sábado, 31 de agosto de 2019

FILMES || Agosto • 2019


Run Boy Run conta a história verídica de Srulik, uma criança de 8 anos polaca e judia que foge de um gueto de Varsóvia e tenta sobreviver sozinho, durante três anos, na Polónia ocupada pelos Nazis. Para trás deixa a sua família, as suas memórias e as suas raízes e crenças.
Poderia correr o risco de ser só mais um filme sobre uma temática que está longe de ser original mas que eu julgo que se pode destacar por alguns elementos muito interessantes como o facto de ser uma história real — o que nos deixa ainda mais fascinados e horrorizados , os diálogos serem nas línguas originais e as próprias peripécias da história serem contadas sem paninhos quentes. É um filme pelo qual sentimos empatia desde o início e não descolamos o olhar do ecrã para sabermos como é que ele supera cada adversidade e perigo. Espelha muito bem — e à semelhança de grande parte das produções que seguem este tema — o que de pior e melhor somos capazes de fazer enquanto Humanidade.

Agosto marcou o meu regresso ao cinema — e quantas saudades eu tinha! — para ver esta produção extraordinária no grande ecrã. O mais recente filme do Tarantino passa-se em 1969 e tem como estrelas principais a dupla mais carismática de sempre: Brad Pitt e Leonardo DiCaprio. Ambos protagonizam dois atores que tinham estado na ribalta há uns anos e que caíram no esquecimento e fracasso. Ambos procuram recuperar a fama e o reconhecimento que sentem que perderam.
Embora esta pareça uma premissa simples (até demais), relembro que estamos a falar de um Tarantino e que a verdadeira história que ele procura (re)contar é a de Sharon Tate. Não foi uma produção com crítica consensual; muitos não compreenderam o protagonismo das duas personagens masculinas ao invés da discreta participação de Margot Robbie e, sem conhecerem a história de uma das mais acarinhadas e bonitas estrelas de Hollywood, é possível que não entendam nem o alinhamento da história nem o seu desfecho. É um filme que exige trabalho de casa antes de nos sentarmos na grande sala com um balde de pipocas no colo. Pessoalmente, adorei e embora não seja o meu filme preferido do Tarantino, é evidente que foi um trabalho que lhe deu gozo a realizar e que não se preocupou em tornar o seu projeto em algo mais balizado e popular. Os elementos Tarantinescos estão todos lá: diálogos catchy, cenas de pancadaria sanguinolentas e twists.

Depois de ter lido o livro e de ter ficado completamente rendida, fiz questão de assistir à adaptação cinematográfica que me deixou com sensações paradoxais. Não me vou alongar muito no resumo da história porque podem ler na minha opinião sobre o livro. Em imensos aspetos, o filme está muito fiel ao livro e isso agradava-me. Diálogos, pormenores que a câmara foca e que eu apreciei que fossem valorizados e composição dos cenários e das personagens secundárias. Quase compensava o acting fraquinho dos atores — que não me convenceu muito. Porém, as cunhas próprias do filme são incompreensíveis e inconvenientes. Não se trata de uma reinterpretação livre da história: há alteração de detalhes importantes que eu considero essenciais porque dignifica ainda mais a mensagem urgente que o livro procura passar (e como está no trailer, eu acho que não é spoiler em dizer: ele não segurou na escova. Ela estava arrumada). Não compreendi a necessidade porque o livro é objetivo e visual o suficiente para a recriação ser possível (especialmente porque o fizeram em outras cenas da produção). Por todos estes fatores, terminei com a sensação de que o filme tinha um potencial tremendo mas que não chegou lá (nem perto). The Hate U Give manifesta-se como um filme jovem e inovador mas que teria de pedalar muito mais para conseguir chegar ao valor da obra literária. Embora eu saiba que mais facilmente carregam no play do que pegam no livro, eu recomendo muito que façam o último para não serem induzidos em erro e para desfrutarem de uma experiência muito mais enriquecedora.

Já assistiram a algum destes filmes? Ficaram com curiosidade?

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

PASSAPORTE || Satsanga Spa Vila Galé - Palácio dos Arcos


Uma manhã de domingo pareceu-nos a altura ideal para terminar a semana em grande e desfrutarmos de uma experiência de spa. Entre as opções disponíveis, acabámos por apostar nos serviços de spa do Vila Galé no Palácio dos Arcos.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

LIVROS || The Hate U Give


Encontrei The Hate U Give, pela primeira vez, nas prateleiras da secção infanto-juvenil e fiquei intrigada de tal forma que a curiosidade falou mais alto e acabei por o procurar no meu Kindle. Ainda bem que o fiz porque foi um dos melhores Young Adult que já li. 

Starr Carter é uma adolescente negra que assiste à morte violenta de um dos seus melhores amigos por um polícia branco. Sendo a única testemunha do acontecimento, Starr é chamada a depor para relatar o que realmente aconteceu naquela noite e a usar a sua voz em defesa daqueles que a veem silenciada, todos os dias. 

O livro prima pela originalidade e audácia da história. Embora tenha registos típicos de um YA — as inseguranças na adolescência, as relações de amizade e amor, as convenções típicas da idade —, o livro agarra num tema fraturante e explora-o sem medo das críticas. Conceitos como racismo, brutalidade policial, preconceito social e cultural estão presentes de forma sublime e refrescante. É extraordinário observar algumas das coisas que realmente acontecem, atualmente, através dos olhos e pensamentos da Starr. Parece surreal que certas injustiças ainda aconteçam. Que tantas pessoas sejam destratadas — e não se sintam seguras — unicamente pelo tom da sua pele e pelas suas origens.

The Hate U Give fala sobre sermos mais do que as nossas circunstâncias. Sobre injustiça, sobre o propósito de se protestar e ter uma voz com uma mensagem para partilhar — e defender. Sobre sermos fiéis a nós próprios. Não consegui pousar este livro por um segundo, e embora a linguagem procurasse reproduzir a própria forma de dialogar da protagonista — com algumas gírias e vernáculos próprios da adolescência — a narrativa está muito bem construída, a leitura é fluída e avançamos nos capítulos sem dar conta do tempo mas prestando atenção, finalmente, a detalhes que, para muitos, representam a sua segurança e dignidade. É um YA mas deveria estar na prateleira de qualquer leitor, não importa a idade. Um livro atual, urgente e envolvente. Nunca esquecerei a Starr nem o Khalil.

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Bertrand
Livro | E-book

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domingo, 25 de agosto de 2019

EVENTOS || Anavitória nas Festas do Mar 2019


A minha estreia nas Festas do Mar, em Cascais, foi marcada no dia 22 de agosto com o único propósito de assistir, de novo, às Anavitória. Depois do concerto sublime e intimista que tive a oportunidade de assistir em 2017, no show-case da FNAC, a vontade de as ouvir ao vivo mais uma vez era tremenda, especialmente desde o lançamento do seu mais recente trabalho.

Com a brisa do mar bem próxima do recinto e um clima de noite tropical, Cascais recebeu a dupla brasileira de braços abertos e entusiasmo na voz. Não consegui evitar não comparar os dois concertos e embora ache que o espetáculo da FNAC (íntimo, para um público pouco mais extenso que cinquenta pessoas) combinasse mais com o seu estilo, foi interessante observa-las num registo mais monumental. Ainda assim, alguns elementos mantiveram-se fieis em ambos os concertos, entre eles o guarda-roupa a preto e branco, os pés descalços e a conversa doce entre músicas. A setlist incorporou os dois álbuns e nenhuma música mais popular ficou esquecida. Embora o clima fosse inteiramente de festival (e um pouco mais impessoal) as vozes delicadas e meigas da Ana e da Vitória aproximaram-me do palco e trouxeram um quentinho no coração que evaporou o cansaço de um dia de trabalho. 

Terminei o concerto feliz, grata por as poder ouvir de novo e com saldo positivo deste evento estival. Foi a minha primeira vez nas Festas do Mar mas o ambiente alegre, o cartaz inteligente e a entrada gratuita despertaram a minha atenção para edições futuras. Obrigada, Leonor, pelo aviso!

sábado, 24 de agosto de 2019

PASSAPORTE || Dicas e Factos Sobre a Disneyland Paris (parte II)


Dias | Conforme o tempo, os viajantes e as carteiras, uma visita à Disneyland segue vários módulos; há quem aproveite a viagem a Paris para dar um pulinho de um dia à Disneyland, indo e voltando. Há quem fique uma semana. Há quem fique um par de dias. Se o vosso objetivo é ver os dois parques  Disneyland e Disney Walt Studios Park  com calma e desfrutar de todas as diversões, acho um dia muito audaz. Será uma visita com muita informação, muito violenta e corrida onde presumo que não terão tempo para respirar. Porém, se não são fãs de montanhas russas, posso adiantar que a Disney Walt Studios visita-se mais rapidamente do que a Disneyland. Tanto na viagem de 2005 como na de 2019, ficámos 3/4 dias e é o que recomendo. São dias suficientes para irem a todas as diversões, desfrutarem dos dois parques com calma e ainda repetirem os vossos preferidos antes do regresso.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

WEB || Ecosia


Nunca se explorou tanto sobre comportamentos e alternativas sustentáveis como agora — e o planeta implora por isso! — e embora algumas sugestões ainda não estejam ao alcance da realidade de muitas pessoas (ou carteiras), há sempre opções práticas, económicas e funcionais que podemos seguir para melhorar a nossa passagem pelo planeta. O Ecosia é um excelente exemplo disso.

Já é o meu motor de busca há anos e julgava ser de conhecimento comum, mas as minhas mais recentes conversas provaram-me o contrário e senti toda a urgência em partilhá-lo — afinal de contas, é uma ideia genial!

Ecosia é um motor de busca gratuito que planta árvores a partir dos lucros obtidos pelas nossas pesquisas. Funciona para computador e telemóveis. Basta fazer o download da extensão e automaticamente ele associa-se ao vosso motor de busca original. Pronto! Rápido, gratuito e que fará, certamente, a diferença. 

O interface é simples e facilmente se habituarão — na verdade, é igual ao Google, praticamente. Não noto qualquer diferença de um para o outro mas a verdade é que há. As minhas buscas são mais sustentáveis, uma vez que os seus servidores funcionam integralmente através de energia renovável; a empresa é transparente e informa-nos de que forma é que os lucros gerados a partir das nossas pesquisas estão a beneficiar o mundo, e — um ponto que nada tem a ver com sustentabilidade mas que é igualmente atrativo — o Ecosia não vende as nossas informações e dados para terceiros. Em média, são necessárias 45 pesquisas para plantar uma árvore e, depois de instalada a extensão, o site informa-vos quantas pesquisas já fizeram até ao momento. O site disponibiliza, também, vários artigos e novidades relacionados com o impacto do seu projeto no ambiente.

À data desta publicação, o Ecosia já plantou mais de 65 milhões de árvores graças às pesquisas de todos os utilizadores. E que poderão ser muitas mais se dermos a conhecer este motor a mais pessoas. Muitas vezes damos por nós a questionar como podemos fazer a diferença, mesmo que em gestos mais simples e humildes. Esta parece-me uma ótima sugestão. Sem desculpas para não alinhar!

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

PASSAPORTE || Disneyland: TGV


Uma das nossas preocupações durante o planeamento da viagem para a Disney foram os transportes do aeroporto para a vila onde se encontra a Disneyland. Após várias comparações de preços, optámos por voltar de TGV da vila para o aeroporto.

Escolhemos o TGV por vários motivos, entre eles o preço não se desviar muito daquilo que iríamos pagar por uma viagem noutros transportes e a rapidez  a viagem de Marne-la-Vallée ao aeroporto Charles de Gaulle dura 10 minutos. Além disso, seria uma estreia. Nunca tínhamos andado em TGV.

O bilhete teve o custo de 18€ e embora a viagem tenha sido tão curta que nem conseguimos apreciar todo o potencial deste meio de transporte, foi muito confortável. Já fui e voltei da Disneyland de autocarro e de carro e este foi, de todos, o mais cómodo. Um outro ponto que acho muito interessante é que existe um TGV na mesma estação com ligação direta para Londres (com duração de uma hora) e que é este o meio de transporte que os britânicos privilegiam quando querem ir à Disneyland. Já imaginaram? Em 1 hora atravessarem a fronteira e irem à Disneyland? Pareceu-me surreal de bom! 

Na hora de escolher transportes, vale sempre a pena avaliarem todas as opções e compararem. A época em que vão viajar, o aeroporto de onde partem e a antecedência com que vão comprar os bilhetes influencia bastante nos preços. Para nós, este foi o que mais compensou e garantiu-nos uma estreia.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

LIVROS || Love & Gelato


Depois da leitura pesada que foi Vozes de Chernobyl — e com as minhas férias à vista — precisava de uma leitura mais leve e despreocupada. O Love & Gelato estava na minha pilha de livros há meses e pareceu-me a melhor aposta.

Love & Gelato introduz-nos Carolina, uma adolescente que vai para Itália para cumprir (relutantemente) uma promessa que fez à sua mãe antes desta falecer devido a um cancro terminal. Parece uma premissa pesada mas o livro promete tudo o que se espera de um romance de verão: Florença, gelados, paixões e mistérios por desvendar.

O livro foi abraçado pelos críticos de Young Adult mas a verdade é que não o adorei. A narrativa tinha uma linguagem quase amadora — entende-se que a autora quer reproduzir os pensamentos de uma adolescente mas todo o encadeamento, comportamentos e diálogos pareceram-me imaturos e rebuscados demais, por vezes — e logo nos primeiros capítulos previ todo o desenrolar da história porque é previsível demais. A certa altura, comecei a sentir uma certa frustração com a protagonista porque tudo era completamente previsível e as respostas eram óbvias mas a personagem não chegava lá. Não sou condescendente por o livro ser um género YA porque há inúmeras obras deste género com narrativas incríveis. 

Concluí que talvez o problema tenha sido eu e que definitivamente não era o público alvo deste livro. A sensação de um romance de verão está lá mas os elementos acima expostos fizeram-me considerá-lo fraquinho para quem precisava de uma leitura ligeiramente mais elaborada. Se são um bocadinho mais novos que eu e procuram um título que vos faça (re)conquistar hábitos de leitura, esta pode ser uma boa aposta. Eu senti que me passou um pouco ao lado.

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domingo, 18 de agosto de 2019

DAILY || Sons das Férias


O som do mar e das ondas. Da brisa a bater nas folhas. Dos calçados abertos a chinelar na gravilha. Dos talheres à mesa. Gargalhadas. Cães a latir. Aviões a descolar. As rodas das malas no chão. Toalhas a serem estendidas. Latas a abrir. Tampas de protetor solar a abrir e fechar. Rádio. Copos a brindar. Páginas a virar. Campainhas de bicicleta. Grelha. Mergulhos. Portas de correr para o exterior a abrir e fechar. Bola a bater na raquete. Grilos. Gritos a anunciar bolas de berlim. Acordeão e músicas de festa na aldeia. Sinos de igreja. 

E vocês? Que sons associam a férias?

sábado, 17 de agosto de 2019

LIVROS || Vozes de Chernobyl


Tinha o Vozes de Chernobyl na minha reading list há imenso tempo, e assistir à série Chernobyl deu o empurrão certo para iniciar, finalmente, a leitura. Ainda com a memória fresca de alguns factos e acontecimentos, achei que era a altura indicada (até porque a série se baseou em alguns dos relatos do livro para reproduzir o acontecimento).

Vozes de Chernobyl é uma compilação de relatos das vítimas do acidente nuclear. Entre trabalhadores do reator, cientistas, pilotos, mineiros, integrantes do partido, médicos, soldados, refugiados, professores, fotógrafos e residentes, Svetlana Alexievich entrevistou um a um — necessitando, em alguns casos, da proteção do anonimato — e reuniu todos os relatos neste livro que não segue a linha de uma entrevista convencional e sim de testemunho. Não existe um formato de pergunta-resposta mas sim uma compilação de memórias, onde a jornalista deixou cada testemunha relatar tudo o que viu, sentiu ou fez durante o incidente, sem interrupções.

Vozes de Chernobyl não procura reunir explicações ou reconstruir cronologicamente o acontecimento e por isso mesmo recomendo que assistam à série antes de lerem o livro. A série procura replicar e explicar tudo o que se passou antes, durante e após o desastre. Vozes de Chernobyl foca-se inteiramente no que milhares de pessoas tiveram de viver; a desinformação, a ocultação dos factos, a angústia de terem de partir e abandonarem as suas casas e de deixarem as suas vidas para trás, os sacrifícios. Por existir um leque tão vasto de vítimas, os próprios relatos acabam por ser muito distintos e cada um decide focar-se numa parte de um acontecimento gigantesco, proporcionando-nos detalhes e incidentes secundários absolutamente fascinantes e aterradores.

O livro acaba por ser muito político também, no sentido em que espelha muito bem — talvez melhor, até, que a série — o poder político sobre as pessoas. A pressão do país para que muitos se sacrificassem, a ideologia política acima das leis da física e da ciência — que me transcende e que continuo a achar que nada mudaria, hoje em dia — a necessidade de manter uma fachada que custou a (qualidade de) vida a tantas pessoas. Chega a ser revoltante a desinformação e a pressão que tanta gente sofreu. 

Não é, de todo, uma leitura fácil. Os relatos são-nos apresentados sem paninhos quentes, tal como são, e nem sempre são memórias fáceis de ler ou digerir: o sofrimento e as decisões horrendas que tiveram de ser tomadas (algumas retratadas na série) marcaram-me e mexeram comigo de tal forma que tive de deixar de ler este livro à noite. Determinadas passagens são fortes demais mas necessárias. Para compreendermos o que realmente estas pessoas tiveram de passar, para entendermos o que é que acontece quando um desastre sem precedentes ocorre, para ganharmos uma perceção real do que é que a Humanidade é capaz de fazer — para o bem e para o mal. É um livro real, cru e imprescindível. Embora custe a virar a página, senti que entregou tudo o que esperava dele. Queria testemunhos, memórias, pormenores e foi exatamente isso que recebi, sem recriações ou floreados. Svetlana limitou-se a transcrever exatamente as palavras de cada testemunha e, sinceramente, foi a sua melhor decisão. É um livro que todos temos de ler para que a História nunca mais se repita.

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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

1+3 || 10 Coisas que Aprendi com a Amizade


Não duram para sempre | Ao longo dos anos, fui aprendendo a aceitar que muitas amizades não nascem ‘para sempre’ e que o contrário de amigo não é inimigo. As amizades podem acabar sem existir um fator de conflito ou inconciliação. As rotinas mudam, os interesses e gostos, as circunstâncias. E, por vezes, deixa de fazer sentido ou já não nos reconhecemos. E está tudo bem. Há amizades que existem para determinadas etapas da nossa vida e que não foram menos profundas e especiais por terem existido unicamente nessa fase. Não é necessário — ou saudável — tentar encontrar defeitos e erros na pessoa para justificarem a saída dela na vossa vida. Foram amizades bonitas e sinceras. Simplesmente seguiram rumos diferentes. Sem rancor. Sem inimizade. 

Tipos de amigos | Amigos para tudo são raros e não faz sentido que lhes cobremos isso. Porque é natural. Há amigos para sair, há amigos para passear, há amigos para experimentar coisas novas, há amigos para chorar... É evidente que um só amigo pode encaixar em várias destas características mas não exijo que eles sejam tudo. E eu também não sou. 

Não têm de estar sempre juntos | Desde muito cedo aprendi que não temos de ser inseparáveis e a conversar a toda a hora para a nossa amizade ter valor. Tenho amigos que vejo com pouca regularidade e continuam a ser meus amigos, mesmo. Não falo todos os dias com os meus amigos. Não lhes cobro combinações a toda a hora. E tenho amigos que moram bem longe de mim e que só consigo ver em circunstâncias especiais mas que não considero menos amigos por isso, de todo. 

Tempo não é determinante | O tempo de uma amizade é bonito e curioso. É bonito acompanhar tantas das minhas amizades ao longo dos anos e perceber que, embora tenhamos crescido, amadurecido, iniciado e terminado várias etapas da nossa vida, evoluído certos gostos e interesses, não deixámos de nos acompanhar nem de estarmos de braço dado a traçar novos caminhos. Mas o tempo não é determinante numa amizade. São as pessoas e os momentos que dividem juntas que definem a importância e o significado de uma amizade. Não é menos profunda ou especial por ter menos tempo de existência. E não é fundamental permanecer amigo de alguém só porque o conhecemos desde pequenos. Não é o tempo que define um amigo. Amigo é quem te respeita, te valoriza, te acrescenta. Essa pessoa faz-te feliz? Torce (de verdade) pelo teu bem? É honesta? Aceita as vossas diferenças? Agrega algum valor na tua vida? Esforça-se por fazer parte da tua vida? Não tem preconceito pelo teu tom de pele, orientação sexual ou emprego? Então essa pessoa é tua amiga. Sem qualquer fator de tempo associado. 

Honestidade | Ser sincera para dizer o que não gosto. O que me magoa. O que não acho certo. Para pedir ajuda, nas coisas simples ou mais difíceis. Para ouvir quando sou eu que erro. Para pedir desculpa quando sou eu que piso a bola. Para dizer que gosto. Para dizer que adoro. Para mostrar o meu apoio e disponibilidade. Para por as cartas na mesa. Para mim, honestidade é tudo numa relação e a amizade não podia ser exceção. Eu valorizo, mais do que tudo, ter alguém do meu lado que é tão sincero comigo quanto eu sou com ela. Nas circunstâncias boas e más. 

Empatia | Falei acima de honestidade mas tão importante quanto o que queremos dizer, é a forma como o dizemos. É fundamental que a relação esteja assente numa base de confiança e honestidade mas sem nunca esquecer a empatia. A forma como dizemos as coisas demonstra respeito e carinho pelo outro. Antes de dizermos o que quer que seja — e por mais sincero e bem intencionado que seja — devemos calçar os sapatos de quem vai ouvir e considerar o nosso amigo, sempre. 

Existe amizade entre homem e mulher | É insuportável ouvir que relações de amizade entre homens e mulheres (héteros) não existe. Porque acreditam que há sempre um interesse amoroso e sexual que alimenta a relação. Não podia discordar mais. Tenho amigos do género oposto com quem posso contar para qualquer coisa e por quem eu tenho o maior carinho, admiração e consideração. Mas também por quem não tenho qualquer tipo de interesse amoroso — nem eles por mim. Vivemos os nossos namoros e trocamos impressões com a mesma naturalidade com que trocamos com amigos do mesmo género e eu adoro poder ter amigos de géneros diferentes. Não são mais nem menos especiais do que as minhas amizades com mulheres (e tenho um ódio de estimação por quem diz que ‘amigos rapazes são melhores’. Não compreendo esse ‘valor acrescentado de género’. Eu estimo seres humanos, não géneros) mas são especiais e sem espaço para hipóteses de romance ou ciúmes parvos (da nossa parte ou de quem está numa relação amorosa connosco). 

Existe amizade online | E aprendi esta com a Blogosfera (que especial!). Tenho de admitir que amizade online era algo que me deixava muito cética. Observava a ideia e julgava-a muito fictícia, abstrata, superficial e com prazo de validade curto. Até porque quem é da minha geração cresceu com uma estimulação de desconfiança perante outras pessoas na internet, portanto, não era uma ideia que me parecesse natural ou segura. Mas a Blogosfera (ou melhor, algumas pessoas que fazem parte dela) provou-me o contrário. Foi uma lição demorada, gradual e super natural. Identificava-me profundamente com algumas das pessoas que fazem parte deste universo e nasceu um carinho especial entre nós que só podia passar para o offline. Hoje, tenho amigas (offline!) que nasceram aqui, nestas páginas e que têm tanto valor e significado quanto uma amizade que surge em circunstâncias mais comuns. Quando estamos juntas — mesmo que não seja todos os dias e mesmo que não vivamos ao virar da esquina umas das outras, mas isso vai ao encontro ao ponto número 3 — não falamos sobre os posts que vamos escrever, estratégias de parceria ou fotografias de instagram. Falamos sobre nós. As nossas famílias, amigos, empregos. As nossas inseguranças e vitórias. Trivialidades da vida. Situações que nunca são expostas nos ecrãs. E, se nos apetecer, falamos sobre blogs. Como qualquer outra conversa entre amigos. É tão real e concreta como qualquer outra amizade e devo-lhes essa lição. 

Cultura | Eu já aprendi tanto com os meus amigos. Sobre cinema, música, desporto, literatura. Sobre arquitetura, medicina, nutrição, biologia, turismo, arte, saúde (...). Já aprimorei tantos gostos e interesses graças às suas contribuições. Aprendo coisas novas, descubro géneros, artistas, títulos, filmes e séries que, doutra forma, não conheceria, ganho uma nova visão do mundo através da visão deles. Por vezes, são sugestões personalizadas — conhecem-me e apostam com confiança de que vou gostar disto , outras vezes são mesmo as diferenças que nos aproximam. Talvez nunca fosse dar uma oportunidade a determinada série se a minha amiga não a tivesse visto e adorado tanto que eu preciso de saber o que há nela para ser tão acarinhada.

Não és Deus | Eu admiro, amo e apoio os meus amigos de forma incondicional e profundamente sincera. Torço por eles e não espero que eles sejam outra coisa que não desmedidamente felizes. O meu desejo para eles é que encontrem sempre o sucesso pessoal e profissional. E eles sabem isso. Mas não sou Deus. Ou o Destino. Mesmo que ache que aquele caminho talvez não seja o ideal, que aquela pessoa não seja a certa para ela ou que determinada decisão não seja adequada, eu não posso interferir. Não faz sentido. Eu admiro os meus amigos por vários fatores e um deles é a inerente capacidade que eles têm de tomarem as suas decisões e de terem o livre-arbítrio para optarem por aquilo que mais faz sentido para eles. Mesmo que não concorde ou que julgue que há um caminho melhor. E posso sugeri-lo, se eles assim o considerarem mas, em última instância, eu confio nas decisões deles e eles confiam nas minhas. Por vezes vão bater com a cabeça, vão-se magoar, vão-se arrepender. Como eu bato, magoo e arrependo. Mas faz parte e não posso passar-lhes um atestado de incompetência para viver ou decidir porque nenhum de nós o tem. Somos competentes para tomarmos as nossas próprias decisões porque ninguém nos conhece melhor do que nós. E de uma decisão que nenhum amigo recomenda, podem surgir oportunidades e desfechos extraordinários que ninguém apostaria que sim. Não sou ninguém para decidir o que o meu amigo pode fazer ou escolher. Sou, isso sim, amiga para apoiar em qualquer circunstância e dar o meu aplauso se tudo correr bem ou dois ombros para chorar, na eventualidade de correr mal. Eles sabem o que fazer e eu sei como os apoiar. E vice-versa.

Aprendizagens bonitas e importantes, que me fizeram evoluir enquanto ser humano, mulher e amiga. Espero que eles possam ter aprendido um pouco comigo também. Agradeço-lhes todas estas lições e torço para que possa aprender muitas mais do lado deles. Se possível, entre gargalhadas e fatias de pizza.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

PASSAPORTE || Walt Disney Studios: TOP 5 Diversões


Aberto 10 anos depois do Disneyland Park, o Walt Disney Studios apresenta-se com um ambiente totalmente diferente do parque com o Castelo da Bela Adormecida, mais maduro, mais direcionado para o universo do cinema e também mais pequeno (embora tenha expandido bastante nos últimos anos). Os dois parques estão praticamente lado a lado e se na minha primeira visita uma manhã chegava para ver tudo o que este parque tinha para oferecer, agora reconheço que a visita beneficia de um dia inteiro. A gestão de como vão organizar o vosso tempo entre os dois parques vai sempre depender de como viajam e do quanto gostam de determinadas atrações, mas decidi ajudar-vos partilhando convosco o meu TOP 5 de atrações.

Rock & Roller Coaster | Prestes a fechar portas em Setembro, uma das montanhas russas mais famosas do Walt Disney Studios está prestes a mudar de roupagem, deixando para trás a banda Aerosmith e ganhando uma nova cara, com a temática dos super-heróis. Seja como for, é uma das minhas montanhas-russas preferidas do parque, pelo arranque a toda a velocidade, pela sensação louca de estarmos num concerto cheio de luzes, pela quantidade de loopings e tonneaus. Reservada apenas a apreciadores de emoções bem fortes! 

Hollywood Tower of Terror | Foi uma estreia nesta viagem porque na primeira visita esta diversão ainda não existia. Já conhecia o filme e, portanto, era uma das diversões que mais aguardava experimentar! Os pormenores de todos os cenários, como se estivéssemos dentro do filme, a ideia de entrarmos no hotel e o explorarmos antes de partirmos para a verdadeira diversão, a vista que o elevador proporciona antes de cair a pique... Adorei tudo! A loja exclusiva de produtos do filme e com tendência para mais artigos de Halloween e vilões também é um must! Umas dicas rápidas: esta diversão é das mais populares dos parques e os Fastpass esgotam por volta da hora de almoço. As filas são longas e demoradas, portanto, recomendo que tentem ir à Tower of Terror (ou que tirem o Fastpass) logo de manhã. E não deixem de olhar com atenção para a fonte que está perto da entrada da diversão. Tem um pequeno efeito.

RC Ride | O carro mais acarinhado do Toy Story tem uma das melhores diversões, na minha opinião, do parque. Colocado numa pista curvada, o carro limita-se a subir e a descer, mas a sensação é bem forte e o coração sobe à boca, especialmente quando chega às extremidades. Quem gosta da sensação de queda das montanhas russas, não pode perder esta diversão! 

Mickey and The Magician | Porque nem tudo se limita a montanhas russas, uma das minhas atrações preferidas do Walt Disney Studios foi um espetáculo. Mickey and The Magician é um show de ilusionismo extraordinário, com duração de 30 minutos, que reúne várias personagens dos clássicos da Disney. Os pormenores, os cenários, as transições e os efeitos são deslumbrantes e vão deixar-vos com os olhos colados ao palco. É um espetáculo para todas as idades. 

Behind the Magic | Tenho de admitir que, com este regresso, esperava que esta atração tivesse sofrido alguma reforma ou que tivessem acrescentado elementos. Tal não aconteceu e deixou-me ligeiramente desiludida, no entanto, não deixa de ser uma das minhas atrações preferidas e que eu considero imprescindível. Behind the Magic leva-nos numa tour pelo extraordinário mundo do cinema, apresentando-nos os adereços, cenários e pormenores, tudo com explicações pormenorizadas em inglês. Durante a visita, podem também testemunhar como alguns dos efeitos especiais do cinema são executados. Vão sair desta tour fascinados e com ainda mais respeito pelo universo cinematográfico!

Podem também ler o meu TOP 5 de atrações no Disneyland Park aqui. Quais são as vossas atrações preferidas deste parque?

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

BOM GARFO || Rainforest Café

 DISNEYLAND

A Disneyland não é o lugar ideal para experiências gastronómicas  pelo menos, na minha opinião. A maioria dos lugares segue a fórmula de menus fast food a custo absurdo e de aspeto manhoso. Porém, na minha primeira visita, houve um lugar que eu gostei tanto de visitar que fiz questão de lá voltar: Rainforest Café. O restaurante pertence a uma cadeia que, além de estar espalhada por toda a América, localiza-se, ainda, em outros destinos internacionais como Londres, Tóquio, Niagara Falls, Dubai e, neste caso, na vila francesa que dá casa à Disneyand Paris.

Quando regressei a este restaurante, entrei a medo: tinha receio que a nostalgia e as minhas memórias tivessem romantizado ou tornado o lugar em algo mais espetacular do que era, na realidade. Mas foi com alívio que a minha memória de infância não me atraiçoou; continua a ser tudo extraordinário. 

Situado na Disney Village  isto é, fora dos parques  o Rainforest Café é um dos restaurantes mais originais onde já entrei, caracterizando-se como uma selva tropical. O seu interior está decorado ao pormenor para nos fazer sentir no meio de uma vegetação densa, com chuva a cair  sim, chuva! , sons de tempestades tropicais e ainda elefantes no restaurante que abanam alegremente as orelhas, ocasionalmente.

O cardápio em si, tenho de admitir, não é extraordinário. Sai um pouco da convenção de fast food e há uma seleção de pratos que podem escolher, sendo que as crianças estão sempre salvaguardadas com menus infantis. A minha escolha recaiu para um hambúrguer que não mudou a minha vida mas não era mau para uma celebração no final de um dia tão preenchido e num lugar como aquele. Porque o espaço em si é de ficar de queixo caído. 

Não foi uma refeição barata e, portanto, o meu conselho é que cheguem fora de horas  está sempre lotado  e optem por uma refeição ligeira. Será que vale a pena lá ir exclusivamente pela experiência de parecer que estamos a fazer uma refeição na selva? O meu coração diz totalmente que sim.

Fotografia Rainforest Café
______________________________
Disney Village, Chessy FR, 77700,
Marne-la-Vallée
Contato: +331 60 43 65 65

domingo, 11 de agosto de 2019

PASSAPORTE || Disneyland: TOP 5 Diversões


Escolher uma diversão favorita em qualquer parque temático é difícil. Sou uma miúda que gosta de adrenalina e emoções fortes, que não foge das montanhas russas e que está pronta para entrar em qualquer carrossel. Mas a Disneyland Park reúne uma série de diversões que vão além dos loopings e descidas a pique, que também aprecio. O detalhe técnico dos bonecos, a recriação das histórias de sempre, as luzes e cores... É exigente reunir um TOP5 de diversões que mais gostei neste parque mas vou dar o meu melhor! 

sábado, 10 de agosto de 2019

LIVROS || O Livreiro de Paris


Escolhi este livro completamente às cegas, unicamente deliciada com o título que podia prometer vários tipos de história diferentes. Sem ler reviews ou sinopses, conheci Jean Perdu, um homem de meia idade que possui um barco muito especial no Sena: uma livraria farmácia. Todos os dias, Jean Perdu recebe dezenas de leitores no seu barco e prescreve os livros que eles devem ler para curar as mais diversas maleitas (desgosto de amor, solidão, insegurança...), e as suas recomendações são sempre certeiras. No entanto, o próprio não consegue sarar as suas fragilidades e dores do passado, vivendo metade da sua existência aprisionado em rancor, luto e arrependimento. É então que decide mudar de destino. 

Não foi o livro da minha vida e não o adorei em todos os momentos. Senti que alguns capítulos eram longos demais e que certos acontecimentos eram desnecessários para a história em si, o que me aborreceu um pouco e me impediu de criar uma empatia forte com as personagens ou com os lugares, mas a curiosidade de saber como a aventura ia terminar levou a melhor. O final não é surpreendente e alinha-se com as nossas previsões. Toda esta experiência quase que se poderia traduzir numa decepção, no entanto, ao longo do livro somos brindados com algumas observações sobre o mundo, a literatura e o amor que eu achei tão extraordinárias que tive de as destacar. E essas passagens obrigavam-me a pousar o livro e a refletir sobre elas. 

Sinto-me dividida entre recomendar ou não. Achei que era uma história cheia de potencial que podia estar melhor contada mas que tem reflexões incríveis. Dou-vos espaço para decidirem por vocês e tirarem as vossas próprias conclusões.

WOOK

Bertrand

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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

PASSAPORTE || Cinco Curiosidades Sobre o Castelo da Bela Adormecida


É o ex-libris da Disneyland Paris e, quer ao vivo, quer em fotografias, não há quem não o admire com encanto. O Castelo da Bela Adormecida torna quase palpável o ambiente idílico dos contos de fadas, onde as princesas cantam e dançam ao lado dos animais, onde o mal nunca vence  mesmo sob vários disfarces  e onde os sonhos se tornam realidade. Ao aproximarmo-nos do Castelo, não conseguimos evitar a sensação de que também somos parte integrante das histórias que preencheram o nosso imaginário nos livros e na televisão. E por o Castelo da Bela Adormecida ser tão encantador, mágico e elegante, partilho convosco cinco curiosidades sobre ele. Tenho a certeza que, depois de lerem este artigo, o vão admirar ainda mais! 

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

VÍDEOS || Tea With Mel

Este mês não foi marcado por uma grande variedade de vídeos que fizessem sentido destacar mas foi um mês de refugio total no canal da Mel e, por isso mesmo, achei que fazia todo o sentido referenciar. O ritual tem sido sempre o mesmo; depois do jantar, faço uma chávena de chá preto (descafeinado!) e assisto a um vídeo do canal Tea With Mel.

Se só puder definir os seus vídeos numa palavra, seria hygge, sem dúvida. A sensação de conforto, familiaridade e a simplicidade das coisas que resolve partilhar aconchegam-me e dão-me uma sensação de quentinho no coração que, em dias caóticos, é quase terapêutica.

Eu já sou fã da Mel há anos e não é a sua estreia aqui pelo blog. Falei do blog dela amoroso aqui, da sua antiga conta de Instagram aqui e, agora, fazia todo o sentido partilhar o seu conteúdo de vídeo. Vlogs de leitura, diários, study vlogs, bullet journal, artigos de papelaria ou apenas momentos aleatórios que ela tem um jeitinho próprio para os tornar únicos e muito bonitinhos, é o que podem encontrar por lá. Confesso, tem sido a minha inspiração diária dos últimos tempos.

terça-feira, 6 de agosto de 2019


Julho não me trouxe a sensação do verão, ainda. Embora os dias de calor estejam (aparentemente) para ficar, a ausência dos pés na areia, da brisa do mar e das atividades estivais tem-me impedido de sentir que realmente estou na estação mais quente do ano (que já vai a meio). No entanto, Julho trouxe memórias bonitas, os amigos de sempre e uma viagem especial. Serão curtos e previsíveis, mas espero que fiquem desse lado a rever tudo o que de bom aconteceu no meu mês — e, quiçá, estimular a refletirem sobre os vossos próprios favoritos de Julho! Ficam desse lado?