quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

LIVROS || A Night Divided


A Night Divided conta a história do horror estampado no olhar de Gerta ao acordar e se aperceber de que os rumores eram verdadeiros e que o pior tinha acontecido: uma extensão de arame farpado, instalado durante a noite, dividia a cidade de Berlim e toda a Alemanha entre Este e Oeste, naquela que seria uma reflexão da divisão e tensão mundial que caracterizou a Guerra Fria. Estava instalado o Muro de Berlim. E para desespero da pequena Gerta, a família estava dividida, sem perspetivas de contacto imediato.

O interesse pela leitura deste livro surgiu da minha vontade de explorar outras narrativas históricas que não se passassem unicamente na Segunda Guerra Mundial — com as exceção das que já partilhei convosco aqui. Sinto necessidade de conhecer melhor outras épocas. Uma delas era a Guerra Fria, que passei de raspão em História e sobre a qual dificilmente encontro obras tão interessantes quanto esta para ler. A metade da Alemanha ocupada pela União Soviética foi brutalmente massacrada e oprimida, vivendo com medo de falar, aprender ou pensar. Achei importante esta leitura.

A Night Divided respondeu às minhas necessidades e a leitura passou num sopro — iniciei e terminei o livro no mesmo dia, algo que, fora obras pequenas, já não acontecia desde os meus tempos de adolescência. A narrativa não abre espaço para capítulos mortos ou momentos parados e a história rica em curiosidades, detalhes, ações e emoções ajuda na leitura compulsiva. Não dá para largar este livro porque a ansiedade de sabermos o que vai acontecer a seguir fala mais alto. 

Embora seja um livro sobre um tema muito negro e pesado, especialmente depois de uma Alemanha enfraquecida pelas últimas guerras, A Night Divided revela-se o young adult perfeito, rico em detalhes e fazendo-nos sentir parte da luta de quem um dia precisou de quebrar barreiras (físicas e ideológicas) para saborear a merecida liberdade.

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Bertrand

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

FILMES || Janeiro* • 2020


O Principezinho 
Baseado no aclamado livro de Antoine de Saint-Exupéry, O Principezinho apresenta-nos uma menina rodeada no caos dos adultos e presa a um plano de vida escrutinado e preparado pela mãe. Até que conhece um excêntrico velhinho que aguardou toda a vida para que alguém lesse a sua história... Se já leram O Principezinho, este é, sem dúvida, um filme a assistir. Honra os valores transmitidos pelo romance, tem um grafismo extraordinário e passa uma mensagem cada vez mais urgente num mundo que vive com pressa de crescer e passar para a próxima etapa: o problema nunca foi ser adulto. Se nada disto vos convencer, a banda sonora magistral é da autoria de Hans Zimmer. Está tudo dito, certo? 

Star Wars: The Rise of Skywalker 
O derradeiro capítulo final da saga! The Rise of Skywalker reserva-nos um desfecho no conflito interno de Rey e Kylo Ren, surpreende-nos com as reviravoltas já habituais da saga e evoca referências que mexem com a nostalgia de quem adora Star Wars. O filme já foi brutalmente castigado pela crítica — e concordo com muitas das avaliações negativas — mas confesso que a sensação final que ficou ao sair da sala foi indiferença. Tirando todo o trabalho de construção da personagem Kylo Ren — com uma prestação sublime de Adam Driver — tudo o resto pareceu-me avançar aos ombros da nostalgia e de algumas cenas que se propunham a ser emotivas mas que só me causaram constrangimento. A minha companhia — muito mais fã de Star Wars do que eu — confirma esta sensação. Concluindo, não foi o melhor dos finais e, no meio daquela salada de emoções forçadas, há que reconhecer o mérito de Adam Driver. Assistam at your own risk

Jojo Rabbit 
Com tantas obras sobre a Segunda Guerra Mundial é quase inevitável olhar para mais uma proposta e perguntar ‘o que há de novo?’ Jojo Rabbit responde com mérito. Conta a história de Johannes, um menino de 10 anos fanático pelo partido nazi. O seu comportamento obsessivo e desesperado por ter algo a que se agarrar, pertencer e admirar é típico da idade mas, no seu caso, foi para o tema errado. Johannes sonha entrar para a Juventude Hitleriana, encara a Guerra com inocência e tem como amigo imaginário Adolf Hitler — pelo qual tem a maior das devoções. O mundo do miúdo cai quando descobre que a sua mãe está a esconder uma menina judia — a maior arqui-inimiga dos nazis — em casa. Jojo Rabbit é um filme muito leve (sem nos poupar a alguns socos no estômago) que retrata a inocência com que milhares de crianças foram envolvidas num conflito e numa idiologia de partido cruel, sem compreenderem ao certo aquilo que estavam a defender. A narrativa é inocente, doce e que nos envolve desde o primeiro momento, com grande espaço para uma comédia mais sofisticada, embora disfarçada com momentos de tensão ou patetice. Com um elenco fabuloso e uma fotografia impecável, acho exagerado demais que chegue a algumas das nomeações mais importantes dos Oscars mas recomendo muito pela história inusitada e amorosa.

Parasite 
O mundo está em delírio com esta produção coreana e a minha curiosidade ditou que finalmente tinha de assistir a este filme. Considerado o melhor filme de 2019 e fortemente apoiado para que vença o mais aguardado galardão dos Oscars, Parasite conta a história da família Ki-taek. Pobres, desesperados e desempregados, veem uma oportunidade de a vida melhorar quando, por um golpe de sorte, conseguem colocar o filho mais novo a dar explicações à filha de um casal muito abastado. As condições e a vida luxuosa da família deslumbram os membros Ki-taek e, em conjunto, elaboram um plano para provar um pouco da ostentação que nunca tiveram. No entanto, a ascensão à vida glamorosa leva ao desenrolar dos mais inesperados incidentes.
Tenho algum receio de ser apedrejada em praça pública se confessar que não achei o filme tão estrondoso quanto as críticas e os mais fervorosos fãs indicam. Na verdade, tinha tudo para dar certo, uma vez que achei a primeira parte do filme absolutamente sublime, com uma edição e argumento requintados e inteligentes. No entanto, dois pormenores principais levaram-me a terminar o filme com um encanto mais pequeno do que quando o iniciei: a duração do filme (achei demasiado longo para onde quer chegar) e a segunda parte do filme (se é que o podemos dividir em dois) que me pareceu rebuscada, ruidosa e com vários elementos desnecessários. A crítica social e a originalidade do argumento são dois méritos que ninguém pode ousar contestar mas a sensação final não foi tão arrebatadora quanto esperava — ou para as expectativas que trazia comigo. Em muitos momentos, foi previsível demais. A vencer os Oscars, seria uma vitória justa mas admito que não é o meu favorito.

(*com alguma batota porque dois deles foram assistidos no final de Dezembro).
Já assistiram a algum destes filmes?

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

LIVROS || O Corpo: Um Guia Para Ocupantes


Bill Bryson tem-se tornado num dos meus autores preferidos a cada livro que termino. Depois de ler — e de recomendar tanto que vocês já não me podiam ouvir — Breve História de Quase Tudo e, no ano passado, Regresso à Pequena Ilha, iniciei 2020 com o seu mais recente lançamento: O Corpo: Um Guia Para Ocupantes.

O Corpo — tal como o título já denuncia — é uma viagem de investigação e pesquisa sobre o ser humano e a saúde. Cada capítulo é dedicado a um sistema diferente e ao longo da leitura vamos compreendendo o quanto o nosso corpo é extraordinário, misterioso e rico em elementos fundamentais à nossa existência. Aliado à introdução sobre o corpo humano, desbravamos também o mundo da descoberta científica ligada à medicina e à farmacologia através de relatos verídicos e biográficos contados de uma forma cativante e divertida, como só Bill Bryson sabe fazer com mestria.

O Corpo segue uma narrativa acessível, compreensível e bem disposta sobre um assunto que poucos se atreveram a comunicar da forma como Bill Bryson ousa fazer. Fazia falta uma obra que tornasse a anatomia e fisiologia humana, a saúde e a medicina mais próxima de todos. Uma obra que fizesse comunicação de ciência com rigor mas carisma, também. Que tirasse o universo do corpo humano daquele pedestal e ideia de que só os mais dotados poderiam compreender. E o autor fez essa proeza — sem surpresas, para mim. 

A par de Breve História de Quase Tudo, O Corpo é um livro que vou recomendar incessantemente pela sua pertinência. É um livro para todos; os que querem compreender melhor como funciona o seu corpo — e porque é que certas coisas acontecem — e para os que já conhecem o corpo humano na palma da mão, pelas reflexões importantes que o autor partilha e pela urgência e dever que temos, enquanto profissionais de saúde e entendidos nas anatomias e fisiologias, em tornar esse entendimento acessível aos outros também.

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Bertrand

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domingo, 19 de janeiro de 2020

BODY TALK || L'Oréal Flash Cat Eye

Para o dia-a-dia, prefiro sempre um rosto mais natural e luminoso mas sou grande apreciadora de eyeliner em ocasiões mais formais. No entanto, julgava que era uma técnica fora do meu alcance e que não combinava com o formato dos meus olhos — mas sobre isso falo numa outra publicação. 

Como sou uma cumpridora de objetivos de ano novo, achei que o Flash Cat Eye da L’Oréal seria o aliado perfeito para me introduzir nesta técnica e para continuar na resolução de explorar a minha beleza. O eyeliner é em caneta, com ponta fina mas flexível — perfeita para deslizar sobre a pálpebra com suavidade mas mantendo o controlo. É altamente pigmentada e seca rapidamente — ideal para quem tem as pálpebras mais descaídas e medo de transferir — mas o grande segredo deste produto é o molde flexível e removível da tampa que nos ajuda a fazer a wing perfeita e simétrica. 

Confesso que testei o molde um pouco cética mas a verdade é que ele cumpre o seu propósito de forma fácil e eficaz. Basta encaixarem-no no canto do vosso olho e poderão desenhar a wing com mais precisão e controlo, garantindo que ambos os lados têm o mesmo tamanho e grossura, para umas wings gémeas e perfeitas, sem dramas.

O L’Oréal Flash Cat Eye é à prova d’água — mesmo!!! — e tem longa duração sem esborratar ou esbater. A relação qualidade-preço parece-me imbatível. Ajudou esta leiga a divertir-se no universo dos eyeliners.

sábado, 18 de janeiro de 2020

WEB || Dicas para Compras Online


Fiquei genuinamente surpreendida quando recebi tantos pedidos para vos ajudar a fazer compras online. Para ser sincera, não é (ainda) o meu meio de compra de eleição, preferindo fazer compras nas lojas físicas. Porém, quando tem de ser, já o faço com alguma desenvoltura. As dicas que reuni são simples mas indispensáveis em cada passo de compra que faço. 

Cadeado | Não comprem em sites que não tenham o símbolo do cadeado ao lado do URL. O cadeado significa que o site pertence, de facto, a uma entidade e que protege os vossos dados de qualquer tentativa de intercepção. Caso o vosso browser não sinalize páginas seguras com um cadeado, confirmem se o URL se apresenta como 'https'. Compras seguras, sempre!

Medidas | Busto, cintura, anca, comprimento dos braços e perna... Saberem as vossas medidas permite-vos ter uma ideia de como a roupa vos vai assentar, se vai ficar mais justa e acentuar as curvas ou mais solta e fluída... Assim, têm mais chances de acertar à primeira.

Composição | De que material é feita a roupa? É um detalhe que muitas vezes nos passa ao lado em lojas físicas porque temos tacto e conseguimos analisar o tecido, mas online temos de confiar na lista de materiais. Saber se a peça é maioritariamente composta por um tecido mais estruturado, elástico ou fluído ajuda-nos a ter uma ideia de como a peça vai cair no corpo — e qual a durabilidade ou qualidade da mesma.

Reviews | Leio todas e pesquiso por mais. Seja qual for o artigo, gosto de saber a opinião de quem já o tem nas mãos e que me confirme que é uma aquisição infalível. São testemunhos reais, sem paninhos quentes, que reafirmam se é bom ou não. Na roupa, gosto de pesquisar pelo artigo no Instagram para observar como é que a peça se comporta em corpos e estilos diferentes.

Políticas | Qual é a política de trocas ou devoluções do site? Há portes? Se sim, quanto? Se devolver, sou eu que pago os portes de devolução? Quanto tempo tenho para o fazer? E quando devolvem, devolvem em dinheiro para a minha conta ou crédito na loja? Todas estas questões podem ser respondidas através das políticas da marca — cada uma terá as suas, dentro do que é abrangido pela lei. Vale a pena saber como a marca se posiciona para não apanharmos surpresas. Eu confesso que só compro em sites que aceitem devolução.

Entrega em loja | Em muitas lojas com presença física em Portugal (Fnac, Zara e semelhantes, Bertrand...) é possível fazer a compra online com levantamento na loja. Significa que em vez de ser enviado para a vossa morada, é enviado para uma loja selecionada por vocês. Depois só têm de ir à loja e levantar a encomenda, sem dramas. Esta opção pode ser interessante se não quiserem pagar os portes de envio ou se a opção de enviar para a vossa casa não for a mais conveniente. Quando se trata de roupa, gosto desta alternativa porque posso provar logo a roupa na loja e, se não gostar, realizo o processo de troca ou devolução imediatamente, sem precisar de fazer mais deslocamentos.

Pagamento | Cada vez mais as marcas são flexíveis nas formas de pagamento e nem sempre precisam de ter um cartão de crédito para fechar a compra. Desde transferência por multibanco, MB Way, PayPal... Varia de marca para marca mas todas discriminam bastante bem quais são os métodos de pagamento aceites. Os métodos mais comuns são PayPal ou cartão de crédito. Pesquisem, informem-se e selecionem o meio com que se sentirem mais seguros e confortáveis.

Alfândega | O nosso pior pesadelo numa compra online. É o preço a pagar se optarem por encomendar algo fora da União Europeia. Parar à alfândega ou não é uma incógnita que vão ter de considerar. Por vezes, os valores para desalfandegar são tão altos que não compensa a aquisição. É importante saberem a partir de que país a vossa encomenda vai ser enviada. Encomendas de sites como Ebay e Aliexpress correm sempre esse risco — embora eles só costumem implicar com artigos de grande volume. Para o Aliexpress, uma dica extra: filtrem o local de envio. Se selecionarem um local de envio europeu, não só têm a garantia de que o vosso artigo não vai parar à alfândega como vai chegar mais rápido.

Desembaraço Aduaneiro | Por vezes, fazemos uma encomenda com envio fora da UE e, quando acompanhamos o rastreio da encomenda, observamos que está em ‘Desembaraço Aduaneiro’. Na verdade, isto não significa que a vossa encomenda vai ficar retida na alfândega. Por vezes só estão a analisar o pedido. Nestes casos, vale a pena ligar ao posto de correios e tentar entender o que se passa e qual é a possibilidade de ficar retido ou não. 

Atenção às falsificações | Ainda dentro do universo Ebay e Aliexpress, embora sejam sites com produtos bem interessantes, também possuem inúmeras falsificações. Seja do vosso conhecimento ou não de que é uma falsificação — e isso cabe à reserva moral e legal de cada um — saibam que existe elevada probabilidade de ser retido na alfândega e classificado como suspeita de contrafação. Serão notificados e, sem prova de que não é contrafação, o artigo será destruído e provavelmente terão de pagar uma coima. É uma situação chata e perfeitamente evitável.

Códigos | Se há elemento diferenciador e revolucionário no e-commerce são os códigos de desconto! De influenciadores até à própria campanha da marca, nunca termino uma compra online sem pesquisar no Google se há, por aí, um código de desconto que desconheço. Normalmente, encontro descontos pequenos ou portes de envios grátis, o que sempre me agrada porque acaba por abater o valor inicial.

Afiliados | Os links de afiliados, ao contrário dos descontos, não nos acrescentam muito enquanto consumidores. A vantagem é inteiramente para o afiliado, que ganha pequenas comissões por termos feito a aquisição através do seu link. Ainda assim, sempre que sei que aquilo que quero comprar ou o site por onde quero comprar tem um afiliado, eu faço toda a operação a partir desses links. Porquê? Porque já o ia fazer de qualquer outra forma, portanto, porque não realizar a compra e ainda contribuir para o crescimento de alguém que admiro e cujo conteúdo eu adoro? E ainda posso usar códigos de desconto na mesma! É um gesto mínimo que pode significar o mundo para quem está do outro lado.

E estas são as minhas dicas! Muitas podem ser um pouco óbvias para quem já faz das compras online uma modalidade olímpica mas tenho consciência de que esta é uma forma de consumo onde ainda existem muitos receios e dúvidas por parte de muitas pessoas. Espero ter ajudado e que se sintam mais informados e preparados para fazer compras online. Se tiverem mais algumas dicas infalíveis, deixem aqui nos comentários para enriquecer a publicação!

domingo, 12 de janeiro de 2020

1+3 || 12 Livros para 2020


Creativity Inc. | "Quando jovem, o autor tinha um sonho: fazer o primeiro filme de animação por computador do mundo. Nove anos depois e contra todas as probabilidades, Toy Story foi lançado, mudando a animação para sempre. Este livro revela os ideais e técnicas aperfeiçoadas ao longo dos anos que tornaram a Pixar tão amplamente admirada — e tão lucrativa."

O Corpo: Um Guia para Ocupantes | "A vida toda habitamos um único corpo, mas quantos de nós entendemos o que se passa cá dentro? No bestseller premiado Breve História de Quase Tudo, Bill Bryson fez o quase-impossível: tornou a ciência simultaneamente compreensível e divertida para milhões de pessoas em todo o mundo. Agora, volta a sua atenção para o corpo humano, como funciona e como consegue a extraordinária proeza de crescer, reproduzir-se e curar-se a si próprio. O Corpo: Um Guia para Ocupantes está cheio de histórias verídicas e factos incríveis, servidos numa linguagem acessível, por um autor que fez toda a pesquisa — para que nós não tenhamos de o fazer. Um mergulho profundo e muito bem-humorado na Biologia e na história da investigação sobre o corpo humano, para ficar a saber tudo o que precisa saber sobre este invólucro mortal que ocupamos."

12 Regras Para a Vida | "Para Jordan B. Peterson — um dos mais polémicos pensadores contemporâneos —, vivemos num mundo caracterizado ou pela ausência de valores ou pela entrega a crenças totalitárias. Ora, quando não há valores, falta-nos um sentido para a existência; mas se aderirmos cegamente a uma crença, colocamo-nos em confronto com as restantes. A alternativa é assumir as nossas responsabilidades individualmente. Quando o autor nos diz para pôr a nossa casa em ordem antes de criticarmos os outros ou para nos compararmos só connosco, está a oferecer-nos modelos de pensamento. Cada uma dessas regras, ancorada na mitologia, religião e filosofia, obriga-nos a repensar tudo aquilo em que acreditamos. 12 Regras Para a Vida é uma obra corajosa, transformadora, que nos revela 'um dos mais importantes pensadores a ascender à ribalta mundial nos últimos anos' (segundo a revista Spectator). Findo o livro, nunca mais verá uma lagosta da mesma maneira. E se começar a levantar a cabeça e endireitar as costas, o triunfo não será do autor mas seu."

Unsavory Truth | "Marion Nestle expõe como a indústria de alimentos corrompe a pesquisa científica para obter lucro."

A Night Divided | "Um thriller impressionante sobre uma menina que tem de escapar para a liberdade depois de o Muro de Berlim dividir a sua família entre Leste e Oeste."

Almost Adulting | "Para os fãs de Grace Helbig e Alexa Chung, nasce um guia para crescer de Arden Rose, influenciadora e vlogger de lifestyle. Destinado a adultos iniciantes, adultos em dificuldades e comedores de brownies de caneca de microondas, Arden conta como sobreviver à futura vida adulta."

Invisible Influence | "Do autor do bestseller do New York Times, Contagious, uma exploração, das influências subtis e secretas que afetam as decisões que tomamos, do que compramos às carreiras que escolhemos."

We Were The Lucky Ones | "Uma história verídica sobre os horrores da Segunda Guerra Mundial, narrada pelas diferentes vozes de uma só família, que desafiou o Holocausto numa luta de sobrevivência para preservar o verdadeiro sentido do amor e da vida."

Becoming | "Nas suas memórias, uma obra de reflexão profunda e uma narrativa fascinante, Michelle Obama convida os leitores a entrar no seu mundo, relatando as experiências que a moldaram — desde a infância na zona sul de Chicago, passando pelos anos como executiva, equilibrando as exigências da maternidade e o trabalho, até ao tempo passado no endereço mais famoso do mundo. Terno, sábio e revelador, Becoming é um relato íntimo de uma mulher de alma e substância que desafiou constantemente as expectativas — e cuja história nos inspira a fazer o mesmo."

How To Stop Time | "O meu nome é Tom Hazard. Pareço ter 40 anos, mas não se deixe iludir... sou muito mais velho do que isso. Séculos mais velho. E este é o meu perigoso segredo. Fui contemporâneo de Shakespeare, vivi em Paris nos loucos anos 20, cruzei os mares de uma ponta a outra. Eternamente a fugir do meu passado e à procura daquilo que me foi roubado. Mas sem identidade ou raízes, a vida eterna pode tornar-se um vazio. Numa tentativa de voltar à normalidade, arranjei trabalho como professor de História (quem melhor para relatar o passado do que alguém que o viveu realmente?). Talvez desta forma consiga perder o medo de viver. A única regra para pessoas como eu é nunca se apaixonarem. Infelizmente, descobri isto tarde demais."

A Bailarina de Auschwitz | "Em A Bailarina de Auschwitz, Edith Eger partilha a sua experiência do Holocausto e as histórias extraordinárias das pessoas que ajudou desde essa altura. Atualmente, ela é uma psicóloga reconhecida internacionalmente e os seus pacientes incluem mulheres vítimas de abusos e soldados com síndrome de stresse pós-traumático. Edith Eger explica como a mente de muitos de nós se tornou numa prisão e mostra como a liberdade é possível quando nos confrontamos com o nosso sofrimento. A Bailarina de Auschwitz é um livro transformador, um exame profundo do espírito humano e da nossa capacidade de cura."

O Fabricante de Bonecas de Cracóvia | "Por magia, uma boneca chamada Karolina adquire vida numa loja de brinquedos e torna-se amiga do amável e discreto fabricante de bonecas, que é também o proprietário da loja. Quando a ocupação nazi se abate sobre a cidade, Karolina e o Fabricante de Bonecas têm de recorrer à magia para salvar, custe o que custar, os seus amigos judeus dos perigos iminentes que pairam sobre eles."

Já tenho todos estes livros, portanto, só falta mesmo avançar com as leituras! Quais são as vossas leituras para 2020?

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

LIVROS || Love Her Wild


O livro de poemas de Atticus veio parar às minhas mãos tão depressa quanto o li. Provavelmente, este nome é-vos familiar e a explicação é simples: não há rede social onde ele não impere, entre partilhas no Tumblr, Pinterest ou Instagram. A probabilidade de vocês já terem lido algo da sua autoria — mesmo que sem o merecido crédito — é muito elevada, sendo várias vezes comparado (compreensivelmente) com Rupi Kaur.

Na verdade, ninguém sabe quem é Atticus, uma vez que, embora os seus livros se consagrem sempre em best sellers, o autor não revela a sua identidade. A combinação da sua sensibilidade poética, encaixe perfeito no mundo digital e a identidade misteriosa tornaram-se nos ingredientes essenciais para ser um dos poetas mais populares da atualidade.

Love Her Wild mantém a pegada digital pela qual já é conhecido, fazendo acompanhar os seus poemas curtos e simples com fotografias a preto e branco que procuram dramatizar e dar mais intensidade a cada passagem.

O título não deixa margem para dúvidas de que o tema principal deste livro são poemas de (des)amor. A leitura é fluída e bastante rápida, sendo perfeitamente possível terminarem o livro no próprio dia em que o começaram. Várias constatações passaram na minha mente durante a leitura e a principal foi o quanto este livro não me magnetizou. Acredito que se deve a uma combinação de fatores; 1) a falta de identidade das fotografias — que não achei uma estratégia bem conseguida porque pertenciam a bancos de imagens e, portanto, em nada refletiam a identidade ou licença poética visual do autor, assemelhando-se ao amadorismo de qualquer utilizador no Tumblr; 2) o excesso de popularidade digital — um pouco à semelhança de Rupi Kaur, muitos dos textos presentes no livro já tinham sido mais do que explorados na internet e a experiência foi mais um reconhecimento de leitura do que de descoberta; 3) a idade com que o li. Talvez fosse um livro que conversasse mais comigo numa fase de vida mais jovem. Provavelmente, não sou o público-alvo deste livro e muitas das observações do próprio autor não me desencadeavam particular empatia — algumas refletiam a imaturidade adolescente que todos nós já detivemos e que o crescimento aprimorou.

Embora tenha feito algumas descobertas boas — há poemas que, de facto, tocaram-me e que gostei —, não achei suficientes para o considerar uma leitura arrebatadora. Consideraria na flor da adolescência — entre os 15-18 ainda é um livro capaz de conquistar o público — mas a falta de elementos novos e o amadorismo da edição não me arrebataram. Prefiro acompanhar o seu trabalho e amadurecimento artístico — e emocional — no mesmo lugar onde ele deu os primeiros passos da sua carreira: no digital.

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Bertrand

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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

BOM GARFO || Italian Republic


 LISBOA

Para brindar os queridos 25 da amiga. 2019 não trouxe muitos espaços gastronómicos novos mas este aniversário permitiu-me contrariar um pouco essa regra. Fica, aliás, esta sugestão, já que o Italian Republic consagra-se num excelente local para reunir amigos para um jantar de celebração — sabemos que pode ser exaustivo demais encontrar o lugar perfeito para um jantar de aniversário.

Já com vários restaurantes espalhados pelo país, a escolha recaiu para o espaço no Saldanha e o nome não deixa dúvidas sobre o tipo de gastronomia privilegiado. Desde pizzas, massas, risottos e saladas, há opções para todos os gostos e regimes, o que potencia ainda mais o ambiente casual e de grupo.

Para a minha mesa veio um risotto de cogumelos porcini, mas a carta foi bastante explorada pelos restantes elementos do jantar. O risotto era bom, bastante cremoso e com um gosto forte, mas admito que não foi o melhor que já comi. As pizzas eram deliciosas e as massas vinham com uma apresentação fabulosa. Concordámos que todas as doses eram generosas exceto a pizza calzone — se optarem por este prato, talvez seja sensato acompanharem com uma entrada ou terminarem com uma sobremesa.

Como sou uma gulosa, terminei a refeição com um petit gâteau de chocolate e gelado de morango, que ficou mais do que aprovado. Não foi a descoberta do meu ano e, em rigor, não tem elementos diferenciadores face a outros restaurantes da mesma linha, mas é o local certo para um ponto de encontro com a certeza de que vão comer bem, desfrutar de um ambiente bonito — toda a decoração é aprumada e sofisticada — e reunir numa só carta todas as dietas dos vossos convidados.
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Avenida Duque de Ávila, 40C, Saldanha
Lisboa
Contacto: 963 740 804

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

FILMES || Os Dois Papas


Numa época muito sensível para a igreja católica, marcada por escândalos e descrença, o Papa controverso Bento XVI reúne-se com o Cardeal Jorge Bergoglio — atualmente, mais conhecido como Papa Francisco —, ambos com propostas distintas um para o outro. Eternizar os encontros entre estas duas figuras num filme não se cingiu a propósitos meramente dramáticos. Refletiu os acontecimentos insólitos que decorreram a seguir.

A transição de um Papa conservador e tradicional, como Bento XVI (após a sua renúncia ao cargo, um acontecimento inédito), para um Papa liberal e progressista como Francisco — e, mais inusitado ainda, com o aval do primeiro — consagrou-se num momento inesperado e misterioso. Ambos eram conhecidos pelas suas divergências categóricas na abordagem e visão da igreja e da fé. Os encontros revelaram-se uma tentativa do Papa Bento XVI de encontrar um ponto de convergência com o Cardeal que ele ambicionava que lhe sucedesse após a renúncia ao cargo. E assim surge, baseado em factos reais, Os Dois Papas.

A minha relação com a fé é um processo ad aeternum em construção mas admito que a minha relação com qualquer igreja é mais objetiva: distante. Reconheço a minha ignorância face a muitos (inúmeros!) aspetos da religião Cristã — e da sua própria história — mas assisti a este filme totalmente absorvida. São mais de duas horas de longa metragem que, para mim, passaram num sopro enquanto os dois Papas conversavam, discutiam, debatiam e confessavam as suas fragilidades. O filme tem uma componente filosófica muito forte e que nos impele a discutir e refletir a nossa própria visão. A prestação — e caracterização — de Anthony Hopkins e Jonathan Pryce é sublime e faz jus às duas figuras que representam. Os dois Papas são expostos com mais humanidade e menos divindade sem que isso lhes retire a dignidade ou a meritocracia dos seus cargos.

São poucos os filmes que me fazem sentir que preciso de voltar a assistir e prestar atenção a outros detalhes, mas Os Dois Papas é um exemplo perfeito dessa necessidade. Com uma fotografia sublime mas uma cinematografia um pouco mais fraquinha, este é um dos poucos defeitos que encontro na produção. Numa atualidade cada vez mais intolerante para divergências de opinião, onde a discordância gera conflito e ostracismo ao invés de aprendizagem e debate, é incrível existir uma obra que nos mostra que duas figuras com visões absolutamente discrepantes podem convergir, admirar-se e criar laços de amizade.

domingo, 5 de janeiro de 2020

EVENTOS || Puzzle Room Lisboa: Lágrima Mortífera


Para cumprir uma tradição que surgiu espontaneamente, celebrámos o Natal juntas num escape room. A nossa estreia foi aqui e, desta vez, graças a um giveaway, tínhamos o local selecionado e restava-nos escolher o jogo.

O serviço foi o Puzzle Room, perto do Hospital de Santa Marta, na Avenida da Liberdade. O jogo selecionado foi o Lágrima Mortífera. A expectativa era elevada, uma vez que este jogo reservava um pormenor inédito: era um street escape, o primeiro em Portugal. Os nossos desafios e pistas localizar-se-iam pelas ruas de Lisboa e não num espaço fechado, como é habitual.

Através de um tablet e algum contexto fornecidos pela equipa do Puzzle Room, estávamos prontos para iniciar um novo desafio. Tudo é explicado e preparado na perfeição para que a experiência corra bem e nunca percam tempo em contratempos. Recomendo para este desafio em particular calçado confortável, já que vão circular.

A sensação foi unânime; embora tenha sido divertido e irreverente realizar cada desafio no exterior, o jogo tem muito potencial para melhorar. A identificação de cada pista e a própria performance digital são competentes mas, no final, concluímos que o envolvimento dos jogadores na história não é muito forte e que as próprias pistas e relação entre elas não tem grande nexo — um elemento fundamental para nos sentirmos dentro da história. 
A nível de percurso, a desilusão, infelizmente, manteve-se; sabemos que o tempo é limitado — afinal de contas, é um desafio — mas tendo em conta a incrível cidade de Lisboa, cheia de pontos fantásticos e histórias lendárias, seria mais inteligente explorar e potenciar melhor essa particularidade, não cingindo o jogo a umas voltas na Av. da Liberdade.

No final, divertimo-nos e não escapámos por uma questão de minutos. O Lágrima Mortífera vence pela irreverência do desafio mas, admitimos, esperávamos mais. O Puzzle Room dispõe ainda de outros desafios em circunstâncias mais tradicionais, portanto, embora não recomende de olhos fechados este, talvez os outros jogos sejam mais imperdíveis. Vale a pena destacar o profissionalismo dos funcionários do serviço que não tiveram problemas em remarcar o jogo quando surgiu um contratempo na véspera e que nos abriram portas com a maior simpatia.

Desafio Escolhido: Lágrima Mortífera — outros desafios: O Assalto, Ilha Perdida, O Assalto Junior (indicado para crianças), Ilha Perdida Junior (indicado para crianças), Assalto XL
Custo: 13€ por pessoa (grupo de cinco)
Rua do Passadiço, 142, 1150-256,
Lisboa

sábado, 4 de janeiro de 2020

LIVROS || This Is Marketing


O marketing continua a interessar-me (muito!) e se, por um lado, esta evolução digital tem permitido chegar ao consumidor de forma mais fácil e criativa, por outro, nunca o marketing ficou tão manchado por más campanhas, saturação de mensagens e estratégias sem sentido. Em muitos momentos, os valores do marketing trocaram-se e esqueceu-se o propósito da publicidade: servir os consumidores, não o contrário.

Seth Godin contraria esta tendência e evoca, em This Is Marketing, os valores intemporais e contemporâneos que devemos adotar na nossa estratégia. Desenganem-se se pensam que é um livro técnico exclusivo para profissionais de marketing, publicidade ou comunicação; a mensagem é transversal a todo e qualquer projeto que queiramos expandir, desde um negócio, um blog ou até mesmo marketing pessoal — que muitas vezes descuramos.

Num mundo cada vez mais conectado e saturado de mensagens e alertas, como atrair atenção para nós? Quem é o consumidor certo para o meu negócio? Qual o canal de comunicação que faz mais sentido investir? Como criar afiliação e tensão? Como transformar uma venda em relação? O que dizer e como dizer? Através de casos práticos e exemplos concretos, Seth Godin ajuda-nos a compreender quem realmente está do outro lado a ouvir-nos — e para quem vale a pena comunicar — e dedica cada capítulo a erros e métodos-chave para que a nossa mensagem seja mais objetiva, transparente e eficaz. Relembra-nos da importância de respeitar os consumidores e de não termos vergonha de promover o nosso trabalho — ou nós próprios.

Numa linguagem acessível, This Is Marketing revelou-se uma leitura enriquecedora. Embora os livros deste tema corram sempre o risco de datarem depressa — reflexo de um mundo que evolui exponencialmente na forma como comunica e consome —, This Is Marketing reserva alguns princípios-chave que, independentemente das plataformas e das estratégias, talvez possam manter-se intemporais.

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Bertrand

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

ISTO É TÃO INÊS || 6 Objetivos para 2020


Ser (ainda mais) consistente nos treinos: 2019 foi incrível no que toca a manter uma rotina de treino. Sentir a brisa da manhã todos os dias e começar o meu dia a mexer-me fez toda a diferença na minha saúde física mas, principalmente, na minha saúde mental. Mais do que nunca, sei que preciso de atividade física para me manter mais equilibrada. Mas posso melhorar e, em 2020, quero ser mais disciplinada. Venci a preguiça muitas vezes mas posso vencer muitas mais.

Manter um fast-food por mês: Uma proposta que eu amei e que muitas das minhas pessoas alinharam também. Apenas consumir fast-food uma vez por mês. Foi muito mais fácil do que julgava e quero manter o ritmo!

Explorar a minha beleza: Acho que os 25 pedem por isso. Muito se fala sobre auto-conhecimento numa perspetiva interna mas o exterior é igualmente importante. E eu acho que me conheço muito melhor por dentro do que por fora. Em 2020, quero parar de dizer as coisas horríveis que digo sobre a minha fisionomia e explorar a minha beleza. Desde moda à maquilhagem. Só no ano passado é que descobri o corte de cabelo mais Inês de sempre. A caminhada vai ser longa mas — espero! — divertida!

Viajar, viajar, viajar: O desejo de todos os anos, a meta de uma vida. Dentro e fora de Portugal. Porque eu adoro-me quando estou de mochila às costas e de mapa na mão. É quando gosto mais de mim.

Poupar para... um sonho: Que ainda não verbalizo aos quatro ventos. Tenho receio que não se concretize e, durante muito tempo, esteve adormecido cá dentro. Mas sei que esta é a fase da minha vida em que tenho de o fazer. Não tenho nada que me prenda e suspeito que o arrependimento será grande se não o fizer. Para já, o realismo impera e a proposta é poupar muito! Depois do porquinho estar cheio, materializamos.

Mais social: Ainda sou muito bicho do mato. Ainda olho para o sofá tentada a escapar. Ainda fico muito acanhada para ter a iniciativa de marcar o café. Ainda deixo que o tempo me afaste de amigos que podia ver mais amiúde. E também sei que muitas vezes eles deixam que o tempo faça o mesmo. Em 2020, quero contrariar-nos. Marcar mais, combinar mais, estar mais. Cada vez mais sei que a vida sempre será caótica, sempre haverá trabalho — de alguma forma, de alguma maneira — e nunca teremos tempo. Não vai mudar. Mas há sempre espaço quando queremos. Há sempre tempo quando o fazemos. Em 2020, quero dar mais desse tempo aos outros e curtir mais das amizades boas e da família fabulosa que tenho. Afinal de contas, são as pessoas que fazem a vida valer a pena. Não as deixem para segundo plano.

Quais são os vossos objetivos para 2020?

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

VÍDEOS || 2019 • 1 Segundo por Dia

Em 2019, propus-me a um pequeno desafio que, honestamente, duvidei que fosse ver a luz do dia: gravar 1 segundo por dia durante todo o ano. Foi a minha estreia completa no universo de vídeo mas reconheço que, a par de outros desafios que fui realizando — como o 365 Days of Gratitude —, teve importância na forma como encarei não só este ano como cada dia que fui vivendo. Selecionar um pequeno pedaço de 24 horas para mais tarde recordar coloca tudo em perspetiva. Esta compilação reflete algum amadorismo técnico mas o resultado final deixou-me encantada e um tanto emocionada. É incrível saber que vou ter sempre uma forma especial, criativa e pessoal de rever 2019.

Assim fica a minha despedida oficial e final de 2019. Um conjunto de segundinhos que registaram cada momento deste ano. Foi tão divertido de gravar e registar...! Na esperança de que alguém possa gostar de ver, partilho-o com vocês!