sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

WEB || Ouviste Isto? #1


Regressamos com esta rubrica que foi tão bem recebida por vocês na sua data de estreia. Para hoje temos presentes, doenças mentais e indecisões. Um combinado de temas bem variado mas que me conquistou pela pertinência e contemporaneidade. Para ouvir, refletir e aprovar!


Giving Presents | Neste episódio do The Why Factor, explora-se a componente psicológica e cultural de trocar presentes. Para diversas ocasiões e destinatários, um presente é um gesto simbólico que agrega múltiplas mensagens entre quem dá e quem recebe, aproximando ou afastando os intervenientes. Como escolher o presente ideal? E quais são as motivações por detrás de quem oferece um presente? Ou as expectativas de quem o recebe? Agora que sinto que sou mais bem sucedida a selecionar presentes, confesso que adoro dar — e preparar tudo com o maior cuidado e pormenor — mas que também valorizo muito quando recebo, especialmente quando consigo observar que foi um presente pensado com carinho para mim. Há toda uma complexidade psicológica por detrás deste simples e carinhoso gesto e gostei de escutar a desconstrução. Dada esta época natalícia que estamos, de momento, a viver, parece-me o episódio ideal!

What The Joker Gets Right & Wrong About Mental Health and 7 Ways We Can Improve Ours | Escutei este episódio após ter assistido a Joker no cinema e embora a temática tenha arrefecido, continuei a achar pertinente partilhar esta análise convosco, especialmente porque concordo com muitos dos pontos abordados. Saí da sala de cinema em conflito com as mensagens partilhadas no filme; por um lado, entendo e concordo que pode ser redutor olhar para uma doença psicológica simplesmente assistindo a Joker — nesta altura do campeonato, o ideal seria não ajudarmos a perpetuar este preconceito em relação às doenças mentais ou destruirmos a empatia do público para ajudar pessoas com transtornos mentais. Porém, numa perspetiva global, eu achei o filme muito bom e que levanta questões importantes sobre o quanto precisamos de apoiar e quebrar o tabu da doença mental. E este episódio explora estes dois lados positivos e negativos do filme de forma magnífica. Se a temática das doenças mentais vos interessa, este episódio é uma boa aposta.

Living On “The Line” | Megan Tan partilha uma experiência pessoal que creio que muita gente da minha idade possa já ter testemunhado — ou estar a testemunhar: a sensação de estarmos divididos entre oportunidades. O conflito de não sabermos se devemos aceitar uma oportunidade que, à partida, traz estabilidade, dá resposta a todas as questões que as pessoas fazem e tão angustiadamente evitamos responder mas que não nos deixa motivados ou inspirados. Que, no fundo, sabemos que, se aceitarmos, é pelo simples comodismo de termos resposta pronta a todas as perguntas que nos sufocam. A opção B não existe, é um mar de incertezas, transformando este conflito numa indecisão não entre oportunidades mas sim entre aceitar ou não. Sem termos rede de segurança. Foi um relato com que me identifiquei muito e que eu acho que pode ajudar nesta angústia — porque é uma angústia. É um episódio reconfortante.

Qual têm mais curiosidade para ouvir?

1 comentário:

  1. Estava curiosa com o último, pois revi-me nas tuas palavras. Ouvi-o e também me identifiquei muito. Estou, neste momento, a viver uma situação assim, embora já tenha a minha decisão mais ou menos tomada. É terrível esta angústia e toda a pressão que as pessoas à nossa voltam colocam sobre nós com as suas perguntas :\

    ResponderEliminar

Quaisquer comentários que visem a ofender e/ou afectar a minha integridade, dos meus leitores, comentadores, bloggers ou entidades que refiro nas minhas publicações não serão aceites.

Quaisquer questões colocadas serão respondidas na própria caixa de comentários!

Muito obrigada por estares aqui :)