quinta-feira, 30 de junho de 2016

Inês de mala cor de rosa pelo mundo, outra vez!


Chegar a casa com uma viagem surpresa em cima da mesa... Impagável!!! E é já em Julho. Palpites sobre o meu próximo destino?

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia

quarta-feira, 29 de junho de 2016

BODY TALK || Esfoliante corporal The Body Shop


Há alguns anos que tenho vindo a incluir a esfoliação da minha pele na minha rotina de cuidados, pelo menos, uma vez por semana. Em mim sempre apresentou bons resultados e ajuda-me no cuidado da minha pele, especialmente porque tenho pele mista.

Ainda não tinha experimentado esfoliantes da The Body Shop mas aproveitei os saldos para levar para casa um boião com cheiro a mirtilos, para testar, e fiquei maravilhada desde a primeira utilização. O cheiro do esfoliante concentrado no boião, para mim, é demasiado enjoativo e doce, de tal forma que, inicialmente, achei que tinha cometido um enorme erro por ter escolhido aquele cheiro. Mas rapidamente o meu medo desvaneceu-se quando experimentei na pele e cheirei-a. Adocicado, mas absolutamente maravilhoso. Lembram-se de umas Babbaloos com geleia por dentro com sabor a frutos silvestres? O cheiro é precisamente igual na pele e a vontade de comer é muita!

Aliás, tudo neste esfoliante é absolutamente guloso. A textura e o seu ar gelatinoso faz-nos pensar que estamos a espalhar compota no rosto e no corpo. Mas o granulado sem dúvida que faz efeito. Só preciso de a passar uma vez por semana para sentir a pele renovada, macia e cuidada.

O cheiro não fica na pele depois de passarem por água mas para mim não é um factor que desiluda porque eu já tenho cremes e perfumes e, esses sim, quero que perdurem, sem misturas de cheiros. Mas confesso-vos que aquele momento de me time em que estamos a cuidar de nós e vem um delicioso aroma a doce de frutos silvestres... Sem dúvida torna a rotina de cuidados muito mais agradável e deliciosa.

Havia mais cheirinhos maravilhosos e agora os boiões estão a sete euros, por isso, está recomendadíssimo. Mimem-se!

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia

segunda-feira, 27 de junho de 2016

FILMES || À Procura de Dory


Ainda me lembro de estar no Glicínias a correr feita louca com a minha mãe e a minha madrinha, de pipocas na mão, para não perder um segundo do À Procura de Nemo, em que já entrávamos na sala em cima da hora.
Coincidência ou não, a história da correria voltou a repetir-se, mas com o Diogo a levar uma super pepsi na mão e eu com os bilhetes à procura do número da sala. Um dos filmes mais aguardados pela malta grande, deste ano.

À Procura de Dory conta-nos de uma forma aventureira e deliciosa um pouco mais da história sobre a nossa amiga azul. É incrível que só agora reparemos que tão pouco sabíamos sobre ela, sobre a sua família e até crescimento. Num momento de dúvida sobre se teria família ou não e de depois de um susto inesperado, Dory tem um flash de memória sobre o seu passado, ao qual se agarra a todo o custo com a ajuda do Marlin e Nemo para não o perder. Juntos partem para uma nova aventura à procura dos pais de Dory, deixando as águas da Austrália e partindo para a Califórnia.

Eu tenho esta visão sobre sequelas: raramente são melhores que as originais ou até nem chegam aos calcanhares das originais. Há excepções soberbas (para mim o Shrek 2 foi uma delas, achei-o tão bom quanto o original) e À Procura de Dory tornou-se uma delas também. Facilmente desapegou-se da única ideia da família de Dory e da sua infância adorável e explorou temáticas muito interessantes como, por exemplo, um Oceanário, sempre com mensagens interessantíssimas e pertinentes sobre diversos assuntos desde a poluição marinha ao sofrimento do desrespeito humano ao contactar com estas espécies. Com curiosidades maravilhosas e personagens de fazer derreter o coração por estarem longe da perfeição (física e intelectual) mas conseguirem dar a volta por cima às suas limitações e defeitos.

Os gráficos estão melhorados a um nível extraordinário. Em inúmeros momentos custou-me acreditar que estava a ver um filme de animação. Não escapou nada, até ao mais ínfimo pormenor microscópico, o que torna o filme ainda mais envolvente. O humor está lá eternamente, conhecemos ainda mais o tímido Nemo - que apesar de ser o protagonista do primeiro filme, de protagonista não teve quase nada - e a mensagem vence: podemos guardar mais do que uma família no coração (a de sangue e a que escolhemos) com a certeza de que, no momento em que nos sentirmos perdidos, há sempre uma concha que eles fazem questão de deixar para nos guiar de volta.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

LIVROS || Como Água para Chocolate


Admito, sou uma fascinada pela América do Sul. As pessoas, a cultura, o clima, as paisagens, a História. E mesmo com o seu historial de violência, pobreza extrema e criminalidade, não consigo deixar de querer saber mais e de ler mais livros que me transportem até lá enquanto um bilhete de avião para esses destinos não está nas minhas mãos. Como Água para Chocolate garantiu-me essa viagem.

É num romance de época no México rural dos princípios do séc. XX e no meio de uma revolução que Laura Esquivel - autora - nos dá a conhecer a história de Tita, a mais nova de três irmãs, com uma paixão incomensurável pela gastronomia e por Pedro, com quem está interdita de casar por ordens da mãe que, seguindo a tradição familiar, proibia que a filha mais nova casasse e que esta apenas existia em serventia da mãe, até à sua morte.

Este foi um livro que me apaixonou pela sua enorme abordagem de temas, a começar por ser um livro muito sensorial, que puxa à vossa imaginação e sentidos. É um livro em que cada capítulo tem incluída uma receita invulgar mexicana e que Laura Esquivel enquadra cada receita no contexto do capítulo. Há sempre uma razão para cada receita existir em cada capítulo e é delicioso a forma como Laura relaciona toda a parte da confecção e da degustação com os sentimentos e aspirações dos personagens. Tita e Pedro, pelo seu amor proibido, comunicam-se pela culinária e damos por nós a sentir exactamente cada cheiro, cada gosto, cada textura e sensação que Esquivel pretende que nós sintamos e isso garante não só um enorme envolvimento com a história dos personagens em si, mas também com todo o livro.

Desenganem-se com possíveis previsibilidades por ser a história de um amor proibido. É isto que eu adoro em autores latinos: são tão calorosos a escrever como imprevisíveis e ao longo do livro encontramos trezentas viravoltas e momentos inesperados. E também não pensem que este romance é um Nicholas Sparks mexicano porque vão desiludir-se. Como Água para Chocolate tem também uma enorme contextualização Histórica muito interessante sobre o México e a sua ascensão e sobre temáticas tão actuais neste momento como o feminismo e a luta pelo livre arbítrio da mulher. 

Sabem aqueles livros que temos de ler pelo menos uma vez na vida para nos evoluírem por dentro? Como Água para Chocolate é um deles. É um livro que nos faz crescer. De leitura obrigatória.

Autora: Laura Esquivel
Número de Páginas: 179

terça-feira, 21 de junho de 2016

ESTÁGIO || Trabalho em Equipa


Saí da parte curricular com uma turma muito competitiva e individualista. Culpem ou arranjem a teoria das turmas femininas mas eu não compro essa ideia e já o explico porquê mais tarde mas, a verdade, era esta: na minha turma sempre foi cada um por si, infelizmente. 

Obviamente que havia imensas excepções à regra e eu considero-me uma delas, mas não a única. Situações como alguns colegas terem materiais de anos anteriores e não cederem (nem darem conhecimento de existir) à restante turma, raramente ser possível fazer qualquer tipo de alterações porque havia sempre oposição por birra, querer tirar notas fantásticas a todo o custo e, se necessário, pisar os outros para as atingir... Isto era uma realidade na minha turma, que eu tentei ao máximo suprimir nas minhas vivências enquanto aluna universitária - e deixem que vos diga que tive um enorme jogo de cintura para fugir disso -.

Quando iniciei o meu estágio estava preparada para isto; Éramos quase dez raparigas estagiárias, de várias Instituições diferentes, com formas de ensino e avaliação do mesmo curso diferentes mas todas com o mesmo background: turmas competitivas e individualistas. E todas chegámos ao primeiro dia ansiosas com a possibilidade de encontrarmos num estágio o mesmo carácter entre todas. E o que aconteceu foi soberbo: espírito de equipa.

Em todos estes meses de estágio que já carrego nos ombros, com segurança, posso garantir-vos que nunca me senti sozinha, desamparada ou sem ajuda. Não houve uma única vez que me tivessem recusado ajuda, imensas foram as vezes que se aproximaram de mim e perguntaram o que podiam fazer para aliviar as minhas tarefas, as actividades corriam extraordinariamente bem porque nos delegávamos umas às outras tarefas e postos que cada uma cumpria na perfeição para que resultasse. Tudo isto sempre com espírito positivo, criticas construtivas, cedências por parte de backgrounds académicos diferentes - mas tão enriquecedores! - e um ambiente descontraído, divertido e amigável. 

É com uma enorme sensação de felicidade que levo comigo novas amizades deste estágio. Não criei laços de amizade com todas as raparigas - porque tive rotinas de trabalho mais frequentes com umas do que com outras e sempre tudo correu bem, mas laços de amizade mais intrínsecos foram mais selectivos - mas os que criei sei que perdurarão. Pela confiança inata que depositámos umas nas outras sem nos conhecermos e que resultou - por sorte ou engenho -, pelas imensas horas que tivemos de passar juntas e que invariavelmente resultaram em partilhas académicas e pessoais, em desabafos, momentos divertidos, de muito trabalho, mas nunca de desamparo. E é maravilhoso que depois de um percurso gigantesco de Faculdade - onde criei amizades brutais que levo comigo para a vida toda - ainda tenha esta maravilhosa surpresa de perceber que, sim, é possível criar amizades bonitas num ambiente de estágio ou de trabalho. Foi uma das experiências mais simpáticas que levo comigo.

No início deste texto disse que não comprava a teoria de turmas femininas gerarem mais estes climas competitivos ou conflituosos por isto mesmo: dez raparigas, que não se conheciam de lado nenhum, que estão a quatro meses de terminar a Licenciatura, que têm de começar a criar contactos e a mostrar o que valem, que têm um passado académico de turmas competitivas revelaram-se prestáveis e com espírito de companheirismo. No expoente máximo da competitividade que é um estágio, dez raparigas mostraram aquilo que eu há anos venho a tentar explicar aos meus colegas em vão: a carreira e o sucesso é a solo, mas somos muito mais potencializados para o nosso melhor quando trabalhamos em equipa. 

domingo, 19 de junho de 2016

DAILY || Summer Time, Best Time


Finalmente S.Pedro deu tréguas a todos nós e devolveu-nos os dias de Sol e a brisa de calor. Confesso que ignoro completamente os comentários das pessoas que de tudo se queixam, faça chuva ou faça Sol e dou uso aos óculos de Sol e ao sorriso. Calor e Sol era tudo o que precisava para sentir a vida ainda mais viva e colorida. E não existe em mim aquele desejo de que chovesse enquanto eu trabalhasse só para não me dar a inveja de ir passear ao Sol. Por mim, os dias bonitos (não desclassificando a beleza de um dia de chuva e frio, que também os há) e solarengos poderiam existir em qualquer altura e eu não me importaria. Só me deixam mais feliz, estando eu a ir para a praia ou a sair do trabalho.

Esta tem sido uma época caricata. Se ainda estivesse em rotina de aulas estaria em fase de espera de notas ou a estudar para um possível exame. E este Junho não foi marcado por uma semana intensa de entrega de trabalhos com trezentas frequências empoleiradas. Este Junho tem estado marcado pelos passeios bonitos pelo Tejo depois do trabalho enquanto como um gelado, pelos óculos de Sol no rosto enquanto sigo para o metro, pelas idas à praia ao fim de semana para bronzear e aos finais de dia da semana para clarificar as ideias e refrescar os lábios com uma bebida doce e fresca. 

O cheiro do protector solar, do after sun e do body mist começam a monopolizar e os biquínis dão a cor que falta à minha pele. O cabelo a clarear, as sardas a voltar em força e em sítios novos da cara, as maçãs do rosto a ganhar um tom mais saudável, a vida a parecer melhor, mesmo sem ter mudado aspecto algum.

E quando se trabalha, quando há e-mails para responder, apresentações para fazer, tópicos de reunião para estruturar, folhas de cálculo para analisar, leva-se o portátil para a varanda com um refresco e uma playlist que nos transporte para a melhor esplanada da nossa vida. E quando não se trabalha mata-se o tempo com quem o tempo parece não existir, passeia-se de mão dada, dividem-se gelados e expedições para as zonas rochosas da praia onde o mar transforma cada recanto em piscinas naturais onde se pode gelar a cara de um mergulho só e fazer os olhos arder da água salgada.

O tempo para ler existe e é tão bom, como não havia em época de aulas. Há vontade para tudo, há tempo para tudo e a agenda é nossa e não do que acontecer. Está tudo bem.

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia

sábado, 18 de junho de 2016

FILMES || Once Upon a Time... Walt Disney


No início deste mês, em jeito de celebração do dia da criança, a RTP2 transmitiu um documentário delicioso sobre o criador do universo de animação mais adorado por todo o mundo: Walt Disney. E, apesar de terem escolhido a dedo a data de estreia deste documentário, desenganem-se se pensam que a abordagem foi infantil ou fantasiosa, muito pelo contrário; Once Upon a Time desconstruiu a magia dos filmes da Disney que nos fazem sonhar, suspirar, acreditar em felizes para sempre e em sonhos que se tornam realidade e transportou-nos para a mecânica.

Walt Disney tinha origens muito humildes onde a sua infância foi intensamente marcada pelos contos tradicionais europeus que todos nós também já ouvimos dos nossos pais antes de deitar. Por isto mesmo é que os "Clássicos da Disney" nos arrebatam tanto: nós já conhecíamos todas aquelas Princesas e Heróis e agora podíamos vê-los ganhar vida. 

Mas aquilo que torna o documentário soberbo é a prova de que não basta uma boa base de literatura infantil europeia para se construir um filme de animação que atravesse gerações ao longo dos anos. É preciso ler, estudar cinema, arte, correntes artísticas e personalidades marcantes. Walt Disney não queria que as suas produções chegassem a uma determinada elite socio-cultural. Walt Disney queria levar a cultura às pessoas que não a tinham disponíveis no imediato.

A forma como ele escolheu toda a equipa para fazer as produções que tão bem conhecemos hoje, a inspiração artística para determinados personagens e cenários... Sabiam que a ilustração da Bela Adormecida segue uma corrente artística tão específica que é possível encontrar alguns dos cenários do filme em muitos quadros famosos? Sabiam o que teve de fazer a personalidade que dava a voz da Rainha Má da Branca de Neve para fazer a voz após a sua transformação para aquela velhinha assustadora? E sabiam que essa velhinha é inspirada, também, num quadro? E sabiam que a Alice no País das Maravilhas levou quase uma década a nascer e foi um autêntico desastre de bilheteira?

Todo o documentário segue este tipo de caminhos com curiosidades fascinantes e detalhes altamente pertinentes. Os recursos da produção, a forma como a vida de Walt é tão reflectida nos filmes, a sua filosofia e como tão bem está fundamentada nas suas produções... É um documentário extraordinário que nenhum miúdo ou graúdo se arrependerá de ver. Agora já me percebem quando digo que os filmes da Disney não são para crianças? 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Uma galáxia de obrigadas!


Meus leitores, querem ajudar-me no meu projecto de estágio? Então cliquem AQUI, e respondam ao questionário, por favor!

(E obrigada também aos bloggers maravilhosos que já partilharam este link em algumas das suas redes sociais)

quinta-feira, 16 de junho de 2016

PASSAPORTE || Palácio da Vila


O Palácio de Sintra (ou Palácio da Vila, como os Sintrenses chamam com mais frequência) foi o monumento que marcou uma das minhas primeiras viagens a Sintra, quando era pequenina. Alguns detalhes do Palácio ainda estavam bem vivos na minha memória, mas todo o resto era uma névoa gigante. Foi a oportunidade certa para voltarmos às nossas rotinas turísticas aventureiras e visitarmos mais um lugar fantástico em Sintra - já que esgotámos quase tudo o que havia para visitar lá, em modo estreia -. 




Este é um Palácio pequenino mas que não fica na sombra dos grandes. Quartos sumptuosos (em que finalmente conseguimos ver a população portuguesa a reconhecer os Reis que estão nos quadros porque D. Sebastião aparece em quase 90% do sítios e as piadas do nevoeiro e do micro-clima em Sintra são mais do que as queijadinhas que estão nos sacos da Piriquita que levam na mão), tectos que fazem as nossas bocas abrirem e os nossos olhos aguçarem à procura do veado que carregue o nosso apelido num dos salões principais e mobília em madeira pesada mas com detalhes em mármore tão delicados e pormenorizados que nos perguntamos como foi possível tamanha obra de arte existir numa época sem tecnologias de ponta para a simetria, a escultura e carpintaria fluírem de uma forma tão harmoniosa e inspiradora. 





As tendências da arquitectura árabe estão mais que evidentes nos corredores, em alguns salões, nas fontes e no pequeno pátio que reflecte a luz do Sol e nos convida a ficar por ali mais tempo do que o combinado. Os azulejos mesmo portuguesinhos, as varandas com uma vista arrebatadora para a Vila de Sintra - que é tão bonita e não me canso de a admirar - os jardins tão bem trabalhados e, claro, não podia faltar: a famosíssima cozinha, onde estão enraizadas as enormíssimas chaminés e onde todos nós olhamos à procura da clarabóia, numa imensidão de profundidade. Naquela cozinha, não há vivalma que olhe para o chão.






O bilhete custa 10 euros (Sintrenses ao Domingo não pagam monumentos em Sintra a não ser a Quinta da Regaleira) por esta experiência de encantar. Uma Palácio a palpitar no coração da colorida e cheirosa a travesseiros Vila de Sintra que desespera pela vossa visita.


Fotografias da minha autoria, por favor, não as utilizar sem autorização prévia

quarta-feira, 15 de junho de 2016

MÚSICA || Yuna's Chapters

Ainda hoje recordo com carinho a minha maravilhosa descoberta de Yuna... Em 2013, numa acolhedora casa de chá em Sintra (imaginava lá eu nessa altura que esta vila seria palco de tanta coisa que se passa agora na minha vida) enquanto estudava Fisiologia I. Acho que Yuna tem uma voz em que é impossível ficarmos indiferentes, pela doçura sem agudos irritantes, pela clareza sem efeitos vocais exagerados e se o seu último álbum já se afastava mais da suavidade inicial das suas músicas para entrar em ritmos mais alegres e contagiantes, então este seu novo álbum, Chapters, revela ainda uma outra faceta de Yuna, que eu acho que lhe encaixa como uma luva.

Em Chapters encontramos uma harmonia entre a sua voz natural, característica (delicada mas com garra na medida certa) e bases de Jazz e R&B - muitos suaves, mas os registos estão lá -. Acho que, a cada álbum que lança, nota-se as músicas cada vez mais encorpadas, envolventes e com a musicalidade explorada ao máximo. Não podia ter ficado mais fã deste último lançamento de Yuna (que já não era sem tempo!). 

Sou assumidamente apaixonada por todas as faixas de Chapters mas confesso que vibro um pouco mais com a Mannequin, Places To Go e Poor Heart.

terça-feira, 14 de junho de 2016

PASSAPORTE || Câmara Obscura


Foi apenas este mês que conheci uma Câmara Obscura em Portugal. Para quem desconhece de todo o que escrevo, passo a explicar: Câmara Obscura é uma atracção turística onde um pequeno grupo de pessoas se junta no interior de uma sala totalmente escura e onde a única fonte de luz provém da clarabóia disponível no tecto dessa sala, onde entra luz solar. No interior da sala existe uma enorme mesa branca, movível, onde a luz projecta uma imagem a 360º da cidade onde estão em tempo real. Como? Pelo mesmo sistema que existe nos submarinos: reflexo em espelho. No topo da torre (é quase sempre uma torre pela sua vista privilegiada) existe uma estrutura espelhada que pode ser movida e o espelho reflecte a imagem para a mesa branca, por onde todos nós observamos as imagens em directo, sobre a cidade.

É uma atracção giríssima que eu recomendo que façam, se possível. Quase obrigatória. Pela experiência (todos os movimentos, decisões ou focos são sempre explicados pelo guia, para podermos acompanhar toda a mecânica) e pela oportunidade cultural e turística, uma vez que, à medida que o guia vai girando pela cidade, este pára e foca a imagem em determinados monumentos, ruas, praças ou pontos que ele ache interessante explicar para o seu público, sempre com curiosidades e explicações sobre a História da própria cidade. A duração é sempre próxima dos 10, 15 minutos, dependendo da cidade que visitam.

Ninguém que foi comigo já tinha visitado uma Câmara Obscura antes mas eu já tinha feito a minha estreia em 2011, por Edimburgo. Outros lugares onde podem encontrar a mesma atracção são Grahamstown, Bristol, Santa Monica, São Francisco e Rio de Janeiro. Em Portugal encontram em Tavira e numa das torres do Castelo de S. Jorge, em Lisboa - que foi a que visitei -.

Fotografia retirada do site do Castelo de S. Jorge

segunda-feira, 13 de junho de 2016

DAILY || Fim de Semana King Size


Este fim de semana prolongado (incluindo o dia de hoje) foi tudo o que precisava e muito mais. A ansiedade dos dias acumulada, os meus problemas e alguns problemas de pessoas que gosto que decidi dividir, os obstáculos profissionais que pareciam ser irredutíveis, a falta de tempo mesmo quando houve tempo e a carência pelas minhas pessoas estava a fazer-se sentir na minha energia e saúde. Já não era uma questão de gostar deste fim de semana. Eu desesperadamente precisava de um fim de semana. Para desligar. Do telemóvel, das chamadas, das mensagens, do e-mail profissional e pessoal, das notícias, da agenda e viver cada dia como bem me apetecesse e com quem me apetecesse.

Foi óptimo para estar com quem amo de coração inteiro, para dançar com ele e libertar todo o stress entranhado na pele, para programar jantarzinhos com pessoas queridas e que só arrancam de nós sorrisos, para passear à noite sem medo das horas em que encontraríamos a cama, para dormir um pouco além das oito da manhã, para saborear o meu primeiro dia de praia, para comer gelados a ver o pôr-do-Sol e jantar ainda de dia no jardim porque já há tempo bom para isso. Foram dias de fazer ronha no sofá e maratona de filmes enroscada nos seus braços e a receber doses cavalares de mimos e de tomar um bom pequeno-almoço bem cedo para visitarmos um Palácio. De dançar na cozinha, de ver o Euro, de substituirmos a preocupação do temos de fazer pelo que nos apetece fazer.

Foram dias para cuidar de mim, para passear, para me mimar, para fazer um banho de imersão e quase adormecer na água quentinha. Foram dias em que pude respirar. Tão importantes. Nós sabemos, mas às vezes estamos tão saturados na nossa rotina diária - muito previsível em algumas situações - que quase nos esquecemos da vida incrível que temos. Das pessoas à nossa volta que se lembram de nós diariamente com amor nos seus corações e carinho nos seus pensamentos. Que o calor está a regressar e que embora este Sol fosse muito mais apetecível na praia onde não estamos, é essencial também para sairmos do trabalho com um casaco a menos e um sorriso a mais com um convite para beber um copo numa esplanada. Esquecemo-nos que a vida está a seguir, que o comboio não está a parar e que, por vezes, é essencial olharmos para a janela e vermos o quão incrível é a paisagem que temos ao dispor.

É uma chatice quando nos esquecemos destes pormenores, do quão saborosa é a vida. E é normal também esquecermo-nos. E é para isso mesmo que eu acho que os fins de semana grandes servem; para nos lembrarem que vivemos uma vida maravilhosa, só por estarmos aqui, vivos, para a viver e bem viver. Espero que o vosso fim de semana também tenha cumprido a sua missão.

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia

quarta-feira, 8 de junho de 2016

PASSAPORTE || Lisboa por Tuk-Tuk


Em muitos lugares do mundo eu reconheço a utilidade, importância e obrigatoriedade de visitar a cidade por Autocarros Turísticos. Aliás, foram poucas as cidades que já visitei no mundo e que me escaparam esse Bus. Valem a pena em inúmeros detalhes, pelas descrições históricas e culturais dos lugares, por vermos a cidade num prisma completamente diferente e pelo panorama completo que temos, numa só volta, das principais atracções culturais que a cidade tem para nos oferecer.

Ainda assim, nunca achei que, em Lisboa, os Bus Turísticos resultassem muito. Os guias são óptimos, atenção! E o percurso está bem escolhido... Mas reduzem-se à sua insignificância que é o facto de Lisboa ser mais um Bairro Urbano do que uma cidade cosmopolita.
É certo que há muita coisa possível de ver nas estradas principais de Lisboa, mas a verdadeira essência desta cidade encontra-se quando vamos além das Avenidas e das ruas principais cheias de trânsito. Lisboa descobre-se por dentro. Nas ruelas, nos bairrinhos, naquelas encostas tão íngremes cheias de calçada coçada e que são tão estreitas que nos sentimos a entrar numa artéria do coração de Lisboa. E não há Autocarro Turístico que lá consiga chegar. Não onde Lisboa é Lisboa. E nesta visão turística e de transportes, eu acho que os Tuk-Tuks são verdadeiros transportes turísticos vencedores para esta cidade. E confirmei esta minha teoria antiga quando os experimentei, no passado Domingo.

Pelo seu tamanho e capacidade, conseguem ir às zonas bairristas de Lisboa mais típicas, aos recantos menos conhecidos pelos turistas mas mais especiais, aos miradouros muito mais incríveis do que aqueles que já toda a gente conhece e cruzar ruas e ruelas que jamais carro algum passaria. Tudo isto sempre com narrativa cultural e histórica por parte do motorista (pelo menos na minha viagem). Levou-nos a becos e miradouros completamente improváveis de sequer imaginarmos que uma vista tão incrível podia estar ali, às ruas onde as velhotas conversam umas com as outras pelas janelas e onde as fachadas em azulejo das casas contrastam com a roupa pendurada a secar. Transportou-me a detalhes escondidos do olhar mais geral mas que têm uma enorme importância na História desta cidade. E é um transporte muito acessível de se negociar preços.

Desde sempre que aconselho amigos meus que querem visitar Lisboa a escolher Tuk-Tuks, inclusive em Sintra. A experiência, a oportunidade, os lugares que visitam e a ligação com o motorista (que muitas vezes é um Licenciado em História, como aconteceu no meu caso e que assim tornou a visita ainda mais extraordinária) são uma fusão tão harmoniosa e incrível que saem desta cidade com um olhar muito mais apaixonado e familiar deste lugar que nenhum outro transporte turístico tem a capacidade de fazer.

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia

segunda-feira, 6 de junho de 2016

BOM GARFO || Casanova

 LISBOA

Foi num soalheiro Domingo que eu finalmente consegui experimentar o Casanova. E antes de vos transportar para esta viagem de sabores, partilho convosco a dica que me disseram quando souberam que queria lá ir: cheguem cedíssimo. 
O Casanova não pode ser um restaurante que decidam à última da hora visitar. Tem de ser um restaurante que planeiem visitar. Isto porque ainda faltava meia hora para as portas abrirem e já havia uma fila gigante. Não foi problema para nós porque estávamos prevenidos e assim, quando o Casanova abriu, tivemos até a oportunidade de escolhermos onde queríamos sentar. Mas ainda estávamos apenas a ler o Menu e a fila já começava a esperar que saíssemos da mesa. 
Pelo dia e pela vista, decidimos ficar na zona exterior e valeu cem por cento a pena. A vista é arrebatadora para um Tejo azul e brilhante que contrasta com a vegetação esverdeada que rodeia todo o espaço de esplanada. É um convite para ficarmos e desfrutarmos de cada minuto.


quinta-feira, 2 de junho de 2016


Ainda não chegámos ao fim de 2016 mas eu já sei que Maio foi um dos meus meses preferidos do ano. Estes serão Favoritos especiais embora eu sinta que poderão ficar um pouco desiludidos porque o conteúdo não irá muito além de momentos importantes para mim e muitas poucas novidades sobre as restantes categorias. Still, tenho algumas coisas que adorei usar/experimentar em Maio e que talvez vos desenjoem das minhas emoções académicas. Venham comigo!