domingo, 31 de dezembro de 2017

2017 || Retrospectiva

Já não terminava um ano com esta energia desde 2014, embora seja completamente perceptível que somos, agora, Inêses diferentes. Porém, é com o mesmo peso nos ombros e no coração que termino este ano. 2017 exigiu de mim capacidades que eu senti que ainda não estavam maduras o suficiente para serem usadas como deviam ser. Não estava preparada.
Em 2017 perdi a Laika, não cumpriram a sua palavra no mundo profissional, fiquei dolorosamente doente e ainda passei por mais alguns acontecimentos que arrasaram comigo. Superei cada um deles, de joelhos esfolados e lágrimas no rosto, é certo, mas levantei-me, arregacei as mangas e disse 'Vamos lá'. A verdade é que a minha percepção de todos os momentos maus (e bons), é de uma posição privilegiada, e nunca me esqueço disso. Não deixei que nenhuma destas cartas negras me vencesse, mas não consigo negar o cansaço e a saturação. Não consigo negar que estou de rastos, que preciso muito de me recuperar.

Mas recordemos aquilo que vale a pena, aquilo que faz sentido lembrar vezes e vezes sem conta, em 2017. Iniciei o ano em Lisboa, numa varanda sossegada, mas pouco tempo depois estava, finalmente, a conhecer o Porto. Aliás, fui ao Porto duas vezes e deslumbrei-me com esta cidade tão empática! Numa dessas viagens, fui eu a conduzir e superei um desafio muito grande, dentro de mim. Mas não me fiquei por aqui; 2017 marcou o meu regresso muuuuito curtinho a Aveiro — e que bem que me fez — e ainda a estreia de um novo continente, África, com a minha viagem para o Senegal que me enriqueceu muito — e nem imaginam o quanto me ajudou a colocar os problemas em perspectiva —. Ainda no quesito viagens, viajei em executiva pela primeira vez (duas vezes, aliás) e vi o primeiro rasgo de amanhecer no cockpit.

Celebrei o aniversário do Bobby Pins de uma forma muito especial, 'conversando' com vocês pelo Snapchat e foi uma das ideias mais acarinhadas por vocês, que me fizeram sentir muito bem com tudo o que faço e partilho convosco. Aliás, foi um ano muito especial no que toca à blogosfera, já que troquei muitas palavras especiais e conheci malta incrível deste mundo, olhos nos olhos. Andei pelas ruas de Torres a celebrar o melhor Carnaval de Portugal, voltei a festejar uma noite nos Santos Populares — finalmente!!! —, desfrutei do meu aniversário com os amigos que, nos momentos de queda e de vitória, estão sempre lá para me lembrarem que sou capaz e me arrancarem gargalhadas como só eles sabem fazer e fui a um casamento muito querido, o primeiro desde oito anos sem ir a mais nenhum.

2017 foi um ano de experiências muito especiais. Fiz baptismo de mergulho — um dos momentos mais pacíficos deste ano —, fui ao Cine-Concerto do Harry Potter e a Pedra Filosofal com a melhor companhia do mundo, participei num torneio de basquetebol até de madrugada — e ainda hoje desato a rir com as memórias —, voltei a fazer canoagem, vi uma porrada dos meus artistas preferidos ao vivo (The xx, Phoenix, alt-J, The Weeknd, Foo Fighters, London Grammar, Anavitória e Ludovico Einaudi), sendo que o meu TOP5 de concertos preferidos foi (do quinto para o primeiro): The xx, London Grammar, Anavitória, Ludovico Einaudi e Foo Fighters. Consegui fazer uma maratona de Harry Potter com as amigas mais maravilhosas do mundo, fui à exposição do Van Gogh e finalmente senti conexão com o pintor, regressei ao Buddha Eden depois de quase dez anos desde a primeira visita, fui ao Aqueduto das Águas Livres e deslumbrei-me com a vista, participei, pela primeira vez, num Escape Room com o grupo de amigas mais incrível deste mundo, fui ao bailado 'Giselle' que, neste momento, é o meu preferido, patinei no gelo, fui a muitos restaurantes novos e iniciei a minha reeducação alimentar.

O melhor de 2017: o olá da Belka. De todos os acontecimentos deste ano, este foi o mais inesperado. Mas é o que me faz pensar que voltava a viver todo este ano outra vez. Porque se ele tivesse sido perfeito, talvez ela nunca tivesse chegado aos meus braços. Ela ajudou (e ajuda) o meu coração a recuperar de todos estes momentos tão intensos.

Termino 2017 com uma sensação estranha e 'desconsolada' mas sei que tentei sempre agarrar todas as oportunidades que pude para ser feliz e que todos os momentos maus me ajudaram a compreender que sou capaz de passar pelos acontecimentos mais improváveis e complicados com esperança de que tudo vai melhorar. E que fui capaz de o transmitir às minhas pessoas, também, nos seus momentos mais aflitos. E saber que ganhei esta estaleca inesperada dá-me não só mais confiança para saber lidar com os novos fins do mundo que estão por vir, mas também mais orgulho por saber que, quando as boas notícias chegarem, eu tenho a certeza de que as mereço na sua totalidade, porque desfiz-me por elas. Eu mereço ser feliz.

Que 2018 seja gentil com todos vós e que seja um ano de acontecimentos maravilhosos na vossa vida. Um abraço gigante para todos vocês.



sábado, 30 de dezembro de 2017

2017 || TOP17 Aleatório


E assim terminamos os TOP17 com a publicação dos meus favoritos aleatórios. Gostaram da edição deste ano? Sinto que passou a voar e que terminou tão depressa como começou! 
Já tinha partilhado convosco que este é o meu TOP preferido por não existir regras. Este ano há mesmo um bocadinho de tudo, desde livros, comida, aplicações, séries... É, verdadeiramente, aleatório! Curiosos?

O TOP está organizado por ordem alfabética.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

2017 || TOP17 Publicações que Mais Gostei de Escrever

Uma vez mais, à semelhança dos anos anteriores, dei por mim com uma lista infinita de publicações que escrevi e sem saber como a encurtar. Este é um dos TOPs que mais dá trabalho, mas é assim que gosto que seja. Significa que realmente estou orgulhosa e satisfeita de tudo o que escrevi e partilhei e é um reflexo do quanto me empenho para que o Bobby Pins seja o nosso espaço. Espero que, em 2018, venha a ter o mesmo "dilema" e que haja oportunidade para o blog crescer ainda mais - com vocês do meu lado a acompanharem-me, de preferência -.

O TOP está organizado por ordem cronológica.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

PRONTO A VESTIR || Três Dicas para Saldos

Muitos adoram, outros odeiam, outros ainda esperam por esta época para fazer compras... Inegável, os saldos chegaram. E, sinceramente, sinto-me saturada de ver as mesmas dicas de saldos espalhadas por estas redes fora. Claro que concordo com elas e que tenho de arrumar o meu armário e ver o que tenho a mais e o que preciso antes de ir às compras. Mas cansa-me ver constantemente o mesmo tipo de dicas, ano após ano e sem partilharem o que realmente pode fazer a diferença. Então, cá estou eu a partilhar três dicas que faço questão de usar em época de saldos. Resultam comigo e nunca as dispenso, pelo que acho que merecem ser partilhadas convosco. São só três mas acho que valem pela eficácia. Vamos a isso?

| DEVOLVER E COMPRAR
Imaginem estes dois cenários; cenário a) entram numa loja que já organizou as peças para os saldos, mas que ainda não os iniciou, e finalmente encontram aqueles calções que queriam no vosso tamanho e estão com medo de, assim que os saldos começarem, ficarem sem eles.
cenário b) compraram um casaco já em saldos, mas depois apercebem-se que, na 2ª ronda de saldos, ele ficou dez euros ainda mais barato.
É para estas duas ocasiões que uso o truque de comprar e manter a etiqueta na peça de roupa e reservar o talão. A não ser num caso muito esporádico em que queira usar imediatamente a peça, eu costumo deixá-las nos sacos e aguardar uns tempos até cortar as etiquetas e deitar fora os talões. No caso de peças que realmente queira garantir que ficam no meu armário, costumo comprá-las um dia antes dos saldos e depois fazer o truque de devolver e voltar a comprar, mais barato. Existem reduções pequenas e nessas, sinceramente, não me preocupo em fazê-lo mas há alturas em que me sinto totalmente 'roubada' por retirarem 10 ou até 20 euros ao preço que adquiri e, aí sim, faço questão. Se o vosso talão for de compra e não de troca, podem reaver o dinheiro da diferença e garantir que pagam sempre o preço mais barato ou que conseguem ter a peça no armário antes dos saldos mas a pagar preço de saldo. Têm sempre trinta dias.

| PROVA DE LAVAGEM
O mais típico nesta época é encontrarmos Cinderellas: peças únicas, precisamente no nosso tamanho e que nos ficam a matar. É como se tivessem à nossa espera o tempo todo. O sonho termina quando olhamos para ela e reparamos que tem uma mancha de base de uma miúda descuidada ou aquelas manchas escuras que nos dissuadem de adquirir a peça. Por vezes, é de deixar o coração despedaçado porque adoramos muito a peça, não existe mais nenhuma e queremos tanto levá-la... Mas temos medo que a mancha não saia e não queremos arriscar.
É nestas ocasiões que existe a prova de lavagem. Quando estiverem a efectuar o pagamento da peça que está suja, indiquem esse pormenor ao funcionário e solicitem um talão com prova de lavagem. Este talão permite que vocês tentem lavar a zona suja e, se não conseguirem removê-la, podem devolver. Caso consigam, já está pago e podem ser felizes com a vossa adorada peça.
Claro que exige cuidado. Não podem colocar a peça na máquina, nem cortar ou danificar a etiqueta de papel. Apenas podem lavar a zona suja mas, se gostam muito da roupa e era mesmo o que queriam, vale a pena experimentarem, já que não têm nada a perder. Só costumo fazer isto em casos muito específicos (em que não posso mesmo arranjar outra peça e é mesmo o que quero, especialmente porque raramente as roupas assentam-me bem ou existem os meus tamanhos) e, até agora, nunca tive qualquer problema.

| ONLINE SEM DESILUSÕES
Foram a uma loja e encontraram um casaco preto, lindo, no tamanho M mas, ao experimentarem, concluem que talvez o tamanho S ficasse melhor. O problema é que já só existem tamanhos S nos casacos de cor branca. Experimentem o casaco branco no tamanho S — porque o que querem verificar é se, realmente, o tamanho está bom para vocês — e encomendem online o casaco preto no tamanho S. Esta é a minha forma de comprar online peças que não encontro em loja com a garantia de que, quando chegarem, não apanho a maior das desilusões e arrependimentos — porque eu já sei que aquele é o meu tamanho e já sei como é o tom, de verdade —. Hoje em dia, a maior parte das lojas já tem pagamento através de transferência bancária (pagamento mais simples é impossível) e existe sempre a opção de entrega em loja, gratuito e que permite que não paguem mais do que o valor da vossa peça. Não há como falhar!

Têm outras dicas que quase nunca aparecem em lugar nenhum? Partilhem nos comentários! Vamos tornar as nossas compras mais inteligentes (e baratas), juntos!

2017 || TOP17 Fotos do Meu Instagram

Há muito tempo que encarava o meu Instagram e desafiava-me, a cada ano, a "dar mais a cara". Eu nunca fui um rosto oculto, como muitas contas o são, é um facto. Mas sempre dei mais prioridade a outros rostos, paisagens, objectos e momentos.

Durante um scroll rápido e graças ao bestnine talvez pudessem dizer que a minha conta era um novo catálogo de vaidade; publiquei selfies; publiquei fotografias arranjada; publiquei fotografias dos meus visuais; publiquei fotografias onde não estava lá mais ninguém senão eu. Mas nunca as observei como vaidade e sim como a consequência de um enorme passo que fiz, durante este ano: perdoar, de vez, o meu corpo.

Não sou uma top model e tenho muitas imperfeições que me impedem de ser a miúda que faz os rostos todos virarem, numa festa. Acreditem que não o sou. Se precisarem de mais razões, uma colega de faculdade chegou a perguntar-me, um pouco tocada do álcool, "como é que consegues tirar fotografias tão bonitas de ti para o Insta? É que tu não é nada de especial e depois ficas gira". Não se zanguem com ela, até porque ela não está errada — embora este não seja o comentário mais simpático que se deva dizer a colegas —: eu realmente não sou nada de especial. E durante muitos anos isso devorou o meu espírito. Não queria ser um anjo da Victoria's Secret nem virar cabeças à minha entrada, mas era a primeira a tecer criticas — bem mais duras que a da minha colega — sobre a minha proporção corporal, o meu nariz, as minhas mãos, a minha cintura... Tudo. A minha imagem ao espelho representava guerra.

Esta revolta que vos relato já tem anos. Para terem uma ideia, eu decidi perdoar o meu corpo ainda antes de entrar na Faculdade. Já estou nesta batalha há muito tempo e sinto que, este ano, foi o ano em que finalmente concluí que está tudo bem comigo. Com o meu tamanho, com a minha fisionomia, com a forma como estou. E isso reflectiu-se na minha conta — porque o Instagram, para mim, continua a ser um reflexo do que sou, do que me apaixona e dos detalhes do meu dia —. Arrisquei mais na roupa, não escondi as minhas ancas, não tive medo de sair à rua de batom vermelho, senti-me bem com cortes diferentes e mais arrojados... Fui feliz! E acho que a presença de tantas fotos foi também uma consequência de permitir-me a ser mais observada e captada pelos olhares dos outros. Foi quase poético ir descobrindo, ao longo do ano, de que forma as minhas pessoas captavam as minhas expressões, os meus movimentos e observar a forma como eles me enxergavam. Porque o que é a fotografia senão uma forma de comunicarmos como observamos do mundo com os outros? E que melhor forma de sabermos como os outros nos observam senão deixá-los retratarem-nos?

Tudo isto para partilhar convosco que, sim, este ano o meu TOP está recheado de fotografias minhas. Porque são vitórias. Porque me senti absolutamente bonita nelas e porque admiro a forma como as minhas pessoas conseguem captar-me tão bem. E não há nenhum mal nisso. Mesmo quando não somos "nada de especial". Não há problema. Não há problema em partilharem fotografias em que sentem que estão bonitos. Não há problema em sentirem-se giros. E digam mais vezes "sim!" quando vos pedirem para apanhar numa foto. Observem-se no olhar dos outros e vão aperceber-se de que são muito mais especiais do que pensam. Porque as nossas pessoas nunca captam apenas o que somos por fora. De uma forma mágica e surpreendente, eles conseguem sempre apanhar a boa luz que temos dentro de nós. E, essa sim, é muito especial e jamais permitam que digam o contrário. Não existem pessoas fotogénicas por dentro, mas o que temos por dentro torna-nos muito fotogénicos. Já me seguem? — @innmartinsm —.


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

2017 || TOP17 Músicas que Saíram Este Ano


2017 foi um ano absolutamente generoso para mim, a nível musical. Vi tantos artistas ao vivo que só me restam três da lista de artistas preferidos que quero assistir ao vivo. De facto, no que toca a concertos, 2017 foi dos melhores anos! Mas não foi só de palcos e refrões cantados em conjunto com centenas de pessoas que 2017 se resumiu, a nível musical.

A vantagem de acrescer mais um lugar no TOP, a cada ano, é a felicidade de poder adicionar mais uma música. Mesmo assim, tive uma enorme dificuldade em deixar tantas outras para trás. Muitos dos meus artistas preferidos lançaram novos trabalhos, o que facilitou muito o meu trabalho de vos mostrar minhas músicas preferidas que saíram este ano. Sinto, também, que muitas delas têm uma ligação muito forte com os concertos que tive o privilégio de assistir. Mas também há espaço para surpresas e artistas novos que me conquistaram com a sua música. Este ano — pela primeira vez! — não fiz batotas. Curiosos?

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

2017 || What I Got For Christmas

Estreei este tipo de publicação no ano passado e rapidamente tornou-se numa das publicações mais lidas de sempre no blog. Este ano, pouco ou nada tinha partilhado nas redes e mesmo assim recebi mensagens para que voltasse a fazer. E cá estou eu. 

Este ano, fui uma verdadeira 'chata' para as minhas pessoas, no sentido em que não pedi absolutamente nada. Não é que peça nos outros anos, mas este ano não havia a mínima pista do que me oferecer ou de um desejo máximo  — e, normalmente, costuma haver, penso até que vocês se identifiquem com isto —.
Verdade seja dita, este Natal foi muito apagado, para mim. Permaneci com o meu espírito habitual, mas faltou-me a 'genica'. Foi o ano em que acertei mais facilmente nos presentes — todos ficaram radiantes e ninguém olhou para o fundo do saco discretamente à procura do talão de troca (que continuo a deixar) — mas admito que procurei tudo com imenso carinho, mas pouca energia. Queria fazer todas as minhas pessoas felizes, mas sentia-me murchinha e, por isso, depositei tudo o que tinha em inspiração para o que queria dar e não tanto para o que queria receber. O resultado foi receber imensas perguntas "o que gostarias de receber?" e eu responder "sinceramente, não pensei nisso. Posso responder depois?". 

As minhas pessoas respeitaram isso e não me fustigaram, até porque sabem como sou. Aliás, nem Wishlist de Natal partilhei convosco. Eu não gosto de inventar presentes para receber ou artigos. Todas as coisas que partilho convosco que gostaria de receber, são desejos verdadeiros e não vontades que só surgem quando penso a fundo no que quero. E como não surgiu um desejo imediato, o modo 'encolher de ombros' entrou em acção.

Este Natal foi bom — como todos são — mas não foi óptimo. Senti muita falta da Laika e começo a sentir o peso do ano a abater-se nos ombros. E em momentos como este, mais vulneráveis, o desanimo ataca. A vantagem de não ter pensado a fundo no que desejava, nem ter enviado pistas a ninguém dos meus desejos, foi ver a incrível criatividade que as minhas pessoas tiveram para me surpreender. Não havia nada na minha cabeça nem a mínima expectativa, portanto, cada embrulho arrancou-me um sorriso, especialmente — como vocês vão ver já de seguida — porque todos os presentes têm um empenho generoso e muito esforço em retratar a minha personalidade, o que me deixou muito feliz e amada. E conhecerem-nos na palma da mão é o derradeiro presente.


Como alguns de vocês já sabem, eu só abro os meus presentes na manhã de 25. No entanto, abrimos sempre excepções a pantufas e meias, pelas razões óbvias de podermos usá-las logo na noite de 24 e ficarmos quentinhos. Portanto, fiquei muito desconfiada quando a minha avó se dirigiu a mim, logo após a consoada, com um embrulho gigante. Sentou-se ao pé de mim e disse 'por todas as vezes que o pediste ao Pai Natal'.
Não duvido que este possa ser o presente mais aleatório que vos podia apresentar, mas acreditem que quase chorei ao desembrulhá-lo. O Cluedo sempre foi o presente da Lista do Pai Natal que nunca foi concretizado e que, ano após ano, eu pedia e outros presentes ganhavam prioridade. A avó ofereceu-me o jogo nessa noite para que pudéssemos todos jogar depois do jantar, mas sei também que foi muito mais do que mimar-me com jogos de tabuleiro — que adoro! —. Foi concretizar um pedido de criança que nunca morreu (sempre desejei receber um Cluedo e, ocasionalmente, dizia-lo ainda hoje, e ela ouviu e registou).
Senti-me uma autentica criança e com aquela felicidade de saber que se lembraram de um desejo guardado que ainda perdurava.
Agora estou desejosa por reunir imensa gente para podermos fazer uma maratona de Cluedo!!!


Se conseguissem imaginar há quanto tempo andava à procura de uma t-shirt da NASA... É um modelo que explodiu e aparece em imensas lojas, mas nenhum dos estilos me agradava, especialmente porque a maior parte dos modelos era com a t-shirt branca, e eu preferia cinzenta.
Quando desembrulhei esta t-shirt, literalmente dei pulos de alegria. É completamente a minha cara — ou não fosse eu a miúda que adora tudo o que tenha a ver com espaço — e é precisamente o modelo que eu desejava. Mal posso esperar pelas temperaturas mais quentes para a estrear!!! 


Este presente veio em conjunto com um outro, que mostro já de seguida, e foi totalmente de encontro aos meus gostos!
Sou uma enorme fã de Gustav Klimt, embora ainda não tenha tido oportunidade de ver as suas obras principais e, desde que a minha tia ofereceu-me um livro sobre as obras dele, quando era pequenina, que tenho uma paixão pelas suas cores e obras (muito além d'O — famosíssimo — Beijo).
Curiosamente, quem me ofereceu a caneca não sabia que era uma obra de Klimt. Simplesmente olhou para o design e achou que ligava muito com os meus gostos — especialmente na parte da caneca. Eu é que, imediatamente, disse que era do pintor austríaco. Acho-a tão elegante. A minha colecção fica, evidentemente, mais rica!


Em conjunto com a caneca, vinha este presente, o que faz todo o sentido, já que se trata de uma caixa com chá.
Esta colecção Tea Book é composta por chás de vários sabores, cada um deles armazenado numa lata com um design a imitar um livro. Cada volume tem um estilo e sabor diferentes e acho que este presente reflectiu os meus gostos ao máximo. Quando juntam as minhas três paixões mais óbvias (chás, canecas e livros) há como falhar?


Andava há tanto tempo à procura — sem sucesso — de uma mala vermelha gira, que o meu coração até saltou um batimento quando vi o que estava no misterioso saco da Parfois que aguçava a minha curiosidade, sempre que passava pela árvore.
Este tom vermelho queimado e bem fechado, exactamente como desejava, conquistou-me por completo. Amei o design da mala — espaçosa e sóbria — e, claro, o pormenor da alça, que lhe dá um toque ainda mais único e irreverente. Outro detalhe que amei é que podemos tirar o pêlo se já estivermos fartos ou quisermos lavar. Acho que esta mala grita 'Inês' por todos os lados!!!


Já estava a perder a esperança em relação às agendas de 2018. Não gostava de nenhum design e este é um factor fundamental para mim, uma vez que é um artigo que vou ter de gostar de usar — e ver — durante o ano inteiro, sem me enjoar.
Estou completamente apaixonada por esta agenda e quero dedicar-lhe uma publicação mais detalhada para quem ainda anda à caça da agenda perfeita.
Adoro este padrão que lhe dá um ar tão sofisticado e irreverente. Acho que tem tudo a ver com o meu estilo e tenho a certeza de que vamos ser parceiras muito felizes! Não é gira que se farta??


Este foi um presente de Natal antecipado pelas razões mais óbvias mas que eu adorei, de coração.
Este ano, atrasei-me um pouco na pesquisa de bailados e, por isso, estava a ver a minha tradição natalícia ameaçada por não conseguir reservas em bons lugares. Confesso, fiquei muito triste.
Receber bilhetes para ver Giselle — um dos bailados que mais tinha curiosidade em assistir — foi um dos melhores presentes que recebi, este Natal, e que me deixou muito grata por estar ali, naquela plateia, a desfrutar de um espectáculo cheio de beleza e encanto.


Dentro da minha Meia de Natal, estava o maravilhoso e criativo Kit do Carnaval de Torres 2018. Já começa a ser tradição oferecerem-me o Kit do Carnaval no Natal e é sempre uma animação! Torreense que é Torreense começa logo a sonhar com o Kit assim que sai para venda. O tema deste ano é Oceanos e Marés — daí a message in a bottle com uma adaptação do poema de Fernando Pessoa — e, embora não sinta o meu espírito Carnavalesco ao máximo — é verdade, estar a meio gás com espírito natalício é preocupante, mas meio gás com espírito carnavalesco é perigo de estar doente, eu sei — iria fazer questão de garantir o meu Kit à mesma porque sei que, quando vir as bandeirolas nas ruas, o espírito vai nascer em força. Se têm um Torreense na vossa vida, não há como falhar com este presente. Na Passagem De Ano já estamos a aquecer.


Este foi mais um dos miminhos que recebi na minha Meia de Natal — e mais surpreendente, confesso —. Nunca antes tinha adquirido gift card deste estilo — nem imaginava como funcionava *naba* — mas o procedimento é facílimo e permite-me desfrutar de Spotify Premium, a melhor funcionalidade alguma vez inventada.
É um presente bem pequenino mas, sinceramente, foi dos presentes mais bem pensados e práticos que recebi, uma vez que sou muito consumidora de música, adoro a aplicação e agora posso ter skips ilimitados, posso ouvir offline e já nem tenho de ouvir publicidade. Miminho ma-ra-vi-lho-so!

Na minha Meia de Natal estava ainda um gift card da Parfois que estou muito entusiasmada por usar!!


Este foi, também, um presente antecipado, mas que me deixou radiante. Já tive tantos desencontros com The Script que, quando vi o anúncio de que a banda ia regressar em 2018, jurei a mim mesma que era um sinal e que, desta vez, ia mesmo.
Estava tão preparada para comprar o bilhete que tiveram de estragar a surpresa e avisar-me que já tinha um bilhete à minha espera. Fiquei um sino.
Esta é uma das minhas bandas preferidas e, assistindo a esta, sobram-me apenas dois artistas preferidos para ver ao vivo. É um dos maiores privilégios que levo comigo e estou em êxtase total!!!

Acho que compreenderam o quanto eu gostei de todos os presentes, especialmente no facto de todos terem sido dados com o maior carinho e vontade de me fazerem feliz e me recordarem de desejos que tinha e que eles não tinham esquecido. Os presentes nunca são o melhor do Natal, mas não posso deixar de me sentir grata por, mesmo quando encolho os ombros com impotência, sou surpreendida com empenho e dedicação.

Qual foi o vosso presente preferido do vosso Natal?

domingo, 24 de dezembro de 2017

Feliz Natal


Faço sempre questão de vos desejar a todos um Feliz Natal e cá estou eu, este ano, a cumprir a tradição. Porém, este ano gostaria de desejar um Feliz Natal muito especial a quem, pelos mais diversos motivos, não conseguiu reunir o espírito natalício dentro de si. Quero desejar um Feliz Natal a quem não sentiu entusiasmo com árvores de Natal e músicas da época.

Desejo um Feliz Natal a todos os que não poderão desfrutar do Natal à mesa, em família, porque estão de serviço ou acamados. Nestas épocas festivas, nunca ninguém se lembra ou quer assumir a responsabilidade de certas tarefas que não podem dormir ou fazer pausa para festas. Eu espero, do fundo do coração, que consigam encontrar uma parte da familiaridade e conforto que sentiriam se estivessem em festa, nas vossas casas.

Desejo um Feliz Natal aos que sofreram uma perda tão grande que a ideia de verem o lugar ausente é dura demais para conseguirem pensar em consoadas, presentes e alegria. Saibam que eles nunca nos abandonam de verdade e estão sempre presentes, nos nossos corações. O maior desejo deles é que sejamos felizes e aproveitemos estas ocasiões familiares e festivas, não para nos apagarmos de tristeza pela saudade mas sim para nos iluminarmos ao recordarmos, em voz alta e com gargalhadas, os momentos incríveis e divertidos que dividiram connosco, em vida.

Desejo um Feliz Natal a quem não teve possibilidade para comprar presentes de Natal na quantidade e qualidade desejada — ou nenhuns, sequer. Esta é uma época que passa fortes e venenosas mensagens de que temos todos de estar no mesmo patamar económico e é mentira. Desejo que saibam que não falharam por a vossa carteira não ser compatível com aquilo que mais desejavam dar aos outros. Há anos mais difíceis que outros e os verdadeiros vencedores são aqueles que ultrapassam as crises e que desejam verdadeiros presentes como saúde, paz interior e amor e contribuem para que aconteçam. Quando estes desejos são verdadeiramente sentidos, não há razões para se sentirem culpados.

Desejo um Feliz Natal a quem está com o coração tão partido que nem sequer consegue conceber a ideia de celebrar uma época de amor sem a companhia do parceiro que deixou para trás. Quero que saibam que vai passar e que essa dor que sentem no peito, que vos devora por dentro e manda lágrimas para fora não vai durar para sempre. Lembrem-se que há várias formas de amor e que a vossa família está do vosso lado sempre e que vos ama de uma forma inigualável. Agarrem-se à equipa que vos apoia desde o primeiro dia e permitam-se a enxugar as lágrimas e a deixarem os vossos familiares entrarem no vosso coração para o curarem, nem que seja por esta noite. O maior desejo deles, para este Natal, é ver o vosso sorriso à mesa. E é esse o meu desejo também.

Desejo um Feliz Natal a quem viveu um ano tão duro e devastador que nem sequer tem decorações em casa ou uma ceia e almoço preparados. Há sempre fases duras, que nos deitam abaixo, que deprimem uma família inteira e que nos fazem questionar se a vida vai ser para sempre assim e se a sorte não estará do nosso lado. São alturas em que nos questionamos porque tudo de mal aconteceu ao mesmo tempo e quando é que a luz vai voltar a entrar. São alturas em que o espírito de Natal não parece fazer sentido. O espírito de Natal está reunido no amor que temos pelas nossas pessoas, no quanto só lhes desejamos o melhor e na luz que entra nos nossos corações por existirem pessoas como elas no mundo, mesmo quando tudo desaba. Mesmo que mais nenhum brilho, luz ou Pai Natal vos arranque um sorriso ou esperança, tenham presente na vossa mente que, se reúnem apenas os melhores desejos aos vossos, a luz regressa para vocês em dobro e a esperança também. Não precisam de acreditar no Pai Natal ou numa casa brilhante de luzes, mas acreditem que as boas notícias estão sempre ao virar da esquina. Só temos de ter coragem e resiliência.

Desejo um Feliz Natal a quem não tem a família que a televisão impõe, todos os Natais. Nem todos têm avós que cuidam de todos como se fossem filhos, pais que amam mais que a própria vida e tios que desejam o melhor para todos. A realidade não é essa e há familiares egoístas, zangas irreconciliáveis e rasgões naquilo que todos esperam, no Natal, ser sólido, estável e inquebrável. Espero que saibam que o valor da família pode estar em qualquer lugar — até mesmo nos vossos amigos — e que vocês não são menos merecedores do Natal por isso. O Natal não é como a televisão, os anúncios e as fotografias demonstram. O Natal não está na mesa grande, na família gigante, na árvore recheada. O Natal está no carinho, no altruísmo, no afecto e nas demonstrações de amor. Não há nada de Natal e amor num bacalhau cozido mas sim em quem o faz com todo o carinho para a família. Não precisam de um Natal digno de postal, só precisam de encontrar, no meio do caos, o que vos traz equilíbrio e amor. Seja de onde for, de que forma for.

Desejo um Feliz Natal a quem vai passar o Natal sozinho. O Natal nunca se agrega à ideia de solidão e ninguém o projecta para comer sozinho à mesa e ficar sozinho em casa — embora o filme seja lendário —. Mas, por vezes, acontece. Não há voos, há trabalho, a família está fatiada em vários recantos do mundo, não há relações ou pode nem haver família para reunir. Desejo que encontrem a sensação calorosa e o conforto que tanto se apregoa nesta época, seja numa maratona de filmes preferidos, num convite para um amigo passar lá por casa — ou conhecerem a tradição da família do amigo, que pode sempre ser vossa (há sempre espaço para mais um prato na mesa) — no prazer de cozinharem a vossa refeição preferida, mimarem-se a vós próprios com um presente há muito desejado ou com o Facetime que, embora não seja tudo, é sempre um bocadinho mais. Lembrem-se que nunca estão verdadeiramente sós e que há sempre alguém a pensar em vocês e a desejar-vos o melhor.

Este foi um ano em que senti que o espírito de Natal foi muito pouco partilhado ou sentido. E é sempre bom desejar Feliz Natal a quem, como nós, está de brilho nos olhos e sorriso rasgado pela época. Mas, este ano, queria muito fazer esta dedicatória especial e este desejo tão específico a quem não encontrou o espírito suposto de se sentir, nesta época. Quero lembrar-vos que não são esquecidos, falhados ou excluídos. Quero que saibam que todos merecem um Feliz Natal, que todos merecem os desejos mais puros e bonitos. Quero que saibam que merecem encontrar o espírito de Natal, seja onde e como for. Porque é válido e ninguém é mais merecedor que o outro. A todos vocês, a todos os meus leitores, eu desejo um Feliz Natal da forma que eu acredito que o Natal é: cheio de luz, amor, surpresas — não necessariamente materiais —, e com o coração cheio. Acreditem, vocês merecem.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

FILMES || Star Wars - Os Últimos Jedi


Antes que o vosso coração acelere, prometo não partilhar spoilers! Depois de ter assistido, há dois anos, ao Despertar da Força, fiz questão de finalmente apertar a mão à saga Star Wars e ficar a par de toda a história. O exercício resultou numa nova fã ansiosa pela mais recente estreia, Os Últimos Jedi.

Muito se disse acerca deste novo episódio, principalmente comentários mais desiludidos ou infelizes. Devo dizer que não foi com essa percepção que saí do cinema, muito pelo contrário: foi dos meus filmes preferidos da saga, embora concorde que certas cenas ou ideias careciam de alguma lógica ou propósito.

Se só pudesse descrever Os Últimos Jedi numa só palavra seria "imprevisível", característica essa que se tornou naquilo que mais gostei no filme. A dualidade de alguns personagens, o conflito de ideologias e interesses, as aparências e os volte-face tornaram o filme empolgante e intenso, enriquecendo ainda mais alguns personagens que já acarinhamos e atribuindo uma forte complexidade a outros tantos. Ben Solo está muito perto de se tornar numa personagem tão carismática quanto o lendário Darth Vader, na minha opinião — e merecidamente —.

Os Últimos Jedi abre novos caminhos e possibilidades para a história se desenrolar e ficar cada vez mais intrigante, interessante e complexa. Agora sem a carismática e inesquecível Princesa Leia — que, confesso, foi emocionante de ver —, acredito que a nova geração de personagens vai, não só honrar a história já criada, como também gerar muita presença e carinho por parte do público. O meu, pelo menos, já tem.

domingo, 17 de dezembro de 2017

EVENTOS || Escape The Room - O Virus Hoffan


Há muito tempo que ir a um Escape Room fazia parte da minha lista de experiências a viver e arranjar o grupo foi facílimo: todas queríamos ir, nenhuma de nós o tinha feito, ainda.
Escolher o Escape Room e o desafio revelou-se mais difícil do que pensávamos, principalmente o serviço, e é precisamente por isso que quero tanto partilhar convosco a review desta experiência, porque cruzámo-nos com muita gente que já o tinha feito mas poucas davam-nos informações de qual o serviço que tinham escolhido e se era bom ou compensava a relação qualidade-preço. Tivemos de nos guiar pelas promessas dos sites e pelo desafio que mais nos apelava e ir às cegas.

Éramos um grupo de cinco — e este é o melhor número que recomendo para que consigam estar todos juntos na mesma sala e porque o preçário é sempre por grupo e nunca por pessoa. Quantas mais pessoas levarem, mais barata fica a vossa entrada — e todas tínhamos background académico científico, portanto, escolhemos o desafio Vírus Hoffan — recomendado para principiantes —, do serviço Escape The Room.

O desafio consistia em sermos sobreviventes de uma pandemia global e ficarmos presas num laboratório abandonado onde estava a ser trabalhada a cura para o vírus. O objectivo era, em 60 minutos, recriarmos a cura e descobrirmos uma forma de abrir o sistema de segurança que trancava a porta.

A experiência, acima de tudo, foi absolutamente divertida! Como nenhuma tinha feito tal coisa antes, foi óptimo termos entrado com a folha em branco e irmos descobrindo como as coisas funcionavam ao longo do jogo. Somos todas muito diferentes e temos formas de pensar e raciocinar também muito distintas, o que tornou a experiência ainda mais engraçada — e funcional. No final perdemos — não por ausência de dedução mas de atenção — mas saímos de lá com a vontade de voltarmos a viver uma experiência destas (mais preparadas para o tipo de mindset exigido) e mais atentas aos pormenores.

O Escape The Room é dos que tem os acessos e formas de pagamento mais fáceis e o staff era excepcional. A simpatia com que nos receberam foi preciosa e todas as informações foram bastante claras. O cenário era único — uma sala só — e não era dos mais apetrechados, mas todas acreditámos que, embora um cenário mais realista garantisse uma experiência mais envolvente, não faltaram adereços ou instrumentos para que nos esquecêssemos do mundo lá fora e realmente pensássemos que estávamos num laboratório.
O Escape The Room conta ainda com horários muito abrangentes de reserva (das 14H00 às 23H00) e podem, ainda, contar com 10% de desconto em determinadas combinações de horários-dias.

Sem dúvida de que recomendo — não só o serviço como a experiência —. Acho que posso falar por todas quando dizemos que foi ainda melhor do que pensávamos e, se forem com um grupo que já conhecem muito bem e por quem nutrem carinho e admiração, como eu fui, vai ser ainda mais divertido e especial. De uma forma muito inexplicável — e embora conheça todas há muitos anos — saímos ainda mais unidas e a conhecermos melhor a nossa forma de funcionar sob pressão, e como relacionarmos os nossos pensamentos e raciocínios com quem temos ao nosso lado. Foi um verdadeiro desafio de amizade e não tenho dúvidas de que seria a aventura perfeita para um aniversário, uma celebração de amizade ou para viverem um dia diferente com os vossos amigos. Se gostam de aventura, desafios e enigmas, apressem-se a reunir o vosso grupo e reservem. Vale cada cêntimo!

Serviço: Escape The Room
Desafio Escolhido: Virus Hoffan — outros desafios: Dracula, Serial Killer
Custo: 13 euros por pessoa (grupo de cinco)
Rua Rodrigues Sampaio, nº96, Cave Direita, 1150-281,
Lisboa

EVENTOS || Giselle - Russian Classical Ballet


Um dia depois de lamentar no Twitter, por não ter ido a tempo de comprar bilhetes em lugares decentes para ver um bailado, eis que recebi um presente de Natal antecipado para ver um dos bailados que tinha mais curiosidade: Giselle, pela companhia Russian Classical Ballet.

Estreado a 28 de Junho de 1841 na Ópera de Paris, Giselle — o meu primeiro bailado fora do universo Tchaikovsky — conta a história de uma camponesa que fica de coração partido depois de ver o seu amor a trair e morre. O bailado faz também referência às wilis, espíritos que morreram antes de casarem e que causam a morte dos homens através da sua dança.

Giselle não tem nada de natalício mas muito de deslumbrante. Dividido em dois actos — sendo que o segundo é o meu preferido — foi o bailado mais encantador que eu já vi, tornando-se no meu favorito. A música dramática e imponente, a exigência técnica, a beleza dos figurinos todos de branco e delicados e o efeito deslumbrante de várias bailarinas em palco ao mesmo tempo tornou Giselle num bailado inesquecível, que fez os meus olhos brilhar e a boca ficar entreaberta durante todo o espectáculo. Acredito que só poderá ser superado por um Lago dos Cisnes mas, até lá, ficará merecidamente no topo dos meus bailados preferidos e é o espectáculo que recomendo a todos aqueles que têm fascínio pelo ballet clássico e romântico. Quando penso em bailados — ou no próprio ballet em si — é momentos como o do "Acto Branco" que surgem na minha cabeça.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

LIVROS || A Sombra do Vento


Há muito tempo que recebia recomendações para ler A Sombra do Vento com promessas de que não me iria arrepender. Finalmente acedi aos conselhos e não saí, de todo, desiludida: foi um dos livros mais intensos e entusiasmantes que li, este ano.

A Sombra do Vento é um romance de mistério com um ligeiro toque de suspense que conta a história de um rapaz, Daniel, que, sob circunstancias especiais, encontra um livro com uma história absolutamente envolvente e genial. Interessado em ler mais obras, Daniel descobre que o autor tem um passado confuso, que poucos o conhecem e que os seus livros andam a ser queimados. E isto é tudo o que vos posso dizer sem estragar a magia da história. Iniciei o livro completamente às cegas e apenas sabendo que era um livro que contava a história de outro livro. E o factor surpresa foi maravilhoso.

Eu gosto de livros que cumprem o que prometem e este tem uma verdadeira história de mistério. Não há capítulos mortos e todos os acontecimentos têm um propósito completamente imprevisível — imaginei centenas de possibilidades e relações e não acertei nenhuma —. As surpresas e as revelações são garantidas e senti que não só li o livro de uma assentada como também o li de coração acelerado (não é a leitura nocturna ideal, adianto). Adoro livros que me fazem surpreender tanto que preciso de exclamar, mesmo que ninguém compreenda a razão do meu "Não acredito!!!"

A narrativa passa-se em Barcelona, o que eleva ainda mais o meu apreço pelo livro, já que é inigualável a sensação de lermos uma história que ocorre num local por onde já passámos ou que conhecemos. A sensação de familiaridade é tremenda e o ambiente torna-se ainda mais envolvente.

É o livro perfeito para quem adora um bom mistério. O livro é o primeiro da série O Cemitério dos Livros Esquecidos e mal posso esperar por ler os outros três que faltam. A seguir a Uma Breve História de Quase Tudo, foi o melhor livro que li, em 2017.

Autor: Carlos Ruiz Zafón
Número de Páginas: 400
Disponível na WOOK (ao comprares o livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

NATAL || Ideias para Embrulhos


Embora seja uma tarefa que muitos evitem e considerem aborrecida, cá por casa faz parte da tradição e a mesa converte-se numa autêntica fábrica do Pai Natal. Este ano, o tema foi o papel pardo — que se revelou difícil de encontrar e pelo qual recebi muitas mensagens, portanto, vou partilhar convosco os lugares que me sugeriram: Tiger, Continente, IKEA e, se forem de Torres, a loja Smile ao lado da Agriloja — e deu-nos muita liberdade para decorarmos os presentes como quiséssemos. Por isso mesmo, decidi partilhar convosco algumas dicas e ideias na esperança de que sejam úteis para vocês e vos inspire a entregar para a outra pessoa um presente tão bonito por fora como já o é por dentro.

Enfeites de Natal | se vão embrulhar os vossos presentes com um papel sem padrões e de uma cor monótona — como é o caso do papel pardo, por exemplo — é importante que consigam dar alguma vida ao embrulho e que complemente a simplicidade do vosso presente. Os enfeites de Natal são os ideais. A melhor parte é que existem de milhões de feitios e tamanhos, que podem adaptar ao próprio formato e tamanho do embrulho, e estão em qualquer lugar, na maioria, a preços muito acessíveis. Podem comprar uma caixa e despacharem logo o assunto ou podem ir comprando os enfeites um a um, adaptando as figuras à personalidade de quem vai receber o presente (por exemplo, um enfeite do Harry Potter para o/a vosso/a Potterhead preferido/a). Podem brincar com os tamanhos e proporções, colocar enfeites mais elegantes para a mãe e um boneco do Pai Natal para as crianças, gizos, pinhas... São estes elementos que vão diferenciar os vossos embrulhos e garantir um toque único!

Polaroids | uma das ideias que mais estou a adorar colocar em prática. Para quem, como eu, adora fotografia e sente saudades de a ter no papel, esta é a forma mais bonita, personalizada e especial de aprimorarem o vosso presente, afinal de contas, todos gostamos de guardar fotografias de momentos únicos. Podem fazê-lo no formato polaroid ou em qualquer outro, mas o primeiro, por ser mais pequenino, confere um toque de "lembrança" mais especial e não monopoliza o vosso embrulho inteiro. Pode mesmo ser uma polaroid que já tenham tirado ou podem adicionar uma moldura (hoje em dia, há trezentas apps para isso) e imprimir. Depois é só colarem num canto do presente e já está! É uma forma muito mais única de identificar para quem é o presente e demonstra que pensaram na pessoa até ao mais ínfimo detalhe. Também resulta bem em fotos estilo photobooth (se não têm nenhuma, uma vez mais, podem recriar usando apps). Tenho-me divertido a escolher fotografias especiais de mim com os meus amigos e sinto que torna todo o embrulho muito mais carinhoso.
Dica extra: em vez de fita-cola, utilizem massa adesiva. Uma pequena bola segura na perfeição a fotografia, não fica a ver-se cola em lado nenhum e torna-se muito mais fácil para a pessoa que receber o presente tirar a fotografia sem a danificar ou rasgar!

Emblemas | embora tenha abraçado a capa negra desde o primeiro dia em que a coloquei nos ombros, sei que nem todos partilham a mesma visão que eu e gostam de colocar e receber emblemas para a sua capa. Esta é também uma forma de tornarem o embrulho mais personalizado e especial. Escolham um emblema que gostariam de oferecer e utilizem-no para fazer parte do embrulho. Já estão a oferecer antes mesmo de a pessoa desembrulhar e tenho a certeza de que será um miminho-extra muito especial! 
Dica extra: uma vez mais, dêem preferência à massa adesiva para conseguirem manter seguro o emblema no papel!

Sacos de garrafa | os sacos de garrafa não têm apenas de servir o seu propósito mais óbvio! Para presentes compridos e esguios, embalagens cilíndricas, jarras, estatuetas ou mapas, os sacos de garrafa podem ser a vossa salvação. Por norma, estes presentes são muito chatos de embrulhar e o resultado final fica esquisito e nunca reflecte o esforço. Poupem tempo e stress, especialmente agora que existem sacos de milhões de padrões e desenhos, que certamente se vão adaptar à personalidade da pessoa e ao presente que está no seu interior.

Postais | há quanto tempo não escrevem (na vossa letra) uma mensagem especial para alguém que admiram ou nutrem carinho? Aproveitem esta ocasião — a melhor, sinceramente — para o fazerem e juntem ao vosso embrulho um envelope com um postal e uma mensagem especial. Tirem uns minutos para abrirem o vosso coração e agradecerem com carinho tudo o que essa pessoa representa na vossa vida. Quando crescemos e temos o privilégio de ainda recebermos estes postais de Natal, compreendemos que o verdadeiro presente sempre esteve do lado de fora do embrulho.


Autocolantes | uma vez mais, é a ideia certa para quem vai usar papéis monocromáticos. Os autocolantes, além de baratos, são uma forma fácil, rápida e divertida de criar um padrão ou de dar mais vida ao vosso embrulho. Uma vez mais, encontram em todo o lado, de todos os tamanhos e feitios e sobre os mais variados temas. Como, cá por casa, temos o tema do papel pardo, escolhemos uns flocos de neve brancos e brilhantes, de diversos tamanhos, para contrastar com o tom do papel e criar um padrão festivo e mágico!

Caixas | existem certos presentes que nem arrisco tentar embrulhar. Para formatos bizarros, redondos ou para múltiplos miminhos, o melhor que podem fazer é apostar numa caixa e pouparem dramas com fita-cola. São fáceis de encontrar, com milhões de padrões — até existe em papel pardo, imaginem! — são úteis para a pessoa que recebe o presente, já que pode guardar a caixa. A vantagem da caixa é que também permite que a decorem como quiserem, sem grandes limitações.

Usar papel de outros padrões | há sempre papel de embrulho perdido e tiras de papel que não dão para embrulhar nada. É nelas que pego para criar decorações para os embrulhos. Bolinhas que colo nos embrulhos ou recorto em triângulos para criar uma faixa de festa, com vários padrões. É fácil e possibilita-vos aproveitar esse papel que, doutra forma, iria ser deitado fora.

Plantas falsas | azevinhos ou pedaços de pinheiro falsos são excelentes formas de tornarem o vosso presente alusivo ao Natal sem que seja demasiado óbvio, infantil ou excêntrico. Gosto de comprar estas plantas com arame porque facilita o trabalho para mantê-las seguras no laço. É também um truque fantástico para preencherem o embrulho e darem vida, sem grandes esforços.

Iniciais grandes | aproveitem uma cartolina numa cor contrastante ao papel do embrulho e contornem a inicial do nome da pessoa para quem vão oferecer o presente, em tamanho grande. Depois é só cortarem, utilizarem o furador de papel para que consigam pendurar a letra com uma corda e podem ainda no verso escrever, então, o nome inteiro da pessoa. Uma vez mais, fácil e dá um up nos vossos embrulhos.

Doces | o melhor enfeite para crianças. Aproveitem os chupa-chupas à moda antiga ou os candy-canes (as bengalas de Natal) para complementarem o vosso embrulho e tornarem-no mais mimoso e... doce! As mães não vão gostar nada, mas os petizes vão gostar mais de vocês do que do Pai Natal!

Quando tiver terminado todos os embrulhos, partilho no meu Instagram, portanto, fiquem atentos por lá!
@innmartinsm
Têm mais ideias fáceis e acessíveis? Partilhem nos comentários!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

MÚSICA || Músicas de Natal Preferidas

Christmas (Baby Please Come Home)
Salvo raras excepções, vão reparar que gosto mais das músicas de Natal que são animadas. Eu associo o Natal a uma época de alegria, de energia final para o ano que termina e excitação (das crianças para receberem presentes e nós por estarmos todos, uma vez mais, reunidos). Adoro esta música da Mariah Carey, que até costumo chamar a prima da All I Want For Christmas Is You, e o seu espírito animado, a letra apaixonada e saudosa... É a música que, quase sempre gosto de meter a tocar na cozinha, para cantar com uma colher de pau (quem nunca?)

Christmas Lights
Como referi, existem excepções e esta é logo a primeira que apresento. A balada natalícia dos Coldplay surpreendeu-me completamente quando a lançaram mas, desde então, arrebatou o meu coração. Tem um espírito melancólico que, embora contraste com a minha visão do Natal, agrada-me. É aquela música de Natal que gosto de meter quando estou a ler alguma coisa e a beber um chá, relaxada.

Driving Home For Christmas
Tenho muitas e boas memórias de ouvir esta música no carro, precisamente, quando íamos a caminho de Aveiro ou de Gaia para celebrar o Natal. Sempre foram os meus Natais preferidos e sentia precisamente a alegria da música por regressar a casa para celebrar uma época que me faz tão feliz. 
É também uma das músicas que mais guardo com carinho porque estava a tocar quando levámos a minha avó a Torres para celebrar o Natal por cá. Sempre que a oiço lembro-me dela connosco no carro, com o seu sorriso carismático e impossível de não sorrir de volta. É uma música que me deixa mesmo feliz por escutar.

Fairytale of New York
De todas, acho que esta é a que remete menos ao Natal, pelo menos, a nível sonoro. Não tem elementos clássicos de músicas de Natal e a letra também em nada se assemelha às anteriores, mas eu adoro. Tem inúmeras referências musicais à Irlanda (a começar pela origem da banda) e é uma música animada, com um refrão impossível de não querer cantar a altos berros e que me faz sempre pensar nos meus amigos. Em especial, na minha querida Fiona. Um beijo para ti xx.

All I Want For Christmas Is You
Não consigo escolher entre as duas versões que são absolutamente diferentes. Uma tem a sonoridade original e animada, que nos coloca com o astral para cima e que dá excelentes concertos de duche ou karaokes de carro. A outra, uma balada mais saudosa e emotiva, na voz inconfundível e talentosa do Bublé mas que eu acho tão bonitinha e poderosa. Ambas estão no meu coração e faço questão de as ouvir imenso, nesta época. A última adoramos pôr a tocar quando regressamos a casa, depois da ceia de Natal.

Shake Up
Não consigo ouvir esta música sem sorrir. Esta música traduz felicidade máxima e é assim que me sinto quando a oiço. Acho que reflecte totalmente o lado mais alegre que o Natal pode oferecer, o lado mais entusiasta. O Natal pode ter várias facetas — muitas, certamente, mais melancólicas que outras — e uma delas é o sabor doce de termos um mês inteiro para arranjar pretextos incríveis para nos encontrarmos com as nossas pessoas, cidades inteiras iluminadas de magia, crianças que ainda acreditam no Pai Natal e cozinhas e transbordar de cheiros incríveis e recheados de nostalgia e memórias. E é esta energia boa que eu sinto que a música reflecte.

Let It Snow, Let It Snow
Em miúda, tinha uma cassete — cuja versão, em DVD, já está em minha posse — com algumas curtas da Disney associadas ao Inverno ou Natal. Entre elas, havia uma curta em especial que me deixava sempre feliz, que incluía uma pista de gelo e um casal de pinguins apaixonados a patinar. Se não estou em erro, esta era a música que tocava — se não era, uma outra muito parecia com a mesma voz, provavelmente — e eu amava. Sempre adorei as versões clássicas das músicas de Natal (com o Frank Sinatra, Nat King Cole, Bing Crosby...) porque me fazem lembrar a Disney e as suas curtas natalícias. Trazem de volta o sabor de infância que eu acho tão fundamental no Natal e que tanto se perde, à medida que crescemos. Sempre que escuto esta canção, lembro-me dos pinguins apaixonados e do cheiro dos doces de Natal que estavam a ser preparados.

It's Beginning to Look a Lot Like Christmas 
Fiz um enorme esforço para não colocar todas as músicas do Michael Bublé neste top, porque aquele álbum está muito bem conseguido. Mas seria impossível não incluir esta. É a que mais gosto de ouvir no começo de Dezembro, onde o espírito de Natal se começa a entranhar na nossa alma e começamos a desejar azevinhos, biscoitos de gingerbread, árvores de Natal e luzinhas a toda a hora. Acho a música tão doce e envolvente... É uma canção que, de uma forma que não consigo explicar melhor que isto, me faz sentir esperança.

Waltz of The Flowers
Já partilhei convosco que o bailado Quebra-Nozes — e o próprio ballet em si — me fazem recordar imenso o Natal. Não só porque assisti a este bailado num Natal da minha infância mas porque eram os meus filmes preferidos de Natal. Enquanto a cozinha entrava num caos de arroz doce e Bolo Rei, eu ia esperando a chegada do Pai Natal vendo a Barbie e o Quebra-Nozes e a outra versão de animação creepy de 1991 e fazendo as coreografias ao mesmo tempo que a personagem — obrigada pais, pela sala grande e o chão de madeira —. Por tudo isto, é natural que as músicas de Tchaikovsky pertençam todas à minha playlist de Natal e todas façam parte das minhas memórias natalícias. É também ao som delas que gostamos de montar a árvore de Natal. Sempre que as oiço, recordo-me dos meus pezinhos dentro das sapatilhas a imitar, na perfeição, a coreografia que a Barbie e a Shelly fazem no final do filme (e que eu adorava poder dançar nas minhas aulas de ballet).

Do They Know It's Christmas? (2014)
Não podia deixar de incluir esta versão lendária, com uma letra forte e esmagadora. Certo que a versão original é incrível, mas eu gostei especialmente desta nova, feita em 2014 e com artistas mais actuais. Gostei da combinação das vozes, dos arranjos e achei que transmite a mesma energia. Ed Sheeran, Coldplay, One Direction, Rita Ora, Sam Smith são apenas algumas das participações com que podem contar, nesta versão.

Quais são as vossas músicas de Natal preferidas?

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

MUNDO || Ser feminina

Um dos conceitos que mais amadureci, à medida que fui crescendo, foi o significado de ser feminina. Sempre fui muito feminina; brinquei com Barbies, vestia-me de princesa, praticava ballet, amava brincar às casinhas — quando não estava na rua — e queria ser bailarina, quando fosse grande. Eu era o exemplo máximo daquilo que imaginamos quando falamos de uma criança feminina.

Mas na minha entrada para a adolescência, reparei numa percepção que, ainda hoje, perdura: a associação imediata que se faz ao "ser feminina" com "ser vulnerável". O expoente máximo onde isto se verifica é na escola; as minhas colegas preferiam dizer que eram "Marias-Rapaz" e eram mais admiradas por se lançarem para os campos de futebol porque "sempre joguei" (quando, na verdade, não jogavam, de todo) e a que praticava ballet era gozada por "usar tutus". Qualquer coisa mais próxima do universo feminino era absolutamente destruída e gozada por elas. Dizer "Eu dou-me melhor com rapazes do que raparigas" era o Santo Graal da inteligência, ponderação e desconexão do universo feminino.

Ainda hoje percepciono que as miúdas observam a característica feminina como um sinal de fraqueza. Que assemelharem-se mais a rapazes — no comportamento, nas preferências, nas relações — era uma garantia de auto-confiança e sensatez. Que ser uma miúda delicada, que preferisse cor-de-rosa depois dos dez anos, que tivesse um grupo de amigas e que não jogasse nada de futebol não só era ser feminina como também era ser fútil, fraca, e sem força de espírito.

É óbvio que há raparigas, de facto, nada ligadas ao universo feminino e que são "Marias-Rapaz". Quase todas as minhas amigas o eram (muitas ainda o são) e sempre haverá. É absolutamente normal. Mas eu sentia e quase que palpava esta concepção de que uma miúda só podia ser inteligente, sensata e interessante se se afastasse de tudo o que de mais óbvio há em ser feminina. E isto não podia ser mais errado.

O facto de os vossos gostos, comportamentos, preferências ou relações se aproximarem mais ou menos do universo feminino não vos torna mais frágeis ou menos interessantes. Vocês não são fracas por fazerem ballet e não mandarem uma para a caixa no futebol. Vocês não são pouco dadas à inteligência por gostarem de comédias românticas e não suportarem filmes de acção. Vocês não são mais interessantes se disserem que odiavam Barbies quando, na verdade, pediam uma todos os Natais. Vocês não são mais superficiais por adorarem o cor-de-rosa, e o facto de amarem ter amigAs não vos torna mais difíceis de relacionar — da mesma forma que terem amigOs não vos torna mais acessíveis, tolerantes ou pouco conflituosas —. Não gostarem de jogar consola não traduz que sejam insuportáveis ou pouco fixes. Simplesmente não gostam de consola.

É muito necessário que percebamos que ser feminino em nada tem a ver, na verdade, com estes gostos e preferências que acabei de referir — podem ser jogadoras de basquetebol, usar sweatshirts durante metade da vossa adolescência e continuarem a ser muito femininas (eu fui um exemplo claríssimo disso) mas é certo que concebemos imagens (um pouco justas, vamos ser honestos) de gostos e comportamentos mais femininos que outros. O importante é compreender que, o que quer que escolham para ser, fazer, conversar ou gostar não vos torna mais inúteis, vulneráveis ou inválidas por isso. Não tenham medo de ser femininas, independentemente dos vossos comportamentos e escolhas. Não tenham medo de admitir que são femininas mesmo quando continuam a não gostar de cor-de-rosa nem de maquilhagem. Não deixem que vos diminuam por uma característica que não tem absolutamente legitimidade nenhuma para vos diminuir. Podem continuar a gostar de princesas, podem gostar de se maquilhar depois de um torneio de futebol onde participaram, podem gostar de cor-de-rosa, podem ter mais amigas raparigas que rapazes, podem gostar de fazer compras e continuam a ter força para chegarem onde desejarem e capacidade para verem os vossos objectivos concretizados.

Não há nada de interessante em serem femininas ou não, mas sim em abraçarem quem são sem medo nem vergonha de serem felizes e fiéis a vocês mesmas.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

FILMES || Coco


Apenas a Disney conseguiria fazer um filme de animação sobre a morte e a perda de entes queridos sem que se tornasse mórbido. Confesso que fui assistir a Coco por duas razões: a) era da Disney, logo, confio sempre que seja um serão de qualidade; b) a história ocorre no Dia de Los Muertos, um dia muito especial na cultura Mexicana, cujo conceito me desperta curiosidade e que até gostava de visitar o país precisamente nessa altura. Pouco mais sabia sobre a história. E fui tão surpreendida!

Admito que não sabia o que escrever porque acho que nada do que refira vai fazer justiça ao quanto este filme é arrebatador. Não é apenas mais um filme que nos fala sobre o amor, o perdão, a ganância e "Segue os teus sonhos/a tua paixão". Estamos a falar da Disney, que eleva todas as suas histórias para outro patamar. Aliás, esta é a mensagem das crianças, porque a verdadeira, para os adultos, é mais pesada e emocionante. Como sempre, não é um filme para crianças mas sim para nós. Embora as crianças tenham consciência da morte, são os adultos que compreendem o peso da perda e das memórias que carregam dos que partiram.

Os gráficos deste filme estão para lá de brutais, as cores e os detalhes são hipnotizantes, com muitas e excelentes referências da cultura mexicana (a abordagem artística - e adaptada a crianças - de Frida Kahlo é só soberba), as músicas são inesquecíveis e o final é de deixar o coração apertadinho. Fiquei de lágrimas nos olhos e a sala ficou num silêncio sepulcral quando os créditos começaram a passar.

Gostei tanto do filme e da sua mensagem que me arrisco a dizer que Coco está, certamente, no meu TOP de filmes preferidos da Disney e embora todos os filmes da companhia sejam extraordinários, há muito tempo que não via um com uma mensagem tão especial e importante. Este é um filme para quem sabe o quanto custa perder entes queridos e a importância de nunca esquecermos as boas memórias que guardamos deles bem junto do nosso coração. É um filme que nos reconforta, embora, quando saírem da sala de cinema, não sintam isso.

Poster

domingo, 3 de dezembro de 2017

DAILY || Sete Actividades que Quero Fazer Este Natal


Fazer um passeio para ver as luzes de Natal 
Não pode faltar, certo? Quero pedir um chocolate quente para levar e fazer o Roteiro das Luzinhas. Começo por uma ponta da cidade e vou caminhando devagarinho até chegar à árvore de Natal. Sem pressas e com muito espaço para a conversa e para me deslumbrar com cada luzinha que encontrar. Eu adoro fazer isto, especialmente porque na minha cidade há colunas com música de Natal nas ruas, o que torna todo o ambiente mais envolvente.

Ir a um Escape Room
Talvez esta actividade encaixasse melhor no Halloween, mas a data possível foi e esta e, sinceramente, não me incomoda nada. Estou ansiosa por, finalmente, viver esta experiência. Adoro este tipo de jogos de adrenalina, puzzles e mistério, e acho que vou com um grupo incrível — girl power! —. Pode ser uma experiência antónima ao Natal, é certo, mas é um pretexto para me divertir com amigas que me fazem feliz e para estarmos reunidas num objectivo comum o que, se pensarmos bem, é um gesto bem natalício. É o nosso presente de Natal umas para as outras e tenho a certeza de que vai ser uma história para contarmos depois. Talvez bebamos um chocolate quente no fim da experiência, só para a tornar mais natalícia!

Visitar os mercados de Natal 
Estão espalhados um pouco por todo o lado. Costumam ter artesanato mas também são boas oportunidades para conhecermos lojas mais pequeninas. Muitas delas vivem praticamente do Instagram e esta é a altura certa para vermos determinados artigos que, de outra forma, só conseguimos através de uma fotografia — e todos sabemos que nunca é a mesma coisa —. Este também é o lugar ideal para encontrar aquele presente mais único ou pormenores que vão complementar os meus presentes e dar-lhes mais charme. É uma actividade que eu adoro fazer com a minha mãe. Reservamos sempre um dia de Dezembro para fazermos uma tarde de miúdas e passearmos por estes mercaditos.

Experimentar mais receitas de chocolate quente 
No ano passado, comecei esta actividade demasiado tarde, mas entusiasmei-me tanto que prometi que, este ano, a iniciaria assim que pudesse. Não há nada que me faça mais feliz do que chocolate quente (bom, talvez chá), mas tenho de vos confessar: odeio os chocolates em pó que se vendem por aí porque não sabem, de todo, a chocolate! Eu gosto de fazer à moda antiga, com chocolate verdadeiro e juntar especiarias e ingredientes que enalteçam os sabores. Já tenho algumas receitas guardadas e só falta ir às compras para começar a fazer. Não há nada mais maravilhoso do que beber um chocolate bem quentinho, numa manhã fria e lenta de Inverno.

Patinar no gelo
Não há actividade mais natalícia do que esta! Nunca se vêem caras infelizes numa pista de gelo e, se tiverem sorte, estará localizada numa zona linda da cidade, o que vai tornar toda a experiência mais bonita! É uma das minhas actividades preferidas para fazer, nesta época. Adoro deslizar, rodopiar, sentir a brisa fresquinha no rosto... Simplesmente é divertido e saio sempre de lá com olhinhos a brilhar, portanto, não pode faltar!

Assistir a um bailado
Associo sempre o ballet e os bailados ao Natal. A culpa é — e sempre será — d'O Quebra Nozes, mas um bailado clássico é um espectáculo tão elegante, brilhante e caloroso que não podia ter uma associação mais justa! É a minha mais recente tradição natalícia e quero mantê-la enquanto me for possível. Nos finais de Novembro/Inícios de Dezembro, lá estou eu a passear pelos cartazes para seleccionar qual é o bailado que quero assistir. É como um presente de Natal de mim para mim!
Este ano está um pouco mais difícil de conseguir encaixar a agenda para conseguir assistir a algum e temo não conseguir cumprir esta tradição, mas a esperança nunca morre dentro de mim e ainda torço para estar, este mês, sentada numa sala com os olhos a brilhar de encanto.

Rever os filmes de animação natalícios 
O (creepy) Quebra-Nozes na animação de 1991, A Barbie e o Quebra Nozes, Os Contos de Natal com o Donald, Pateta e o Mickey (lembram-se do conto do colar e da harmonica?), um outro filme da Disney que reúne imensos momentos de Natal, A Bela e o Monstro e o Natal Encantado, Tom & Jerry... Filmes não faltam! Costumo reunir a petizada e vemos em conjunto com as nossas pipocas e os chocolates quentes que — espero eu, este ano! — preparei com as minhas receitas. Não há nada mais hygge que isto!