quarta-feira, 31 de julho de 2019

BOM GARFO || Kasa Mia

 LISBOA

Um almoço para matar saudades, partilhar novidades e histórias aleatórias. A refeição perfeita para acompanhar? Uma pizza, pois claro! E, desta vez, a sugestão foi feita pelo meu amigo e confiei de olhos fechados  afinal de contas, os nossos amigos sabem sempre onde pairam as melhores pizzarias.
A Kasa Mia encontra-se no Lumiar e bem longe dos holofotes ou da confusão do centro de Lisboa. Confesso que foi um alívio ir a um restaurante na Capital onde tinha estacionamento praticamente à porta e onde o lugar não estava lotado  nem de gente nem de referências pelo mundo digital. Mantém-se um pouco anónimo, o que nunca é incrível no que toca ao marketing mas que é refrescante para quem apenas procura um lugar sossegado  e delicioso!  para comer e meter a conversa em dia.

A carta é variada e aqui homenageia-se, claro, a cozinha italiana. Uma das coisas que mais adoro em pizzarias é quando nos permitem pedir uma pizza com metades diferentes, e foi precisamente por aí que seguimos. Ele pediu uma Cipollina e uma Diavolino e eu decidi arriscar tudo e pedir uma Orientale (com chicken-tikka!) e uma Funghi, para o caso de a audácia não correr bem.

As nossas escolhas foram um sucesso! A combinação de pizzas da minha companhia foi inteligente, já que a Cipollina é bem adocicada e o salgado da Diavolino corta e desenjoa os sabores. Mas, modéstia à parte, tenho de fazer um destaque na minha escolha, particularmente na Orientale, que tem tudo para nos fazer torcer o nariz e julgar que talvez não seja uma boa ideia, mas que nos surpreende à primeira garfada! Os toques são subtis mas, de facto, é uma pizza com temperos indianos e estou consciente que esta descrição não é sedutora para experimentarem. Mas é o melhor dos dois mundos! O frango está otimamente temperado e a pizza tem uma riqueza de sabores incrível. Embora a Funghi fosse fantástica, arrependi-me de não ter pedido unicamente uma Orientale. Nunca provei uma pizza com sabor igual  e eu já provei muuuuita pizza. 

Por provar ficou o gelado de pistaccio e por experimentar um lugar à esplanada. Saí positivamente surpreendida deste lugar e já quero lá voltar numa próxima saída por Lisboa. Só lamento que não seja tão acessível de lá chegar sem carro. Querem uma aposta boa para um almoço entre pizzas sem filas, sem lotação de gente e com estacionamento? Kasa Mia! Mas se preferirem take-away, também existe essa funcionalidade.

Fotografia Zomato
______________________________
Rua Fernando Lopes Graça 19J, 1600-067
Lisboa
Contato: 212 482 622

terça-feira, 30 de julho de 2019

PASSAPORTE || Hotel Cheyenne


Por norma, em viagem, alojamento é um dos fatores onde menos nos preocupamos, onde somos menos picuinhas e onde tentamos poupar mais. Não me importo onde fico porque sei que será um espaço exclusivamente para dormir. No entanto, em toda a minha experiência de viagens, abrimos exceções nesta regra em duas ocasiões: viagens (maioritariamente) balneares e na Disneyland, onde os resorts Disney são temáticos e reservam alguns privilégios.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

PASSAPORTE || Disneyland: Fastpass


As filas num parque temático de enorme dimensão, como a Disneyland, são praticamente inevitáveis, mas o próprio parque deu uma resposta eficiente ao problema criando o Fastpass. Esta modalidade permite que não tenham de aguardar numa fila interminável para aproveitar um divertimento. 

Basta dirigirem-se à diversão que desejam e passar o vosso bilhete Disneyland num dos leitores disponíveis. Imediatamente será impresso um bilhete com a indicação da hora a que deverão estar presentes para aproveitarem a diversão, ganhando prioridade na fila. Assim, conseguem gerir de forma mais eficiente o vosso tempo! O Fastpass é gratuito, funciona na perfeição mas não existe em todas as diversões e está limitado a um Fastpass de cada vez, isto é: só podem tirar um novo Fastpass quando já tiverem utilizado o anterior. 

O Fastpass está disponível na maioria das montanhas russas e recomendo que o façam logo no período da manhã e no divertimento que mais querem visitar. Nas diversões mais populares e frequentadas, os Fastpasses esgotam rapidamente (no período do almoço costumam já não estar disponíveis). Uma dica extra que vos deixo: se estiverem em grupo e acompanhados de pessoas que não apreciam montanhas russas, aproveitem os bilhetes Disneyland deles e façam Fastpass para várias montanhas russas diferentes ao mesmo tempo. Assim, podem usufruir da vantagem várias vezes seguidas e num intervalo de tempo menor.

O Fastpass está disponível nas seguintes atrações (parque Disneyland e parque Walt Disney Studios): Indiana Jones, Hyperspace Mountain, Buzz Lightear Laser Blast, Big Thunder Mountain, Peter Pan's Flight, Star Tours, Rock n' Roller Coaster, The Twillight Tower of Terror, Flying Carpets Over Agrabah Ratatuille.

domingo, 28 de julho de 2019

LIVROS || Milk and Honey


O primeiro volume de poemas de Rupi Kaur já não é novidade para ninguém. Ganhou mediatismo através das partilhas em todas as redes sociais possíveis e despertou bem cedo em mim a curiosidade para ler  o que se revelou uma surpresa porque a poesia ainda é, para mim, um género onde só gosto de estilos muito específicos. A popularidade e o excesso de partilha fizeram-me ganhar mais curiosidade com The Sun and Her Flowers, o seu segundo volume, mas não podia deixar de ler o primeiro. 

Em Milk & Honey, Rupi explora temas como abuso, amor, desgostos amorosos, feminismo e luto. Vêm acompanhados de desenhos feitos pela própria e tudo é muito orgânico  ou parece ser , e transparente. As frases ficam na nossa mente muito depois de as termos lido, e mesmo nunca passando por determinadas experiências que Kaur apresenta no livro, sentimos uma empatia quase imediata pela sua história. As suas descrições não são longas e essa característica não é necessária: em poucas palavras, Milk & Honey retrata-nos a vulnerabilidade de ser mulher, de revelarmos os nossos sentimentos e da nossa entrega a outra pessoa  até a errada.

Agora que já li todo o repertório literário da autora, sinto-me dividida para selecionar um favorito. O fator surpresa de The Sun and Her Flowers, com um final mais positivo, conquistou-me de imediato mas Milk & Honey tem algumas ideias-chave inesquecíveis. Tenho pena que se tenha tornado demasiado popular (no sentido em que o livro quase que está disponível em fragmentos por toda a internet) porque o vulgarizou sem o merecer. É uma história de dor e superação que, embora cheio de citações bonitas, é mais do que uma compilação de descrições para o Instagram.

WOOK

Bertrand

sábado, 27 de julho de 2019

PASSAPORTE || Dicas e Factos Sobre a Disneyland Paris


Época de visita | As minhas duas viagens à Disneyland foram realizadas em épocas diferentes. A primeira foi em época baixa, na véspera das férias de Carnaval, com clima frio mas substancialmente mais agradável de circular pelo parque, já que não existiam filas (os cast members perguntavam-nos, inclusive, se queríamos andar de novo no divertimento, quando terminávamos). Já esta viagem mais recente foi realizada em época alta. O clima estava muito melhor e as horas do parque mais extensas. Por outro lado, o parque estava apinhado e tudo tinha fila. A minha recomendação é que juntem o melhor dos dois mundos e optem pela época da Primavera ou véspera de férias escolares. A semana anterior ao Carnaval, Páscoa ou férias de verão será o ideal.

terça-feira, 23 de julho de 2019

LIVROS || Livro dos Ressignificados


Admiro e acompanho o trabalho do João Doederlein há uns anos  cheguei, inclusive, a partilhar o projeto dele aqui, nesta publicação. Achei a ideia genial: redefinir palavras de uma forma inovadora e informal. Quando soube que ele estava a compilar essas redifinições para um livro, apeteceu-me saltar imediatamente para o Brasil para comprar um exemplar só para mim. Bem sabemos o quanto os portes de envio para Portugal são completamente desencorajadores. Fico feliz que tenham trazido esta edição para Portugal.

Palavras como ‘Amor’, ‘Saudade’, ‘Viajar’, ‘Esquecer’, Amizade’, Determinação’, ‘Sonho’, ‘Deus’ entre outras figuram neste livro com uma edição lindíssima e que está dividido em seis capítulos: O Jardim, O Zodíaco, O Coração, A Mente, A Cidade e A História de Nós Dois. 

Não sendo uma narrativa convencional, é um livro para irmos lendo quando procuramos inspiração e conforto em vocabulário que faz parte do nosso quotidiano e imaginário. É um livro que tenho vontade de oferecer a todas as minhas pessoas, com uma dedicatória especial para cada uma e com um destaque nas palavras que me recordam delas  ou que acho que precisam mesmo de ler. Já é extraordinário quando um autor consegue escrever aquilo que nos vai na alma, sem desconfiar. Melhor que isso só mesmo o Akapoeta, que não só escreve como define.

WOOK
Livro

Bertrand
Livro

segunda-feira, 22 de julho de 2019

PASSAPORTE || Disneyland: 14 Anos Depois...


Em 2005, visitei pela primeira vez a Disneyland Paris. Tinha 10 anos, uma paixão assolapada pelo universo Disney — que nada diminuiu com o tempo — e uma excitação própria de qualquer criança prestes a visitar o parque temático mais mágico de sempre. Foi uma viagem especial que desejava repetir. Acho que nunca o tinha verbalizado muito por aqui, no Bobby Pins, mas era algo que já afirmava há alguns anos: queria regressar à Disneyland.

2019 foi o ano em que isso se tornou possível. Uma ideia que se materializou a meio do ano e que ganhou vida em algumas semanas. Finalmente, agora com 24 anos, voltei ao parque que me encantou em miúda. E o que mudou?

Muita coisa. A minha perceção espacial estava completamente distorcida; tudo me parecia mais longínquo na memória porque era pequena. Por outro lado, o crescimento e extensão do parque é notável, o que resultou numa perceção quase paradoxal: tudo parece mais próximo mas, ao mesmo tempo, tudo está maior.

Sou defensora de que a Disneyland não tem idade recomendada e, por isso, nenhuma das viagens foi mais especial que a outra. Há memórias de infância por lá que estimo muito e outras igualmente especiais que criei durante esta viagem, mais madura. Há detalhes e pormenores que só conseguimos prestar atenção quando somos mais crescidos. Por outro lado, este é um lugar onde iremos sempre (re)encontrar o nosso lado mais infantil, na melhor aceção da palavra.

Há diversões novas que não existiam em 2005, dinâmicas inovadoras e oportunidades que, há mais de uma década, não me foram possíveis de aproveitar (como ir à montanha russa do Indiana Jones, por exemplo. Em 2005, não tinha a altura mínima. Agora, tirei barriga de misérias). 

O regresso foi especial. Foi reconfortante voltar a um lugar repleto das referências que mais estimo, rever diversões, descobrir outras novas, voltar a rodear-me de elementos e detalhes que nos fazem mesmo acreditar que a magia acontece. 14 anos depois, o rosto de espanto e encanto permanece o mesmo.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

PASSAPORTE || Palácio de Queluz


Na zona de Lisboa, o que não faltam são castelos e palácios encantadores, mas nenhum se compara, na minha opinião, à beleza do Palácio de Queluz, o meu preferido. Visitei-o ainda em miúda e o lugar ficou completamente gravado na minha memória, porém, aproveitei a oportunidade para o rever.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

LIVROS || Factfulness


Num mundo que parece cada vez fraturado, onde as notícias destacam tragédias e injustiça, onde o impacto negativo das nossas ações é gigantesco e onde damos de caras, constantemente, com momentos de violência, guerra, pobreza desigualdade, e devastação ecológica, poderemos considerar que o mundo, na verdade, está melhor do que julgamos?

Eu sou uma otimista por natureza e a minha resposta seria 'sim' mesmo sem ter lido o livro mas Factfulness dá-nos dez razões pelas quais a nossa perceção do mundo está completamente errada e justifica por que motivo as coisas estão melhores do que aparentam. Não se deixem enganar; Hans Rosling, o autor, não é um otimista como eu. Factfulness não tem afirmações forçadas nem visões fantasiosas sobre a atualidade, pelo contrário; está repleto de rigor e evidência científica. De leitura fluída e linguagem acessível, Hans Rosling reúne uma série de gráficos e informações da mais elevada credibilidade que nos provam, sem margem para dúvidas, que as afirmações arrojadas que Hans formula no seu livro estão mais do que corretas e suportadas.

Vacinação, pobreza, eletricidade, extinção, aquecimento global, desigualdades de género na educação, terrorismo, crescimento económico, entre outros assuntos fraturantes são abordados de forma justa, minuciosa e científica. Em cada tema, somos desafiados a refletir sobre a nossa própria perceção global sobre o assunto antes de sermos confrontados com as respostas que, no mínimo, surpreendem. Confesso que, tendo em conta que me denomino uma otimista, fiquei muito surpreendida com a minha perceção e fiz questão de ler este livro devagar para absorver todas as informações e aprender mais.

Munido dos seus gráficos e da sua experiência profissional — que é tão interessante quanto o próprio tema do livro — Hans Rosling não procura dizer que o mundo está perfeito e que não precisa da nossa intervenção e preocupação para o melhorar. Apenas comprova que não está tão mau quanto os gráficos datados, fundamentalistas, media, líderes de opinião e outras falácias de autoridade demonstram. Não nos incita a relaxar com base nestas informações mais positivas mas ensina-nos a sermos interventivos com o que realmente importa e com uma nova esperança nas mãos. Prepara-nos para olhar para o futuro de uma forma mais realista, desprovida de preconceitos, objetiva, ponderada e inteligente. Iniciei a leitura deste livro com uma noção do mundo e terminei-a com outra. Factfulness deixou-me mais informada e esperançosa. É um livro que recomendo a todos.

WOOK

Bertrand

segunda-feira, 1 de julho de 2019


Junho foi um mês bem agitado! Marcado por momentos de menos incríveis mas recordado pelos acontecimentos bonitos e memoráveis, pelas notícias que apaziguam a ansiedade e gestos carinhosos que se elevam face a tudo o resto. E é sobre eles que quero falar — e lembrar! Não é assim que vale a pena?