sexta-feira, 17 de julho de 2015
Há mensagens na blogosfera que vou recebendo aqui que me preenchem o coração. Eu não sei nunca como responder de uma forma que faça sentido expressar a gratidão que tenho por partilharem comigo todas essas palavras de carinho.
Quando começas um blogue, está em último lugar da tua lista (ou pelo menos estava na minha) sentir este impacto e este feedback que vou recebendo. Nunca sabemos o que vem depois de um ou outro post, uma ou outra opinião. A cada linha vamos revelando um pouco mais de nós e dos nossos traços e a cada linha os nossos leitores vão-se prendendo mais ou não connosco. O Bobby Pins é uma casa que eu sinto acarinhada e bem vinda e isso orgulha-me.
Quero agradecer-vos pelo carinho, pelas mensagens que vão deixando, ou aqui ou nos vossos blogues. Vocês são uma verdadeira inspiração e a vossa amabilidade inspira-me a ser melhor todos os dias. Não podia estar mais grata!
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Cada vez que penso que a Pixar não me vai surpreender tanto como quando tinha franja, surpreendo-me. A verdade é que, à medida que cresço mais penso que os filmes não me vão conquistar da mesma forma que quando tinha 10 anos. E em todas as vezes a Disney prova-me o contrário. Este é mais um exemplo.
É sempre aquela curiosidade por causa do selo Disney porque, de resto, o filme passar-me-ia ao lado. Porque achei que seria demasiado fantasioso mexer com a mente humana, especialmente para uma pessoa que gramou dois anos com fisiologia, incluindo a cerebral que inclui todos os processos de memória, aprendizagem, sensações. Todas as áreas do cérebro estudadas por mim, o que significava que ia ver o filme sempre com uma ponta de crítica. Mas lá fomos ver o filme com o mais pequenino. E, claro, surpreendi-me.
A história vai sempre parecer mais aborrecida e mais "eu depois vejo" do que realmente é. De longe aborrecida e imperativa de ver por nós, adultos ou jovens! Eu digo isto porque imensas reviews apareceram aqui na blogosfera e não me captaram a mesma essência que aquela quando vi o filme. A história é simples: o que vai na nossa cabeça? Um enorme misto de emoções e sentimentos que vão controlando a nossa cabeça no dia-a-dia. No caso do filme temos Riley, uma menina de 11 anos que tem dentro da sua cabeça emoções muito especiais: Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Repulsa. Todos eles com carácter muito bem personalizado e vincado, cada um com o seu tempo de antena nas diversas situações e todos funcionam em harmonia para que Riley possa viver todos os dias com a maior experiência de sensações que a façam ir para a cama com um sorriso no rosto e boas memórias para guardar, memórias essas que definem depois a sua personalidade, gostos e ligações com o mundo. Tudo corria em pleno até Riley sofrer a mudança de casa e de estado, que a afasta dos seus amigos, da casa onde sempre cresceu e do seu clube desportivo. Perante todas estas novas mudanças (nada simpáticas), estes nossos novos amigos têm de conseguir gerir toda a mente de Riley de forma a que consiga ficar feliz ainda que sofrendo todas estas adversidades (especialmente - e ainda mais difícil - tentá-la fazer feliz quando a Alegria não está por perto! E por que não está por perto? Vejam o filme!). A missão agora é conseguir voltar a colocar esta menina com um sorriso na cara, pronta para desafios e longe de possíveis inseguranças e ansiedades, reconstruir os laços com a família e fortificar os seus gostos e traços de personalidade que se vão perdendo à medida que a apatia a abate.
Reclamo já o Raiva para mim. Eu sou aquele boneco de cima a baixo, de tal forma que rimos imenso cada vez que ele entrava em cena e olhavam sempre os dois para mim. Porque sou eu! E aviso-vos já que este filme não é, de toooodo, para crianças. É de uma complexidade de conceitos e ideias que sei que as crianças dificilmente acompanham e a prova disso foi, na sala, não ter ouvido um único riso de criança mas sim risos dos pais (e meus e do meu namorado). As piadas são deliciosas, mas direccionadas para adultos e não para crianças, desde o que se passa na mente da mãe de Riley, ao pai e à própria estrutura cerebral que eles tentam "desenhar" de acordo com a fantasia do filme (e que desde já me conquistou, muito bem feito todo o detalhe do cérebro, não deixaram escapar nem um detalhe, que maravilhoso!). Por isso não ponham pé atrás por ser um filme de animação que pode ficar para depois. Vejam-no e surpreendam-se com o requinte das piadas e no quão bem trabalhadas estão. Claro que podem levar os mais pequenos mas não se admirem se eles só rirem porque o boneco deu um tropeção ou fez uma careta. Este filme é para nós (estratégias cinematográficas muito inteligentes).
Por fim, há muito tempo que não tinha um filme favorito da Pixar e este conquistou-me da cabeça aos pés. Sinto até que sou capaz de comprar o DVD, de tão giro que é. Vale muito a pena e, palavra de Inês, vão-se maravilhar com a criatividade. E com a história, que nos aquece o coração!
Já viram?
terça-feira, 14 de julho de 2015
1. Afasta-te de qualquer pessoa que te faça sentir que és difícil de amar. Afasta-te de qualquer pessoa que te faz sentir que te está a fazer um favor por continuar contigo. Porque não estão. Fica antes com as pessoas que te amam mesmo quando as coisas não estão fáceis.
2. Sim, tu podes usar leggings como calças. Sim, podes usar crop tops. Sim, podes usar saias justas e vestidos. Esquece e ignora qualquer pessoa que te tenha feito sentir que és demasiado gorda para essas peças.
3. É normal quereres a tua mãe quando tens 22 anos, são três da manhã e não te encontras. E sim, ela vai atender o telefone.
4. As pessoas gostam de ti.
5. Tu és capaz de matar aranhas, centopeias e capturar ratos. A única coisa que te impede de teres a capacidade de viver sozinha são as roupas que vestes e que não és capaz de tirar sozinha.
6. Pipocas não são uma refeição, pára de tentar que seja.
7. Quando alguém te elogia, agradece. Não relativizes. As pessoas não diriam coisas simpáticas se não fossem genuínas porque o que têm a ganhar com elas? Nada.
8. A vida não é a porra de uma competição. Se sentes que estás a fazer alguma coisa porque sabes que vai deitar outro alguém abaixo, desiste de a fazer. Apoiar é uma acção mais rara do que devia ser.
9. Deixa as pessoas gostarem do que gostam e fazerem o que fazem desde que não magoem ninguém. Não gostas? Porreiro. Agora sossega porque não tens nada a ver com isso.
10. Quando se trata de conhecer pessoas novas, confia nos teus instintos. Geralmente estão correctos.
11. Faz um favor a ti própria e aprende a gostar de te arranjares. Aperalta-te da forma que mais gostares ou melhor te identificares. É surpreendentemente libertador sentirmos que somos lindas.
12. Os amigos não são necessariamente cruéis. Eles não vão salientar que não és naturalmente magra para o resto dos teus amigos ou recusar-se a dizer algo simpático sobre ti ou explicitar que és estúpida. Qualquer pessoa que te faz alguma destas coisas não é teu amigo, afasta-te dessas pessoas. Imediatamente!
13. Ninguém quer saber da tua vida sexual (ou a impressionante falta dela), nem sequer vão julgar o teu valor com base nisso. Pára de a usar para te valorizares.
14. Pára de achar que tens um futuro pela frente. A tua janela do tempo fica cada vez mais curta a cada dia que passa. Fica amiga dessa pessoa, diz aquilo, come essa fatia de tarte antes que outra pessoa o faça.
15. A não ser que estejas a tentar ter razão num debate, pára de dizer "Não, porque...". Tu não tens de justificar não quereres fazer algo ou não quereres sentir-te de determinada maneira. "Não" é uma resposta por si só.
16. Assim como o "Sim".
17. Sê simpática para as pessoas. Elogia aquela sweat ou cachecol. Deixa os mais velhos passar primeiro. Sê simpática para as pessoas porque sabe bem não ser uma otária mas também porque todos nós estamos a passar por algo. Lidar com dramas é um talento humano e, por vezes, um gesto simples é tudo o que é preciso para iluminar o dia ou o mundo de alguém.
18. É normal sentires-te ameaçada ou assustada por tipos estranhos. Não tens de te sentir culpada por isso. Não é culpa tua que eles fiquem a olhar fixamente ou que façam comentários baixos. Tudo o que importa é que te sintas e estejas segura.
19. Podes sempre contar com a tua família, não importa quão distante estejas deles. E se fazes parte da família tens também de estar preparada para que contem contigo.
20. As pessoas que continuam na tua vida mesmo depois de tu pensares que as perdeste em algum ponto da tua vida estão lá por alguma razão. Não percas tempo a tentar perceber qual ou porquê. Sê apenas grata.
21. Tu és boa a fazer muitas coisas.
22. Tu és suficiente!
23. Não faz mal ter pequenas indulgências. Compra esse novo soutien, bebe uma terceira cerveja, perde o dia todo a fazer bolachas. Tu mereces essas pausas.
24. Vão haver sempre oportunidades. Seja ou não aquela que procuras, tu nunca vais deixar de estar rodeada de oportunidades.
Texto, com tradução livre, do Tumblr
Texto, com tradução livre, do Tumblr
Foi em Punta Cana que nadei pela primeira vez à chuva. Estava lá há quase uma semana e, pela primeira vez, depois do almoço as nuvens apareceram. O Sol constante e o céu azul deram lugar a um céu escuro e que antevia chuva. Em qualquer lugar em Portugal isto era sinal de sweat enfiada e arrumar as coisas, de vento desagradável e mar revolto. Mas o calor era insuportável, o vento que fazia as palmeiras abanarem-se todas não tinha uma ponta de frescura e a vontade de permanecer na água era a mesma.
Inicialmente pensei que dava o dia por terminado e, graças a isso, a minha hora de almoço foi passada a explorar outras partes do resort. Fiz trancinhas no cabelo, fui a uma pracinha que havia lá para fazermos compras e andei a ver as lojas, mas o calor permanecia e nem um sinal da chuva. Os meus pais tinham desistido e foram para o interior e os meus amiguinhos feitos lá estavam a comer crepes nessa praça. Decidimos voltar todos para a praia e dar um mergulho no mar quando começou a chover. Inicialmente hesitámos. As pessoas começaram a abrigar-se para não ensoparem as toalhas e quem estava na zona da piscina encostava-se para as zonas com sombra para não se molharem também mas quem estava na água, assim permaneceu. Então eu lá entrei e, em chuva torrencial, ali estava eu no meio da água. Chuva que não parava, como se estivéssemos nos aguaceiros de Outono que passámos no ano passado. Experimentei mergulhar e a sensação foi ainda mais incrível: o som. A agitação das gotas a cair na água. É a coisa mais simples do mundo mas nós estávamos maravilhados. A água caía-me na zona das raízes expostas na minha cabeça depois de ter feito as trancinhas e lembro-me que era uma sensação nova e diferente. Estranha.
Foi a primeira vez lá que não me senti demasiado encalorada. Foi também das sensações e experiências mais brutais e simples de sempre.
domingo, 12 de julho de 2015
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| Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia Instagram: @innmartinsm |
Desde então andei durante 15 anos a babar pelo Oceanário e pela esperança de lá voltar e quando recebi um bilhete dele fiquei que nem uma criança no Natal. Aliás, eu fui pelo Parque das Nações fora aos pulos como se tivesse precisamente 5 anos. Mas é o Oceanário, faz todo o sentido, certo?
O bilhete dava acesso às duas exposições (Temporária + Permanente) onde a temporária referia-se às florestas submersas, com uma enorme variedade de plantas e de peixinhos maravilhosos e tudo com um tratamento e uma beleza inigualáveis. E, claro, a permanente é a famosíssima exposição dos tubarões e amigos.
O Oceanário não é nada do que me lembrava. Claro, havia spots do percurso que estavam vividos na minha memória e que imediatamente reconheci mas sinto que, como fui com outra idade agora consegui apreciar ainda mais coisas e o espaço envolvente do mesmo e não só a loucura dos tubarões e das lontras (embora eu tenha delirado com os dois à mesma e em igual medida). Talvez porque fui com uma companhia mais que certa, à qual eu nem sequer precisava de olhar para as plaquinhas de identificação de cada aquário porque ele sabe a detalhe todas as espécies e plantas, de maneira que bastava aproximar-me e sabia que ele iria deixar-me a par de todos os pormenores de cada peixinho, planta, espaço. E ainda chamar-me a atenção para reparar em detalhes que, se fosse sozinha, me iriam passar completamente ao lado. E eu adoro isso!
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| Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia Instagram: @innmartinsm |
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Não dá para fartar de cada recanto, ainda que a fórmula seja sempre a mesma: telas quadradas com um mundo azul para ver. Pode ser mais do mesmo mas nunca é. Há sempre um peixe colorido novo à espreita, uma anémona estranha para nos deliciarmos, uma raia para nos assustar colada ao vidro ou uma pequena manta muito feliz a rabinar pelo "oceano". Foram imensas as vezes que parámos os dois em frente a estas enormes janelas e nos sentámos mesmo encostados ao vidro a admirar a beleza daquele lugar, ou para eu poder deliciar-me com as suas explicações biólogas. Essa é outra vantagem do Oceanário da qual já não me recordava: o chão. Alcatifado, o convite perfeito para nos sentarmos como crianças no chão e observarmos tudo ao detalhe, ainda que hajam sempre inúmeros bancos ao longo de todo o percurso para quem não é aventureiro de sentar-se à chinês. Aquilo é tão gigante, tão imenso, tão espaçoso que dá vontade de ter uma porta no vidro que nos pudesse transportar lá para dentro e nos permitisse vaguear no meio da água, observando tudo a milímetros. Suponho que seja essa a sensação mágica que os mergulhadores têm.
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O Oceanário é uma porta aberta para um leque de espécies que não encontramos todos os dias e que nos fazem pensar no quão ínfimos somos. Foi uma aventura inacreditável e eu saí de lá com um sorriso ainda mais rasgado do que aquele com que entrei. O bilhete é caro, mas vale cada cêntimo. Mesmo que já lá tenham ido em miúdos, não é a mesma coisa. Invistam numa visita. Uma visita a sério, com olhos de ver.
sábado, 11 de julho de 2015
TORRES VEDRAS
E o divino aconteceu: puff! Finalmente abriu uma casa de gelados em Torres. Depois da invasão dos bagels e dos chocolates quentes, eis que no Verão uma loja com um espaço super convidativo abriu mesmo em frente à minha antiga Secundária, o que me revolta, é evidente, porque não tinha destas gordices no meu tempo. Bom, isso é mentira porque à volta da minha Secundária é um antro de gordices, mas não dispersemos.
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