sábado, 30 de julho de 2016

PASSAPORTE || Trinidad, Cuba


Declarada Património Mundial em 1988 pela UNESCO, Trinidad era uma das cidades que mais tinha curiosidade em visitar, pelas suas cores, pela arquitectura, pelas ruas, pelos relatos de outras pessoas. O resultado final? Fascínio completo.

Trinidad faz-nos sentir que o tempo parou; As casas são de estilo colonial e cada uma tem a sua cor em tom pastel ou muito vivo. Aqui, não há paredes aborrecidas e todas elas preenchem os nossos olhos com a sua vivacidade, ainda que muitas já estejam enfraquecidas do Sol ou degradadas. Os carros dos anos 50 estacionados junto a cada porta dão-nos a sensação de que estamos presos num postal de época.




Reconheci a pacatez da cidade e a tranquilidade com que se podem visitar as ruas, mesmo que todas elas cheias de turistas curiosos - não se deixem enganar pelas fotos, há mesmo imeeensos turistas, eu sou simplesmente pachorrenta o suficiente para esperar que o Canadiano saia do canto do telemóvel -. Em cada esquina, conseguimos ouvir um concerto ao vivo que está a ocorrer no interior de um bar ou restaurante e que nos convida a entrar para provar uma Canchánchara, a bebida típica de Trinidad feita com rum, lima, água e mel. Mas quem não bebe álcool - como é o meu caso - nada temam, podem também provar esta bebida típica, uma vez que a maior parte das casas já tem a opção da bebida sem álcool. Posso dizer-vos que é maravilhosa, uma combinação de doce do mel e açúcar que corta a acidez do limão.




Trinidad foi sempre considerada uma terra fantasma - e vai de encontro à pacatez e serenidade que encontrei na cidade - em grande parte, pela dificuldade ao acesso da mesma, em tempos. Não haviam estradas directas para Trinidad, pelo que o seu acesso só poderia ser feito pelo mar ou atravessando as montanhas a cavalo. Tanto uma como a outra, além da sua dificuldade inerente, requeriam recursos para os quais a maioria das famílias não tinha como comprar ou aceder. Actualmente, já existe uma estrada - com condições fantásticas, o que é surpreendente - que atravessa Cuba inteira e que permite o acesso muito - muito! - mais facilitado à belíssima Trinidad, que me prendeu o coração pelos miúdos alegres, os carros típicos, a alegria das cores das casas e a arquitectura em harmonia com as enormes palmeiras. Um ponto obrigatório em Cuba.


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sexta-feira, 29 de julho de 2016

FACULDADE || Licenciatura em Ciências da Nutrição: CHECK!


É com muita emoção que escrevo uma das últimas publicações sobre a Faculdade aqui, no Bobby Pins. Hoje terminei a minha Licenciatura, depois de quatro anos que mudaram completamente a minha forma de ser e estar na vida. Não podia estar mais grata, mais aliviada, mais nostálgica.

Quero simplesmente agradecer. Aos alunos que me convidaram a sentar na esplanada com o pequeno João enquanto eu esperava pela minha vez nas senhas para me inscrever. Nunca mais os vi, mas foram eles os primeiros a deixarem-me confortável nesta casa. Agradecer a Farmácia por me ter apresentado a praxe, independentemente de todas as mudanças e limitações que decorreram nos tempos seguintes. Vocês foram os meus praxantes, foram incríveis, e jamais vos esquecerei. Obrigada JP, por teres sido o melhor Padrinho que podia ter tido, por nunca me teres recusado ajuda, ouvir-me ou aturar-me. Foste grande, independentemente de teres 15 metros.

Obrigada Vanessa, porque és um tesouro que eu levo do nosso curso. Porque começámos desde que eu tinha risco ao lado, cabelo pelos ombros e tu uma franja frondosa e cabelo pelas orelhas. Juntas crescemos muito e partilhámos muitas coisas: as confidências iniciais de uma amizade fresquinha - que já tem quatro anos, amiga, a frescura já lá vai - doritos de sabores intragáveis enquanto estudávamos na cantina da Faculdade, a praxe - desde os momentos de caloiras sujas de farinha às lágrimas que partilhámos no nosso último Enterro do Caloiro juntas -, os medos e anseios, as gargalhadas de as lágrimas caírem e a barriga doer e o companheirismo e lealdade. 

Obrigada aos meus queridos Afilhados. A todos eles. Porque me mostraram como é ser Madrinha. Acreditem que, praxe após praxe, de todas as vezes que cada um correu de carta na mão até à minha capa, a surpresa foi genuína. Eu não chumbei a cadeiras e não estive do vosso lado nas aulas, mas fiz tripas coração para dar-vos todos os apontamentos que tinha do meu lado. Eu não bebo até cair, mas faço a festa com vocês. Eu sou a pessoa mais acanhada e tímida do mundo - embora não pareça - mas a minha preocupação em saber que vocês estavam bem, a tirar boas notas e que as coisas corriam sobre rodas era genuína. Vocês podiam não saber onde estava e como estava, mas eu sabia que vocês estavam bem e, se não estivessem, seria a primeira a chegar para saber de tudo. Obrigada por serem tão queridos e eu sei que serão Madrinhas e Padrinho excepcionais. Tive um enorme prazer de ver os primeiros baptismos de capa vossos e... Bom, já sabem, virei a Maria Chorona que vocês tão bem conhecem. Eu vou estar sempre aqui. A ver-vos. A dar-vos na cabeça. A corrigir a forma como vocês apertam a gravata - miserável - e a dar-vos conselhos sobre o que precisarem - da nutrição ou da vida -. Sou como a Kim Possible, a uma chamada de distância. Curtam a festa por mim, que eu já tenho de sair.

Joana, minha Alpista. Obrigada pelo teu mau feitio horroroso. Por seres tão doce por dentro, sem o dizeres a ninguém. Por seres tão boa amiga e por partilharmos juntas - com a Je - este imenso amor pela praxe. Juntas gritámos pela primeira vez o grito de Nutrição e as nossas lágrimas de emoção - junto com a Molina - foram sinceros e promissores de tudo o que estava por vir; foi um prazer ver-te tornares-te Presidente da Comissão de Praxe de Ciências da Nutrição e saber que confiavas nos meus conselhos. Foi divertido a valer. Os nossos Padrinhos estão orgulhosos de nós. E eu estou de ti. Vai à luta.

Obrigada pais. Porque, se não fossem vocês, eu não teria vivido nada disto. Cada vez que eu dizia "Os meus pais patrocinam-me a Faculdade" as pessoas achavam muita piada e riam-se, mas a verdade é que isto foi a minha maior motivação em momentos de preguiça. Não podia ser ingrata quando vocês estavam a proporcionar-me um investimento sem retorno vitalício: a minha educação. Um privilégio. E eu esforcei-me ao máximo por o valorizar. Por cada vez que os meus colegas me chamavam de doida por querer fazer tudo em avaliação contínua e 5 frequências seguidas na mesma semana, eu pensava "O esforço que os meus pais fazem para me pagarem a faculdade todos os meses sem a mínima ponta de atraso ou aborrecimento é muito maior". E a minha maior felicidade é vocês saberem que eu valorizei este patrocínio. Obrigada. 

E um obrigada ainda mais geral. Às pessoas que passaram por mim, da faculdade ou pelos tempos de faculdade. Conheci tantas pessoas diferentes, marcantes, que me fizeram rir, aborrecer, aprender, errar, chorar e todas vocês tiveram um dedo especial no meu percurso. Convosco, eu cresci. Obrigada a todas as cadeiras, as fáceis que me fizeram ganhar confiança a cada passo e a querer ser mais e melhor, as difíceis porque me fizeram ver que, às vezes, temos de dar mais do que o 100% e é possível. Obrigada a todos os professores que gostaram de mim e me distribuíram as mais sinceras e amigas palavras e obrigada aqueles que torceram muito o nariz comigo. Obrigada por puxarem por mim por ser mais Inês. Obrigada a esta casa que me acolheu nos dias madrugadores e nos finais de tarde já a puxar noite. Obrigada pelas aulas de laboratório que tive o privilégio de fazer e que muitos amigos e colegas de outros lugares babam-se para os protocolos que pude realizar. Obrigada pelas condições que me proporcionaste. Obrigada por guardares contigo o meu namorado, que com muita timidez me cumprimentou na cantina com um "Olá" animado e um aperto de mão. Obrigada pelos dias de rotina sem novidades nenhumas, mas que agora eu tenho saudades e pelos dias bombásticos onde algo mega maravilhoso aconteceu. A Faculdade foram os melhores anos da minha vida e eu guardá-los-ei, para sempre, no meu coração. Com uma lagriminha e uma vontade enorme de fazer reset e viver tudo outra vez. Em Outubro de 2012 eu estava a almoçar pela primeira vez na minha cantina e pensava que quatro anos eram imenso tempo. Hoje sei que não duram nada. Até sempre.

E que venha a Ordem!

quinta-feira, 28 de julho de 2016

PASSAPORTE || Varadero, Cuba


Cheguei a Varadero com um péssimo e longo voo a pesar o corpo e as olheiras, já pela madrugada dentro, mas nem por isso quis deixar de correr para a praia para ver o nascer do sol. O emocionante rasgão de luz solar a despontar pelo horizonte da água num sentido ascendente, cobrindo todo o céu num maravilhoso rosa algodão doce e pintando a água azul com reflexos alaranjados. 

Varadero é o paraíso de quem, como eu, há muito precisava de um descanso merecido. A água é uma mistura de verde-água transparente e azul turquesa, a areia acinzentada e muito fina, as palmeiras altas e verdinhas e as palhotas de madeira por cima da espreguiçadeira constituem a receita ideal para um destino feito para cuidarmos de nós em todos os sentidos, desde os detalhes mais corporais como a rotina maravilhosa do protector solar e do after-sun, mergulho na água quente - e quando eu digo quente é mesmo muito, muito, muito quente -, boiar no mar salgado e parado, bronzear em cima das espreguiçadeiras enquanto bebemos uma pina colada ou uma água de côco aos detalhes mais emocionais e introspectivos com o livre arbítrio de poder decidir quais serão os pensamentos principais do meu dia, sem horários, ansiedade ou compromissos. Tanto reflectir sobre as coisas mais fúteis como divagar pelos assuntos mais importantes do meu futuro enquanto caminho a beira-mar. Sem obrigações e laços.

Na minha praia em Varadero encontrei uma paz que há muitos meses precisava e procurava. Desliguei-me quase na totalidade das redes sociais, não actualizei o e-mail mas estive mais conectada do que nunca ao mundo que me rodeava, desde a água brilhante a reluzir na pele às plantas verdejantes que adornavam o areal de uma forma selvagem, tropical e verdadeiramente inspiradora. Num clima muito quente, muito húmido mas também muito animado, fiz uma vida de resort da qual levo para casa um bronzeado nunca antes visto na minha pele, madeixas de loiro platinado no cabelo, sardas mais vivas do que nunca, uma amiga belga, muitos búzios e o coração, o corpo e a alma apaziguados. Um paraíso na Terra.










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quarta-feira, 27 de julho de 2016

PASSAPORTE || Dicas para viagens tropicais


Jamais desvalorizando a importância e a bagagem das viagens mais metropolitanas e culturais, as minhas viagens à República Dominicana e a Cuba fizeram-me conhecer um outro tipo de viagem que apreciei bastante: balnear. Uma viagem não deixa de ser óptima só porque não tem duzentos museus na lista ou porque trocamos uma catedral numa capital europeia pelas águas transparentes das Caraíbas. Foi uma experiência inesquecível e da qual retiro muitas dicas que hoje partilho aqui.

Não encham a mala com toalhas: Não vale a pena. Deixem as vossas toalhas de praia mega giras no armário de casa e preocupem-se em ocupar toda a bagagem com outros bens. Quase a totalidade dos resorts distribui, aos hospedes, toalhas de praia que ao fim do dia podem devolver, para o staff proceder à troca das mesmas por umas novas. É mais espaço que poupam na mala.

Levem uma roupa branca elegante: Seja em cruzeiro, resort e outros semelhantes, garantam na vossa mala um vestido ou uma roupa mais elegante e de cor branca ou muito clara. Aos homens, igual: apostem na camisa branca. É extremamente comum nestas zonas tropicais a promoção de White Parties em que o dress code é, obviamente, as peças claras. Pode ser uma festa de barco, de salão do resort ou até do buffet. Não entram sem uma peça branca vestida e sem estarem bem vestidos. Salvaguardem-se.

Levem um gigantesco pé de meia: É muito comum nestas viagens fazer o pagamento combinado do voo e da estadia no resort já com tudo incluído (quartos, refeições, espaços...). Esta torna-se a fatia principal da viagem, a mais cara e a que confere a sensação de que, o que era para gastar, já está feito. A garantia de
que podem usufruir livremente dos espaços do resort, - fora excepções indicadas - das refeições e a ilusão de que irão fazer praia e piscina eternamente faz com que muita gente não faça grandes poupanças para durante a viagem, como aconteceria numa viagem cultural. É um erro enorme porque o que não vai faltar são passeios, tours, experiências de mergulho, visitas e excursões giríssimas e com descontos por estarem combinados com o resort onde estão hospedados. Ainda assim, são extremamente caras. Mas acreditem que vão querer visitar, seja a excursão para ver cinco templos, visitar uma ilha virgem, mergulhar para ver tubarões e tartarugas ou ver uma cidade da zona onde estão alojados. É importante que garantam que têm orçamento suficiente para o fazer. Não se prendam à ideia da praia privada em resort. Há muito para ver, pelo preço certo.

Regateiem muito: O que não vai faltar são lojas, bancas, vendedores ambulantes e comerciantes. E vão ver coisas extraordinárias que vão querer comprar. Mas discutam sempre o preço. Aliás, normalmente, o preço já é exorbitante porque eles contam com isso. Regateiem, não se acanhem por estarem a dizer que não pagam tanto por uma souvenir e lutem por chegar ao preço que vos agrada. Não é uma prática muito comum por cá, mas é uma grande forma de negociar por lá. Usufruam a valer dela.

Sim, há insectos: Uma das coisas que mais me fez confusão quando estava a ler as reviews dos resorts possíveis onde ficar na República Dominicana e em Cuba eram os comentários muito surpreendidos - !!!!! - por haverem moscas e mosquitos a sobrevoar buffets perto da praia e da piscina, lagartos que se atravessavam no caminho para o quarto e outras bicharadas que encontravam nos terraços do seu quarto - para que não morram por dentro, não vi nenhum comentário sobre cobras, tarântulas ou tubarões, contextualizem o "bicharadas" como animais que não apresentam perigo nenhum nem venenos -. E aquilo que eu mais pensava era Mas será que estas pessoas perceberam onde estiveram?! Amigos, se vão para o Brasil, República Dominicana, México, Cuba, Bali, Bahamas... Não esperem encontrar coelhos da Páscoa!!! Os resorts podem ser de uma qualidade exímia, mas se têm jardins (quase todos, podem ter a certeza) e zonas de restauração perto de praias e piscinas, é inevitável que tenham de afastar uma mosca teimosa do prato (ou pior, da cuba da linha) ou que desviar caminho porque o lagarto está a viver o momento da sua vida naquele pavimento maravilhoso que reteve calor o dia todo. E não há lugar para esquisitices. Estamos a falar de climas muito quentes e muito húmidos. Sim, haverá baratas. Este não é o momento para assumirem uma postura de Fadas da ASAE e nunca mais entrarem no buffet só porque viram moscas, por duas razões: a primeira é que vão morrer à fome, a segunda é que estão 40º à sombra, estes lugares oferecem 50 opções diferentes de refeição - incluindo peixe e marisco -  onde não há dispositivo nenhum no mundo anti mosquitos e insectos voadores que seja invencível nestas condições e o HACCP, por muito que sejam cadeias de 5 estrelas, não é o grande forte das Caraíbas e Paraísos tropicais. Aliás, se foram ao Google pesquisar o que era HACCP, então não merecem ser Fadas da ASAE. Racionalizem que não estão numa redoma e que, sim, existe bicharada. E está tão farta de ver pessoas que nem têm paciência para pensar que vos vai comer. Levem Fenistil.

Nunca terão biquínis a mais: Se vos disse lá em cima para deixarem as toalhas de fora, eis a oportunidade certa para preencherem estes espaços com todos os biquínis que puderem. Não, não é preciso a vossa colecção de 50 biquínis mas não façam as contas como se fossem para uma viagem a Portimão. Esta é uma rotina de boa vida: praia logo de manhã, mergulho no mar, mergulho na piscina antes de almoçar e aí já estão a trocar de biquíni para não entrarem molhados no buffet. Os vossos biquínis não vão secar à velocidade que precisam porque não vão dar tempo para isso. Vocês não vão aguentar estar muito tempo fora de água. Além disso, vão fazer praticamente tudo de biquíni, incluindo beber líquidos coloridos, comer as coisas mais variadas e algumas com molho e desastres podem acontecer (ladies, também temos alguns "desastres" aqui na lista mais específicos). Se há coisa que vocês vão precisar de ter (muito!) são biquínis e protector solar. Garantam que nada vos falta a dupliquem as reservas!

Cuidado com o fuso horário e os medicamentos: Este é um clássico que eu não podia deixar de vos alertar, porque facilmente será esquecido. Na grande maioria dos destinos balneares, as diferenças de fuso horário em relação a Portugal são ridículos (5 horas para cima) e o facto de vocês já se terem habituado ao jet lag não significa que o mesmo se aplique ao vosso metabolismo, especialmente se estiverem a seguir uma medicação diária e com horários, a pílula, por exemplo. Para o vosso corpo são 21 horas, mesmo que no relógio local toque as 16 horas. É importante que mantenham a rotina de medicação o mais semelhante possível à que fazem em Portugal, caso contrário, a maior parte das medicações vão perder efeito e pode dar azo a "dramas" desnecessários. Quando faço viagens, nunca altero as horas no meu telemóvel, não só por uma questão de comodidade mas também por causa deste detalhe que vos relembro. Além disso, eu tenho um alarme que é óptimo para estas ocasiões de diferença de horários... Porque em nenhum momento eu lembrar-me-ia de tomar a pílula numa hora que, habitualmente em Portugal, não seria a minha hora de toma. E quem diz pílula diz outros medicamentos com hora de toma correcta e antibióticos, por exemplo, como aconteceu com uma amiga minha em pleno Vietname.

Património: Em destinos de praia tropicais, o que não irá faltar são comerciantes cheios de búzios gigantes para vos vender ou mesmo as próprias conchas e búzios que vocês vão apanhar à beira mar. São absolutamente bonitos, incríveis e que não se encontram em igual par noutra praia do mundo. Mas fica aqui um grande aviso: a burocracia de aeroporto detesta. Quer sejam as estrelas do mar secas compradas ao comerciante, o búzio pequenino que encontraram a beira mar ou o coral que veio dar à costa, tudo isso é considerado património do país. Garantam que, se comprarem tais coisas ou as quiserem levar da praia, o fazem colocando tudo na mala de porão e não na mala de mão. Há países onde não fazem grande caso - afinal de contas, já é um hábito turístico - mas também já vi grandes problemas por um senhor levar um búzio na mala de cabine. Pelo sim, pelo não, guardem tudo isso na mala de porão.

Espero que tenham sido dicas úteis para as vossas futuras viagens! Se tiverem mais, não se esqueçam de as deixar nos comentários para os nossos leitores!

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quinta-feira, 14 de julho de 2016

SÉRIES || My Name Is Earl

Earl Hickey é um bandido da pior espécie, que ganha 100 mil dólares numa raspadinha para depois ser imediatamente atropelado no segundo seguinte. Este atribui o infortúnio ao Karma, a sua mais recente descoberta que o faz acreditar que precisa de fazer coisas boas para que possa ser recompensado. Earl decide, então, fazer uma lista com todas as coisas más que já fez na esperança de as poder remediar, sendo cada episódio mais aventureiro e divertido que o outro.

É com enorme pena minha que as únicas pessoas que conheço e que gostam da série sejam o meu pai e o Diogo. Todas as outras olharam para esta série brutal com uma enorme indiferença, sem que eu perceba o porquê. Acho, sinceramente, que é uma das séries de humor americanas mais bem conseguidas, com sátira, personagens com histórias completas e bem trabalhadas e um humor meio negro mas genial! Num primeiro olhar poderíamos pensar que os episódios seriam repetitivos e pouco versáteis, mas a verdade é que cada má acção é diferente, com personagens diferentes e histórias, que revelam o seu passado, diversificadas. É excelente para passar o tempo e, inevitavelmente, pensarmos no que de bom e mau já fizemos pelos outros.

É uma série que, apesar de já ter terminado, me faz sempre voltar a querer revê-la e conquista-me todas as vezes. Mesmo já tendo visto milhões de vezes o episódio Y2K, choro sempre a rir com gosto. É uma série ridícula, super bem desenhada e com uma mensagem muito bem conseguida. Das poucas que me fez ser fanática por novos episódios (não sou uma pessoa de séries).


sábado, 9 de julho de 2016


Próximo destino da Inês na sua mala cor-de-rosa? Cuba! Fiquei extasiada quando descobri, é um destino que desejava conhecer há anos e perfeito para passear e para ter o merecido descanso nas águas cristalinas depois de um estágio muuuuuito cansativo e de uma investigação exaustiva. Dos que já foram, há dicas para mim?

sexta-feira, 8 de julho de 2016

BOBBY PINS || On Snapchat!


Há muito tempo (carreguem no muito) que procuro tornar o Bobby Pins mais ligado ao Snapchat. Certo, não é uma aplicação que funcione para toooda a gente, mas eu sei bem o que quero desta app enquanto blogger e, por vezes, quero partilhar convosco alguns detalhes mais espontâneos e pequeninos que certamente não encaixam em mais nenhuma rede social e que são demasiado singelos para garantirem uma publicação por aqui. 

Inicialmente estava com tanta vontade de fazer esta ideia concretizar que disponibilizei a minha conta pessoal do Snapchat para a executar. Mas não é bem o que procuro, até porque é lá que tenho os meus contactos mais pessoais (embora tenha pessoas adicionadas aqui da Blogosfera lá no Snap e adore!) e queria dar uma roupagem diferente para o Snapchat do Bobby Pins. Quero mostrar coisas diferentes por lá. Ou, pelo menos, é o que procuro fazer, incerta ainda se vai resultar ou não.

Quando tiver mais tempo e sossego irei colocar o nome de utilizador aqui na barra do lado (e fazer alterações de design). Para já, fica aqui disponível (@bobby.pinss, atenção que tem dois 's') para me adicionarem, se o desejarem. Não irei filtrar utilizadores, como faço na minha conta pessoal - razão pela qual não adicionei muuuuuita gente daqui - e fico a contar com feedback futuro! Vou-me esforçar para que seja positivo!

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quinta-feira, 7 de julho de 2016


Jamais irá preocupar-me o que os outros pensam de mim. Mas levo muito a sério a forma como faço os outros sentir.

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quarta-feira, 6 de julho de 2016

LIVROS || #GIRLBOSS


Confesso-vos que não estava nas minhas mais altas prioridades a leitura deste livro. Apesar da capa soberba (que eu adoro), julguei-o e senti que seria uma profunda explosão entre auto-ajuda com career-coaching que me fazia torcer o nariz. Mas a verdade é que nunca me soube tão bem estar enganada, e o seu destaque na prateleira da biblioteca, no seu cor-de-rosa a sobressair-se em tantos livros escuros fez com que eu pegasse nele e decidisse tirar as minhas próprias conclusões. Julgar livros pela capa é algo que não faz parte do meu repertório, mesmo quando me fazem torcer o nariz.

Para ser sincera, e estando eu numa fase de começo da minha carreira profissional - ainda que nem a tenha começado mesmo a não ser nos estágios que estou a enfrentar para obter a cédula profissional - acho que este livro deveria ser lido por todos nós (raparigas e rapazes também, não se intimidem com o título) que estamos a dar os primeiros passos para o nosso sucesso. Desenganem-se se pensam que Sophia vai dar-vos lições sobre como enriquecer ou criar um império no mundo do empreendedorismo de moda (podem pensar neste último assim, se se esforçarem muito e distorcerem todas as conclusões da própria) porque irão sair (muito!) desiludidos.

Sophia Amoruso avisa logo nas primeiras linhas: não a idolatrem. E percebe-se o porquê; não se identificava com os padrões de escola, chocava e aborrecia-se com todos os empregos a que se candidatava, roubava e tinha ideais radicais que seguia fielmente. E é esta mesma pessoa que hoje é a mãe de Nasty Gal, uma loja de moda que não é muito famosa cá por Portugal mas uma verdadeira potência fashion e de tendências absolutamente avassaladora fazendo milhões. 

E é nesta viagem, de "miúda falhada" a CEO, que Sophia nos premeia com o verdadeiro tesouro do livro: qualquer um pode ser #GIRLBOSS desde que acredite que é #GIRLBOSS. Os nossos defeitos, os nossos erros do passado, os nossos diagnósticos mentais e a nossa imaturidade para lidar com diversos aspectos da vida não são (se nós quisermos) condicionantes para caminharmos para sermos bem sucedidos no que desejarmos, desde sermos uma pessoa com o carácter que sempre ambicionámos a fazer uma empresa de retalho ou a pagar as contas da casa. Amoruso ensina-nos a crescer e a sabermos o que procurar da vida e dos negócios mas não através de dicas ou de lições moralistas; simplesmente por contar-nos o quanto ela era e o quanto trabalhou para ser o que é hoje e ter o que tem, sem estalinhos de dedos. Não nos ensina truques para abrir uma loja milionária; explica-nos como jogou as suas poucas armas, limitações e defeitos a seu favor. E este tipo de histórias inspiram-me. Porque não há pessoas exemplares e imaculadas e porque o livro batalha numa ideia que, curiosamente, já a transporto comigo: seremos o que quisermos, se acreditarmos que o somos, independentemente de quantas vezes metemos a pata na poça para lá chegar. Temos de ser os nossos maiores ídolos.

Autora: Sophia Amoruso
Número de Páginas: 289
Disponível na WOOK (ao comprares o livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

terça-feira, 5 de julho de 2016


Junho foi um mês muito, muito difícil. Daqueles meses que, num primeiro pensamento irracional, tive vontade que não tivesse existido e que fosse automaticamente eliminado de 2016. Mas depois o meu Grilo Falante falou mais alto e fez-me concluir algo de extraordinário: a imensidão de coisas que tenho para agradecer deste mês. Apesar de não ser um saldo totalmente positivo, em Junho eu experimentei coisas e momentos de valor incalculável.