sábado, 30 de abril de 2016


Abril foi loooongo. Nem acredito que começou com uma viagem e terminou com a minha Pasta de Finalista nas mãos. Pelo meio aconteceram tantas coisas, tantas novidades, tantas aquisições e experiências que parece quase inacreditável que tanta coisa gira possa ter acontecido num só mês. Mas assim foi. Acompanham-me?

sexta-feira, 29 de abril de 2016

OBRIGADA


Eu ofereci com o coração. Vocês responderam-me com o vosso. Nunca, em tempo algum pensei que oferecer uma Fita à Blogosfera gerasse tantas mensagens bonitas, inspiradoras, emocionantes... Não esperava tanta dedicação, tanto empenho, tantas palavras só para mim... Uma falha totalmente minha, evidentemente, por já estar tantos anos por cá e ainda não perceber o "poder da caneta" por aqui.

Foi de tal forma impressionante que a minha humilde Fita verde não chegou para caberem todas as vossas mensagens incríveis. Tive de arranjar mais uma (amarela, desta vez) para que todas as vossas palavras ficassem gravadas numa das pastas mais emblemáticas e importantes da minha vida. Jamais deixaria que votos tão carinhosos da vossa parte ficassem perdidos por falta de espaço. Ao contrário de bobby pins, estas são mensagens que jamais quererei perder.

O que dizer? O que dizer quando há tantos elogios, tantos desejos para eu ser feliz, tantos obrigados, tantos carinhos em cada parágrafo? Há muita gente que detesta fitas académicas. Acha-as uma perda de tempo, uma chatice ter de escrever num km de tecido, torna as pessoas que as têm chatas por estarem sempre a insistir para entregar e depois a pedir para devolver. Mas eu acho que as fitas têm também algo mágico e transformador: sobressaem os melhores desejos que as pessoas têm para nós. Lá só se eternizam desejos reais, desejos grandes, desejos que os outros querem mesmo que se concretizem em nós mesmos. Não há muito que dizer quando o coração salta pela boca, a garganta fecha-se e os olhos humedecem porque o carinho é tão grande que nem acreditas que possa ser tantas coisa boa só para ti. Tal como na minha Fita, tantas palavras bonitas não couberam no meu coração e ele rompeu-se em lágrimas (felizes, eu prometo).

Obrigada. É o que me resta dizer, de voz embargada. Por doze mensagens tão queridas, tão amorosas, tão genuínas e tão ricas. Obrigada Vanessa, Margarida Melo, Inês Vivas, Inês, Rita R., Mariana Oliveira, Carolayne R., Cherry, Carolina., Ju, Sofia Costa e Leonor. Um obrigado gigantesco, que nenhuma Fita conseguirá medir. Obrigada pelas palavras que vos fluíram do coração, porque mensagens assim só podem vir de dentro. Vocês são bonitas e é a maior das honras saber quem são por detrás dos votos incríveis que me deixam. Porque quando pessoas maravilhosas escrevem assim para nós, só há uma coisa a fazer: honrar as palavras que nos desejam.

A minha pasta é agora mais rica graças a vocês. E em momentos na Blogosfera em que a desmotivação se instala, o aborrecimento permanece, as desistências e os pontos negativos se sobressaem, eu olho para este movimento de incrível companheirismo e beleza e penso que nada se compara a limpar lágrimas de orgulho e felicidade. 

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia

domingo, 24 de abril de 2016

Um carro Inês


Se o Mini já me apaixona, então este modelo atacou o meu coração de uma forma profunda. Que carro bonito, até a cor consegue comunicar! Este carro é tão Inês!

EVENTOS || Gala Internacional de Ballet 2016


Que melhor forma de terminar um Sábado cheio de Sol e bons passeios? Com um bailado ao final da noite. E um bailado especial, uma gala de celebração da dança. E escolhi uma companhia muito especial: a minha avó. Uma pessoa que adora tanto a cultura, que visita Lisboa de propósito para uma boa peça de teatro, uma divertida revista e que já fez presença em imensos concertos, até era chocante de dizer que nunca tinha visto ballet ao vivo. E não por desinteresse. Já muitas vezes a tinha visto suspirar para a televisão, olhando para os bailados que passavam nos canais e pensei "Os netos também merecem riscar desejos da lista dos avós e não apenas o contrário". E lá comprei os bilhetes e surpreendi a minha companheira cultural.
A companhia de bailado Russian Classical Ballet voltou a Torres e trouxe consigo uma Gala Internacional de Ballet onde pudemos apreciar solos e pas de deux de alguns dos bailados mais famosos do mundo. A Bela Adormecida, A Morte do Cisne, Le Corsaire, O Talismã, Gopak, O Lago dos Cisnes, A Esmeralda, Giselle e Dom Quixote foram os bailados escolhidos para nos presentearem com as coreografias principais, contando com oito bailarinos fenomenais, todos com escolas e formações diferentes, para tornar o espectáculo ainda mais diversificado.

Achei brilhante o conceito desta gala. Conseguir seleccionar, a dedo, algumas das coreografias dos bailados mais emblemáticos do ballet e conseguir que o alinhamento fosse harmonioso, equilibrado e bonito ao mesmo tempo não é fácil. São peças muito divergentes umas das outras, com exigências, composições e esquemas muito contrastantes uns com os outros e que poderia resultar num desastre. Acho que uma das melhores jogadas foi mesmo a ausência de cenários; Não havia cenários trabalhados, não havia panos de fundo, simplesmente jogos de luz. E isso permitiu que a transição entre peças fosse menos confusa, levasse menos tempo e fosse mais fluída. Mas nada faltou; O guarda roupa. Lindíssimo. De fazer suspirar; Os bilhantes, lantejoulas, rendilhados, tules esvoaçantes com uma fluidez mais lenta que a perna da bailarina e que, por isso, ficava com um efeito magnífico, como se o seu vestido desenhasse no ar os movimentos da sua bailarina, as cores, os adereços. Os penteados e a maquilhagem. E os bailarinos não ficavam atrás, com as suas peças, também elas, muito trabalhadas e que promoviam a elegância e a força.

Ainda não vi todos estes bailados e há muitos daqui que estão na minha lista para assistir há, literalmente, anos, mas achei fabuloso poder ter um gostinho de cada um. Como uma fatia de bolo maravilhoso que nos convida a comer o resto. Foi um convite a ver a totalidade, foi uma prova para ver se iremos gostar do seu todo. E fiquei conquistada com muitas delas. Se a urgência para as ver já era muita, agora é essencial ver o resto. Cada bailado teve o seu tempo de antena certo. Não achei que nenhum soube a pouco nem achei que batalharam demais na mesma história. Foi altamente bem pensado e equilibrado. Majestoso e elegante.

Gostei mais de algumas duplas do que de outras, mas a dupla japonesa com Terada Midori e Okawa Koya foi a minha favorita, a léguas. Okawa foi exímio nas suas piruetas e Terada conquistou o público inteiro com a sua elegância, com os movimentos delicados e com o sorriso tão meigo. Mas Margarita Demjanoka não se deixou ficar atrás e deixou a plateia inteira em silêncio absoluto e tristeza no olhar com o poderoso solo d'A Morte do Cisne. Foi muito intenso. 
Uma das coisas mais fantásticas de ver bailados é que é um espectáculo muito rico ao olhar. Há muita coisa para podermos observar sem ser apenas o todo. A colocação dos pés, a posição das mãos, a postura nas piruetas, a forma como o bailarino dá apoio à sua parceira, a expressão facial, o olhar para o público e, incrível quando existe, a química no olhar entre pares. Há tanto para ver que não só e apenas a coreografia na sua superfície.

Foi um espectáculo tão bonito, tão doce, tão agradável que só tenho pena de duas coisas: a fraca presença de público (continua a partir-me o coração que as pessoas não se interessem por outra parte da cultura que não apenas cinema e festivais de Verão), e o palco pequenino, que me fazia ficar com o coração na boca cada vez que faziam recepções na beirinha do palco. E o facto de jamais terem falhado ou hesitado só me faz admirar ainda mais estes artistas. A minha avó ficou maravilhada e eu também. Não foi o bailado da minha vida (ou Gala, digamos) mas foi tão maravilhoso! Recomendo-vos. Eu vi no conforto da minha cidade, mas ainda vão passar por Lisboa, Sintra e Figueira da Foz e o preço do bilhete não é, de todo, um absurdo (20 euros, senhores, gastam muito mais numa ida ao cinema!) Recomendo muito para quem nunca viu ballet ao vivo, é uma boa introdução, com diferentes peças (quem sabe não se interessem mais por alguma delas em particular e a procurem no futuro), 90 minutos que vão passar a voar e que vão valer a pena!

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domingo, 17 de abril de 2016

DAILY || After Work


Estagiar e trabalhar sem ter obrigações académicas como estudar ou fazer trabalhos tem enormes vantagens e a principal é poder programar os meus dias como quero e conforme as minhas novas prioridades. E uma dessas prioridades é um emprego de oito horas que me faz sair de Lisboa já ao fim do dia, exausta e ensonada. A primeira vontade e a reacção mais natural é querer enfiar-me no sofá e de lá não sair até ser horas de ir para a cama (confesso, já o fiz e acredito que vá voltar a fazer e não vejo problema nisso) mas decidi-me, logo desde o início, que ia aproveitar ao máximo o tempo livre que esta nova rotina me possibilita, mesmo com limitações horárias.

Algo que tem deixado os meus dias mais felizes é eu não deixar que o cansaço me abata. Cedi um pouco em relação ao exercício físico (efectivamente o trabalho pesa-me nesse momento, mas tentei uma nova estratégia e decidi fazer de manhã) mas, de resto, não tenho deixado que a vontade de ser lontra leve a melhor de mim. Sinto-me ainda mais activa do que quando andava nas aulas e isso vale ouro para mim. Poder ir buscar o João à escola e fazer aqueles programas só nossos. Fui honrada com o prémio de Prima Favorita e isso é um título que não basta ganhar, temos de o cuidar. Não ir logo para casa e aproveitar para fazer uma pausa para gelado ou um passeio pela cidade com a mãe. Enfrentar o trânsito pela boa causa de ver amigos e pessoas de quem gosto tanto e gostam de me ver ao final do dia. Experimentar receitas que andamos, literalmente, há anos a dizer "Um dia...". Procurar imensos programas diferentes para fazer e não cair na tentação de arranjar desculpas para não nos divertirmos. Aproveitar os pequenos-almoços com o meu namorado quando ele me leva ao trabalho e saborear a sensação de nos sentirmos em casa quando ele me vem buscar ao trabalho e traz consigo um programa novo e amoroso para mim. Ou eu para ele. Namorar, namorar muito e saborear as horas todas porque o tempo arranja-se sempre para quem amamos. Aceitar todos os convites que mensagens inesperadas trazem consigo à hora de almoço. Saborear os fins de semana estando como quero: a viajar, a passear, a fazer compras, a experimentar comidas e receitas, a compensar o exercício que falhou durante uma semana ou a ser lontra e a ler livros enquanto como pipocas. As possibilidades são infinitas.

Trabalhar cansa, mesmo quando fazemos o que gostamos. E a urgência por férias surge mesmo quando temos o trabalho de sonho, não se deixem enganar. Podemos trabalhar felizes mas, no final, quando passamos a porta do edifício, o peso das tarefas do dia abatem-se sobre nós. Não há como negar. Mas logo de início concordei comigo mesma que o dia não se faz só do meu trabalho. Não sou só a Inês Profissional, a Inês Nutricionista Estagiária. O meu dia tem 24h, não 8h. E eu também sou Inês filha, Inês neta, Inês Prima Favorita, Inês namorada, Inês sobrinha, Inês amiga e, a mais importante de todas, sou a Inês. Sem sufixos. E preciso de mim também. Do meu corpo cuidado, do meu corpo mimado, da minha auto-estima, dos meus sorrisos, dos meus livros, da minha música, da minha fotografia, dos meus passeios, dos meus presentes para mim mesma, do meu namoro com a minha cadela gordichona, dos meus momentos de escrita e da felicidade que eu sempre construí para mim mesma. E isso, tal como eu faço das 9:30h às 18h, trabalha-se. E eu acho que estou a fazer o melhor trabalho da minha vida: viver.

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia

O engraçado (e precioso) das fitas é leres dedicatórias e palavras de pessoas que, por norma, não têm o hábito de escrever este tipo de textos sentidos.


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sábado, 16 de abril de 2016

EVENTOS || Wings For Life


Sabem aqueles eventos que, cada vez que são publicitados ou passam em algum lugar, as vossas pessoas olham automaticamente para vocês como se estivéssemos todos na escola primária e alguém lesse uma história com o vosso nome? Pois bem, é isso mesmo que acontece comigo quando a Wings For Life é publicitada na rádio.
É o Diogo que olha para mim. Toda.a.vez. E repete sempre o que eu digo: "adorava fazer esta prova". É o meu pai que está careca de saber, a minha mãe que me chama sempre que ouve. Mas é uma realidade: há anos que falo sobre um dos eventos mais bonitos e solidários de sempre.

Como não achar este evento maravilhoso? Para quem desconhece, passo a explicar: Em todo o mundo, à mesma hora (nos seus respectivos fusos horários, cá em Portugal inicia-se ao meio-dia) o tiro é disparado e todas as pessoas que se inscreveram na prova nos seus respectivos países começam a correr... Ao mesmo tempo! Sou só eu que estremeço de felicidade com a ideia brutal que está aqui?

Mas como se não bastasse, esta corrida não tem só este ponto genial! Tem muitos outros como... Não existir meta. Sim, não há meta, não há aquele ponto super bem assinalado e gigante cheio de gente a bater palmas onde cruzamos a clicamos logo nos relógios para parar o tempo da nossa prova. Esta corrida, é um jogo de apanhada mundial! Após darem-nos algum tempo para iniciarmos a prova, um carro muito específico e bem assinalado, chamado carro-meta, começa a realizar o nosso percurso... O objectivo é conseguirmos que o carro-meta fique sempre atrás de nós porque se cruzar connosco significa que a prova termina para nós. Conclusão: não corremos para a meta; A meta corre atrás de nós. E mais uma vez eu deliro com estas ideias incríveis.

Mas as coisas geniais não terminam por aqui, porque uma organização destas pensa em tudo e faz todo o sentido, ou não estivéssemos a falar de uma prova sincronizada mundialmente: é por uma boa causa. E esta, para mim, é a mais importante. O mundo inteiro corre ao mesmo tempo pela luta à cura das lesões da espinal-medula. O preço da inscrição para esta prova (taxa de inscrição 25 euros com VAT 23% de 4,67 euros) reverte na totalidade para a pesquisa da cura. E se já tinha razões para pular de felicidade, é assim que eu acabo por explodir.

A única coisa que me desanima é o facto de a prova se realizar no Porto. Nada contra o Porto, de todo! É uma cidade incrível que quero imenso visitar, mas está muito longe de mim e a data, 8 de Maio, é muito delicada nos meus afazeres e relatórios de estágio e académicos. Estou a tentar fazer trinta por uma linha (de verdade) para poder participar mas não tenham dúvidas de que, se a prova fosse em Lisboa, eu já tinha a inscrição concluída há muitos meses. Assim fica um bocado difícil, já que até Agosto vou ter grandes dificuldades para me comprometer em eventos. Mas quero muito, quero tanto, tanto...

Mas vocês aproveitem! A maioria dos meus leitores é do Norte e fico ainda mais feliz por partilhar com vocês este evento que me emociona, me deixa feliz e me desafia! Não se sentem desafiados? A querer fazer o melhor tempo possível? A ter gana de concluírem a prova com sucesso pessoal e ainda conseguirem ajudar numa causa? Não se sentem extasiados por poderem participar em algo que alguém do Brasil, Berlim, Dubai, Estados Unidos, Japão ou até Rússia também está a fazer e precisamente ao mesmo tempo que vocês? Eu acho inacreditável e por isso mesmo apelo que participem. Pela vossa saúde, pela vossa concretização pessoal, pela superação de um desafio e porque vocês podem correr por eles. Porque vocês têm duas pernas que não voam, mas dão asas aos outros. Aproveitem-nas!


quinta-feira, 14 de abril de 2016

PRONTO A VESTIR || Oh Nolita...


Uma das melhores provas de que crescemos e transcendemo-nos é nos nossos desejos de vestuário. Vamos aperfeiçoando os nossos gostos, vamos ganhando desejos mais complexos, estilos que nos identificam mais e que não agradam o mundo inteiro. A prova disso na minha existência foi esta mala. Para mim, as malas tinham de ter uma certa monotonia no que toca a cores. Os padrões eu evitava e adorava que fossem de uma só cor, sem grandes variações. Para ser sincera, ainda gosto desta particularidade, a diferença é que não sou tão radical como seria há uns anos atrás. 

Quando vi a Shopper Nolita babei. De todas as formas possíveis eu e Nolita trocámos olhares e promessas de amor. Mas não a levei logo para casa. Namorei-a, namorei-a mais um bocadinho... E num final de dia de trabalho, em que precisava de um miminho e de um boost de confiança, orgulhosa de mim depois de toda a poupança que o início de estágio me garantiu, decidi levá-la para casa. E é tudo o que idealizei nesta relação.

Discreta na medida certa, intemporal se eu desejar, com um toque suave de arrojado com os padrões. Para mim, se já achava a cor acastanhada um elemento vencedor, o padrão sem dúvida que lhe dá a graça final e a irreverência. O pormenor dos fechos laterais (que posso fechar se algum dia o padrão e eu nos chatearmos), da bolsinha com a carteira à vista e da bolsa no interior da mala onde posso guardar as coisas (e transferir muito mais facilmente toda a tralha da mala quando quiser mudar, é só pegar na bolsa e metê-la no interior de uma outra mala) e ainda usá-la como segunda mala através da corrente conquista-me todos os dias. É prática, maleável, guarda todos os pertences que preciso no dia-a-dia e complementa-me em qualquer altura. Eleva-me a auto-estima, a confiança no andar e até ilumina os dias em que tenho de apanhar Metro. Só ainda não trabalha por mim às Sextas-feiras nem faz refeições. Mas acredito que, com o tempo e com o ganhar da confiança nesta relação, a gente chegue lá. Obrigada Nolita, por me fazeres sentir incrível. 

MÚSICA || Discover Weekly - Spotify


Já toda a gente sabe que o Spotify é uma das minhas aplicações de música favorita. Gosto que seja aleatória, contorno os skips com refresh e faço milhentas playlists para os mais diversos estados de espírito e actividades. E, mais do que conhecer música nova, gosto de conhecer música pensada em mim. Por isso mesmo é que vos apresento o Discover Weekly.

É uma playlist feita pelo próprio Spotify mas personalizada para as nossas contas. Cada conta tem um Discover Weekly (se tiverem o Spotify conectado com a vossa conta de Facebook descobrirão que a vossa foto de perfil é a capa da vossa playlist) que reúne uma série de músicas conforme os nossos gostos e preferências, conforme as playlists que criamos, as músicas que ouvimos, os álbuns que pesquisamos. Tudo entra em critério para uma playlist que se renova de segunda a segunda feira.

Graças a isto já descobri tesouros maravilhosos, escolhidos a dedo para mim. Foi uma descoberta ma-ra-vi-lho-sa para quando quero descobrir música nova ou não sei o que ouvir. Super recomendo, se tiverem conta de Spotify.

terça-feira, 12 de abril de 2016

FILMES || Os Oito Odiados


Já toda a gente sabe que sou fã de Tarantino e quando vi Os Oito Odiados no cartaz de cinema, saltei de alegria. Estava tudo pronto para um serão em grande: pipocas, boa companhia e sangue falso prometido. O que podia correr mal?

Até me custa dizê-lo, mas fiquei muito desiludida. Definitivamente este não é um filme que considere que possa ir para o repertório fantástico de filmes bons do Tarantino. E o que mais me irrita quando um excelente realizador me desilude, é quando tinha todos os trunfos na mão para criar uma coisa para lá de brutal: a banda sonora é do caraças e com a instrumentalização tão bem explorada (valeu Oscar, senhores, por algum motivo foi), o elenco é ma-ra-vi-lho-so, a história em resumo tem potencial, mas tudo junto não combinou. Algo aqui falhou e eu tenho a certeza do que foi: a história era pequena demais para a carrada de filme que fizeram.

Oito homens que têm todas as razões para se quererem matar uns aos outros ficam presos numa pequena pousada durante uma tempestade. Sentem o potencial que poderia ser criado a partir desta ideia fabulosa? Mas não. O filme é, na minha opinião, demasiado longo, "pastela" em algumas cenas e eu acho ultrajante que seja a banda sonora (já vos disse que é do caraças?) e os actores - que fizeram um papelão exímio, especialmente a Jennifer Jason Leigh, que foi inacreditável - a suportar e a levar o Quentin às costas. Com tanta obra prima incrível, este pareceu-me um borrão de dedo que o elenco e a música abrilhantaram. 

O filme é bom por estes elementos apenas, não é extraordinário por uma realização e edição que, para mim, não funcionou. Para a próxima, Tarantino. Continuo tua fã. Prometo!

sábado, 9 de abril de 2016

SÉRIES || Versailles


A nova série da RTP 1 conquistou-me num piscar de olhos. Versailles é a série que passa ao serão e que revela a história da construção do palácio que dá o nome à própria história. Não se deixem enganar; Há sexo explícito, violência e mortes inesperadas, mas hoje em dia juntar estes três factores de uma forma crua e violenta resulta e enquanto assim durar tenho de ser eu, Maomé, a ir à montanha e fechar os olhos. 

Mal mostrei ao Diogo - que ficou logo fã - ele reconheceu uma bateria de actores que eu, leiga das séries de televisão, jamais tinha visto, mas acredito assim que seja um elenco escolhido a dedo e, mesmo não sabendo a mínima coisa sobre as suas carreiras ou personagens passadas, comprovo-o. Têm todos um charme inesquecível, uma voz persuasiva, uma elegância que espelha de uma forma muito inteligente uma época tão importante em França. Luís XIV foi o Rei Sol e a sua opulência deixou um legado que ainda hoje procuramos visitar.

Os detalhes históricos, os conflitos políticos, os interesses entre classes, o poder absolutista, a regra de aparências de uma família real, os obstáculos de uma arquitectura megalómana "impossível" e a mente de um Rei tão, à sua altura, irreverente e moderno são detalhes que a série transmite de uma forma muito bem sucedida e é por isso que a caracterização modernista da produção, incluindo a música, está tão bem pensada. Por exemplo, o meu namorado acha que a música de abertura - a famosa e lindíssima Outro de M83 - não se encaixa na série uma vez que é uma produção de época, que devia ter algo mais frio e bruto como em Game of Thrones, mas eu discordo completamente. Há toda uma preocupação com a elegância e modernismo, e uma música mais grosseira e violenta, de época, não resultaria aqui. Além disso, a letra da música é soberba (I'm the king of my own land (...) I'll fight until the end (...) Now and forever I'm your king) e encaixa com a maior das perfeições na história que querem contar - e se já tiverem visto a série comprovam-no, tendo em conta que este é um tema recorrente em cada episódio, a afirmação de Luís XIV como Rei de França -.

Para mim é uma série que resulta, até porque posso matar saudades de História e a forma como contam todos os desenvolvimentos é fantástica. Conquistou-me pelo seu tempo de emissão, pelas cores, pela fotografia, pela ausência de intervalos, pelo sotaque britânico e pela música de abertura escolhida a dedo. Todas as quartas podem ter a certeza de que a vejo.

Poster

Já ouvi o tão badalado álbum do Zayn e a minha sensação ao escutar as músicas foi de que o Justin Bieber e o The Weeknd decidiram ter um filho e este foi o resultado final. Não sentem ali umas combinações genéticas dos dois artistas? Este álbum, para mim, é um filho deles e é por isso que está a ser um sucesso. São ritmos que hoje vendem. Eu gostei imenso de algumas músicas e a minha favorita foi sem dúvida esta.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

PASSAPORTE || Ronda, Espanha


Foi nesta viagem incrível que me apercebi de um facto; Apesar de já ter visitado alguns locais (Andalusia, Sevilha, Salamanca, Barcelona, Málaga, Ronda, Aracena) nunca fui a Espanha no Verão. Nunca. Sempre visitei estes destinos em épocas diferentes mas em nenhuma eu estava de férias do Verão. E, mesmo assim, Espanha faz-me lembrar o Verão, quer a visite em Abril, quer a visite em Novembro. Sou sempre recebida por Sol e calor, por um tempo seco que me faz sempre voltar mais loira e com mais sardas. Para mim, Espanha é um eterno Verão e, como sei que é a estação em que sou mais feliz, visitar Espanha é receber um boost de felicidade, especialmente quando a companhia é incrível. Em Ronda senti precisamente isso.


Ronda é um paradoxo. O tempo seco, muito quente e as praças de cores calorosas e amareladas fazem-nos transportar para cidades muito a Sul, na verdadeira cultura e arquitectura mediterrânica e balnear, mas a paisagem equilibra os nossos pensamentos com o céu e as montanhas azuis e esbranquiçadas e as planicies verdejantes. Não há um recanto deselegante em Ronda; Tudo é de uma incrível beleza e há sempre algo maravilhoso para os nossos olhos mirarem. 






As paisagens montanhosas e o clima e arquitectura mediterrânico fundem-se de uma forma tão invulgar que resulta. E um dos melhores sítios para o poderem comprovar é na famosíssima Puente Nuevo, uma ponte de comprimento astronómica e que parece nunca acabar. A primeira coisa que me fez lembrar foi no Aqueduto das Águas Livres mas em versão curtinha, pelos seus arcos muito profundos e pela própria construção da mesma. É nela que se podem maravilhar com a fusão de paisagens e sentir a imensidão do mundo. Por onde olham, a paisagem é aberta e o horizonte extenso. Há casas nos rochedos mais improváveis, a água segue o seu percurso no fundo do vale, que é tão profundo que temos de nos debruçar para a observar. Há esplanadas em cada recanto e as pessoas saem às ruas para apanhar um Sol incrível em pleno Abril. Mas não é só a ponte que nos encanta. Há a praça de touros, as igrejas de cor amarela, as casas tão típicas espanholas (com as suas varandas em ferro preto e vazinhos coloridos e as janelas rectangulares e estreitinhas), a Praça de Portugal e ainda um coreto com um miradouro quadrado e minúsculo que está equilibrado no muro e no qual têm uma varanda para poderem observar quase "do ar" a paisagem envolvente. Ronda é bela e sabe disso. Tira proveito disso. E é impossível deixar de olhar, de a admirar, de tirar fotografias e adorar. Quero regressar a Ronda e ver mais. E matar saudades do que já vi e me encantou.









Todas as fotografias são da minha autoria, por favor, não as utilizar sem autorização prévia

segunda-feira, 4 de abril de 2016


Março foi um mês muito intenso a vários níveis e vi-me sempre ocupada com tarefas, reuniões ou decisões a tomar. Entre despedidas da rotina que sempre conheci, refeições especiais de celebração, entregas e consultas para ter tudo pronto para o estágio e a própria iniciação do mesmo, o tempo para alguns caprichos e miminhos viu-se mais curtinho e, portanto, estes Favoritos vão ter um peso muito maior pelos momentos guardados e pelas emoções manifestadas. Ainda assim tenho algumas coisinhas giras para vos mostrar! São uns Favoritos ligeiramente atrasados mas por bons motivos, estive de viagem!