quarta-feira, 30 de novembro de 2016


Estão preparados para os últimos Favoritos da Inês de 2016? É inacreditável que já estejamos em Dezembro, na recta final. Parece que foi ontem que fui à rua ver o fogo de artifício dar as boas vindas a 2016.
Em Outubro foram bombardeados com uns Favoritos gigantescos mas este mês, os Favoritos são mais pequenos. Equilíbrio acima de tudo! A verdade é que Novembro marcou muito mais por todos os momentos e etapas que atingi em contrabalanço a miminhos materiais. E é este tipo de Favoritos que mais gosto de escrever. Espero que gostem! Em 2017 (espero), há mais!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

FILMES || Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los + Vale a pena comprar o guião depois de ver o filme?


Parece inacreditável mas o universo mágico de Harry Potter regressou, com uma nova história, heróis e vilões frescos mas com a ternura e moral a que já estamos habituados - e que gostamos tanto! -.

Desta vez acompanhamos Newt Scamander, recém chegado a Nova Iorque com uma missão muito objectiva e especial e também com uma mala cheia de criaturas extraordinárias mas muito ameaçadas pela comunidade mágica. Numa altura em que o mundo treme com o desaparecimento de Grindelwald e Nova Iorque vive momentos de terror com aparições de um ser suspeito que amedronta não só feiticeiros como No-Maj, quão inconveniente (e fantástico) será Newt dar pelo desaparecimento de alguns dos seus monstrinhos da mala?

A premissa é esta mas, se já acompanham este mundo de J. K. Rowling, sabem que podem esperar muito mais e inúmeros volte-face. A história está inteligentemente descolada de toda a história de Harry Potter - as únicas ligações são mesmo de personagens mais antigos e, claro, de todos os feitiços, nomenclaturas, regras e lugares comuns do mundo da feitiçaria - e é genial que esta autora tenha tanta capacidade para criar mais uma história cheia de enredos e que tem potencial para ser tão boa como a de Harry Potter, sem se encostar por um segundo na saga que lhe deu tanto sucesso. 

Monstros Fantásticos é um Harry Potter para adultos. Se há alguma diferença ou distanciamento entre sagas verdadeiramente observável, é a ausência de infantilidade nesta nova história. Não me refiro a infantilidade com a conotação negativa muitas vezes atribuída mas sim porque Harry Potter sempre se caracterizou (especialmente numa fase inicial) como algo infanto-juvenil com episódios acrescidos mais pesados e que exigiam mais desenvoltura para acompanhar toda a trama e todos os significados por detrás dos comportamentos e desfechos. Mas, acima de tudo, Harry Potter era uma saga muito jovial. Tinha personagens principais novos, tinha muitos laivos de inocência, tinha muitos detalhes e pormenores que puxavam o nosso lado mais infantil. Em Monstros Fantásticos eu não encontrei isso. Sinto que é um filme já com uma certa desenvoltura, com momentos de humor muito bem pensados mas que irá agradar muito mais a malta mais velha do que os miúdos - que talvez se interessem bastante pelas criaturas mas que sinto que determinados diálogos e comportamentos acabem por lhes escapar -. Mas tranquilizem-se! As mensagens sobre o poder do amor e da amizade jamais se perdem.

Fiquei absolutamente fã e saí do cinema com a sensação de que foi um filme extremamente bem conseguido e que me dá vontade de pular já dois anos e ver o próximo. Os actores estão fenomenais (um aplauso de pé para o Eddie Redmayne que interpretou Newt de uma forma exímia com todos os seus traços e características, especialmente o evitar de contacto visual com humanos mas o preciso oposto com as suas criaturas, achei o máximo e que casa muito bem com a personalidade do personagem) e a escolha do actor para Grindelwald foi... Muito promissora. Na sala de cinema onde assisti o filme, quando filmaram o rosto do vilão, só se ouviu interjeições de espanto absoluto. Que segredo bem guardado! E as pontas soltas que todo o filme deixa para o espectador são absolutamente deliciosas.

E vale a pena comprar o guião depois de ver o filme? Para mim, valeu. Não pelos diálogos (se este guião fosse como Cursed Child eu diria de imediato que não porque as falas são 99% fieis) mas pelas descrições que J. K. Rowling escreveu. Há detalhes e informações que só conseguem saber no guião porque não há esclarecimento disso durante o filme, comportamentos e emoções que podemos saber que existem mas que no filme só podem dar a entender. Especialmente os pensamentos, que são muito difíceis de transpor na totalidade para um filme. Por esses motivos, eu acho que o guião enriquece q experiência do filme.

Monstros Fantásticos é um filme muito inteligente, na minha opinião. Com a receita certa para que todos os fãs de Harry Potter acompanhem estas novas aventuras (afinal de contas, quem não sentiu um apertozinho no coração ao ver a música de abertura?!) mas com o distanciamento certo da saga irmã para que leigos de Harry Potter descubram este universo e se apaixonem por ele. Além disso, explica muito bem as várias nomenclaturas e feitiços para que, quem não acompanhou Harry Potter, não se sinta perdido e isso é genial.
A prova do que refiro é a minha companhia, que não viu Harry Potter - nem tinha grande curiosidade - mas que achou Monstros Fantásticos espectacular e se interessou verdadeiramente para saber mais sobre este mundo. E o passo seguinte? Responder a todas as dúvidas, especialmente explicar quem é o Grindelwald e por que raio toda a gente fez "barulhinhos" quando "aquele símbolo do triângulo apareceu".

Para terminar? Quero muito um niffler. É só a criatura mais bandida e amorosa de sempre! 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

LIVROS || Fantastic Beasts and Where To Find Them - The Original Screenplay


2016 está a ser um ano incrível para fãs de Harry Potter e eu sem dúvida que me enquadro neste grupo de excitação. Jamais pensei eu que viria a escrever neste blogue sobre Harry Potter e também jamais sonharia que iria falar sobre uma prequel!!! 

Sim, leram bem o separador do título, hoje venho falar-vos do livro dos Monstros Fantásticos e não sobre o filme que já está a ser um êxito de bilheteira e que ainda não tive oportunidade de ver - mas quero muito! -. E não, também não venho falar sobre o livro Monstros Fantásticos. Confusos? Hoje venho mostrar-vos o livro do filme. O guião original do filme Monstros Fantásticos.

Achei muito curioso, durante este período recente de estreia do filme, encontrar tantas pessoas iludidas (num sentido inocente, claro) de que o filme é uma transformação do livro Monstros Fantásticos para o grande ecrã. Mas a verdade é que a história do filme não existe em nenhum livro. O livro Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los é apenas uma espécie de enciclopédia sobre todas as criaturas que vêem no filme (e outras mais) com as respectivas descrições. Não fala sobre toda a trama existente no filme.

Isto, para uma leitora ávida como sou, é um pouco difícil de digerir. Até que me ofereceram este guião (eu vou doravante chamar o livro que vos estou a apresentar de guião para que compreendam de imediato do que estou a falar, senão vai ficar muito confuso). E este não é um guião qualquer; é um guião inteiramente escrito por J. K. Rowling. Era um facto já conhecido - e o que tornou a minha vontade de ver o filme 300 vezes maior - mas a possibilidade de ter fisicamente, em livro, toda a história escrita por J. K. Rowling, com o detalhe dos cenários e as falas por escrito tornou a experiência muito mais agradável.

Esta é a minha proposta; uma vez que este guião é completamente fiel ao filme - especialmente na história - eu vou guardar a minha opinião sobre a história em si para quando fizer a review do filme (acho que faz sentido). Para esta publicação quero falar-vos da edição do guião e de mais uns quantos pormenores interessantes.

Em primeiro lugar, não há como não amar edições estrangeiras. Sou uma fã assumida por livros de capa dura e por edições bonitas e cuidadas e este livro vai inteiramente ao encontro do que adoro. A jacket é preciosa, as letras em alto-relevo brilham à mínima luminosidade e a textura é quase que aveludada. E a capa do livro não fica atrás. Para quem tem Harry Potter and The Cursed Child na edição britânica, vai delirar: as capas são semelhantes! A mesma textura, a mesma cor azul escura e, em vez do símbolo dourado com o ninho e as asas, neste guião vão encontrar uma das criaturas fantásticas com uns incríveis pozinhos de magia. Mas acalmem os corações porque não ficamos por aqui! Toda a história decorre no ano de 1920 e, uma vez que é um livro que envolve inúmeras criaturas mágicas, existem ilustrações no interior do guião com a representação dos monstros mas com um design inspirado nos traços típicos dos loucos anos 20!!! Art Deco em monstros mágicos! Quem for um verdadeiro fã de edições de livros bonitas e de Harry Potter estará agora a pedir uma bomba de oxigénio e eu compreendo inteiramente. Não sei se este guião será alguma vez traduzido para português mas uma vez que as edições nacionais perdem sempre um pouco a edição no que toca a tornar as capas em papel e outros detalhes, como aconteceu em Cursed Child, eu diria que a experiência é muito mais bela numa cópia estrangeira. 



Mas não fico por aqui na referência a Cursed Child. Convido-vos a recordarem-se da minha publicação sobre este livro, em que eu escrevi que o mesmo não podia ter sido inteiramente escrito por J. K. Rowling por certas incongruências e determinados detalhes que não faziam sentido. Posteriormente informei-me e, de facto, Cursed Child foi significativamente escrito pelos outros dois autores com o aval de J. K. Rowling. Esta informação faz todo o sentido porque tenho agora dois guiões, um escrito inteiramente por Rowling e outro não e as diferenças são cabais. Claro, um guião para uma peça de teatro não é o mesmo que para um filme, mas não é a isso que me refiro.

Uma vez mais, quando peguei neste guião dos Monstros, mentalizei-me de que iria ler um guião e não um livro com a narrativa mais comum. Mas não foi preciso. Nós conhecemos (e adoramos) Rowling por ser descritiva - como também já tinha referido em Cursed Child - e este é o seu traço. Independentemente de determinados tipos de texto terem de obedecer a certas regras - como é o caso de um guião - é o nosso traço que se adapta às regras. E este guião está repleto de descrições incríveis! Não são apenas falas desconexas, em que não conseguimos compreender a natureza de determinadas afirmações ou acusações. Nós conseguimos acompanhar todos os sentimentos e pensamentos dos personagens no detalhe a que Rowling nos habituou. Claro, é um guião. Não vão ter parágrafos infinitos. Mas as descrições, as expressões e os pensamentos são privilegiados em relação às falas. E esta é a imagem de marca de J. K. Rowling! E quem leu Cursed Child jamais poderá dizer que isto se verifica, para minha grande infelicidade.

Para que compreendam melhor o que quero explicar, têm aqui a comparação das estruturas do guião de Cursed Child e dos Monstros Fantásticos. Esforcei-me para escolher uma página sem spoiler, mas é uma tarefa difícil portanto, se tiverem muuuuito medo, observem apenas a estrutura no seu geral (ou façam um scroll muito rápido):


Sem fazer referências à história, como combinado, só tenho a dizer que este é um verdadeiro livro para fãs, que nos reconforta, que nos faz matar saudades de Rowling. Quero muito ver o filme e avaliar o quanto compensa adquirir as duas coisas, mas acho sempre os parágrafos de Rowling tão mágicos e familiares que só podia recomendar-vos. E a recomendação vem com a avaliação da história incluída. Espero que encontrem este monstro!

Autora: J. K. Rowling
Número de Páginas: 293
Disponível na WOOK (ao comprares o livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

BOM GARFO || Humm Burger

 TORRES VEDRAS

Demorou, esperámos muito maaaaas... Finalmente temos uma Hamburgueria em Torres Vedras! Sim, parece inacreditável que só tenham chegado agora, mas é, sem dúvida, muito bem vinda. E acredito que a Humm Burger tenha vindo para ficar porque, quando lá chegámos, todas as mesas estavam ocupadas.

Não esperámos muito e o tempo em pé permitiu-nos observar ao nosso redor. Na minha opinião, é o espaço com o tamanho certo, descolado, com as típicas paredes de ardósia cheias de desenhos e com a descrição dos hambúrgueres da carta, paredes de tijolo, sofás e muita luz. A fórmula certa para angariar clientes só com o olhos. 

A carta tem menus de estudante, uma boa selecção de hambúrgueres que inclui, também, a possibilidade de pedirem hambúrgueres de carne branca e tinha quatro ou cinco hambúrgueres vegetarianos - o que eu achei o máximo porque, normalmente, os vegetarianos estão confinados a uma opção, com sorte -. A minha companhia escolheu o Pepperoni e eu escolhi o Champignon. Para beber, eu decidi experimentar o Chá  Preto Frio com Canela. Confesso-vos que estava um bocado receosa com a combinação mas... adorei! Aliás, quero experimentar em casa! Estando nós num tempo tão outonal, achei a bebida perfeita. Tem um forte travo a canela - se não são fãs de canela, esqueçam - que casa muito bem com o sabor forte típico do chá preto. Para mim, fez-me lembrar biscoitos de canela e a minha companhia, que provou, confirmou o mesmo. Sabe a Natal!

Os hambúrgueres vêm com uma torre gigante de batatas temperadas com ervas aromáticas e com um clássico molho de alho viciante. E o que temos a dizer? Maravilhoso. Os hambúrgueres não eram secos, a carne estava no ponto, o queijo muito bem derretido e os ingredientes em mão cheia. Outra particularidade bem engraçada é que só têm direito a talheres se os pedirem. O objectivo é comerem mesmo à mão, sujarem-se, empanturrarem-se com batatas fritas e lamberem os dedos. Sinceramente? Torna a experiência ainda mais deliciosa do que avaliar como vou cortar aquele hambúrguer sem o desfazer. 

Para terminar, rematámos com um cheesecake de frutos vermelhos e com uma mousse de lima, que vinham em potinhos absolutamente amorosos. A mousse de lima estava fresquinha e muito gulosa mas eu não fiquei fã da cheesecake. Sendo uma das minhas sobremesas preferidas, sou muito exigente e, para mim, a camada branca da cheesecake tem mesmo de ser com o requeijão ou o queijo creme, daí o cheese (duh). Quando substituem o queijo por iogurte eu sinto-me sempre muito traída.

E o preço? Absurdamente mais baixo que em qualquer hamburgueria que tenha visitado em Lisboa - como já era de esperar -. Por tudo, pagámos cada uma cerca de 11 euros, o que, em Lisboa, era impensável. E no meio de tantas hamburguerias, a Humm Burger compensa? Em Torres, sem dúvida. Porque, para já, não tem qualquer tipo de concorrência e porque, sinceramente, sabendo que tenho na minha própria cidade uma hamburgueria com muita qualidade e onde pago muito menos que em Lisboa, vou acabar por dar preferência à que tenho aqui. Além disso, é uma forma de dar um up cá em Torres no que toca a experiências gastronómicas. Faltava um espaço assim. Para a minha companhia, foi a estreia dela em Hamburguerias e foi uma experiência muito feliz. Saímos de lá com barriguinhas felizes. Prometemos voltar!
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Rua Dona Teresa de Jesus Pereira, 27A,
Torres Vedras
Contacto: 261 315 041

sábado, 19 de novembro de 2016

FRIENDS || "Eu confio nas tuas escolhas"


Há uns anos senti a necessidade de cortar as pessoas tóxicas da minha vida. E sobre esse assunto em específico eu ponderei muito, escrevi muito e decidi muito. Mas também consegui aquilo que há muito lutava por ter: amigos positivos. Eu consegui.

Hoje eu posso dizer com o maior orgulho (e um certo calor no coração) de que tenho os amigos mais positivos do mundo. Não, não somos como no filme do Trolls, em que andamos de pulseiras brilhantes que piscam na Hora dos Mimos. Temos problemas. Temos dramalhadas. Às vezes fazemos filmes na nossa cabeça e outras vezes são mesmo assuntos sérios e delicados. Não somos uma ilha de felicidade. Mas sabemos olhar com perspectiva e, acima de tudo, sabemos apoiar-nos. 

Agora mais do que nunca, eu sei o quão importante é termos alguém, que nos conhece de ginjeira, a dar-nos uma face positiva da vida quando chove do nosso lado. Porque é isso que precisamos num amigo. Os amigos são para muitas coisas; são para as gargalhadas mais sinceras, para as combinações mais inesperadas e inesquecíveis, são para fazer o tempo passar sem darmos conta mas também são para dar o conselho duro, por saberem como nós somos. Os nossos amigos torcem por nós e estão na nossa equipa. E, claro, vão sempre querer o melhor para nós. Vão sempre querer que não nos magoemos, que tomemos a decisão certa, que consigamos sair de qualquer experiência com um sorriso nos lábios. Mas os amigos não decidem por nós. Não nos condenam. Não nos cobram e, acima de todas as coisas, não nos voltam as costas. Nunca.

É raríssimo encontrarmos amigos que sejam uma fotocópia de nós em todos os detalhes e ainda bem que assim é. É esta pluralidade de interesses, gostos e filosofias que me fascina em gostar tanto de alguém. Mas isso também vem com o preço de nem sempre seguirmos caminhos iguais ou tomarmos decisões iguais. E é importante que tenhamos amigos sinceros que nos digam "Eu seguiria o caminho A, em vez do caminho B" mas, ainda mais importante, é termos amigos que, quando seguirmos o caminho B, nos apoiem e nunca neguem um abraço se o caminho resultar num beco sem saída ou numa estrada esburacada. 

Eu sinto-me uma privilegiada por saber que tenho amigos que, em todas as decisões da minha vida, respondam "Se a decisão te fizer feliz, eu estou do teu lado". E sinto-me ainda mais privilegiada por, nas decisões que correram mal, nunca ter visto uma porta fechada ou um abraço negado. A disponibilidade nas alegrias e tristezas é fundamental. E no fundo, só queremos ver as nossas pessoas com um sorriso no rosto. Eu lutei muito para ter este núcleo de amigos tão especial. Mas toda a batalha valeu a pena. Porque nunca estou só. Nunca me sinto a remar contra a maré. Eles estão sempre lá, nas bancadas, enquanto o que estiver a fazer me fizer feliz. E quando não fizer, eles saem comigo e ajudam-me a encontrar um novo caminho. E eu faço o mesmo por eles.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

INSTAGRAM || @akapoeta

Pensem numa palavra, num sentimento ou num verbo; às vezes a definição do dicionário consegue ser tão crua para palavras tão especiais e que significam tanto na nossa vida. O João Doederlein diferencia-se dos demais por ousar a redefinir o significado de cada palavra, trazendo de volta o romantismo e energia que cada uma evoca. O projeto não é totalmente desconhecido e acredito que muitos de vós já o acompanhem. Estou a falar do @akapoeta.

Com um design simples e que combina com a delicadeza e beleza da sua ideia, @akapoeta relembra-nos do quanto as palavras têm poder e do quanto não as devemos partilhar em vão. Há imagens que valem mil palavras e as do João têm mil palavras. Deixo-vos as minhas favoritas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

PASSAPORTE || Malecón, Havana

Um dos meus lugares preferidos de Havana e, aparentemente, dos residentes também. O Malecón é uma zona pedonal com cerca de 7/8km, entre uma marginal e o mar, ideal para um passeio descontraído ao final do dia. O famoso lugar que originou esta canção que, por lá, passa de cinco em cinco minutos (metam a tocar enquanto lêem a minha publicação, AQUI)

No Malecón, vão encontrar de tudo; casais a namorar sentados no muro, crianças a tomar banho no mar, grupos de jovens a aquecer para uma possível festa e famílias reunidas a aproveitar o passeio. Ao longo de todo o percurso é difícil de escolher a vista mais bonita: se o mar sem fim com um Sol brilhante a reflecti-lo, se a riqueza arquitectónica e cultural que se espelha nos edifícios alados ao passeio. É através deste horizonte arquitectónico que também podemos seguir um pouco a linha cronológica de Cuba, desde o estilo mais colonial, as fachadas em pastel, art deco, neoclássicos e os típicos prédios em bloco (sem graça nenhuma) já dos anos 50.

Cada casa, cada edifício, cada esquina é mais belo que outro, e só fica melhor quando estão adornados com todos os carros antigos que vão passando pela marginal. Se a companhia for boa, o tempo aprazível e o Sol fraquinho, esta será uma das caminhadas mais inesquecíveis da vossa vida. Para mim, foi.



Fotografias da minha autoria, por favor, não as utilizar sem autorização prévia

terça-feira, 15 de novembro de 2016

DESPORTO || O barato sai caro


Sou muito sincera: durante muitos anos evitei ginásios. Aliás, quando senti necessidade de entrar num, a minha hesitação mantinha-se. Explico-vos porquê; sempre olhei para eles como enormes armazéns cheios de pessoas a brincar aos atletas. 
Eu fui atleta desde que me lembro; com três anos os meus pais inscreveram-me de imediato na natação dos bebés. E, desde então, eu sempre fui uma boa atleta... mas acompanhada. E, muito honestamente, eu considero que este é o melhor método de praticar desporto. 

Eu considero-me não só uma boa atleta como uma atleta informada. Eu sei os limites do meu corpo porque há 19 anos que puxo por mim. É natural que eu já saiba reconhecer os meus sinais com relativa facilidade e identificar também as minhas fraquezas. Além disso, eu estudei uma área brutalmente ligada à saúde e ainda com uma possível vertente desportiva. Mais elucidada sobre o desporto eu não podia estar. Mas mesmo assim, eu acho que praticar exercício acompanhada de um profissional competente é muito mais inteligente do que o fazer sozinha. Não é segredo nenhum: de fora, qualquer pessoa identifica os nossos erros com mais facilidade do que nós mesmos. A nível de postura. De técnica. De limites. 

E quando iniciei a minha procura por um ginásio, fiquei escandalizada ao saber que amigos meus estavam inscritos em ginásios baratíssimos mas em que o acompanhamento era inexistente. Foram avaliados no primeiro dia em que entraram naquele grupo, receberam alguns conselhos mas a única forma de serem acompanhados era através da aquisição de um personal trainer cujo o preço mensal era astronómico. Como não aceitaram pagar mais por isso, mantiveram-se no ginásio sem acompanhamento. Impensável, para mim.

O meu ginásio é super pequenino. Familiar até, eu diria. Não tem mais de quatro passadeiras, imaginem. E não, nunca tive de esperar por ninguém para as utilizar, cada vez que lá entro tenho máquinas disponíveis para mim. As aulas não têm mais de 15 pessoas e o ambiente é extraordinário. Digo na brincadeira (mas falando a sério simultaneamente) que escolhi aquele ginásio por um dos instrutores ter sido meu treinador, o que é uma mais valia por já me conhecer enquanto atleta. Mas mentiria se dissesse que foi só por isso. A verdade é que tenho avaliações físicas de dois em dois meses, com provas e análises para ir observando a minha evolução e para cruzar objectivos. Todos os dias, quando entro naquela porta, tenho um instrutor a pegar na minha ficha e a ver qual é o meu plano de treino e o que devia fazer nesse dia. Esteja eu numa aula, numa máquina ou a fazer alongamentos num cantinho, aparece sempre um profissional a corrigir a minha postura, a puxar por mim para saltar mais, a dar-me na cabeça porque estou a abusar na velocidade e não é bom. Porque a verdade é que às vezes a gente também se esquece desses pormenores que, permitam-me dizer, fazem a diferença para um bom treino.

Não tenho limites de horas, de salas, de dias. E não pago nem um cêntimo a mais por todas as condições que acabei de descrever. Nem um cêntimo. E sim, não pago 20 euros ou 30 como os meus amigos gostam de aclamar de peito cheio que pagam. Mas depois percebo que não têm um terço das condições que eu tenho. 
Há três coisas com as quais eu nunca brinco: com a comida, com a saúde e com o amor. E também sou muito ponderada nas coisas em que decido investir e não me atiro de cabeça à primeira oferta. Mas quando encontro algo que preenche as minhas requisições, eu invisto sem dúvidas. Porque estou a investir em mim e na minha saúde. E o ginásio, naturalmente, foi um investimento que decidi fazer bem feito. É a minha saúde, é a minha condição física. E não me arrependo, muito pelo contrário, não podia estar mais satisfeita. Conheço ainda melhor o meu corpo, experimento desafios que nunca antes tinha experimentado mas sempre vigiada e acompanhada. E isso é óptimo. Porque saio todos os dias de lá com a maior felicidade do mundo por ter o corpo cansado (a sensação pós-exercício é muito libertadora) mas sei que não ando a brincar aos atletas. E isso é fundamental, para mim.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Pequenas Satisfações


Hoje tenho uma grande vontade de partilhar com vocês pequenas coisas do meu dia que fazem deliciosos momentos e que me têm deixado imensamente feliz. A começar pela playlist Coffee Table Jazz do Spotify. Sou fã assumida de Jazz e esta playlist de músicas maioritariamente instrumentais tem feito os meus dias. Acompanha-me enquanto leio, enquanto escrevo para o blogue ou quando simplesmente estou a fazer as minhas tarefas. Gosto imenso que sejam músicas com presença e que encham a sala. Sem dúvida a melhor combinação dos meus momentos a beber chá, sempre acompanhada de uma caneca bonita e que case com quem sou. Neste caso, a de eleição tem sido a do Starbucks e todos os dias apaixono-me por ela.

Um outro pequeno prazer que tenho desfrutado nos tempos livres são as crónicas de António Lobo Antunes. Gosto de ler de manhã - sempre gostei - e, quando posso, permito-me a ficar um pouco na cama e a ler uma crónica do autor antes de me preparar para o dia. São crónicas pequenas mas muito intensas e, em poucos parágrafos, o médico psiquiatra diz tudo aquilo que nunca pensámos pensar. É um poço de genialidade que me inspira logo no começo de cada dia.

A Laika e os dias de Outono são puro amor. O seu pelo castanho que combina tão bem com a estação que estamos a viver, onde as folhas amareladas e alaranjadas camuflam a minha cadela gordinha que me recebe sempre com muitos pulos - tal e qual um Bambi - quando regresso a casa. É extraordinário poder tomar o pequeno-almoço a olhar para ela, enroscada no jardim com uma paisagem maravilhosa e outonal a enquadrá-la, qual pintura pensada ao pormenor.

E porque estamos na época em que necessitamos de nos aquecer não só por fora mas também por dentro, as comidinhas quentinhas e as bebidas fumegantes tornam-se ainda mais apetecíveis. O Pinterest tem sido um óptimo gatilho para eu experimentar novas receitas de chocolate quente, com diferentes temperos e é simplesmente trezentas vezes mais delicioso do que um clássico leite com Nesquik. Mas a sopa regressou não só ao meu coração mas também à minha rotina, e nada sabe melhor do que chegar a casa, já de noite, um frio de fazer o meu nariz ficar vermelho e ver uma terrina maravilhosa cheia de sopa e as canecas cheias de chá. O meu estômago bate palmas de felicidade.
Não tão saudável, mas uma tradição desde que me lembro cá em casa, é o regresso do Poutine. Para quem desconhece, é uma receita canadiana que envolve batatas fritas, molho de carne e queijo derretido. Costumamos aproveitar quando fazemos carne guisada para usarmos o molho para colocar por cima das batatas e, claro, o queijo ralado. É absolutamente divinal e desde que me lembro que Outubro e Novembro significam Poutine.

E para o dia terminar, depois de toda a correria do dia, do peso de saber bem viver e para evitar a ansiedade dos momentos que estão por vir, tenho feito um exercício, antes de dormir, que já me conquistou pelos seus efeitos positivos: ouvir música durante alguns minutos. A minha eterna playlist de eleição quando quero relaxar é a minha Nap Nap - porque escolhi a dedo músicas que não me exaltam nem me despertam - e o que faço é ligar o telemóvel às colunas, definir um temporizador no tempo que desejo e meto a playlist a tocar. Quando o temporizador termina, a música é interrompida, portanto, posso adormecer sem comprometer a bateria do meu telemóvel ou despertar mais tarde com o barulho das músicas. Adoro. É o meu momento, sabem? Em que fecho os olhos e deixo a música calminha guiar a minha respiração e afastar o stress do dia. Uma outra coisa que gosto de fazer - especialmente quando dias importantes e atarefados se avizinham - é, enquanto oiço a música, pensar no que é que me faz sentir grata. Visualizo todas as pessoas que me fazem sentir gratidão por as ter na minha vida, dedico o tempo que for preciso a pensar em cada uma delas e também nas coisas que já tive o privilégio de viver. Esta combinação acalma-me de uma forma inigualável e ainda deixa-me com energia para o dia seguinte. 

Espero que também estejam a viver pequenas satisfações no vosso quotidiano.

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia

quarta-feira, 9 de novembro de 2016


Eu sempre odiei Novembros. Para mim, sempre significaram o fim e as despedidas forçadas. Sempre teve uma carga muito triste e negativa que, inevitavelmente, marcou-me e, desde então, encaro o mês sempre muito encolhida, com medo do que costuma estar reservado.

O mais engraçado é que estava decidida a ir de manhã, naquele dia. Levantei-me, lavei o rosto e já estava em frente ao armário quando pensei "Não, vou depois do almoço". Adiei a minha tarefa um bom par de horas. E se não tivesse adiado, se não tivesse sentido uma descarga de adrenalina que me fez pensar "Que estupidez, apenas respira profundamente", se não tivesse olhado para trás (coisa que, aliás, nunca faço, mas senti necessidade de o fazer)... Talvez hoje não tivesse vivido tudo o que vivi. Porque se tivesse ido de manhã, talvez nunca me cruzasse. Ou talvez sim. A vida é feita destas hipóteses, escolhas e concretizações.

A Joana sempre me disse, com a sensatez que adoro "Se é para acontecer não interessa que não queiras, vai acontecer". Eu não sigo este lema com os olhos tão fechados como ela, mas sem dúvida que, nestes momentos, eu penso muito nisto. Uma decisão enquanto lavava o rosto. Um olhar para trás. Incrível, não é? A forma como os momentos mais inesquecíveis e importantes da nossa vida - que nós contemplamos e imaginamos na nossa cabeça de três mil formas diferentes mas todas elas, sem a mínima dúvida, épicas e dignas de filme - são projectados por simples decisões de quotidiano.

Se este é um texto que quero que tenha toda e total sinceridade, então eu reconheço; continuo a não gostar de Novembros e a olhar para eles de nariz torcido. Mas (também com sinceridade) admito: Novembro também significa recomeços.

sábado, 5 de novembro de 2016

FILMES || Race - 10 Segundos de Liberdade


Tenho muita pena que a maior parte da minha geração desconheça quem é Jesse Owens. É como se, daqui a 40 anos, ninguém imaginasse sequer quem é Usain Bolt. Quase impensável, certo? 
Quando era pequena, o meu pai falou-me de Owens mas eu só vim mesmo a interessar-me por ele quando li A Rapariga Que Roubava Livros, no começo da minha adolescência. Quem leu o livro recorda-se, com algum esforço, que Rudy (um dos personagens mais importantes do livro) era um miúdo alemão que idolatrava Owens e que chegou até a pintar a cara com carvão para assemelhar-se ao tom de pele do seu ídolo, enquanto corria. Podem imaginar a controvérsia e os problemas que isso acarretou a Rudy, mas desenvolver esses detalhes seria estar a falar de um tema que nada tem a ver com a publicação de hoje. Serviu apenas para concluir que eu já conhecia o nome e quem era e, depois de ler o livro, pesquisei sobre ele e fiquei fascinada com o seu feito enquanto atleta e homem na História.

Race conta a história deste jovem americano, negro, com uma grande aptidão física para o atletismo. Eu adoro ler e ver histórias de superação e de alcance de metas e este é um filme que vai de encontro a esses assuntos; a forma como um jovem sem grandes posses, com uma filha e planos de casamento entra numa universidade e lida com a rejeição social, com a necessidade de arranjar um trabalho e ainda com as expectativas de um treinador que aposta em Jesse para chegar aos Jogos Olímpicos de Berlim, numa época de forte ascensão nazi. Do caraças, certo?

O foco do filme não é apenas dirigido à superação de obstáculos e à conquista de vitórias de Owens mas também aborda bastante todos os preparativos e confrontos políticos e sociais dos Jogos Olímpicos de 1936. Há que fazer um enquadramento na História e lembrar que os JO, naquele tempo, tinham um impacto muito mais gigantesco do que agora (surpreendentemente); afinal de contas, hoje, temos dezenas de campeonatos internacionais, europeus, mundiais. Naquele tempo, o grande campeonato mundial eram os JO e onde as maiores mensagens sociais e desportivas se difundiam. Mas dado o contexto histórico da época, é fácil de imaginar todos os conflitos políticos que se intrometeram no meio de um evento desportivo. Já pararam para pensar que pessoas de cor e judeus participaram num evento que decorreu em pleno núcleo nazi? Como foi possível? E que responsabilidades acresceram a todos os atletas, dessas condições, que aceitaram participar num evento organizado por uma elite que os desprezava a todo o custo? 

Apesar de todos os paradoxos que expus aqui nesta publicação e de todo o peso histórico que esta figura do desporto acarreta, o filme atende a todas as questões e é maravilhosamente leve. É perfeitamente agradável de assistir e acho que é essa leveza e simplicidade na abordagem dos assuntos que o torna mais apetecível de ser visto pelo público sem, porém, florearem a realidade; as temáticas do racismo, xenofobia, corrupção e intolerância estão todas aqui presentes e nenhum dos personagens, incluindo o principal, é apresentado como sendo perfeito. Mas também é abordado o espírito de equipa, o fair-play, a igualdade, a superação de desafios, o trabalho árduo para atingirmos a vitória e a luta pelos nossos princípios e valores. E conseguimos ver momentos muito bonitos e verídicos que nos fazem ter esperança na Humanidade, quando tudo à volta é escuro e sombrio. Eu sempre disse e sempre o direi: é nos tempos mais negros da História que os verdadeiros heróis se revelam, por vezes, em simples actos de bondade e respeito. E Race revela tudo isso.

Não é só um filme sobre um atleta que devia ser inesquecível. Mas, inevitavelmente, depois de assistirmos, todos temos vontade de pintar a nossa cara com carvão antes de correr, qual Rudy. Só tenho pena que tenha sido tão desprezado nos cinemas. Que ironia.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

APP || allwomenstalk


Eu confesso que sou muito fã de plataformas com artigos. Aquelas plataformas leves que ajudam a fazer passar os tempos mortos e que partilham as mais variadas temáticas, onde podemos nos entreter a ler dicas, novidades, sugestões, procurar inspiração para novas temáticas ou até encontrar verdadeiros bancos de informação. Uma das minhas preferidas é a allwomenstalk.

Esta aplicação é um banco de artigos incrível sobre os mais variados assuntos. Está dividida entre os artigos mais recentes, os mais badalados e podem ainda fazer a vossa pesquisa por temáticas. Vão encontrar de tudo, desde artigos sobre amor, cabelo, maquilhagem, viagens, moda, lifestyle, desporto, DIY, inspiração, receitas, música, humor... E eu nem cheguei a metade de todas as categorias que eles oferecem. Os artigos são em inglês e claro, alguns têm mais credibilidade do que outros. No fundo, é como os blogues; com muitas ofertas de leitura e que vamos procurando conforme os nossos gostos e necessidades.

Na aplicação temos uma conta onde podemos escrever os nossos próprios artigos (lá está, como num blogue) - apesar de nunca ter escrito absolutamente nada - e permite-nos também favoritar os nossos artigos preferidos, para os podermos consultar a qualquer altura, uma vez que ficam guardados na nossa conta. Para mim é a aplicação ideal para quando preciso de inspiração ou de passar um bom serão a ler coisas mais leves e curtinhas.

allwomenstalk é grátis, é intuitiva e também tem um site - mas eu acho o site muito mais confuso que a aplicação -. Já conheciam?

É caso para dizer... Isto é tão Inês! 100%! Até na questão dos panfletos.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

BOM GARFO || Mercado San Miguel

 MADRID

Desde que planeámos a viagem a Madrid que combinámos que tínhamos de fazer uma visita ao Mercado de San Miguel. Um aviso prévio: se também está nos vossos planos, poupem. Foi o mercado mais caro que já fui jantar.
Depois da maravilhosa experiência do Boqueria em Barcelona, eu já estava preparada para a imensidão de cores, luzes e pessoas. Mas (talvez por ter visitado num fim de semana e à noite), achei o de San Miguel muito mais cheio. Também é compreensível, este mercado é bem mais pequeno que o Boqueria (significativamente).

terça-feira, 1 de novembro de 2016


E num instantinho Outubro passou. Apesar de ter parecido um mês fugaz, vivi tanta coisa e partilhei tantos momentos que parece que o dia 1 foi há cinco anos! Sem me querer alongar na introdução também, acho que estes serão os Favoritos mais compridos que já fiz em dois anos de partilha das minhas coisas preferidas. A culpa é dos meus amigos e familiares, que me encheram de miminhos, experiências incríveis e presentes maravilhosos. Vou admirar-vos se chegarem ao "Obrigada" sem estarem fartos mas não podia deixar nada de fora. Espero que gostem tanto como eu.