Festejei a chegada de 2016 com os fogos de artifício de Lisboa e com o seu abraço e beijo apaixonado. Os meus olhos brilhantes, felizes de um 2015 tão incrível, expectantes de tudo o que 2016 podia oferecer... E 2016 foi extraordinário, mas nem por um segundo deixou de ser desafiante e exigente.
2016 foi um ano em que aprendi a maior lição de todas: as boas notícias estão sempre ao virar da esquina. Isto porque os desafios de 2016 não foram fáceis e eu descobri em mim uma coragem que eu jurava a pés juntos não ter. Fui levada ao limite em diversas situações e a minha ansiedade não perdoou, a tal ponto, que experimentei, pela primeira vez na vida, um ataque de pânico em público, em pleno Marquês de Pombal. Tive as mãos a tremer numa sala de espera de centro de saúde. E cheguei a casa lavada em lágrimas.
Difícil, cortante, mas que consegui sempre superar respirando fundo, fechando os olhos e pensando positivo. E as boas notícias foram aparecendo a cada obstáculo que ultrapassava com confiança em mim. Sinceramente, olho para trás e ainda me pergunto como consegui estar, em determinadas fases deste ano, com tanta presença de espírito, com tanta Inês para dar, com tantos sorrisos. Estou tão orgulhosa de mim.
Mas 2016 foi incrível. Significou a conclusão do meu projecto de investigação em modo MasterChef, que mostrou uma faceta minha culinária que, até então, eu desconhecia. Significou a conclusão das minhas Unidades Curriculares mesmo à porta de um Carnaval tão divertido!
Neste ano, entrei a pés juntos no meu estágio curricular para descobrir, num balde de água fria, que aquela área não era a minha vocação. Foi muito duro, mas o rescaldo deste estágio é muito especial. Sem ele eu não tinha conhecido a Joana, a miúda mais girl power que conheço, que mais admiro, que mais conquistas faz, que mais conselhos sensatos me dá. Não tinha conhecido a Mariana, a Joana, o Júnior, o Luís, que foram tão especiais durante esta etapa (e gosto tanto de vocês!). E a minha equipa, incrível, que me respeitava, que me integrava, que me fazia sorrir todas as manhãs. Impossível esquecer a minha querida Fernanda, a primeira cara de todas as manhãs, a minha grande Josefina, com quem dividia gargalhadas ao pequeno-almoço. O meu inesquecível César. Nunca mais me esqueço que, no pior dia do meu estágio, o César preparou um semi-frio só para mim. Foi uma etapa que me fez crescer como nada antes tinha feito e que me fez evoluir como pessoa e profissional de uma maneira exponencial. Foi inesquecível, pela experiência e pelas pessoas.
Em Fevereiro, celebrámos o nosso primeiro aniversário de namoro e foi absolutamente marcante. Pelo passeio que fizemos a conversar, pelo jantar tão divertido, por tudo o que partilhámos. Em Abril, a nossa primeira viagem juntos, para Málaga e Ronda. Uma viagem que jamais esquecerei porque descobrimos como éramos em modo turista; e foi tão bom. Complementámo-nos tão bem. Jamais esquecerei a nossa aventura da pizza no hotel, os ursinhos goma com chocolate, as paisagens incríveis que dividimos juntos, sem birras, amuos, discussões ou discordâncias.
Em Maio, a ficha caiu-me; eu era mesmo Finalista e estava a viver os meus últimos momentos de praxe. Baptizei a capa do Rui (acho que ainda hoje a sua capa não está seca) e desmanchei-me em lágrimas. Chorei baba e ranho no meu discurso de baptismo, dividi lágrimas com a Vanessa quando lemos juntas a Fita que ela me escreveu, não consegui conter o choro quando a Jé me fez um agradecimento especial no seu último discurso como Presidente e emocionei-me profundamente quando cantámos a música preferida de um dos trajados que, infelizmente este ano, disse adeus ao mundo (sentimos todos a tua falta, Wanderson). A noite estava com um céu limpo e quente, mas quando começámos a cantar a música para ele, começou a chover e senti que a minha voz não se conseguia ouvir com tamanha emoção. Foi arrepiante, foi lindo, foi emocionante.
Foi também este mês que vivi a emoção das Fitas, de as receber e escrever, de ver pessoas que não têm grande faceta de dedicatórias, empenharem-se em deixarem-me mensagens bonitas, só para mim. Foi o mês em que vos agradeci por terem escrito nas minhas duas Fitas (e agradeço aqui também, mais uma vez). A Bênção. O dia em que agitei a minha Pasta bem lá no alto e mostrei à minha família o lugar que fez parte da minha rotina nos últimos quatro anos - a minha Universidade. Foi o dia em que a Vanessa perdeu a manhã inteira do seu aniversário só para dividir aquele momento comigo (porque sabemos que é muito especial). O dia em que a Joana veio do Algarve para me dar um abraço. O dia em que a Ervilha veio a correr de um exame para vestir o traje, só para estar ali a dividir tudo. Em que o Rui, simples caloiro, veio ver como se festeja o Fim da Universidade à grande. O dia em que a minha tia agarrou nas suas raízes académicas de Coimbra e fez o Grito Académico comigo. O dia em que o Diogo veio a correr da sua saída de campo para poder dividir este momento especial comigo. Gratidão foi a palavra chave do último dia em que vesti o meu traje académico.
Licenciei-me e tive as minhas merecidas férias... Em Cuba. Fiz uma viagem que há muito sonhava e relaxei por Varadero, desbravei Havana, explorei Santa Clara, Trinidad e Cienfuegos. Foi uma das viagens mais especiais da minha vida e é um privilégio poder ter na minha memória momentos tão especiais e coloridos deste destino.
Em 2016 ele cortou os nossos laços pensando que estava a fazer a coisa certa para eu seguir um sonho. Julgou que só cortando abruptamente como o fez é que eu não hesitaria em agarrar aquela oportunidade, e que não queria prender-me. Não queria que eu não tivesse o melhor que a vida me oferecesse. Não queria um amor egoísta. Apenas errou num pequeno detalhe: aquele sonho não era o meu sonho e, embora todos pensassem que era o que eu quereria, eu não desejava aquilo. Não era, nem nunca foi, a minha vontade. E sofremos estupidamente a ausência um do outro. Em 2016 eu descobri que me amo, mas descobri também que o amo de uma forma que nunca amei outra pessoa. E que sem ele a vida faz-se de uma forma incrível, mas ao seu lado ter um sabor mais completo, mais bonito, mais incrível. E em 2016 ele também compreendeu isso e percebemos que, neste momento, nesta nossa fase da vida, nesta nossa etapa, somos o par um do outro. E que, separados, sofremos mais e evoluímos menos do que com o apoio um do outro. Este ano eu aprendi o que é alguém sofrer julgando que te está a dar asas, aprendi o que é um amor altruísta e aprendi que tenho, do meu lado, alguém que só me deseja o melhor e que faz tripas coração por mim. Que me ama incondicionalmente e que só quer ver-me feliz. E agora que ele sabe o meu sonho, apoia-me de coração inteiro e sinto-me amparada para ser mais e melhor. Caminho em direcção ao que quero e é um alívio, para os dois, sabermos que podemos caminhar juntos.
Neste Verão, marquei a minha primeira viagem de aniversário e cumpri um sonho inexplicável. Vi o nascer do Sol rumo a Madrid e vivi um fim-de-semana com tudo o que merecia: calma, gargalhadas, cultura, passeios, compras e experiências gastronómicas. Madrid ficará para sempre gravado no meu coração pelos 22 anos e pelo "soprar das velas" num donut. Foi maravilhoso, tal e qual idealizava.
Inesperadamente, não foi em 2016 que iniciei a minha aventura pela Ordem, mas estou grata por isso. Contactei, a 100%, com o mercado de trabalho e conheci colegas incríveis, ambientes saudáveis e o gosto de ter um primeiro ordenado. Pude comprar as prendas de Natal para as minhas pessoas. Inscrevi-me num ginásio com um instrutor incrível que puxa por mim para ser uma atleta melhor, mais completa. Comprei um carro. Esta ainda estou a processar.
Em 2016 eu fui posta à prova, muitas e muitas vezes, mas também foi muito recompensada com momentos de vida incríveis. Vivi experiências que só me fazem sentir uma privilegiada. Conheci pessoas maravilhosas que me fizeram crescer por dentro. Estreitei laços com os meus amigos de sempre, que nunca me falham, que estão sempre lá, que me fazem sorrir tanto. Senti todo o amor da minha família, que me apoia sempre e toma, inevitavelmente, as minhas dores. Conclui uma etapa académica importante e redesenhei os meus planos profissionais. Comecei a construir o meu futuro. Descobri o amor da minha vida. E expressei a minha evolução em todos os sentidos - pessoais, profissionais, na forma de vestir, escrever, escolher os livros e os artistas. Em 2016 eu fui mais Inês que nunca, eu fui mais corajosa do que nunca, eu amei mais do que nunca, eu cresci mais do que nunca. Sinto-me cada vez mais adulta, mais incerta, mais vivida. E superei-me em todas as adversidades. Termino 2016 com o pensamento "Caraças, Inês. Tu pudeste tudo. E podes ainda mais".
Por fim, só vos quero desejar o melhor do melhor para 2017. Que os vossos sonhos se realizem neste ano que está à porta ou que, pelo menos, tenham o arranque necessário para, um dia, se realizarem.
Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia
Por fim, só vos quero desejar o melhor do melhor para 2017. Que os vossos sonhos se realizem neste ano que está à porta ou que, pelo menos, tenham o arranque necessário para, um dia, se realizarem.
Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia















