quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2015 || Retrospectiva


"Deus dá-nos as cruzes que julga nós sermos capazes de suportar" foi o que um rapaz me disse, nas escadarias do espaço onde celebrei a entrada deste novo ano. Apesar da minha falta de proximidade com qualquer tipo de religião e de talvez ele já nem se lembrar, aquilo que ele me disse ficou-me gravado na memória durante todos estes dias.

Se em 2014 escrevi-vos que ia entrar em 2015 sem quaisquer expectativas e motivações, pois no último dia do ano termino com um sorriso por saber que foi o melhor ano da minha vida, tão curta. Quando gritámos "Feliz 2015" e desatámos aos abraços, eu jamais imaginaria que este ano reservava-me tantos momentos maravilhosos.

Em 2015 eu recuperei a minha auto-estima e voltei a ser a Inês de sempre. Essa foi a minha maior vitória do ano, começar a gostar cada vez mais de mim. Apaixonei-me sem esperar ou procurar tal coisa e descobri pelo Diogo o amor doce, dedicado, que só faz sentido com aquela pessoa, com promessas cumpridas, gestos bonitos e momentos mágicos que nunca são demais. Em 2015, no Carnaval, levaram-me o pequeno-almoço a casa e dancei no dia dos namorados à chuva.
Em 2015 andei pela primeira vez em 15 anos de comboio, milhões de vezes e andei por Paris sozinha. Perdi-me e reencontrei-me, nos passeios cinzentos da capital e nos meus pensamentos. Fiz um passeio romântico pela Quinta da Regaleira que me abriu as portas para Sintra inteira. Em 2015, conheci cada recanto de Sintra, muito além do que apenas os turistas conseguem ver.

Em 2015 ouvi muito boa música e em especial, fui surpreendida quando menos esperava. Um bilhete para o NOS Alive para poder ver alt-J, como sempre sonhei. Tornei-me um cromo de caderneta mas, em contra-partida, arrumei as sapatilhas do basquetebol e disse adeus aos pavilhões por tempo incerto. 
Em 2015 iniciei um projecto de investigação que só vai ser apresentado em 2016 e que deixa o meu coração descompassado de alegria. Passei a todas as cadeiras do terceiro ano e investi muito mais nas minhas pessoas, em dizer sim a planos, sim a convites inesperados, sim a fins-de-semana só para nós, sim à vida além das exigências académicas. Em 2015 decidi, definitivamente cortar com quem encarava a vida uma competição e que não apresentava os mesmos valores que eu. Em 2015 eu deixei pessoas sem sentir que foram perdas e senti-me aliviada por ter ao meu lado amigos que genuinamente lutam por mim e querem ver-me feliz. Em 2015 eu senti-me altamente exposta quando falei com o meu namorado e com a minha melhor amiga sobre a minha ansiedade e nunca me senti tão amada e cuidada com os seus abraços de volta, a sua compreensão e, acima de tudo, o seu respeito.

Em 2015 os laços com a família foram cada vez mais fortes e bonitos. O João cresceu e eu continuo a aproveitar cada oportunidade para o ir buscar à escola. Em 2015 eu vi o João a ler e contar sem espinhas e fiquei emocionada. 
Corri sempre que pude e vi o meu pai terminar 42km em França com o maior orgulho possível. Fui a um spa e comprei muita roupa gira e que me deixou com um estilo mais sofisticado (segundo os meus amigos!). Em 2015 o violinista que hoje tenta bater recordes a tentar tocar violino nos sítios mais inóspitos tocou Coldplay e Sting para mim enquanto falávamos de música, tu-cá-tu-lá. Fui ao NOS Alive com a melhor pessoa deste mundo e ouvimos James Bay juntinhos, jantámos ao som de Metronomy, cantei-lhe as letras que mais significavam para mim em alt-J e abanámos juntos o capacete em Muse. Recebei as mais bonitas declarações de amor e as mais incríveis provas de amizade.

Em 2015 eu mergulhei às dez da noite numa piscina em Vilamoura e passeei pelos caminhos campestres da Serra da Estrela. Li muitos livros e tive tempo para tudo e para todos. Disse mais vezes sim a cafés do que não. Comi muitas pipocas a ver filmes bonitos. Adormeci centenas de vezes no sofá com o Diogo. Tracei a capa das minhas afilhadas e mantive a minha firmeza sobre a mensagem de praxe contra todas as adversidades e caprichos que estavam a acontecer. Baptizei capas, atirei maltisers, recebi um agradecimento público da Presidente de Praxe que me deixou de lágrimas nos olhos e recebi ainda mais lágrimas da Vanessa quando, em Outubro, ela disse "É a tua última recepção. A última que vou passar contigo". Descobri que era finalista, mas ainda estou em negação. Recebi mais um afilhado contra todas as minhas previsões por serem tão poucos e tantos trajados à disposição. A família de praxe cresceu mais um bocadinho. Felicitei e espicacei muito o meu padrinho com o trabalho e a tese em farmácia. 

Em 2015 vi o pôr do Sol inteiro numa praia deserta enquanto falava sobre tudo e sobre nada com o Diogo e queimei a pele ao Sol a ler em belas tardes de praia. Dancei imenso, reencontrei-me com velhas amigas do Secundário que tantas saudades me deixaram. Subi a Serra inteira até ao Palácio da Pena e emocionei-me quando lá cheguei por finalmente concretizar um sonho antigo.

O Bobby Pins fez um ano e vocês não me deixaram ficar mal com boas referências, entrevistas, parcerias e elogios bonitos. Cumpri o meu objectivo e consegui comprar e receber imeeeeeeeeeensos DVD's. Tive o melhor aniversário de sempre com muito amor, surpresas, família e momentos de ternura que ainda hoje me fazem lacrimejar só de lembrar. Maquilhei-me e fui senhora por uma noite, uma verdadeira Cinderela. Vi os peixes mais incríveis no Oceanário e morri de saudades. Remodelei o meu quarto de cima abaixo, com muita força de vontade. Subi até às árvores e fiz arborismo pela primeira vez. Fiz uma Páscoa alternativa no Jardim Zoológico. Escrevi a fita de uma das minhas melhores amigas e festejei a primeira Licenciada do nosso grupo. Dei-lhe um empurrão de coragem para a nova vida em Aveiro. Prometi-lhe uma visita (que se vai cumprir). Vivi um Natal idílico, com luzes de Natal de mão dada, chocolate quente, presentes bonitos, família feliz.

Em 2015 eu passei tantos e tão bons momentos que, mesmo que agora tenha um texto infinito, eu não me importo. Fui eu, em 2015. Fui feliz, tão feliz que nem podem imaginar. Passei momentos tão bons, tão bonitos, com tanta aventura e aprendizagens que chego ao fim e olho para 2015 como um ano em que não parei: de fazer coisas, de experimentar coisas, de saber, de trabalhar, de reinventar e de sonhar.
Nunca fui tão amada e tive tão boas provas de amor, tão carinhosas. Estreitei ainda mais os meus laços de amizade e valorizei os de família. Fui empenhada e dedicada sem pisar ninguém. Passei bons valores a quem mos pediu para passar. Aproveitei cada segundo deste ano como se de um bolo delicioso se tratasse.

Termino sem saber o que dizer, mas de coração cheio. No meio de tantas memórias que por aqui deixei, como se estivesse a despejar uma caixa cheia de fotografias sei que este ano foi pleno. De saúde, de paz, de amor, de dinheiro, de estudos. Foi um ano maravilhoso e apaixonante, como nunca antes tive um igual. Um ano que longe estava de prever naquela madrugada de 1 de Janeiro. E, aconteça o que acontecer em 2016, eu fecho este livro de 2015 com um sorriso gigante nos lábios, um reconhecimento muito mais bonito da pessoa que sou, um monte de memórias geniais para contar, uma dezena de experiências incríveis e com um grande amor nos meus braços, dando-me força. Em 2015, eu fui muito feliz. E estou grata por isso.

Desejo a todos, do fundo do coração, um feliz 2016!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

BOBBY PINS || Obrigada


Amanhã vão podes contar com a minha retrospectiva de 2015 mas queria que a última publicação do Bobby Pins, sem ser a retrospectiva, fosse para vocês. Meus leitores. 
Acho que nunca tive um ano enquanto bloggeira (senti-me brasileira agora) que fosse tão preenchido com tão bom feedback. Veio de todo o lado, das maneiras mais extraordinárias. Vindos em publicações inesperadas, de mensagens no Instagram com imensa sinceridade, no Facebook, no Twitter, num comentário anónimo, num comentário assinado, num encontro casual de rua.
Ainda hoje eu aprendo a lidar com a forma como posso causar impacto com as minhas palavras na vida dos outros. Não é algo que eu consiga propriamente ter consciência nem sequer treinar. E só o sei porque mo dizem, e se o dizem, por muito que eu acredite, nem todas as línguas e expressões do planeta vão ajudar-me a expressar a gratidão que eu tenho por vocês me acompanharem, sempre com comentários muito genuínos, muito sinceros.

Quer pelos que comentam todas as minhas publicações religiosamente ou pelos que me lêem ao final do dia sem paciência para abrir a caixa de comentários, aos que me mencionaram seja de que forma for em qualquer plataforma de vossa gestão ou que tenham tecido a cuidado os mais bonitos elogios, o meu eterno e sincero obrigada. Daqueles obrigadas que ficam meio roucos de querermos chorar mas não querermos que as pessoas comecem a rir e digam "Aww". Daqueles em que depois as pessoas querem abraçar-nos e nós dizemos "Não, eu continuo a ser um génio do mal, larguem-me". Se vocês dizem que eu tenho impacto com as minhas palavras, deviam ver o impacto que as vossas têm na minha vida. Obrigada por me fazerem tão feliz com o que faço.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Em 2016...


... Vamos fazer uma viagem!

2015 || TOP15 Coisas Aleatórias


Mesmo que sejamos as pessoas menos materialistas do mundo, um ano não se faz sem coisas preciosas que nos ajudam a torná-lo mais fácil, simples, embelezado ou cheio de bons momentos. Produtos que nos acompanharam durante todos estes dias do ano e não nos falharam, descobertas e fizeram os nossos meses brutais durante vinte e quatro horas seguidas, coisas que sem elas, iríamos sentir-nos desamparados. É este o top que quero trazer, os produtos e coisas que, em 2015 não arredaram das minhas rotinas felizes! Mais uma vez, tudo estará disposto em ordem alfabética! Aquilo que for possível vai estar ilustrado clicando nos títulos dos produtos.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

2015 || TOP15 Publicações que mais gostei de escrever

Em 2015 o Bobby Pins fez o primeiro ano e eu fartei-me de escrever para vocês. Sobre mim, sobre os meus interesses, sobre a minha auto-estima, sobre o meu curso, sobre a carrada de comida que como, sobre filmes, livros, música e as minhas pessoas. Falei-vos de tanta coisa que só me apercebi disso quando olhei para trás, para o meu blogue inteiro e me apercebi do quão diversificada eu fui. Fiquei bastante orgulhosa, devo admiti-lo.
Claro que há sempre publicações que gostamos mais de escrever, embora eu vos garanta que todas as minhas publicações têm o maior significado possível. Escrever por escrever não é a minha praia. Mas há textos que ainda hoje me electrizam, mexem comigo, fazem-me sorrir. Mesmo que em vocês não desperte grande coisa, em mim despertou. Em 2015 eu escrevi imenso e custou-me reduzir tantos textos que me dizem muito a 15, mas regras são regras. E aqui ficam eles, organizados de forma cronológica:

15. 



14.



13.



12.



11.



10.



9.



8.



7.



6.



5.



4.



3.



2.



1.



E vocês? Têm alguma publicação favorita do Bobby Pins?

domingo, 27 de dezembro de 2015

2015 || TOP15 das fotos que mais gostei de tirar (Instagram)

À semelhança do ano passado, decidi trazer este tema de volta. Foi um dos meus preferidos de fazer em 2014 e voltou a marcar-me imenso este ano por poder rever o meu Instagram de uma forma nostálgica e cheia de memórias. Como sempre, foi difícil. Há uma série de fotos que adorei tirar (sendo todas da minha autoria, portanto, não as utilizem sem autorização prévia), quer pela história por detrás da foto, quer pelos aspectos mais técnicos, quer pela própria beleza da fotografia. Se no ano passado estava cheia de medo de encher-vos a publicação de pôr-do-Sol e praias, este ano tinha medo de vos empanturrar com Paris e Oceanário. Mas consegui, consegui reunir 15 fotos que adorei tirar e publicar para vocês para o Instagram. Querem ver?



Sinto-me uma pessoa muito afortunada quando sei que, além de todos os afectos que recebo ao longo do ano, ainda tenho todos estes miminhos debaixo da árvore num dia de Natal. Especialmente quando não sou de fazer wishlists nem de pedinchar coisas. Só prova que tenho pessoas ao meu lado que me conhecem de uma forma inacreditável e que fazem mundos e fundos para me verem feliz com estes presentes. E isso, para mim, é precioso demais.
Muito obrigada ao meu namorado, família e amigos por me fazerem os olhos brilhar a cada embrulho pensado para mim, porque nota-se a léguas que foi. Sou a pessoa mais grata do mundo por vos ter. Espero ter-vos feito sentir o mesmo com os meus presentes (eu esforcei-me por isso).

sábado, 26 de dezembro de 2015

EVENTOS || Natal 2015


E assim mais um Natal se passou. Na calorosa, sempre calorosa casa da tia. Com o sorriso do avô brilhante do outro lado da sala assim que me viu, com um abraço vindo a 200km/h do João com toda a excitação natalícia, com a tia a dizer "Fiz o bolo para ti" e um piscar de olho.
Os abraços dos familiares mais distantes e alguma pronúncia do norte. O momento em que nos apercebemos que estamos crescidos porque tanta gente o diz. A mesa dos graúdos com selecção de vinhos e a dos miúdos com selecção de refrigerantes. A dança dos meus familiares à volta da mesa para conseguirem as melhores posições para alcançarem o bacalhau e os acompanhamentos e o bacalhau à Brás para nos salvar a todos, esquisitos. A minha constante advertência para o avô não meter mais sal. "Hoje não avô, vá lá" e ele lá me faz a vontade porque ninguém é capaz de recusar uma vontade no Natal.

O barulho que nunca termina. Conversas por todo o lado onde a qualquer momento nos podemos juntar e partilhar o nosso palpite. Ou ficar sossegados, como eu, e observar tudo, registar tudo com os meus olhos e aproveitar este momento de felicidade tão grande. O momento em que todos se calam porque está a dar o anúncio da Galo e todos adoooram chamar-me nessa altura porque sabem que eu acho o anúncio arrepiante.

O sofá que nunca tem comprimento suficiente nestas alturas para abrigar tantos familiares a assistir a estreias. As perguntas do João sobre o Pai Natal. As miúdas mais novas à volta do telemóvel e das mensagens dos miúdos mais populares por quem têm paixoneta. As miúdas mais velhas a falarem das cadeiras como as velhas falam das cruzes, a nossa é sempre pior que a da vizinha e dói mais. Os doces. A fatia de bolo que a avó traz sempre sem que eu esteja à espera. Os restos que o João deixa e que acabo por ser sempre eu a comer. As mensagens calorosas do Diogo que me deixam com o sorriso ainda mais aberto.

As manhãs de Natal tão frenéticas e animadas, com milhões de embrulhos. Todos os natais fico surpreendida por ver tantos presentes dedicados para mim com mimo. Ver os pequenos a ficarem felizes porque era mesmo isto que eles queriam. O almoço, tão feliz. Os passeios, tão serenos, onde Torres Vedras inteira vai à rua e podes desejar feliz natal a quem nas mensagens te escapou sem malícia.

Sim, passou depressa. Mas fui tão feliz. Rodeada de pessoas que me adoram, rodeada de mimos, de boas vontades, de doçura. Sou muito grata, não só pelos presentes que recebo pensados para mim como pelas pessoas que tenho do meu lado.

O regresso a casa, sempre com vontade que os dias recomeçassem de novo. O boa noite e o feliz natal do Diogo, para terminar com amor.

Espero que tenham tido um Natal em pleno e cheio de bons momentos. Que tenham aproveitado ao máximo com a vossa família e que tenham criado memórias inesquecíveis. O Natal não é só das crianças. O Natal é das famílias e quando elas se reúnem (por mais imperfeitas que sejam) a magia volta. Espero que isso tenha acontecido nestes dias. Do coração.

E contem-me lá? Qual foi o vosso presente favorito deste Natal?

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

É Natal


Já se sente no ar. O bacalhau já demolhado e as receitas alternativas em cima da bancada, com as pontas a amarelar e algumas manchas dos descuidos culinários ao longo dos anos. As batatas e cenouras misturam-se com os ovos, a farinha e o leite. Cheira a sobremesa, a sonhos, aqueles que se comem e os que se pensam. O chocolate quente que nunca falta de manhã. A televisão a passar momentos da nossa infância e a árvore serena, sossegada, zelando os miminhos que temos para os nossos entes queridos. As mensagens já chegam, algumas dirigidas e outras para todos os contactos. Algumas até das quais nem sabemos de quem sejam mas que achamos curioso que tenham guardado o nosso número ao longo dos tempos.
As melhores toalhas de mesa cá para fora, a loiça mais brilhante empilhada. Os biscoitos teste que são feitos logo de manhã e que servem para provarmos e aprovarmos para mais logo. A indecisão entre ficar de pijama a ver filmes para sempre ou dar uma mãozinha na cozinha. Dividimo-nos entre as músicas de Natal e a música de fundo que vai tocando, as gargalhadas dos miúdos, as organizações mentais da mãe que vai dizendo em voz alta e as recomendações da avó. O pai que já não suporta mais ouvir falar no Natal mas que dá uma ajuda. Os pensamentos mais bonitos direccionados às pessoas que nos aquecem por dentro, mesmo com o frio lá fora. A expectativa do presente mais desejado nas montras, seja do Toys R Us, seja da Zara.

Já se sente. O Bolo Rei que não pode ser tocado até ao final do Jantar. As músicas de Jazz natalícias da tia que já estão fora das prateleiras e a sacola de Pai Natal onde colocamos as prendas que vão para casa da tia. Estes dias, para mim, são os mais quentes do ano e espero que para vocês também. Por dentro.

Estou muito feliz por ter concretizado tudo o que queria fazer para este Natal. Consegui comprar presentes para todas as pessoas que tinha em mente e esforcei-me desesperadamente para acertar (so far, so good). Vi todas as luzes de Natal que queria ver de coração cheio e sem a mínima ponta de tristeza à porta. Tenho vivido esta época com um sorriso aberto e olhos brilhantes e é desta forma que entro nesta quadra festiva com o pé direito. Para mim, a maior das vitórias. E quero celebrar todos estes momentos com o máximo de felicidade possível.

Desejo a todos os meus leitores e a toda esta comunidade bonita um feliz Natal. Seja ele de que forma for. Façam por se aquecer por dentro de alguma maneira e não deixem de presentear os vossos não só com presentes mas também com afecto. Espero que seja exactamente como desejam, do fundo do coração. Feliz Natal.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015


Corcunda de Notre Dame, Pequena Sereia e Bela Adormecida vão passar na SIC amanhã.
Concluindo: amanhã não existo para ninguém e só vivo para a televisão. E ai dos pequenos que não me guardem o melhor lugar!!!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

FILMES || Hotel Transylvania 2



Vi o primeiro filme no Natal do ano passado e adorei-o. Com as devidas piadas para crianças e para adultos, o filme perfeito para se ver em família. E quando vi o trailer do segundo filme, torci o nariz. Pensei "claramente não estavam à espera de tanto sucesso e agora querem fazer uma segunda receita. Mas será que tem a mesma qualidade que o primeiro?".
Levei o meu pequenito para ver o filme sem expectativas, pelo menos do meu lado, já que ele estava um sino por ver vampiros engraçados outra vez.

Para esta segunda aventura, vemos Mavis e Jonathan num registo mais adulto. Muito apaixonados, casados e com um filhote nos braços, o pequeno Dennis. E, apesar da convivência um pouco mais pacífica com os humanos, o Conde Drácula tem grandes expectativas de que o seu netinho seja um vampiro e que os seus caninos cresçam até aos seus 5 anos de idade. Mavis, muito protectora do seu filho, não se importa se ele venha a ser humano ou vampiro e luta pela integração segura do pequeno no mundo, achando que a melhor decisão é deixar o Hotel e ir viver para a Califórnia, terra natal do Jonathan (e da qual ele não gosta nada, já que prefere ficar no Hotel). O Drácula decide então arranjar um plano para ter tempo de qualidade com o Dennis e poder sobressair os seus poderes de vampiro antes que a Mavis tome a decisão definitiva de se mudar.

Não parece quase nada apetecível para um adulto ir ver um tipo de história destas porque, vejamos as coisas com sinceridade, quando os filmes de animação não são da Disney começamos sempre a suspeitar que sejam meeeeesmo só para crianças com piadas fáceis e uma história chata. Mas eu já tinha visto o primeiro filme e sabia que eles tinham uma receita para nós. E saí de lá agradavelmente surpreendida. O quase raro aconteceu: a sequela teve mais piada que a primeira. Esmeraram-se por fazer um filme que fizesse a pena vir ao sucesso do primeiro e tenho imensos pontos positivos a tirar desta história tão vampírica;

Primeiro, as mensagens actuais. Vivemos num mundo cada vez mais tecnológico, online, à distância de um toque e cada vez mais precisamos de mais terror para nos sentirmos assustados. E se o mundo é assim, o mundo dos monstros não ficaria atrás, pois não?
Depois tem outras mensagens soberbas sobre tempo de qualidade com o nosso parceiro. Com a nossa família. Arranjar tempo para dar atenção, coisa que nem se devia pedir. E, claro, o dever de aceitarmos os outros como são. Há piadas para todas as faixas etárias e é um filme que flui bem, perfeito para os miúdos.

Estava com imenso medo de pagar uma fortuna no cinema por um filme que não se equiparasse ao primeiro mas pensei que por ver o meu miúdo tão feliz com pipocas na mão ia valer muito a pena. Não só valeu a pena como a qualidade do filme está fantástica, a receita é muito divertida e a história é maravilhosa. Se puderem, vão ver. E se não viram o primeiro, não há problema, não irão sentir-se perdidos.


domingo, 20 de dezembro de 2015

2015 || TOP Blogues


2015 foi um ano em que me dediquei de alma e coração à Blogosfera e isso também incluiu ler inúmeras publicações incríveis, conhecer blogues cheios de potencial, adorar os de sempre e simpatizar e identificar-me com muitos dos autores por detrás do blogue. Assim, tentei reunir alguns dos blogues que mais me prenderam em 2015 e que mais puxaram pela minha frequência de visita, leitura ou comentários, mas não me obriguei a escolher 15, até porque esta ano sinto que foram mais os blogues que disseram Adeus do que os que disseram Olá. Para evitar pódios a apresentação de cada blogue está SIMPLESMENTE organizada por ordem alfabética.


sábado, 19 de dezembro de 2015

2015 || TOP15 de músicas que saíram este ano

Este não é um top sobre técnicas musicais, sobre sucesso de vendas, sobre popularidade musical. Para isso vocês encontram em milhões de artigos e blogues. Este é simplesmente um top das músicas que saíram este ano e mais gostei ou achei piada ouvir. Uma preferência pela sonoridade ou o que aquela música me fez sentir, simplesmente. Este ano foi um bocado complicado de conseguir meter links de jeito para algumas músicas por causa dos Direitos, por isso fiz uma coisa alternativa e criei uma Playlist no Spotify com a ordem correcta que estabeleci para as músicas para que possam ouvir todas!

15. Can't Feel My Face
Vamos falar de uma música que fala de cocaína? Não se preocupem, eu também fiquei chocada, mas de facto é do que se trata. That's why he can't feel his face when he's with her, but he loves it.
Significados de música à parte (porque agora sei que vão ouvir a música com outros "olhos") foi uma das músicas com um ritmo mais envolvente em 2015. Dava vontade de fazer 15 mil passos diferentes de dança, abanar o capacete e imitá-lo no videoclip.

14. Coisa Linda
Fiquei deliciada quando ouvi esta música do Tiago Iorc. Porque tem uma letra tão bem trabalhada e bonita, porque tem um ritmo acústico e alegre, porque fez as delícias das minhas caminhadas de Verão até à praia. Sempre que penso nesta música penso num dia aberto, céu azul e Sol a bater-me na cara!

13. Music To Watch Boys To
No Verão esgotei o saldo desta música. Ouvi uma e outra vez e adorava o arrastamento da voz da Lana, a instrumentalização e todo o ambiente que proporcionava. Foi uma das músicas do meu Verão e ainda hoje adoro fingir que sou a Lana naquele "I Like You A Loooooot...."

12. Love Me Like You Do
Cada vez oiço menos rádio porque esgota-me o amor às músicas e vou dando preferência às playlists que faço. Esta foi um exemplo da exploração exagerada, mas ainda assim eu adorei-a do início ao fim quando estreou e um grande tempo depois. Aliás, eu ainda a adoro. A doçura da voz da Ellie misturada com a letra atrevida e intensa faz com que fiquemos de coraçõeszinhos a sair da cabeça sempre que a ouvimos. Ou pelo menos era o que acontecia comigo.

11. R.I.P. 2 My Youth
Esta foi a minha música de Get The Fuck Out. Adorei o ritmo desde o primeiro momento e adorava fazer as minhas rotinas diárias a cantar esta música altamente mórbida mas gira. Às vezes sinto que esta é a banda sonora do meu semestre.
Pssst, querem uma curiosidade? A 1ª vez que ouvi esta música pensei que eles diziam: Oh I peeded on my youth

10. Tu e Eu
Mais uma música que a rádio fez questão de estragar mas que me apaixonou do início ao fim. Portuguesa, com uma letra para lá de gira e amorosa e com uma melodia um pouco melancólica mas muito bonita. Marcou grandes momentos em 2015.

9. Let It Go
A melodia doce e melancólica, a voz característica de James Bay, os acordes... Não há como não adorar a música, mesmo que tenha uma letra tão triste. Fez as minhas delícias na rádio e cantei-a com ele no NOS Alive, bem abraçada. Quase a antítese da música!

8. What Do You Mean
O Justin Bieber voltou em força e eu adorei quando este single saiu. Fez-me dançar, cantar, sentir-me feliz ao cantá-la. Fazia os meus dias e noites de estudo. Acompanhou-me muito no percurso autocarro-faculdade. 

7. Perfect - stripped
Foi a minha música favorita do novo álbum dos One Direction e, apesar de também ter gostado da versão original, esta mais acústica conquistou-me. A letra é bonita, muito ao estilo a que os One Direction já nos habituaram e a melodia é cristalina.

6. Army
Eu sei, é mais uma música da Ellie Goulding. Em minha defesa, eu nem sou super fã dela. Mas adorei esta música desde o primeiro segundo que a ouvi. Pela melodia, pela letra, pela ternura. 

5. Sober
Ouvi esta música vezes e vezes sem conta. Adorei o ritmo, adorei a batida e, apesar de não me identificar com a letra, adorava sair da Faculdade já de noite e meter este som nos meus ouvidos. Acho que a Selena Gomez deu um pulo com este álbum e esta foi a minha faixa favorita. 

4. Let It Happen
A 1ª faixa do novo álbum dos Tame Impala foi a minha companhia no carro durante muuuuuito tempo, quase tanto como a duração da música. As batidas alternativas, a voz, a melodia, encaixavam perfeitamente nas minhas viagens, nos meus dias, na minha vontade de me fechar do mundo e ouvir a música.

3. Colors Of The Wind
Sim, é uma música da Disney e sim, eu já vos mostrei. Eu adorei tudo nesta melodia. Ficou mais calma, mais doce mas não perdeu o impacto da letra. Apaixonou-me desde os primeiros acordes e fez-me ter ainda mais certezas que as músicas de animação da Disney não são, de todo, infantis.

2. Mountain
O Ludovico lançou um novo álbum no dia do meu aniversário e com ele estava esta música maravilhosa. Sei o que me puxou para a música, soube-o no primeiro momento; A combinação de acordes graves, que tanto se assemelham com os acordes graves do violino de que já vos falei. À primeira impressão até parece nem ter nada a ver, mas eu sei. Sinto-o. A mesma energia. Quanto mais grave os acordes, mais eu sinto que é precisamente aquilo que eu sinto quando tocava as duas cordas. O Ludovico conquistou-me em 2012 e desde então, cada melodia nova faz-me suspirar mais um pouco pela sua qualidade de composição. Um mestre do século XXI. E adorava poder vê-lo ao vivo em Lisboa. Oiçam a música, vale muito a pena.

1. Army of One
Esta foi a música que mais feliz me fez em 2015. Pela letra, pela sonoridade, porque me comoveu de alguma forma que não sei bem explicar. Talvez por ser a voz do Chris, talvez porque é uma música bonita com um ritmo alegre. Sei que a ouvi vezes sem conta e a cada vez que a ouvia, o meu coração ficava cada vez mais cheio. Esta foi a minha música de 2015.

E aqui está a prometida playlist


Alguma favorita?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

#BLOGGERCC || Somos Solidários

Há uma coisa que me faz confusão quando se fala em solidariedade, seja ela em que ocasião for: gira sempre à volta do dinheiro na primeira impressão das pessoas. Quando pedem a alguém para ser solidária, a primeira desculpa que dá é que também ela vive em momentos de aperto. Certo, eu compreendo, ninguém vive muito folgado hoje em dia. Mas solidariedade não tem necessariamente de significar dar imenso dinheiro a instituições. E por isso trouxe uma ideia para aqueles que realmente não podem dar um contributo generoso pelo NIB ou para quem (como eu) gosta de fazer um pouco mais a diferença.

Para mim este é o tipo de solidariedade que mais faz sentido e já o faço há algum tempo. Entrega de brinquedos e roupas. Não falo daqueles contentores ou campanhas em que entregamos mas no fim ao cabo nunca chegamos a ver se a Instituição recebeu. Eu falo de pegar nas caixinhas e irmos a nosso próprio pé à Instituição entregá-las.

Quando era miúda reunia os meus brinquedos velhos e que já não usava e ia armazenando-os em caixas para doar. A minha mãe ia vendo roupas que já não me servissem mas ainda estivessem em bom estado. E depois levava-me lá para eu dar aos próprios meninos (muitos, na altura, da minha idade) os meus brinquedos e vê-los com um rosto a brilhar por terem algo novo. Isto também foi uma grande mensagem para mim: se ali estava eu a dar os brinquedos que já não gostava com um quarto cheio deles, outros meninos nem sequer um terço daquilo tinham e tudo o que desejavam era ter uma família. Marcou-me.

Hoje em dia já despachei os brinquedos todos mas arranjei um parceiro novo: o João. Já está a ficar crescido e se por um lado ainda está na idade de pedir Legos, Playmobil e imensos outros brinquedos, por outro os peluches de bebé já ficam atravancados no quarto. Alguns bonecos já lhe são indiferentes e alguns robots nem conhecem a luz do dia mais. Chega a altura de terem um novo dono que lhe dê mais amor e, por volta desta época (estrategicamente seleccionada por mim para o João perceber a mesma mensagem que eu percebi) vou lá com ele para que ele possa entregar aos meninos os seus brinquedos velhos. Às vezes chega até a ficar lá um pouco a brincar com eles. Como vêem nada de dinheiro envolvido e não há maior felicidade para os miúdos que ter uma boneca nova ou um carro numa época em que eles precisam tanto de miminhos.

Costumamos visitar a Casa Mãe do Gradil e quero falar-vos um pouco dela. Um Centro Social Paroquial que acolhe crianças e jovens que para lá são destacados por razões diversas: desorganização familiar, alcoolismo, abusos, entre outros.
Aquilo que eu acho que dá mais piada a este Centro é o facto de se terem esforçado imenso para tornarem este lugar o mais semelhante possível a uma Casa para estes meninos. Durante a construção deste centro, criaram 5 habitações e em cada uma dessas habitações moram crianças de diferentes idades com uma responsável que toma conta deles e a quem eles chamam de "Madrinha". E gostava muito que, se ficaram enternecidos com a equipa, a ajudassem.

Isto é tudo fantástico Inês, mas eu moro em Narnia, como posso ajudar essa instituição se não tenho como pegar nos brinquedos do meu sobrinho e levá-los para aí?

Existe uma alternativa excelente e sem custos para vocês e que é possível em qualquer parte do país: o IRS. Todas as instruções estão disponíveis AQUI.

Ajudem a Casa Mãe do Gradil a ajudar estes miúdos, que são para lá de incríveis. Para eles o Pai Natal pode vir de qualquer forma: sob a forma de um IRS ou sob a forma de um menino de 7 anos com brinquedos velhos mas bons. Eles não se irão queixar nem bater o pé.


E assim damos por terminado o Blogger Christmas Challenge. Apesar de ter de confessar que esperava muito mais participações (e que isso me desiludiu um pouco) acho que em muitos outros sentidos, pelo menos para o meu blogue (e com certeza para o da Inês e do Jota também) foi um sucesso. Até agora, para este mês de Dezembro fiz quase só publicações dedicadas ao #BloggerCC e já é o mês (sem ter terminado) com mais visualizações no ano inteiro de Bobby Pins, é ridículo!!! O que me faz concluir que, apesar de não terem havido taaaantas participações as pessoas quiseram ainda assim ver o que escrevíamos e as nossas opiniões e isso é fantástico. Também acho que não houve assim tanta adesão por causa da altura em que foi lançado. O pessoal ainda anda um pouco ocupado com testes e trabalhos e fica difícil acompanhar todas as datas dos desafios. E acho que, por essa mesma razão, fico ainda mais feliz de ter participado tanto neste desafio. O meu blogue manteve-se activo, com conteúdo (mesmo que muito dirigido ao Natal) e actualizado com coisas bonitas, que eu gosto tanto. E do outro lado sabiam sempre que às 18h tinham uma notícia nossa, acho que isso é muito positivo. Espero que tenhamos passado boas mensagens de Natal para vocês e que tenham ganho o espírito connosco! Estou tão contente por ter feito parte deste #BloggerCC que não há formas melhores de expressar a minha gratidão do que este parágrafo inteiro. Resta-me só fazer um atento aos meus maravilhosos colegas Inês e Jota que trabalharam tanto ou mais que eu para que tudo ficasse bonito, incrível e composto a tempo e horas para que, quando clicassem às 18h em ponto nos nossos blogues aparecessem novas publicações. Deu trabalho, puxou imenso pela minha criatividade mas acho que eles ainda arrasaram mais. Muitos parabéns a nós! E obrigada por estarem desse lado. Os números falaram por si!

TOP15


Durante este mês, daqui a uns tempos, vou fazer o meu TOP15  do ano com diferentes temáticas, um pouco à semelhança do que fiz em 2014 com o TOP14 mas com mais tempo porque no ano passado comecei um pouco tarde e assim não consegui trazer-vos muitos. Já tenho alguns temas pensados mas gostava de saber se têm alguma sugestão ou algum tema em especial que gostassem que eu abordasse para adicionar à mini-lista que já tenho em mãos. E gostam da ideia, ou devia ter-me ficado por 2014 sossegada? Digam-me de vossa justiça!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

#BLOGGERCC || Christmas Wishlist


Acreditam que nunca tinha feito uma wishlist? Eu sei que é difícil, agora está tão na berra fazer wishlists de tudo. Já fiz uma bucketlist mas nunca tinha feito uma lista de todas as coisinhas materiais que gostaria de um dia ter, ou numa ocasião especial. Normalmente vou vendo, cobiço e desejo durante imenso tempo e depois, quando alguém me pergunta o que gostaria de ter, todos esses desejos preciosos encontram um buraco negro e desaparecem no espaço. Mas desta vez fiz uma wishlist e torço com todas as minhas forças para que todos os meus familiares e amigos vejam isto para eu ser agradavelmente surpreendida no Natal!

Agenda Mr. Wonderful: Se vocês vissem a minha última folha de apontamentos da minha agenda 2015 iam rir. Uma agenda para 2016 começa a ser precisa e apaixonei-me por esta. Pela cor. Pelas mensagens para lá de fofas que estão no interior, pelos autocolantes que embelezam ainda mais o design da agenda. Com imensos extras, com muito espaço para escrever. Como eu gosto. 

DVD Whiplash: Falei-vos dele AQUI e continuo a namorá-lo em todos os segundos. Porque fala de música. Porque fala de disciplina. Porque fala de seguir sonhos e se quiserem mais razões cliquem lá porque estão mais que justificadas. É um daqueles filmes que sei que vou pôr no leitor vezes e vezes sem conta e ia delirar tê-lo na minha prateleira de filmes. Dos melhores de música que já vi. Porque a música não é só coisas giras e este retrata uma realidade muito mais real do que as pessoas pensam. Muito mesmo.

Caneca Pharmacy Tea: Toda a gente sabe que sou doida por chá e que tenho uma colecção de canecas e, apesar de começar a pedir às pessoas que não me ofereçam mais canecas porque estou a chegar ao limite no armário, esta não posso deixar passar. Como se fosse uma caixinha de comprimidos ou suplementos, acho que lhe dá um toque ainda mais engraçado e especial. O bónus é que é uma caneca enorme, tal como eu adoro. Se não houver a do chá pode ser a do Chocolate, não sou esquisita.

Coffret Daisy Marc Jacobs: É o meu perfume, a minha "imagem" de marca, se bem que o perfume não deveria ter uma imagem propriamente dita. Achei que ia terminar na altura do meu aniversário mas isso não aconteceu, por isso não pedinchei muito. Mas está nos últimos minutos de vida agora e é a oportunidade certa para suspirar pelo segundo frasco. Não quero mudar. Acho que é o que assenta melhor em mim e não enjoo. Mas, se pudesse ser um pouco mais pedinchona, gostava que viesse com os cremes incluídos, que quero tanto experimentar e, para este perfume, a marca não comercializa os cremes individualmente. Podem oferecer-me o coffret? Ainda por cima a caixa de edição de Natal é tão gira... Vá lá, pensem nisso!

Relógio Parfois: Antes de mais... A imagem do site não lhe faz o mííínimo jus. A cor na loja online é horrível, ao vivo tem uma bracelete muito mais bonita e viva, e a puxar para o cor de rosa (nada a ver com a imagem, como já estão a perceber). Apaixonei-me recentemente por este relógio e desde então não deixo de pensar nele. Adoro relógios e gosto destes estilos clássicos. Garanto que ia fazer-lhe uso. 

DVD A Idade de Adaline: Já perdi a conta às vezes que falei deste filme e não vos maço mais com a mesma coisa. Quero tanto ter este dvd na minha colecção e vê-lo até saber as deixas todas de cor... Oh, era um sonho! Falei dele no blogue AQUI.

Agora que olho com atenção para a minha lista, tirando o Coffret que realmente é puxadinho, não peço presentes extraordinários. Pai Natal, fui brutalmente nice. Fico a aguardar. Beijo na alma.

E julgam que o #BloggerCC terminou? Amanhã trazemos mais um miminho final!

INSTAGRAM || Instantâneos de Dezembro

 
Existem várias coisas que me fazem identificar com a Mel; O gosto e o estilo na decoração, o amor assolapado pela Disney e pelos livros, a fixação por Londres onde sonha um dia morar e por canecas e DVD's... Parece que me vejo projectada. E se tem um blogue para lá de fofo (e que deviam, e muito!, espreitar) e um canal super divertido, o Instagram dela é ainda mais delicado e amoroso. Com atenção aos detalhes, com composições bonitas e de fazer inveja, com uma blogger cheia de carisma e um cão amoroso que volta e meia vai aparecendo por lá. Ainda por cima tem uma luta por auto-estima incrível e aposta em outfits contra a definição de sociedade de "corpo perfeito". Ah e se pudesse, ficava com a estante dela.


Sabem aquelas contas em que dá tanta vontade de saltar para dentro da foto? Acontece-me quase sempre que vejo as fotos da Madalena, que eu não conheço mas cujo o mérito de boas fotografias está-lhe mais que entregue. Eu quero ir ao Brasil. Quero! E cada vez que vejo as fotos da Madalena a vontade cresce ainda mais! Vinda de Portugal mas a viver no Rio de Janeiro com o seu amor; Não é uma história bonita?
Excelentes focos, paisagens de me fazer babar o tempo inteiro, cor, muita cor e aquele calor que só a América do Sul consegue transmitir num click. As suas fotos fazem com que pareça que a vida da Madalena seja bem legal!


A receita para fotos de Instagram lindas é Paris e bem sei que já vos mostrei contas recheadínhas dela mas não podia deixar de partilhar esta. VuTheara é um fotógrafo de F grande, de F de "F*, que foto mesmo bem tirada". Têm a qualidade, a sensibilidade, a destreza e o jeito. Mostram a cidade no sentido menos cliché e mais agitado, mais vivo e bonito. Apaixono-me a cada publicação e é garantido que estará lá um coração meu. A conta do VuTheara não é só uma conta; é uma verdadeira galeria.

Dois miminhos do Brasil e um de Paris. Gostaram? Já conheciam alguma conta?

MUNDO || Vamos falar de humor sem piada.


Demorei muito tempo para escrever esta publicação e ainda mais tempo a ponderar se a devia publicar. Às vezes faltavam-me as palavras certas e outras vezes deixava a indignação tomar conta do que escrevia — e por mais que seja legítimo, nunca chegamos a bom porto por aí.

Mas decidi perder a vergonha e falar. Porque há um limite. 

No verão deste ano, passeava no Chiado com amigos — raparigas incluídas. Cruzámo-nos com alguns operadores de câmara e um repórter (ou assim parecia ser) que nos interrompeu e perguntou se podíamos participar numa peça humorística para um programa de televisão de canal aberto. Estavam devidamente identificados.

O repórter teve especial insistência comigo, querendo muito que participasse e eu, em pura inocência, perguntei-lhe o que era preciso fazer. Várias coisas passaram-me pela cabeça, entre elas, os comuns segmentos de perguntas de cultura geral ou sobre determinados assuntos do momento. Mas a sua resposta foi simples: 'só tens de tirar uma selfie comigo, pode ser? Juntas-te a mim, olhas para aquela câmara e sorris!'

Não tive tempo, sequer, de perguntar qual era o propósito de tirar selfies com pessoas na rua porque já tinha o braço dele à minha volta, sentia-o empurrar-me e uma câmara colossal a encarar-me de frente. Dei por mim a sorrir, entorpecida e com vontade de despachar o assunto. E foi então que vi a câmara a baixar para focar o meu peito.

Para focar o meu peito. Leram bem.

Não considero que isto devesse ser relevante para este testemunho mas sei que muito gente se questionará e não, não tinha qualquer decote. Nem o meu peito ou o colo, sequer, estavam expostos. Mas mesmo assim senti-me tão vulnerável e exposta que, assim que me apercebi, tapei o meu peito com as mãos e afastei-me do repórter com um empurrão indignada.

Só então tive direito a uma explicação. 'É uma boobselfie. Nós tiramos fotos com vocês e depois focamos o peito'. A peça era real e eu acho que nunca fiquei tão indignada na minha vida, num choque que me paralisou e me deixou mortificada de vergonha. Não sei como acabei por lhe dizer o quanto essa peça era uma afronta moral e um desrespeito à mulher e ao seu corpo. Não sei como o acusei pela falta de transparência e ética. Não sei como o obriguei a eliminar uma filmagem que eu não tinha autorizado. Mas a minha voz tomou conta de mim e levou avante tudo o que queria dizer.

O repórter não só olhou para mim estupefacto como ainda disse umas quantas asneiras para mim. Muita gente achou a minha atitude exagerada. Vou repetir: muita gente achou que foi exagerado eu não admitir que filmassem o meu peito sem eu ter sido informada ou sequer ter dado autorização para tal. Talvez esta percepção tenha-me custado ainda mais do que crer que, em 2015, este tipo de peças ainda são idealizadas e preparadas de uma forma tão desonesta.

Não sei se a peça realmente chegou a ir para o ar mas só a ideia de que alguém achou uma boa proposta já me deixa enojada e arrepiada. Vivemos uma atualidade que discute a liberdade do corpo da mulher, incluindo a sua própria exposição. Um debate compreensível. Mas o que esta peça humorística falhou em compreender, é que se discute a vontade da própria mulher em ser dona do seu corpo. E essa vontade passa pelo desejo ou não de expor o seu corpo. Uma vontade que só a ela lhe diz respeito e que não pertence a repórteres, campanhas, peças humorísticas ou canais de televisão. E repugna-me cada vez mais que confundam o poder de decisão sobre o corpo e direitos de uma mulher com o poder de tornar os direitos e o corpo de uma mulher num objecto. Numa razão para rir. Numa razão forçada para rir.

Estou farta que alimentem a ideia de que a mulher é uma piada. Estou farta que achem que porque a mulher tem rabo e mamas, tem mais é de ser apreciada sem se queixar. Estou farta que apitem para mim na rua a achar que isso é uma declaração de amor irresistível. Estou farta que achem que o meu corpo é a vossa propriedade. Estou farta que me digam que estou a exagerar quando invadem aquilo que eu não autorizei. Muitos me disseram 'calma, ele já apagou'. Apagou o quê, ao certo? O clipe de vídeo que eu não permiti que fosse ao ar, certo. E a humilhação porque eu e tantas outras mulheres passaram nesta peça, surpreendidas por uma câmara a descer e cujo choque não permitiu dar som à voz de indignação?

É uma brincadeira. Não dramatizes. Vai com calma. Sê mais inocente, querida, leva na desportiva.

Não.

Ninguém tem o direito de expor ou fotografar/gravar o teu corpo e muito menos sob subterfúgios. Seja por brincadeira ou não. E enquanto estas mensagens, especialmente em canal aberto (coisa que me deixa a ferver) ainda passam em pleno 2015 é difícil ser feminista sem passar a ideia de que somos pessoas profundamente revoltadas. Porque, para mim, isto fervilha e revolta-me tanto como se tivesse acabado de me acontecer. Basta.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

#BLOGGERCC || Tradições natalícias na tua família


Debater e discutir muito sobre em que casa vai ser o Natal. Os doces de Natal já na mesa, mesmo semanas antes de o Natal começar sequer. Fazer a árvore com a mãe. Ser eu a pôr a estrela. Fazer karaoke de músicas de Natal com a minha mãe e ver os catálogos de brinquedos com o João. Instalar a app do Google do Pai Natal para o João ir vendo onde anda o Pai Natal e perguntar-me coisas como "Ele está na China. A China é muito longe de Portugal?". O cheiro a arroz doce e a sonhos. O meu pai a acordar-me cedo para eu apanhar os filmes todos que passam na televisão desde manhã. Ajudar a mãe a escolher uma foto gira de Natal para deixar uma mensagem no Facebook. Espicaçar a minha tia por cozinhar na Bimby. Todos ajudarmos a pôr a mesa. Os beijinhos à entrada e os sacos de prendas que levamos para encher a árvore. O cheiro a bacalhau cozido, o vapor que sai dos tachos e que embacia os nossos óculos e o calor da sala. Deixar o avô ver o Preço Certo, mesmo quando é dia de Véspera de Natal. Pôr a mesa das crianças. Fazer concursos de quem consegue comer mais gomas com o Nelito. Jogar PlayStation. Ter sempre opção de bacalhau com natas. Quando é Natal na casa da tia, o jantar faz-se acompanhado de músicas de Jazz natalícias, sempre. Ter direito à primeira fatia do Bolo Delicioso de Chocolate porque todoooos sabem que é o meu favorito em todo o Universo. Ver as estreias abraçada ao pequenito. Esconder a prenda mais desejada do João atrás da porta de entrada, tocar à campainha e correr para a sala e gritar "Joããããoooo, o Pai Natal tocou à campainha, corre para ver se o apanhas!". Receber enxoval do século XIII de vinte mil tias. A fatia de bolo que a avó me oferece e que chega para quatro comerem dali. Ficar à mesa. Ficamos tanto à mesa. A conversar e a discutir sobre tudo. Agitar os copos que já só têm o pé das bebidas e ver a bebida a girar. Abrir os presentes só na manhã de Natal e almoçar super tarde. Ajudar o João a montar os brinquedos, a tirá-los das caixas e a meter pilhas. Ver a Música no Coração e passear pelas ruas só para desembuchar. Lembrar-me sempre dos avós e de como eles gostavam tanto desta época e ter esperança de que lá de cima me continuem a guiar. Conversar imenso com a mãe já deitada na cama sobre mil coisas até ficarmos com vontade de dormir e nos despedirmos.

Já fizeram o vosso post sobre as tradições de Natal na vossa família? Quero tanto ver! Deixem aqui em baixo os links!
Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia
Este Domingo tive um verdadeiro Domingo de Natal como sempre imaginei. Sei lá, acho que todos construímos na cabeça uma ideia de como seria um momento perfeito de qualquer-coisa e depois às vezes esse momento acontece e outras nem por isso. Sempre que passeava nas ruas de Natal imaginava-me assim e ontem poder concretizar uma ideia que ficava escondida na minha cabeça sem a partilhar com ninguém foi estranhamente emocionante.

Comprar a prenda para a minha mãe e pensar em cada detalhe e pormenor com a ajuda dele a ser pragmático e a lembrar-me do que é essencial quando me perco em ideias. Poder pôr um bocado os apontamentos de lado (não tenho parado até agora com Epidemiologia) para ir ao centro lanchar e ele escolher o café que estava mesmo ao pé da árvore de Natal para eu poder observá-la abrigada. Beber um chá preto bem quente enquanto a Christmas Lights dos Coldplay passa nas colunas de rua (sim, em Torres temos colunas de rua e por toda a cidade toca músicas de Natal - nós já somos experientes neste campo porque no Carnaval a fórmula é a mesma com chuva ou Sol) e poder cantar as letras com ele.

Passear a ver as luzes de mão dada e perder alguns minutos a ver cada detalhe (e a tirar fotografias que fiquem bonitas no meu coração). Ver as montras e embaciar os vidros para querermos ver os pormenores bem de perto. Dar a volta à cidade inteira com as nossas mãos entrelaçadas mas bem escondidas no interior dos bolsos quentinhos do casaco dele. A calmaria que reina nas ruas de Torres no Domingo, deixando a cidade quase deserta para nós. 

Há coisas tão simples que me preenchem de uma forma inacreditável. Vou guardar este momento no meu coração para sempre. E vou sentir-me sempre quentinha quando o relembrar. Acho que, naquelas horas, não conseguiria ser mais feliz que aquilo. Para mim era quimicamente impossível. 

sábado, 12 de dezembro de 2015

#BLOGGERCC || Recordações de Infância (de Natal)


É com um enorme sorriso no rosto que vos escrevo sobre as minhas recordações de infância natalícias. Apesar de agora a família ser maioritariamente adulta (o que me entristece um pouco porque o João não tem quase crianças nenhumas para brincar a não sermos nós que entramos na onda dele e fazemos construções, jogos e outras palhaçadas) quando era pequenina a maior parte dos meus Natais era passada ao lado dos primos da minha idade ou um pouco mais velhos. Eu não parava. Ceia de Natal? Para quê se temos três triciclos na garagem prontos para serem usados em corrida? Bacalhau cozido? Não quando temos a mesa dos doces tão perto. Éramos verdadeiros ninjas de Natal: ninguém via, mas de repente os Ferrero Rocher desapareciam da mesa. Como?

O meu Natal sempre foi enorme. É esta a ideia que tenho quando era pequena, talvez por isso mesmo: por ser pequena. Mas tudo me soava a grande; A mesa era sempre gigante, os familiares nunca paravam de chegar. Não havia sequer espaço para se ver a cor da toalha com a carrada de comida que havia, era pratos por todo o lado, sonhos, bolos rei, bacalhau, batatas cozidas, os sumos para nós, os vinhos para os avós, os copos mais rijos para não haver desgraça aos menores de 13 anos, os copos cristalinos e delicados para as mães. A árvore enorme e cheia de luz, a televisão a passar o anúncio da Galo (que me assustava, aqui fica a minha confissão. Ainda hoje eu oiço aquele anúncio na ceia e me arrepio) as prendas eram tantas que nem sequer conseguíamos tocar na árvore porque não havia espaço, era uma barreira gigante. Os buraquinhos que fazíamos nas prendas mais suspeitas, aquelas que pareciam mesmo ter a forma da embalagem do brinquedo que mais queríamos. Os primos mais velhos corriam para ir jogar playstation e ensinavam-nos a mexer nos botões para jogarmos com eles. Os gráficos péssimos, mas lá jogávamos corridas de carros ou tentávamos passar os níveis todos do primeiro jogo do Harry Potter e a Pedra Filosofal.

A garagem ficava cheia connosco a correr de um lado para o outro, a brincar às casinhas, escondidas, a vestir nenucos, a despir Barbies, a destruir cidades com dinossauros e os nossos pais a correr atrás de nós para nos convencerem a comermos bacalhau cozido. "Anda lá, eu corto o bacalhau aos bocadinhos e esmigalho a batata, comes num instante" e lá fugia eu daquilo que me parecia o sacrifício de uma vida. As bochechas estavam sempre rosadas e o nosso coração não parava. Não conseguíamos deixar de pensar no Natal, nas prendinhas que íamos receber e na companhia de tantos meninos para brincarmos.

O meu Natal de infância sempre teve duas sensações para mim: era grande e era intenso. Tudo para mim tinha uma intensidade enorme e eu vivia aquilo ao rubro, numa ansiedade tal que nem conseguia dormir. Mas tinha uma enorme importância no meu coração.

Hoje já não há tantos miúdos e os pais sentam-se todos à mesa sem dramas. A mesa continua grande e o mistério da cor da toalha persiste com a vastidão de comida que sempre há. Já durmo sem dar voltas na cama de excitação mas, aqui em jeito de confissão novamente, quando nos aproximamos todos da árvore para receber os presentes uma parte do coração da pequena Inês ainda palpita bem forte cá dentro.

Não se esqueçam de participar e de deixar aqui os links das vossas publicações sobre as vossas recordações de infância!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

#BLOGGERCC || O que nunca faltou no meu Natal

A árvore. É cliché, eu sei, mas nunca faltou. Desde bebé, quando gatinhava e tirava as bolas de Natal do lugar para brincar com elas aos tempos de hoje. Em qualquer casa que fosse, a nossa ou a de outros familiares houve sempre uma árvore que, mesmo não sendo feita por mim, mesmo não sendo minha, sabia a casa quando lá estava. A que recebeu presentes gigantes e lembrancinhas. Com mais ou menos luz, com diferentes decorações ao longo dos tempos. Que fez um vistão na sala enquanto jantávamos e que foi o palco dos rasgões de embrulhos dos miúdos. A que está sempre à minha espera quando passo o Natal fora da minha casa e a que tem sempre um embrulho debaixo dela, nem que seja só um, até o dia de Reis. A que custa tanto desfazer e emociona tanto montar. A minha árvore de Natal nunca me faltou e é com o maior carinho do mundo que a recordo, sempre que a palavra "Natal" emerge. 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

DAILY || Quebra a rotina

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia
Até ao segundo ano de Faculdade, eu tinha uma rotina muito disciplinada. Eu dizia milhões de nãos a cafés, eu ficava em casa horas de noite a fio enquanto os meus amigos ou os meus pais iam ao cinema, eu seguia muito a faculdade-casa, com excepção dos treinos, que também eles sofriam muitas vezes um corte abrupto. Trabalhos para entregar, frequências para estudar, apontamentos para ter em dia. A ideia de ter semanas preenchidas aterrorizava-me e os ataques de pânico tornavam-se mais frequentes. A certa altura ia para a Faculdade com uma sensação de vazio por já saber o que me esperava, por já saber que nada de extraordinário na minha vida ia acontecer porque estava tudo já num tupperware, prontinho.

Desde o segundo ano que recebi uma wake up call e desde então, nestes dois anos esforço-me por quebrar todas as semanas a minha rotina. Especialmente nas semanas mais intensas, por muito contra-producente que pareça. Como é óbvio nem sempre sou bem sucedida nos meus planos de quebra de rotina e há semanas em que realmente o melhor a fazer é meter a sexta na caixa e segui-la até que termine, mas eu esforço-me imenso para que nem assim aconteça. Eu empenho-me por me permitir algo diferente nos meus dias ou na minha semana no geral. É claro que ainda digo muitos nãos a cafés e que rejeito cheia de infelicidade muitas saídas. Mas já não é nem perto do que fazia, e isso deixa-me orgulhosa. Eu gosto desta minha metodologia, capaz de conciliar estudos, provas, entregas com pequenos prazeres do dia que não estão agendados, que não estão programados.

Eu vou a cafés com amigos mesmo quando o tempo está a pavio, eu não me recuso a ir ao cinema em família, mesmo quando tenho uma frequência quase à porta, eu adoro e digo muitos 'sim' aos fins de semana românticos e aos namoros na esplanada. Eu faço um caminho diferente de casa para ver as luzes de Natal antes de me enfiar em casa para fazer um trabalho, eu vou num instante buscar um chocolate quente ao café antes de me embrulhar nos estudos. Eu permito-me escrever imenso no blogue (como o faço) e a descobrir músicas novas antes de organizar a minha apresentação no power point. Eu aceito e adoro convites à última da hora para jantarmos fora e namorarmos, mesmo que tenha aulas no dia seguinte.

Motiva-me. Inspira-me. Fico até mais tarde a trabalhar? Muitas vezes sim. Queimo uma tarde de estudo? Também. Mas é isto que me move. A quebra da rotina que eu espero tão ansiosamente todas as semanas e que me faz acordar com um sorriso nos lábios porque sei que tenho uma semana trabalhosa ou um dia cheio mas depois tenho algo que fará os meus olhos brilhar. Ao contrário do que eu pensava, ao contrário da forma como muita gente funciona, ter os dias preenchidos com convites inesperados ou saídas à última da hora, ou fins de semana em véspera de semanas apertadas motiva-me e faz-me trabalhar como nunca antes trabalhei. Nem quando me fechava em casa. A ideia de pensar "Hoje dou duro nisto e faço estes quatro projectos e depois na sexta posso ir fazer isto" faz-me ligar a cabeça num click e fazer coisas de uma forma expedita. Um passeio por um caminho diferente e uma vista rápida nas montras a caminho de casa, o batido que pedi pelo caminho ou o chocolate quente fazem-me encarar a chegada a casa e aos trabalhos com outra força.

Coisas pequenas, pessoas de grande importância no meu coração, que fazem os meus dias ficarem mais emocionantes e menos desmotivadores. Porque no fim da minha licenciatura, da minha vida, eu não vou guardar as memórias do quanto eu me esfalfei em casa feito ermita a estudar para uma frequência. Eu vou lembrar as pausas para café, os passeios de mão dada e os abraços e beijinhos de confiança. É só uma frequência, um trabalho. Se não estiver preparado da forma que queres, tens ziliões de oportunidades para tentar de novo. As pessoas que amas, os bons momentos não esperam por ti. O tempo não espera que acabes três trabalhos agora neste preciso momento. E se toda a gente acha bonito dizer que a Licenciatura é uma Maratona e não um Sprint, então eu quero que a minha Maratona seja incrível. Com o devido empenho dos dois lados (estudos/tempos livres) sempre, claro, mas com a devida estabilidade e motivação que eu sei que só as quebras de rotina o podem fazer. Já não me sinto tão culpada por ser feliz.

#BLOGGERCC || Receita(s) de Natal


Aposto que consigo ouvir-vos a pensar "Então a Inês vai apresentar receitas quando não consegue cozinhar nada sem provocar explosões intensas?". Eu sei, meus caros leitores, eu sei que é isso que pensam e foi precisamente o que pensei quando vi este tema do desafio em particular. A melhor ajuda que dou na cozinha no Natal é não estar na cozinha. É não atrapalhar, é ir provando e dizendo ao que me sabe (por ironia do destino eu tenho um paladar muito apurado e consigo distinguir todos os sabores de todos os ingredientes das coisas que provo e às vezes isso ajuda para perceber o que falta) e ir pondo a mesa e arrumando as coisas. A cozinha não é para mim e, por isso, apresentar-vos receitas seria algo completamente hipócrita da minha parte. Se eu não vou pegar na colher de pau, não quero que no meu blogue pareça que vou.
Ainda assim há uma receita de Natal que faço sempre, que resulta imenso e que eu desejo profundamente que experimentem, à vossa maneira:

1. Partam as vossas inseguranças e batam tudo;
2. Metam a aquecer abraços, beijinhos e mãos dadas por dentro dos bolsos do casaco. Deixem derreter e misturem até ficar homogéneo;
3. À parte, juntem presentes pensados especialmente para os destinatários com três camadas de luzes de Natal diferentes. Juntem o sorriso dos avós e misturem com gentileza;
4. 5 colheradas cheias de amor mais meio pacote de esperança e uma pitada de perdão;
5. Adicionem miminhos de mãe a gosto;
6. Voltem a juntar tudo e metam no forno ao som de músicas de Natal;
7. Guardem uma parte para se deliciarem o resto do ano inteiro.

Lamechas mas importante. É a receita que melhor vos poderia oferecer!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

ESTÁGIO || Transparência


"Quais são as características que melhor te definem?", "Quais são os teus pontos fracos?", "Quais são os teus pontos fortes?", "Porque te deveríamos escolher a ti e não aos outros candidatos?" este é o típico clássico de perguntas que já todos ouvimos falar nem que seja uma vez e que, se forem como eu, nunca pensaram a sério nisto. Num sentido oficial.
Podem parecer perguntas quase directas e por isso é que nem perdemos tempo a pensar nelas quando as ouvimos num contexto mais descontraído, mas quando me apareceram à frente exigiu uma enorme concentração de pensamentos sobre mim (algo que raramente faço assim). E é nestas alturas (e na altura de fazer um CV) que as pessoas têm tendência a fugir à honestidade.

Quando disse a muita gente as respostas que dei, obtive feedbacks absurdíssimos como "não devias ter dito que eras assim, isso vai fazer-te mais fraca que os outros candidatos", "O objectivo é venderes-te, só podes dizer coisas boas!", "não devias ter dito que tinhas isto, se eu fosse de uma empresa não te aceitava", "não devias ter sido tão honesta". Sim, houve quem me tivesse dito que não devia ter sido tão honesta. E por muito que me perturbe estas ideias, eu finalmente tive a noção do quão deturpados são os discursos de emprego das pessoas, se preciso. Escrever "sou perfeccionista" nos defeitos é o mais clássico. E é vergonhoso.

Jamais aceitaria escrever ou falar sobre mim coisas que não sou, ou omitir que tenho coisas que efectivamente tenho. Para mim a honestidade é tudo e se eu faço por reflectir isso no meu dia-a-dia, nas minhas amizades, na minha relação, no meu percurso académico, inevitavelmente eu iria também reflecti-lo num registo mais profissional. É como sou, sem paninhos quentes nem florezinhas emolduradas. E eu tenho estes pontos fortes e fracos. Eu tenho estas qualidades, estas características e estes defeitos. E por muito que o meu CV e entrevista ficassem bonitinhos se me pintasse de uma maneira que não sou, jamais me iria sentir bem. Estavam a contratar uma pessoa que não existe. Estavam a projectar ideias para uma pessoa que foi inventada. Estavam com expectativas sobre características que não tenho.

Eu não quero vender-me nem quero ser a candidata perfeita. E por isso fui honesta e jamais voltaria atrás com todas as coisas que disse ou escrevi. Eu retratei-me da forma mais real possível e, por mais louca ou ingénua que me chamem (que não acho loucura ou ingenuidade nenhuma, mas opiniões valem o que valem), eu assim me manterei por toda a vida profissional que venha a ter. Com honestidade. Com integridade. E se me escolherem, que escolham porque viram, nas minhas descrições a mais qualificada para exercer funções ou aprendê-las. Por muito defeituosa que possa ser. Não vão existir surpresas nem desilusões de personalidade. Esta é a Inês que reconheço e que admiro e só assim faz sentido para mim. Há mais na vida do que ser competitivo com os princípios errados.

#BLOGGERCC || Coisas que odeias no Natal


Purpurinas, purpurinas everywhere: Eu adoro purpurinas e lantejoulas. No Natal, em especial. Dão o toque que por vezes falta na decoração, nos enfeites, dão o boost que faltava a determinados detalhes. Mas há algo que eu detesto nas purpurinas (e que me faz preferir mil vezes as lantejoulas): elas ficam em todo o lado, menos no objecto que as devia ter. Eu agarro em algo com purpurinas e parece que andei a fazer carícias na Sininho. Fico cheia de purpurinas nas mãos, que depois vão para a cara, para a roupa, para os móveis e de lá não saem. Ficam infinitamente agarradas às mãos e às coisas e eu detesto isso, irrita-me profundamente. Quando vou ver decorações de Natal nas lojas, raramente toco em coisas com purpurina. Já sei que vou dar em louca ao ver brilhantes nas mãos. Não podem ficar na bola de Natal sossegadas?

Somos impelidos ao culto do consumismo: Já todos sabemos que nesta época somos empurrados para o consumismo quase inconsciente, e por vezes sinto-me irritada com o quanto as lojas exploram isso ao nível máximo. Abusam na mensagem e a prova disso é a decoração de Natal começar logo em Novembro. Desesperadamente querem que compres, consumas, gastes dinheiro em algo. Não és ninguém se não ofereceres algo interessante no Natal e isso exaspera-me.

Temos de aturar os chatos com a mensagem do consumismo: Não basta as lojas descaradamente mostrarem mensagens de consumismo, ainda temos de aturar aquele amigo, colega, familiar, blogger que começa com as mensagens e as teorias do consumismo, como se ninguém fizesse ideia de que isso existe. E o pior é que quanto mais espírito de Natal tiveres (independentemente de qualquer tipo de consumismo) mais o chatinho te vai picar os miolos acerca de o Natal ser uma estratégia comercial. Já todos sabemos! Está-se toda a gente a borrifar se o Pai Natal é uma invenção dos Americanos e da Coca-Cola para dominar o mundo com os teus trocos no mealheiro. Não somos parvos. Deixem a resmunguice por uns momentos e lembrem-se que o Natal tem mais coisas que presentinhos.

Eu nunca faço ideia do que oferecer no Natal: Isto aplica-se a qualquer desafio que inclua dar prendas e eu odeio esse detalhe em mim. Eu digo isto a toda a hora: a melhor parte das prendas oferecidas por mim são os talões de troca. Eu falho redondamente, eu não consigo encontrar o detalhe que faltava para a surpresa, eu acho sempre que as pessoas têm tudo e que o que quer que eu ofereça será obsoleto. Eu sei os gostos das pessoas como ninguém e conheço os seus sonhos. Eu dou os meus presentes com todo o coração do mundo. Mas nunca tenho confiança de que vão ser os presentes mais desejados do mundo.

É uma época demasiado estereotipada: Irrita-me que o Natal tenha de ter esta óptica, esta linha igualíssima para todos e que, se não é assim, então não é Natal ou não vives o Natal da mesma forma, ou não tens um Natal tão bom. Para o Natal tens de ter uma família gigante, tens de ter, pelo menos, um saco de marca de alta costura debaixo da árvore, tens de adoraaaaaaaaar fazer a árvore e comprar milhões de presentes. Tens de gostar de renas, de Sozinho em Casa e de Bolo Rei. E se não estás enquadrada nesta ideia, o teu Natal é horribilíssimo. Não podia ser uma ideia mais estúpida. Nenhum Natal tem definição ou mais qualidade. Cada um é livre de ter a família do tamanho que quiser e de gostar de estar com os familiares que quiser, é livre de oferecer as prendas que quiser (sejam elas grandes ou mais humildes), é livre de preferir ver a árvore do que fazer a árvore, é livre de odiar Sozinho em casa e é livre de não ter um tostão para oferecer presentes. Não deixa de ser Natal nem faz com que tenhas um espírito de Natal maior ou menor nem tens mais valor por isso. O Natal é aquilo que nos faz sentir quentes por dentro e se isso significa uma mesa gigante de família e farta de comida, cheia de presentes, perfeito. Se significa três ou quatro familiares, uma árvore mais pequena que tu e um par de peúgas, perfeito. É Natal. Não é um concurso.