segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

2018 || Retrospetiva

 

Dei as boas vindas a 2018 com um abraço apertado da Bia e do Diogo e com uma súbita energia e motivação que julgava ter-se esgotado em 2017. 'Vai ser o nosso ano!', gritámos. Não foi, para mim. Mas não deixou de ser bom.

No começo do ano, agarrei em toda esta última carga de motivação e decidi que iria mesmo cumprir os objetivos que não tinha conseguido realizar em 2017 e cumpri um por um. Não no tempo que julgava — esperava ter conseguido realizar tudo mais depressa — e muitos deles cumpriram-se de uma maneira diferente do que a que expectava, mas sei que, no final de contas e se mantive os meus valores, o que importa é ter cruzado as metas.

2018 foi um ano paradoxal porque, se por um lado tive momentos alucinantes, angustiantes e frustrantes, por outro tive alguma estabilidade em certas esferas pessoais e sei que isso foi fundamental para ter encarado o ano com outra disposição.

Li muito, conheci novos restaurantes e sabores, vi uns quantos filmes incríveis, fui a formações, disse que sim a planos giros, escolhi presentes especiais e contrariei a minha inaptidão culinária. Porém, foi um ano que também trouxe baldes de água fria gelados que me abateram, entristeceram e pioraram a minha ansiedade. No entanto, não são estes que quero destacar.

Celebrei o Carnaval, pela primeira vez, de forma contida e sem grandes euforias, viajei muito por Portugal e vi Neve na Serra da Estrela, conheci Coimbra pela primeira vez — e regressei lá pouco tempo depois —, estive um fim de semana em Braga, tive um verão de sonho em Tróia e no Souto e fiz duas visitas flash a Aveiro e ao Porto — uma delas para realizar uma tarefa importante que resultou num e-mail maravilhoso que recebi agora, no fim do ano e que vai transformar o meu 2019. Confesso que estou com medo de não adorar mas estou preparada e feliz porque foi um dos maiores objetivos que queria ter cumprido este ano e consegui.

Foi um ano blogosférico onde investi muito no Bobby Pins e recolhi os frutos. Celebrei quatro anos de Bobby Pins e dez de blogosfera. Fui finalista do Bloggers' Open World Awards 2018 graças a vocês e fui à entrega de prémios, o meu primeiro evento na qualidade de blogger. Fui seleccionada como Embaixadora da Open World Travelers da momondo. Editora de Cultura da Nude Magazine. E, pelo meio, saí numa entrevista do Público e escrevi em parceria com o Lisboa Cool. Tudo conteúdos que tive muito orgulho em produzir.

Conheci a Lyne, Leonor, Carolina, Margarida e Joaninha e troquei postais muito especiais. Andei de kart pela primeira vez e concluí que não é uma modalidade feita para mim. Fiz limpeza ao meu armário, produtos e às minhas plataformas digitais. Celebrei o aniversário das pessoas que estimo com tanto ou mais entusiasmo que os próprios. Vi, finalmente, The Script ao vivo junto do Rui e da Catarina, vi Carolina Deslandes ao vivo e o assisti ao João a cantar num palco. No campo das habilidades, aprendi a comer com pauzinhos, aprimorei as minhas habilitações em nutrição desportiva, continuei a minha rotina de treino regular e apanhei o bouquet da Joana.

Fui à Noruega e conheci Oslo e Tromsø, duas cidades completamente distintas mas que, através delas, consegui conhecer as duas facetas principais do país. Caminhei por Oslo como se pertencesse à cidade — uma sensação que nunca vou esquecer — e vi o Sol da Meia Noite e Fiordes em Tromsø.

No meio da rotina, encontrei sempre tempo para o que e quem realmente importava e isso resultou em momentos inesquecíveis e especiais. Não perdi o medo do dentista mas perdi o de mergulhar na água à noite.

Celebrei o meu aniversário com dois jantares tranquilos e muito necessários para recarregar energias e pensar em novos sonhos e fui mais honesta comigo mesma. Já não tenho medo de afirmar certos objetivos em voz alta, mesmo que sejam muito difíceis de atingir e pouco imediatos. Também já não tenho vergonha de verbalizar as coisas que falharam ou as minhas crises mais difíceis — bom, talvez ainda tenha muita vergonha, mas já compreendi que verbalizar traz-me mais estabilidade do que guardar para mim e enfrentar tudo sozinha.

2018 foi um ano de muitos desafios, mas senti-me sempre apoiada por todos os que me rodeavam e isso foi essencial. Sentir que todos os que me querem bem acreditaram nos meus sonhos, ideias e caminhos foi muito importante para não baixar os braços nas dificuldades e para receber suporte na hora em que tive de me posicionar e defender.

Não foi um ano perfeito e não trouxe alguns dos sonhos que ainda gostava de ver realizados, mas isso só prova que tenho de continuar a correr para os conseguir alcançar e que, de uma forma ou de outra, lá chegarei. Foi o ano necessário. Não teve todas as respostas mas ensinou-me outras tantas lições.
Não termino 2018 tão exausta e desmotivada quanto 2017, de longe. Mas olho para 2019 com uma certa apreensão e com muitas dúvidas que sei que vão ser esclarecidas ao longo dos meses que aí vêm. Sinto-me incerta, insegura e sem grandes expectativas. Veremos o que ai vem. Mas o que for, que seja gentil e fantástico.

Desejo a todos os meus leitores um 2019 extraordinário. Mesmo, de coração. Que seja o vosso ano, de verdade. Envio um abracinho apertado a cada um, com toda a força e motivação do mundo. Vai correr tudo bem.

domingo, 30 de dezembro de 2018

2018 || TOP18 Palavras




Amor: No meio do caos, das boas e más notícias, da rotina alucinante ou mais tranquila, estive sempre rodeada de amor das mais variadas formas. Encontrei sempre com quem celebrar as minhas vitórias e um ombro para chorar quando não queria ficar triste sozinha. Recebi visitas que quebraram a rotina e planos que fizeram a semana. E uma quantidade imensurável de apoio nas minhas ideias e caminhos. No final, é isto que importa; o meu ano esteve longe de ser perfeito e feliz, mas eu estive acompanhada das pessoas certas que me fizeram sempre lembrar que não estou só e que o mundo é mesmo colorido.

Audácia: 2018 foi o ano em que me permiti a ser mais audaz e a dizer mais vezes 'porque não?' As palmas das mãos continuaram geladas, o medo de falhar não diminuiu, a sensação de poder estar a ser ridícula continuou presente e as inseguranças atacaram sem piedade, mas não deixei de tentar e ver até onde podia chegar. Levei muitos 'nãos', é certo, mas foi, também, muito recompensador. Consegui muitos momentos de conquista maravilhosos que não teriam acontecido se eu não tivesse atirado o barro à parede. Ninguém acredita mais em nós do que nós próprios e isto não é banha de cobra, é facto. Por vezes, temos de ser nós a dar a cara — mesmo que a possamos quebrar — e transformar as oportunidades que andam por aí em oportunidades feitas para nós.

Blogosfera: Julgo que sempre fui bastante interativa na blogosfera mas acho que 2018 foi, definitivamente, o ano em que mais afirmei as minhas relações offline. Conheci a Lyne, a Leonor, a Carolina, a Cherry e a Joaninha. Os meus encontros com elas foram todos incríveis e é extraordinário observar como o offline, embora estranho num primeiro contato, aproxima-nos tanto, mais do que o online. É incrível olhar para Braga e não ver mais uma cidade do norte e sim a residência de três pessoas que estimo muito. Onde mora a doçura da Joaninha, com quem falo milhares de vezes, onde mora a minha amiga Cherry, sempre atenciosa comigo e onde mora a minha incrível e corajosa Carolina, no seu sofá cor-de-rosa. É incrível poder conhecer os sonhos da Leonor pela sua voz e ouvir os relatos de viagem da Lyne antes mesmo de ela os ter escrito. É especial. Digo-o de coração e elas sabem-no.

Bloggers' Open World Awards 2018: Em Maio, marquei presença no evento em que eu menos esperava participar: a entrega de prémios do concurso Bloggers' Open World Awards 2018, da momondo. De entre todos os candidatos, o Bobby Pins foi o único blog generalista a conseguir consagrar-se finalista e, tendo em conta a dimensão e o conteúdo de muitos dos candidatos, eu senti-me muito grata e orgulhosa. Foram os votos únicos de tantas pessoas — nem consigo imaginar! — que me permitiram estar ali. Ver tanta gente a acreditar em mim e no meu trabalho foi um dos momentos mais emocionantes do meu ano e que irei recordar com carinho, sempre. Se me contassem que tudo isto iria acontecer, no ano passado, eu teria rido.

Bobby Pins: A minha dedicação para com o Bobby Pins, julgo eu, está à vista de todos. Independentemente das minhas rotinas, imprevistos e surpresas, viagens, boas e más notícias, vida corrida ou mais tranquila, escrevi com assiduidade nesta página e não deixei os meus leitores na mão. Mantive o conteúdo frequente e diversificado, que foi sempre o meu compromisso e, claro, colhi frutos muito especiais. Termino este ano com a sensação de missão cumprida mas com os olhos postos em 2019 e uma vontade de melhorar ainda mais e de chegar mais longe. Vêm comigo?

Concertos: The Script, Carolina Deslandes e o concerto do João. Foram os meus highlights musicais deste ano e que recordo com muito carinho e saudade. Em Março, depois de tantos desencontros, finalmente consegui ver The Script ao vivo e foi maravilhoso, como sempre imaginei.
Já partilhei convosco que o álbum Casa foi um dos favoritos do ano e poder ouvi-lo ao vivo foi espectacular. Achei a Carolina artística, autêntica e doce. Foi um daqueles concertos em que sentimos que estamos a conversar com o artista. Excepcional.
Deixei o melhor para o fim, o concerto do João. Foi emocionante vê-lo ali em palco e de sorriso rasgado quando me encontrou na plateia. Se ainda não perceberam que sou uma prima galinha, acho que não restam dúvidas.

Desafios: 2018 foi um ano em que quis investir em novos conhecimentos e experiências. Prossegui com a minha aprendizagem em alemão, fui a formações que nada têm a ver com a minha área de formação, aprendi novas competências em áreas nutricionais, fui ao Noites no Observatório para consolidar algumas das minhas leituras sobre astrofísica. Aderi a tudo o que podia e que sabia que tinha competência para aprender e aplicar. Muita gente me questionou por que razão fazia tanta coisa diversificada se nada tinha a ver com nutrição. E a minha resposta foi sempre a mesma: porque é redutor. Porque não sou apenas o meu curso e a minha área, muito menos esse interesse. Porque quero ter outras valências e conhecimentos. Em 2018, tive de explicar a muita gente que nem sempre uma experiência ou formação tem de servir para figurar no C.V ou como cartada para jogar numa entrevista de emprego. Por vezes, é tão simples quanto isto: querer saber fazer. Investir em nós já devia ser justificação suficiente.

Escapadinhas: Sinto que aproveitei excepcionalmente bem os meus fins-de-semana, especialmente com as nossas escapadinhas. Decidimos comemorar o nosso aniversário entre guerras de neve na Serra da Estrela, passeei sem destino e de máquina na mão por Coimbra, passei uma noite maravilhosa no Bom Jesus, regressei ao Porto, tive uns dias de puro descanso e aventura no Souto e visitei duas vezes a minha cidade do coração. Pelo meio, muitas memórias inesquecíveis, fotografias especiais e recomendações incríveis para vocês. Difícil será bater este nível, em 2019, e escolher novas escapadinhas. Aceitamos sugestões de lugares neste Portugal fora que não podemos perder — embora já conheçamos quase todos os distritos do país.

Fiordes: 2018 foi, também, o ano em que vi, pela primeira vez, fiordes — montanhas com um braço de mar entre elas. É uma imagem imponente, de perder de vista e que nos reduz a seres insignificantes perante a magnitude do que estamos a observar. O passeio de barco que demos para ver estas paisagens maravilhosas está gravado ao pormenor na minha memória e dificilmente o esquecerei.

Frustração: Estes 12 meses não foram fáceis, não só para mim mas também para as minhas pessoas, o que me deixou com uma sensação ainda maior de inutilidade e impotência — eram más notícias que fugiam do meu controlo. Embora tenha pegado em mim e tenha decidido que queria cumprir objetivos que não tinha conseguido atingir em 2017, não foi tudo perfeito e tive de lidar com muitas ocasiões e momentos da minha vida de pura derrota ou injustiça — comigo e com os meus. O mundo profissional encaixa-se aqui na perfeição — embora não seja o único — e talvez seja por isso que ainda não o exponho muito. Não está a ser um percurso fácil — nem justo — pelo que tudo está à flor da pele e não consigo ver com clareza, ainda, muitas das situações, reuniões ou discussões que tive de passar para defender os meus direitos básicos, para ter condições mínimas de trabalho ou ter de viver rotinas alucinantes como enriquecedoras ou positivas — lá chegarei. No meio de todo o caos e de toda a minha luta, há algo de que me orgulho sempre e que me deixou dormir em paz, todos os dias: nunca baixei os braços e a minha ética não vive só no papel.
É difícil conviver com esta frustração nos ombros e ainda observar inúmeros acontecimentos tristes se abaterem nas pessoas que amo e que nada o mereciam. Foi um ano penoso.

"Horrível": Este ano é a derradeira prova de que a nossa auto-estima, confiança e amor próprio são caminhada constante sem meta. Desde 2015 que tenho vindo a abordar com mais frequência a temática da auto-estima e já observaram, pelo Bobby Pins, várias etapas da caminhada. Umas mais felizes e vitoriosas do que outras. Se em 2017 — embora tenha sido um ano péssimo — eu sentia-me mais confiante e feliz comigo, 2018 teve o caminho oposto e fui-me abaixo. Consigo ser racional o suficiente para saber que muito disto se deve às coisas que não consegui concretizar noutras esferas pessoais e que se manifestaram em baixa auto-estima, mas não deixa de ser uma pequena derrota penosa. Custa-me saber que o meu Instagram esteve mais vazio da minha cara porque não me sentia bonita, custa-me ter de admitir que a palavra que mais disse a mim mesma, este ano, foi 'horrível'. 'Estou horrível', 'Estou monstruosa', 'Sou horrível', 'Tudo o que faço é horrível', 'Este trabalho ficou horrível', 'Sou horrível a fazer isto'. Horrível, horrível, horrível. Em 2018 eu fui a pessoa que mais me magoou e isso deixa-me muito triste porque, na verdade eu sei que estou exactamente igual aos anos anteriores: a cara, o corpo, o comportamento. Mas eu senti-me feia, pouco confiante, inútil e monstruosa. Resta-me pedir desculpa, porque jamais trataria assim ninguém. Então porque fiz isto comigo?

Limpeza: Em Fevereiro, decidi fazer uma limpeza enorme, não só no armário e nos meus produtos mas também no digital — estes dois últimos, uma estreia. Rever as minhas roupas é algo que faço com muita regularidade e além de me desfazer de mais de 30 peças de roupa, mais de metade do que tinha na casa de banho não tinha qualquer utilidade e deixou esta divisão muito menos destralhada e harmoniosa. A limpeza digital era absolutamente necessária e tudo foi revisto a pente fino: os meus 'amigos' no Facebook, os meus gostos, as minhas prioridades no feed, quem eu seguia no Instagram e que realmente gostava do conteúdo. Esta limpeza no início do ano foi fundamental para caminhar por 2018 com menos tralhas e mais leve para abraçar outras coisas mais interessantes e relevantes.

Neve: Quando lhe disse que já não via neve há 18 anos, ficou imediatamente decidido como iríamos passar aquela data especial. Ver a Torre da Serra da Estrela repleta com um manto branco de neve fez os meus olhos brilhar e o meu espírito de criança reacender — será que alguma vez se apagou?
Ele arranjou um arsenal completo para que toda a minha experiência fosse inesquecível, enchendo a bagageira com fatos de neve e uma prancha para fazer sku. Foi lá que fiz anjos de neve, o meu primeiro boneco de neve e passeei pelos campos gelados. Ainda hoje recordo tudo com um sorriso aberto.

Noruega: Foi a minha viagem de 2018 e a sensação de concretização de algo muito longínquo. Não esperava pisar este país tão cedo, mas vivi cada segundo com muita alegria. Oslo e Tromsø foram os nossos dois destinos e embora sejam dramaticamente diferentes um do outro, foi incrível poder conhecer a Noruega através de dois perfis. Senti que pertencia aquele lugar, mesmo com o clima desencorajador e deprimente. Acho que seria muito feliz por lá.

Sinceridade: Uma coisa que me atormentou muito, durante anos, foi as pessoas ao meu redor não se aperceberem de que sofria de ansiedade. Não a comum, a doença. Passei por várias fases; umas vezes julguei que era falha de quem me rodeava e não prestava atenção. Mas, sinceramente, a falha sempre foi minha — em vários aspetos — porque ninguém adivinha o que não deixarmos à vista. E a minha ansiedade não está estampada na testa nem eu permito que se manifeste demasiado em público, mesmo que seja com os amigos de sempre. Podia estar exausta e totalmente derrotada, mas continuava a dizer piadas, a rir, a ser ativa e participativa em todos os encontros. Ninguém suspeitava.
O meu pedido não era — nem é — de ajuda e não acho que as nossas pessoas sejam centros de reabilitação emocional, mas chegou uma altura em que era muito difícil, para mim, contextualizar as minhas novidades ou acontecimentos sem que eles tivessem consciência de que trago este monstro de merda comigo e fui muito mais aberta com o assunto. Não quero que me dêem palmadinhas nas costas — e eles sabem — mas quero que este detalhe sobre mim — que não me define mas, infelizmente, faz parte de mim — seja finalmente encarado por quem gosta de mim e seja naturalizado (não vulgarizado). Quero que me compreendam e não que me tentem curar o incurável. Quero que saibam que existe em mim e que tenho muita vergonha dele. Este foi o ano em que disse abertamente 'estou exausta', 'estou triste', 'estou numa fase muito má'. Foi o ano em que inclui nas minhas conversas que chorei desesperadamente, que tive uma crise, que estive mal. Não o 'estive mal' das coisas tristes que vão acontecendo. O 'estive mal' da minha ansiedade a manifestar-se. E foi o ano em que expliquei muitas vezes o que era ansiedade para as pessoas que gostava. O que sentia, como sentia e como estava conformada que iria conviver comigo para sempre. Não sei se isso me transformou numa pessoa menos alegre, entusiasta e enérgica aos olhos das minhas pessoas — sinceramente, creio que não — mas permitiu-me a ser uma pessoa mais honesta com quem o merecia, da minha parte. Deixei de fazer piadas para disfarçar ou evitar falar que estava mal. Deixei de ter vergonha de dizer que também choro, que estou mal e que, às vezes, não sou forte. E isso foi libertador.

Sol da Meia Noite: Definitivamente, o fenómeno do meu ano, que tive o privilégio de observar em Tromsø e que não me permitiu observar auroras boreais. Um fenómeno que impede que a noite caia e que estagna o Sol quando se põe, para o erguer de novo, no espaço de uma hora. O tempo só nos permitiu ver o pôr e nascer do Sol a céu limpo num dia — os restantes estavam nublados — mas foi um momento dourado e luminoso como nunca antes vi — nem mesmo nos dias mais dourados de Lisboa. Agora gostava de experimentar o seu contrário.

Surpresas: Os miminhos da família, os convites inesperados, as boas notícias ao virar da esquina, os presentes pensados com carinho... São os pequenos detalhes que tornam o ano melhor, mais bonito, puro e memorável. Guardo todos os meus pequenos acontecimentos com carinho e não esqueço nenhum gesto de gentileza para comigo. Especialmente quando parte das minhas pessoas. É extraordinário observar que continuamos a cuidar-nos a todos, mesmo que já tenhamos uma relação de amor e amizade mais do que estabelecida.

Vitória: Termino este ano com um e-mail incrível que fez todo o esforço desde 2016 valer a pena. Reserva-me uma nova etapa — que, honestamente, será uma grande estreia para mim e ainda não sei se vou amar ou detestar — mas, para já, fico muito feliz por ter conseguido cumprir o objetivo principal de 2018, depois de todo o esforço, todas as lágrimas, todo o investimento no meu conhecimento. Em 2016 não quis ficar parada e decidi seguir outro caminho. Valeu totalmente a pena.

E assim, num piscar de olhos, terminam os TOP18. Gostaram desta nova entrada? E gostaram dos TOPs, em geral?

sábado, 29 de dezembro de 2018

2018 || TOP18 Aleatório


Este é o TOP que mais tenho prazer em fazer. Escolher, sem regras, dezoito elementos que tenham feito o meu ano é um mar de possibilidades e escrever esta publicação deixa-me sempre feliz no fim. Faz-me pensar no quanto fui privilegiada por ter experimentado todas estas coisas, faz-me terminar o ano com um espírito mais positivo por tanta coisa boa ter vindo parar à minha vida. Recomendo-vos este exercício, pensarem em 18 coisas aleatórias que tenham feito o vosso 2018. É maravilhoso.

À semelhança do ano passado, temos um TOP bem diversificado! Como sempre, a apresentação é feita por ordem alfabética.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

2018 || TOP18 Publicações que Mais Gostei de Escrever


Escrevi que me fartei. Foi esta a sensação com que fiquei enquanto preparava este TOP — um dos mais exigentes. Embora signifique que vou ter muito mais dificuldade em escolher as preferidas, fico sempre feliz com esta sensação. 

2018 foi um ano em que me dediquei imenso ao Bobby Pins e penso que isso se refletiu. Pela primeira vez, arranjei um calendário de vista anual e organizei todo o conteúdo que apresentei para vocês. O panorama geral não deixa mentir: escrevi muito, mas quero melhorar ainda mais.

Aquilo que me deixa mais feliz é sentir que vocês notaram todo o meu empenho. Ganhei leitores novos e mantive os que sempre me acompanharam, abracei novos projetos, consegui ser finalista graças a vocês... Tudo isto está inteiramente relacionado com a forma como veem o meu blog e eu sou muito, muito grata por isso. Entre todos os conteúdos que entreguei de coração cheio para vocês, estes dezoito foram os mais especiais. Ora espreitem...

O TOP está organizado por ordem cronológica.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

2018 || TOP18 Fotos do Meu Instagram


Adoro preparar este TOP. Explorar o meu perfil de Instagram e selecionar as fotografias que chamam mais as minhas emoções. Recordar cada história de por detrás do click, histórias essas que ficarão sempre comigo, embora a fotografia esteja aos olhos de todos.

Ao contrário do ano passado, este não foi um grande ano de self-love — mas sobre isso tenho uma publicação onde abordo o assunto e que irei publicar brevemente — pelo que cada fotografia minha que chegou ao meu feed foi uma vitória. Por outro lado, foi um ano onde registei muitos lugares bonitos e isso vai, com certeza, refletir-se neste pódio. Como sei que este é um dos vossos TOPs preferidos, não me irei alongar e passo, então, a apresentar as dezoito fotografias que mais gostei do meu Instagram, em 2018.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

2018 || TOP18 Músicas de 2018


2018 foi um ano em que, embora tenha explorado algumas particularidades musicais, me mantive fiel aos meus artistas de sempre. Em parte, porque foi um ano de novos lançamentos e trabalhos mas também porque a música é um grande refúgio para mim e acabo por abraçar os que já conheço e adoro. No entanto, há surpresas, artistas que nunca julguei que fossem parar a um TOP meu — especialmente um anual — e descobertas que me conquistaram e que acredito que vos podem convencer também — afinal de contas, mesmo quando me mantenho leal aos de sempre, o meu ouvido está sempre à procura de novas sonoridades. Estão curiosos para saber quais foram as dezoito músicas, lançadas este ano, que mais gostei?

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Feliz Natal!


Dia 24 é um dia onde o tempo se desdobra e, por aqui, é (mais um) dia da família. O calendário do advento revela o último chocolate, mas os desejos docinhos não terminam por aí. A casa fica cheia de pessoas, conversas, comandos — 'preciso de açúcar!', 'traz a travessa', 'onde deixaste a canela?' — e cheiros.

Acho que, mais do que tudo, adoro os preparativos. A algazarra na cozinha, o tempo de antena do forno que se divide entre pratos salgados e sobremesas, as compras de última hora, do ingrediente que ninguém lembrou ou do doce que há muito estava encomendado, sem falta. Este ano, para mim, será ainda mais especial porque, pela primeira vez, vou fazer um dos pratos da ceia. Quis ficar encarregue do bacalhau com natas, este ano, e embora o meu fascínio pela cozinha permaneça em unidades negativas e o meu talento não tenha surgido, ainda, fico feliz por poder contribuir com mais um prato para a mesa, da minha autoria. Será um desafio, para mim, que terei todo o prazer em ver cumprido, fique a iguaria como ficar. E se me acompanham há algum tempo, sabem que este é um grande acontecimento!

Trocamos as últimas mensagens de Natal entre os amigos que queremos tanto bem e espreitamos os filmes de Natal sempre que temos oportunidade. Há uma logística na hora de colocar tudo no carro e rumar ao palco de toda a ceia. Pela janela do carro, observo a cidade a sossegar e a luz amarelada das casas que recebem os seus convidados preferidos.

Recordo sempre os que cá não estão. Os que amavam o Natal como eu amo. E a falta que fazem à mesa, à conversa, à ocasião. A falta que fazem sempre. Mas é também por isso que gosto que o Natal seja um momento inesquecível de carinho pelos outros, de gestos bonitos e altruístas, de total ausência de temas supérfluos e pouco urgentes; para que nós, que ainda cá estamos, possamos viver cada Natal com encanto e um sorriso no rosto. Para que o possamos recordar todos juntos com alegria e desfrutar da presença uns dos outros enquanto podemos sentar todos à mesa.

Por aqui, os presentes são abertos dia 25, entre pantufas, chá e pequenos-almoços pouco nutritivos e muito saborosos. Os embrulhos são rasgados entre olhos ensonados, lareira acesa, filmes de animação e pijamas fofinhos. Os mais especiais, os mais sentidos, os que foram escolhidos com carinho para o outro, têm sempre o poder de despertar.

O almoço de Natal começa tarde mas muito ansiado. Uma mistura de novos pratos com o que restou da noite anterior, uma mistura que os mais velhos dominam e os novos aprendem a fazer as melhores combinações. Não há regras, e é tão bom...! Entre fatias, tacinhas e outras sobremesas, assistir a Música no Coração com a avó é obrigatório e aguardo sempre com carinho esse momento.

Assim é o meu Natal. Simples, sem tradições extraordinárias, mas que serve perfeitamente para me sentir satisfeita e feliz com a época. E eu espero que o vosso Natal também vos faça sentir assim: satisfeitos, contentes, plenos.

A todos os leitores do Bobby Pins, eu desejo em Feliz Natal e envio um abracinho a cada um de vós. Que seja uma ocasião de enorme alegria e memórias bonitas para todos!

domingo, 23 de dezembro de 2018

EVENTOS || As Luzes de Natal

 

Por mais cansativo que seja, sou feliz por dividir a minha vida em três lugares diferentes, especialmente na época de Natal, onde posso reunir-me com as minhas pessoas para fazer um passeio lento pelas ruas e encontrar as mais bonitas luzes de Natal.

sábado, 22 de dezembro de 2018

BOM GARFO || Manteigaria

 LISBOA

Pastéis de Belém. Fábrica da Nata. Manteigaria. São estes os principais pontos do roteiro lisboeta para encontrar o pastel de nata perfeito da capital. Uns dirão que não está em nenhum dos três. Outros defendem o seu local preferido com unhas e dentes. E eu estava à espera de provar os da Manteigaria — os únicos que me faltavam — para poder dar o meu veredicto (guloso) final.

Numa loja pequenina, bem iluminada e pertinho do Largo Camões, o logótipo das mãos não nos deixa enganar mas, para os mais distraídos, o cheirinho maravilhoso guia qualquer um até à entrada, que deixa à vista um balcão de vidro que guarda dezenas de pastéis de nata. Foram muitas — muitas mesmo! — as pessoas que declararam que o pastel de nata da Manteigaria era o melhor de Lisboa e precisava de confirmar isso com o meu próprio palato.

Num dia frio de Dezembro e que pedia um pequeno doce quentinho, pedimos um para cada uma. Ambas já tínhamos provado os pastéis das outras casas e ouvido as mesmas promessas. A massa folhada é crocante e o creme deixa adivinhar alguns sabores como o ovo e o toque do limão. Embora seja apreciadora do limão em quase tudo, não creio que seja um elemento fundamental para este pastel, e concordámos que o sabor é muito próximo ao da Pastéis de Belém.

É delicioso, mas não é o meu (nosso) preferido. Pessoalmente, sou apreciadora dos pastéis cujo creme tem um sabor mais natado e onde o ovo não tem tanto destaque no paladar, pelo que, na minha opinião, os melhores pastéis de nata de Lisboa estão na Fábrica da Nata. Para mim, são os mais deliciosos, embora os outros dois não lhe fiquem nada atrás. No fundo, creio que vou acabar por usar a minha localização a favor e, sempre que o desejo despertar, vou visitar o mais próximo, mas na possibilidade de escolher — ou só vos recomendar — um, o meu coração e gosto vão para os da Fábrica da Nata.
Não creio que esta discussão intemporal ganhe um desfecho graças à minha publicação, mas sem dúvida de que agora posso juntar-me à mesa enquanto arguente. 

Já experimentaram? Qual é o vosso pastel de nata (em Lisboa) preferido?
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Rua do Loreto, 2, 1200-108,
Lisboa
Contacto: 213 471 492

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

FILMES || A Nutcracker Christmas


A Nutcracker Christmas conta a história de Lily, uma ex-bailarina estagnada que cuida e cria a sua sobrinha, Sadie, desde que a irmã morre num acidente de automóvel. Para trás, deixa a sua carreira e vida de sonho: a companhia de bailado de Nova Iorque, o seu papel como Fada Rainha do Açúcar — o papel mais desafiante e cobiçado do bailado 'O Quebra-Nozes' — e a sua relação com o namorado que, por conseguinte, também era o seu par.
Quando Sadie — também ela bailarina — recebe o convite para protagonizar Clara n'O Quebra-Nozes', a convite da companhia de bailado de Philadelphia, Lily não tem outra hipótese senão enfrentar a paixão que deixou morrer e a vida que deixou para trás.

Não há nada melhor do que um filme de Natal para entreter nestas tardes de Dezembro e a verdade é que este não tem uma produção extraordinária; a narrativa é previsível e a qualidade de atuação do elenco deixa um pouco a desejar. Então, porquê recomendar? Algumas razões bonitas, entre elas, os cenários de Natal, que são absolutamente lindíssimos, a reprodução do bailado 'O Quebra-Nozes', no final — tirando a protagonista, praticamente todo o elenco é composto por bailarinos — e a história amorosa que esperamos em qualquer filme bonito de Natal. As cenas finais do bailado são de encantar e não deixa de existir uma mensagem forte de confiança — em nós e nas nossas pessoas — e em não negarmos as nossas paixões e vocações. Mais tarde ou mais cedo, seremos confrontados com elas.

É a minha sugestão de um filme doce de Natal, especialmente se nunca viram o bailado d'O Quebra-Nozes' ao vivo. É uma forma de se deliciarem com algumas das cenas e de deixarem o espírito natalício voar. Um filme quentinho no coração.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

FILMES || Bohemian Rhapsody


Necessito de introduzir esta publicação com uma confissão um tanto quanto polémica: nunca fui super entusiasta por Queen. Na verdade, a minha relação com a banda é um tanto quanto curiosa porque nunca me assumi como fã mas sei as letras de todos os seus sucessos. E isso deve-se não só à popularidade inquestionável das canções, como também a duas culpadas principais: a minha mãe e uma das minhas melhores amigas, Raquel, ambas fãs incondicionais. Cresci com a minha mãe a cantar todos os refrões a plenos pulmões e a introduzir-me no mundo do Rock e a Raquel... bom, o seu mp3 só tinha músicas dos Queen, assim como a sua escolha no Singstar era sempre previsível. Criei uma amizade cordial com a banda, sem emoções particulares à exceção de uma música que sempre gostei muito e não me deixava indiferente: nada mais, nada menos do que a que dá título ao filme, Bohemian Rhapsody.

Bohemian Rhapsody procura contar a história de como nasceu e cresceu uma das maiores bandas do mundo, cujas músicas ainda hoje são escutadas, comovem os seus ouvintes e geram novos fãs de todas as gerações.
Numa produção que não procura ser biográfica — e que tem sofrido duras críticas relacionadas com a invenção de alguns momentos da história ou com a desordem cronológica que, na minha opinião, não compromete a narrativa da história ou a credibilidade da banda — e que faz uma caracterização de mestre, não só em todo o elenco, como também naquilo que Queen sempre se definiu, dentro da ausência propositada de definição: uma banda muito experimental, com forte paixão pelo instrumental e com um Freddie Mercury irreverente (na personalidade e na voz) a protagonizar os palcos e a dar a identidade louca e lendária que predomina no DNA do grupo.

Com os principais êxitos a servir como elementos-chave de cada capítulo da história, admito: foi a minha parte preferida de um filme incrível. A produção de melodias sempre me fascinou, e saber como nasceram estes hinos intemporais é absolutamente intrigante, para mim. Com um balanço harmonioso entre a história da banda e a história de Freddie, reconheço que assistir a este filme permitiu-me escutar as músicas com outro carinho e atenção: criei, finalmente, empatia com Queen.

Bohemian Rhapsody torna-se, assim, imperdível para assistir no cinema — ou num qualquer lugar com um equipamento de som extraordinário —, não só pelas cenas de concerto e estúdio totalmente arrepiantes mas também para nos deixarmos prender com a história de quatro elementos carismáticos e extravagantes que acreditaram que podiam mudar o mundo com a sua música. E conseguiram.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

(DE)CORAÇÃO || Os Detalhes


Os detalhes importam, e o Natal ensina-nos precisamente isso. Nunca importou o presente, as luzes, a comida, o número de convidados, o primor das decorações da nossa cidade. Sempre foi o pormenor do laço no embrulho; o tom quente da luz amarela num dia frio; a receita especial que só fazemos nesta época, e que tem sempre o sabor de outros Natais; as pessoas que importam. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

PASSAPORTE || Dicas Para Viajar Sozinho


Em 2015, decidi abraçar a aventura de viajar por Paris sozinha. Foi uma experiência incrível e que me colocou à prova, testou as minhas capacidades mas, acima de tudo, melhorou de forma substancial a minha relação comigo mesma — a minha auto-estima, o meu à vontade para fazer coisas sozinha...
Visitei museus, comi fora, passeei pelas ruas da cidade do amor sozinha. E esse desafio acabou por se revelar uma das viagens mais especiais que guardo na minha memória e que recomendo muito. Há muitas inseguranças e incertezas na hora de pensar em partir sozinho e a momondo desafiou-me a partilhar algumas dicas convosco, com base na minha experiência parisiense. Estão interessados?

Confiem na vossa zona de conforto | Adianto que estou a remar contra a maré nesta dica, porque todos sugerem que aproveitemos a ocasião para sair da zona de conforto. A questão é: já estamos a sair. Viajar sozinho não é a aventura mais fácil e fazer opções confortáveis não tem de ser negativo. Escolher um destino com o qual nos sintamos confortáveis, seguros e dispostos a iniciar o desafio é, possivelmente, o passo mais encorajador. Não precisam de ir para a outra ponta do mundo; qualquer destino é um bom destino.

Privilegiar certos pontos de segurança | Os dois que considero principais são a língua e a localização do hotel (ou semelhantes). Motiva muito mais abraçar uma aventura sozinhos quando estamos confortáveis com a língua local ou quando estamos informados de que todos os locais conseguem falar inglês. Um outro ponto a considerar é a localização do lugar onde vão ficar. Tendo em conta que vão viajar sozinhos, é preferível privilegiar zonas seguras. Sites como o TripAdvisor ou o Booking já disponibilizam informações úteis sobre os bairros onde se localizam os hotéis/apartamentos. No meu caso, fiquei num hotel perto da zona do Louvre. Uma zona segura, movimentada, com algum circuito turístico, pelo que me sentia segura a circular por lá, além de que estava acessível e próxima de uma série de atrações.

Estudar bem a cultura do destino | É conveniente conhecermos o nosso destino na palma da mão para nos envolvermos melhor com o local e não sofrermos imprevistos. Regra geral, é um destino seguro? Qual é a política e abordagem em relação ao turismo? E às mulheres (relevante se forem do género, evidentemente)? Vai acontecer algum evento de maior dimensão durante a vossa estadia? Existe algum detalhe ou regra cultural que valha a pena ter conhecimento prévio? São questões legítimas e para as quais já devem ter algumas respostas antes de embarcar.

Deixar os contactos de emergência no ecrã de bloqueio | O meu telemóvel tem um atalho direto para contactos de emergência mas seria insensato da minha parte acreditar que todas as pessoas no mundo sabem como funciona o meu telemóvel. Por isso mesmo, deixei todos os meus contactos de emergência (incluindo, até, o meu e-mail, para o caso de perda) em inglês e no ecrã de bloqueio do meu telemóvel. Assim, no caso de uma possível eventualidade, quem me auxiliasse não precisava de saber atalhos ou códigos de desbloqueio; está tudo à vista. Acessibilidade e rapidez são palavras-chave na hora de receberem ajuda.

Mentir, se for necessário | Não somos Pinóquios e, embora tenhamos uma certa ética, mentir pode estar do nosso lado, especialmente quando estamos a viajar sozinhos. Ninguém precisa de saber que estão sós. Ninguém precisa de saber para onde vão ou por que razão não estão acompanhados. Não há problema nenhum em confiar nos instintos e dizer 'o meu namorado vem ter comigo', 'vim ter com um amigo', ou 'a minha família está já ali', se isso vos fizer sentir mais seguros. O nariz não cresce e poupam situações vulneráveis.

Fazer tours gratuitas | Fazer uma viagem sozinhos não tem de significar que ficamos sós o tempo todo. Um bom exemplo é aproveitar as tours gratuitas ou de grupo. Estão disponíveis em praticamente todos os destinos e uma breve pesquisa coloca uma série delas ao vosso dispor. Não só têm a vantagem de contactar com outras pessoas como aproveitam para conhecer um pouco mais o local.

Guardar todos os contactos de emergência locais | É uma dica óbvia e frequentemente esquecida. No caso de uma emergência, somos nós próprios a ter a necessidade de nos desenrascar, portanto, os contactos têm de estar à mão. São informações que qualquer posto de turismo ou receção de hotel/hostel consegue dar com toda a facilidade. Registem todos os contactos que puderem e ficarão preparados para qualquer necessidade.

Lembrem-se das vossas pessoas | Viajar sozinho é maravilhoso e desfrutar da própria companhia é libertador — eu que o diga! E, por vezes, estamos a desfrutar tanto que não nos recordamos que as nossas pessoas, em casa, têm uma visão diferente desta aventura; nós estamos sozinhos noutro país e, se não formos nós a dar notícias, os corações ficam arreliados. Não se esqueçam de deixar algumas mensagens a avisar que estão bem. Uma outra dica é avisarem previamente uma das vossas pessoas antes de partirem para uma experiência mais 'radical'. Eles agradecem e vocês ficam com a segurança de que existe alguém que sabe o que estão a fazer nesse preciso momento.

Hostels | Podem ser uma opção. São os pontos privilegiados por pessoas que se encontram na mesma situação — a viajar sozinhos — e isso permite-vos trocar contactos e conhecer pessoas novas. Além de baratos, são locais excelentes para fazer amigos de viagem.

Tentar chegar ao destino durante o dia | Isso permite conhecer melhor a dinâmica do vosso destino e a zona onde vão ficar. Temos uma ideia muito melhor da cidade quando a visualizamos e descobrimos à luz do dia.

Técnica mão-livre | Estamos mesmo por nossa conta; não há ninguém para nos ajudar a levar bagagem ou agarrar na mochila enquanto tiramos a carteira ou auxiliar no que quer que seja. Para tudo — desde o aeroporto, passado por hotel, estações de metro ou comboio, museus, atrações, etc — adotem a técnica 'mão-livre'. Com tudo a postos, as vossas mãos têm de se manter livres para qualquer coisa; segurar o telemóvel ou o mapa enquanto circulam com a bagagem ou agarrar no troco enquanto metem a mochila. Mão livre é a técnica mais poderosa que podem ter enquanto viajantes a solo, especialmente para prevenir perdas e/ou roubos. Não a subestimem e não assumam que só acontece aos outros.

Leva a tua consciência na bagagem | Embora pareça o contrário, viajar a solo continua a exigir muita responsabilidade e cuidados. Essencialmente, porque temos de estar conscientes de nós mesmos para embarcar no desafio. Conhecer os nossos limites é fundamental para desfrutarmos da experiência sem dramas. Quanto são capazes de andar, de gastar ou, por exemplo, de consumir numa festa, à noite? São os únicos responsáveis e isso implica que deem pouca margem a excessos para que não fiquem vulneráveis e para que a aventura seja bonita e especial e não uma coleção de arrependimentos.

Trazer dinheiro e cartão | Em viagens acompanhados, é uma decisão que depende um pouco de cada viajante. Há quem goste de só trazer dinheiro, há quem prefira ter tudo no cartão. Confesso que, viajando sozinha ou acompanhada, recomendo trazer os dois mas, especialmente, quando estamos sós. Há lugares que podem não aceitar o cartão ou pagamentos mínimos a dinheiro e convém que estejam prevenidos.

Registem-se no IAMAT | Esta é uma dica que recomendo, especialmente, em três casos: se vão para um lugar remoto, não têm conforto algum com a língua ou vão viajar por um longo período de tempo. O International Association for Medical Assistance to Travellers é uma organização que, através de registo, vos permite assistência médica online e em inglês, para qualquer eventualidade. O site fornece também informações sobre o nível de risco de saúde em diversos lugares do mundo.

Sê dono do teu roteiro | Com todos os passos de segurança finalizados e com tudo pronto para uma viagem em grande, aproveitem a melhor dica para viajar sozinho: sejam donos do vosso roteiro. Não é necessário fazer cedências, podemos ir onde quisermos e quando quisermos. Aproveitem a o vosso tempo a sós para fazerem tudo o que desejarem naquele destino. Comam onde vos apetecer, gastem o orçamento que planearam no que vos faz felizes, visitem o que realmente vos atraí e desfrutem da experiência à vossa medida. É, definitivamente, a melhor particularidade de viajarmos sozinhos; somos capitães do nosso destino e dividimos todos os momentos de viagem com a melhor companhia do mundo: a nossa. Ela está à vossa espera.

Publicação escrita em parceria com a momondo. Ao clicares nos links, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

FILMES || Get Out


Existem filmes de terror para público que não goste de serial killers mascarados, assombrações e cenas de sangue a cada três segundos? Existem e Get Out é a prova disso. Um filme de terror psicológico que relata a história de Chris, um fotógrafo que se prepara para conhecer os pais da namorada, Rose. O passo deixa-o mais apreensivo e preocupado do que o esperado para a ocasião. A razão? Chris é negro e Rose — e a sua restante família — é branca. Uma apreensão racial que Rose relativiza, garantido que nenhum dos elementos do seu agregado familiar é racista. No entanto, embora os pais sejam acolhedores, Chris vai vivendo certos acontecimentos suspeitos que o deixam vulnerável.

Get Out é o tipo de filme que se pode considerar um terror transversal, que horroriza, não visualmente, mas sim pela mensagem macabra e aterrorizante que agrega em cada cena ou diálogo. A obra aborda de forma real e crua o racismo velado entre as elites brancas, deixando-nos intrigados em todos os minutos para compreender os misteriosos acontecimentos que resultam num desfecho de compreensão total. Imprevisível — embora tenha adivinhado um dos principais momentos da revelação —, com uma temática inesperada e pouco popular entre filmes do género, a qualidade de representação do elenco e a inovação da história justificam como uma pequena produção chegou à ribalta e à nomeação aos Óscares, em 2017. Um filme que retrata uma temática sensível, atual e urgente e que nos deixa arrepiados do início ao fim. Um dos melhores filmes que assisti, este ano, e com um slogan que descreve esta longa-metragem na perfeição: "só porque és convidado, não significa que sejas bem-vindo".

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

ISTO É TÃO INÊS || Caprichos de Natal

É a época de dar e adoro todo o ritual de embrulhar os presentes e de colocar as decorações mais amorosas antes do laço mas... há sempre uns miminhos. E uns desejos. E uns caprichos. Que não nos importávamos nada de ver debaixo da árvore, com o embrulho mais bonito de todos.
A minha poupança para um portátil continua e ainda não foi desta que consegui aproveitar a Black Friday, mas lá chegaremos. Para já, e com 2019 à porta, uma agenda lindíssima vinha mesmo a calhar para escrever as tarefas com outra motivação, ou esta caneca amorosa e cheia de identidade para saborear as manhãs com mais energia — partilho convosco esta curiosidade: embora tenha uma coleção absurda de canecas, que estimo muito, não tenho nem nunca tive uma caneca com o meu nome. Acreditam?

No campo das vaidades e dos momentos em que precisamos de um up na nossa imagem, esta blusa faria as minhas delícias e o espelho — grande, em linhas simples e retas, branco — combina perfeitamente com o meu quarto. A bolsinha mais pequena e com uma cor muito Breakfast at Tiffany's seria perfeita para a minha Kanken, especialmente nas ocasiões #vidadetartaruga em que os dias são mais curtos e não necessito de levar a minha fiel — porém grande nécessaire do Pusheen.

Para o fim, ficam alguns desejos que não têm outra razão de ser senão alimentar a alma, como mais um DVD para juntar à minha estimada coleção Disney, ou o novo CD das Anavitória para dar descanso ao primeiro que continua a tocar, sem parar, no carro. A coluna creme da Marshall combina perfeitamente com a minha obsessão por música e o guião dos Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald é um dos livros que eu mais desejo, no momento. Abrindo exceção na tradição cá de casa, não me importava nada de desembrulhar um Trivial Pursuit do Harry Potter na noite de 24 para alegrar o serão e para fazer os olhos desta Inês brilhar um pouco mais.

Esta é a cartinha pública que deixo para o meu estimado Pai Natal. A privada — com desejos muito mais profundos e nobres — fica entre nós, pensamentos especiais e olhos fechados com muita força, na esperança de que isso ajude a concretizá-los.

1. Agenda 2019 PRETTIE - 16€ // 2. Caneca MR. WONDERFUL - 13,95€ // 3. Espelho IKEA - 69,99€ // 4. DVD Disney FNAC - 8€ // 5. Blusa ZARA - 22,95€ // 6. Trivial Pursuit Harry Potter WORTEN - 19,95€ // 7. Bolsa WOMEN'S SECRET - 11,99€ // 8. The Crimes of Grindelwald - The Original Screenplay WOOK - 18,19€ (ao comprares através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins) // 9. Álbum O Tempo É Agora FNAC - 13,90€ // 10. Coluna Marshall Cream FNAC - 208,14

domingo, 9 de dezembro de 2018

BOM GARFO || Delícia de Chocolate


O Natal quer-se doce. Como o amor pelos nossos, como as canções de Natal, como os miminhos gentis que entregamos uns aos outros. Como... as sobremesas! O Natal pede sorrisos em volta de uma mesa bonita e, por cá, a mesinha das sobremesas é bem caprichada e recebe inúmeros olhares gulosos ao longo de toda a noite — e dia! Não há nada melhor do que terminar uma refeição principesca com um docinho que cai bem na alma e desperta o nosso lado mais feliz. E um doce que cumpre bem o seu papel é a Delícia de Chocolate.

Delícia de Chocolate... o nome já entrega tudo. Uma tarte gulosa e surpreendente porque o seu exterior cozido e crocante não deixa adivinhar que há uma mousse cremosa lá dentro, pronta a ser devorada e para deixar uns bigodes de chocolate! As framboesas dão o toque final e todos torcem para que a sua fatia contemple uma das sortudas bagas vermelhas, qual Rodolfo culinário! Um efeito lindíssimo que traz recordações das lindas ilustrações de tartes dos livros da Anita. Suspirava por todas elas, vistosas, ricas e com um aspeto apetitoso. E agora podemos ter uma dessas na mesa.

Para fãs de chocolate, para crianças, para fãs de sobremesa, bons garfos e bocas doces, a Delícia de Chocolate cumpre a sua missão de deixar o paladar radiante e os olhos a brilhar. Não falha, entre as nossas mesas!

sábado, 8 de dezembro de 2018

(DE)CORAÇÃO || Enfeites de Natal


Os pormenores que fazem do Natal aquilo que ele é, na sua essência; cuidado, toques especiais e beleza. Não há como não adorar um bom enfeite de Natal que dá o charme final aos nossos presentes, à nossa decoração ou à nossa árvore.
No ano passado, partilhei convosco algumas sugestões para capricharem os vossos embrulhos. Desta vez, venho partilhar convosco os melhores achados de enfeites de Natal e onde podem encontrar todos os detalhes bonitos que vou colocar nos meus presentes — e que acho lindíssimos. Tenho a certeza de que vão arrasar!


sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

LIVROS || Anne Frank: Contos e Outros Escritos


Uma das coisas que pouca gente sabe acerca de Anne Frank — ou se recorda — é que a adolescente tinha um caderno, em paralelo com o famoso Diário, onde escrevia alguns acontecimentos do anexo e as suas histórias de ficção. É algo que a própria refere rápida e vagamente numa das suas entradas do Diário, especialmente quando escuta na rádio que, após a Guerra terminar, esperam poder recolher alguns dos diários que tantos escreveram ao longo da época, para poderem publicar. É a partir daí que Anne começa a organizar melhor o seu Diário e a separar conteúdos. Alguns, ficaram para sempre guardados nesse caderno menos popular e, ao longo dos anos, foram selecionados contos para serem publicados em pequenos livros. Em 2017, o primeiro livro, com todo o conteúdo do caderno foi, finalmente, lançado, graças à Fundação Anne Frank: Anne Frank, Contos e Outros Escritos.

Há livros que realmente penso que foram editados para mim. Este é um deles. Tendo em conta que só li a versão definitiva d'O Diário de Anne Frank, houve certas entradas do Diário que nunca cheguei a ler (porque só eram contempladas noutras versões). Através desta obra pude lê-las e ainda conhecer os contos que Anne Frank foi imaginando ao longo dos anos em que esteve escondida no Anexo. De certa forma, foi como um presente final: depois de já ter lido e relido o Diário, sublinhar passagens, escrever, ao longo do meu crescimento, notas pessoais nas laterais das páginas e de já conhecer a sua história de uma ponta à outra, conseguem imaginar a minha felicidade por poder ler conteúdo inédito da própria? Para mim, e levando em consideração que O Diário de Anne Frank é o meu livro mais precioso, é absolutamente especial. Não sei se será um livro absolutamente imperdível para quem não tem afinidade particular com o livro original, mas sem dúvida que é incrível ver Anne Frank num registo que não o de diarista, que já tão bem conhecemos.

Li O Diário de Anne Frank com uma idade próxima da adolescente e o livro foi-me oferecido pela minha mãe. É um dos presentes que guardo com mais carinho. É muito emocionante que este livro também tenha uma história e um simbolismo sobre como foi parar às minhas mãos. Um detalhe que vou deixar particular, mas que me deixa de lágrimas nos olhos sempre que olho para a capa.

Autora: Anne Frank
Número de Páginas: 194
Disponível na WOOK (ao comprares através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

MUNDO || 'Demonização' Digital


As plataformas digitais têm passado por significativas transformações ao longo dos anos e observo, já há algum tempo, duras críticas em relação às várias abordagens que têm vindo a ser feitas por parte de que as inova e/ou consome. Não é uma novidade, já que todos os outros canais de comunicação que existem também passaram pelas suas próprias transformações e, por conseguinte, críticas. 

Verifica-se, atualmente, uma completa 'demonização' digital, onde tudo parte de propósitos calculistas, alguns, quase maquiavélicos; o trabalho dos criadores de conteúdo — de todas as plataformas — é observado como oco ou totalmente maléfico. Questiona-se o conteúdo encefálico de todos os criadores e nenhuma opinião dos mesmos é encarada como orgânica, genuína ou consciente e sim como uma crista da onda; defende-se, convictamente, de que o conteúdo nas redes sociais deve ser transparente e real — que eu concordo —, sem mensagens de vidas perfeitas. No entanto, se o utilizador faz uma partilha real, aborda assuntos que, efetivamente, são do seu interesse e faz a sua comunicação de forma autêntica, está apenas a querer ser igual aos outros e não tem identidade própria. 'Demonizamos' a publicidade, os criadores, os conteúdos e até os valores das mensagens. Há uma utilização clara das redes e plataformas para partilhar causas muito nobres — e pelas quais tenho, na grande maioria, enorme admiração — mas se a causa se populariza, 'demonizamos' automaticamente, sem avaliar o feedback positivo que se gera quando um volume significativo de pessoas comunica a mesma mensagem benéfica. Por outro lado, se alguém não se posicionar ou comunicar publicamente, a pessoa é protagonizada como o exemplo da insensibilidade e do desinteresse. Sem cinzentos. Preto no branco.

Cobra-se uma amostra real do quotidiano, dos interesses e dos valores de quem partilha os seus registos mas é expectável que seja uma realidade de encontro à nossa; se o utilizador tiver uma forma de viver genuína mas diferente, uma rotina em nada semelhante à nossa, não conseguir abraçar humanamente todas as causas sociais — ou abraçar, mas não na velocidade esperada — e tiver hábitos ou valores ligeiramente diferentes, a sua postura é criticada, sem hesitar, embora ele esteja a cumprir a proposta: ser real. Ser genuíno. Arrisco-me a afirmar que muitos não querem, de todo, perfis reais; querem perfis que não lhes mostrem o quanto a vida é plural e pode ser diferente de pessoa para pessoa, rotina para rotina, carreira para carreira, país para país. É factual. Quando digo que acredito existir espaço para todos na internet, é precisamente deste conceito que falo, tanto por quem utiliza quanto por quem consome; formas diferentes de ser, viver, pensar. Para todos, vai haver a devida segmentação por parte de quem se identifica com essas maneiras.

Não sou inocente; estou perfeitamente consciente que as plataformas digitais não são um lugar puro e perfeito. Há sempre formas de melhorar e de desfrutar da experiência de uma forma mais saudável, e o espírito crítico — em todas as esferas sociais, não só as digitais — é fundamental, mas sinto que se gera uma onda fundamentalista que tem tornado as redes e plataformas num antro de calculismo que, sou sincera, não reconheço como um movimento nobre, sequer saudável e que nos afasta em vez de aproximar. Uma intolerância que não se reflete nas ruas, numa conversa, num almoço, na atividade offline e humana do nosso dia-a-dia. Uma necessidade de caça às bruxas que não dá espaço para a evolução e transformação do próprio utilizador e que esgota qualquer pessoa consciente sem necessidade porque, no fim, sabemos que há espaço para todos os utilizadores e todos os públicos e que só temos de consumir, apreciar e admirar os que fizerem sentido. O Ricardo Araújo Pereira caracteriza as redes sociais como a história do velho, do menino e do burro. Não importa como é que os três gerem a forma como vão atravessar a aldeia: nenhuma estará correta aos olhos dos outros. De certa forma, é o que realmente se verifica, atualmente.

No fim — porque acredito que uma utilização consciente e sensata das plataformas pode resultar numa atividade positiva —, e sem respostas definitivas, absolutas ou mais válidas do que outras, julgo que a melhor utilização, para mim (tanto como utilizadora, quanto consumidora), está em manter-me fiel aos valores basilares destas plataformas: partilhar o que mais me faz feliz no quotidiano de uma forma que me orgulhe, que queira recordar mais tarde e aproximando-me de quem, geograficamente, está distante de mim. Sem saturação ou inspeção furtiva à forma de partilhar dos outros. Não há necessidade, afinal de contas, ninguém é dono da verdade.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

EVENTOS || Para Fazer em Dezembro


Dezembro está sempre recheado de coisas incríveis a acontecer em todo o lado e que não quero perder. É a ocasião ideal para encerrar um ano em grande, tenha sido ele bom ou mau; não há nada melhor do que atividades marcadas na agenda, eventos bonitos, encontros com as nossas pessoas e momentos especiais. Estas são algumas das coisas que quero fazer no último mês do ano e que, se me permitirem, podem também servir como sugestões imperdíveis!

Mercados de Natal
Natal casa tão bem com os inúmeros mercados e mercaditos espalhados pelas cidades, recheados de artigos de autor, marcas diferentes e ideias incríveis para presentes únicos de última hora — ou mais especiais. Paira uma certa magia e bom ambiente no ar. Tenho imensa pena que ainda não tenhamos mercados de Natal ao nível do que se vê — e baba! — pela Europa fora, mas todas as banquinhas são bem vindas. No ano passado, Torres esmerou-se com um mercado de Natal pequenino mas amoroso e, este ano, vou repetir o circuito por Torres, Lisboa e Sintra. Lá estarei em parelha com a minha mãe — a parceira perfeita para ver mercadinhos — ou a braço dado com o meu amor, para combinar com a doçura do ambiente!

Patinar no Gelo
Fui patinadora artística noutra vida e só tenho como revelar este talento escondido em Dezembro. Sou louca por pistas de gelo e, mesmo com algumas quedas bem cómicas, não consigo deixar passar a atividade. Não há nada mais natalício do que deslizar numa enorme placa branca e gelada, ao som das melhores canções de Natal e com centenas de luzinhas adoráveis espalhadas por todo o lado. Com pistas mais populares e outras mais sossegadas — e o segredo é saber encontrá-las ou aproveitar determinadas horas do dia — e com opções pagas ou gratuitas, estou pronta para calçar os meus patins e rodopiar como uma princesa do gelo. De preferência, com um chocolate quente no final da aventura.

Ver as luzes de Natal
O bom de dividir a minha vida em três lugares especiais — Torres, Lisboa e Sintra — é que tenho três sítios diferentes para me deslumbrar e observar as luzinhas de Natal. Vagarosamente, com uma bebida quentinha nas mãos, com os olhos a brilhar e pronta para desfrutar de todas as decorações ao virar da esquina. Se possível, com uma companhia incrível para dividir todo o encanto da cidade e para partilhar conversas animadas.

Assistir ao filme 'Fantasia'
No ano passado, o CCB transmitiu o filme 'Mary Poppins' numa sessão de cinema no Grande Auditório, mas só tive conhecimento já muito em cima da hora e os melhores lugares já estavam selecionados. Este ano, voltam a repetir a dose, desta vez com um dos filmes de animação que me é mais querido: o filme 'Fantasia', na versão de 1940, com os contos icónicos 'Quebra-Nozes', 'O Aprendiz de Feiticeiro' ou 'Sinfonia Pastoral'. Foi o meu presente de Natal com a Matos e estamos prontas para voltarmos a ser crianças juntas e nos deliciarmos com um clássico de infância, desta vez, no grande ecrã.

Escrever postais de Natal
Sempre gostei de deixar junto ao presente um cartão com uma mensagem personalizada e especial para as minhas pessoas, mas nunca tive o ritual de enviar um postal de Natal pelo correio e este ano achei que seria a altura perfeita para o fazer. Já tenho o meu kit a rigor e quero escrever cada cartão com todo o carinho, cuidado e atenção, juntando um miminho muito singelo, só para dar uma graça extra ao gesto. Estou tão entusiasmada com as minhas escolhas que só penso que eu iria adorar receber um envelope de Natal na minha caixinha também. Por vezes, é muito fácil fazer um gesto carinhoso, só temos de ter vontade e empenho para ir mais além.

Receitas de Natal
A minha relação com a Yämmi continua doce e inseparável. Conto com ela para me auxiliar — o termo ideal é mesmo 'safar' — na hora de fazer algumas refeições ou quando preciso de me livrar da ansiedade (fazendo bolos, como sempre). Este ano, e sem pressões, gostava de experimentar uma receita de Natal. Sem finalidade em particular nem para ninguém em especial, apenas para provar novos sabores que prometem trazer-me recordações bonitas desta época tão encantadora. Já tenho algumas receitas gostosas debaixo d'olho, entre elas, um bolo de chocolate branco com pistachios, uma tarte de limão e merengue — cuja foto da receita me fez recordar imenso a tarte de limão que costumamos comprar n'O Império, todos os Natais, pelo que estou com expectativas elevadas —, um red velvet ou umas bolachinhas de chocolate. Um deles, em princípio, verá a luz do dia pelas minhas mãos.

Assistir ao filme 'O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos'
A minha tradição de Natal preferida sempre foi assistir a um bailado. Gostava de reservar essa atividade com a minha companheira de bailados preferida, a minha avó. É uma data pela qual sempre ansiámos e deleitavamo-nos a escolher qual seria o próximo bailado que iríamos assistir, tornando o evento ainda mais especial porque acontecia nestas circunstâncias bonitas. Porém, este ano a minha melhor companheira não está na melhor disposição para me acompanhar — e a sua justificação é mais do que válida — e, por isso sinto que iremos deixar passar a tradição. Olho com uma certa pena para todos os eventos que surgem nas agendas digitais, especialmente porque, este ano, a Companhia de Bailado Russa vem cá a Portugal e traz O Lago dos Cisnes consigo — o bailado que mais morro de amor. Mas terá de ficar para uma outra ocasião onde possamos desfrutar as duas, juntinhas (aproveitem vocês por mim, se puderem, sim?). Embora não seja a mesma coisa — e sinta que me vá desiludir muito — decidi, em alternativa, que quero assistir à mais recente adaptação da Disney ao bailado O Quebra-Nozes. É o meu preferido e já existem milhares de adaptações — algumas maravilhosas — portanto, as expectativas estão altas. Com pipoca, claro!

Quais são os vossos planos de Dezembro?

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

GIFT GUIDE || Até 10 Euros!

Estreei-me no universo dos Gift Guides no ano passado com um propósito: mostrar-vos uma série de artigos cheios de personalidade, com um toque irreverente e único, até 10 euros. Julgo que esse Gift Guide foi um sucesso — recebi alguns comentários, mensagens e até pessoalmente a dizer que realmente tinham seguido as minhas sugestões o que, tendo em conta o conceito da publicação, se pode considerar um sucesso! Este ano, perguntei-vos se gostariam que repetisse a dose e a resposta afirmativa foi esmagadora; nunca tinha recebido tantas participações numa sondagem do Instagram!

O prometido é devido e, receosa que este não ultrapassasse o primeiro, esmerei-me. Modéstia à parte, gosto ainda mais do Gift Guide deste ano. Ao todo, são quase cinquenta sugestões de presentes até dez euros para arrasarem naquela lembrancinha, no pormenor que vos falta para terminar o presente, ou para vos inspirar no (odioso) Secret Santa. Confesso, fiquei surpreendida e orgulhosa com o resultado final. Espero que gostem e que vos seja útil!


1. Quadro PRIMARK - 7€ // 2. Caixa com espelho interior LOJA CASA - 7,99€ // 3. Conjunto caneca e meias Dobby PRIMARK - 10€ // 4. Caixa LOJA CASA - 8,99€ // 5. Jogo PRIMARK - 10€ // 6. Anel PARFOIS - 5,99€ // 7. Big Magic WOOK - 10€ (ao comprares o livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins. Review do livro aqui)  // 8. Tote bag STRADIVARIUS - 9,99€ // 

9. Etiqueta para bagagem MR. WONDERFUL - 7,95€ // 10. Porta-chaves sortido da Funko CLAIRE'S - 9,99€ // 11. Brincos H&M - 7,99€ // 12. Capa com unicórnio WOMAN'S SECRET - 4,99€ // 13. Caneca PRIMARK - 7€ // 14. Agenda STRADIVARIUS - 9,99€ // 15. Caixa rendilhada ZARA HOME - 9,99€ // 16. Lip gloss RITUALS - 8,50€ // 

17. Loção corporal e de mãos LUSH - 5€ // 18. Capa para passaporte RITUALS - 10€ // 19. Decantador LOJA CASA - 9,99€ // 20. Conjunto creme de mãos e manteiga labial THE BODY SHOP - 10€ // 21. Quadro LOJA CASA - 3,99€ // 22. Petite PANDORA - 10€ // 23. Lightbox LOJA CASA - 7,99€ // 

24. Copo portátil BAIRRO ARTE - 7,90€ // 25. Bloco LOVELY STREETS - 9,80€ // 26. Bolsa WOMAN'S SECRET - 6,99€ // 27. Peluche Stitch DISNEY STORE - 8€ // 28. Bilhete sessão especial de cinema 'Fantasia' (1940) no CCB (28 de Dezembro) - 7€ // 29. Moldura ZARA HOME - 9,99€ // 

30. Quadro cortiça LOJA CASA - 9,99€ // 31. Almofada H&M HOME - 7,99 // 32. Eleanor & Park WOOK - 10(ao comprares o livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins. Review do livro aqui) // 33. Candeeiro LOJA CASA - 7,99€ // 34. Caneca BAIRRO ARTE - 6,99€ // 35. Brickheadz DISNEY STORE - 10€ // 36. Estojo SPRINGFIELD - 9,99€ // 37. Auscultadores PRIMARK - 6€ // 38. Planner STRADIVARIUS - 9,99€ // 

39. Jogo Sushi Go! WORTEN - 9,99€ (Review aqui) // 40. Creme corporal reafirmante THE BODY SHOP - 7,43€ // 41. Porta-cartões MANGO - 4,99€ // 42. Colar PARFOIS - 7,99€ // 43. Esfoliante RITUALS - 10€ // 44. Cesto H&M HOME - 7,99€ // 45. Capa PARFOIS - 8,99€ // 46. Conjunto gel de duche, esponja e manteiga corporal THE BODY SHOP - 9€ // 47. Bolsa WOMAN'S SECRET - 7,99 // 48. Brincos PARFOIS - 4,99€