sábado, 30 de junho de 2018

BOM GARFO || Pasta Non Basta

 LISBOA

A vida ganha todo um novo sabor quando saímos do trabalho e damos de caras com um convite surpresa para jantar fora, não é? São estes pequenos pormenores que dão tempero à nossa rotina e um paladar inesquecível aos dias obsoletos. E é assim, também, que inicio a minha aventura pelo Pasta Non Basta.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

PASSAPORTE || Damstredet


Damstredet foi uma das nossas primeiras visitas em Oslo. Localizada numa zona central e com pouco mais de cento e sessenta metros de comprimento, é aqui que podem contactar com o lado pitoresco da Noruega — mais raro de encontrar se se ficarem apenas pela capital durante a viagem —. Casinhas de madeira bem preservadas que remontam aos finais do século XIX são um tesouro que vos vai deixar deslumbrados enquanto passeiam pela rua.




Cada fachada nova que encontrava, crescia a vontade de ali morar. Morar entre as cores, entre as flores e o lado tão genuíno e nórdico do país. Encontrámos este lugar completamente sossegado e não achámos turistas — fica a dúvida se se deveu ao facto de termos passeado por lá muito cedo ou se é uma pequena pérola secreta dos locais —. Por tudo isto, torna-se na minha melhor sugestão para conhecerem uma Oslo menos urbana e mais pura, romântica e castiça. Vão querer transferir a vossa área de residência para lá!




quinta-feira, 28 de junho de 2018

1+3 || Um Objectivo que Já Está a Ser Cumprido


2017 foi um ano com um com um rescaldo muito, muito negativo para mim. Embora tenha a capacidade de ver sempre o copo meio cheio e de conseguir tirar pontos positivos em praticamente tudo, sei que estou a ser bastante realista quando concluo que, mesmo com momentos bons, 2017 não foi um ano bom. Por isso mesmo, na recta final, eu sabia que queria alterar por completo a minha rotina em 2018. A que estava a levar não me preenchia e deixava-me cabisbaixa. 

Em Janeiro de 2018, dei corda aos sapatos e fiz por ter a rotina que hoje faz parte do meu quotidiano. Não sei se ainda a adoro por completo  acho que há coisas que poderiam melhorar significativamente  mas só o facto de me ter afastado totalmente da Inês e do ritmo de 2017 já fico mais esperançosa. Este era o meu principal objectivo. Sentia-me tão derrotada que me parecia irreal construir várias metas. Se conseguisse esta, sabia que ia conseguir melhorar(-me), e isso deixava-me motivada. A verdade é que, hoje em dia, mal tenho tempo para respirar e para ser a Inês familiar, Inês amiga, Inês blogger, Inês o que quiser. Mas voltei a fazer exercício físico como deve ser graças aos planos da Bia, tenho um ritmo diário que não desgosto e continuo focada e organizada o suficiente para conseguir, no pouco tempo que tenho para mim, fazer o que quero e estar com as pessoas que gosto. Elas também têm sido absolutamente compreensíveis e fantásticas, sem me cobrarem e a ajudarem-me a alinhar as agendas, os astros e o tempo. Quando as tuas pessoas estão do teu lado, é impagável.

No final, parece quase um objectivo paradoxal; estou muito mais cansada (ando exausta), com menos tempo para investir em mim e nos outros e aguardam-me meses muito decisivos em relação a outros objectivos (não tão desejados, mas necessários) que serão igualmente trabalhosos. Daqui, escreve-vos uma Inês muito cansada por estar a cumprir o seu objectivo mas também muito dedicada a entregar (a mim, aos outros, ao blog) aquilo a que sempre me comprometi.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

PASSAPORTE || Dicas e Factos Sobre a Noruega (parte I)


1. Uma das primeiras coisas que ouvi em relação aos noruegueses foi que eram um povo muito square. Confesso que fui para a Noruega com o objectivo de desmistificar a ideia de que o povo escandinavo era frio — como já foi desmistificado na Dinamarca e Suécia — mas na Noruega confirma-se. Têm uma natureza quadrada, pouco flexível, que se rege dentro das próprias convenções culturais e que não tem grande jogo de cintura para lidar com imprevistos fora dos padrões. Os noruegueses não vão sorrir para vocês nem meterem-se com vocês em locais públicos — a não ser alguns lojistas, porém poucos — e não consideram isso rude. É a própria forma de estar, reservada e fechada, que pode passar uma mensagem de arrogância e censura para um povo latino e tipicamente interactivo e caloroso, como o nosso. Confesso que choquei um pouco com este facto porque acreditava que era um mito.


2. As linhas das estações de comboios são todas divididas e identificadas (A, B, C...). No ecrã que indica para que destino vai o próximo comboio e a que horas parte, mostra também uma figura de onde o comboio se vai posicionar em relação às letras, para que os passageiros possam distribuir-se. Cada carruagem está destinada para um tipo de passageiro diferente (por exemplo: A - portadores de carrinhos de bebé e com crianças, B - cadeiras de rodas, C- carruagens silenciosas...).


3. Um costume muito típico na Noruega — e nos restantes países escandinavos e outros, como o Japão — é descalçar os sapatos antes de entrar em casa. É típico encontrarem uma sapateira à porta de casa para que os moradores possam guardar os seus sapatos antes de entrar. É um hábito puramente higiénico (não querem trazer para dentro de casa uma peça que está em contacto directo com o chão da rua) e que merece a vossa atenção, se entrarem na casa de alguém.

4. Só é permitido comprar bebidas alcoólicas até às 20H00 nos dias de semana, 18H00 aos sábados. A venda de álcool é absolutamente restrita e só vão encontrar cervejas nos supermercados. Vinhos e outras bebidas têm de ser adquiridas em estabelecimentos específicos chamados Vinmonopolet. Mas se passar da hora limite, nenhum lojista vai avançar com a compra. A ter em atenção que em alguns bares também não é permitido consumir bebidas alcoólicas nos espaços exteriores a partir de uma determinada hora. O consumo deverá ser feito no interior do bar ou a bebida é retirada pelo empregado, mesmo que tenham acabado de a pagar. Cervejas sem álcool podem ser compradas em qualquer altura.


5. A não ser que tirem um curso express em norsk, a app do Goggle Tradutor vai ser a vossa melhor amiga e um must na vossa viagem. Tudo, em qualquer lugar, está escrito em Norueguês. As indicações, os produtos, alguns museus (advirto mais detalhadamente sobre isto mais tarde), até mesmo os cafés. Quanto à comunicação, podem sempre apostar no inglês, embora muitos se atrapalhem

6. A moeda utilizada na Noruega é o NOK. De uma forma sucinta, 1€ corresponde a cerca de 9,5NOK.


7. Escolher a roupa certa para levar é essencial. Não caiam no erro de se assustarem com a meteorologia e se encherem de roupa e de camadas porque todos os espaços interiores são muito quentes. Dêem preferência a roupas que aconcheguem o vosso corpo, a bons casacos, parkas e corta-ventos... algo que vos permita vestir e despir com facilidade, conforme entrem e saiam dos lugares.


8. Oslo é, talvez, a capital mais silenciosa que já conheci. Existe uma clara preferência pelos carros eléctricos, o que torna o barulho típico urbano quase inexistente. Além disso, os próprios locais privilegiam a discrição e sossego. A grande maioria caminha sem aparato, de auscultadores, focados no seu mundo. As crianças não gritam, raramente me cruzei com aglomerados de pessoas e mesmo todos os diálogos são feitos em absoluta reserva no tom de voz. Oslo é a cidade ideal para quem gosta da vida urbana mas se vê em aflição com o barulho. Caminhámos por muitas zonas da cidade que estavam desertas, até.


10. Tenham em atenção os horários dos estabelecimentos. Os museus obedecem a um horário quase standardizado — especialmente porque é uma atracção turística — mas as lojas, cafés e restaurantes fecham relativamente cedo (entre as 15h e as 18h). Programem todas as vossas compras para o período da manhã e registem bem as horas dos cafés e restaurantes que querem visitar. Aos domingos, todos os supermercados estão fechados e a maior parte das farmácias. Para adquirirem comida, só visitando uma loja de conveniência.

11. 'Noruega' significa 'caminho para o Norte'.


12. Uma das iguarias mais típicas do país é um queijo chamado brunost. A peculiaridade deste queijo é que sabe a... caramelo. Sim, a caramelo! E confirmo que efectivamente tem esse gosto porque fiz questão de o experimentar. É insólito comer um queijo que tem zero sabor a queijo (como seria de esperar) e tem gosto de doce de leite. É um queijo que só está à venda no próprio país e que não podem deixar de provar!


13. Os noruegueses são um dos povos do mundo que mais gasta dinheiro na aquisição de livros.

14. O sushi de salmão é uma invenção norueguesa, não japonesa.

15. A Noruega foi provavelmente o país mais caro que já visitei. Se têm na mira uma viagem para a Noruega, uma boa poupança é essencial e não é o tipo de destino que eu recomende para irem de trocos muito contados. Os bilhetes são caros — mesmo com os descontos que mais tarde vou referir —, a comida é caríssima — tanto nos supermercados como nos restaurantes, e incluo o fast-food — e qualquer tipo de souvenir vai custar-vos uma pequena fortuna. Tours, alojamento... Noruega é um destino que requer bastante planeamento, incluindo o monetário. Uma breve pesquisa dos preços médios das atracções que querem visitar, dos artigos que querem comprar e de quanto estão dispostos a gastar por refeição e alojamento é o que recomendo para não viverem esta viagem de sabor amargo na boca e na carteira.

terça-feira, 19 de junho de 2018

1+3 || Uma Regra


Uma das regras mais saudáveis que impus a mim mesma foi tornar o meu quarto offline. Embora ainda traga o telemóvel comigo — algo que, se também corrigisse, seria perfeito, mas que reconheço que é mais difícil —, o wi-fi está desligado (e não sou aderente a nenhum pacote de dados móveis).

O meu quarto é a divisão da casa onde passo menos tempo. No entanto, é o lugar onde mais gosto de estar. Adoro porque é o meu cantinho, com a minha identidade, as minhas coisas, a minha privacidade, mas gosto de estar nos espaços comuns da casa, de estar com a minha família na sala ou a conversar na cozinha. E quando tenho de trabalhar e escrever no blog, faço-o no nosso escritório. O meu quarto torna-se, assim, no meu local seguro e tranquilo. Representa descanso, representa repouso, representa leitura, representa música, representa-me. E gosto de saber que quando passo a minha porta os e-mails, as notificações, os chats, os toques irritantes e superficiais ficam para trás. Reconheço que ainda não sou capaz de deixar o telemóvel numa outra divisão — em grande parte, porque já tive provas de que, em situação de emergência, foi excelente ele estar à mão na madrugada — mas tranquiliza-me saber que quando vou para o meu quarto, vou numa altura em que só poderei ser contactada por pessoas muito próximas e com as quais tenho todo o prazer em dialogar e que não me vão trazer ansiedade, revolta ou impaciência. Ou que não me vão contactar ao desbarato. Pelo contrário.

É tentador ver Youtube antes de dormir. Escrever qualquer rascunho para o blog ou meter um episódio a dar. Ver instastories até dar sono. Mas a conclusão que cheguei (e que me fez adoptar este método há mais de um ano) é que esta dinâmica e energia da internet — que eu admito que gosto e que pode trazer infinitas possibilidades — não me faz bem na hora de me desconectar com o telemóvel e me conectar comigo mesma e com o meu dia. A internet nunca descansa, nunca deixa de processar, nunca desliga, nunca dorme. Mas eu sim. E nada me dá mais prazer do que entrar numa espécie de Modo Avião quando entro no meu quarto e desfruto de outros prazeres como passar os meus cremes, escrever no meu FYJ, ler o meu livro ou ouvir os meus cd's. É o meu momento, não do mundo. O meu quarto é o lugar mais pacífico que conheço e sei que está potenciado por esta regra. 

segunda-feira, 18 de junho de 2018

BOM GARFO || Brigadeirando

 LISBOA

O que pode ser mais doce do que uma tarde dourada em Lisboa e um encontro de amigos que se querem bem? Chocolate, claro! E para isso, o local ideal não podia ser outro: Brigadeirando.
Localizado no sempre badalado LxFactory, o Brigadeirando é pequenino, discreto e ideal para companhias tão doces como a oferta da casa. A esplanada é perfeita para refeições ao Sol e a decoração digna de uma casa de bonecas inspira-nos a desejos gulosos e caprichados!

segunda-feira, 11 de junho de 2018

BOM GARFO || FOL Popcorn

 BRAGA

Amo pipocas. Acho que é o snack que mais prazer tenho e desejo comer. No cinema (as minhas preferidas), ou numa sessão de filmes em casa, em qualquer evento, são sempre muito bem-vindas! Amo as doces, deliro com as salgadas e quando estão misturadas eu sou uma pessoa ainda mais feliz. Escusado será dizer que fiquei radiante por descobrir uma loja que vendia pipocas de vários sabores.

É esse o conceito da FOL Popcorn; abrir os horizontes dos sabores além das tradicionais doces, salgadas e de manteiga. Há de tudo: sabor chocolate, sabor pizza, sabor bacon, sabor pistachio, sabor queijo, sabor batata (...), são mais de vinte sabores e o difícil mesmo vai ser escolher — mas não se preocupem, porque podem provar! —.

Com loja no Porto, Amarante, Vila Real, Leiria e Braga — mas posso quase jurar já as ter visto também no Cinema City da Beloura, em Sintra —, foi na última que as experimentei pela primeira vez. Provar fez toda a diferença, e é o que recomendo!
Queria uma mistura de doces e salgadas — como eu mais gosto — mas devo confessar que não fiquei impressionada com os sabores salgados. Porém, devo ressalvar que não haviam muitos à data da minha visita (os sabores disponíveis vão variando de semana para semana). Recomendaram-me que não seleccionasse as de queijo por terem um odor muito intenso e desagradável — passo a recomendação para aqui também, caso estivessem a pensar dividir uma pipocas inocentes de queijo num primeiro date — mas os sabores doces foram um sucesso. Entre pistachio e chocolate, acabei por pedir umas de caramelo salgado. Ao que sabem? Exactamente aqueles rebuçados de caramelo Werther's! Só lamento não ter encontrado nenhum sabor salgado do meu agrado para cortar um pouco o sabor doce. O pacote mais pequeno chega na perfeição — podem tornar-se enjoativas —.

Sempre tive curiosidade em experimentar sabores de pipoca diferentes e não resisti quando a oportunidade surgiu. Porém, sinto que precisava de provar mais sabores para dar uma opinião final, mas admito que a relação quantidade-preço não me seduz, especialmente depois de ter concluído que muitos dos sabores são subtis e nada intensos — como é premissa da marca —. Talvez uma segunda prova fosse essencial, mas se já acho os preços de pipocas no cinema um absurdo, dificilmente irei regressar de propósito para arriscar em mais um sabor que tem chances de ser uma desilusão agridoce.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

1+3 || 13 Qualidades


Na Praxe do meu curso, existia um jogo que consistia em pedir aos caloiros que pegassem num rolo de papel higiénico — que nós oferecíamos — e que tirassem o número de quadrados que lhes apetecesse. Os mais cautelosos e desconfiados eram comedidos e tiravam um, dois, no máximo três quadrados. Os mais audazes, tiravam tiras enormes. No final, pedíamos que cada um se levantasse, se colocasse no centro da roda e partilhasse uma qualidade sua por cada quadrado que tivesse na mão. Os que tinham tiras e tiras inteiras ficavam brancos de pânico. E no fundo, foi um pouco assim que me senti quando vi este tema. Como se tivesse sido audaz e tivesse tirado treze quadrados. A desorientação deu lugar à ideia.

Embora este seja um tema (e projecto!) dedicado à auto-valorização e auto-estima, não podia deixar de incluir as minhas pessoas neste exercício. Acredito que há qualidades que só nós vamos ser capazes de enxergar — porque são coisas tão intrínsecas que não faria sentido de outra forma — e acho importante que as consigamos identificar por nós próprios. Saber olhar para dentro e automatizar a lista de qualidades tanto quanto somos capazes para a lista de defeitos não é vaidade, é amor próprio. É confiança. E precisamos de compreender que se não usamos as nossas qualidades para anular os outros ou para desresponsabilizar os nossos defeitos, então não há nada de vaidade em as reconhecermos.

Porém, existem certas qualidades que só fazem sentido reconhecer quando estamos na nossa rede. Porque são qualidades que funcionam mais para os outros do que para nós. Porque vivemos em sociedade e isso significa que estamos constantemente conectados a quem nos rodeia. E porque a forma como quem amamos nos enxerga é inesperada e importante de reflectir. Não deixa de ser uma auto-reflexão se maturarmos a ideia e acreditarmos nela. E é por isso que uma parte desta lista tem qualidades que as minhas pessoas referiram (e que eu reflecti) e outra parte é composta por qualidades enxergadas por mim. E é também por isso que não vou discriminar quais são quais. Porque acredito em todas. Porque nenhuma está aqui só porque alguém que gosto muito e me conhece na palma da mão o disse. Porque eu acredito. Acredito em mim e acredito que sou capaz de entregar esta qualidade. E é por isso que o meu trabalho neste tema não ficou descartado ou facilitado por ter pedido uma mão. Não foi uma mão qualquer. Foi a mão das pessoas que mais gosto. Afinal de contas, este não é um desafio de bem estar, de equipa e de corrente?

Aqui estão as 13 qualidades que eu acredito que tenho dentro de mim:

segunda-feira, 4 de junho de 2018

PASSAPORTE || E o próximo destino da #InêsDeMalaRosa é...


... Noruega!! Têm dicas para mim?

BOM GARFO || Tíbias de Braga

 BRAGA

O ponto de encontro do meu pequeno-almoço com elas tinha de merecer referência. Localizado perto do Arco da Porta Nova e junto ao Museu da Imagem, o café Tíbias de Braga ergue-se em todo o seu esplendor num tom de azul lindíssimo graças aos seus azulejos tão portuguesinhos. O interior não fica atrás; tons brancos e uma decoração digna de uma casa de chá para bonecas, com uma montra de pastelaria e doçaria a rigor e o burburinho que eu adoro em qualquer café de clientes a desfrutarem da vida com as suas pessoas. Tão bom...!

sábado, 2 de junho de 2018

VÍDEOS || Preferidos de Maio 2018

"Welcome to the Eurovision Song Contest in Lisbon" | Maio de 2018 fica registado como o ano histórico em que o Festival da Eurovisão foi transmitido em Portugal. Como acompanhei tudo de uma forma muito superficial — não consegui assistir a nenhuma gala, sequer — foram os vídeos e as partilhas que me permitiram ficar por dentro do que é que fomos capazes de produzir para o mundo. E este vídeo introdutório está apenas fantástico, caracterizando muito daquilo que eu considero ser música: tudo. Tudo para mim é música, ritmo, comunicação e conversa. E resta-nos a sensibilidade para caracterizarmos o que ouvimos como ruído ou melodia. Está super bem conseguido.

"Amar Pelos Dois (cover) - Georgia" | Ainda do universo Eurovisão, não podia deixar de partilhar este cover que os concorrentes da Georgia presentearam para nós. Esta globalização — que não me interpretem mal, eu amo! — permite-nos ser, verdadeiramente, cidadãos do mundo e o inglês acaba por ser a ponte global para chegarmos ao outro. E acabamos por nos esquecer, por vezes, do quanto a nossa língua é bonita, articulada, difícil, expressiva. É um detalhe que sentimos com mais força quando ouvimos pessoas de outras origens, culturas e línguas a cantar. Dou os parabéns pelo esforço, cortesia e não podia deixar de partilhar.

"Esse é o seu vestido ideal?" | Eu sou uma criatura curiosa; nunca tive grande desejo de me casar, não está nos meus planos (sequer sonhos) mas adoro ver Say Yes to The Dress. De todo o conteúdo de televisão que se poderá considerar 'fútil', este programa é o único que assisto. E assisto de verdade, felicíssima, comentando em voz alta tudo! Podem imaginar o quanto eu delirei quando a Karol Pinheiro publicou um vlog a visitar a loja Kleinfeld (onde é gravado o programa) para procurar o seu vestido de noiva, certo? Acho que, se alguma vez for noiva (nem sequer consigo conceber, sinceramente) faço questão de também ir lá! Com tudo o que mereço!!

"Why tech needs the humanities" | É inegável que as ciências sempre foram mais valorizadas e destacadas que as humanidades. Não é novidade para ninguém que todos acreditam que o caminho para a empregabilidade, para o sucesso, para a destreza intelectual e de raciocínio é nas ciências, descartando as humanidades. E embora seja de ciências, nunca concordei com esta ideia. Ao assistir a este vídeo, finalmente senti que a justificação era boa e sedimentada. Os dois mundos são precisos e sim, podem e devem complementar-se. Por vezes, estamos tão programados e treinados para encararmos determinado desafio ou problema no mundo profissional da forma como toda a nossa academia nos preparou que nem nos apercebemos que existem um milhão de caminhos diferentes para atingir o mesmo resultado. E que existem graças aos mais variados raciocínios e formas de encarar o desafio. É por isto que afirmo tão afincadamente para as pessoas seguirem e formarem-se naquilo que lhes motiva e para procurarem saber mais sobre outros temas e universos que não apenas aquele para o qual se formaram. Não precisamos só de ir a formações directamente ligadas à nossa formação académica ou profissional. Podemos explorar outras áreas que nos interessem e para as quais sentimos aptidão. Provavelmente, vamos descobrir capacidades extraordinárias que não sabíamos que tínhamos, simplesmente porque nunca tínhamos pensado daquele jeito.

"O que fazer com apenas 30 dias de vida?" | Este vídeo é um react do Felipe Neto a um videoclip. Antes que revirem os olhos — sou só eu que estou fartinha de reacts? — devo alertar-vos de que este é muito bom, e embora possam sempre contar com o bom humor do Felipe, o tema é pesado e deixa-nos a reflectir. Por que só tentamos ser pessoas melhores (ou as que sempre ambicionámos ser) quando vemos a linha a chegar ao fim? Por que reflectimos nos outros comportamentos que condenávamos quando alguém nos fazia a nós? O videoclip está sensacional e gostei dos comentários do Felipe — os sérios e os não tão sérios — ao longo de todo o vídeo. Recomendo muito.


Qual foi o vosso preferido?

sexta-feira, 1 de junho de 2018


Maio foi um mês extraordinário. Talvez um dos meus preferidos do ano. Foi um mês de paz, de concretização, de momentos especiais e marcantes. Foi um mês intenso, preenchido e exigente. Mas recompensou-me muito bem e, por isso mesmo, não consigo acabar este mês sem me sentir verdadeiramente grata. Recordar momentos bons do meu mês sem grandes esforços é, para mim, a melhor definição de fazer um balanço feliz. Tenho tantas coisas boas para partilhar convosco...!