dos amigos depois da faculdade ou de um dia de trabalho. Saber que, num sítio onde eu exploro com descontracção, curiosidade e descoberta, muitos outros olhos vêem o mesmo local como rotina, com a cidade na palma da mão e a familiaridade com que se abraça uma mãe ou se mata saudades de um prato da avó.
Exploramos cidades, destinos, locais, mas nunca é só isso. Não pagamos só o preço de um avião, comboio, de um quarto de hotel, de taxas, de restaurantes. Pagamos o preço de memórias. De ruas que já viram momentos extraordinariamente encantadores e absurdamente tristes. De pontes que já viram mais do que nós quando olhamos o seu horizonte. De cafés e restaurantes com momentos guardados mais deliciosos que os pratos que promete no menu. Saboreamos a rotina, o quotidiano, a familiaridade do dia-a-dia de milhares de pessoas sem nos darmos conta. E é isso que nos faz mudar quando voltamos de viagens. A sensação de sabermos que descobrimos muito da cidade, mas desconhecemos ainda mais. E que, de certa forma, e quase involuntariamente contribuímos também para enriquecer a cidade com as nossas próprias vivências, cada vez que pisamos nela. Por mais que a visita seja curta. Sem que deixe de ser muito incrível que também outros tantos milhares de pessoas (inclusive vocês) possam ter passado pelos lugares onde coisas importantes e maravilhosas aconteceram na minha vida sem sequer o suspeitarem.
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Em relação a aplicações de GPS eu sempre tive esta questão existencial: são aplicações que precisam de net quando, em princípio, precisamos mais delas em sítios onde, à partida, não há net para usufruirmos. Se pensarmos na utilização mais comum do GPS, que é a conduzir, ninguém tem pontos de wi-fi fixos para usar consistentemente uma aplicação de GPS e todos sabemos que os GPS são bombas nos nossos dados móveis. Por esta mesma razão eu nunca liguei muito a aplicações de GPS e sempre achei que este "pequeno problema" as fragilizava em questões como a utilidade. Até que me mostraram o MEO Drive, que aparentemente teve a minha linha de pensamento.
É uma aplicação de GPS offline. Sim, nada de wi-fi nem dados móveis. E é altamente competente e funcional. Faz o cálculo muito correcto de rotas (deixa-nos, literalmente, à porta), cálculo alternativo, faz indicações orais e tem todas as funcionalidades normais de um GPS. Maravilha das maravilhas? Não precisam de ser MEO. Zero. Basta fazerem o download da aplicação (é gratuita e existe para iOS e Android) e registarem-se com uma conta de e-mail para poderem aceder a todas as suas funcionalidades.
E esta aplicação não é só útil para os utilizadores de carro. Eu confesso que adoro esta aplicação por outra razão: descobrir os restaurantes, cafés e lojas. Tenho uma lista interminável de sítios em Lisboa para visitar e que não faço ideia de como lá chegar e a vontade de abater dados móveis só para lá chegar não me inspira. E com a aplicação basta-me colocar a morada e, em vez da opção de navegação a carro, escolho a pé e faz-me o cálculo adaptado.
Até agora, só coisas positivas a referir. Estou tão satisfeita com a aplicação que recomendo de imediato a todos os meus amigos quando os vejo a abrir outras apps do género. A MEO Drive fez-me ganhar esperança no universo das aplicações de GPS. Já a têm?
Eu faço parte daquele tipo de pessoas que não acha piada nenhuma a super heróis. Não tenho nada contra eles, mas as suas histórias, poderes e batalhas nunca me convenceram, entusiasmaram ou suscitaram curiosidade. O próprio conceito dos filmes não me fascinava. Passo completamente bem sem esta nova febre da Marvel onde a cada mês no cinema nasce uma nova história. Mas quando vi o trailer do Deadpool não revirei os olhos, não mudei de canal, não torci o nariz. Fiquei curiosa.
E está explicado por que é que eu fiquei curiosa e gostei de Deadpool; Não é um filme "Marvel". Foi feito para pessoas como eu, que vivem na maior sem Homens Aranha, X-Men e Quartetos Fantásticos, ficarem agarrados ao filme e gostarem.
A forma como a história está contada e vai-se desenvolvendo está soberba, os créditos iniciais prometem um bom serão de gargalhadas e eu adoro filmes que cumprem promessas. As piadas têm qualidade, brincam com todo o Universo dos Super-Heróis (percebem porque digo que isto é feito para pessoas como eu?), os gráficos conquistaram-me, os momentos de acção deixaram-me com os olhos colados ao ecrã.
Eu não sou de riso fácil. Eu raramente rio com comédias e com piadas parvas e por isso foi refrescante perceber que há muito tempo que não ria tanto no cinema como no filme do Deadpool, a ponto da minha barriga doer. A personagem em si está muito bem explorada e arranjaram o actor perfeito para lhe dar vida. Era isto que se pedia, nada mais. Há quem também diga que gostavam que outras personagens tivessem sido mais exploradas mas eu acho que a apresentação de todas elas teve o tempo de antena que mereciam para que o filme ficasse com este patamar. É mesmo um bom filme para descontrair, rir e nem dar pelo tempo passar. Obrigada Marvel, por não fazeres um filme Marvel. Este é o meu super herói favorito.
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Para além de Coldplay, a minha grande panca em adolescente era a Avril Lavigne. Adorei-a desde cedo e já era bem velhinha quando deixei de a ouvir com frequência. Ainda hoje sei as músicas dos álbuns dela mais antigos todos de cor. Lembro-me super bem de ir para o básico com o discman e os cd's dela.
sábado, 13 de fevereiro de 2016
O meu projecto de investigação para uma cadeira da faculdade envolveu estes dois grandes titãs de áreas, à partida, distintas: a nutrição e a depressão. De que forma é que a alimentação poderia ter um papel de combate a uma condição mental muito grave mas também muito actual?
E de imediato eu achei curioso esta combinação, porque não é algo que, à partida, façamos uma ligação directa; Associamos a alimentação aos distúrbios alimentares que todos nós reviramos os olhos por termos feito trezentos trabalhos no oitavo ano, associamos à diabetes, colesterol, hipertensão, doenças cardiovasculares e tudo o que de mais directo haja mas a primeira coisa que pensamos quando vemos alguém com depressão não é "temos de chamar uma nutricionista". Pensamos no psicólogo, no psicoterapeuta, num médico até, mas um nutricionista? Não faz sentido.
E foi uma das minhas melhores descobertas académicas, debruçar-me nisto. Saber de que forma os alimentos podem sim ajudar alguém com depressão. Saber como posso melhorar as oscilações de humor, as carências típicas de alguém com depressão, como posso tornar o dia e o organismo da pessoa um pouco melhor. Debrucei-me a fundo nas minhas pesquisas e foram imensos os estudos que passei a pente fino para conseguir concretizar possíveis conclusões positivas sobre esta ligação sem tentar deixar escapar nada, inclusive possíveis interacções com anti-depressivos e alimentos (que existem e não poderiam ser negligenciadas).
A conclusão a que cheguei, com trabalho terminado, apresentado, cozinhado, fotografado e avaliado é muito positiva. Fiquei tão feliz por já haver tanto a falar sobre este assunto de uma forma profunda, empenhada, com grandes alicerces. Consegui explorar diferentes alimentos e diferentes funções de uma forma que jamais pensei que fosse possível. Fiz questão de perceber muito bem a depressão e as suas exigências, de tentar colocar-me ao máximo na pele de alguém que sofresse de depressão para que as minhas soluções fossem práticas, fossem reais e tivessem o propósito que merecem. E não podia estar mais orgulhosa.
O mundo da ciência e da saúde continua a fascinar-me. Quando eu penso que duas linhas de uma teia enorme dificilmente se cruzariam, eis que dão um nó. E isto só revela cada vez mais a importância de fazermos de todos os profissionais da saúde um complemento, um alicerce um do outro e não uma competição de competências e capacidades. Cada vez mais é preciso unir as forças e pontos fortes de cada um para colmatar as falhas e pontos fracos do outro, para o bem do paciente que temos à frente.
Não sei se alguma vez, a nível profissional, todo o trabalho que aqui fez vai ser necessário. Mas pode vir a ser necessário para uma colega minha. Pode vir a ser necessário para alguém que ainda vai um dia estudar nutrição. E assim, termino de consciência de que fiz o meu contributo benéfico para o mundo, por mais insignificante que seja. Fazer este trabalho fez-me sentir não só uma melhor futura nutricionista como num melhor ser humano.
Vamos falar de um filme para ver ao Domingo à tarde? Esta é a história de Will Hayes, pai de uma menina encantadora de 10 anos, Maya, e que atravessa no momento um processo de divórcio. Cheia de dúvidas e curiosidade, Maya pede ao pai que lhe explique como conheceu e se apaixonou pela mãe e como é que duas pessoas que se amavam decidem divorciar-se. Para tentar explicar a Maya o complexo das relações, o pai propõe um desafio: contar-lhe sobre como conheceu as 3 mulheres por quem se apaixonou, sem nunca lhe revelar qual delas será a mãe, trocando os nomes. Maya terá de adivinhar com base nos relatos do pai.
É uma comédia romântica mas achei muito interessante a pertinência do assunto que aborda. Demonstra de uma forma leve e simpática que o amor não é tão simples como parece e que é possível amarmos pessoas diferentes em contextos e tempos diferentes e que isso não diminui o valor ou a importância da pessoa. O elenco é doce, com a pitada certa de humor e que entretém, sem demasiada fantasia. Cumpre o que promete e confesso que até esperava um final mais infeliz, portanto, fiquei positivamente surpreendida. No meio de tanta comédia romântica "barata", desproporcionada e inútil eu achei esta história bem divertida, real e com uma certa dose de qualidade. Está recomendado!
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
| Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia |
Um álbum que reúne num só lugar tantas coisas que me fazem feliz; As viagens que fiz onde, entre as fotografias preferidas dessa viagem, se complementam os bilhetes do metro, dos museus, os mapas e ainda pequenas setas e apontamentos sobre momentos ou coisas divertidas que ocorreram durante a viagem ou que eu achei que fizesse sentido partilhar. Fotografias a dois ou com os amigos e familiares e uma breve descrição das mesmas. Bilhetes de avião e pulseiras de resort. Bilhetes de concertos e festivais e o alinhamento das músicas todas que passaram nesse concerto juntamente com possíveis fotografias que possa ter tirado. Se alguém me ofereceu um bilhete, contar brevemente a história de como aconteceu.
Ter as pulseiras de inúmeros eventos todas alinhadas na vertical com as respectivas setas a resumir os acontecimentos de cada um dos eventos. Todas coloridas, como se fossem um arco-íris. Dedicar páginas para cada ano de Carnaval com a respectiva descrição das máscaras. Complementar festas com fotografias, complementar registos de viagens com a música que ouvi na descolagem no canto da folha. Colar o primeiro bilhete do nosso cinema a dois e os restantes que se seguiram e as visitas por Portugal fora. Guardar papelinhos com pequenas mensagens de amigas e registar a data.
Não é apenas um álbum de fotografias, embora ali figurem imensas, que registam imensos momentos, sorrisos, aventuras que não voltam. O álbum não se faz apenas de fotografia. Faz-se de viagens. De bilhetes que estiveram nas nossas mãos ansiosos por se converterem em memórias e experiências inesquecíveis. Filmes que marcaram especialmente pelas promessas. Museus cuja companhia era ainda mais preciosa que o quadro mais valioso da ala.
Eu sempre quis um álbum onde soubesse que, quando o abrisse, ia sorrir ao olhar para as memórias mais aleatórias mas que têm uma razão de existir tão intensamente no meu coração. Em 2015 eu comecei-o. Em 2016 continuo a fazer as páginas cada vez mais completas.
Eu nunca vi no exercício físico um sacrifício. Apesar de não ser uma atleta de sonho, eu sempre gostei de testar os meus limites e da sensação pós-treino. Este mês decidi que ia mexer o rabiosque todos os dias. Desde que deixei o basquetebol que me tenho mantido activa, mas não da forma regular e disciplinar que queria. Decidi que era este mês que essa tragédia acabava e a primeira coisa que me perguntei foi qual seria a aplicação que melhor me ajudaria a fazer treino em casa (para continuar motivada mesmo em dias de chuva e frio). Fiz então o download de umas quantas aplicações e experimentei-as, pelo que escolhi 3 que ficaram as minhas preferidas e que utilizo em simultâneo, para ter mais versatilidade de exercícios e não me fartar de fazer sempre o mesmo. Refiro também que, antes de utilizar qualquer uma destas aplicação faço sempre um tempo de corrida, umas vezes mais curto, outras mais longo, mas sem nunca abdicar do mesmo, para garantir aquecimento e mais desgaste de energia.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
| Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia |
1. Toda. Mas tooooda a gente olha de lado para mim por ter seguido nutrição
A minha esquisitice com a comida é algo que não passa despercebido especialmente por conta de dois grandes factores: 1) as minhas educadoras de infância; 2) a minha família. É das coisas que nunca escapa quando alguém fala de mim e contam as histórias mais humilhantes e embaraçosas sobre a minha pessoa a comer, claro. Isto resulta em toda a gente da minha cidade a olhar de lado para mim quando escolhi nutrição. Novidades: não quero clínica, não tenho de "dar o exemplo", clássico argumento que as pessoas gostam de dar para me chatear.
2. Todo um pânico se instala quando te convidam na casa de outra pessoa para ficares lá
Quando era mais nova, raramente ficava na casa dos meus amigos; Durante imenso tempo as pessoas achavam que era pelo medo típico das crianças quando ficam fora da casa dos pais a dormir, mas rapidamente descobriram porquê: eu tinha medo da hora das refeições. E é algo que ainda hoje tenho.
Fico a tremer se me convidam para almoçar ou jantar em casa de alguém. O medo de não gostar da comida, de algum ingrediente e passar má figura é algo que me atormenta. Quando jantei pela primeira vez em casa do meu namorado, disse-lhe o dia todo "por amor de Deus, garante-me que vão fazer uma comida que eu coma, protege-me por favor".
3. Em consequência do segundo ponto, é um alívio do caraças quando os almoços e jantares são em restaurantes
5000kg saem de mim quando dizem a palavra "restaurante". Porque lá posso escolher o menu e aplicá-lo à minha medida sem julgamentos. Sem passar figuras ou pôr coisas à borda do prato.
4. Recebo sempre um olhar de julgamento quando me perguntam "salada?" e eu digo: "não, obrigada"
Já vos disse aqui, só como legumes na sopa, e nutricionalmente isso é bom! É um dos "nossos" truques enquanto nutricionistas quando temos à nossa frente pacientes que não gostam de legumes: metam tudo na sopa, tudo. Os nutrientes necessários continuam lá e é uma excelente refeição. Mas as pessoas não compreendem isso e não compreendem que as alfaces não são legumes, são cores (a alface tem calorias residuais e só água). E por isso fazem taças enormes de salada sempre em todas as refeições, que depois distribuem pelas pessoas. E quem diz não, vai ser comido pela Selecção Natural e queimado num Pelourinho pela Real Inquisição das Saladas.
5. Um namorado que diga "eu como" é o melhor namorado do mundo
Eu vou explicar-vos por que o Diogo é o melhor namorado do mundo: é bom garfo. Graças a Deus é um bom garfo. O que significa que quando janto fora com ele e vejo no menu algo interessante mas tenho medo de não gostar, ele diz "prova, que se não gostares eu como". E isso efectivamente acontece. Ter um namorado que coma as esquisitices que nós não comemos é um prémio do céu. Mais! Quando vamos a almoços e jantares juntos e ele vê que me servem algo que potencialmente posso não vir a gostar, ele segreda-me muito discretamente ao ouvido "gostas?" e se eu acenar que não, sorrateiramente tira-me o que quer que seja do prato e come sem ninguém suspeitar de nada. Não é um amor?
6. Dizes que não gostas de um grupo de alimentos e as pessoas vão ditar-te cada um dos elementos da lista até perceberem que não gostas de um grupo de alimentos
"Gostas de fruta?" "Não." "Nããããoooo? Mas e de maçã?" "Não." "E de banana? É tão bom!" "Não." "E melancia? Não me digas que não gostas de melancia!" "Melancia é uma espécie de peixe?" "Não." "Então qual foi a parte de, 'não gosto de fruta' que não apanhaste?"
Às vezes é um pouco cansativo.
7. Dizes que não gostas de determinada coisa e tens de ouvir uma missa sobre o quão boa é
"Mas como não gostas de tomate? Tomate é tão bom e podes fazer assim, e fazê-lo assado e já experimentaste assim? É que é óptimo!". Avisem-me quando for para levantar e benzer.
8. Falam imediatamente da falta de palmadas que levaste e que se fosse na casa deles era bem diferente
Isto acontecia-me mais em criança. Quando tinha de jantar na casa de uma amiga (às vezes não tinha escapatória) e dizia que não gostava de x coisa, a mãe da minha amiga fazia questão de dizer "Cá em casa não há não. Tens de comer tudo até ao fim e acabou. Isso é falta de uma boa palmada, se fosse comigo ias aprender a comer brócolos a cantar". As pessoas simplesmente não percebem que não é assim que as coisas funcionam. Sim, a minha família passou pesadelos a contornar a situação e não se trata de uma falta de disciplina ou educação. Acontece.
9. Nunca podes dividir pizza com ninguém
Porque não gostas de 90% dos ingredientes da pizza, não vale a pena estares a sacrificar a pizza de alguém para a tua sair como queres.
10. Se tiveres um ar saudável, vão imediatamente ditar-te que vais morrer de trezentas doenças
Tens uma vida toda feita, é independente, mulher maior e vacinada, mas se dizer que não comes fruta e/ou legumes, as pessoas perguntam-te se já foste ao médico ver isso porque podes vir a ter problemas. O quê?! Esperem! Alto lá! Podem falar-me das aldrabices dos multi-vitamínicos mas.... MÉDICO? Que é isso? Em 21 anos de vida nunca ouvi falar e óbvio que nunca fui avaliada, examinada e analisada. Pff, agora que me disseste isso numa conversa de café onde há 5 minutos descobriste que não como bananas é que me desceu a ficha. Vou já investigar isso do médico.
Gente, não façam figuras. Somos as pessoas que mais controlam isso. E sim, vamos todos morrer da vitamina que não conseguimos arranjar pelo fruto X. Como se essa vitamina não existisse em mais lado nenhum.
Hoje em dia já não me chateio nestas situações e encaro-as com humor e algum sarcasmo (ao fim de algum tempo a levar sempre com o mesmo guião, não há alternativa) mas ainda há insistências que me desequilibram um pouco a vontade de não responder de forma torta. Não gostar de grupos de alimentos é um tabu e é um sinónimo de capricho, ser mimado ou com manias e não podia ser uma ideia mais errada. E se para que eu tenha de ser um pouco mais respeitada eu tenho de falar do assunto num blogue sob a forma de 10 pontos humorísticos, eu vou falar.
Kit primeiros-socorros super completo: Tenho um casa dezenas de kits de primeiros socorros e um deles eu sei que vou levar para o carro. Tem tudo; Pensos, compressas, faixa gaze, betadine, álcool, ibuprofeno e paracetamol, soro... Quando digo tudo, é tudo. Acaba por ser uma bolsa média tipo necessaire. Nunca se sabe o que pode acontecer e nem precisam de ser acidentes gravíssimos. Basta, numa viagem, fazermos um corte mais feio, sentirmo-nos com dor de cabeça, magoarmo-nos em qualquer coisa, ficarmos com uma impressão no olho para o caldo ficar entornado. Cada vez que conheço uma pessoa sem primeiros socorros no carro, arrepio-me.
Roupa de praia: Vou ter sempre na mala uma toalha de praia, um biquíni e um protector solar e nunca os vou tirar. Porque quando começam a chegar os meses quentes damos por nós a pensar no quão bom seria ir à praia agora e lembramos que a mala de praia está... em casa. Assim nunca haverão dramas, é só pegar no carro, ir e mudar na praia de roupa. E ter uma muda extra mesmo no Verão é perfeito. Já para não falar nas viagens de carro na primavera, em que visitamos uma costa qualquer, está imenso calor mas não viemos preparados para praia. Assim é só ir à mala do carro.
Muda de roupa normal: Uma mochila com tudo: calças, camisola, roupa interior, ténis. Tudo. Não precisa de ser roupa de marca ou até que estime, porque quero que fique no carro durante tempo incerto. Só é necessário que haja lá tudo para o caso de ser preciso. Um contratempo qualquer, um azar que precisa de uma peça de roupa nova urgente, uma noite fora de casa sem estar previsto, uma emergência. A roupa está lá, é só ir buscar à mala e mudar.
Têm algum destes no carro? Eu confesso, sou bastante prevenida e penso imenso em estar preparada para eventualidades, embora quase ninguém se preocupe muito com isso. Quais são as três coisas que não vão faltar na mala do vosso carro?
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
O que te dá motivação para continuares todos os dias no blogue? Sem dúvida existem duas razões principais. A primeira é a sensação e orgulho de poder criar algo meu. Esta página é a minha criação, com conteúdo que eu quero, com textos que eu escolho, que eu escrevo. Nasceu de mim e isso dá-me uma enorme sensação de concretização, além de que, por o manter todos os dias quase actualizado, ao fim de algum tempo posso olhar para publicações antigas e rever uma Inês menos crescida. É óptimo acompanhar a minha evolução e pensamentos. A outra razão é adorar partilhar convosco. Sugestões sobre tudo, pensamentos, ideias, desafios... Eu gosto desta sensação de partilha e feedback. Deixa-me feliz, acima de tudo.
O que é que já te disseram que mais te marcou? Que mudei a vida da pessoa, pela positiva. Que se tornou uma pessoa melhor.
Como foi o teu Secundário? Não foi uma época fácil. Eu divido o Secundário em duas partes: o 10º/11º ano e o 12º ano. No 10º e no 11º fui muito infeliz. Já queria nutrição na altura e era penoso porque nunca abordava matéria similar. Eu estudava por sacrifício (a não ser que fosse Trigonometria e Química, que adorava e fazia-as com enorme facilidade), eu lia matérias com um desgosto enorme para poder ir para a Universidade estudar o que queria. Desiludi-me imenso e não tive uma adaptação fácil, estava constantemente cansada e acabei por sair do basquetebol porque a falta de conciliação estava a reflectir-se na minha saúde. Mas no 12º escolhi Química e adorei que a Biologia fosse muito mais humana e ganhei outra motivação. Fui imensamente feliz no meu ano de finalista, tinha tempo para estudar, fazer trabalhos, descansar, estar com os amigos, praticar basquetebol (pela escola e pelo clube desportivo, o que significava que fazia exercício todos os dias e estava altamente tonificada)... Estava nas nuvens. Fico muito feliz e aliviada por, apesar de ter começado com o pé esquerdo, ter terminado uma fase marcante da minha vida tão bem. É a prova de que, mesmo quando as coisas não começam como idealizamos e testam a nossa capacidade para vermos um final feliz, a perseverança, a esperança e o trabalho fazem-nos chegar aonde queremos.
O que te levou a seguir nutrição? A minha prima, que é nutricionista e vi-a em acção quando era miúda e apaixonei-me pelo que ela fazia.
Como imaginas a tua vida daqui a cinco anos? Estas perguntas são tão difíceis para mim porque não me consigo projectar... Mas a nível profissional tenho algumas esperanças. Eu espero, pelo menos, daqui a 5 anos já ter a Ordem despachada e um trabalho que goste. A nível pessoal... Talvez já ter saído de casa... Ou planear sair de casa, pelo menos!
O que te inspira no dia-a-dia? Acima de tudo, coisas que me transmitam mensagens positivas. Às vezes nem sequer é algo óbvio. Nem sempre falo de uma frase inspiradora. De momentos, imagens, fotografias, músicas, conversas, ideias que façam com que em mim nasçam pensamentos e sensações positivas, bonitas, motivadoras. Talvez o que me faça sentir positiva não seja o mesmo que faça a outra pessoa sentir-se de igual maneira, mas é normal, penso eu. Pode ir desde tudo; A um pôr-do-Sol, a um abraço apaixonado, uma música alegre ou um vídeo no youtube. Não há limites para a minha inspiração!
Quais os blogues que segues com mais atenção e recomendas? Em Dezembro fiz uma publicação sobre os meus blogues favoritos do ano e, um mês depois ainda não sofreu alteração, portanto, a lista mantém-se. Podem vê-la na publicação de aniversário do Bobby Pins.
Se só pudesses descrever o Bobby Pins em 3 palavras, quais seriam? Huum... Versátil, Positivo, Transparente. E vocês? Como descreviam o Bobby Pins em 3 palavras?
Qual foi a melhor coisa que o Bobby Pins te trouxe? As pessoas. Graças ao blogue encontrei pessoas maravilhosas, pessoas que escrevem de uma forma completa e apaixonante, pessoas de um bom fundo extraordinário, humildes e fabulosas. Que me inspiram todos os dias, mesmo que nem desconfiem. Vou inevitavelmente guardá-las para o resto da vida, seja ela onde for, por me terem já ensinado tanto sem o saberem.
De que modo o Bobby Pins já influenciou a tua "vida real"? (se já foste reconhecida ao vivo, se os teus amigos comentam contigo certos posts...) Só fui reconhecida três vezes (olá Marta, olá Joana, olá Catarina) e, se me permitem a sinceridade, em todas elas eu senti-me uma perfeita anormal. Porque foram miúdas incríveis que me cumprimentaram com a maior das simpatias e eu sinto que petrifiquei e não respondi as coisas que queria responder. Julgo que é por ser caloira nisto, não estou habituada nem preparada para este tipo de encontros inesperados e a vergonha não ajuda, pelo que aproveito já para pedir desculpa pelas possíveis anormalidades que estejam por vir! De resto o mais comum é mandarem-me uma mensagem a dizer que me viram mas não tiveram coragem de vir falar e, para ser mesmo honesta, fico sempre triste. Queria imenso que me dissessem olá!
Os meus amigos não fazem comentários sobre as minhas publicações nem me chateiam sequer com este hobby. Não há piadas, nem perguntas, nem opiniões sobre o que publico, mas sei que muitos lêem. Às vezes recebo elogios gerais sobre a forma como consigo traduzir por palavras pensamentos que também eles já tiveram. O mais comum é alguma amiga minha lembrar-se que tenho um blogue e fazer perguntas para começar o seu. Isso é super comum.
Qual foi o pior que já te aconteceu através do blogue? Por sorte ou mérito, nunca tive grandes infelicidades por pertencer a esta comunidade de forma activa. Não tive grandes dissabores ou desmotivações. Talvez o pior mesmo que possa acontecer são alguns comentários mais desagradáveis mas são um grão de areia num oceano de experiências positivas e incríveis. Portanto, não tenho resposta a essa pergunta.
Nunca pensaste em criar um Facebook para o blogue? Neste momento fazer tal coisa seria mais sinónimo de dor de cabeça para gerir e actualizar do que uma ferramenta de utilidade. No meio de tantos afazeres que já tenho em mãos não me quero comprometer com outro que não me suscita grandes ideias.
Quais são os teus chás predilectos? Eu sou muito leal ao Earl Grey Tea (chá preto). É o que me desperta, é o que me aconchega melhor nos momentos de aperto e de garganta gelada, é o que cura a rouquidão da praxe, é o que me sabe melhor, apesar do seu sabor característico tão forte. Adoro também chá dos Açores, é maravilhoso e dou preferência aos chás com citrinos (limão, laranja...) nos momentos de gripe. Há uns anos havia uma edição da Lipton de chá de caramelo e era a melhor coisa de sempre, mas eles descontinuaram ou então os supermercados não comercializam com a mesma frequência. Ainda assim, salta para as minhas mãos toda a vez que aparece nas prateleiras.
Quantos países já visitaste no total? Já visitei oito países no total!
Porque não fazes vídeos no Youtube? Porque não acho que tenha o potencial que toda a gente vê para fazer tal coisa e porque não me consigo desdobrar em mil para ser blogger, youtuber, filha, neta, namorada, mulher, amiga, insegura, estudante, estagiária e desportista. Para mim, seria ultrapassar os limites do bom senso para eu poder viver com a calma e espaço que quero.
Não tens medo de/não te assusta expor demasiado a tua vida no blogue? Não acho que a minha vida esteja demasiado exposta no meu blogue, aliás, acho que tenho um excelente equilíbrio na escolha daquilo que partilho. Eu faço uma enorme exposição de identidade, sim, na medida em que eu dou a cara por este blogue, não sou anónima, eu falo-vos do que gosto, do que não gosto, do que concordo e do que discordo, do que é que determinado momento ou coisa me faz sentir mas eu protejo e respeito imenso a privacidade das minhas pessoas (que fazem 90% da minha vida) e eu só partilho no blogue pedaços de reflexões que em nada têm a ver com a minha vida em si. A minha vida são as 24 horas que faço delas e entre elas estão refeições, pensamentos que vocês nem sonham que tenho, conversas que nunca virão para aqui e que foram importantíssimas na minha vida, momentos com as minhas pessoas, derrotas e perdas gigantes que nunca partilhei aqui, vitórias e conquistas das quais vocês não sabem, birras, falhas, asneiras, amuos, momentos de choro e de insónias na almofada (porque eu não ando todos os dias aos saltos e a soprar pozinhos de alegria pelas avenidas nem a atirar serpentinas às pessoas), mãos suadas no momento de grandes provas e que eu nunca comentei ou partilhei aqui. Isto é a minha vida, da qual nunca escrevi no meu blogue. Não me posso assustar de algo que nunca fiz nem quero fazer. Eu quero que se identifiquem com a minha personalidade, que simpatizem com a minha identidade, que sintam que vos consegui passar bom conteúdo e mensagens e alegrar o dia com a minha página. Não quero que se identifiquem com a minha vida nem que a vejam como se estivessem à janela. Diferença entre o pessoal e o íntimo, como já vos tinha escrito. É esta a ideia que defendo e, repito: acho que faço um bom equilíbrio dos dois mundos.
O que mais te assusta ao terminar a Faculdade? A inexperiência. Durante 16 anos da minha vida eu sempre soube o que ia fazer e como fazer. Tinha aulas, trabalhos, avaliações e tinha de estudar para elas mas sabia gerir esses afazeres com os momentos mais descontraídos e bonitos. E já era atleta profissional nesse âmbito. Agora, entrando no mundo do mercado de trabalho sinto-me sem experiência, sinto-me pouco preparada, sinto-me caída de paraquedas e com medo de não conseguir dominar a minha capacidade de gestão de tempo como sempre fiz. Vai exigir uma enorme capacidade de improviso, adaptação, cedências e aprendizagem que, apesar de me assustar (brutalmente) sei que não vou baixar os braços nem atirar a toalha ao chão quando derrapar. Por muito que saiba que vai custar.
És uma pessoa que precisa de ter tudo sob controlo e planeado ou deixas as coisas fluir? Depende. Há certos assuntos, decisões, escolhas, momentos e oportunidades em que me sinto muito mais ansiosa e que afectam muito mais a minha saúde e o meu estado quando não as sei e quando não as posso controlar. Quando não as planeio e quando não sei o que está por detrás da cortina. Não é em tudo, mas há determinados pontos que são como agulhas para mim nesse sentido, o facto de não saber e não poder fazer nada para controlar e tomar as rédeas deixam-me debilitada. Em outras coisas eu detesto fazer planos e prefiro que as coisas aconteçam naturalmente, no momento em que as linhas todas acharem que está na altura de se cruzarem. Em que, apesar de aguardar ansiosamente que aconteça, não preparo nada, não faço planos de nada e deixo as emoções do momento levarem-me comigo e parto para a descoberta. Não me consigo considerar uma pessoa controladora ou não-controladora. Acho que há coisas que ligam muito mais em mim a necessidade de controlar do que outras.
O que te faz acordar de bom-humor numa Segunda-feira? Com muita sinceridade, o Diogo. Quando me acorda com suavidade, com mimos e depois faz lutas de almofadas ou cócegas comigo.
Quais são os destinos que mais gostavas de visitar? Roma, imensas cidades no Brasil, Cuba, México, Austrália, imensos locais naturais dos EUA...
Porque não fazes vídeos de outfits? Porque não é o tipo de publicação com que me identifique. Não é nada Inês. Eu compro roupa quando o rei faz anos, eu não tenho o equipamento que fariam as fotos ficarem minimamente decentes nem tenho estilo nenhum irreverente para mostrar. Simplesmente não acho esse tipo de publicações interessante, no meu mundo. Para mim, pelo menos. Sou banalíssima.
Qual foi a coisa mais bizarra que já te aconteceu? A coisa mais bizarra que eu estou a lembrar-me é de fazer anos no Dia Mundial da Alimentação e ter escolhido o meu curso sem sequer desconfiar que este dia existia (mega falha, eu sei). Sou muita parva por nunca me perguntar porque me ofereciam maçãs à entrada da escola no meu dia de anos ou por que é que num dos meus aniversários fiz uma prova de estafeta com legumes pela minha escola e ganhei. Duh!
Onde vais buscar inspiração para os teus fatos de Carnaval? Não tenho truque, nem ciência. Simplesmente vejo o tema, penso em coisas que estejam associadas ao tema e depois construo uma máscara à volta disso. Outras vezes estou a passear nas lojas para ver acessórios de máscaras e determinado objecto lembra-me algo giro para vestir. Simples assim. Já lá vão 22 anos sempre a mascarar, portanto já é uma aptidão natural para mascarar!!!
Quais são as coisas que mais queres concretizar este ano? Sem sombra de dúvidas, a minha Licenciatura! E ultrapassar esta prova de fogo que é deixarem de me olhar como estudante e passarem a olhar como trabalhadora.
Super gigantesco obrigada pelas vossas perguntas e por terem contribuído para a comemoração do Bobby Pins! Aliás, um obrigada por tudo!
Super gigantesco obrigada pelas vossas perguntas e por terem contribuído para a comemoração do Bobby Pins! Aliás, um obrigada por tudo!
Lembro-me perfeitamente do momento em que comecei o Bobby Pins. Sem pretensões, expectativas ou planos. Com o objectivo de deixá-lo correr como um rio e ver onde desagua.
Num instante um blogue se pode tornar num álbum de "fotografias". De momentos inesperados e de planos que se concretizaram. De coisas que correram maravilhosamente bem e de momentos de aprendizagem. Num instante o tempo passa e eu aqui fico, registando para quem me quiser ler, sem dar pelos meses a andar, pelos seguidores (felizmente) a acumular e o número de entradas a multiplicar-se. É inacreditável que já tenham passado dois anos de Bobby Pins mas nunca me senti tão em casa. Este é o blogue que eu sempre idealizei e, se de sonhos podemos falar, cada aniversário que comemoro com ele é um sonho tornado realidade.
É no Bobby Pins que escrevi durante dois anos, sem falhar. Mesmo com compromissos universitários. Mesmo com uma família inteira a quem eu devo por gosto a minha atenção e presença. Mesmo com o tempo tirado com todo o mérito para o meu namorado e amigos. O Bobby Pins e vocês têm estado sempre comigo. E mesmo quando o tempo está no limite, eu reinvento as minhas 24 horas disponíveis para vos apresentar algo que eu ache que faz sentido apresentar no Bobby Pins. E isso não tem preço, para mim.
Sei que vos prometi uma coisinha bonita, mas não a tenho a tempo do aniversário. É algo muito especial. Prometo que tentarei com a maior brevidade apresentá-la. Até lá, ficam da parte da tarde com as respostas ao Q&A (obrigada pela participação tão activa, não contava, confesso!) e com as publicações mais vistas de sempre no Bobby! O meu grande, grande obrigada por estarem aqui, comigo, a soprar duas velinhas!
Publicações mais vistas, de sempre!
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Este ano só soubemos (plural, sim) que estávamos todos de férias a poucos dias de um dos eventos que mais aguardo o ano inteiro começar. De repente eu estava de férias e todos as outras pessoas também e lembrámo-nos que afinal não íamos ter o Carnaval comprometido e que convinha escolher as máscaras e fazer preparativos. Tudo em cima da hora. Foi uma ginástica gigantesca. Mas que vale sempre a pena.
Figuras e Figurões foi o tema do Carnaval e isso significou máscaras diversificadas e algumas bem originais. A máscara rainha (há sempre uma máscara que contamos todos os anos quantas pessoas vão de igual, em 2012 vimos numa só noite 87 Minnies, por exemplo) este ano foram sem dúvidas os onesies. E faz sentido. Este ano as lojas cá por Torres Vedras encheram-se dessas roupas que nunca antes tinham vendido (havia imenso para criança, mas se queríamos algo parecido tínhamos de mandar vir da Internet ou comprar na Primark). Agora com onesies quentinhos para combater o frio gelado de Fevereiro e perfeito para não sermos roubados, ninguém se negou a experimentá-los (embora não tenham aparecido muito na televisão). Nem o meu namorado resistiu e roubou-me o meu onesie cor-de-rosa logo na primeira noite.
Este foi um Carnaval muito doce para mim. Foi o primeiro ano que fui com o Diogo namorando com ele e é um evento que, por todas as razões, guardamos com carinho nos nossos corações (agora mais do que no meu entusiasmo normal de ser Torreense). Entre jantares tardios (os jantares nos Carnavais devem ser sempre tarde!), quartos desarrumadíssimos com perucas, maquilhagem e roupa houve tempo para fazer escolher a melhor cor de cabelo, fazer uns pormenores na cara, ensinar os rapazes a vestir collants de vidro sem os romper e dar uma ajuda entre amigas a apertar cintos e fechar vestidos.
Entre música brasileira, cervejas nos copos e no chão, alguns encontrões e muita gente tocada houve espaço para refrões cantados com a amiga do coração, a tradicional gravação por telemóvel da Poeira de Ivete Sangalo, abraços sentidos, beijos divertidos, coreografias estranhas, respostas improvisadas para conversas com estranhos inesperadas e muitas gargalhadas.
Os amigos de fora vão sempre olhar para nós e dizer "vocês vivem isto com uma intensidade... credo" mas pergunto-me? Como viver de outra forma algo que nos é tão familiar? Que nos é tão tradicional? Para mim as idas ao Carnaval sabem a casa, têm um contexto muito familiar porque num só sítio eu vejo a minha família, amigos que já não via há anos e amigos de fora cuja probabilidade de eu achar que ali viriam seria mínima. Sou inevitavelmente feliz neste evento que me preenche e não sei vivê-lo de outra forma que mascarada a rigor e com o coração na boca.
No meio de tão boa companhia, abraços e mimos, só me arrependo de uma coisa... Não ter tirado uma foto (quando podia) com o Sr. e Sra. Cabeça de Batata que estavam no corso. Não faz mal, ninguém leva a mal. Até 2017!
Nenhuma das fotografias é da minha autoria
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
«MÃOS AO AR! ISTO É UM ASSALTO AO CARNAVAL!
A convite da Maria Alice fui uma vez experimentar o assalto ao Carnaval de Torres. Quando se diz "ir experimentar o assalto ao Carnaval de Torres" é como ir a um bar com a ideia de beber um descafeinado e depois beber uma garrafa de tequila de penalti.
Quem não conhece eu passo a explicar: aquilo não é o festejo do Carnaval. Aquilo é uma prova de endurance. Um triatlo folião. É o conjunto de testes que os indígenas Torreenses fazem atravessar os incautos forasteiros para ver se são dignos ou não do seu Carnaval, tanto que se realizam vários "assaltos" desde Janeiro até Fevereiro. Trocando por miúdos, é cada fim-de-semana arranjar uma desculpa para se mascararem, festejarem e beberem como se não houvesse amanhã. Ora, esta rena encalhada da Maria Alice já me andava a moer o juízo há anos para irmos e vamos e vamos e vamos e TÁ BEM, FODA-SE VAMOS! Caralho... arranja um namorado.
Chegado a Torres após passarmos 381 rotundas atravessamos por uma terra chamada Ourjiceira (Ouriceira? Ouja? Ouriçoscity? Pessoal de Torres corrijam-me) e paramos numa terra chamada Paul (Pául? Paúl? Paulo? Caralho mais os nomes desta terra, foda-se). Entro na casa da Maria Alice e sou cumprimentado pelos seus 4 gatos: Sashimi, Temaki, Nigiri e Fuijitsu (não façam perguntas, continuem a ler...) e a sua inquilina Ana Baunilha, também Torreense e com um par de mamas de proporções épicas.
1º TESTE: MÁSCARA
"Máscara? Mas eu vou fazer figura de parvo em Janeiro e sair para um bar mascarado?"
Meti uns óculos à Kanye West e disse "tou pronto, vá". Elas discutem entre as duas qual das 572 máscaras que têm vão usar e murmuram coisas estranhas enquanto olham para mim. Decidem não se mascarar para eu não me sentir mal. Na altura pensei que estas gajas me estavam a dar um grande baile. Mas bastou-me por os pés na rua para perceber a situação: eu era um romano na aldeia do Astérix (literalmente, porque vi dois Astérix e um gajo vestido de menir). Esta gente não é normal. Os únicos não mascarados éramos nós e elas olhavam para os outros com vergonha, como se estivessem a quebrar o espírito Torreense. Estamos em Janeiro, estou rodeado de Matrafonas, palhaços, leões, índios e astronautas. Mas que merda é esta? Mas onde é que eu estou? Parecia que tinha acabado de entrar num filme dos Monty Python pois nem lambendo uma folha de ácidos eu consegui ver coisa parecida.
RESULTADO: NÃO APROVADO
2º TESTE: ÁLCOOL
Ok, aqui entramos no meu ringue. Sou o John Cena da pinga. Um Undertaker do vinho. Um Rey Misterio do... foda-se, já estou todo torto e estes cabrões ainda a beber tequila como se fosse Compal Néctar de Pêra Rocha. Foi duro mas aguentei o malagueiro. No final fiz sinais de gangs com os dedos e disse cenas tipo "mcwjencwjec MARGEM SUL fnha fnha, dass" e eles julgaram que eu afinal estava mascarado de rapper. Maria Alice e Ana Baunilha dizem para irmos ao "Túnel" continuar a festa e lá nos fazemos à pista.
RESULTADO: APROVADO
3º TESTE: CONHECIMENTO DE MÚSICAS DE FORRÓ E SAMBA
Que mil caralhos senegaleses me penetrem se aquela gente não sabe de cor as letras de todas as músicas brasileiras. Eles dançam, eles cantam, eles saltam, eles fazem tudo e eu a fazer de cunanas encostado a uma parede com os meus óculos de Kanye West à espera de uma batidazinha a dois tempos. E catchapum catchapum bate co cu no meu pau bate co cu no meu pau pirrrri pirrrrri pi pi moreeeeeeeeeeeena eu quero é saaaaaaaaaaaaaaaambar toda a santa noite eles não param.
Maria Alice já estava a fazer uma endoscopia com a língua ao que se assemelhava ser um Super Mário depois de cair numa piscina de esteróides e Ana Baunilha mais as mamas a dançarem a três na pista. Decidi aventurar-me pelo sambadancefloor e no meio da confusão dou com os cornos numa parede. Fui prontamente socorrido pelo Bob Esponja e uma fada a quem eu dava uma foda, foda-se. Vou mas é ficar quietinho e bater o pé enquanto mexo os lábios a fingir que sei a letra.
RESULTADO: NÃO APROVADO
Não tenho nada contra Ovar ou contra Loulé. Mas isto é outro nível do que é viver o Carnaval. É uma cidade inteira com o mesmo espírito, a mesma onda e mentalidade. Eles não festejam o Carnaval, ELES SÃO O CARNAVAL. Ali não se olha para pseudo-celebridades ou actrizes rejeitadas das novelas em cima de carros alegóricos como sendo reis e rainhas. Ali tu és o Rei da Festa e a Rainha da Festa. Jamais um Torreense admite vender o seu Carnaval a pessoal de fora. Querem vir cá? São todos bem-vindos, mas festejem connosco como nós festejamos quer gostem ou não. Eu gostei. É vir todo queimado às 8 da manhã a um café e tomares a bica com 2 doninhas e 5 cartas da Alice no País das Maravilhas.
Talvez um dia ganhe coragem para ir ao Carnaval de Torres.»
Não se ofendam muito com as asneiras! O texto pertence a uma página de Facebook chamada Ruim.
Até quarta malta! Por motivos óbvios o Bobby Pins vai estar paradinho por uns dias. Divirtam-se e se me virem, dêem-me um abraço!
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