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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

EVENTOS || Salto Tandem 4200 Metros


O meu presente (adiantado) de aniversário, de mim para mim, foi um salto tandem de 4200 metros. Pelo simbolismo do desafio e da vontade de voar, achei que não podia vir de mais ninguém senão de mim própria. E no dia 30 de agosto, às 10 da manhã, estava no aeródromo de Évora pronta para cruzar este desejo da minha lista

O serviço foi fácil de escolher e unânime nas recomendações: Skydive Portugal. A marcação do salto é feita através de um formulário online e podem escolher entre três distâncias: 3000m (a mais apetecida por quem tem mais receios mas desaconselhada porque sabe a pouco - o salto dura cerca de 15 segundos), 4200m (a opção mais popular e a que eu selecionei) e a de 5000m (recomendada para quem vai repetir a experiência). 

Em época de pandemia, os preceitos de segurança e higiene são vários e não me senti insegura em nenhum momento: a temperatura é medida à entrada, só entra no hangar quem vai saltar e os seus acompanhantes, todo o equipamento está embalado e só quem vai saltar é que mexe na roupa e acessórios. Os paraquedistas que nos acompanham no salto utilizam máscara, assim como nós até ao momento do salto, em que podemos retirar. No momento de aterragem, é-vos pedido que voltem a colocar a máscara. 

É difícil descrever uma sensação que nunca antes senti, mas da mesma forma que o procedimento do salto está dividido em três etapas, há três sensações diferentes que imperam durante toda a experiência; um salto em queda livre que nos consciencializa para a fragilidade do nosso corpo numa esmagadora pressão provocada por 200km/h, onde o corpo não acompanha a mente e não temos outra opção senão estar inteiramente conscientes e presentes de todas as sensações do nosso corpo (incluindo a nossa urgência para respirar, como se estivéssemos debaixo de água — a melhor forma que consigo descrever). A abertura do paraquedas foi, para mim, um momento de alívio e total deslumbramento. É o momento mais bonito e tranquilo de toda a experiência, onde podem observar a vista privilegiada e a curvatura do nosso planeta. Foi um momento onde me senti pequenina (no melhor dos sentidos): voltar a percecionar a minha verdadeira dimensão deixou-me de sorriso rasgado (e com algum sossego na ansiedade que co-habita comigo). Houve ainda tempo para piruetas e para o controlo do paraquedas com as minhas mãos. A aterragem é o momento em que nos apercebemos do quanto esta experiência é curta. O paraquedista vai dando instruções para que todo o procedimento seja feito em total segurança. 

Fui para este salto sem nenhum receio mas tinha algumas reservas em relação à descompressão nos ouvidos (que não senti nunca durante o salto, embora sofra imenso em todos os voos) e da utilização de lentes de contacto (que podem usar. Os óculos são bem apertados no vosso rosto para que a pressão da queda não os reposicione e para o ar não secar a vossa vista). 

A sensação é de liberdade total e de coragem. É impossível não terminarmos uma experiência tão intensa quanto um salto de paraquedas sem nos sentirmos (um pouco) invencíveis. As minhas recomendações finais são para que escolham bem o dia do vosso salto (o sonho seria ter feito no meu aniversário mas preferi condições climatéricas mais seguras e perfeitas, como em agosto, e tive imensa sorte, um dia sem nuvens e com os ventos a soprar — literalmente! — a nosso favor) e para que façam apenas a aquisição de serviços extra (fotografia ou vídeo) depois do salto. A captação de vídeo e imagem é sempre feita (independentemente de terem pago ou não o serviço) e podem ver o resultado final (e decidir, então, a aquisição dos conteúdos). No entanto, as fotografias tiradas pelos acompanhantes são permitidas (e admito que achei mais graça a essas). 

Aos 25, decidi voar e foi uma das minhas melhores decisões de 2020. Resta-me agradecer ao Filipe, o paraquedista que me acompanhou nesta aventura e que tirou todas as minhas dúvidas, conseguiu que fôssemos os primeiros a saltar (os primeiros é sempre mais giro e ele queria que um presente de aniversário como este fosse em grande!!!) e tornou toda esta experiência mais confortável e divertida. Não é, de todo, parecido com montanhas russas, mas se gostam delas já é um primeiro passo para gostarem desta experiência! Se quiserem ver um bocadinho mais, há um vídeo de 15 segundos no meu Instagram.

domingo, 5 de janeiro de 2020

EVENTOS || Puzzle Room Lisboa: Lágrima Mortífera


Para cumprir uma tradição que surgiu espontaneamente, celebrámos o Natal juntas num escape room. A nossa estreia foi aqui e, desta vez, graças a um giveaway, tínhamos o local selecionado e restava-nos escolher o jogo.

O serviço foi o Puzzle Room, perto do Hospital de Santa Marta, na Avenida da Liberdade. O jogo selecionado foi o Lágrima Mortífera. A expectativa era elevada, uma vez que este jogo reservava um pormenor inédito: era um street escape, o primeiro em Portugal. Os nossos desafios e pistas localizar-se-iam pelas ruas de Lisboa e não num espaço fechado, como é habitual.

Através de um tablet e algum contexto fornecidos pela equipa do Puzzle Room, estávamos prontos para iniciar um novo desafio. Tudo é explicado e preparado na perfeição para que a experiência corra bem e nunca percam tempo em contratempos. Recomendo para este desafio em particular calçado confortável, já que vão circular.

A sensação foi unânime; embora tenha sido divertido e irreverente realizar cada desafio no exterior, o jogo tem muito potencial para melhorar. A identificação de cada pista e a própria performance digital são competentes mas, no final, concluímos que o envolvimento dos jogadores na história não é muito forte e que as próprias pistas e relação entre elas não tem grande nexo — um elemento fundamental para nos sentirmos dentro da história. 
A nível de percurso, a desilusão, infelizmente, manteve-se; sabemos que o tempo é limitado — afinal de contas, é um desafio — mas tendo em conta a incrível cidade de Lisboa, cheia de pontos fantásticos e histórias lendárias, seria mais inteligente explorar e potenciar melhor essa particularidade, não cingindo o jogo a umas voltas na Av. da Liberdade.

No final, divertimo-nos e não escapámos por uma questão de minutos. O Lágrima Mortífera vence pela irreverência do desafio mas, admitimos, esperávamos mais. O Puzzle Room dispõe ainda de outros desafios em circunstâncias mais tradicionais, portanto, embora não recomende de olhos fechados este, talvez os outros jogos sejam mais imperdíveis. Vale a pena destacar o profissionalismo dos funcionários do serviço que não tiveram problemas em remarcar o jogo quando surgiu um contratempo na véspera e que nos abriram portas com a maior simpatia.

Desafio Escolhido: Lágrima Mortífera — outros desafios: O Assalto, Ilha Perdida, O Assalto Junior (indicado para crianças), Ilha Perdida Junior (indicado para crianças), Assalto XL
Custo: 13€ por pessoa (grupo de cinco)
Rua do Passadiço, 142, 1150-256,
Lisboa

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

EVENTOS || Feliz Natal!


Gosto sempre de aproveitar os pequenos momentos de calmaria para me reunir brevemente convosco e partilhar uma mensagem de Natal. O dia começou com presentes para a Belka e com um Sol que premeia a azáfama no mercado a comprar os ingredientes frescos para que a mesa de Natal, essa, seja perfeita. Sem ansiedade com os presentes, todos eles selecionados e preparados há muito. Por aqui, reina um caos coordenado.

O palco principal é a cozinha, com transições entre o fogão e o forno. Pausas estratégicas para responder a uma mensagem ou atender a chamada de quem não vai celebrar o Natal ao nosso lado — mas no nosso coração, sim. O menu está escolhido e cada elemento tem uma receita para preparar, mas isso não nos impede de espreitar os filmes de Natal, de vez em quando. O dia 24 passa sempre com muita rapidez, à medida que a mesa se vai enchendo de entradas, elementos decorativos, pratos gostosos e, mais tarde, pessoas queridas. Sem faltar a das sobremesas, a mesa mais aguardada da quadra. 

O Natal nunca vai ser o que era. Mesmo quando for tudo o que deveria ser. Porque o Natal está envolto numa magia que o torna sempre inatingível. Há sempre elementos que faltam, uma dose de inocência que a maturidade leva connosco, uma variável de distanciamento dos desastres do mundo (o nosso e o que habitamos) que raramente conseguimos concretizar. O Natal perfeito faz parte apenas do nosso imaginário. Mas como é bom o Natal real, quando nos permitimos a assumi-lo. Saber que não é perfeito, mas é bom. Que sobram cadeiras na mesa, mas que não estão vazias, nunca. Pelo contrário, essas pessoas nunca estiveram tão presentes (na nossa memória e corações). Saber que não conseguimos que cada detalhe seja impecável, mas ter a certeza de que foi tudo preparado com carinho. Que a vida não está perfeita mas que há momentos como este para nos realinharmos e ganharmos forças para que venha a ser. Rir dos imprevistos, dos desastres, do que de bom aconteceu, este ano. Comer sem culpa, abraçar sem pudor, oferecer sem meios a medir. O Natal nunca vai ser o que era mas é muito bom. É só deixarem-no acontecer, tal como ele é. Abraçar cada momento banal, lembrar cada acontecimento especial. Fazer dele o melhor Natal imperfeito. Porque é mesmo disso que precisamos: o Natal mais imperfeito do mundo. 

A todos os meus leitores, desejo um Feliz Natal, do fundo do coração. Um abraço apertadinho com a certeza de que esta época já é especial por cada um de vocês existir.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

EVENTOS || The World of Hans Zimmer


The World of Hans Zimmer arrancou em 2018, na Alemanha — terra mãe do compositor —, e passou por Lisboa, em Abril. Estava conformada que o meu caminho não se tinha cruzado com o de Hans Zimmer — cujos bilhetes voaram! — quando dei de caras com o anúncio do lançamento de uma data extra, em Dezembro. Não precisava de mais sinais — e não me permiti a pensar duas vezes: comprei com oito meses de antecedência.

Casa cheia — esgotada, uma vez mais! — no Meo Arena para fazer parte desta tour estrondosa que terminou na nossa capital. Conduzida por Gavin Greenaway — o Maestro que conduziu quase todas as produções do compositor alemão — e com a direção e curadoria de Hans Zimmer, fomos agraciados pela orquestra bielorrussa de Bolshoi e pela equipa de músicos de eleição de Hans Zimmer. Foram estes últimos que protagonizaram os solos dos mais variados instrumentos — começando na flauta, terminando no violoncelo.

Hans Zimmer tem marcado a sonoridade do cinema e sou fã incondicional desde miúda. O seu trabalho tem feito parte dos mais variados projetos, desde os mais ambiciosos e memoráveis, como ‘Rei Leão’, ‘Interstellar’, ‘O Código Da Vinci’ ou ‘Inception’ aos mais inesperados e divertidos, como ‘The Holiday’, ‘Piratas das Caraíbas’ e ‘O Panda Kung Fu’. Nenhuma das suas composições é preparada ao acaso. Cada uma tem uma história e significado importantes na sua carreira e na própria obra que sonorizou. Esses detalhes são partilhados durante o concerto, numa curta entrevista gravada, dirigida por Hans Zimmer com os seus amigos e colegas que fizeram parte dos filmes que constam nesta celebração.

Magistral será dizer pouco, especialmente para quem adora música instrumental — como eu, mas isso não é novidade para vocês. Não faltaram os grandes êxitos — embora eu tivesse trocado ‘Madagáscar’ por ‘Interstellar’ sem remorsos, uma vez que foi um dos seus trabalhos mais extraordinários e que nem uma música figurou — e as projeções visuais dos filmes atrás da orquestra deram força, contexto e beleza às músicas que foram passando e encantando o público. Cada uma delas deslumbrou-me mas dou o merecido destaque às músicas que mais me emocionaram: ‘Rush Suite’, ‘Spirit Suite’, ‘Oogway Ascends’, ‘The Lion King Suite’, ‘Time’ e ‘Pirates of Caribbean Suite’.

No total, o programa ficou completo com 22 músicas numa noite que não só celebrou o talento de Hans Zimmer como reforçou a importância da música no cinema: mesmo que não sejam ávidos ouvintes de música instrumental, é inegável que muitas destas aclamadas obras não seriam tão memoráveis, emocionantes ou competentes se não tivessem uma extraordinária banda sonora a acompanhar.

Para quem terminou este artigo com o coração apertadinho — como eu fiquei, em Abril — trago duas notícias boas para vos deixar mais animados; a primeira é que todo este concerto já foi gravado ao vivo e está disponível no Spotify para ouvirem — embora a orquestra seja a de Viena e, confesso, gostei mais da prestação da orquestra de Bolshoi. A segunda é que o compositor já tem uma nova tour preparada — e esta já é presencial — e com bilhetes à venda. Ainda não há informação de que passe por Portugal mas não imagino nada melhor do que programarem uma escapadela por uma capital europeia e que culminem a viagem com um concerto deste compositor soberbo. Se tiverem oportunidade, vale cada cêntimo. Estou feliz por ter tido o privilégio de ouvir estas obras de sempre ao vivo.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

EVENTOS || Christmas Bucketlist 2019


Os planos de Dezembro...! Para passear, desfrutar, assistir e experimentar na época mais mágica do ano. Já começa a ser tradição por aqui partilhar os planos reservados para o mês natalício. Por vezes, ambiciosos demais para tão pouco tempo — e para tantos almoços, lanches, jantares e ceias de Natal — mas é inevitável; por todo o lado, fervilham eventos, lugares e experiências a não perder. E nós alinhamos com vontade de tornar cada dia de Dezembro memorável. 

terça-feira, 19 de novembro de 2019

EVENTOS || Aprovada!


No dia 14 de Novembro acordei no belo Porto para finalmente concluir a etapa que protagonizou todo o meu ano — e que justificou a ausência mais acentuada neste mês: as minhas provas de habilitação profissional.

Sempre defendi que queria que cada um dos meus percursos, por mais simples que fossem, fizessem sentido. Sentido com os meus valores e princípios, com as minhas expectativas da profissão, com a fase de vida em que me encontrava. Isto é mais fácil de dizer do que de concretizar e levou-me a um caminho quase desencorajador de nãos, silêncios e mudanças abruptas no trajeto. Durante todo este tempo, não parei quieta e não desisti.

A minha graduação faz parte da área da saúde e eu sempre a observei com muita nobreza; há humanidade na saúde, é algo que digo com frequência. Umas vezes como afirmação, outras vezes como prece. E eu fiz questão de o provar, todos os dias. Nunca me faltou rigor e profissionalismo, mas também nunca me faltou empatia. E as três podem conviver perfeitamente quando sabemos em que altura as aplicar.

Encarei cada etapa com o nervosismo próprio de quem tem muita gente para não desiludir — incluindo a si próprio. Mas também fui segura de que, corresse como corresse, tinha dado o meu melhor, fui a profissional que sempre admirei nos outros e senti o peso da bata branca. E isso já ninguém me tirava. Tive orgulho em quem fui e no que fiz. Os resultados foram apenas um reflexo disso.

Por vezes, tenho medo de afirmar isto que supracitei. Tenho medo de transmitir uma arrogância que em momento algum conviveu comigo. Muito pelo contrário. Mas não consigo esconder a satisfação por ter feito bem. Por ter feito como queria — não por capricho mas por princípio. Não para contrariar a maré mas para remar no trajeto certo. A sensação de dever cumprido, a sensação de ter feito a diferença, a sensação de ter feito desta etapa fundamental uma boa etapa de aprendizagem e amadurecimento pessoal e profissional só pode ser superado por uma sensação: a de cumprir bem o dever.

Estou de volta. Mais feliz. Mais profissional. Mais crescida, também. Tão bom.

sábado, 19 de outubro de 2019

EVENTOS || "Surpresa!"


Às oito da noite de quarta-feira, o Diogo veio buscar-me para jantarmos juntos no meu aniversário. Afinal de contas, eram 25 anos e, embora este mês esteja a ser registado por caos, stress, estudo e papelada — e uma melancolia à mistura —, não podia passar incólume. Estava sem energia para preparar qualquer festa, especialmente a uma quarta-feira à noite, mas o Diogo convenceu-me a irmos jantar juntos. Ao longo da semana, fui tranquilizando os meus amigos de que, embora não houvesse festa na agenda, encontrar-me-ia com eles brevemente. Eu não suspeitava de nada

domingo, 25 de agosto de 2019

EVENTOS || Anavitória nas Festas do Mar 2019


A minha estreia nas Festas do Mar, em Cascais, foi marcada no dia 22 de agosto com o único propósito de assistir, de novo, às Anavitória. Depois do concerto sublime e intimista que tive a oportunidade de assistir em 2017, no show-case da FNAC, a vontade de as ouvir ao vivo mais uma vez era tremenda, especialmente desde o lançamento do seu mais recente trabalho.

Com a brisa do mar bem próxima do recinto e um clima de noite tropical, Cascais recebeu a dupla brasileira de braços abertos e entusiasmo na voz. Não consegui evitar não comparar os dois concertos e embora ache que o espetáculo da FNAC (íntimo, para um público pouco mais extenso que cinquenta pessoas) combinasse mais com o seu estilo, foi interessante observa-las num registo mais monumental. Ainda assim, alguns elementos mantiveram-se fieis em ambos os concertos, entre eles o guarda-roupa a preto e branco, os pés descalços e a conversa doce entre músicas. A setlist incorporou os dois álbuns e nenhuma música mais popular ficou esquecida. Embora o clima fosse inteiramente de festival (e um pouco mais impessoal) as vozes delicadas e meigas da Ana e da Vitória aproximaram-me do palco e trouxeram um quentinho no coração que evaporou o cansaço de um dia de trabalho. 

Terminei o concerto feliz, grata por as poder ouvir de novo e com saldo positivo deste evento estival. Foi a minha primeira vez nas Festas do Mar mas o ambiente alegre, o cartaz inteligente e a entrada gratuita despertaram a minha atenção para edições futuras. Obrigada, Leonor, pelo aviso!

segunda-feira, 20 de maio de 2019

EVENTOS || Modo Voo


No passado dia 11 de Maio, no Bang Venue, assisti a Modo Voo, o mais recente espetáculo de stand-up do Guilherme Geirinhas. Foi a primeira vez que fui a um evento de comédia e, reconheço, as expectativas estavam altas, especialmente porque acompanho com uma certa regularidade o trabalho do humorista  pelas suas redes, pelo Youtube, até mesmo pelo podcast, que já vos recomendei aqui

Com todo o cuidado cénico  e que merece ser destacado , o Guilherme leva-nos numa viagem por alguns dos assuntos que mais o intrigam, entre momentos altamente pensados e ocasiões de improviso. Não quero revelar muito quais são os temas porque acho que este efeito surpresa também faz parte da riqueza do espetáculo mas devo confessar que os meus momentos preferidos foram, na verdade, aqueles em que o senti a improvisar e a desfrutar do momento com o público. O seu humor é inteligente e, embora tenha sentido que algumas piadas ou temas já eram um pouco datados, o momento de boa disposição que me proporcionou foi incrível e permitiu-me desligar do mundo lá fora.

Não posso deixar de destacar o último segmento relativo à ansiedade. É onde sinto que o Guilherme se colocou na posição mais vulnerável para fazer humor. Mesmo sabendo que ele não procura ser bandeira da causa, é um alívio poder encontrar comédia num assunto que tanto me diz e sensibiliza. Foi o meu momento preferido da noite e sinto que valeu pelo bilhete inteiro. Saí desta viagem satisfeita, bem disposta e contente por termos tantas boas apostas nacionais na comédia. Foi a minha estreia e certamente não quero que fique por aqui.

sábado, 18 de maio de 2019

EVENTOS || Bênção das Fitas do Boss AC

Este sábado, o meu último Afilhado celebra a sua consagração como Finalista, de pasta pronta e Fitas a postos. É, por isso, também a minha última cerimónia, a que definitivamente encerra as minhas funções oficiais enquanto Madrinha e o término da minha última ligação académica.

É provável que ele não se aperceba do quanto é um momento emotivo para mim — o que faz todo o sentido, visto que é o momento dele, não meu — mas não posso deixar de pensar em como o tempo voou. Quando o Rui se sentou na minha capa, em 2015, eu tinha muito medo de falhar, especialmente porque era o meu ano de Finalista e isso significava que não o ia poder acompanhar tão de perto academicamente. Aceitei-o porque o meu Padrinho fez o mesmo comigo: era a sua última Afilhada e a minha carta foi irresistível. Senti o mesmo que ele sentiu e acolhi o Boss AC com a determinação de que ia estar o mais presente possível. Acho que levei tão a sério a tarefa que este acolhimento académico maternal resultou numa amizade gigante.

Ele era um simples caloiro na minha Bênção e perdi a conta das vezes em que, de lágrimas nos olhos, lhe disse 'ri-te agora, num piscar de olhos estás tu deste lado'. Escusado será dizer que as Madrinhas têm sempre (SEMPRE!!!) razão e lá vai ele encerrar a sua etapa académica, depois de me ter enchido de orgulho, depois de lhe terem passado a Presidência, depois de 4 anos de investimento.

A saudade académica desinflama à medida que os anos passam e cada vez mais concordo com a minha decisão de ter deixado definitivamente tudo e de não ter perpetuado uma etapa que já não fazia sentido na minha vida — embora tenha sido uma das mais especiais. Irei para a sua Bênção com a sensação de dever cumprido, observando-o de capa negra — como eu fui — sabendo que a minha está sempre nos seus ombros. Mesmo não estando fisicamente. É o fechar de etapa para ele e para mim, que me deixa sempre com uma lagrimita no olho — à qual ele já está mais do que habituado — mas com aquele sorriso de missão cumprida que só uma Madrinha que sabe que tudo fez e tudo deu pode ter. Parabéns, coração.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

EVENTOS || Novo Amor no Lisboa ao Vivo


Após tantos anos de espera e perguntando-me quando o iria ver, eis que Novo Amor decide dar um espetáculo no Lisboa ao Vivo, num ambiente absolutamente intimista e repleto de fãs do multi-instrumentista discreto. E se, por si só, isto não podia ser mais incrível, eis que assisti a este concerto na companhia do Melvin, que tinha um blog que eu comecei a seguir justamente por ser a primeira pessoa que eu conhecia a gostar de Novo Amor, como eu — o melhor da Blogosfera são as pessoas!

Com um cenário simples e despretensioso — à sua medida — Ali John Meredith-Lacey subiu ao palco na companhia de Ed Tullett e dos restantes elementos da sua banda para nos encantar com as músicas que todos trauteámos baixinho. O sistema de som do espaço não é o mais favorável, há que admitir, mas perante tanta qualidade vocal e instrumental, o talento superou, para não falar da emoção de tantos fãs que se sentia à flor da pele. O ambiente familiar desinibiu um pouco o cantor, que até nos pediu para lhe colocarmos questões!

Admiro artistas com talento e que posso reconhecer em palco, e Novo Amor é um deles. A sua voz é melódica, até a poucos metros de distância, e procurou agradar todos os fãs saltitando entre álbuns e EP. Estavam reunidas as condições perfeitas para um concerto especial, próximo e inesquecível, e assim foi. Estou radiante por finalmente poder ter visto um dos meus artistas preferidos ao vivo e que tenha sido assim, num contexto pouco megalómano e com o à vontade que só se consegue ter em salas pequenas. O melhor momento da noite? Quando ele cantou Seneca, onde não consegui esconder as minhas lagrimitas e viajei automaticamente para a luz dourada de Tromsø. Quando ele voltar, não o deixem escapar.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

EVENTOS || Maro no CCB


No dia 5 de Janeiro, o Pequeno Auditório do CCB recebeu a artista Maro numa sessão esgotada. A casa encheu para ouvir a voz doce e muito melódica da artista que escolheu a capital para estrear a sua nova digressão, 'The Jukebox Tour'.

A sala pequena garantiu o espetáculo intimista que se deseja num concerto assim e o ambiente foi extraordinário do início ao fim. A timidez de Maro a interagir com o público e a reagir ao seu próprio concerto apenas tornou o evento mais autêntico e honesto, sem pretensões. Com uma banda talentosa e divertida, 'The Jukebox Tour'  é um espetáculo que prima pela originalidade: a cantora apresenta, ao longo do concerto, 42 temas dos três álbuns já lançados — 'MARO', 'MARO & Manel' e 'it's OK' — sendo que 20 deles são escolhidos por votação do público, um mês antes do evento. Com praticamente todas as opções ao dispor, Maro procura tornar os seus concertos mais personalizados às vontades do seu público e também descobrir o contraste bonito entre aquelas que a própria considera as suas canções preferidas e as favoritas dos que a acompanham e apreciam a sua música.

Foram duas horas de concerto deliciosas que apenas comprovaram o quanto Maro merece crescer e ser reconhecida enquanto artista. Alguns dos meus momentos preferidos foram 'It Will Get Better', música dedicada à mãe de Maro e que a artista fez questão de lha cantar, o ambiente animado proporcionado por 'P'ra Onde Vai o Tempo' e, como não podia deixar de ser, quando tocou algumas das minhas canções preferidas: 'Deixa', 'Still Feel It All', 'O Que Será de Ti' e 'Não Faz Sentido' — a minha queridinha e a mais votada do público. Não percam as datas futuras.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Feliz Natal!


Dia 24 é um dia onde o tempo se desdobra e, por aqui, é (mais um) dia da família. O calendário do advento revela o último chocolate, mas os desejos docinhos não terminam por aí. A casa fica cheia de pessoas, conversas, comandos — 'preciso de açúcar!', 'traz a travessa', 'onde deixaste a canela?' — e cheiros.

Acho que, mais do que tudo, adoro os preparativos. A algazarra na cozinha, o tempo de antena do forno que se divide entre pratos salgados e sobremesas, as compras de última hora, do ingrediente que ninguém lembrou ou do doce que há muito estava encomendado, sem falta. Este ano, para mim, será ainda mais especial porque, pela primeira vez, vou fazer um dos pratos da ceia. Quis ficar encarregue do bacalhau com natas, este ano, e embora o meu fascínio pela cozinha permaneça em unidades negativas e o meu talento não tenha surgido, ainda, fico feliz por poder contribuir com mais um prato para a mesa, da minha autoria. Será um desafio, para mim, que terei todo o prazer em ver cumprido, fique a iguaria como ficar. E se me acompanham há algum tempo, sabem que este é um grande acontecimento!

Trocamos as últimas mensagens de Natal entre os amigos que queremos tanto bem e espreitamos os filmes de Natal sempre que temos oportunidade. Há uma logística na hora de colocar tudo no carro e rumar ao palco de toda a ceia. Pela janela do carro, observo a cidade a sossegar e a luz amarelada das casas que recebem os seus convidados preferidos.

Recordo sempre os que cá não estão. Os que amavam o Natal como eu amo. E a falta que fazem à mesa, à conversa, à ocasião. A falta que fazem sempre. Mas é também por isso que gosto que o Natal seja um momento inesquecível de carinho pelos outros, de gestos bonitos e altruístas, de total ausência de temas supérfluos e pouco urgentes; para que nós, que ainda cá estamos, possamos viver cada Natal com encanto e um sorriso no rosto. Para que o possamos recordar todos juntos com alegria e desfrutar da presença uns dos outros enquanto podemos sentar todos à mesa.

Por aqui, os presentes são abertos dia 25, entre pantufas, chá e pequenos-almoços pouco nutritivos e muito saborosos. Os embrulhos são rasgados entre olhos ensonados, lareira acesa, filmes de animação e pijamas fofinhos. Os mais especiais, os mais sentidos, os que foram escolhidos com carinho para o outro, têm sempre o poder de despertar.

O almoço de Natal começa tarde mas muito ansiado. Uma mistura de novos pratos com o que restou da noite anterior, uma mistura que os mais velhos dominam e os novos aprendem a fazer as melhores combinações. Não há regras, e é tão bom...! Entre fatias, tacinhas e outras sobremesas, assistir a Música no Coração com a avó é obrigatório e aguardo sempre com carinho esse momento.

Assim é o meu Natal. Simples, sem tradições extraordinárias, mas que serve perfeitamente para me sentir satisfeita e feliz com a época. E eu espero que o vosso Natal também vos faça sentir assim: satisfeitos, contentes, plenos.

A todos os leitores do Bobby Pins, eu desejo em Feliz Natal e envio um abracinho a cada um de vós. Que seja uma ocasião de enorme alegria e memórias bonitas para todos!

domingo, 23 de dezembro de 2018

EVENTOS || As Luzes de Natal

 

Por mais cansativo que seja, sou feliz por dividir a minha vida em três lugares diferentes, especialmente na época de Natal, onde posso reunir-me com as minhas pessoas para fazer um passeio lento pelas ruas e encontrar as mais bonitas luzes de Natal.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

EVENTOS || Para Fazer em Dezembro


Dezembro está sempre recheado de coisas incríveis a acontecer em todo o lado e que não quero perder. É a ocasião ideal para encerrar um ano em grande, tenha sido ele bom ou mau; não há nada melhor do que atividades marcadas na agenda, eventos bonitos, encontros com as nossas pessoas e momentos especiais. Estas são algumas das coisas que quero fazer no último mês do ano e que, se me permitirem, podem também servir como sugestões imperdíveis!

Mercados de Natal
Natal casa tão bem com os inúmeros mercados e mercaditos espalhados pelas cidades, recheados de artigos de autor, marcas diferentes e ideias incríveis para presentes únicos de última hora — ou mais especiais. Paira uma certa magia e bom ambiente no ar. Tenho imensa pena que ainda não tenhamos mercados de Natal ao nível do que se vê — e baba! — pela Europa fora, mas todas as banquinhas são bem vindas. No ano passado, Torres esmerou-se com um mercado de Natal pequenino mas amoroso e, este ano, vou repetir o circuito por Torres, Lisboa e Sintra. Lá estarei em parelha com a minha mãe — a parceira perfeita para ver mercadinhos — ou a braço dado com o meu amor, para combinar com a doçura do ambiente!

Patinar no Gelo
Fui patinadora artística noutra vida e só tenho como revelar este talento escondido em Dezembro. Sou louca por pistas de gelo e, mesmo com algumas quedas bem cómicas, não consigo deixar passar a atividade. Não há nada mais natalício do que deslizar numa enorme placa branca e gelada, ao som das melhores canções de Natal e com centenas de luzinhas adoráveis espalhadas por todo o lado. Com pistas mais populares e outras mais sossegadas — e o segredo é saber encontrá-las ou aproveitar determinadas horas do dia — e com opções pagas ou gratuitas, estou pronta para calçar os meus patins e rodopiar como uma princesa do gelo. De preferência, com um chocolate quente no final da aventura.

Ver as luzes de Natal
O bom de dividir a minha vida em três lugares especiais — Torres, Lisboa e Sintra — é que tenho três sítios diferentes para me deslumbrar e observar as luzinhas de Natal. Vagarosamente, com uma bebida quentinha nas mãos, com os olhos a brilhar e pronta para desfrutar de todas as decorações ao virar da esquina. Se possível, com uma companhia incrível para dividir todo o encanto da cidade e para partilhar conversas animadas.

Assistir ao filme 'Fantasia'
No ano passado, o CCB transmitiu o filme 'Mary Poppins' numa sessão de cinema no Grande Auditório, mas só tive conhecimento já muito em cima da hora e os melhores lugares já estavam selecionados. Este ano, voltam a repetir a dose, desta vez com um dos filmes de animação que me é mais querido: o filme 'Fantasia', na versão de 1940, com os contos icónicos 'Quebra-Nozes', 'O Aprendiz de Feiticeiro' ou 'Sinfonia Pastoral'. Foi o meu presente de Natal com a Matos e estamos prontas para voltarmos a ser crianças juntas e nos deliciarmos com um clássico de infância, desta vez, no grande ecrã.

Escrever postais de Natal
Sempre gostei de deixar junto ao presente um cartão com uma mensagem personalizada e especial para as minhas pessoas, mas nunca tive o ritual de enviar um postal de Natal pelo correio e este ano achei que seria a altura perfeita para o fazer. Já tenho o meu kit a rigor e quero escrever cada cartão com todo o carinho, cuidado e atenção, juntando um miminho muito singelo, só para dar uma graça extra ao gesto. Estou tão entusiasmada com as minhas escolhas que só penso que eu iria adorar receber um envelope de Natal na minha caixinha também. Por vezes, é muito fácil fazer um gesto carinhoso, só temos de ter vontade e empenho para ir mais além.

Receitas de Natal
A minha relação com a Yämmi continua doce e inseparável. Conto com ela para me auxiliar — o termo ideal é mesmo 'safar' — na hora de fazer algumas refeições ou quando preciso de me livrar da ansiedade (fazendo bolos, como sempre). Este ano, e sem pressões, gostava de experimentar uma receita de Natal. Sem finalidade em particular nem para ninguém em especial, apenas para provar novos sabores que prometem trazer-me recordações bonitas desta época tão encantadora. Já tenho algumas receitas gostosas debaixo d'olho, entre elas, um bolo de chocolate branco com pistachios, uma tarte de limão e merengue — cuja foto da receita me fez recordar imenso a tarte de limão que costumamos comprar n'O Império, todos os Natais, pelo que estou com expectativas elevadas —, um red velvet ou umas bolachinhas de chocolate. Um deles, em princípio, verá a luz do dia pelas minhas mãos.

Assistir ao filme 'O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos'
A minha tradição de Natal preferida sempre foi assistir a um bailado. Gostava de reservar essa atividade com a minha companheira de bailados preferida, a minha avó. É uma data pela qual sempre ansiámos e deleitavamo-nos a escolher qual seria o próximo bailado que iríamos assistir, tornando o evento ainda mais especial porque acontecia nestas circunstâncias bonitas. Porém, este ano a minha melhor companheira não está na melhor disposição para me acompanhar — e a sua justificação é mais do que válida — e, por isso sinto que iremos deixar passar a tradição. Olho com uma certa pena para todos os eventos que surgem nas agendas digitais, especialmente porque, este ano, a Companhia de Bailado Russa vem cá a Portugal e traz O Lago dos Cisnes consigo — o bailado que mais morro de amor. Mas terá de ficar para uma outra ocasião onde possamos desfrutar as duas, juntinhas (aproveitem vocês por mim, se puderem, sim?). Embora não seja a mesma coisa — e sinta que me vá desiludir muito — decidi, em alternativa, que quero assistir à mais recente adaptação da Disney ao bailado O Quebra-Nozes. É o meu preferido e já existem milhares de adaptações — algumas maravilhosas — portanto, as expectativas estão altas. Com pipoca, claro!

Quais são os vossos planos de Dezembro?

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

GIFT GUIDE || Até 10 Euros!

Estreei-me no universo dos Gift Guides no ano passado com um propósito: mostrar-vos uma série de artigos cheios de personalidade, com um toque irreverente e único, até 10 euros. Julgo que esse Gift Guide foi um sucesso — recebi alguns comentários, mensagens e até pessoalmente a dizer que realmente tinham seguido as minhas sugestões o que, tendo em conta o conceito da publicação, se pode considerar um sucesso! Este ano, perguntei-vos se gostariam que repetisse a dose e a resposta afirmativa foi esmagadora; nunca tinha recebido tantas participações numa sondagem do Instagram!

O prometido é devido e, receosa que este não ultrapassasse o primeiro, esmerei-me. Modéstia à parte, gosto ainda mais do Gift Guide deste ano. Ao todo, são quase cinquenta sugestões de presentes até dez euros para arrasarem naquela lembrancinha, no pormenor que vos falta para terminar o presente, ou para vos inspirar no (odioso) Secret Santa. Confesso, fiquei surpreendida e orgulhosa com o resultado final. Espero que gostem e que vos seja útil!


1. Quadro PRIMARK - 7€ // 2. Caixa com espelho interior LOJA CASA - 7,99€ // 3. Conjunto caneca e meias Dobby PRIMARK - 10€ // 4. Caixa LOJA CASA - 8,99€ // 5. Jogo PRIMARK - 10€ // 6. Anel PARFOIS - 5,99€ // 7. Big Magic WOOK - 10€ (ao comprares o livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins. Review do livro aqui)  // 8. Tote bag STRADIVARIUS - 9,99€ // 

9. Etiqueta para bagagem MR. WONDERFUL - 7,95€ // 10. Porta-chaves sortido da Funko CLAIRE'S - 9,99€ // 11. Brincos H&M - 7,99€ // 12. Capa com unicórnio WOMAN'S SECRET - 4,99€ // 13. Caneca PRIMARK - 7€ // 14. Agenda STRADIVARIUS - 9,99€ // 15. Caixa rendilhada ZARA HOME - 9,99€ // 16. Lip gloss RITUALS - 8,50€ // 

17. Loção corporal e de mãos LUSH - 5€ // 18. Capa para passaporte RITUALS - 10€ // 19. Decantador LOJA CASA - 9,99€ // 20. Conjunto creme de mãos e manteiga labial THE BODY SHOP - 10€ // 21. Quadro LOJA CASA - 3,99€ // 22. Petite PANDORA - 10€ // 23. Lightbox LOJA CASA - 7,99€ // 

24. Copo portátil BAIRRO ARTE - 7,90€ // 25. Bloco LOVELY STREETS - 9,80€ // 26. Bolsa WOMAN'S SECRET - 6,99€ // 27. Peluche Stitch DISNEY STORE - 8€ // 28. Bilhete sessão especial de cinema 'Fantasia' (1940) no CCB (28 de Dezembro) - 7€ // 29. Moldura ZARA HOME - 9,99€ // 

30. Quadro cortiça LOJA CASA - 9,99€ // 31. Almofada H&M HOME - 7,99 // 32. Eleanor & Park WOOK - 10(ao comprares o livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins. Review do livro aqui) // 33. Candeeiro LOJA CASA - 7,99€ // 34. Caneca BAIRRO ARTE - 6,99€ // 35. Brickheadz DISNEY STORE - 10€ // 36. Estojo SPRINGFIELD - 9,99€ // 37. Auscultadores PRIMARK - 6€ // 38. Planner STRADIVARIUS - 9,99€ // 

39. Jogo Sushi Go! WORTEN - 9,99€ (Review aqui) // 40. Creme corporal reafirmante THE BODY SHOP - 7,43€ // 41. Porta-cartões MANGO - 4,99€ // 42. Colar PARFOIS - 7,99€ // 43. Esfoliante RITUALS - 10€ // 44. Cesto H&M HOME - 7,99€ // 45. Capa PARFOIS - 8,99€ // 46. Conjunto gel de duche, esponja e manteiga corporal THE BODY SHOP - 9€ // 47. Bolsa WOMAN'S SECRET - 7,99 // 48. Brincos PARFOIS - 4,99€

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

EVENTOS || Festa do Cinema


Adoro ir ao cinema. Chega a ser quase irónico porque a sétima arte não é a que mais cativa a minha atenção, mas quando se trata de cinema, deliro. Gosto de cumprir todo o ritual: comprar menu grande de pipocas, ver os anúncios todos, os trailers do que está por estrear (...), mas a minha carteira não aprecia muito os preços e, embora existam sempre promoções ou cartões para aligeirar, sou cada vez mais criteriosa no que quero assistir.

A Festa do Cinema deixa um sorriso no rosto a todos os amantes de idas ao cinema, como eu sou. A partir de hoje e até quarta-feira, todos os bilhetes de sessões de cinema 2D em todas as salas de cinema do país vão custar apenas 2,50€. Uma iniciativa que procura aproximar, de novo, todos os públicos às salas de cinema desde 2015 e que tem sido um sucesso, ano após ano. Julgo que aproveitei todas as edições, exceto a do ano passado. Pela primeira vez, está a ocorrer mais tarde, em Outubro.

É o plano perfeito para iniciar a semana e colorir a rotina, e, obviamente, irei aproveitar. Tenho-me guardado para assistir a alguns filmes que, agora, vou poder ver a um preço mais acessível. Por aqui, andamos de olho n'O Primeiro Homem na Lua e Assim Nasce Uma Estrela!

sábado, 4 de agosto de 2018

EVENTOS || Concerto Carolina Deslandes 2018


Depois da barriga cheia que foi 2017, não tinha concertos previstos para este ano, pelo que foi uma agradável surpresa ver-me, a 20 minutos de começar, a dirigir ao palco do Forum Summer Sounds, um evento promovido pela RFM e pelos Fóruns Sintra e Montijo onde cada dia era dedicado a um convidado musical, com entrada gratuita. Achei que esta era a oportunidade perfeita para finalmente assistir ao vivo a Carolina Deslandes.

Com uma decoração de palco minimalista e florida, a Carolina surgiu em palco aos som dos acordes de 'A Miúda Gosta' — uma das minhas, senão a favorita do álbum —, com um vestido florido, uma barriguita feliz e desmaquilhada. Confessou-nos que este era o primeiro concerto onde se sentiu suficientemente confiante para se apresentar a nós de rosto natural. E sentiu-se também à vontade connosco para cantar para nós uma música que já tinha retirado do repertório dos seus concertos: 'Heaven'.

Com uma banda fantástica cheia de jazz e com a sua voz delicada e característica, todos nós fomos cantando as suas músicas. Nas pausas, contava-nos histórias e curiosidades sobre as suas canções ou concertos, respondia com ternura às crianças que gritavam pelo seu nome e devolvia sempre os 'olás' que escutava perdidos na multidão. Foi um momento tão quentinho, tão bonito e tão adorável que temos vontade de guardar numa caixa para que nunca se perca.

Pude cantar as minhas músicas preferidas, emocionar-me e rir-me com ela, dançar e desfrutar de um concerto que efectivamente nos deixa felizes e entretém. É impossível sair de lá sem um sorriso escancarado no rosto e de alma quentinha. O seu concerto envolve tanta ternura e musicalidade que se torna memorável e cheio de qualidade. Fazia parte dos meus planos assistir a um concerto dela e não estava à espera que acontecesse tão cedo. Fico feliz por não ter deixado escapar esta oportunidade. Não deixem a vossa escapar também.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

EVENTOS || Bloggers' Open World Awards 2018


Ontem marquei presença no Ministerium Club para representar o Bobby Pins como Finalista da Categoria Open World no concurso Open World Awards da Momondo. Apresentado pelo Fernando Alvim — que foi conduzindo a noite com boa disposição —, não faltavam referências aos merecidos blogs Finalistas nem fontes de entretenimento para todos os convidados (várias polaroids com a imagem dos blogs espalhadas pelas paredes e mesas, uma zona com photobooth, bar aberto...).



Para casa não trouxemos nenhum prémio, mas trouxe muitas outras coisas que foram muito importantes para mim, a começar por este ter sido o meu primeiro evento no qual eu participei na qualidade de Blogger. É claro que toda esta aventura gerou muita animação, especialmente em torno das minhas pessoas, mas na verdade, eu estava a sentir tudo a um nível muito menos excitado e muito mais profundo. Não estou a trabalhar no Bobby Pins desde abril; estou a trabalhar no Bobby Pins desde 2014 e ver o meu tão amado projecto exteriorizado para o offline — seja através das amizades na blogosfera, seja através de um evento, seja através de um card com o meu nome e 'Bobby Pins' escrito em baixo (que, para vós, talvez não seja nada demais, mas para mim significa tanto que não sei se serei capaz de contextualizar...!) — dá-me uma sensação de orgulho e concretização. 



Foram 670 candidaturas, mais de 370 participantes em Portugal e mais de 22 mil votos únicos. E o Bobby Pins conseguiu ser o único blog generalista a ser um dos mais votados pelo público e a conseguir consagrar-se Finalista. É impossível não me sentir emocionada e chocada quando vi estes números no painel e concluí que estava ali, a desfrutar de tudo. Não sou hipócrita; é claro que gostaria de ter ganho — o prémio era de sonho, como não desejar?? —, mas também estou a ser absolutamente sincera quando digo que me sinto ainda mais preenchida por ter compreendido que eu estava ali porque imensas pessoas acreditavam que eu merecia estar ali e fizeram questão de votar em mim. E não foram pessoas quaisquer, foram vocês, leitores e minhas pessoas. Vocês que me lêem quase todos os dias, acompanharam a minha evolução e fizeram questão de me mostrar que eu merecia desfrutar deste evento, ganhando ou não. E isso foi um gesto com muito significado para mim, especialmente por me apresentar assim, como um blog generalista rodeado de criadores de conteúdo cujo nicho era exclusivamente viagens. Na verdade, senti que não estava apenas a representar o Bobby Pins mas sim também todos os outros blogs pequeninos, como o meu, que produzem conteúdo diversificado e que também conseguem escrever sobre viagens com muita qualidade (e na frequência de viagens possível) e que merece tanto estar ali como todos os outros participantes. Esta sensação de orgulho e de realização transborda-me e faz-me sentir muito feliz e motivada para continuar a trabalhar e a produzir conteúdo, com ou sem eventos, com ou sem prémios. Acreditem que estava praticamente aos pulos quando saí dali com tantas referências ao meu blog e aquele momento na mão, proporcionado por leitores. Quem olhasse para mim, julgava que tinha ganho. Respondam-me: perante as minhas circunstâncias e olhando para os números supracitados, como não sentir?


No final, julgo que se existe alguma mensagem global a retirar é a de que não tenham medo de dizer 'porque não?' e levar o vosso blog a novos desafios. Ganhem ou não, sejam finalistas ou não, nunca deixem de acreditar num projecto para o qual investiram tempo (a coisa mais valiosa que podem investir, em qualquer esfera da vossa vida) e pelo qual sentem orgulho. Mesmo que seja por votos. Mesmo que a percentagem de participantes principal possa ser de um tipo de blog que não é o vosso. Seja num concurso ou em qualquer outra ocasião — pequenina e casual ou de considerável dimensão —. Não duvidem da vossa qualidade, não hesitem só porque é pequenino. É vosso. Tem as vossas ideias, a vossa criatividade, o vosso empenho, o vosso carinho e o vosso tempo, e merece que acreditem nele e que arrisquem em exteriorizá-lo para lá dos ecrãs. Não tenham medo de participar e de dizer que têm o blog do qual se orgulham de escrever. Representem-no mais, desafiem-se mais. Os nossos projectos merecem que sejamos os seus fãs número 1.

Obrigada por me permitirem viver estes momentos que se convertem em histórias para vocês. Esta foi uma das mais inesquecíveis do Bobby Pins e sempre que olhar para todas as fotos e cards, vou lembrar-me da responsabilidade que tudo isto representa. If I go there's just no telling how far I'll go.

sábado, 19 de maio de 2018

EVENTOS || Bênção das Fitas da Gazela

Este sábado, a Gazela vai a celebrar a sua consagração como Finalista na Bênção das Fitas, e é uma etapa que traz um misto de emoções para mim, enquanto Madrinha. Sinto que o tempo passa a voar, sinto que ainda ontem estava a corrigir-lhe as letras das canções, sinto um imenso orgulho e honra por poder dividir isto de uma forma próxima. Com as chuteiras — neste caso, o traje — já arrumadas, a vida académica mais do que finalizada e sem intenções de prolongar etapas que só fazem sentido serem desfrutadas no tempo em que têm de durar (mesmo que tragam milhões de saudades), a minha participação nas ocasiões académicas está mais do que rara, e como não acho piada nenhuma andar de capa aos ombros e vestida à civil — ou visto-me a rigor como se merece ou mais vale não levar nada —, todo este universo que eu sempre estimei vê-se (e muito bem) reduzido a estes momentos finais e dignos de celebração entre os meus miúdos. E a primeira é a (minha) Gazela, que fez questão de me perguntar se estaria presente. Fiz todos os esforços para agora poder ir de sorriso rasgado celebrar o momento dela.

Custou-me durante muito tempo encarar isto, mas o meu percurso enquanto Madrinha não foi imaculado nem perfeito. Existiram muitos factores para que isso acontecesse (muitos deles nem dependiam de mim), mas durante alguns anos da minha vida académica debati-me e perguntei-me muitas vezes se estaria a ser uma boa Madrinha. Sempre encarei todos os que chegaram à minha capa de carta verde na mão com a maior das surpresas e aceitei todos com a maior das honras — porque parecia surreal que me quisessem escolher —. A Ana e o Rui puxaram-me para cima e mostraram-me com toda a firmeza que sim, que eu fui e sou uma boa Madrinha. A melhor que sei ser. Porque entreguei todos os valores e carinho da mesma forma a todos os meus miúdos. E a partir daí, cada um é responsável para operá-los e adaptá-los aos seus próprios princípios e vontades. Defendendi o defensável e fui sempre a primeira a chamar a atenção ao que não me parecia correcto.

Sempre caracterizei-me como uma Madrinha Omnipresente que acompanha tudo no paralelo; não precisava de estar nas aulas com eles para lhes dar tudo o que precisassem para se orientarem. Não precisava de beber imperiais com eles na esplanada para saberem que o que não me falta é boa disposição. Não precisava de fazer declarações incessantes de carinho para saberem que eu estava à distância de qualquer telefonema. E não precisavam de qualquer tipo de provas para saberem que eu sabia. Eu simplesmente sempre soube quando algum estava bem, estava encaminhado, estava a passar dificuldades, quando algum estava triste ou desmotivado. Não precisava de estar com eles todos os dias para o saber. E a maior parte das vezes que me recorriam para pedir ajuda, não só já sabia como estava preparada. E essa capacidade ninguém me tira. Acho que posso afirmar que fui e sou uma Madrinha bem disposta e sempre com muita vontade de os fazer sentirem-se bem debaixo da minha capa — mesmo quando ela não está fisicamente presente —. Mas também fui e sou uma Madrinha polícia, a primeira a corrigir, a chamar a atenção, a dizer como se faz.

Tenho muito orgulho na minha Gazela. Somos um pouco diferentes mas reconheci-lhe muitas coisas que convergem comigo: a noção de compromisso, de querer aprender, de saber desenrascar-se e desenvencilhar-se. É muito mais tímida do que eu, é muito mais doce do que eu, é muito mais generosa do que eu. E é tão bom reconhecer-lhe isso em todas as ocasiões...!
Dá uma sensação de orgulho profunda quando reconhecemos os nossos valores e passadas nos nossos Afilhados. E reconhecer que a Ana foi uma miúda exemplar faz-me sentir radiante. Está crescida, já tem o seu miúdo também para acompanhar — e massacrar!!! — e o momento, agora, é todo dela.

Nunca deixamos de ser Madrinhas. Deixamos de ser trajadas, deixamos uma série de tradições para trás, despedimo-nos de muitas rotinas e celebrações. Mas nunca deixamos de ser Madrinhas. A minha capa estará sempre a aconchegar-te os ombros.