quinta-feira, 29 de novembro de 2018


Hoje, foi a minha estreia enquanto Editora de Cultura da Nude Magazine e lancei o meu primeiro artigo! Desejo muito que gostem e que vos seja útil. Digam o que acharam — há uma caixa de comentários no final do artigo  pode ser?

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

FRIENDS || Sushi Go!


Confirmo que continuo a não gostar de sushi mas que, para este, abro uma exceção especial. Afinal de contas, não temos de o comer, apenas de... o jogar!
Sushi Go! é o jogo de cartas que considero perfeito para ter à mão na prateleira de casa, isto porque, ao contrário de grande parte dos jogos, consegue ser tão divertido para duas pessoas como para cinco — o número máximo. 

Com ilustrações amorosas e um sistema de pontos, o objetivo é criar a melhor combinação de sushi possível e, assim, conquistar a maior pontuação. Cada peça de sushi tem um valor diferente que pode duplicar ou triplicar conforme a sua combinação com mais peças de sushi semelhantes. Cada jogador recebe uma mão de 10 cartas e escolhe a peça que quer que pertença à sua combinação. Depois... trocam de mão! E assim sucessivamente até já não restar nenhuma carta da mão. Com jogadas rápidas e uma duração de jogo de três rondas, nada está garantido e cada nova mão pode vir com uma surpresa venenosa!

Compreender o jogo é sempre mais fácil quando temos as cartas na mão e passamos para a ação, mas a premissa é relativamente simples e a mestria e diversão passa um pouco por desempenhar estratégias, razão pela qual pode não ser o jogo mais adequado para os mais pequeninos participarem, mas que certamente anima uma mesa de amigos. Pequenino, super portátil e divertido, é um sucesso para amantes de jogos de tabuleiro e, se me permitem a sugestão e a chegada da época, pode ser um presente de Natal bem giro.

sábado, 17 de novembro de 2018

PASSAPORTE || Qualquer Lugar



Viajar é um vício bom e não há como o negar. Regresso de cada destino sempre a imaginar qual será o próximo. Ou a perguntar-me a mim própria quando voltarei à azáfama de aeroporto, que adoro. Mas nunca basta desejar; é necessário poupar e estabelecer prioridades. Dizer que não a certas compras ou atividades. E estar atenta a todas as boas oportunidades de voo. É neste aspeto que me considero mais atenta — e chatinha.

Talvez por estar sempre a ver preços de voos, exista muita coisa aliciante que acabo por não comprar, como roupas ou outros artigos. Olho para a etiqueta do preço e automaticamente penso 'com jeitinho, consigo um voo para um destino qualquer ao mesmo preço' e acabo por preferir poupar esse dinheiro para uma viagem a gastá-lo. Há quem me ache exagerada: "como assim, não compras uma saia de 12€ para poderes viajar??" mas a verdade é que foi precisamente esse o preço que encontrei num voo para Frankfurt, através da ferramenta 'Qualquer Lugar', da Momondo. Estamos muito habituados a pensar em preços de voos com três dígitos (ou dois dígitos bem gordinhos) e isso pode ser desmotivante — e aliciante para gastarmos o dinheiro noutras opções mais imediatas — mas a realidade é que, com uma boa pesquisa e filtros, é possível viajar ao preço de um orçamento de amigo secreto.

Na barra de pesquisa de voos, basta clicarem na opção 'Qualquer Lugar', selecionar a data ou mês em que procuram viajar — porque não uma escapadela de fim-de-semana? — e intervalar o vosso orçamento. Imediatamente vão ter acesso a um mapa recheado de voos para os mais diversos lugares na época e intervalo de preços que procuram. Confesso, é uma das minhas maiores diversões. Na minha última pesquisa, se estimasse para Dezembro, tinha um voo a 34€ para ver a Torre Eiffel e 12€ para Frankfurt. Para Janeiro, poderia conhecer Roma por 35€ ou seguir para Bruxelas a 19€. Perante estes resultados fantásticos, não deixo de pensar nestes valores na hora de fazer aquisições. Pego nas etiquetas de preço e pergunto-me 'Então, o que preferes? Uma saia nova ou treinar alemão à séria em Frankfurt?' Experimentem esta ferramenta e surpreendam-se até onde podem ir sem fazerem a carteira chorar durante a descolagem.

Publicação escrita em parceria com a Momondo. Ao clicarem nos links, estão a contribuir para o crescimento do Bobby Pins.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

BOM GARFO || Saboreia Chá e Café

 LISBOA

Cinquenta por centro do nome já prometia que eu poderia vir a gostar do Saboreia Chá e Café, e o plano de lanchinho flash para celebrar o aniversário da Carolina combinava muito com o conceito da casa de chá. Foi assim que decidi estrear este lugar em ótima companhia.

O Saboreia Chá e Café tem várias casas espalhadas por Lisboa — e ainda pelo Entroncamento, mais amigo dos Torrienses, e Tavira —, mas dadas as circunstâncias, o Parque das Nações foi a escolha ideal, embora a localização seja confusa.

Pequenino e acolhedor, recebeu-nos com um menu que encanta qualquer apreciador de chás; talvez possamos declarar que o Saboreia Chá e Café é o paraíso das infusões, desde as mais clássicas — como camomila, cidreira, tília... — às mais inovadoras — chá vermelho, de baunilha, melancia, chocolate, chá de champanhe, variações de chá preto e chai latte. Escondido do conceito óbvio está também uma vasta gama de cervejas para experimentar. Chá, cafés e cervejas. Difícil será escolher, mas certamente agradará todos os amantes de um bom convívio de final de dia.

Decidimos recriar um lanchinho inglês e jogámos pelo seguro e mais previsível: Earl Grey e scones, acompanhados de doce e manteiga. Por vezes, é difícil captar toda a atenção para o que está na mesa quando um momento tão bom está a acontecer ao mesmo tempo — como este reencontro de amigas ao fim de tantos meses — mas sinto que o chá — de boa qualidade — e os scones foram os co-protagonistas perfeitos da ocasião e não desiludiram. O doce guloso adocicou todas as conversas e o chá aqueceu as mãos de um dia de Novembro bem fresco. De destaque vai também a temperatura do chá, que nos foi servido bem quente, mas não a ferver.

Pela localização — não frequento muito a zona do Parque das Nações — provavelmente não será a casa de chá onde vou regressar mais vezes, mas tendo em conta que também há espaços em Lisboa e que tem estado bem longe dos olhos do mundo, é o local que vou optar para desfrutar de um lanche acolhedor com chás quentinhos e num espaço tranquilo e distanciado dos ambientes caóticos e assoberbados de gente. Se são fãs de uma caneca quentinha como eu, está recomendado!
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Rua Cais das Naus, 4030, 1A, 1990-304,
Lisboa
Contacto: 218 983 181 | 927 368 193

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

PASSAPORTE || Anish Kapoor: Obras, Pensamentos, Experiências


Anish Kapoor tem sido uma referência mundial das artes plásticas, criando peças icónicas como Cloud Gate, em Chicago, Sky Mirror, em Nottingham, ArcelorMittal Orbit, em Londres ou Descension, uma instalação aquática irreverente que tem protagonizado várias exposições ao redor do mundo. O criador de todos estes projetos artísticos tão icónicos está em exposição, em Serralves.


Até Janeiro de 2019, estarão expostas, numa sala ampla e aberta, 56 maquetas de projetos de Anish Kapoor, alguns deles já concluídos — e possíveis de encontrar em Londres, Nova Iorque ou até em recantos da Nova Zelândia — e outros em fase de execução. Os trabalhos estão projetados para espaços exteriores e evocam-nos estilos surrealistas e impressionantes, onde a profundidade brinca com a escala e a criatividade conversa com a arquitetura e engenharia. Dá gosto de imaginar como ficarão alguns destes projetos, quando concluídos.


Pelos jardins de Serralves, também encontramos algumas instalações, onde podemos tocar e admirar como a obra se vai transformando em diferentes ângulos e pontos de observação. Este conceito interativo e divertido torna a exposição muito apelativa para crianças e adultos bem dispostos. O bilhete de entrada para a Fundação Serralves (que incluí acesso ao Parque e Casa) tem o custo de 10€, sendo que estudantes, jovens entre os 13 e 18 anos e adultos com idade superior aos 65 anos poderão adquirir o bilhete por metade do preço. Portadores de bilhetes CP Alfa Pendular e Intercidades usufruem de 25% de desconto. A entrada é gratuita todos os primeiros Domingos de cada mês até às 13H00, crianças até aos 12 anos, associados aos 'Amigos de Serralves' e clientes BPI.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

FILMES || Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald (sem spoilers)


Após dois anos de espera, finalmente estreou o segundo capítulo da mais recente saga de J.K. Rowling. Confesso, no que toca a Harry Potter, não sei gerir expectativas; quero sempre a melhor história possível e nunca me preparo para o pior. Entro na sala de cinema e volto a ser a miúda e, mais tarde, adolescente que acompanhou tudo com devota emoção.

Em Os Crimes de Grindelwald, o mundo observa a ascensão do pérfido e poderoso vilão — brilhantemente interpretado por Johnny Depp — e a sociedade mágica divide-se entre feiticeiros que acreditam no Bem Maior alimentado por Grindelwald e os que o resistem. Para ambos os lados, existe uma peça-chave que pode garantir a vitória.

O segundo filme de Monstros Fantásticos reforça alguma das sensações iniciais que tivemos na estreia do primeiro, distanciando-se de forma marcante do perfil inocente e juvenil da saga Harry Potter e posicionando-se totalmente como um filme para adultos, com uma história e ações mais pesadas que foram aliviadas através da comédia da personagem Jacob e das menções ao mundo fantástico que nos conquistou em primeiro lugar. De facto, e ao contrário do primeiro filme, não vão faltar referências ao universo de Harry Potter, o que nos encanta como fãs da saga mas reforça uma ideia que já desconfiava: o filme é mais difícil de acompanhar para quem nunca conheceu a história e há determinados pormenores relacionados com esta nova narrativa que só figuraram nos livros e nunca foram contados em filme. Se nunca leram os livros, esta é altura ideal para o fazer — a partir do Príncipe Misterioso, recomendo. Há muito mais enredo, os efeitos especiais estão absolutamente sublimes e há que tirar o chapéu à qualidade do ator Eddie Redmayne para desempenhar, de forma tão realista, o papel de interagir com os seus monstros. 

Durante os trailers, os principais focos de críticas foram as incongruências relacionadas com Dumbledore e a polémica em torno da participação de Johnny Depp. Embora a excentricidade do Director de Hogwarts não se manifeste nas roupas — como os livros sempre prometeram — as restantes incongruências estão muito bem explicadas, esclarecendo, assim, todos os fãs. E surpresas?, questionam-me. Não vão faltar e os rostos de choque serão garantidos. Mas sobre esses momentos bombásticos guardarei segredo!

A crítica caiu de forma pesada sobre Monstros Fantásticos e, colocando o coração de fã de parte, há certos pontos negativos a concordar, a começar pela banda sonora pouco ou nada memorável — o que é um sacrilégio, tendo em conta todas as obras cinematográficas deste universo mágico —, e a terminar por ser um filme confuso, em que o excesso de personagens cria uma série de histórias mal desenvolvidas e compete por um tempo de antena escasso, resultado num leque de personagens incríveis que, de momento, são totalmente irrelevantes para o decorrer da história. É neste emaranhado de informações, referências e revelações chocantes que as opiniões finais também se dividem, adorando ou não o filme. Eu adorei o filme e dei por mim muito mais agarrada a cada acontecimento do que no primeiro. No entanto, não acho melhor que os filmes de Harry Potter — como muitos já referiram — e tenho esperança de que, a seu devido tempo, a posição e relevância das personagens comecem a fazer mais sentido. No fim, o que podem esperar são duas horas de ação que vos vão prender e surpreender (muito!!!) do início ao fim, com a certeza de que podem sempre contar com monstrinhos fofos e incompreendidos, grandes gestos de amizade e lealdade, a prova de que as nossas Casas não definem as novas convicções e que há sempre fugas ao estereótipo — para o bem e para o mal — e um sentido moral por detrás de toda a narrativa, ao estilo a que Rowling já nos ensinou. E o final... oh my. Posso ver de novo?

terça-feira, 13 de novembro de 2018

BOBBY PINS || Open World Travelers Ambassor


Foi durante a Gala de Entrega de Prémios do Bloggers' Open World Awards que me foi apresentado o Programa Open World Travelers, um projeto que se iniciaria este ano e para o qual fui convidada a participar. 'Porque não?', foi o pensamento imediato que me ocorreu. Depois de ter desfrutado de uma experiência incrível graças ao concurso da Momondo e de ter observado uma onda de carinho e motivação tão gigantescos, senti que faria todo o sentido continuar a apostar no Bobby Pins e em novos desafios. Inscrevi-me, sem medo de tentar.

Foi com enorme entusiasmo que recebi a notícia de que serei uma das Embaixadoras do Programa, um projeto incrível que nos desafia a mostrar-vos as formas mais incríveis, económicas e inteligentes de viajar através da Momondo, o motor de busca de viagens e de comparação de voos e hotéis mais do que estabelecido, referenciado e recomendado mundialmente.

Ao longo destes quatro anos, empenhei-me muito para que, em cada publicação do Passaporte, sentissem que estavam a viajar comigo. Por isso mesmo é que fico tão radiante com esta novidade, que acredito que vai trazer imensos benefícios para vocês, entre desafios, concursos e novidades. Adoro que venham comigo em viagem, cada vez que faço uma nova publicação sobre os lugares que visito — e fico tão contente quando sentem o mesmo — mas gosto ainda mais de poder dar oportunidades para vocês próprios pegarem nas vossas malas — e não precisam de ser rosa! — e partirem para os vossos destinos e as vossas aventuras. Saber que a plataforma acredita em mim para poder abraçar este projeto e este conceito deixa-me ainda mais orgulhosa de todo o trabalho que tenho vindo a fazer. Vêm comigo nesta aventura, certo?


Publicação escrita em parceria com a Momondo. Ao clicarem nos links, estão a contribuir para o crescimento do Bobby Pins.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

PASSAPORTE || Museu da Chapelaria


Parece demasiado longínquo e surreal pensar numa época em que todas as pessoas usavam chapéu. Dada a realidade da nossa atualidade, é uma ideia totalmente irreverente e impensável. Mas, efetivamente, existiu uma época da nossa História onde o chapéu foi tão importante quanto as outras peças de vestuário que, nos dias de hoje, consideramos indispensáveis. E o Museu da Chapelaria reaviva-nos a memória. 


Instalado nas antigas unidades fabris de produção de chapéus, o Museu da Chapelaria apresenta-se de forma moderna e interativa; além das inúmeras máquinas expostas e que nos transmitem, com auxilio das fotografias, uma ideia mais realista do que era necessário para criar um simples chapéu, existe também alguma informação sensorial relativa à qualidade e trabalho dos materiais. Ao longo das salas, são várias as prateleiras que contém chapéus com o tratamento da lã e o do feltro diferentes para que possamos compreender — e sentir! — as diferenças no toque de cada um dos materiais. 

Tal como o Museu do Calçado, podemos também contar com uma coleção de chapéus doados por vários estilistas e designers de renome nacional. Acompanhados por uma breve biografia, é incrível observar tantas correntes estilísticas e tendências diferentes num só lugar. Uma explosão de cores e cortes que nos impressiona e fascina. 


No entanto, confesso que a minha parte preferida deste museu foi a exposição temporária, em exibição até abril de 2019: Entre Chapéus e Sonhos, da designer espanhola Estibalitz Diaz de Durana. O estilo surrealista, extravagante e criativo dos seus chapéus deslumbrou-me e surpreendeu-me, tornando-se num dos pontos altos da visita. 



O bilhete de entrada tem o custo de 2€, sendo que estudantes, portadores de cartão Jovem e visitantes com idade superior a 65 anos pagam metade do valor. Aos Domingos, até às 12H30, a entrada é gratuita. Podem também adquirir o Bilhete Conjunto que engloba os três principais museus de São João da Madeira (Núcleo de Arte Oliva, Museu do Calçado e Museu da Chapelaria) por 4€, que foi a nossa opção.

domingo, 11 de novembro de 2018

LIVROS || O Tatuador de Auschwitz


O Tatuador de Auschwitz foi, inicialmente, trabalhado como um guião cinematográfico, mas terminou como uma obra que está nas bocas do mundo. Não é para menos, já que a história é surpreendente a todos os níveis.
Este é um romance verídico sobre Lale, um prisioneiro judeu que é destacado para realizar a tarefa de tatuar outras vítimas recém chegadas ao campo de concentração Auschwitz-Birkenau, e a sua amada Gita, que conhece em Auschwitz e desperta nele uma vontade de não só conquistar a sua liberdade, como também conquistar o seu amor.

O nascer de uma história de amor verídica no interior de Auschwitz é a prova de que mesmo nas circunstâncias mais improváveis, mais negras e mais cruéis, a humanidade nunca se apaga nem morre. Com descrições suaves — significativamente mais suaves do que A Fuga de Auschwitz embora, confesso, esse continue a ser o meu preferido por ter uma história mais rica —, O Tatuador de Auschwitz desperta-nos sensações paradoxais de medo e esperança, angústia e ternura, raiva e êxtase, o que torna a leitura mais dinâmica e transversal. É impossível não sentir empatia pelas personagens, pelas suas dúvidas, sentimentos e decisões.

O Tatuador de Auschwitz revelou-se uma leitura fluída e rápida, com capítulos de cortar a respiração — para o bem e para o mal — e com uma história insólita que se junta a todos os grandiosos atos de humanidade que aconteceram num local apelidado e observado pelos prisioneiros como um 'inferno'. Obrigada, Catarina!

Autora: Heather Morris
Número de Páginas: 226
Disponível na WOOK (ao comprares através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

sábado, 10 de novembro de 2018

PASSAPORTE || Museu do Calçado


O Museu do Calçado comprova que a moda, neste caso, o calçado, diz muito sobre a nossa história. Não só a nossa história pessoal — representam os nossos gostos, os nossos interesses, as nossas atividades, as tendências que nos conquistaram (...) — como também a História e tudo o que influenciou uma das peças de vestuário mais fundamentais do nosso dia-a-dia. A funcionalidade, o credo religioso, a cultura e tradição da época, os materiais disponíveis, a mensagem que pretendiam passar. O Museu do Calçado é muito mais do que um local sobre sapatos.




Com referências subtis e adoráveis aos contos sobre sapatos mais famosos do mundo — Cinderella e O Gato das Botas —, o Museu do Calçado apresenta-se de forma moderna e interessante, introduzindo-se pela produção nacional de sapatos, seguido de um 'Túnel do Tempo', onde fazemos uma viagem desde os sapatos mais antigos de que há registo, até à atualidade, sempre com informação interessante e uma recriação do calçado de época. A coleção termina com uma sala incrível, recheada de prateleiras com sapatos especiais usados e doados por figuras públicas dos mais variados universos — música, dança, televisão, literatura —, e também por marcas emblemáticas do mundo do calçado que quiseram contribuir para a riqueza do acervo do Museu. É nesta diversidade de sapatos que nos cruzamos com milhares de histórias, tendências e gostos que nos atraem ou afastam, consoante o par.







O Museu do Calçado revela-se como um espaço simbólico da criatividade e funcionalidade. Homenageia os nossos interesses, barreiras da moda que foram superadas, desafios conquistados e reflete a cultura ao longo do tempo. O bilhete de entrada tem o custo de 2€, sendo que estudantes, portadores de cartão Jovem e visitantes com idade superior a 65 anos pagam metade do valor. Aos Domingos, até às 12H30, a entrada é gratuita. Podem também adquirir o Bilhete Conjunto que engloba os três principais museus de São João da Madeira (Núcleo de Arte Oliva, Museu do Calçado e Museu da Chapelaria) por 4€, que foi a nossa opção.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

PRONTO A VESTIR || Be Kind


Embora seja uma miúda tagarela e com uma certa necessidade de desenvolver todas as minhas frases — resumir nunca foi comigo —, acredito que existem mensagens que vingam, precisamente, pelo seu poder conciso e assertivo. É o caso da mensagem bordada na t-shirt solidária do Thirteen Studio, «Be Kind to Yourself», que chega a ter twist docinho porque, ao escolhermos esta t-shirt com uma mensagem de amor próprio, estamos também a distribuir simpatia para com os outros.

A edição, especialmente criada para o Blogging For a Cause, tem o custo de 26,90€, dos quais 5€ serão revertidos para as causas solidárias que o evento procura apoiar (Bebé e Criança Feliz, Bigodes Fofos, Grupo Lobo, O Ninho e Plantar uma Árvore) e é totalmente bordada à mão — tal como restantes peças da marca das irmãs Ana e Carolina. Pode ser encomendada através do Instagram do Thirteen Studio ou através do e-mail carolina@thirteen.pt.


Sempre gostei de me ver rodeada por frases bonitas e importantes, em qualquer lado, em qualquer coisa. Não porque precise delas para acreditar no poder da mensagem, mas precisamente porque já apoio o que é dito. Gosto de exteriorizar as minhas convicções, e uma delas é a de que precisamos ser menos intransigentes connosco, com a nossa imagem, com as nossas ações, decisões e anseios. Precisamos de conversar connosco tal como faríamos com as pessoas que mais amamos. Precisamos de cuidar de nós da mesma forma que cuidados dos outros. Precisamos de ser os nossos melhores amigos e valorizar as nossas conquistas, superações e companhia. Porque quando somos bondosas para a única pessoa a quem não poupamos críticas nem palavras duras — nós mesmas —, tornamo-nos muito mais agradáveis, disponíveis e interessantes para com o resto do mundo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

PASSAPORTE || Núcleo de Arte Oliva


Inaugurado em 2013, o Núcleo de Arte Oliva veio servir como um projeto inovador de reaproveitamento das instalações de uma das mais antigas e importantes fábricas de São João da Madeira: Oliva. O complexo criativo, que conta com diversas atividades e ofícios, é casa permanente de duas coleções de arte contemporânea: Coleção Norlinda e José Lima que, até Fevereiro, apresentam a exposição Intersticial II, e a Coleção Treger/Saint Silvestre, um acervo de arte bruta e que se caracteriza como uma exposição sobre violência — nas várias representações possíveis da palavra.



Embora tenha gostado mais de Intersticial II do que da exposição de arte bruta, a particularidade que mais gostei deste património foi o facto de ser tão acessível. A arte contemporânea tem sido — como é de esperar — polémica, e um dos maiores obstáculos para o público acaba por ser como interpretar o que nos chega aos olhos. O despertar de emoções não é imediato nem garantido em toda e qualquer coleção de arte contemporânea, mas consegui senti-lo em ambas as exposições. São emoções palpáveis como o amor, a depressão, a solidão, a intensidade das cores, o choque das imagens.



O bilhete de entrada para o Núcleo tem o custo de 2€, sendo que estudantes, portadores de cartão Jovem e visitantes com idade superior a 65 anos pagam metade do valor. Aos Domingos, até às 13H30, a entrada é gratuita. Podem também adquirir o Bilhete Conjunto que engloba os três principais museus de São João da Madeira (Núcleo de Arte Oliva, Museu do Calçado e Museu da Chapelaria) por 4€, que foi a nossa opção.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

BOM GARFO || Petiscaria Santo António

 PORTO

Localizado na icónica fachada de casas da Rua da Assunção, encontra-se a pitoresca Petiscaria Santo António. As ombreiras claras da fachada contrastam com o interior pequenino e recheado de tons escuros e quentes e a sala pouco ampla — mas que nos remete para um ambiente caseiro e mais próximo dos funcionários — recomenda que cheguem cedo ao local (o restaurante ficou cheio muito depressa).

terça-feira, 6 de novembro de 2018

PASSAPORTE || Frida Kahlo: As Suas Fotografias


Foi o Centro Português de Fotografia, no Porto, que recebeu uma das mais exclusivas coleções relacionadas com uma das pintoras mais emblemáticas do mundo, Frida Kahlo: fotografias. Não deixa de ser inovador e refrescante — à semelhança de Frida — que exploremos uma exposição da pintora que nada tem a ver com a 3ª arte.

A exposição, dividida em três salas, revela alguns dos tesouros mais bem protegidos por Diego Rivera, marido de Frida Kahlo. Após a morte da pintora, Diego Rivera guardou alguns dos bens de Frida, deixando os restantes disponíveis para o público, que podem ser encontrados no Museu Frida Kahlo, no México. Este arquivo fotográfico permaneceu protegido e desconhecido durante 50 anos e, agora, esteve disponível para conhecermos os registos de várias figuras importantes no universo de Frida: os seus pais (o pai era fotógrafo), fotografias em criança e com as suas irmãs, Diego Rivera, os amantes de Frida e amantes de Rivera, os eventos em que compareceu e foi fotografada, revelando um contraste soberbo em relação às mulheres que acompanhava: enquanto todas elas ostentam vestidos charmosos, cabelos arranjados, pérolas e maquilhagem, Frida mantém-se fiel aos seus gostos e raízes e apresenta lindos vestidos ornamentados e de estilo mexicano, as suas flores e tranças, e a característica monocelha.


O espólio é variado e interessante, mas sem dúvida que o documentário transmitido numa das salas enriqueceu a visita. Confesso que as salas de transmissão de vídeos despertam pouco o meu interesse nos museus, em geral, mas a guia indicou-nos que o documentário estava prestes a começar e aproveitámos. É longo — cerca de meia hora, quarenta minutos — mas muito interessante e que acrescenta à visita. Recomendo que assistam primeiro ao documentário e depois passeiem os olhos pelas fotografias. Aprecio olhar para uma fotografia e conseguir encontrar história e informação. O documentário permite-o.


Frida Kahlo: As Suas Fotografias, instalou-se no Porto desde Julho e terminou no passado Domingo. Costumo dizer que Frida Kahlo, em relação a Portugal, é como um cometa: passa por nós de mil em mil anos. As suas exposições são raras e um autentico fenómeno, cada vez que cá vêm, pelo que não quis deixar passar esta oportunidade. Se chegar a regressar, não arrisquem deixar para a última e conheçam um pouco melhor uma das pintoras mais intimistas e genuínas da História.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

FILMES || Coleção DVD Disney


Em 2014, partilhei convosco um pequeno desejo: iniciar uma coleção de DVD's da Disney. As histórias da Disney ficarão para sempre como parte integrante de mim, da minha infância e dos meus gostos, não importa a idade. Nunca foi o meu plano comprar todos de uma vez, ou em quantidades absurdas de cada vez. Queria que fosse algo progressivo, que cada filme tivesse o seu tempo de antena e história. Queria que a minha estante fosse enchendo aos poucos com um pequeno tesouro que quero levar para a minha vida. E assim foi.

Quatro anos depois — dá para acreditar?? — posso dizer que já tenho uma coleção razoável. Olho para cada um deles e fico fascinada por terem origens e histórias tão diferentes; alguns, já os tinha comigo desde que era miúda — como é o caso d'A Bela e o Monstro, da Cinderela II, d'A Bela Adormecida (...) —, outros foram pequenas surpresas sem ocasião especial, outros tantos foram presentes muito especiais... Todos eles contam uma história que não se resume apenas aquela que vem no CD. E é por isso que esta é uma das minhas coleções mais especiais.

Ao longo dos anos, fui recebendo algumas mensagens a pedir que mostrasse o update da coleção. Não fazia porque queria ter um número de títulos interessante. Há alguns que eu guardo com um carinho mais especial, como a Cinderella, que a minha mãe quis oferecer porque foi o primeiro filme da Disney que vi e tinha sido ela a comprar a cassete — e quis repetir o feito. Ou A Dama e o Vagabundo e Divertidamente, carinhosamente oferecidos pela Carolina. O Hércules, que a Catarina moveu a família inteira e encontrou quando atravessou o Atlântico, só para eu poder ter em mãos o meu filme preferido. E tantos outros títulos maravilhosos que eu associo às pessoas que mos ofereceram.

Quando comecei a coleção, julguei que existia uma lista por onde me pudesse guiar, para não me esquecer de nenhum título. Quase todos os DVD trazem consigo um número pertencente à coleção. O problema é que não há uma coleção global e sim uma coleção com base em cada edição de capa, o que é muito difícil de manter. Mas acabei por encontrar uma lista que me ajudou imenso e que me permite ir vendo qual o meu panorama — e que partilho convosco. Da Disney, os meus favoritos já cá estão. Da Pixar, faltam muitos!

A Bela Adormecida • A Bela e o Monstro • A Bela e o Monstro Natal Encantado • A Espada Era a Lei • A Dama e o Vagabundo • A Dama e o Vagabundo II • Aladdin • Aladdin e o Rei dos Ladrões • Aladdin — Génio Engarrafado • Alice no País das Maravilhas • A Pequena Sereia • A Pequena Sereia II • À Procura de Nemo • Aristogatos • As Aventuras de Bernardo e Bianca • As Aventuras de Bernardo e Bianca na Austrália • Atlântida — O Continente Perdido • Bambi • Branca de Neve e os Sete Anões • Buzz Lightyear do Comando Estelar • Cinderella • Cinderella II • Coco • Dinossauros • Divertidamente • Dumbo • Entrelaçados • Fantasia • Fantasia 2000 • Frozen • Hércules • Lilo & Stitch • Lilo & Stitch — Efeito do Defeito • Mickey Um Natal Mágico • Monstros e Companhia • Mulan • O Corcunda de Notre Dame • O Corcunda de Notre Dame II • Oliver e os Seus Companheiros • Os 101 Dálmatas • Os 102 Dálmatas • Pacha e o Imperador • Papuça e Dentuça • Pinóquio • Pocahontas • Pocahontas II • Ratatui • Robin dos Bosques • Taran e o Caldeirão Mágico • Tarzan • The Incredibles • The Nightmare Before Christmas  Toy Story • Toy Story 2 • Uma Vida de Insecto • WALL-E
(29/56)

sábado, 3 de novembro de 2018

LIVROS || Comer, Orar, Amar


Comer, Orar, Amar não é uma história recente e, certamente, já muito bem a conhecem, quer tenham lido o livro, quer tenham visto a adaptação para cinema, protagonizada por Julia Roberts. Conta a história de Elizabeth Gilbert que, aos 30 anos, divorcia-se, suspende a sua carreira de sucesso, deixa a casa de sonho com menos de um ano e larga o seu novo romance tóxico para se reencontrar (física, mental e espiritualmente) durante uma aventura de um ano por três países icónicos. Liz espera poder apreciar o prazer na deliciosa Itália, perdendo-se na gastronomia e aprendendo a língua que sempre a fascinou, viver uma experiência divina recolhendo-se num ashram na Índia e terminar na Indonésia para cumprir uma previsão e para concluir a sua jornada, aprendendo a equilibrar o prazer com o divino.

Regra geral, as opiniões foram unânimes em classificar o filme aquém do livro, mas eu terminei a minha leitura dividida. Houve partes em que apreciei muito mais a adaptação em filme e partes que foram muito melhor contadas pelo livro.

Não é só a viagem espiritual que fica aquém no filme — a obra cinematográfica suaviza muito mais, já no livro, é um tema fortemente presente e narrado. O tema da saúde mental de Elizabeth é também muito deixado de parte no filme. E foi uma das partes que mais marcou a minha leitura: nunca tinha lido uma descrição tão forte, real, crua e fiel da ansiedade, da depressão (e a respetiva medicação), da solidão. Em certa parte, acho que só faz sentido existir no livro por ser uma linguagem tão variada. Já li muito sobre todos estes temas e nunca tinha feito uma leitura tão... marcante. A sua luta, a sua determinação para sair do buraco negro, a sua vontade de ser uma pessoa mais feliz por dentro são partes do livro que nunca irei esquecer e que me comoveram.

Por outro lado, há certos momentos do filme que eu sempre achei icónicos e que senti um leve desapontamento por descobrir que não eram reais, como a conversa na pizzaria de Nápoles — julgo que é um dos diálogos mais especiais do filme —, a cerimónia de casamento na Índia e a história da compra de casa para Wayan (aconteceu, mas o que se seguiu não foi tão romantizado). Acabo por ter de recomendar tanto o livro como filme, uma vez que os dois destacam particularidades diferentes da experiência verídica e inspiradora da autora.

Comer, Orar, Amar acaba por ser um mergulho cultural em três países diferentes e o quanto Gilbert conseguiu absorver e retirar de cada lugar para se encontrar e ser uma melhor versão de si mesma. Com lugares de sonho e personagens incríveis que enriquecem a jornada de Liz, é uma obra com descrições lindíssimas e acontecimentos incríveis que nos fazem viajar não só pelos lugares descritos como por dentro da cabeça da autora.

Autora: Elizabeth Gilbert
Número de Páginas: 505
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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

SÉRIES || Chilling Adventures of Sabrina


A bruxa Sabrina sempre fez parte do meu imaginário de infância. Vagamente na série de 1996 e de forma marcante na versão de animação transmitida pelo Disney Channel; a história da bruxinha adolescente que vive aos cuidados das tias Hilda e Zelda e que tem como seu melhor amigo — muito divertido — o gato preto Salem. Talvez tenha sido por isso que fiquei tão entusiasmada com a mais recente aposta da Netflix, trazendo de volta a história de Sabrina, em mais uma nova e refrescante versão.

Em Chilling Adventures of Sabrina, a bruxa está prestes a fazer 16 anos, idade determinante porque ditará qual a sua decisão final: escolher abraçar o mundo das trevas — recheado de poderes, feitiços e magias ocultas que a deslumbram — e ficar do lado da família, ou optar pelo caminho da luz, abraçando uma rotina de mortal e podendo, assim, ficar perto dos seus amigos e do namorado. Sabrina, no entanto, desejava não ter de escolher entre nenhum.

Sem grandes referências às obras passadas, esta é, talvez, a versão mais pesada do universo de Sabrina — mas nem por isso menos interessante. As personagens são misteriosas, envolventes e interessantes, as referências ao Halloween e ao culto satânico trazem o ambiente spooky à série — embora existam, também, momentos tipicamente teen — e a fotografia é totalmente única e original: além da paleta de cores muito bem definida, tendencialmente escura e fria, há também um efeito visual de desfoque muito extravagante, como se assistíssemos à série através de uma lente.

Chilling Adventures of Sabrina — que, até à data, conta com uma temporada — tem feito as minhas delicias. Intrigante, Halloweenesca e perfeita tanto para os que já amavam a bruxinha como para quem só tinha ouvido falar de Sabrina e vai poder, finalmente, criar o laço. Mais um sucesso da plataforma de streaming.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018


O meu querido mês de Outubro passou a voar! Entre tantas datas especiais, celebrações e novidades, dei por mim a olhar para o meu estimado Halloween com a expressão 'já?!' estampada no rosto e o beicinho de quem vê o seu mês preferido ir embora para dar lugar a um que não gosta nada. Quem também parece ter dito 'adeus' de vez foi o tempo de verão. Não me queixo, embora não me importasse que a temperatura estivesse menos glaciar — ainda não é Inverno! Mas foi uma despedida em grande para um mês, também ele, em grande.