terça-feira, 31 de janeiro de 2017


O primeiro mês de 2017 já terminou e com ele regressam os meus Favoritos. Tinham saudades? Muitas? Pois vão poder matá-las porque serão uns looongos Favoritos. Janeiro foi um mês muito importante para mim e várias coisas aconteceram. Pelo meio, recebi muitos miminhos e também mimei-me muito. E agora vão poder ler as minhas recomendações. Vamos lá?

domingo, 29 de janeiro de 2017

BOM GARFO || Casa Portuguesa

 PORTO

Quando foi apresentada a inovadora combinação dos pastéis de bacalhau com queijo da Serra da Estrela, pela Casa Portuguesa, eu fiquei com a água na boca e uma curiosidade tremenda para experimentar. E embora exista uma Casa Portuguesa em Lisboa, fiquei sempre com esta vontade de ter a experiência no local mais nortenho que pudesse. Tendo em conta que existe uma Casa Portuguesa no Porto, foi essa mesmo que marquei como alvo para provar esta invenção que, só na minha imaginação, já era vencedora.

sábado, 28 de janeiro de 2017

LIVROS || Porque Escolhi Viver


Se eu fizesse agora, em cima do joelho, uma lista de livros que eu gostava que toda a gente no planeta Terra lesse, pelo menos, uma vez na vida, o Porque Escolhi Viver estaria num possível pódio. Andei durante meses à procura deste livro e foi o que escolhi, na Livraria Lello para descontar o bilhete. A melhor decisão que já fiz.

Yeonmi Park é uma jovem de 23 anos que fugiu da Coreia do Norte. O seu livro relata o testemunho de como é viver num dos lugares mais pobres e ditatoriais do mundo e de tudo o que teve de fazer e sacrificar para fugir e sobreviver. Hoje é um dos rostos da Defesa dos Direitos Humanos mas, muito antes disso, passou por verdadeiros momentos de coragem.

Eu reconheço com um certo orgulho que não me considero uma pessoa ignorante. Eu tenho genuíno interesse em estar atenta a tudo o que se passa no mundo e ir acompanhando notícias, documentários, materiais de informação. A situação da Coreia do Norte, portanto, não é algo que esteja tão obtuso para mim, por isso mesmo. Porque vou-me informando e sei que é muito mais do que armas nucleares. Mas este livro tem uma enorme profundidade sobre como é a realidade dos norte-coreanos. Como é, realmente, viver num regime de ditadura, com campos de trabalho, campos de prisioneiros, em pleno século XXI. Olhamos para livros, documentários e filmes sobre as atrocidades feitas na Segunda Guerra mundial feitas nos Campos de Concentração e estados ditatoriais com uma sensação de frustração, choque e desespero e, permitam-me dar-vos este spoiler: sabe trezentas vezes pior ler um livro sobre precisamente a mesma coisa e saber que é completamente actual. Está a acontecer

Confesso; em muitos momentos do livro eu esquecia-me por completo que Yeonmi estava a relatar coisas que lhe aconteciam enquanto eu já existia no mundo. Que se tinham passado há 10, 7, 5, 3 anos atrás! Mas eram tão primitivas, tão rudimentares, tão arcaicas e tão diferentes da minha realidade que, muitas vezes, o meu cérebro iludia-me e transportava-me para um romance histórico de época. Tinha de fazer um enorme esforço para compreender que o seu testemunho é muito actual.

Uma das particularidades deste livro que mais me tocou foi o facto de Yeonmi e eu termos praticamente a mesma idade. Isto fez com que, em inúmeras passagens do livro em que ela referia o ano ou a data, eu inevitavelmente comparasse a realidade que vivi, nesse tempo, com a dela. Enquanto eu cresci com todas as condições e privilégios, água, comida, luz, Yeonmi passava fome e não tinha luz em casa. Enquanto eu me punha em cima da cama, de braços abertos a imitar o Titanic, Yeonmi via precisamente o mesmo filme, contrabandeado e de cortinas fechadas, e ficava fascinada como um filme que retratava uma época há 100 anos atrás conseguia mostrar que as pessoas naquele navio tinham mais tecnologia do que ela tinha ao seu dispor. Enquanto eu via o Euro 2004 com Portugal na final e uma fatia de pizza na mão, Yeonmi comia insectos para enganar a fome. E enquanto eu entrava na flor da minha adolescência com todas as condições, Yeonmi tornava-se mulher sem o puder recusar.


É um livro muito violento, com passagens e relatos que jamais irão sair da minha cabeça, mas é um livro com cadência e muito bem relatado. É quase paradoxal porque a sua linguagem é leve, sem peneiras, mas a história é muito profunda. É como se Yeonmi fosse nossa amiga e nos dissesse "senta-te aí no sofá; eu vou contar-te a minha história enquanto bebemos uma caneca de chá".

Apesar de ser um livro duro, é urgente de ler. Pelas noções políticas e sociais que ela faz questão de nos elucidar. Para que possamos compreender melhor o mundo à nossa volta. Fez-me ganhar uma perspectiva maior sobre realidades diferentes da minha. Sobre o facto de sermos livres. Sobre o facto de sermos uns privilegiados por simples sorte.
Por sorte eu nasci numa capital europeia pouco conflituosa, com todos os privilégios e luxos e com liberdade para eu ser quem quisesse e como quisesse. Com liberdade para poder escrever, pintar, ver os filmes que desejasse e opinar. Mas nem todos têm essa sorte e é por isso que vozes como as de Yeonmi deviam ser ouvidas e lidas. Ela fala pelos que ainda não podem.

Autora: Yeonmi Park com Maryanne Vollers
Número de páginas: 319
Disponível na WOOK (ao comprares o livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

FILMES || Hidden Figures


É dos poucos filmes na corrida ao Óscar que eu tinha curiosidade para assistir. Aliás, eu queria ler o livro em primeiro lugar, mas o desejo de conhecer a história foi tão grande que me permiti a assistir ao filme primeiro.

Hidden Figures decorre no climax da corrida espacial travada entre os Estados Unidos e a União Soviética, durante a Guerra Fria. Numa época em que o espaço ainda era uma incógnita maior do que a actualidade, colocar um homem no espaço era determinante para ditar as regras do futuro. E todos os segundos contavam.
É aqui que uma equipa de especialistas feminina entra e torna-se determinante para que uma das maiores operações tecnológicas na História da NASA aconteça. As suas capacidades extraordinárias e geniais na matemática, física e engenharia provaram que, sem elas, os Estados Unidos teriam perdido a corrida. E o que as torna ainda mais especiais, além de serem mulheres num mundo de homens? São mulheres negras.



O filme retrata muito bem estes dois detalhes; o preconceito para com mulheres e para com pessoas de cor ainda era evidente e, mesmo tratando-se de mentes brilhantes, Dorothy, Katherine e Mary tiveram de lutar muito para conquistar uma posição na NASA e para garantir os seus direitos - desde uma mera casa de banho, à entrada numa Faculdade exclusiva para brancos -. São, portanto, rostos pioneiros numa série de vitórias sociais.


Apesar do tema bastante sério - e urgente, uma vez que, especialmente nos Estados Unidos, ainda existe um racismo visceral e arcaico - o filme é muito agradável de se assistir e com uma fórmula leve e de humor estratégico. É impossível não sentir empatia pelas protagonistas e retirar daqui não só lições valiosas sobre a luta pelos direitos humanos como também o valor da amizade, do apoio incondicional da família, da importância que é termos quem amamos como nosso pilar e de que jamais devemos diminuir quem nós somos e as nossas capacidades. 

É um filme inspirador, com muita matemática, muita NASA - que adoro! - e muito bom humor. Prometo ler o livro porque quero saber mais sobre estas mulheres inspiradoras. Elas são a prova de que não há limites para o conhecimento, para a aprendizagem, para a luta e para a coragem.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

FRIENDS || A Karol está certa!

Podia simplesmente partilhar convosco este vídeo da Karol no separador de vídeos ou mesmo nos favoritos do mês, mas não podia deixar de, também eu, fazer esta reflexão sobre a amizade. Como já tinha partilhado convosco no meu aniversário, este último ano que passou foi muito importante para eu rever e restaurar todas as minhas definições e laços de amizade e tem sido uma das coisas mais incríveis da minha vida.

Eu invisto o meu tempo nas minhas amizades e adoro os meus amigos, de coração. Já fui muito escaldada à conta de ser muito amiga dos outros - e por isso concordo muito com a Karol quando ela fala de certos detalhes mais negativos - mas a partir do momento em que encontrei estas pessoas incríveis com quem estreitar os meus laços, tenho sido muito mais feliz.

As lições que a Karol partilha neste vídeo têm a minha concordância a 100%. Não mudava uma palavra. E hoje eu permito-me a encontrar-me com os meus amigos sem regras e planos. Ligo para uma amiga e vamos almoçar. Mando uma mensagem a outra e vamos combinar uma tarde para actualizar a conversa que ficou no último lanche. Ligo ao meu amigo para tomarmos um café. Mando uma mensagem inesperada com um evento fantástico e vamos sem amarras. É óptimo. Permito-me a não ter de estar constantemente a falar com o pessoal ao telemóvel, permito-me a já ter outras coisas combinadas, permito-me a não deixar que ninguém me sufoque e permito-me a ficar chateada se acho que algum comportamento vai contra todos os valores que privilegio numa amizade. Permito-me a confiar que todos eles querem o meu bem e que jamais fariam algo gratuito para me magoar. Eu permito-me e é o facto de ter esses princípios bem assentes na minha cabeça que me deixa sentir-me predisposta a abrir os meus braços para a amizade.

Deixo-vos, então, as lições da Karol. Levem estas lições convosco.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

PASSAPORTE || O Porto, aos meus olhos


Durante toda a minha vida, vi sempre o Porto do lado de Gaia. O seu horizonte recortado com o Douro aos seus pés, as casinhas amontoadas. Só agora entrei no coração do Porto, que levou o meu. No Norte, sinto-me sempre em casa, não importa onde vá e o Porto recebeu-me de braços abertos, mesmo quando não percebia quando dizia "nove" com a pronúncia do Oeste.

Agora compreendo quando falam da "Escuridão do Porto", porque também a vi. Não é uma depreciação, é um facto que vem de um detalhe arquitectónico muito típico para as regiões do Norte: o uso de pedra muito acinzentada e escura, misturada com paredes coloridas, brancas ou azulejos. No horizonte e pelas ruas, a escuridão dessa pedra confere à cidade - e a tantas outras no Norte do país - aquele ambiente escuro, de sombra, sem que deixe de ser belo. Onde em Lisboa há uma luz inesgotável, no Porto existe uma sombra reconfortante.

Fizemos sempre o Porto a pé, e nem fazia sentido de outra maneira. Senti que era tudo relativamente perto e que chegávamos a todos os lugares com uma caminhada. Isso ajudou-me a sentir-me ainda mais próxima da cidade. 
A cada esquina, ficava deslumbrada com os edifícios e fachadas, com as raparigas que passavam por mim com a pronúncia dos meus primos, e com o Sol de Inverno maravilhoso que ia penetrando pelas ruas e driblando os edifícios. A zona de bares onde os edifícios e lojas antigos foram reaproveitados, mantendo na mesma os nomes "Livraria", "Farmácia" e a decoração temática fascinou-me.

Eu encontrei uma forma mais portuguesinha de receber a Ribeira. Não basta descer e ver tanto azul em meu redor; eu desci e encontrei uma Tuna. Foi assim que vi todas as pontes, que observei a minha Gaia em frente, que fixei as casas coloridas que tinha em meu redor: com música de tuna.

Mas nada foi tão belo como conseguir ouvir os sinos em qualquer ponta da cidade. Eu associo muito os sinos a detalhes de cidades pequenas ou aldeias familiares e conseguir reunir um Porto tão moderno, tão jovem, tão refrescante com uma característica tão aldeã, foi a condição perfeita para me sentir numa casa confortável. São estes pequenos detalhes que tornam as cidades mais belas, menos superficiais e mais humanas. São estes pormenores que nos fazem decidir se conseguiríamos viver numa cidade para sempre. Eu viveria no Porto para sempre, se os sinos nunca parassem de tocar. 

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

MÚSICA || Release Radar no Spotify


Reconheço que, apesar de adorar dezenas de artistas, não consigo acompanhá-los ao segundo para saber quando lançam novos trabalhos. Sou mais de ir pesquisando esporadicamente e ver se algo novo surgiu. Mais tempo que isto não tenho. E foi por isso que, quando descobri esta playlist no Spotify, levei as mãos ao céu. Porque resolveu os meus problemas.

A playlist Release Radar mostra-vos todos os lançamentos mais recentes dos artistas que gostam. A selecção é feita a partir dos artistas que ouvem e/ou das playlists que fazem... O que significa que a minha Release Radar não vai ser, em nada, igual à vossa. E isto é óptimo porque, com um toque, sei quem lançou um novo álbum, um novo single, uma nova parceria e consigo acompanhá-los muito mais religiosamente. É uma óptima opção para descobrirmos músicas novas com a certeza de que, de alguma forma, gostamos dos artistas que lá estão. A probabilidade de odiarmos as sugestões é muito mais pequena. É uma sugestão segura para quem, como eu, não vive sem música e sem descobertas. Já conheciam? São fãs da vossa playlist?

domingo, 15 de janeiro de 2017

E a minha primeira viagem de 2017 é para...


... o Porto! Uma cidade que estou há anos para conhecer! Têm sugestões para mim? Dicas? Restaurantes? Lugares imperdíveis? Conto com a vossa ajuda!

sábado, 14 de janeiro de 2017

SÉRIES || Pure Genius

Finalmente estou a encontrar séries que vão de encontro aos meus gostos e esta foi uma recomendação vencedora - obrigada Chico! 
Pure Genius é uma série extremamente ligada à medicina moderna e apresenta-nos um hospital muito futurista financiado por um filantropo jovem e milionário, onde o "impossível" não existe nos seus padrões. Em Bunker Hills - o hospital - existe a tecnologia mais avançada para determinar o diagnóstico dos pacientes, monitorizá-los, ajudar os médicos a treinar cirurgias de alto risco, fazer progressos na busca de cura para doenças e reduzir o erro humano o mais possível. Na equipa de profissionais, apenas as maiores mentes do mundo da medicina misturadas com os génios da tecnologia, que tornam toda a inovação num facto possível.

É uma espécie de Black Mirror da medicina mas absurdamente mais leve e um pouco mais irrealista em alguns detalhes. Mas ainda assim, fascinante porque, quem sabe, este não é o futuro das ciências da saúde. A mistura entre o factor humano da medicina com a inovação de aparelhos é muito curiosa e, apesar de achar que a série ganhava muito mais se tivesse um pouco mais de profundidade e os personagens fossem mais desenvolvidos, prendeu-me imediatamente pelas invenções mais simples - como a máquina 3D para treinar cirurgias - e pelas questões éticas que um projecto destes levaria, na vida real. A par de tudo isto, têm também a vertente Dr. House onde a equipa discute os sinais clínicos, diagnósticos e planos de acção.

Se são fãs de tecnologia e medicina, está recomendado. Só tem uma temporada e acredito que vai melhorar com o tempo.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

BOM GARFO || Brunch Café

 LISBOA

Girls talk e uma manhã enevoada lisboeta; o que falta para esta combinação ficar perfeita? Um óptimo brunch, claro!
Confesso que demorei imenso tempo a entrar nesta hype do brunch por... ser esquisita. Adoro o conceito do brunch - e curiosamente, o lugar onde o pratico mais é em casa - mas são raros os espaços que servem apenas brunch. O normal é diferentes espaços de restauração terem incluídos um único menu de brunch disponível (que raramente vai de encontro aos meus gostos). O Brunch Café foi a solução para os meus dilemas e foi o espaço escolhido para um pequeno-almoço tardio.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

LIVROS || O Livro do Hygge


«Para a miúda mais hygge de sempre», era o que dizia no post-it que estava colado na capa deste livro, que recebi quando cheguei do trabalho e pensava precisamente nele e em quando o iria adquirir. Vê-lo nas minhas mãos foi o ponto alto desse dia e num instante enfiei-me em mantinhas para iniciar a minha leitura.

Para quem não sabe o que significa hygge e o porquê de toda esta hype em torno deste livro, hygge,(cuja sonância parece igual ao som que eu fazia quando levava cotoveladas no estômago, durante os jogos de basquetebol) é uma forma de bem-estar quotidiana. São os pequenos prazeres do dia-a-dia que nos fazem felizes. São os momentos reconfortantes que dividimos na nossa própria companhia ou com as pessoas que amamos. Aliás, a tradução crua desta palavra dinamarquesa para o português é "Aconchego" e acho que é um bom ponto de partida para a compreensão deste estilo de vida.


O Livro do Hygge, escrito por nada mais, nada menos que o presidente do Hapiness Research Institute, Meik Wiking, desconstrói esta palavra de forma a que possamos compreender e conhecer o que é esta conduta de vida. Mas o objectivo não se centra apenas em conhecer; Meik, ao longo do livro, mostra-nos como podemos ser hygge em qualquer recanto do mundo, globalizando esta procura de aconchego e bem-estar em todos os dias do nosso quotidiano.

Tenho estado numa fase mais inclinada para literatura mais leve e inspiradora. Não que os livros com histórias estruturadas não possam ser, também, leves, mas estou a gostar, por agora, de me deixar ficar nesta leitura mais suave e de conhecer diferentes histórias e/ou formas de se estar na vida. E O Livro do Hygge é tudo de bom e tudo o que precisava, neste momento. Foi o meu primeiro livro de 2017 e estou felicíssima que o seja por ser tão inspirador, para mim.


Além da minha clara identificação por tudo o que é hygge e de todos os conselhos e definições que constam ao longo das páginas, uma das coisas que adoro neste livro é que tenha tantas referências à cultura dinamarquesa - e não faria sentido de outra forma -. Apesar do propósito ser globalizar a sensação hygge, o termo nasceu na Dinamarca e Wiking faz questão de fazer muitas referências ao quotidiano dinamarquês, aos pequenos pormenores do dia-a-dia do seu país e ainda refere alguns dos lugares de Copenhaga que ele considera mais hyggelig, sem que o livro se torne num exemplar turístico. E eu acho isso incrível porque são referências tão especiais e específicas que nunca iríamos encontrar num qualquer guia turístico da Dinamarca mas que faz parte da vida e do quotidiano de um dinamarquês (e para uma aficionada por viajar e lugares novos, como eu sou, isto é absolutamente fascinante). Faz com que conheçamos a cultura dinamarquesa numa perspectiva mais familiar e menos outsider. Detalhes desde o que gostam de fazer quando chegam a casa, quais os seus programas preferidos aos fins de semana ou até o que fazem os miúdos na época do Natal.

O livro tem referências soberbas, também, em relação à gastronomia, decoração, música e moda, sempre de uma forma completa, muito descontraída e acompanhada de uns quantos gráficos de estatística muito diferentes e interessantes. A capa é um amor absoluto e ao longo das páginas encontram inúmeras fotografias inspiradoras, com um toque muito rústico, orgânico e natural.


O Livro do Hygge foi uma leitura que me acrescentou em vários sentidos. Não só me senti mais próxima da realidade dinamarquesa como também me fascinou a existência desta palavra que sempre fez parte da minha vida e eu nunca havia encontrado uma forma de a definir. É como se as coisas ganhassem uma dimensão mais profunda e especial. Pela fase de vida que estou a viver e pelos meus próprios traços de personalidade, ler este livro foi um prazer que me inspirou e que quero recomendar a qualquer pessoa que adore beber chá numa mantinha enquanto ouve a chuva lá fora. E se acrescentariam a este cenário o som da trovoada e um cafuné da vossa pessoa amada, então este livro é obrigatório para vós.

Autor: Meik Wiking
Número de Páginas: 288
Disponível na WOOK (ao comprares o livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

DAILY || Hygge Sundays


Não é segredo nenhum que não gosto de Domingos. Não são o meu dia preferido da semana, digamos assim. Mas, curiosamente, guarda consigo uma das tradições familiares que eu mais adoro dividir com as pessoas que me completam.
Aos Domingos, à noite, quase nunca fazemos um grande jantar. Aliás, quase nunca cozinhamos jantar, aproveitamos sempre algo que já tenhamos confeccionado. Mas a grande estrela destes finais de dia de Domingo nem sequer é o jantar desenrascado e sim as torradas com chá, à lareira.
Por volta das seis da tarde, com o céu escuro lá fora, acendemos a nossa grande lareira e metemos a água a ferver. Compramos sempre pão caseiro todos os Domingos de manhã para que o possamos cortar às fatias e torrar, à tarde. Da cozinha vem sempre um cheiro a chá a ferver, pão a torrar e da sala o cheiro da lenha a arder. É uma das sensações mais acolhedoras que guardo, na minha vida.
É a única refeição em que nos permitimos ficar no sofá, em frente à lareira. Desimpedimos a mesa de apoio e colocamos o chá num bule bonito. Todos temos uma missão; um escolhe qual é a série ou filme que vamos assistir, outro está encarregado de escolher as maiores canecas que temos no loiceiro e o último traz a manteiga (a normal e a de amendoim), a compota, o queijo-creme e a nutella e muitas facas.

É sempre um momento alto quando alguém aparece com uma torre de torradas caseiras fumegantes, prontas a serem barradas. O chá é essencial. Cá em casa bebemos imenso chá, de forma inglesa - sim, metemos o leite no chá e vocês não sabem o que estão a perder -. Temos canecas gigantes, em especial, para estes Domingos. A roupa quer-se o mais lounge possível e as mantinhas são cruciais. Com o filme/série escolhido e a lareira a trazer à sala e aos nossos corações um calor apaixonante, estamos prontos para a nossa sessão de torradas.

Metemos sempre o chá e o leite primeiro, para ir arrefecendo. E aqui, é de acordo com a criatividade; uma faca para ali, uma manteiga a cruzar a mesa para acolá, e vamos barrando as torradas com as nossas delícias preferidas. Ver tudo a derreter no pão é terapêutico, admito. E não há nada mais apaziguador do que sentir a cerâmica da caneca a aquecer-me as mãos, o calor pujante da lareira a deixar as minhas maçãs do gosto rosadas e o sabor de uma torrada cheia do que eu quiser no paladar. E assim vamos ficando ao longo do Domingo, assistindo ao filme e conversando, sentido o estômago quentinho e o mundo lá fora frio e distante.

As semanas são sempre agitadas, especialmente se gostarem de ser activos e intensos como eu. Uma agenda preenchida é uma agenda feliz, para mim. Eu gosto de não parar. Mas os Domingos, para mim, são para desacelerar e ficar com quem gosto, com quem faz a minha alma ficar quentinha. São para serem saboreados devagarinho e com todos os elementos quentes (directa ou indirectamente). Aos Domingos eu desacelero e deixo o mundo fluir muito devagar, para entrar em pleno numa nova semana. E eu adoro esta tradição - que já partilho com quem amo também e que me deixa completa por poder dividi-la ao seu lado -.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

BODY TALK || Nutratopic Pro-AMP ISDIN


Há cerca de cinco anos que sei que tenho pele atópica. Foi um diagnóstico difícil de chegar porque eu nunca tive reacção cutânea quando a pele entrava em contacto com cremes com cheiro ou comuns - aliás, tenho total permissão para os usar. O que despoleta a sensibilidade da minha pele são os ambientes que me rodeiam. Por exemplo, eu nunca sofri de borbulhas ou acne, mas quando transito entre ambientes muito quentes e frios - a oscilação de temperaturas - ou lugares com muito ar condicionado e pó despertam borbulhas isoladas na cara, ou vermelhidão nas bochechas, ou até mesmo comichão no pescoço. 

Por ter esta sensibilidade ao ambiente, o meu dermatologista recomendou-me este creme que é o meu melhor amigo. É o Nutratopic Pro-AMP da ISDIN e a sua premissa é a protecção activa do sistema de defesa cutâneo, ajudando no tratamento dos sintomas associados à pele atópica e sensível. Ou seja, ajuda a minha pele a proteger-se destes ambientes e, se tiver alguma vermelhidão ou "borbulha isolada da vergonha", ajuda as minhas defesas a actuar.

O creme cumpre o que promete. É incrível. A recomendação da embalagem é que use duas vezes por dia, mas como já uso o da La Roche-Posay, combino os dois durante o dia, colocando este último de manhã antes de sair de casa, e o da ISDIN precisamente antes de me deitar, para que a minha pele esteja a ser cuidada enquanto permanece em repouso. Não uso muita quantidade, pelo que a embalagem pequenina chega-me perfeitamente, e coloco o equivalente a uma ervilha. O creme não é gorduroso, seca maravilhosamente na pele e não tem absolutamente cheiro nenhum - perfeito para as peles atópicas que sofrem dos cremes com cheiro, que são as mais típicas -. Faz até impressão a completa ausência de cheiro, mas se não gostam de cheirinhos e misturas na cara - como eu - está recomendado.

É o meu on the go. Eu adoro explorar todos os cremes com cheirinhos giros no resto do meu corpo mas, no rosto, não arrisco e apenas aposto nos produtos recomendados pelo meu dermatologista, que já conhece a minha pele melhor do que eu. E sendo eu muito preguiçosa no que toca a rotinas de cuidados (eu sei, é horrível), o La Roche-Posay e o Nutratopic Pro-AMP são os meus elementos de confiança e que sei que reagem bem com a minha pele. Se têm a mesma condição cutânea que eu, perguntem sobre este produto ao vosso dermatologista.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

VÍDEOS || Amazing Day


No dia 19 de Novembro deste ano que passou, a minha banda preferida no mundo inteiro, Coldplay, pediu aos seus fãs que gravassem e enviassem um pequeno vídeo do que estavam a fazer nesse preciso dia, para incorporar no videoclip de uma das suas músicas, Amazing Day (cujo hit estreou nos meus anos, só por curiosidade). O resultado final foi uma compilação de vídeos do dia 19 de Novembro vivido por milhares de pessoas ao longo do mundo inteiro. E isto é só o projecto mais bonito que podiam partilhar.

É a fórmula da vida. Num dia, num punhado de horas, milhares de pessoas estão a viver este mesmo dia de uma forma completamente diferente de ti. Em milhões de aspectos, escolhas, rotinas, eventos e companhias diferentes. Para ti é mais um dia de trabalho. Para alguém é o dia do seu casamento. Ou do pedido do seu casamento. É o nascimento do segundo filho. Ou os primeiros passos. É o dia em que começaram a namorar ou a data em que alguém que nos é tanto despede-se de nós. É dia de concerto ou dia de ver o pôr-do-Sol na praia com quem amamos. É dia de fazer as malas para ir rumo a um novo destino, mas para outros é um dia, cuja melhor parte vai ser quando chegarem a casa e tiverem o melhor companheiro do mundo, o seu cão, à espera. É um dia de descoberta ou simplesmente rotina. De ver montanhas ou de sentir a brisa do mar. De ir ao cinema ou ficar a tarde toda a estudar. De um jantar com amigos ou com a família.

Somos tão plurais, tão diferentes, com rotinas tão diversificadas e experiências tão contrastantes. E somos tão iguais. É um dia incrível, embora o estejamos a desfrutar de cinquenta milhões de formas diferentes. Chegamos ao final com a sensação de missão cumprida. E isto chama-se viver em pleno. E é emocionante.

O vídeo está apenas disponível na página de Facebook da banda, cliquem AQUI para assistir.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

FILMES || Rogue One - Uma História de Star Wars


A história do filme insere-se no meio da saga antiga de Star Wars, inspirada pela equipa que baptizou o filme, Rogue One.  É referido, na saga, que os planos da Death Star foram interceptados e roubados pela Rogue One, permitindo à Aliança Rebelde novas informações e esperança. Mas quem era a equipa Rogue One? Até à data, era desconhecida. Esta estreia em cinema veio dar respostas.

Bastante recheado com cenas e episódios de batalha, considerei o Rogue One um filme mais pertinente e complementar do que até a própria trilogia planeada mais recentemente. Acrescenta informação interessante a Star Wars e, se são fãs, saber novas informações sem que a história perca coerência é um presente muito valioso. Saí do cinema com esta sensação; não existem incongruências, as perguntas anteriormente feitas pelas fãs estão ali respondidas e este filme poderia, perfeitamente, encaixar-se na saga antiga.

Vão poder matar saudades de tudo; das criaturas mais insólitas misturadas com humanos e robots inteligentes, humor estrategicamente bem colocado, heróis que nos fascinam, sabres de luz, aquela respiração lendária do (meu queridíssimo) Darth Vader e o clássico de luta do bem contra o mal, como já fomos habituados. Tudo isto premiado com bons efeitos especiais - o que torna a experiência cada vez mais incrível -.

Não é um filme que recomendo se nunca viram a saga, porque não vão perceber nada, mas se estão por dentro, acredito que vão adorar. Posso confessar uma coisa? Pelo contexto da actualidade (quem já viu o filme vai perceber ao que me estou a referir) e pelo ano de lançamento do filme, achei incrível e muito especial a forma como conseguiram atribuir a última cena a um personagem muito acarinhado e a última deixa, que fez a sala de cinema inteira ficar em suspenso durante uns minutos após o fim do filme. Oh, tecnologia...

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

BOM GARFO || Restaurante Chefe Cordeiro


 LISBOA

Há muito que salivávamos para os pratos do Chefe Cordeiro mas o tempo e oportunidades iam-nos escapando. Até ao dia! 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

LIVROS || Bloom


Adoro quando um livro vai completamente ao encontro das minhas expectativas. Quando a capa, a paginação e cada conteúdo supera tudo o que imaginei. Foi assim que me senti quando comecei a ler Bloom, de Estée Lalonde. Para quem a desconhece, Estée é uma Youtuber e Blogger que me inspira imenso pela forma como vê a vida, em todos os detalhes. Na verdade, identifico-me bastante com ela. E Bloom é a sua estreia no mundo literário.

Falando na parte técnica, é sem dúvida um livro apelativo ao olhar e muito intemporal. Eu tenho a edição de capa dura (adoro) e tem duas texturas, sendo que o título tem revestimento a tecido. As cores em pastel combinam entre si, não só na capa como ao longo de todo o livro, que está dividido por temas e, cada um tem representada uma cor em pastel muito suave - quase imperceptível - que ajuda na transição entre assuntos mas que não incomoda a leitura. O livro tem uma harmonia enorme entre as fotografias maravilhosas e inspiradoras, que Estée escolheu, e o próprio texto.


E Bloom é Estée em todo o seu esplendor. É um livro muito biográfico onde conhecemos um pouco melhor quem é a pessoa por detrás do seu canal e onde fala profundamente sobre si. No entanto, nenhum assunto existe sem propósito e sinto que não erro quando refiro que qualquer pessoa poderia ler Bloom mesmo sem conhecer Estée, porque toda a sua essência vive nas páginas do seu livro e qualquer pessoa que termina o livro sai com a sensação de que conheceu uma amiga. 
A Youtuber escreve sobre a sua vida com o propósito de chegar a conclusões e lições que quer partilhar com os seus leitores. A sua infância, a sua relação com a família e com amigos, os seus problemas com a imagem corporal, a forma como lidou com a depressão e como lida com a ansiedade têm o objectivo de dividir connosco todos o rescaldos positivos que retirou dessas experiências.




Mas Bloom é, acima de tudo, um livro sobre crescer com pensamentos positivos e ter um pensamento leve. Bloom fala sobre temas sérios como a depressão, a ansiedade, o primeiro trabalho, arranjar a primeira casa, obesidade (...) mas sempre com uma conclusão muito positiva e intercalado com temas bonitos e leves que nos fazem sorrir, como a sua história de amor com Aslan (e a carta de amor que lhe escreveu, lindíssima), páginas dedicadas a cada viagem que fez (que capítulo maravilhoso, quem ama viagens vai adorar), decoração de casa e dividi-la com quem amamos, moda e beleza e ainda um capítulo dedicado à comida.



Bloom é tudo de bom e conseguimos ler de uma forma fluída e muito agradável. Como se estivéssemos no café com Estée. Foi dos poucos livros em 2016 que não consegui parar de ler e que me inspirou em todos os sentidos. Foi um livro que me enriqueceu, que me fez pensar, que me fez rir e sorrir, que me fez fazer muitos "aww" para as histórias que ela partilha sobre o seu amor por Aslan. O inglês é completamente acessível e só posso aplaudir de pé a Estée por ter feito um trabalho fantástico. Se alguma vez escrevesse um livro, seria um irmão de Bloom.

Autora: Estée Lalonde
Número de Páginas: 255
Disponível na WOOK (ao comprares o livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)