terça-feira, 30 de junho de 2020

FILMES || Atleta A


Os maillots coloridos, penteados perfeitos e acrobacias extraordinárias do universo da ginástica mascaram a dureza cruel dos ambientes de treino de muitas ginastas que, desde tenra idade, observam o seu peso, aparência e capacidades escrutinados até além do limite para trazerem medalhas e patrocínios para os seus clubes. O contexto agrava-se quando, a todo este somatório, acrescentamos casos de abuso sexual. 

Atleta A é o mais recente documentário da Netflix que explora o escândalo publicado por uma pequena redação norte-americana sobre a Federação Americana de Ginástica, onde centenas e centenas de crianças ginastas — muitas delas, atletas olímpicas — foram abusadas sexualmente pelo médico integrante da Federação. Parece suficiente revoltante até percebermos que a Federação sabia das acusações e atrocidades que este médico fazia a tantas atletas. 

O documentário tem como foco principal a linha cronológica desde o conhecimento dos casos por parte da redação até ao devido julgamento e condenação do médico, mas contempla também toda a cultura tóxica envolta na ginástica, o controlo cruel mascarado de rigor, as exigências pelas quais estas atletas são submetidas sem que encontrem ninguém que as proteja. O abuso à inocência destas jovens é evidente e deixa danos irreparáveis na perceção das próprias sobre a sua saúde, as suas capacidades e auto-estima. A certo ponto, esquecem-se do prazer que é praticar o desporto que amam e que as encantou no primeiro momento. 

Não é um documentário fácil e tem algumas descrições sensíveis. Permanecemos chocados, angustiados e revoltados durante cada segundo. Tinha consciência de que o mundo da ginástica — e muitas outras modalidades — não era tão bonito quanto as incríveis técnicas que elas sabem executar nos aparelhos, mas testemunhar, sem margem para dúvidas, até que ponto podem ir pela conta bancária e reputação é desconcertante. Mas importante de assistir. Recomendo.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

PASSAPORTE || Dias Off(line)


Depois dos últimos tempos alucinantes — e sem previsão de terminarem — e das constantes notificações, chamadas, mensagens fora de horas e urgências, admito que sinto o dobro do cansaço em circunstâncias normais e desligar estava a tornar-se quase incomportável, refletindo-se na minha saúde e bem estar. Estes dias de fuga offline (e partilhados em rede muito depois) e com um só tracinho de rede foram fundamentais para me reequilibrar e relembrar que existe mais do que a minha rotina e, mais importante, que existe tranquilidade. 

Foram poucos dias — nem quando achamos que estamos no nosso refúgio e que nada nos pode acontecer as más noticias deixam de surgir — mas os que desfrutei, foram ao máximo. Praticamente incontactável mas conectada com o que (e quem) realmente importa. 

Escapámos com o objetivo bem definido: descansar e, se o tempo permitisse, dar uns mergulhos e aproveitar os recantos fluviais. Viajar cá dentro sempre fez parte dos meus roteiros — mesmo quando não existia uma pandemia e fronteiras fechadas — e a escolha do campo ao invés das praias foi, claramente, a nossa melhor decisão. 

Regressei a alguns lugares que já me eram queridos e conheci novos que estão na minha lista de regressos. Acordei com despertador mas pelos melhores motivos. Dei mergulhos em água doce, comi pão com manteiga enquanto ouvia as rolas a cantar, sujei as calças durante as minhas caminhadas, fiz canoagem até ficar rodeada pela natureza e o leito do rio, desfrutando do sossego, dos sons dos pássaros e do vento a envolver-se nas folhas. 

É irreal dizer que regresso restabelecida — especialmente quando o regresso teve de ser mais cedo — e com energias recarregadas mas esta pequena fuga foi essencial para redescobrir os pequenos prazeres de viver sem medos, protocolos ou 15 notificações por segundo no telemóvel. Regresso, isso sim, um pouco mais queimadita nas maçãs do rosto nos braços, com novas histórias para recordar, mais cantinhos secretos de Portugal desvendados e com fotografias bonitas de uns dias muito bem passados.

sábado, 27 de junho de 2020

ON JOB || Doenças Neurológicas


Para grande alegria da Inês-estudante-universitária, o meu percurso profissional está a passar pelo universo da neurologia, nomeadamente, doenças neurológicas e psicológicas. Soube, desde o primeiro dia, que seria um trabalho de enorme exigência psicológica mas que estava preparada. Afinal, eu sempre disse (com muita intenção) que gostaria de fazer a diferença. Fui de cabeça erguida e vesti a camisola — neste caso, a bata branca. 

Quem trabalha neste ramo sabe que jogamos sempre a perder. Não há uma cura, uma reversão deste processo moroso e cruel. Atrasamos e adiamos progressões, recuperamos pequenas funções, capacidades ou estados de saúde que a doença leva nos primeiros avanços, e a sensação é de enorme vitória quando conseguimos ganhar estas pequenas batalhas, mesmo sabendo que apenas as estamos a atrasar. 

Tenho aprendido imenso. Nunca estive tão inteirada de assuntos como Alzheimer, Parkinson, Esclerose, Demências variadas, AVC (...) mas também sobre Depressão e Ansiedade, quadros muito comuns não só nos pacientes, como também nos familiares e cuidadores. É preciso saber como reagir, o que dizer, como atuar, o que sugerir e o impacto nutricional que todas estas patologias provocam. 

É um trabalho muito extenuante, por vezes injusto, e que já me fez amadurecer muito (pessoal e profissionalmente). Já vi, ouvi e tive de tomar decisões que me marcaram muito e que nunca pensei que fosse experienciar. Tenho, todos os dias, uma enorme responsabilidade nos meus ombros e sinto que toda esta caminhada me deixou preparada para qualquer outra responsabilidade que venha parar às minhas mãos. O fim do mundo deixou de o ser porque há sempre uma solução, uma alternativa, uma resposta. A pressão já não me intimida. 

É uma experiência que retira de mim sensações muito paradoxais. Já lidei com a morte — olhos nos olhos —, com o livro na cabeceira, marcador a meio, sabendo que o leitor nunca mais vai retomar a leitura. Consolar familiares e reconhecer quando perdemos. A minha bata já me secou muitas lágrimas — a maioria, de frustração. Mas sei que só poderia ser esta a emoção possível quando queremos fazer o mundo para lhes trazer o mundo de volta, como antes o conheciam. 

Por outro lado, não há um dia em que não me sinta sortuda e privilegiada por ter tudo aquilo que nós damos como ‘natural’ e garantido. E os meus maiores sorrisos de alegria ficam reservados nos momentos de alta, em que observo os meus utentes a realizar e a serem algo que julgavam ter ficado no passado. Recuperar-lhes características e capacidades da sua identidade é algo que me deixa muito orgulhosa no que fazemos, enquanto equipa e instituição. Não lhes faltam sorrisos e entusiasmo, apesar das circunstâncias. Não estou blindada a que coisas me entristeçam ou desmoralizem na minha vida pessoal, mas faço questão que me vejam sempre de sorriso nos lábios — e no olhar. Já aprendi muito sobre felicidade com eles. 

Há humanidade na saúde, é algo que digo com frequência. Umas vezes como afirmação, outras vezes como prece. Faço questão de o provar, todos os dias. Nunca me faltou rigor e profissionalismo, mas também nunca me faltou empatia. E as três podem conviver perfeitamente quando sabemos em que altura as aplicar. 

Há sempre tempo para ouvir os familiares e utentes, mesmo que a nossa agenda esteja a rebentar pelas costuras de tarefas por completar. Muitos confiam em nós para partilhar informações e reflexões que, por vezes, nunca o tinham exteriorizado. Não existem perguntas estúpidas ou absurdas e o nosso dever é informar e orientar — se soubermos como —, sem julgamentos. Sem desvalorizar o sofrimento e preocupação de quem está à nossa frente. 

Não sei o que o futuro me reserva mas sinto-me muito orgulhosa de atravessar este caminho. De aprender o que tenho aprendido, de contribuir da forma que me é possível para tornar a vida de centenas de pessoas mais confortável. Mas também aprendi muito sobre mim própria, sobre a minha estaleca e tenho uma perspetiva muito mais real e séria sobre o quanto a minha vida é fantástica, mesmo com más notícias, contrariedades e azares. E isso é algo que não consigo, nem quero, esquecer.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

ISTO É TÃO INÊS || As 6 Melhores Aquisições dos Últimos Tempos


Tangle Teezer 
A descoberta que teria poupado muito sofrimento em criança! Tenho esta escova há 5 anos e planeio nunca me desfazer dela. Uma escova que promete pentear e desembaraçar o cabelo ser dor ou desconforto parece quase irrealista mas a Tangle Teezer cumpre promessas e transformou a minha rotina de cabelo. Hoje, já existem inúmeras versões do modelo — para tipos de cabelo e finalidades diferentes — e embora não seja propriamente uma escova barata, vale cada cêntimo (e uma vida!). É a única escova que o João deixa que passe no seu cabelo, também! 

Parece absurdo dizer que o Kindle transformou 24 anos de leitura na minha vida mas não é exagero. E é irónico que seja, precisamente, este pequeno aparelho, que tanto desdenhei antes de o ter — porque era defensora acérrima dos livros físicos. O Kindle melhorou os meus hábitos de leitura e consumo; leio mais, poupo mais (muito mais!) e tornei-me mais criteriosa com as edições físicas que quero na minha estante, selecionando apenas os livros que mais me marcaram ou edições que não resisto em ter nas mãos (o que também acaba por ser um comportamento mais sustentável). Eu recomendo muito o Kindle se já estão acostumados a ler em inglês, querem algo prático para melhorar os vossos hábitos de leitura e ler mais por menos. 

Tubo Compeed
A transição do calçado de inverno para o calçado sem meias sempre foi um pesadelo, deste lado. Queimaduras por fricção e bolhas eram uma constante nas minhas sandálias, chinelos e sabrinas prediletas. Quando comprei este pequeno tubo da Compeed, fiz-lo completamente cética, mas desesperada por um milagre. E ele aconteceu porque este tubo foi uma das melhores invenções de sempre! Basta passarem pelas regiões do pé onde estimam que o sapato possa magoar e pronto! Podem calçar o que quiserem com a certeza de que não vão ficar com o pé magoado. Parece improvável mas é efetivamente eficaz e não necessita (pelo menos, no meu caso não) de retoque. Não se vê, tem um perfume discreto a limão, não provoca qualquer tipo de desconforto e é de efeito imediato, podendo passar e calçar logo de seguida. Não quero que este tubinho desapareça jamais! 

Yämmi 
Na verdade, qualquer robot de cozinha! Arranjei uma Yämmi há dois anos e foi das melhores aquisições que uma pessoa que detesta cozinhar podia ter feito. É prática, o manual de instruções é ótimo para nos orientar nas primeiras utilizações e as receitas — quer dos livros, quer as disponíveis no site do Continente — são um descanso de alma para quem tem pouca pachorra para pensar no que cozinhar (oi, sou eu!!!). Sinto que, para quem tem a vida corrida, não podia haver melhor aliado na cozinha, que faz praticamente tudo e com um gosto fantástico. Gosto também da possibilidade de fazermos em casa produtos que, por comodidade, acabamos por comprar sempre (como pão, batidos ou gelados). Não só podemos fazer versões mais saudáveis desses produtos como temos a certeza dos ingredientes (e quantidades) que estes produtos levam quando somos nós a fazer. Mas, acima de tudo, é um descanso poder mandar tudo para dentro do caldeirão (como eu carinhosamente chamo), ativar o temporizador e poder ler o meu livro, terminar um episódio ou tomar um banho rápido sem receio de arruinar o preparado. 

A mais recente aquisição que rapidamente se juntou a esta equipa. Um aparelho de silicone em disco do tamanho da palma da minha mão e que melhorou a minha rotina de limpeza de pele. Sinto o rosto mais suave, cuidado e luminoso. É um investimento onde vale a pena refletir que tipo de rotina têm e que tipo de finalidade procuram para escolherem o aparelho que melhor se adapta às vossas necessidades. Para a minha rotina e para a minha pele, a Foreo Luna cumpre o propósito na perfeição.

Auscultadores Sem Fios
Vivo ligada às música e admito que nunca pensei que auscultadores sem fios se revelassem uma das melhores invenções de sempre — muito pelo contrário, achava eu! Mas, para mim, é perfeito. Posso treinar ou fazer qualquer tarefa que necessite sem fios pendurados ou a prenderem-se. Para mim, é um conforto que faz a diferença porque estou, sempre que possível, a ouvir música ou a escutar um episódio de podcast. Saber que o posso fazer com liberdade de movimentos é um luxo que vale cada cêntimo. Só quando comecei a usar auscultadores sem fios é que me apercebi do quanto os auscultadores convencionais limitam os meus movimentos.

Quais foram as vossas melhores aquisições dos últimos tempos?

quinta-feira, 25 de junho de 2020

LIVROS || How To Stop Time


Admito que iniciei esta leitura com a expectativa de um A Idade de Adaline em formato literário. Mas a verdade é que How To Stop Time segue uma narrativa diferente — não menos interessante por isso — e tem um final que divide os leitores. 

Tom tem mais de 400 anos. Envelhece muito mais lentamente do que uma pessoa comum e, por isso, atravessa os séculos em perfeita saúde e jovialidade. É um homem nostálgico, atormentado e melancólico mas sentimos empatia imediata por ele e pelas suas reflexões. Segue a sua vida com duas regras simples: não se apegar a ninguém, não se apaixonar e começar uma vida e identidade nova a cada 10 anos.

Os capítulos do livro vão transitando entre o presente e épocas históricas diferentes, momentos que marcaram Tom e que o tornaram na figura que é hoje. Achei a reflexão sobre as diferenças de época, as inovações e a evolução da sociedade sempre muito bem trabalhada e perdemo-nos por inteiro na história. 

Faço parte do grupo que não adorou o final, sinto que termina de forma muito rápida, com pontas soltas e incongruências. E mesmo não sendo um livro marcante ou que levo para a vida, tem uma premissa interessante e é uma leitura acessível e envolvente, que nos entretém e abstrai do mundo. Se me permitem a sugestão, é a leitura perfeita para intercalar com mergulhos num belo dia de verão!

WOOK

Bertrand

Este artigo contém links de afiliados.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

FORMAÇÃO || Escola Virtual de Língua Gestual Portuguesa


Vivemos num mundo cada vez mais aberto e conectado, e essa sensação não deveria ser diferente para quem apresenta deficiências visuais ou auditivas. Sempre abracei a bandeira da inclusão mas acho que, mais importante do que a segurar, é começar com gestos internos e pela iniciativa própria de fazer algo em mim que ajude a tornar o mundo mais inclusivo. 

Depois de anos e anos à procura de um curso de Língua Gestual Portuguesa — e com um empurrão da Leonor para efetivamente avançar nesta aprendizagem — descobri espontaneamente a Escola Virtual de Língua Gestual Portuguesa, um projeto da Associação de Surdos do Porto em parceria com a Escola Superior de Educação de Coimbra que procura ensinar qualquer interessado em aprender Língua Gestual Portuguesa. 

O projeto, premiado em 2013, é composto por módulos e formatos de vídeo para que consigamos compreender integralmente cada gesto, seguido de exercícios práticos de compreensão para consolidar cada aprendizagem. Cada módulo dispõe de um pequeno questionário no final que avalia o vosso desempenho e, após a conclusão de todos os módulos, ser-vos-à atribuída uma respetiva nota final. De momento, a Escola Virtual apresenta 6 módulos: Introdução à LGP, Dactiologia, Numerais, Saudações, Apresentação e Família. 

A melhor parte é que o protejo é totalmente gratuito e apenas necessita do vosso registo para que possam aceder a todos os conteúdos. Poderia ter mais módulos, é certo, mas acho um ótimo ponto de partida para quem quer aprender esta língua.

Já terminei o programa da Escola e tenho aproveitado outros materiais de estudo que tenho ao dispor para avançar na minha aprendizagem. Confesso que é mais fácil do que julgava e que os meus principais desafios, de momento, são a coordenação e a velocidade de expressão e compreensão — naturalmente, ainda estou muito lentificada! Mas está a ser uma experiência enriquecedora que tenho juntado ao tempo que separo, todos os dias, para estudar Alemão e Italiano. Recomendo muito que, pelo menos, façam a Escola Virtual. Está à distância de um clique e pode fazer a diferença para uma sociedade mais inclusiva. Só depende de nós e da nossa iniciativa!

quinta-feira, 18 de junho de 2020

DAILY || 5 Passos Para Melhorar o Sono


Tenho convivido, profissionalmente, com o estudo do sono e cada vez mais reconheço a sua importância. Já se nota quando tenho uma noite mal dormida, quando o cansaço fala mais alto e quando a higiene do sono é mantida. Há algum tempo que implemento 5 passos que me permitem ter uma higiene do sono relativamente boa e estável — mesmo em alturas caóticas. Achei que seria interessante partilhar com vocês. 

quarta-feira, 17 de junho de 2020

BLOGOSFERA || Como Manter Um Blog?


Na maior parte dos projetos a que nos propomos, o maior desafio não é começar e sim continuar. A consistência e manutenção revelam-se autênticos desafios quando o nosso tempo não estica ou quando os períodos de desmotivação parecem intermináveis. Confesso que, enquanto leitora, fico sempre de coração partido quando um blog que adoro cai no esquecimento ou é encerrado oficialmente. E como muitos me perguntam como é que mantenho o Bobby Pins tão ativo e dinâmico ao fim de todos estes anos, nunca é demais partilhar alguns dos meus conhecimentos convosco!

terça-feira, 16 de junho de 2020

TECH || Foreo Luna


Uma aliada que entrou na minha rotina de pele sem modéstia. Há algum tempo que os meus cuidados com a pele são maiores e que valorizo etapas do meu quotidiano que, mais nova, não prestava tanta atenção. Uma delas é a limpeza da pele. Para este passo, decidi confiar nas minhas pesquisas e nas reviews tão positivas e apostar na minha Foreo Luna. 

A Foreo Luna entrou na minha equipa mas o que não faltam são escovas da marca com propósitos (e preços) diferentes. Embora já existam modelos mais avançados, acabei por preferir esta versão compacta — pequena e ótima para transportar em viagens ou na mochila do treino! — e primordial. E somos melhores amigas desde a primeira utilização.

Estas escovas permitem a limpeza profunda da pele enquanto proporcionam uma massagem relaxante no rosto. A marca promete desobstruir poros, remover a sujidade e maquilhagem acumuladas durante o dia e as células mortas da pele — e cumpre a promessa. Adaptou-se perfeitamente à minha rotina: coloco o meu produto de limpeza de pele no aparelho e limpo a pele durante um minuto (dois, no máximo). Faço a limpeza através de massagens circulares e a vibração, para mim, não é desconfortável. 

Tenho uma genética fantástica no que toca à pele mas sinto a diferença desde que a utilizo. A minha pele está mais suave e cuidada. Junto-me, assim, à legião de pessoas que recomenda de olhos fechados este pequeno — mas muito eficaz! — aparelho que já não dispenso da minha rotina noturna.

Aproveito também para vos fazer uma segunda recomendação! Foi durante a aquisição da minha Foreo Luna que também experimentei, pela primeira vez, o serviço da Skin. O serviço é rápido, o apoio ao cliente é fantástico e ainda consegui adquirir a minha Foreo por um preço muito simpático graças ao código de desconto por ser 1ª compra e ainda ao desconto inicial aplicado ao aparelho graças às campanhas que o serviço vai dinamizando. Vão ficando de olho no site!

segunda-feira, 15 de junho de 2020

PRONTO A VESTIR || Como Tenho Explorado a Minha Beleza


Um dos meus objetivos para 2020 é explorar a minha beleza, um ponto que, para minha surpresa, despertou o vosso interesse. Há quem esteja a passar pelo mesmo processo, há quem não saiba por onde começar, há quem já o tenha bem consolidado. Mas foram surgindo questões e achei interessante partilhar algumas das coisas que tenho aplicado em mim própria para desenvolver este objetivo. A verdade é que sinto que já me conheço melhor, que o meu armário está mais coeso, que gosto mais da forma como me visto e sinto-me mais confiante, portanto, sinto que o processo está a correr bem!

domingo, 14 de junho de 2020

FRIENDS || Pick Your Poison


Preferias isto ou aquilo? Um dos desafios mais simples e fraturantes surgiu na forma de jogo de tabuleiro para animar — e agitar! — uma mesa cheia de amigos. Pick Your Poison é um dos jogos da imensa gama de cartas da Player Ten que eu estou desejosa de meter as mãos e que se centra na preferência entre duas opções — geralmente, muito rebuscadas e impensáveis de concretizar. 

O jogo funciona por pontos e estratégia, com um júri (cujo seu objetivo é deixar a mesa dividida e nunca unânime, ganhando mais pontos) e até cartas para duplicar a pontuação. Ganha quem atingir primeiro os 30 pontos mas devo dizer, por experiência, que a certa altura o grupo perde-se na pontuação e simplesmente alinha em mais uma ronda e mais um desafio. 

Super compacto e portátil, é o jogo perfeito para levar numa jantarada ou numas férias com amigos. Não é tão kid-friendly como outros jogos que já recomendei mas não tem limite de jogadores (um ótimo plus!) e é mais entusiasmante de se jogar se o vosso grupo for adepto da argumentação e de transportar os cenários sugeridos pelas cartas para contextos reais, instigando ao debate e às discussões (saudáveis!) acesas.

sábado, 13 de junho de 2020

BODY TALK || Os Meus Cremes Preferidos


Uriage EAU Thermale | É o meu creme do dia-a-dia. Tem uma fórmula à base de água, o que ajuda a não deixar a pele mais oleosa e a mantê-la hidratada e luminosa. Tem ainda a vantagem de incluir SPF 20, que para o meu tom de pele é baixo mas, para o dia-a-dia, cumpre o seu papel. A embalagem é bem pequenina mas a noz de uma ervilha chega para cobrir todo o rosto. Costumo comprar na Wells porque apanho, várias vezes, o creme em promoção. 

Creme Frio Babaria | O melhor amigo das minhas pernas. Faço, em média, 10km por dia no meu local de trabalho e subo uma média de 30 pisos. Isto reflete-se extremamente bem nas minhas pernas, ao final do dia. Cansadas, inchadas e doridas, especialmente no verão. Sinto um alívio enorme quando uso este creme porque é muito fresco, o efeito térmico é duradouro e sinto que, de facto, faz a diferença para controlar o inchaço e o cansaço. Costumo aplicar antes de me deitar e lavo muito bem as mãos depois (o creme é tão frio que, se o deixo nas mãos, ficam geladas!). 

Creme de Inverno Cien | O único inverno em que não sofri de pele seca e agredida pelo frio foi este último que passou e em que juntei o creme da Cien à minha equipa (dando um pouco de descanso ao da Uriage). O verão está aí à porta mas não podia deixar de vos recomendar este creme incrível que protege o rosto dos tempos mais frios. O inverno do oeste e os ventos de Santa Cruz não perdoam, e este creme foi exemplar, protegendo o meu rosto, aveludando-o e hidratando-o sem oleosidade. Se têm pele mista recomendo que apenas o utilizem, de facto, no inverno, já que é mais espesso. 

Protetor solar de rosto 50+ Babaria | Nos dias de praia, piscina ou de maior exposição solar, este é o meu protetor solar de rosto de eleição. Não suporto sentir a cara oleosa e brilhante por causa dos protetores solares e queria um que mantivesse a pele seca mas iluminada. Este creme cumpre o seu propósito e protege sem deixar o rosto oleoso — além de que tem SPF 50+, perfeito para fantasmas como eu! A relação qualidade-preço é ótima e o cheirinho é divinal. 

Nívea After-Sun Bronze | Um dia de toalha estendida não fica completo sem uma rotina de cuidados pós-banho, incluindo o after-sun para ajudar a hidratar a pele, inevitavelmente mais agredida pela exposição solar. O meu preferido tem sido o da Nívea pela eficácia em hidratar a pele e garantir um bronze uniforme. A fórmula é leve, com velocidade de absorção média e um perfume reconfortante que me relembra sempre a estação mais quente e querida do ano.

Quais são os vossos cremes preferidos?

segunda-feira, 8 de junho de 2020

WEB || Extensões do Chrome Preferidas


ColorPick Eyedropper
Permite saber o código de cor de qualquer coisa onde passemos o rato. Basta clicarem no ícone da extensão, passarem o rato por uma ilustração, fotografia, letra (...) e ela indica qual o código desse tom no gradiente de cores. Perfeito para amantes do design

Noisli
Cria sons ambiente totalmente personalizáveis. Tem alguns sons mais incomuns — mas fantásticos! — como o som de um café, de um comboio, grilos à noite...! E o melhor é que podem combinar vários sons ao mesmo tempo e ajustar o volume de cada um (para definirem qual o som protagonista). Podem guardar as vossas combinações para ouvir mais tarde. A minha preferida é som do café + chuva + trovoada! 

WhatFont
Viram uma letra gira num site e não sabem qual é a fonte? Basta clicarem no ícone da extensão e passar o rato pela letra. Tal como o ColorPick Eyedropper, têm informação imediata sobre o tipo de fonte, tamanho e outros pormenores! 

Downloader For Instagram
Dantes, o Dinsta era a minha ferramenta de eleição para fazer download de fotografias publicadas no Instagram, mas depois descobri esta extensão e foi amor à primeira utilização! Ao entrarem no perfil que desejam, podem clicar no ícone da extensão e fazer o download das fotografias publicadas que desejarem. Podem fazer o download de mais do que uma ao mesmo tempo. É life saving total! 

Pocket
Uma extensão tão incrível que até lhe dediquei um artigo aqui. O Pocket armazena todas as páginas ou artigos que desejem consultar mais tarde. Conseguem, até, organizar por categorias. É perfeito quando estou a aprender/investigar temas ou quando me deparo com um artigo interessante mas, no momento, não o posso ou quero ler. Arrisco-me a dizer que é um must para quem ainda está no universo académico!

Conheciam alguma? Quais são as extensões que não dispensam?

terça-feira, 2 de junho de 2020

WEB || O Espaço no Teu Dia de Aniversário


Sendo aficionada pelo espaço como sou, esta descoberta fez os meus olhos brilhar! No seguimento da celebração dos 30 anos de órbita do telescópio espacial Hubble, a NASA preparou um miminho especial para todos os amantes do espaço! 

Há 30 anos que o Hubble faz 15 órbitas por dia em torno da Terra e regista, sistematicamente, imagens de outros planetas, estrelas e galáxias. Foi lançado em 1990 e, desde então, tem contribuído com extraordinárias descobertas e fotografias deslumbrantes. 

Para assinalar o dia 24 de Abril — data do lançamento — a NASA divulgou no seu site uma nova funcionalidade que nos permite pesquisar qual foi o registo mais incrível que o Hubble gravou no nosso dia de aniversário. No formulário de pesquisa, só conseguem indicar o dia e mês do vosso nascimento, pelo que o resultado não será referente ao ano em que nasceram mas sim ao dia do vosso aniversário. A diversidade de imagens é fascinante e é inevitável refletir sobre a imensidão de coisas que acontecem fora do nosso planeta todos os dias, sem darmos conta! 

No meu caso, o resultado é a Nébula Anel que figura este artigo, a 16 de Outubro de 1998 — soprava eu 4 velas! Tem um ano-luz de diâmetro e é composta por uma estrela a morrer que flutua numa névoa azul de gás quente. Está a 2000 anos-luz de nós. Para descobrirem o vosso, é só clicarem aqui. Divirtam-se!

segunda-feira, 1 de junho de 2020


Maio passou num sopro mas, ao mesmo tempo, foi extraordinariamente longo. Foi um mês melhor, a todos os níveis, e onde a palavra-chave foi reencontro. Não com todos nem com tudo — há distâncias e 'olá''s que ainda têm de ser protelados — mas os suficientes para a vida ganhar mais gosto e propósito. Foi também um reencontro pessoal, do meu equilíbrio, da minha paz. Tudo se há de organizar.