sábado, 25 de maio de 2019

APP || 4 Razões para Instalares a APP momondo


O mundo digital está cada vez mais amigo de pessoas como eu, que acham chatinha a fase de comparar e procurar voos e hotéis. Cada vez mais valorizo aplicações que facilitem esse processo e que sejam úteis para as minhas viagens. Não viajo para fora a um ritmo alucinante — quem me dera...! — portanto, todas as minhas viagens têm de sair bem à primeira e tenho contado com a app da momondo para isso. Além de ser intuitiva, prática e mega funcional, destaquei mais quatro razões pelas quais acho que vocês podem lucrar com esta aplicação.

Alerta de preços | Se acompanham as minhas dicas de viagens, esta ferramenta já não é uma novidade. O alerta de preços envia-me notificações sempre que o preço dos bilhetes para um destino do meu interesse variar. Isto poupa-me o constante trabalho de pesquisa ou filtro para aceder às informações apenas do destino que quero. Basta ficar atenta às notificações do telemóvel e saberei qual é a melhor altura para comprar as passagens!

Qualquer Lugar | Mais uma ferramenta que não é novidade para vocês. Se têm um período de férias já estipulado mas não sabem qual o melhor destino para aproveitar ou que esteja ao melhor preço, esta é a ferramenta certa. É surpreendente a quantidade de destinos que, naquela altura, estão a um preço imbatível! E tudo pode ser filtrado (limite máximo de preço, com ou sem escalas...). É das ferramentas que mais tenho utilizado!

Itinerário offline | O meu grande parceiro em Dublin. Não costumamos programar ao detalhe como cada dia de viagem vai decorrer mas planeamos a nossa viagem com base nas zonas. Isto permite-nos otimizar todas as visitas e passeios sem andarmos para trás e para a frente. Foi o que fiz para a Irlanda, marcando todos os pontos turísticos (museus, parques, cafés, lojas, ruas...) que seriam do nosso interesse quando estivéssemos por lá. A possibilidade de acedermos offline permite que não sejamos reféns da Internet para aceder ao nosso itinerário e garante que, onde quer que estejamos, não nos está a escapar nada imperdível. 

Mede a tua mala | A minha mala rosa é uma companheira fiel há muitos anos e o meu pai fez questão de garantir que seria uma mala apta para ser de cabine, pelo que raramente me preocupo com ela. Mas quando precisamos de levar mais uma mala de cabine — ou caso precisem de adquirir uma nova e não saibam se tem as medidas ideais — a ferramenta mede a mala e indica se é adequada. Assim podem garantir que têm a mala de cabine perfeita. Uma boa dica será experimentarem esta ferramenta ainda em loja para avaliarem qual a melhor mala para adquirir. 

A aplicação é gratuita e podem descarregá-la aqui!

Publicação escrita em parceria com a momondo.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

TECH || Kindle


Sou assumidamente fã de livros no seu formato físico e não estava, de todo, planeada a aquisição de um Kindle, mas o vale da Amazon que tinha ao meu dispor fez-me considerar experimentar este novo formato de leitura. Um Kindle nada mais é do que um e-reader, uma alternativa de leitura digital caracterizada por tablets com tecnologia de ecrã própria que permite uma leitura sem reflexo, tal e qual como se fosse um papel. Por isso mesmo, diferenciam-se dos restantes tablets comuns por não terem luzes prejudiciais para vista e por não possuírem nenhuma outra utilidade além da possibilidade de lerem um livro num formato digital e mais portátil.

Já existem algumas marcas no mercado dos e-books, sendo que a Kindle, comercializada pela Amazon, continua a ser a mais popular. Entre vários de diferentes gerações e com cada vez mais funcionalidades, privilegiei a simplicidade e escolhi o Kindle Paperwhite da 8ª Geração e sem luz integrada, na cor branca. Comprei no site da Amazon UK (embora também possam adquirir na Amazon ES, especialmente pela questão dos portes e da moeda, mas o meu vale era inglês) e, para que possam realizar esta compra em UK, têm de selecionar o Kindle sem 'special offers'. É uma opção que fica automaticamente selecionada quando clicam no produto e que, mantendo-a ativa, bloqueia o shipping para Portugal. A encomenda foi rápida e totalmente segura. Em uma semana chegou a minha casa.

Além do tablet, o Kindle traz ainda um cabo para o carregarem — embora a bateria seja absolutamente duradoura. Não traz livros na biblioteca mas, nas configurações de boas-vindas, procura identificar qual é o vosso género de leitura preferido para iniciar as melhores recomendações. O Kindle tem também acesso wi-fi para que possam fazer compras de livros no próprio tablet a partir da plataforma de livros da Amazon. Tem também ligação com a rede social Goodreads que, por não ser utilizadora, não tenho condições para partilhar um feedback convosco.

Sabia que a minha experiência de leitura iria ser diferente mas confesso que nunca imaginei que me iria ver rendida ao Kindle. A sua leveza, a possibilidade de ter toda a minha biblioteca num só lugar e que posso aceder a qualquer momento, o conforto visual na leitura — não cansa nem um bocadinho a vista! — e o pormenor de poder ler deitada virada para qualquer lado da cama — sei que parece uma trivialidade, mas se gostam de ler deitados, como eu, vão perceber por que estou a valorizar tanto — têm-me deixado completamente rendida. Aguardo apenas que chegue uma capa protetora para transportar o Kindle no meu dia-a-dia — e o seu tamanho é perfeito, visto que cabe em todas as minhas bolsas e não pesa nada. Tinha a certeza de que iria reconhecer as vantagens e mas tem sido surpreendente ver-me completamente fã deste gadget que não só é prático como recuperou alguns dos meus hábitos de leitura. Se gostam de ler, se procuram algo que torne os vossos hábitos de leitura mais práticos e funcionais, eu recomendo muito.

Deixo abaixo o esclarecimento de algumas questões relativas ao universo dos e-readers. Espero ajudar-vos a entender melhor esta tecnologia e, quiçá, a tomar uma decisão mais informada! 

terça-feira, 21 de maio de 2019

DAILY || 5 a.m


Uma das minhas maiores transformações pessoais foi passar a ser uma morning person. Talvez seja por isso que não tenha sido tão surpreendente ter adoptado uma nova rotina, logo no início deste ano: acordar às cinco da manhã.

Se mo tivessem dito há uns anos, não acreditava e diria que era loucura. Mas a verdade é que se tornou num dos meus melhores hábitos, sem exagero. Sendo sincera, pensava que ia conseguir fazê-lo durante uma semana e depois fracassava. Mas tem sido completamente benéfico na minha vida, e com zero sacrifício. Evidentemente, só funciona de uma forma saudável e possível a longo prazo porque me deito cedo. É impossível alguém acordar às cinco da manhã com vontade de viver se se deitar às onze e meia da noite.

Em rigor, o meu maior desafio foi mesmo este: abandonar os serões, o sofá depois do jantar e tratar imediatamente de me preparar para deitar. Mas tenho conseguido fazê-lo e a minha regra de ouro ajuda-me a relaxar. A minha ansiedade também melhorou muito. Como sinto que aproveitei bem o meu dia, não vou para a cama tão angustiada e o cansaço natural ajuda-me a dormir melhor.

Desde que entrei numa rotina profissional, a minha ansiedade piorou substancialmente com a ausência de tempo livre. Ficava esfomeada de fins de semana e folgas que me deixavam ainda mais infeliz pelo pouco tempo que dispunha para tudo o que queria fazer. Chegar a casa depois do trabalho, já cansada, desgastava-me e entristecia-me mais. Uma bola de neve de melancolia. Deitava-me tarde porque não queria reconhecer que o dia ia terminar, outro ia recomeçar e que a minha 'liberdade' começava só depois das 19h. Eu sei; toda a lenga-lenga de fazer um trabalho que gostemos. Sejamos sinceros: nem sempre é uma realidade e muitas vezes temos de aguentar a barra para chegarmos ao trabalho que queremos.

Acordar às cinco da manhã traduz-se em imenso tempo para mim. Não despertar imediatamente com a agitação de ter de me despachar para sair de casa tem sido fundamental na minha felicidade e saúde mental. Posso decidir como quero começar o dia. Sei que não é um hábito realista para muita gente que já acorda praticamente a essa hora para apanhar transportes ou conduzir — been there, done that. Mas se é possível para mim, por que não desfrutar? Aproveito este tempo de madrugada para adiantar e-mails ou rascunhos do blog, para brincar com a Belka, para treinar Alemão (e, agora, Italiano), para fazer exercício, comer um pequeno-almoço de qualidade sentada e a assistir a um vídeo ou uma série/filme, para ler... No fundo, qualquer coisa que me traga felicidade e energia, sem tarefas ou obrigações. E acho curioso que muita gente me pergunte 'tu acordas cedo para ler/ver uma série?' à qual eu coloco uma contra-questão 'e tu deitas-te mais tarde para ver mais um episódio?'. Vai dar ao mesmo. Eu simplesmente escolhi estar acordada no meu intervalo de produtividade e concentração.

Outra coisa que aprecio é ter exatamente a mesma sensação de sossego que tinha quando me deixava ficar até de madrugada; aquela quietude que qualquer night owl aprecia, a sensação de que o mundo inteiro está a dormir e que não há nada que nos vá perturbar ou incomodar, de repente. Sinto precisamente isso quando acordo a esta hora. Sou só eu, o meu chá quente, os meus planos felizes, sem ninguém a interromper ou chamadas/mensagens inconvenientes... É libertador. De verdade.

Não há nada mais incrível do que estar a beber o meu earl grey e a ver o Sol nascer sabendo que já fiz coisas que me deixam feliz e realizada. É a mudança mais inesperada da minha vida e que tenho um medo gigante de perder ou, de súbito, deixar de ser possível. Mas, enquanto é, tenho sido das 'loucas' que acorda às cinco da manhã e nunca me senti tão produtiva, saudável (física e mentalmente), bem disposta e feliz com uma rotina. Quem diria?

segunda-feira, 20 de maio de 2019

EVENTOS || Modo Voo


No passado dia 11 de Maio, no Bang Venue, assisti a Modo Voo, o mais recente espetáculo de stand-up do Guilherme Geirinhas. Foi a primeira vez que fui a um evento de comédia e, reconheço, as expectativas estavam altas, especialmente porque acompanho com uma certa regularidade o trabalho do humorista  pelas suas redes, pelo Youtube, até mesmo pelo podcast, que já vos recomendei aqui

Com todo o cuidado cénico  e que merece ser destacado , o Guilherme leva-nos numa viagem por alguns dos assuntos que mais o intrigam, entre momentos altamente pensados e ocasiões de improviso. Não quero revelar muito quais são os temas porque acho que este efeito surpresa também faz parte da riqueza do espetáculo mas devo confessar que os meus momentos preferidos foram, na verdade, aqueles em que o senti a improvisar e a desfrutar do momento com o público. O seu humor é inteligente e, embora tenha sentido que algumas piadas ou temas já eram um pouco datados, o momento de boa disposição que me proporcionou foi incrível e permitiu-me desligar do mundo lá fora.

Não posso deixar de destacar o último segmento relativo à ansiedade. É onde sinto que o Guilherme se colocou na posição mais vulnerável para fazer humor. Mesmo sabendo que ele não procura ser bandeira da causa, é um alívio poder encontrar comédia num assunto que tanto me diz e sensibiliza. Foi o meu momento preferido da noite e sinto que valeu pelo bilhete inteiro. Saí desta viagem satisfeita, bem disposta e contente por termos tantas boas apostas nacionais na comédia. Foi a minha estreia e certamente não quero que fique por aqui.

domingo, 19 de maio de 2019

PASSAPORTE || Dicas e Factos Sobre a Irlanda pt II


1. Um impermeável é um essencial de viagem. A Irlanda é uma espécie de Sintra em grande escala, com variações de clima frequentes e imprevisíveis. Além de ser um país húmido, é conhecido pelos seus aguaceiros. Num dia, podem ter sol, chuva e neve — aconteceu connosco. Escolham, também, o calçado em conformidade com este tipo de clima!

sábado, 18 de maio de 2019

EVENTOS || Bênção das Fitas do Boss AC

Este sábado, o meu último Afilhado celebra a sua consagração como Finalista, de pasta pronta e Fitas a postos. É, por isso, também a minha última cerimónia, a que definitivamente encerra as minhas funções oficiais enquanto Madrinha e o término da minha última ligação académica.

É provável que ele não se aperceba do quanto é um momento emotivo para mim — o que faz todo o sentido, visto que é o momento dele, não meu — mas não posso deixar de pensar em como o tempo voou. Quando o Rui se sentou na minha capa, em 2015, eu tinha muito medo de falhar, especialmente porque era o meu ano de Finalista e isso significava que não o ia poder acompanhar tão de perto academicamente. Aceitei-o porque o meu Padrinho fez o mesmo comigo: era a sua última Afilhada e a minha carta foi irresistível. Senti o mesmo que ele sentiu e acolhi o Boss AC com a determinação de que ia estar o mais presente possível. Acho que levei tão a sério a tarefa que este acolhimento académico maternal resultou numa amizade gigante.

Ele era um simples caloiro na minha Bênção e perdi a conta das vezes em que, de lágrimas nos olhos, lhe disse 'ri-te agora, num piscar de olhos estás tu deste lado'. Escusado será dizer que as Madrinhas têm sempre (SEMPRE!!!) razão e lá vai ele encerrar a sua etapa académica, depois de me ter enchido de orgulho, depois de lhe terem passado a Presidência, depois de 4 anos de investimento.

A saudade académica desinflama à medida que os anos passam e cada vez mais concordo com a minha decisão de ter deixado definitivamente tudo e de não ter perpetuado uma etapa que já não fazia sentido na minha vida — embora tenha sido uma das mais especiais. Irei para a sua Bênção com a sensação de dever cumprido, observando-o de capa negra — como eu fui — sabendo que a minha está sempre nos seus ombros. Mesmo não estando fisicamente. É o fechar de etapa para ele e para mim, que me deixa sempre com uma lagrimita no olho — à qual ele já está mais do que habituado — mas com aquele sorriso de missão cumprida que só uma Madrinha que sabe que tudo fez e tudo deu pode ter. Parabéns, coração.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

BOM GARFO || Hansel & Gretel

 DUBLIN

É quando estou a viajar que me imagino vivendo naqueles lugares e criando um quotidiano realista à minha personalidade. Por vezes, faz-me ter vontade de emigrar, outras pergunto-me como seria capaz de resistir. Este foi um dos casos, quando saí de Trinity College e dei de caras com uma pastelaria charmosa e com o nome mais queridinho. "Como seria capaz de estudar nesta universidade e não vir aqui todos os dias?!"

quinta-feira, 16 de maio de 2019

EVENTOS || Novo Amor no Lisboa ao Vivo


Após tantos anos de espera e perguntando-me quando o iria ver, eis que Novo Amor decide dar um espetáculo no Lisboa ao Vivo, num ambiente absolutamente intimista e repleto de fãs do multi-instrumentista discreto. E se, por si só, isto não podia ser mais incrível, eis que assisti a este concerto na companhia do Melvin, que tinha um blog que eu comecei a seguir justamente por ser a primeira pessoa que eu conhecia a gostar de Novo Amor, como eu — o melhor da Blogosfera são as pessoas!

Com um cenário simples e despretensioso — à sua medida — Ali John Meredith-Lacey subiu ao palco na companhia de Ed Tullett e dos restantes elementos da sua banda para nos encantar com as músicas que todos trauteámos baixinho. O sistema de som do espaço não é o mais favorável, há que admitir, mas perante tanta qualidade vocal e instrumental, o talento superou, para não falar da emoção de tantos fãs que se sentia à flor da pele. O ambiente familiar desinibiu um pouco o cantor, que até nos pediu para lhe colocarmos questões!

Admiro artistas com talento e que posso reconhecer em palco, e Novo Amor é um deles. A sua voz é melódica, até a poucos metros de distância, e procurou agradar todos os fãs saltitando entre álbuns e EP. Estavam reunidas as condições perfeitas para um concerto especial, próximo e inesquecível, e assim foi. Estou radiante por finalmente poder ter visto um dos meus artistas preferidos ao vivo e que tenha sido assim, num contexto pouco megalómano e com o à vontade que só se consegue ter em salas pequenas. O melhor momento da noite? Quando ele cantou Seneca, onde não consegui esconder as minhas lagrimitas e viajei automaticamente para a luz dourada de Tromsø. Quando ele voltar, não o deixem escapar.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

PASSAPORTE || Compras em Dublin II


St. Stephen's Shopping | Por norma, o ideal é fugir de centros comerciais quando estamos numa viagem, mas a exceção é mais do que merecida e vão aperceber-se disso assim que entrarem. Toda a estrutura é absolutamente magnífica — e fica ainda mais bonita durante as festividades, onde a decoração é pensada ao pormenor. Para além disso, no próprio centro comercial, podem encontrar uma série de lojas para fãs geeks, de moda, música e cinema, papelaria ou para comprar alguns souvenirs de última hora. Pela proximidade com parque que lhe dá o nome, um bom roteiro seria visitarem o shopping, aproveitarem para comer alguma coisa e passearem, por fim, no parque.

terça-feira, 14 de maio de 2019

PASSAPORTE || The Little Museum of Dublin


Localizado mesmo em diante do St. Stephen Green, encontra-se The Little Museum of Dublin, um museu que promete contar a História da cidade em 29 minutos e com muita boa disposição. Embora estejam em projeto de alargamento do museu, passando a ser ‘The (not so) Little Museum of Dublin’, como brincou a nossa guia, The Little Museum of Dublin despe-se se todas as regras e convenções de museus, revelando-se acolhedor, tanto no espaço, quanto nos funcionários. 

segunda-feira, 13 de maio de 2019

PASSAPORTE || St. Stephen's Green


As tréguas da chuva em Dublin permitiram-nos visitar o parque de St. Stephen. Central, arranjado e com um pequeno lago, este é o refugio da cidade onde podemos ver as famílias a passear, crianças a brincar e a vida a acontecer mais lentamente na cidade.

St. Stephen's Green acaba por ser, também, um lugar histórico por ter sido palco da Easter Rising, uma revolução provocada por militantes irlandeses que procuravam ganhar a independência da Irlanda ao Reino Unido, em 1916. O refugio dos militantes foi o parque, onde ficaram e se defenderam das tropas inglesas até serem cercados e obrigados a procurar abrigo no Real Colégio dos Cirurgiões, em frente ao parque. A revolta não foi bem sucedida mas uma curiosidade caricata é que houve, por momentos, um cessar-fogo para que o guarda do parque pudesse alimentar os patos. True story!

O desenrolar de todos os acontecimentos é explicado em inúmeras placas informativas espalhadas pelo parque, pelo que vale a pena fazerem um bom passeio por lá — de preferência, num bom dia (atípico) de Sol! Embora o parque acabe associado a um conflito, a tranquilidade e a beleza do lugar superam o caos — da História e da cidade. Certamente será ainda mais bonito na Primavera.

domingo, 12 de maio de 2019

BOM GARFO || Butlers Chocolate Café

 DUBLIN

Fundada em Dublin, em 1932, esta requintada casa de chocolates espalhou-se rapidamente pela cidade, conquistando cada visitante pelo paladar. Mais do que reconhecida e galardoada, é impossível resistir a entrar num Butlers Chocolate Café, mais não seja para apreciar o seu interior à época e digno de uma casa de bonecas.

Os tons pastel e a iluminação clara convencem, mas é a gigantesca montra de bombons ao balcão que faz crescer água na boca e ter vontade de experimentar chocolate de alta qualidade. As poucas mesas no interior do espaço eram ocupadas por dubliners sequiosos do famoso chocolate quente da casa. O tempo estava propício, mas não chegámos a provar a bebida, acabando por escolher apenas alguns bombons para provar enquanto passeávamos.

Entre sabores de caramelo salgado, avelã e chocolate branco, aprovámos cada escolha de olhos fechados e sorriso de deleite. O chocolate é suave, derrete-se na boca e é quando os provamos que temos a certeza de que privilegiam os melhores ingredientes. Não são permitidas fotografias no local e esta é uma casa de chocolates que ainda só tem espaço na Irlanda e, agora, no Reino Unido, pelo que vale a pena considerarem a visita se estiverem a programar uma viagem até lá. Caso se arrependam, no final da viagem, de não terem lá passado, não se preocupem, há um pequeno espaço no aeroporto de Dublin que certamente vos ajudará num momento de gula de última hora!
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51 Grafton Street, Dublin 2
Dublin
Contato: +353 161 670 04

sábado, 11 de maio de 2019

PASSAPORTE || Cérebro — Mais Vasto que o Céu


Utilizando o poema de Emily Dickinson para dar nome à exposição, Cérebro — Mais Vasto que o Céu procura aproximar o público do órgão mais fascinante e importante que possuímos.
A sua história, a sua descoberta ao longo do tempo e a sua complexidade estão bem retratadas em várias salas de ambiente escuro mas organizado. É incrível como a exposição permite-nos confirmar que o cérebro é muito mais do que uma curiosidade científica, e que engloba tantas outras áreas, cada uma com uma interpretação própria, que nos aproxima.

Passeando pelas alas, podem encontrar um cérebro atual e outro com 500 milhões de anos, dois neurónios gigantes no tecto — que me fascinaram completamente — e um equilíbrio entre pontos informativos e outros mais interativos.

As nossas características mais preciosas, como a sensibilidade, perceção, linguagem, memória, são apresentadas logo no início da exposição, incluindo a abordagem a patologias cognitivas. Há também espaço para compreendermos a importância deste órgão em outras espécies e até comparar as suas capacidades cognitivas com as nossas. Ao longo da visita, procuram responder um pouco às questões tecnológicas e à relação do pensamento humano com o artificial.

Não faltam atividades, desde jogos de reação ou memória, competições entre visitantes para saberem quem tem maior poder de concentração — quem consegue fazer a bola chegar ao outro lado só com a força da mente?? — orquestras cerebrais, onde, através de um pequeno dispositivo, fazem a leitura de cinco ondas cerebrais às quais é atribuído um som para cada (no fundo, é a música do vosso cérebro!) e até desafios para diferenciarem inteligência artificial da humana (eu diferenciei, a minha companhia não!). A iniciativa conta ainda com mais duas programações complementares: 'O Cérebro no Cinema' onde exibem filmes, de alguma forma, relacionados com a temática e 'Diálogos do Cérebro', com ilustres convidados em conversa aberta sobre o cérebro (cada palestra com uma temática específica). Ambos os programas são gratuitos e sujeitos a lotação dos lugares.

Coesa e muito interessante, Cérebro — Mais Vasto que o Céu é a exposição perfeita para quem sempre se fascinou com o universo neuro. Estará na Fundação Calouste Gulbenkian até 10 de Junho de 2019, com horário alargado aos fins de semana. A exposição tem o custo de 5€, com 50% de desconto se tiverem idade inferior a 29 anos e gratuita se apresentarem o vosso cartão de estudante (mas apenas às sextas, a partir das 18H00). Visitem, vale muito a pena.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

LIVROS || Boa, IKEA!


Sem dúvida que a IKEA é uma das minhas marcas favoritas e, aliada toda a vertente de marketing pela qual andei a mergulhar nos últimos tempos e a minha curiosidade em relação a marcas no geral, o Boa, IKEA! foi a companhia perfeita.

Boa, IKEA! procura explorar toda a identidade e estratégia da marca para se tornar num dos maiores nomes de referência do mobiliário no mundo inteiro. Numa época em que se compravam móveis para a vida e onde raramente o interior de uma casa refletia a personalidade da pessoa que lá vivia, a IKEA ousou apresentar um conceito de mobiliário barato, descartável e adaptável a diferentes personalidades, sem nunca comprometer a funcionalidade e o preço competitivo, os dois grandes objetivos primordiais da marca, que ainda hoje prevalecem. Como foi tão bem sucedida? E como foi capaz de adaptar a sua identidade tão marcante em diferentes mercados e culturas ao redor do mundo? A IKEA mudou para sempre a forma como as pessoas compram mobiliário e tornou os móveis de design funcional e bonito acessíveis às massas. 

Não é, de todo, um livro recente, notando-se já alguma datação — resultante do marketing estar em constante atualização — e carecendo de exploração do marketing digital — que, em 2008, estava a brotar. Porém, não deixa de ser um livro absolutamente interessante no que toca a entender o golden circle de uma marca; Qual o seu propósito? Qual a sua mensagem? Qual a sua estratégia? São princípios que a autora analisa ao detalhe e que, ainda hoje, identificamos quando entramos numa loja, assistimos a um anúncio televisivo ou até numa campanha nas redes sociais. Boa, IKEA! é um livro de linguagem acessível que demonstra que a identidade e propósito de uma marca são essenciais para uma ideia e um negócio vingarem no mundo — e o quanto uma campanha que respeite esse propósito é capaz de fazer para ditar o sucesso ou derrota de uma marca.

Autora: Elen Lewis
Número de Páginas: 171

quinta-feira, 9 de maio de 2019

BOM GARFO || The Church

 DUBLIN

Já tive o (enorme) privilégio de poder visitar restaurantes incríveis, que se destacam não só pelo mérito dos seus sabores e pratos mas também pelos espaços que lhe dão uma cara e uma casa. Mas arrisco-me dizer que nunca antes tinha vivido uma experiência tão original quanto esta: fazer uma refeição no interior de uma igreja.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

PASSAPORTE || Chester Beatty Library


Mesmo ao lado do Castelo de Dublin, podem encontrar um edifício georgiano convertido em museu com o nome em homenagem ao magnata Sir Alfred Chester Beatty, proprietário das coleções ao dispor para visitar.

terça-feira, 7 de maio de 2019

PASSAPORTE || 2ª Temporada Open World Travelers


Depois de uma primeira temporada em cheio, repleta de dicas, ferramentas e partilhas, eis que chega a segunda temporada do programa Open World Travelers da momondo! Uma vez mais, serei uma das Embaixadoras do projeto que promete estar ainda melhor!

O valor inicial continua a ser o mesmo: mostrar-vos as mais incríveis e económicas formas de viajar através desta plataforma diferenciada. A momondo é um motor de busca de viagens e comparação de hotéis e voos de referência a nível mundial e faz parte dos meus planos de viagem com total confiança.

Vêm aí campanhas, ferramentas incríveis, concursos exclusivos, ofertas e eu estou radiante por poder partilhar tudo convosco em primeira mão, com o meu selo de aprovação e partilha de experiência pessoal. Criámos conteúdo fantástico na última edição e estamos prontos para superar a fasquia, que está alta! Enquanto isso, é só ficarem atentos ao Bobby Pins e ao site da momondo — quem sabe não me veem por lá a criar coisas giras para vocês?

Entusiasmados? Então, agarrem nas vossas malas coloridas e embarquem comigo na viagem! Obrigada, momondo, por mais uma aventura!


Publicação escrita em parceria com a momondo.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

FORMAÇÃO || 2ª Edição de Especialização em Marketing Digital & Business Analytics


Durante o mês de Março e Abril, em Lisboa, decorreu a segunda edição de Especialização em Marketing Digital & Business Analytics, desenvolvido pela Invictus Sciences e no qual tive o maior gosto em participar enquanto aluna. 

No total, foram seis sábados de aprendizagem intensiva sobre marketing digital nas mais variadas esferas e estratégias. Repartido em oito módulos, pudemos contar com seis formadores de distintas áreas que trouxeram consigo as suas experiências e partilharam-nas connosco de uma forma prática e dinâmica, com muito espaço para trocar ideias e colocar questões. Cada aula foi enriquecedora, mas não posso deixar de destacar o quanto gostei das que integraram os formadores Ricardo Figueiredo (agência de publicidade Duck), Bruno Oliveira (Brand Manager da SumolCompal), Alexandra Portugal (Directora de Marketing Digital da McDonald's) e João Ribeiro (Head of Growth da Worten — Grupo Sonae e ex-Chief Marketing Officer da Forall Phones). 

Tivemos acesso a materiais de estudo e o local onde decorreram as aulas reunia todas as condições para uma aprendizagem com qualidade. A turma pequena, embora muito homogénea a nível profissional — o que acaba sempre por perder alguma diversidade de experiências entre colegas — garantiu um ambiente mais familiar, com partilha de ideias, e também uma atenção mais personalizada por parte dos formadores, que podiam avaliar e partilhar as suas considerações de uma forma mais individualizada. Não senti em nenhum momento que estava num ambiente académico de professor-aluno, com barreiras formais, e sim que estava numa sala com profissionais empresariais incríveis onde podia debater ideias e colocar questões de uma forma próxima e acessível. 

Este curso trouxe tudo o que precisava, nesta fase. Saí todos os sábados com novas motivações e conhecimentos. É uma formação intensiva que aflora uma parte superficial do vasto mundo do marketing digital, porém, os formadores são extraordinários e as aulas ricas em exercícios, conceitos, ferramentas e experiências. Termino esta edição com um saldo muito positivo e com a curiosidade para aprofundar mais esta área e explorar outras, como o copywriter, por exemplo. O defeito deste curso? Ter terminado tão depressa. 

Esta edição dá-se por terminada mas outras surgirão! De momento, há outros cursos para os quais se podem inscrever. O meu código mantém-se, INVSC_BOBPINS10, para terem acesso a 10% de desconto na vossa inscrição. Um investimento que vai valer a pena! Muito obrigada, Invictus Sciences por esta oportunidade incrível! 

 Publicação escrita em parceria com a Invictus Sciences

domingo, 5 de maio de 2019

PASSAPORTE || National Gallery


Fundada em 1854, a National Gallery é um ponto turístico obrigatório para fãs de arte. Começou como uma pequena galeria para inspirar pintores irlandeses e, graças a generosas doações, o projeto cresceu, aumentando exponencialmente o tamanho e a riqueza do seu acervo.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

BOM GARFO || Duas Casas de Donuts em Dublin a Não Perder

 DUBLIN

Eis um facto que desconhecia por completo sobre Dublin: são loucos por donuts! Esta é uma delícia que começa, agora, a dar os primeiros passos na capital portuguesa, porém, em Dublin, a conversa é outra e há várias casas para experimentar! Como sugestão, trago-vos duas que não podem mesmo perder se também forem fãs!

quinta-feira, 2 de maio de 2019

VÍDEOS || Preferidos de Abril

Nós, mulheres, estamos doentes | Neste vídeo, a Karol Pinheiro traz para conversa Daiana Garbin, uma jornalista que durante 20 anos sofreu de distúrbios alimentares. A conversa é ligeira e muito sincera, mas toca num ponto que acho importante frisar: ainda olhamos para os distúrbios alimentares de um só prisma. Muito por culpa dos trabalhos de escola que fazíamos sucessivamente sobre anorexia e bulimia, ainda acreditamos que uma pessoa só pode sofrer de distúrbios alimentares se tiver uma composição corporal muito emagrecida, uma pele desidratada e macilenta ou então se for vomitar todas as vezes que comer. Está errado. Um distúrbio alimentar enquadra-se em qualquer pessoa que tenha uma relação obsessiva e desequilibrada com a alimentação. E um bom exemplo disso é precisamente a protagonista da conversa, que nunca esteve num grau de magreza extrema e sofria de distúrbios.
Temos de estar mais sensíveis ao assunto porque há sinais que não são físicos. Nem toda a gente diz as palavras-chave que nos habituámos nos trabalhos de escola. A purga nem sempre é através do vómito. Os distúrbios alimentares não reconhecem idade, IMC, peso, sequer a cor dos olhos. Não existem pessoas mais 'indicadas' para ter esta doença ou não. Tal como na depressão e na ansiedade, não existem pessoas 'sortudas demais para ter essas coisas'.

Mark Manson vendeu 7 milhões de livros | Continuamos com as conversas da Karol, desta vez, com o autor do livro A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da, que já li e opinei aqui. Há certos livros que acho importante conhecermos um pouco melhor o autor para compreendermos a sua forma de pensar e reagir, especialmente em livros de não-ficção. Tendo em conta que ele dá poucas entrevistas, adorei que esta fosse conduzida pela Karol. Se já leram o livro ou ainda estão na dúvida entre ler ou não — já que é um livro com opiniões tão dividas — recomendo que assistam!

Piores nomes | Numa onda mais bem disposta, o Felipe Neto esteve a apreciar alguns dos piores nomes de sempre, alguns deles muito divertidos! Eu fico sempre surpreendida pela capacidade humana de inventar num momento tão importante como atribuir o nome a um filho. Resta-nos rir com a ousadia de alguns pais. Se procuram algo descontraído (e absurdo!) para assistir, esta é a minha recomendação!

Dream Crazy | Gosto de ir acompanhando as campanhas publicitárias e geralmente estou a par das mais controversas, porém, ainda não tinha chegado a assistir ao vídeo que originou o boicote à Nike, onde clientes decidiram queimar as sapatilhas da marca. Recentemente, numa das nossas aulas de curso, o vídeo foi abordado e, finalmente, assisti. É brilhante.
A Nike aposta já há alguns anos em anúncios emocionais e encorajadores, que representem os valores da marca: qualquer um pode ser um atleta, desde que tenha um corpo. E este é só mais um vídeo que se enquadraria perfeitamente no esquema da empresa, porém, foram audazes e decidiram usar como protagonista de campanha Colin Kaepernick, um jogador da NFL que foi afastado da liga após ter-se ajoelhado durante o hino em protesto contra a violência policial para indivíduos de raça negra. O gesto foi considerado um desrespeito à nação e à bandeira americana. O jogador perdeu o patrocínio de múltiplas marcas, excepto da Nike, que continuou a apoiá-lo e que o usou como bandeira de campanha. "Acredita em algo, mesmo que isso signifique sacrificar tudo". O boicote não foi bem sucedido, produzindo, ironicamente, o efeito contrário. Há uma razão para isso: o propósito da marca nunca se alterou com a campanha. A Nike sempre se apresentou como uma marca que apoia atletas, do amador ao profissional, de todas as etnias e raças, de todos os géneros e isso significa apoiar a sua visão, as suas convicções e o seu talento. A campanha simplesmente limitou-se a corroborar com o que a Nike tem vindo a dizer há anos. Tornou-se mais credível quando aplicou a sua mensagem num momento crítico e desafiador. O mesmo não aconteceu com a Gillette, por exemplo. Como referi, não tinha assistido, até à data, ao vídeo e acho fantástico, portanto, tinha de o destacar de alguma forma.


Qual foi o vosso preferido?

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Abril...! Um mês que se revelou tão elástico; um mês onde não parei mas onde os feriados trouxeram descanso e liberdade; chuva e dias deliciosos de sol; recheado de acontecimentos e rápido a passar. Quando olhei para o meu bloco e para os apontamentos de Abril, confesso que senti alguma surpresa por serem tão curtos. Mas, como sempre, estão recheados de carinho e de aprovação da minha parte. Revemos este mês primaveril juntos?