sábado, 31 de dezembro de 2016

2016 || Retrospectiva


Festejei a chegada de 2016 com os fogos de artifício de Lisboa e com o seu abraço e beijo apaixonado. Os meus olhos brilhantes, felizes de um 2015 tão incrível, expectantes de tudo o que 2016 podia oferecer... E 2016 foi extraordinário, mas nem por um segundo deixou de ser desafiante e exigente.

2016 foi um ano em que aprendi a maior lição de todas: as boas notícias estão sempre ao virar da esquina. Isto porque os desafios de 2016 não foram fáceis e eu descobri em mim uma coragem que eu jurava a pés juntos não ter. Fui levada ao limite em diversas situações e a minha ansiedade não perdoou, a tal ponto, que experimentei, pela primeira vez na vida, um ataque de pânico em público, em pleno Marquês de Pombal. Tive as mãos a tremer numa sala de espera de centro de saúde. E cheguei a casa lavada em lágrimas.

Difícil, cortante, mas que consegui sempre superar respirando fundo, fechando os olhos e pensando positivo. E as boas notícias foram aparecendo a cada obstáculo que ultrapassava com confiança em mim. Sinceramente, olho para trás e ainda me pergunto como consegui estar, em determinadas fases deste ano, com tanta presença de espírito, com tanta Inês para dar, com tantos sorrisos. Estou tão orgulhosa de mim.

Mas 2016 foi incrível. Significou a conclusão do meu projecto de investigação em modo MasterChef, que mostrou uma faceta minha culinária que, até então, eu desconhecia. Significou a conclusão das minhas Unidades Curriculares mesmo à porta de um Carnaval tão divertido!

Neste ano, entrei a pés juntos no meu estágio curricular para descobrir, num balde de água fria, que aquela área não era a minha vocação. Foi muito duro, mas o rescaldo deste estágio é muito especial. Sem ele eu não tinha conhecido a Joana, a miúda mais girl power que conheço, que mais admiro, que mais conquistas faz, que mais conselhos sensatos me dá. Não tinha conhecido a Mariana, a Joana, o Júnior, o Luís, que foram tão especiais durante esta etapa (e gosto tanto de vocês!). E a minha equipa, incrível, que me respeitava, que me integrava, que me fazia sorrir todas as manhãs. Impossível esquecer a minha querida Fernanda, a primeira cara de todas as manhãs, a minha grande Josefina, com quem dividia gargalhadas ao pequeno-almoço. O meu inesquecível César. Nunca mais me esqueço que, no pior dia do meu estágio, o César preparou um semi-frio só para mim. Foi uma etapa que me fez crescer como nada antes tinha feito e que me fez evoluir como pessoa e profissional de uma maneira exponencial. Foi inesquecível, pela experiência e pelas pessoas.

Em Fevereiro, celebrámos o nosso primeiro aniversário de namoro e foi absolutamente marcante. Pelo passeio que fizemos a conversar, pelo jantar tão divertido, por tudo o que partilhámos. Em Abril, a nossa primeira viagem juntos, para Málaga e Ronda. Uma viagem que jamais esquecerei porque descobrimos como éramos em modo turista; e foi tão bom. Complementámo-nos tão bem. Jamais esquecerei a nossa aventura da pizza no hotel, os ursinhos goma com chocolate, as paisagens incríveis que dividimos juntos, sem birras, amuos, discussões ou discordâncias. 

Em Maio, a ficha caiu-me; eu era mesmo Finalista e estava a viver os meus últimos momentos de praxe. Baptizei a capa do Rui (acho que ainda hoje a sua capa não está seca) e desmanchei-me em lágrimas. Chorei baba e ranho no meu discurso de baptismo, dividi lágrimas com a Vanessa quando lemos juntas a Fita que ela me escreveu, não consegui conter o choro quando a Jé me fez um agradecimento especial no seu último discurso como Presidente e emocionei-me profundamente quando cantámos a música preferida de um dos trajados que, infelizmente este ano, disse adeus ao mundo (sentimos todos a tua falta, Wanderson). A noite estava com um céu limpo e quente, mas quando começámos a cantar a música para ele, começou a chover e senti que a minha voz não se conseguia ouvir com tamanha emoção. Foi arrepiante, foi lindo, foi emocionante.

Foi também este mês que vivi a emoção das Fitas, de as receber e escrever, de ver pessoas que não têm grande faceta de dedicatórias, empenharem-se em deixarem-me mensagens bonitas, só para mim. Foi o mês em que vos agradeci por terem escrito nas minhas duas Fitas (e agradeço aqui também, mais uma vez). A Bênção. O dia em que agitei a minha Pasta bem lá no alto e mostrei à minha família o lugar que fez parte da minha rotina nos últimos quatro anos - a minha Universidade. Foi o dia em que a Vanessa perdeu a manhã inteira do seu aniversário só para dividir aquele momento comigo (porque sabemos que é muito especial). O dia em que a Joana veio do Algarve para me dar um abraço. O dia em que a Ervilha veio a correr de um exame para vestir o traje, só para estar ali a dividir tudo. Em que o Rui, simples caloiro, veio ver como se festeja o Fim da Universidade à grande. O dia em que a minha tia agarrou nas suas raízes académicas de Coimbra e fez o Grito Académico comigo. O dia em que o Diogo veio a correr da sua saída de campo para poder dividir este momento especial comigo. Gratidão foi a palavra chave do último dia em que vesti o meu traje académico.

Licenciei-me e tive as minhas merecidas férias... Em Cuba. Fiz uma viagem que há muito sonhava e relaxei por Varadero, desbravei Havana, explorei Santa Clara, Trinidad e Cienfuegos. Foi uma das viagens mais especiais da minha vida e é um privilégio poder ter na minha memória momentos tão especiais e coloridos deste destino. 

Em 2016 ele cortou os nossos laços pensando que estava a fazer a coisa certa para eu seguir um sonho. Julgou que só cortando abruptamente como o fez é que eu não hesitaria em agarrar aquela oportunidade, e que não queria prender-me. Não queria que eu não tivesse o melhor que a vida me oferecesse. Não queria um amor egoísta. Apenas errou num pequeno detalhe: aquele sonho não era o meu sonho e, embora todos pensassem que era o que eu quereria, eu não desejava aquilo. Não era, nem nunca foi, a minha vontade. E sofremos estupidamente a ausência um do outro. Em 2016 eu descobri que me amo, mas descobri também que o amo de uma forma que nunca amei outra pessoa. E que sem ele a vida faz-se de uma forma incrível, mas ao seu lado ter um sabor mais completo, mais bonito, mais incrível. E em 2016 ele também compreendeu isso e percebemos que, neste momento, nesta nossa fase da vida, nesta nossa etapa, somos o par um do outro. E que, separados, sofremos mais e evoluímos menos do que com o apoio um do outro. Este ano eu aprendi o que é alguém sofrer julgando que te está a dar asas, aprendi o que é um amor altruísta e aprendi que tenho, do meu lado, alguém que só me deseja o melhor e que faz tripas coração por mim. Que me ama incondicionalmente e que só quer ver-me feliz. E agora que ele sabe o meu sonho, apoia-me de coração inteiro e sinto-me amparada para ser mais e melhor. Caminho em direcção ao que quero e é um alívio, para os dois, sabermos que podemos caminhar juntos.

Neste Verão, marquei a minha primeira viagem de aniversário e cumpri um sonho inexplicável. Vi o nascer do Sol rumo a Madrid e vivi um fim-de-semana com tudo o que merecia: calma, gargalhadas, cultura, passeios, compras e experiências gastronómicas. Madrid ficará para sempre gravado no meu coração pelos 22 anos e pelo "soprar das velas" num donut. Foi maravilhoso, tal e qual idealizava.

Inesperadamente, não foi em 2016 que iniciei a minha aventura pela Ordem, mas estou grata por isso. Contactei, a 100%, com o mercado de trabalho e conheci colegas incríveis, ambientes saudáveis e o gosto de ter um primeiro ordenado. Pude comprar as prendas de Natal para as minhas pessoas. Inscrevi-me num ginásio com um instrutor incrível que puxa por mim para ser uma atleta melhor, mais completa. Comprei um carro. Esta ainda estou a processar.

Em 2016 eu fui posta à prova, muitas e muitas vezes, mas também foi muito recompensada com momentos de vida incríveis. Vivi experiências que só me fazem sentir uma privilegiada. Conheci pessoas maravilhosas que me fizeram crescer por dentro. Estreitei laços com os meus amigos de sempre, que nunca me falham, que estão sempre lá, que me fazem sorrir tanto. Senti todo o amor da minha família, que me apoia sempre e toma, inevitavelmente, as minhas dores. Conclui uma etapa académica importante e redesenhei os meus planos profissionais. Comecei a construir o meu futuro. Descobri o amor da minha vida. E expressei a minha evolução em todos os sentidos - pessoais, profissionais, na forma de vestir, escrever, escolher os livros e os artistas. Em 2016 eu fui mais Inês que nunca, eu fui mais corajosa do que nunca, eu amei mais do que nunca, eu cresci mais do que nunca. Sinto-me cada vez mais adulta, mais incerta, mais vivida. E superei-me em todas as adversidades. Termino 2016 com o pensamento "Caraças, Inês. Tu pudeste tudo. E podes ainda mais".

Por fim, só vos quero desejar o melhor do melhor para 2017. Que os vossos sonhos se realizem neste ano que está à porta ou que, pelo menos, tenham o arranque necessário para, um dia, se realizarem.

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2016 || TOP16 Aleatório


Posso partilhar algo convosco? Este é o meu TOP preferido de fazer. Porque não tem regras ou limites, sabem? Pode ser sobre o que eu quiser e desejar escrever. Este é um TOP que pode ir desde aquele objecto que nunca me faltou no dia-a-dia, até um que me marcou, num só segundo, pelo ano inteiro. Pode ir desde a aplicação mais útil à peça de roupa mais confortável. Este TOP é uma tela em branco que adoro pintar, no final de cada ano. Prontos para a minha selecção?

Top organizado por ordem alfabética - clica nos subtítulos para teres acesso a uma imagem/publicação dedicada

Foi a minha companheira verdinha durante todo este ano e foi o meu disco externo. Lá, registei tudo, desde ideias para o blogue às datas das minhas últimas frequências, desde encontros muito ansiados até datas limite de entregas de trabalhos. Se não estava escrito na minha agenda, a memória eliminava, de todo, o evento. Já não vivo sem anotar todos os meus compromissos e ideias e a agenda foi prática e positiva com as suas mensagens queridas e inspiradoras no canto das páginas, que me faziam sempre sorrir ao olhar para uma nova semana.

Pelo meu aniversário, recebi este casaco e, finalmente, entrei na tendência dos casacos-roupão. E A-DO-RO! É dos melhores casacos que tenho na minha arara. Quentinho, aconhegante, comprido e trendy, faz as minhas delícias no Inverno, dado a sensação de que continuo dentro de um pijama, sem comprometer o bom gosto. Sem que saio com ele à rua, as minhas pessoas invejam-se pelo meu conforto e por ter um corte tão bonito. É o melhor dos dois mundos e já não consigo largá-lo. Especialmente quando combinado com a minha mala rosa da Parfois. Sinto que consigo conquistar o mundo!

Sendo uma miúda tão ligada à música, era impossível não partilhar aqui o meu álbum de 2016. O regresso tão amado da minha doce Yuna, com uma música mais inesquecível que a outra, que me fez tanta companhia nos momentos mais diversificados e cujas letras são sempre tão bem pensadas. Este foi o álbum que mais me fez sorrir, em 2016.

Este ano rendemo-nos, cá em casa, às maravilhas do mundo Dolce Gusto. Só tínhamos a máquina da Nespresso e eu não lhe dava qualquer tipo de uso, porque não bebo café. Foi com a chegada da Dulce Gusto que vivi o mundo das cápsulas e dos mil e um sabores. E foi genial.
É maravilhoso poder tirar um chocolate quente maravilhoso para me aconchegar na sala a ver um filme, ou beber um chococcino caramel, ou - no Verão - encher uma jar com nestea de limão e ficar à varanda a ler um livro. Foi das melhores compras que podíamos ter feito.

Este esfoliante é tudo de bom no planeta. É aquilo a que não me recuso quando quero dedicar uns minutos a cuidar de mim. Tem um cheirinho guloso, uma textura de geleia e os resultados são quase imediatos. Assim que enxaguo a pele, após a aplicação, sinto-a instantaneamente mais macia. Gosto imenso de aplicar um dia antes da depilação, para eliminar as peles mortas e de passar no rosto para regular a oleosidade. Sinto a pele mais saudável e bem cuidada, com um cheirinho quase terapêutico. 

Muito recente, sim, mas imperativo de aqui figurar. O meu primeiro carro, é o carro dos meus sonhos e comprado por mim - o que não me podia deixar mais orgulhosa. Foi um marco na minha independência e responsabilidade, mas há muito necessitado. Quem me conhece sabe que adoro mudanças automáticas e, a presença deste detalhe neste carro é um grande plus. Além disso, é absolutamente lindo na sua cor original e dá-me um enorme jeito para as minhas rotinas e afazeres. Quero que sejamos casados durante muitos anos Este carro é tão Inês!

As minhas amadas Fitas de Finalista, que com tanto prazer dei a pessoas tão especiais e com igual prazer as recebi de volta e li. Sobre elas, ouvi dizer uma infinidade de coisas, entre as quais que as Fitas eram uma perda de tempo. Que ninguém tem paciência para as escrever e que, por isso, apenas se baseiam em dedicatórias cliché, que as pessoas recebem mas nunca devolvem, que nós (os próprios detentores das Fitas) não temos pachorra para ler todas as mensagens.
Para mim, tudo isto foi puro mito urbano. Escolhi a dedo as pessoas a quem queria entregar uma Fita (até a vocês eu quis ver na minha Pasta!) e fiquei verdadeiramente emocionada com a dedicação com que as minhas pessoas depositaram naquele pedaço de tecido verde/amarelo. As mensagens foram pensadas ao detalhe e não podiam ser para outra pessoa que não eu. E tive a delícia e orgulho de ler cada uma - mais do que uma vez - sem impaciência alguma mas com uma centena de lágrimas no rosto. Não tive de infernizar ninguém para que me devolvesse a Fita a tempo e estavam todos tão empenhados para que eu as recebesse que muitos fizeram questão de a enviar por correio express ou de ir de propósito a Torres só para eu as ter na Pasta a tempo da Benção. Nelas eu tenho votos adoráveis, confissões emocionantes, desenhos deliciosos, recortes e fotografias inesquecíveis e mensagens inigualáveis. São as melhores Fitas do mundo, porque nelas estão as melhores pessoas do mundo.

No final do Verão, comecei este projecto promissor, através de um DIY: o 5 Year Journal. Consistia num caderno com uma pergunta para cada dia do ano que eu teria de responder durante 5 anos e avaliar a evolução (ou não) das minhas respostas ao longo do tempo. Foi um projecto que me empenhei de alma e coração e que se mantém nos dias de hoje, entusiasmante. Tenho sempre o meu caderninho na mesa de cabeceira e é a última coisa que faço antes de me deitar. Fico sempre curiosa com a pergunta do dia e a melhor parte é que tenho perguntas mais complexas e profundas intercaladas com outras mais simples, o que faz com que não se torne tão cansativo ou enjoativo. Espero que, daqui a 5 anos, continue tão entusiasmada como estou, neste momento. E fiquei tão contente por ver que tantos de vocês aderiram ao projecto, também!

| IPHONE 6S
Em 2016 troquei o meu iPhone 6 plus pelo iPhone 6s de tamanho normal. Não foi um capricho nem uma decisão que quisesse ter tomado, mas sim porque no penúltimo dia de 2015 fui roubada. A minha sorte foi ter feito um seguro para o telemóvel e, portanto, a troca não fez a minha carteira derramar lágrimas e sempre pude avaliar a evolução do iPhone. So far, so good e não gostaria de, tão cedo, regressar aos androids. Descobri o smartphone que melhor se adapta às minhas características e à minha intuição e, embora seja caro, faz-me completamente feliz e satisfeita por manter a qualidade e eficiência ao fim de um ano de utilização exaustiva. Foi essencial.

Um dos items mais especiais de 2016. Eu admiro muito os homens que oferecem jóias às mulheres que amam porque uma jóia é um ramo de flores que dura para sempre. Que acompanha a mulher, não importa o quanto ela cresça e evolua (a nível pessoal e na sua expressão de vestir). E fiquei muito emocionada quando recebi uma jóia da Pandora como prenda de aniversário dele, uma peça que ele escolheu a dedo e com um milhão de significados, tal e qual a marca privilegia. Adoro usá-la, sinto-me bonita, sinto-me mulher, sinto-me especial. Não é esse o propósito de uma jóia? Está a cumpri-lo na perfeição.

Em 2016, fiz a descoberta da minha Youtuber preferida de todo o sempre: a Karol Pinheiro. É a Youtuber com que mais me identifico e que mais adoro. É tão genuína e espontânea em frente à câmara, naquele ambiente de conversa de amigas, nas suas gargalhadas tão contagiantes, nas suas temáticas tão sinceras. E eu concordo com tantas das coisas que ela fala e acredita, que me sinto muito próxima a ver os seus vídeos, como se estivesse no café com uma amiga, sabem? É a única Youtuber que já vi tooooodos os vídeos e que não perco nenhum (nem mesmo os vlogs). Acho que a minha clara preferência pela Karol jamais será ultrapassado por nenhuma Youtuber. 2016 já valeu a pena só por a ter desencantado. E se isto não chega, vejam o cãozinho dela, o Cookie, e depois conversamos.

Foi uma das malas mais arriscadas que já comprei (perceberiam isso se vissem o meu armário) mas não me arrependo nem por um segundo. Escolhi-a cor-de-rosa, um verdadeiro amor, mas uma cor que pode limitar a sua conjugação com muitos coordenados. Felizmente, temos casado bem, tanto no Verão - quando a adquiri - e adorava ver o meu bronze a combinar com a delicadeza da cor - como no Inverno, que conversa tão bem com tons neutros como o cinzento, branco e preto. É enorme, espaçosa e com uma mensagem adorável "Do What You Love". Chovem elogios quando a levo a ver a luz do dia e sinto-me incrível com ela a meu lado. A queridinha de 2016.

| MALA ROSA
Não, a mala não é nova. Aliás, a mala já conta com 5 anos sob as rodas. Mas foi um dos elementos chave de 2016, por todas as viagens que representou. Foi na bagageira do carro enquanto partíamos à aventura para Málaga e Ronda, foi sossegadinha no porão enquanto seguíamos para as águas paradisíacas de Cuba e guardou o meu coordenado de aniversário na nossa visita a Madrid. No tamanho certo, eu e a Mala Rosa já somos velhas amigas; eu já sei todas as suas manhas e ela as minhas. Eu arrumo a minha roupa - seja de que estação for - naquela mala de olhos fechados e sei quais os seus limites. No seu rosa vivo e de destaque em qualquer aeroporto - que faz qualquer turista ficar a olhar para mim - é uma vencedora por ter quatro rodas e poupar-me os braços e um conforto na hora de a desencantar na passadeira rolante.

Foi o meu calçado preferido de 2016. Usei e abusei das minhas sapatilhas incríveis e tããão giras. Aquilo que eu mais adoro nelas é que sejam tão low-profile à frente, num branco sóbrio e num design sem exageros, e que tenha, no calcanhar, os brilhantes que a fazem destacar. Num ano com um enjoo de Stan Smiths verdes, eu quis brilhar nas ruas e consegui conjugar estas amigas em quase todos os meus coordenados. E são tão confortáveis que foram o meu par de eleição para explorar as ruas quentes de Cuba. Melhor decisão!

Sim, uma aplicação! Era inevitável, tendo em conta que sou uma pessoa tão nostálgica e que adora rever momentos, fotografias ou simples detalhes do quotidiano. Coisas obsoletas como quais eram os meus pensamentos deste mesmo dia há um ano, divertem-me. E o Timehop foi exímio a cumprir os meus desejos, fazendo-me rever as fotografias memoráveis que tirei para o Instagram, os tweets vulgares que partilhei convosco, os estados no Facebook há muito esquecidos, entre outros. É a aplicação que eu gosto de abrir todas as manhãs e que desperta em mim um sorriso de saudades ou risos entretidos.

Não resisti em trazer esta loção, na minha viagem para Cuba, e desde então eu adoro-a. Em primeiro lugar, a embalagem, na forma de bisnaga, que dá tanto jeito e que a torna tão diferente. E este rosa sensacional? Incrível.
É bastante hidratante e o cheiro, apesar de ser fresco, é muito inclinado para fragrâncias masculinas. Se são fãs de perfumes de homem, acredito que consigam gostar deste cheirinho, por ser muito distanciado dos aromas femininos e doces.

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

XMAS VEGGIE CHALLENGE || Rissóis de Cogumelos e Anéis de Cebola

Quando a Nádia me convidou para este desafio, eu soube imediatamente quais as receitas que queria experimentar. Aliás, uma delas já é tradição familiar para entradinhas e refeições despreocupadas, mas achei que vocês também iriam gostar de ficar com a receita, portanto, decidi partilhá-la com vocês.

Antes de partir para os pormenores mais técnicos e meter as mãos na massa, tenho de admitir que foi mais divertido do que pensava e que me saí melhor do que estava à espera. Como os meus leitores mais assíduos sabem, eu não temo mão de cozinha, eu queimo tudo, eu não acerto e nunca nada fica como nos livros de receitas. Sou um desgosto a cozinhar e uma esquisita a comer. Mas, para este desafio, tudo saiu bem à primeira, portanto, posso dizer-vos que estou muito orgulhosa do meu feito. Mas tenho de admitir que contei com a ajuda de umas mãozinhas muito especiais... As do João! E este detalhe vem mesmo a propósito de vos referir que as minhas duas sugestões de receitas permitem precisamente isso: a participação das crianças, por envolver passos em que elas podem ajudar sem comprometerem a sua segurança (queimarem-se ou cortarem-se). Isso permite que elas se divirtam convosco, que participem nas rotinas familiares e que também ganhem uma familiaridade com os alimentos ainda no seu estado cru (sabiam que este é um dos truques para não existirem esquisitinhos como eu?)

As minhas receitas foram escolhidas a partir de um livro de receitas chamado "40 Receitas Saudáveis e Sustentáveis" e pertence à Eurest Portugal. O livro foi-me oferecido durante o meu percurso de estágio e é espantoso, dividido em três capítulos: um em que as refeições têm como elemento principal as leguminosas, Choose Beans, outro com refeições vegetarianas, Choose Veg, e outro com o aproveitamento integral dos alimentos (como cascas, por exemplo).

E as receitas? Perguntam vocês. Hoje apresento-vos Rissóis de Cogumelos e Anéis de Cebola. E a vantagem de isto ser em blogue é que não têm de escrever tudo à pressa como na televisão, em que os ingredientes passam durante um minuto!

Rissóis de Cogumelos (4 doses)
Para a Massa
| ÁGUA - 500 ml
| MANTEIGA - 100 g
| FARINHA DE TRIGO SEM FERMENTO - 500 g
| LIMÃO - 1 unidade
| SAL - q.b.

Para o Recheio
| ALHO FRANCÊS - 165 g
| COGUMELOS FRESCOS - 200 g
| MANTEIGA - 40 g
| FARINHA SEM FERMENTO - 40 g
| LEITE DE SOJA - 300 ml
| PIMENTA - q.b.
| NOZ MOSCADA - q.b.
| PÃO RALADO - 125 g
| ÓLEO PARA FRITAR - q.b.
| AZEITE - q.b.

Alergénios: Glúten; Soja

Massa
Num tacho, coloquem a água, manteiga e duas cascas de limão. Temperem tudo com sal e deixem ferver. Quando estiver no ponto de fervura, juntem a farinha toda de uma só vez. Comecem a mexer muito bem até que consigam descolar a massa do fundo. Por fim, polvilhem na bancada uma fina camada de farinha (para que a massa não pegue) e transfiram a massa para lá. De seguida, a parte divertida! Amassem-na com as mãos até que fique sem grumos (e descarreguem a raiva do dia lá também!)

Recheio
O primeiro passo é refogar, numa frigideira, o alho francês cortado às rodelas e os cogumelos laminados, com azeite. Temperem com sal e deixem os ingredientes saltear até que percam a água. Juntem a manteiga, envolvam e, quando estiver derretida, juntem a farinha. Mexam muito bem e adicionem, aos poucos, o leite. Temperem com noz moscada, pimenta e sal a gosto. 
É muito importante que percam o vosso tempo a mexer este recheio e que não apressem a sua cozedura, para que o recheio não fique com sabor a farinha! Mexam muito bem e vão provando repetidamente até que sintam que o sabor está no ponto.

Com a ajuda de um rolo, estendam a massa e coloquem uma colher de recheio. Envolvam o recheio com a massa e, com um copo, façam o formato do rissol. Para substituir o clássico pincelar do ovo no rissol para juntarem ao pão ralado, eu fiz o processo com o leite e o resultado foi igual. E depois é só fritar!



Anéis de Cebola (4 doses)
| CEBOLA - 600 g
| FARINHA COM FERMENTO - 180 g
| SAL - q.b.
| PIMENTA PRETA - q.b.
| FARINHA MAIZENA - 30 g
| LEITE DE SOJA - 250 ml
| ÓLEO PARA FRITAR - q.b.

Alergénios: Glúten, Soja

Depois de lavadas e descascadas, cortem as cebolas em rodelas grossas e separem-nas em anéis. 
Numa taça, misturem a farinha com fermento, sal e pimenta preta e, à parte, misturem a farinha Maizena com o leite. Juntem a mistura à taça com farinha com fermento, sal e pimenta e mexam muito bem.
Por fim, mergulhem os anéis da cebola nessa massa e fritem-nos até que fiquem dourados.

E já está! O resultado final ficou assim e, como já vos disse, fiquei muito orgulhosa de ter conseguido chegar ao fim deste desafio sem queimar a minha casa. Os Rissóis de Cogumelos foram uma estreia, nunca antes tinha provado e são ideais para esquisitinhos porque o recheio está completamente oculto pela massa. Mas, a nível de sabor, não foram muito surpreendentes. Tenho um grande problema, em qualquer competição de rissóis: não há nada melhor do que os rissóis de camarão da minha avó. Nada. E, portanto, apesar de estes rissóis serem bons, eu iria inclinar-me muito mais para os de camarão, sem pensar duas vezes. Não me interpretem mal, porque são bons. Não vão encontrar sabores esquisitos nem são enjoativos. São realmente bons mas não têm um paladar forte como os de pescada e camarão e, se são fãs desses, são capazes de exigir demais destes rissóis. Mas não deixam de ser uma alternativa fantástica - e saborosa! - para umas entradinhas diferentes!

Já os Anéis de Cebola, são um clássico cá por casa. Fazemos anéis em quase todas as festinhas, entradinhas, o que for. Até quando fazemos serão de filmes em casa, preparamos uma taça de anéis. Porque são completamente rápidos de fazer e aquele preparado não dura mais do que cinco minutos. É extraordinariamente rápido e ideal para quando combinam um jantar inesperado e não sabem o que meter logo na mesa para entreter os convidados. Plus, é vegan, portanto podem fazer as barrigas dos vossos amigos vegetarianos (ou mesmo vocês, que são vegetarianos) felizes! A massa é muito estaladiça e sentem mesmo o sabor verdadeiro da cebola, é a combinação perfeita. Por aqui já não vivemos sem onion rings, especialmente uns tão fáceis de fazer. E como a cebola não é um verde, eu sou feliz a comê-la sem problema nenhum.

Penso que, enquanto Representante dos Esquisitinhos, fiz sobressair o meu ponto: é possível comer comida vegana e ser esquitinho. Com mais esforço, mais truques e mais contorno, mas podemos ser felizes e esta alternativa, embora envolva fritura, não deixa de ser uma alternativa mais saudável a muitas das entradas que optamos. Uma vez mais quero agradecer à Nádia pelo convite e espero que vocês tenham gostado e que sintam curiosidade de recrear as receitas!

Fotografias da minha autoria, por favor, não as utilizar sem autorização prévia
Tanto a listagem de ingredientes como a descrição dos passos foi transcrita e adaptada a partir do livro "40 Receitas Saudáveis e Sustentáveis" da Eurest Portugal

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

2016 || TOP16 Fotos do meu Instagram

A cada ano que passa, a fotografia ganha mais importância, para mim. Pelos momentos que eterniza. Pelos lugares e sorrisos que se tornam imortais. Pelos acontecimentos que congela. Uma fotografia é, cada vez mais no meu mundo, muito mais do que apenas uma fotografia. E todas têm uma razão de existir, uma história para contar. Todas elas guardam um acontecimento que justificou o flash e é isso que faz com que goste tanto da minha conta de Instagram; não tem nóias em relação às cores, ao que combina, à estética. Não tem harmonia de padrões ou temáticas. Simplesmente conta histórias. Mesmo as mais obsoletas, que pouco ou nada parecem dizer. Todas têm algo a dizer.

Este ano foi particularmente difícil porque visitei muitos locais incríveis para fotografar. A escolha foi muito difícil mas, como sempre, possível. Será que está aqui alguma das vossas favoritas? E já me seguem no Instagram? @innmartinsm

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

2016 || What I Got For Christmas

Vocês pediram, eu avaliei no Twitter e o resultado foi quase unânime: queriam um What I Got For Christmas. 
Estou consciente que é um tipo de publicação/vídeo polémico porque nem toda a gente encara este tema com a mesma inocência que eu. Há quem olhe para este tipo de publicações como uma exibição, como um pretexto para se gabarem. Eu, por outro lado, não tenho essa visão. Gosto de assistir pelo simples prazer de ver novos produtos, peças de roupa ou outros bens que, talvez de outra forma, não fosse descobrir. Tal e qual um haul. Só que oferecido por outras pessoas (com todo o seu amor). Uma outra razão pela qual assisto é para tirar ideias para presentes futuros. Acreditem que já tirei muitas sugestões a partir de vídeos de What I Got For Christmas/My Birthday. E portanto, sem me querer alongar mais, convido-vos a ler esta publicação com este sentido de inocência que tenho e sem outros lados do prisma. Há muito mais no Natal além dos presentes mas também é importante sermos gratos pelos miminhos pensados para nós. Afinal de contas, é também uma forma de mostrar amor.

sábado, 24 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL!


Não podia deixar de vos desejar um Feliz Natal. E de partilhar convosco uma introspeção que tenho vindo a fazer ao longo dos anos; acho de uma enorme injustiça quando dizem que o Natal é para os miúdos. Que só há magia no Natal enquanto somos pequenos. Não é verdade. As pessoas é que arruínam o espírito quando crescem por sentirem que é assim que tem de ser. Por pensarem dessa forma.

É claro que, à medida que crescemos, encaramos o Natal num outro prisma. Mas não tem necessariamente de significar que deixa de ser tão mágico como em crianças. Apenas é diferente. Diferente, mas nunca menor. Só é menor se o permitirem.

Já todos nesta comunidade sabemos que o Pai Natal não existe. Mas existem bonecos adoráveis com barbas incríveis, existem pessoas com uma pachorra de Santo que todos os dias se sentam numa cadeira gigante e aturam durante horas crianças entusiasmadas e irritantes com a sua existência. Já não temos centenas de presentes debaixo da árvore, mas quando alguém se lembra de nós e traz um miminho, a sensação é ainda mais calorosa. Já não estamos na mesa dos pequeninos, mas na mesa dos grandes há grandes farras e conversas. E nós acabamos sempre por parar na mesa dos pequeninos, mais tarde ou mais cedo, sentados numa cadeira suplente a comer uma sobremesa. Já não somos proibidos de entrar na cozinha porque podemos queimar-nos mas entramos no reboliço dos cozinhados e da aventura que é ter quatrocentos tachos, o forno ligado e a batedeira a funcionar ao mesmo tempo. E o melhor! Podemos enterrar o nosso guloso dedo em todas as massas e mistelas para provar tudo, sem represálias - quando feito no melhor secretismo -.

Já não existem cartas, catálogos de brinquedos, atenção por sermos crianças. Mas há tanto mais. Há luzes nas ruas (poucas ou muitas) que nos fascinam como se tivéssemos seis anos. Temos os filmes de sempre, que nos comovem, divertem e fascinam desde o primeiro momento. Temos as músicas, porque quem é que não sorri a ouvir a Driving Home For Christmas?

E temos a família. Grande, pequena, unida ou em riste, com muitos ou poucos miúdos, é nossa. É a nossa equipa de reuniões para comer e refilar, e é tão bom. Dividir a boa companhia que são as nossas pessoas mais imperfeitas, aquelas que conhecemos de ginjeira. É o amor de dividir um "Feliz Natal" a alguém que nos aquece muito mais o coração do que trezentas Barbies embrulhadas. É o calor de estar à mesa, que só conhecemos quando estamos deste lado. De ficar à mesa, de rir das trezentas conversas, de aceitar sempre quando alguém serve o que quer que seja, de apoiar a mão na bochecha e simplesmente dividir o momento. É o miminho da avó que traz sempre mais uma fatia de bolo, mesmo que não tenham pedido. É puro amor.

O Natal só é das crianças quando quiserem. Eu espero que, este ano, não o permitam e dividam com eles. Espero que, desse lado, hajam muitos abraços, muitos "dá cá um beijinho!". Espero que o cheiro maravilhoso que vem da cozinha vos inspire a sentar à mesa com gosto. Espero que tenham mensagens inesperadas de Feliz Natal, espero que as vossas pessoas amadas vos desejem Feliz Natal e espero que quem adoram com todo o coração vos abrace num Feliz Natal silencioso. Que o frio só se sinta lá fora e que se aqueçam por dentro com uma colherada de aletria, com uma dentada de Bolo Rei, com uma colherada daquela sobremesa tão familiar. E que os presentes sejam mais bem lembrados do que bem contados.

Eu adoro o Natal e adoro dividi-lo com a minha família. Por aqui já há tachões a fumegar e a minha avó já me visitou pelo menos três vezes desde que estou a escrever este post, para rapar tigelas de doces. E eu adoro-os. Adoro estar à mesa com eles. Adoro mandar mensagens especiais aos meus amigos, adoro ligar-lhe antes de dormir. Adoro ver filmes de Natal com o João enquanto comemos Bolo Rei de Chocolate. E sinto que, a cada ano que passa, por poder viver tudo isto com alegria, amor e saúde, a magia só se intensifica. E eu só desejo que sintam o mesmo.

A todos os leitores do Bobby Pins, eu desejo um Feliz Natal. Não é um Feliz Natal como as vossas operadoras telefónicas enviam. É um Feliz Natal como este que descrevi cá em cima. Com tudo a que têm direito. Até aquela tacinha de sobremesa a mais. O Natal é vosso.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

BOM GARFO || Penta Café

 LISBOA

Seria crime se eu não partilhasse convosco uma das minhas melhores descobertas por Lisboa, o Penta Café. Facilmente, uma excelente alternativa para os menus de fast-food, ideal para dividirem com amigos ou para os dias em que a pressa para almoçar é muita, ou já passou a hora de almoço.

O espaço está super bem localizado (pertíííssimo da Rua Augusta) e não se espantem se não encontrarem nenhum menu afixado ou carta. Na minha primeira experiência pelo Penta Café, a minha companhia deixou que eu desfrutasse do tratamento completo de estreia e veio ao nosso encontro uma empregada hiper disponível que se apresentou como "menu falante"; e é isso mesmo: é ela quem descreve todas as tostas disponíveis com a lista de ingredientes, como se estivesse a declarar-vos um poema (admiro a coragem, admito). Da mesma forma, declara-vos também os sumos disponíveis e tem ainda consigo uma gigante régua (meeeesmo gigante) onde podem escolher o comprimento da tosta. E é caso para dizer "O céu é o limite".

Não vou ser capaz de vos descrever tudo o que tinha a minha tosta (porque nem eu sei, a certa altura perdi-me no meio dos ingredientes e, sendo uma esquisita, tive de jogar pelo seguro e ser eu a dizer o que queria, sem rodeios) mas posso afirmar com toda a certeza de que estava deliciosa, bem recheada e que o comprimento que estimámos chegou perfeitamente. Eu bebi um ice tea normalíssimo mas a minha companhia experimentou um dos sumos da época, com romã, e também o aprovou. E o melhor de tudo? É bastante amigo das carteiras e o sítio ideal para dividirem uma refeição gigante com amigos.

Se as tostas não são a vossa praia e não ficaram convencidos, não vão embora já! É que, apesar de a casa ser famosa pelas ditas cujas, no interior de todo o espaço o que se sente é um aroma maravilhoso a... bolos! A casa também tem disponível uma área de pastelaria e bolos que não conseguimos provar mas que tinha um cheiro inesquecível e que me fez prometer um regresso só para os experimentar. Quem já lá foi pela doçaria, confirma: são divinais e como eu confio, deixo-vos a sugestão também.

Já lá foram?

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia


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Rua Áurea, 1100-048
Lisboa
Contacto: 912 593 776

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

2016 || TOP16 Publicações que mais gostei de escrever

2016 foi um ano em cheio para o Bobby Pins. O blogue continua a crescer e a ganhar carinho por parte de vocês, meus leitores, e isso deixa-me profundamente satisfeita e emocionada. O Bobby Pins é o meu refugio feliz (sempre será) e é extraordinário quando sei que é o vosso também. Este ano - à semelhança dos outros - não parei de escrever e, confesso, foi difícil escolher as publicações que mais gostei de fazer. Todas têm um lugar especial no meu coração.

O TOP estará organizado por ordem cronológica

"Tive a "sorte" de ter a segunda, mas até descobrir qual delas era foi um pesadelo. Desde então a minha família parou de me chamar de miúda eléctrica ou de dizer "onde se tiram as pilhas?" como diziam desde pequena."


"Não é nada do que vêem na TV. É muito mais. É muito mais movimento, música, dimensão. Não é nada do que consigam projectar na cabeça e vão ficar fascinados com a capacidade de algumas pessoas fazerem máscaras e fatos, da afluência de pessoas a cantar um refrão de uma música horrível, da boa disposição das pessoas e da experiência que é. Quando vêm uma vez, voltam. É inesquecível."


"Se a pessoa o diz com frequência, é porque frequentemente olha para vocês e pensa que vocês são o presente do céu mais incrível que já lhes aconteceu, que vocês são as melhores ou os melhores companheiros da vida e que esses pensamentos bonitos são tão grandes que transbordam e precisam de ser ditos. Para vocês. As pessoas mais bonitas do mundo da vossa pessoa. E eu acho isso lindo, eu acho isso impagável, eu acho que isso revela um conforto e uma confiança na relação inigualáveis."


"E é isso que nos faz mudar quando voltamos de viagens. A sensação de sabermos que descobrimos muito da cidade, mas desconhecemos ainda mais. E que, de certa forma, e quase involuntariamente contribuímos também para enriquecer a cidade com as nossas próprias vivências, cada vez que pisamos nela. Por mais que a visita seja curta."


"Receber abraços da minha mãe de manhã. Chá quente nas minhas mãos. Ler um livro que me entenda por inteiro. Meter as minhas playlists logo a tocar de manhã enquanto me visto. Namorar com quem namoro. Experimentar um restaurante novo. Ir a um concerto. Viagens de carro. Bolos e mensagens de aniversário. Amigos felizes. Balões. Surpresas pensadas ao detalhe para mim. Sucesso merecido. Brincar com o João."


ABRIL | A ÚLTIMA PRAXE
""A Praxe nunca acaba!" é uma das frases mais ditas a todos os caloiros e trajados. Uma das frases mais ditas por mim. Que não é por já termos o traje no corpo e a capa nos ombros que a Praxe termina. Mas a verdade é que termina. Há um adeus físico de verdade e ontem foi o meu."


ABRIL | OBRIGADA
"Eu ofereci com o coração. Vocês responderam-me com o vosso. Nunca, em tempo algum pensei que oferecer uma Fita à Blogosfera gerasse tantas mensagens bonitas, inspiradoras, emocionantes... Não esperava tanta dedicação, tanto empenho, tantas palavras só para mim... Uma falha totalmente minha, evidentemente, por já estar tantos anos por cá e ainda não perceber o "poder da caneta" por aqui."


"As minhas Fitas não se agitam só por mim; A minha capa negra não salta das mãos só pelos ombros que a carregaram. Fazem-no por todas as pessoas que fizeram de mim a Finalista que sou hoje. E que ontem estiveram lá e deixaram-me ser a pessoa mais grata do planeta. Obrigada, se os meus obrigadas não tiverem sido suficientes."


MAIO | A ELA
"A ti. Porque por muito que as princesas da Disney me tenham cativado, por muito que a Barbie tenha feito os meus olhos brilharem, por muito que possa estar grata por já me ter cruzado com tantas mulheres incríveis na vida, tu sempre foste o meu modelo. De tudo. E desde pequenina."


"Obrigada pelas condições que me proporcionaste. Obrigada por guardares contigo o meu namorado, que com muita timidez me cumprimentou na cantina com um "Olá" animado e um aperto de mão. Obrigada pelos dias de rotina sem novidades nenhumas, mas que agora eu tenho saudades e pelos dias bombásticos onde algo mega maravilhoso aconteceu. A Faculdade foram os melhores anos da minha vida e eu guardá-los-ei, para sempre, no meu coração. Com uma lagriminha e uma vontade enorme de fazer reset e viver tudo outra vez. Em Outubro de 2012 eu estava a almoçar pela primeira vez na minha cantina e pensava que quatro anos eram imenso tempo. Hoje sei que não duram nada. Até sempre."


"O curioso é que, à medida que crescemos, todos estes desejos radicais vão-se mascarando com decisões e vontades aparentemente nada radicais, mas ainda mais assustadoras. De um dia para o outro, deixamos de furar ondas gigantes, mas mergulhamos de cabeça para novos projectos e relações; os penhascos continuam lá, mas nós vamos construindo expectativas, sonhos e castelos cada vez mais altos, onde a descida nos assusta a cada golpe de olhar e o mar parece tão distante lá em baixo;"


"Eu aprendi que a nossa companhia pode ser aquilo que mais precisamos, às vezes, e que não há limites para as coisas que conseguimos fazer quando somos colocados à prova. Eu perdi-me em bairros que eu não fazia a mínima ideia que existiam, vi-me no meio de um conflito entre adeptos de duas equipas de futebol (com petardos incluídos) e tive de tentar sair dali o mais depressa possível, eu vi todos os museus que desejava, no tempo que desejava, sem me preocupar se alguém estava aborrecido, só eu e a música do meu mp3, eu passeei tanto quanto quis, comi onde quis e fiz as compras que desejei. É libertador quando aprendemos a cuidar de nós e a passar tempo de qualidade connosco."


SETEMBRO | DICAS E FACTOS SOBRE CUBA (I & II)
"Sim, existe Coca-Cola em Cuba. O mito aqui acaba."
"Porque a liberdade de expressão e a escrita estão muito longe de serem um privilégio garantido neste país e saber que pude dar a um homem a sua primeira caneta para escrever é algo que me fez sentir mais humana do que muitas das conquistas que já fiz na vida. O mesmo para as crianças. Cada vez que lhes entregávamos uma caneta, os seus olhos brilhavam, como se estivéssemos a dar barras de ouro. "

"Há certas coisas que devemos partilhar apenas com o nosso coração e que não precisamos de partilhar com mais ninguém no planeta. Que ficam cá dentro bem guardadas."


"Os meus amigos são muito especiais. Não digo isto porque está ali no dicionário dos melhores amigos. Digo porque cada um deles é extremamente único. Uns mais sensatos, outros mais intensos, uns mais ouvintes, outros mais certeiros na palavra. Todos com uma personalidade muito própria e uma identidade inimitável. E eu sou muito grata por ter cada um deles na minha vida e por, muitos deles, serem amigos entre si com todo o seu coração."
"É ainda mais especial pelo seu significado e pela sua história. Porque ele demonstrou que, mesmo sem nunca ter feito comentários sobre o que visto e uso além de sempre me elogiar com "Estás e és linda", soube perfeitamente o que gosto de usar. Soube escolher uma jóia pensando em mim e nas minhas preferências. Mas mais incrível, soube que eu gostava de Pandora sem nunca o ter partilhado. E, em Outubro, um rapaz que nunca entrou numa joalharia na sua vida inteira, entrou sozinho e foi comprar um presente pensado ao pormenor para mim e ainda teve de esperar para eu chegar da viagem para mo dar. Sem eu nunca desconfiar, sem eu nunca dar conta."

E vocês? Qual foi a vossa publicação favorita do Bobby Pins?

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

2016 || TOP16 Músicas Que Saíram em 2016


Este é, para mim, o TOP mais difícil de fazer. Por vários motivos, a começar, porque eu não oiço apenas música que saiu em 2016 e, na maior parte das vezes, as novas músicas que descubro são de outros anos. E algumas delas marcam-me de tal forma que depois tenho de fazer batota neste TOP, caso contrário, estaria a cometer um crime contra mim mesma. Felizmente, este ano, só há duas batotas! A segunda razão pelo qual é tão difícil é porque torna-se um desafio de tortura reduzir tantas músicas giras a um leque (que felizmente, todos os anos se acrescenta mais um, mas ainda assim...)

Este foi um ano de muita música, muitos lançamentos, muitas novidades. Este é um TOP16 das músicas que mais tiveram significado para mim, ao longo de 2016. Não é uma avaliação da qualidade de um álbum, do feedback dos ouvintes, não é uma relação com tabelas nem uma avaliação dos melhores hits pop do ano, até porque os lançamentos de álbuns pelos quais fiquei mais entusiasmada, certamente, não corresponderam aos vossos. Mas espero que encontrem aqui alguma música que vos inspire a terminar este ano em grande e com um sorriso!


BOM GARFO || Rocking Horse, Milão, Itália

 MILÃO

Estávamos a chegar ao final do segundo dia, em Milão, e tínhamos uma fome tremenda. Na dúvida para decidirmos onde jantar, recebemos uma sugestão de um velho amigo: "Rocking Horse. Caro, mas inesquecível".

Rocking Horse é uma pizzaria italiana que fica em corso Como e que é mesmo famosa pelas suas pizzas maravilhosas. De decoração tipicamente italiana, com a predominância da madeira e das toalhas vermelhas e brancas, a Rocking Horse ficou também conhecida por fazer uma pizza calzone que dizem ser uma pizza José Mourinho por ser - considerado por eles - a melhor calzone do mundo.

Lembro-me de ter jogado pelo seguro e ter pedido uma Funghi, mas que o meu pai arriscou nessa calzone Mourinho e saiu tremendamente satisfeito. Os empregados eram muito animados, curiosos para descobrir de onde vinham os seus clientes e o espaço estava bem cheio. Foi um jantar que não esqueci pelo tamanho absurdo das pizzas, pelo sabor divinal, pelo espaço a meia luz, pela agitação das pessoas à mesa e pela companhia. Saí do Rocking Horse agasalhada, com o vapor da minha boca a esfumar-se no ar mas com a barriguinha quente de ter vivido uma boa experiência italiana. Assim como recomendo a todos os meus amigos que vão "desbravar" Milão, a recomendação fica aqui, também, para vocês: Rocking Horse. Caro, mas inesquecível.


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Corso Como, 12, 20145
Milão
Contacto: 390 265 704 33

domingo, 18 de dezembro de 2016

DAILY || Desacelerar.


Há poucas coisas que conseguem fazer o peso dos meus dias evaporar-se. Sou uma pessoa intensa e, por consequência, encaro todas as minhas tarefas diárias com a devida seriedade e intensidade, claro. Saio do trabalho mas o peso do dia demora a deslizar dos meus ombros. Desligo mas com uma grande dose de paciência.

É fundamental encontrarmos os nossos momentos especiais que fazem o mundo desaparecer. Que fazem o mundo desfocar, passar para segundo plano. Que fazem tudo parecer mais leve, mais suave e simples. Que nos fazem sentir optimistas em qualquer situação e com energia para sermos o que quisermos fora de horas.

Alguns desses momentos, na minha vida, é sair do trabalho e vê-lo à porta, no seu sorriso de sempre, pronto para dar-me um abraço. Os seus braços sabem a casa, onde quer que esteja e os pensamentos sérios e cansativos do trabalho diluem de uma forma surreal, mas maravilhosa. Outra é tomar um banho já de noite, com água absurdamente quente e deixar-me ficar debaixo do chuveiro, de olhos fechados, sem pensar em nada. Rigorosamente nada. Sentir o vácuo invadir-me para as sensações exteriores acalmarem-me; a água quente na minha pele; o som da água a escorrer, em cadência. O cheiro do jantar que ele quis com tanto gosto preparar para mim. 

Devagar, desacelero e vou fazendo tudo muito mais lentamente. Secar o cabelo sem pressas. Vestir uma roupa confortável e abraçar-me nela. Enxugar a cara com a toalha de uma forma suave. E deixar o peso da cabeça cair no seu peito quando ele me recebe com um beijo na testa. Sinto, literalmente, que o meu coração relaxa, que as horas começam a abrandar, que tudo à minha volta ganha um ritmo agradável e relaxante. É inexplicável e, ao mesmo tempo, tão palpável de sentir.

sábado, 17 de dezembro de 2016

PASSAPORTE || CaixaForum, Madrid


Fui a única do meu grupo que referiu o Caixa Fórum, no momento de discussão sobre locais a visitar. Ninguém sabia ao certo o que era o Caixa Fórum e eu insisti para que confiassem em mim e fôssemos na direcção do mesmo.
Claro, ficaram todos espantados com o cartão de visita do museu. Até eu, que já sabia ao que vinha, fiquei deslumbrada. E porquê? Porque ao contrário da maioria dos museus, clássicos, com edifícios sumptuosos, recuperados, dramáticos, o Caixa Fórum apresenta-se de uma forma bem humilde mas com muito impacto: um jardim vertical.

É como se vissem um relvado erguer-se perante vós, um pouco na vibe do Inception. É impossível não tirarmos alguns momentos para admirar aquela imensidão de verde no meio de uma cidade tão urbana e cosmopolita. Mas o Caixa Fórum é tão bonito por dentro como por fora. Não me refiro ao edifício em si - que de piada tem só as escadas um pouco psicadélicas e o bar/restaurante no último piso - mas sim ao conteúdo no interior das salas, em especial, Van Gogh e Kandinsky.



Um outro pormenor que achei genial, foi a existência de uma galeria - misturada entre todas as outras - para crianças. A genialidade desta galeria é que não tem qualquer informação de que é direccionada para crianças e, por isso, as pessoas entram sem saberem que não se trata de uma galeria normal. Ao longo de todas as paredes existem umas quantas molduras com uns padrões e uns formatos geométricos muito únicos e teve muita piada ver os supostos connoisseurs da arte a apreciarem a moldura como se de uma pintura de Monet se tratasse... Até uma criança de dois anos chegar à tela da moldura com a sua mão e ZÁS! Arrancar um dos círculos da obra. Muito espanto, muita interjeição e choque mas... A criança fez aquilo que era suposto fazer. As telas são em íman e as molduras servem justamente para as crianças criarem a sua própria tela contemporânea, colando e descolando todos os padrões e figuras que desejarem. E isto, para mim, é a melhor iniciativa para fazer as crianças apaixonarem-se por arte: mexer, tocar, ver as cores e misturá-las, dinamizar. 


Este foi o museu mais pequenino que visitei e penso que conseguem ver todas as salas com relativa rapidez. No entanto, só as crianças têm entrada gratuita. Ainda assim, os estudantes não pagam a totalidade do preço do bilhete de adulto.

Fotografias da minha autoria, por favor, não as utilizar sem autorização prévia

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

DAILY || Árvore de Natal


Adoro o dia em que fazemos a árvore de Natal. Escolhemos sempre um feriado para que possamos aproveitar o dia em pleno para as decorações natalícias. É uma tradição que, passe o tempo que passar, eu nunca me vou cansar dela e que vou querer repetir ano após ano.

Começa sempre bem cedo, de manhã, com panquecas e o cheirinho quente a invadir toda a casa. O João, com carinha de sono e olhinhos de chinês escolhe todas as chávenas natalícias que tivermos coloca-as na mesa. Fazemos chá preto e chocolate quente, ambos em bule. Metemos a playlist de Natal nas colunas, que preenche toda a sala com um ambiente natalício.
De barrigas cheias e bigodes de leite limpos, começamos a fazer a árvore, a testar as luzes, a escolher as decorações; vamos desencantando cada um dos itens de dentro da nossa caixa gigante de Natal e dispomos pela sala enquanto cantamos os refrões, dançamos e andamos pela casa fora com gorros. É tão especial.

A nossa árvore tem flores vermelhas para recordar a minha querida avó. Ela adorava estas flores e, no Natal, decorava a casa toda com elas. Fazia faixas com estas flores, metia-as na árvore, fazia jarras. Quando entrava na sua casa, nesta época, todos os recantos tinham um ambiente avermelhado e intenso, por causa das flores. Era a sua época preferida do ano e esta foi a nossa forma de a fazer estar presente, mesmo que nunca nos esqueçamos dela. Cada vez que olho para a árvore e vejo as folhas vermelhas, lembro-me do seu sorriso a polvilhar canela no arroz doce.
No final, colocamos alguns presentes debaixo da árvore e admiramos o trabalho árduo. Servimo-nos com mais canecas de chá e chocolate quente e apreciamos o resultado final na sala. Terminamos sempre a escolher um filme de Natal para vermos juntos.



Adoro fazer a árvore por todo o aconchego que representa. Por todas as coisas boas que traz, por todos os momentos especiais que vou guardando a cada ano. É uma tradição muito familiar e que nenhum deseja fazer sem a companhia do outro. A minha árvore cheia de luzinhas é a minha perdição todos os Natais.

Fotografias da minha autoria, por favor, não as utilizar sem autorização prévia

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

EVENTOS || A Bela Adormecida - Russian Classical Ballet


Decidimos aproveitar o feriado de uma forma fantástica: ver um bailado. O escolhido foi A Bela Adormecida, interpretado pela companhia Russian Classical Ballet - que, ainda este ano, pude conhecer através da Gala que escrevi AQUI -.
A Bela Adormecida era um bailado que tinha alguma curiosidade. O contacto principal com a história foi através da Disney e foi delicioso poder observar os grandes contrastes entre as duas histórias.

O bailado foi encantador, desde os cenários ao guarda-roupa cuidado e brilhante. A maquilhagem pensada ao pormenor, as técnicas cheias de elegância ao som de Tchaikovsky, a química nas danças entre pares e a intensidade dos solos. A bailarina que interpretou Aurora foi a bailarina mais deslumbrante mas é impossível não referir que adorei que a Maléfica fosse interpretada por um homem. Absolutamente genial.

A graciosidade e potência do ballet fascina-me e fico sempre feliz por ter uma óptima companhia para comentar a história e as técnicas. E ainda mais feliz fico por saber que Torres continua a apostar neste lado da cultura, embora - à semelhança da Gala - me entristeça bastante que nem metade da plateia estivesse cheia. Não há cartaz que sobreviva ao desinteresse, com muita pena minha. Mas enquanto me for possível, estarei sempre de bilhete na mão para riscar mais um bailado da lista de curiosidades. Se procuram um bailado cheio de pas de deux ternurentos e amorosos, e querem levar os miúdos, A Bela Adormecida está recomendada!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

DESAFIOS || Christmas Veggie Challenge (para esquisitinhos também)

"Tu estás a participar num desafio vegano? Eu li bem?" Sim, querida Joana e todas as outras pessoas que leram e não tiveram coragem de comentar, leram bem! A proposta da Nádia é bastante simples: criarmos e partilharmos receitas veganas, simples e saborosas para este Natal. 
É importante referir que eu e a Nádia temos dietas (e por dieta eu refiro-me a rotina alimentar, porque é esse o termo correcto) e visões alimentares um pouco contrastantes - para não dizer muito - e, por isso, pensei muito bem antes de abraçar inteiramente este desafio.

A mensagem da Nádia é, obviamente, clara e válida: promover o veganismo, ou seja, uma forma de vegetarianismo. Mas tendo em conta o meu percurso e aprofundamento de conhecimentos académico, eu gostaria de suavizar a mensagem e dizer-vos: pelo menos experimentem o vegetarianismo. Se não como estilo de vida diário, então tentem enquadrá-lo e adaptá-lo à vossa rotina alimentar. Escolham um dia da semana para experimentar um tipo de vegetarianismo, porque há muitos e o vegan é o mais difícil de começar (uma vez mais, estou a falar pelo suporte académico que tive).

Eu decidi aceitar o convite de participar por duas razões principais: a primeira é naturalizar este estilo de vida (sem fundamentalismos porque não os apoio) unicamente pensando na saúde e deixando as questões morais e ambientais para uma outra discussão. Porque veganismo não inclui apenas a alimentação (e se são vegans e pensavam isso, eu lamento informar-vos que não são vegans). Gostaria que as pessoas olhassem cada vez mais para o veganismo (e, não importando de todo que seja abrangente, para o vegetarianismo) de uma forma menos disciplinar e mais divertida. Incutir este tipo de alimentação na vossa dieta é um abraço à vossa saúde que não vos compromete. Uma vez mais, na impossibilidade de se converterem - que é o meu caso, tenho de ser honesta - pelo menos incluam receitas na vossa rotina alimentar, como eu faço.

A segunda razão é porque sou uma esquisitinha. Vocês sabem, vocês lêem o meu blogue. Eu não olho para alimentos verdes com um sorriso, eu não seria capaz de viver sem carne, peixe e marisco e eu teria um leque alimentar muito pequeno, se me convertesse na totalidade. No máximo dos máximos, talvez conseguisse ser Ovo-Lacto-Vegetariana, e estaria a sofrer.
Por  me reconhecer como esquisitinha - e saber que existem outras pessoas como eu, imensas até - eu achei que este desafio seria estupendo para partilhar uma mensagem: é possível sermos esquisitinhos e incluirmos receitas vegans (vegetarianas em panorama geral) na nossa rotina alimentar. E eu quero ser a prova viva disso, uma vez que adoro um par de receitas bem interessantes, super possíveis de aplicar no Natal e que eu como com um sorriso nos lábios.

Tendo em conta a textura, cor e sabor - principais focos-problema de um esquisitinho - vou tentar criar e partilhar duas receitas (sim, eu é que as vou preparar, um outro desafio para mim, se são leitores assíduos no meu blogue já adivinham que sim) que eu acredito que a grande parte dos esquisitinhos pode comer, eu incluída. Sim, anti-verdes e anti-leguminosas! Eu estou a fazer este desafio a pensar em todos nós. Estamos numa época natalícia - o desafio refere isso mesmo - em que o importante é juntarmos e abraçarmos todas as nossas diferenças, sem exclusões ou julgamentos. E, por isso mesmo, eu disse um sim convicto a este desafio para abraçar todas essas diferenças. Sim, incluir a alimentação vegan na vossa rotina alimentar não é um passo difícil nem fatal e sim, os esquisitinhos também podem ser felizes e permitirem-se a pratos vegan, de vez em quando.

Sei que é um compromisso gigante e que, enquanto Representante dos Esquisitinhos, tenho um grande desafio pela frente. Mas vai ser brutalmente divertido e é por isso que vos convido a lerem a publicação que está para breve, com as minhas receitas. Espero opiniões sinceras e espero que todos os meus anti-verdes fiquem ansiosos por ver as minhas sugestões e que os convença. Não podia estar mais feliz em abraçar a minha área profissional e a minha condição alimentar na mesma publicação, por razões felizes.

Mas este não é um desafio fechado e se ficaram com a gana de se desafiarem também e tiverem receitas para partilhar, as participações são completamente bem vindas! O objectivo é a partilha e eu vou adorar ver pratos criativos e diferentes, que nunca pensei fazer e adicioná-los ao meu livrinho de receitas. Basta clicarem AQUI para terem todas as informações e ainda podem ver a lista dos bloggers participantes. E vamos ao que interessa: curiosos com as minhas sugestões?