sexta-feira, 31 de julho de 2015

Favoritos da Inês (Julho)



1º Mergulho do Ano: É sempre uma ocasião tão especial que eu acabei por querer registá-la aqui também, ou não fosse um bichinho de água. Não foi em Santa, como habitualmente mas sim na Praia Grande e digo-vos já que não estava nada à espera, mas o mar surpreendeu-me com aquelas ondas incríveis que puxam a adrenalina toda. Lá fui eu, com o coração na boca atirar-me ao mar antes que a coragem fosse embora e saboreei a frescura do mergulho e a força da onda a deslizar-me pelas costas. Além disso foi numa data muito especial, acho que teve tudo para ser o 1º mergulho do ano perfeito.

Festa do Gin: Não consumo bebidas alcoólicas pelo que achei que ia ficar totalmente deslocada nesta festa. Errrn! Nada mesmo, tinha uma imensa combinação de bebidas ao meu dispor e limitei-me a observar e admirar a beleza dos copos que iam passando na mesa, as decorações lindíssimas que lá apareciam. Havia um com uma pétalas rosa choque magníficas com casca de limão, ficou tão bonito! A decoração estava maravilhosa e ainda mais incrível foi o violinista que circulou pelas mesas tocando todo o tipo de músicas no seu violino. No final terminou a sua performance com um concerto pequenino (eu e mais umas seis pessoas no máximo sendo que eu era a mais embevecida) em que ia tocando músicas que conhecíamos no seu violino e conversando connosco. Sempre que queria transitar de estilo musical perguntava-me se podia. "Posso tocar agora um Rock? Gostas de rock? Gostas de Jazz?" e ficava sempre imensamente feliz quando eu cantava a letra das músicas que ele tocava, reconhecendo-as. Não tenho grandes fotos da festa portanto têm de ficar com um minha e com o que usei para lá ir.

Saldooos! (fotos 3 e 4): Acho que nunca tinha aproveitado tão bem os saldos, ao ponto de nem sequer olhar para a Nova Colecção. Foi a oportunidade certa para finalmente comprar mais biquínis. Ao contrário da maioria da população feminina mundial, eu não tenho biquínis a mais, isto porque sou esquisita no corte, material e padrão. Mas estes convenceram-me e foram muito bem recebidos em casa, incluindo aquela camisola que tem o mesmo material das toalhas de praia. Quando a roupa propriamente dita, tentei arriscar um pouco e sair da minha zona de conforto, quer em cortes das próprias peças, quer nas cores e materiais. Acho que não me saí mal e estou cada vez mais apaixonada por cada uma delas!

Visita ao Palácio da Pena: Foi um sonho e uma promessa cumprida. Podem ler tudo sobre a aventura AQUI. Esta foi uma das minhas fotos favoritas, de um dos miradouros do Palácio.

Golden and cute: Não estava nos meus planos vasculhar muito os saldos à procura de sandálias, até porque o meu objectivo neste momento tem a ver com um calçado mais invernoso, mas quando as vi apaixonei-me. Douradas, simples e amorosas, achei que os meus pés iam gostar de ser amigos delas.

Férias merecidas: Fizemos as malas e fomos para um paraíso com piscina com cascata de água, jacuzzi e pequenos-almoços amorosos. Foi perfeito para descansar, para finalmente voltar a desenferrujar a natação (incluindo as cambalhotas dentro de água e os pinos e mortais, I mean, é a melhor parte das piscinas) e pôr a leitura em dia.

Camisola Keith Haring: Dediquei-lhe todo um post cheio de amor AQUI

Feira Medieval de Sintra: Também dediquei-lhe um post cheio de amor AQUI. Não tenho mais fotos de lá, por isso, também levam com a minha fronha nestes favoritos.

Quanto às músicas que brilharam em Julho, cá estão elas:

Qual o favorito que gostaram mais?

quinta-feira, 30 de julho de 2015

LIVROS || A Cada Dia


Este é A, a história de alguém que acorda todos os dias num corpo diferente. Já imaginaram como seria? Todos os dias vocês abriam os olhos e estavam num quarto diferente, família diferente, corpo diferente e os únicos alicerces para sobreviver a esse dia são as memórias e os dados contidos no cérebro da própria pessoa. A vive assim durante 16 anos e, com o tempo, começou a estabelecer algumas regras para fazer frente a esses dias: nunca se apegar muito, evitar ser notado e não interferir.

Tudo corria bem até A conhecer Rhiannon, por quem descobre, pela primeira vez, o que é uma paixão avassaladora que nos faz querer ver a mesma pessoa todos os dias. Mas... Como faz ele isso se, todos os dias, acorda num corpo e vidas diferentes?

Este foi um livro delicioso de ler, primeiro, porque pega numa ideia gira e original e, a partir dela, o autor cria uma história fantástica e ainda consegue incorporar no meio imensas questões sobre o amor, sobre tomarmos as pessoas e os amanhãs como garantidos, sobre religião, orientação sexual, a ideia de nos apaixonarmos pela pessoa e/ou exterior, família e ligações, distúrbios mentais, toxicodependência e todas estas questões são abordadas de uma forma pertinente e contextualizada no livro, sem tentativas de lições parentais mas no sentido de reflexões, o que considero ser um desafio porque rapidamente David, o autor, poderia dispersar na sua mensagem, coisa que nunca fez. Se escrevesse um livro, seguiria a mesma receita que ele.

É um livro desafiante porque não há introduções chatas nem começos a meio gás. A história começa logo nas primeiras páginas o que nos faz pensar que o autor é um louco por gastar os cartuchos todos num só capítulo. E depois descobrimos todo um desenrolar de acontecimentos que nos vão deixando presos ao livro, querendo saber mais e mais e sem tempos mortos. Há sempre algo a acontecer e, pelo menos no meu caso, fui surpreendida. Tanto no desenrolar de algumas partes do enredo como no final (não vou explicar porquê mas dá vontade de querer que hajam mais folhas neste livro).

A linguagem é acessível mas não é descuidada e por isso a leitura flui de uma forma muito harmoniosa e os próprios pensamentos do protagonista fundem-se nos nossos próprios pensamentos. É fácil ganharmos compaixão por A e pelos seus pensamentos e sonhos, dá vontade de querer dar-lhe um abraço e dizer que tudo vai ficar bem. Também existem algumas partes cómicas pelo que considero ser um livro leve e com uma história gira mas com alguns temas sérios muito bem alicerçados. É óptimo para quem quer começar a ganhar hábitos de leitura, porque é fácil envolverem-se e para quem já lê há muito e quer uma história muito cinematográfica (isto dava um filme perfeito). É giro, é bondoso e deixa-nos de coração apertadinho mas de sorriso nos lábios. Está muito recomendado e não o deixem para amanhã!

Autor: David Levithan
Nº de Páginas: 284
Disponível na WOOK (ao comprares este livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

terça-feira, 28 de julho de 2015


Pela primeira vez nos saldos comprei algumas jóias e acessórios. Estou contente por ter arriscado!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

MÚSICA || Afinar violinos


Quando tocava, afinar o violino era das partes que mais me dava prazer. Não a parte de ajustar o afinador ou a cravelha (os "botões" que estão na voluta, na ponta do violino). Mas do toque. A garantia da harmonia musical do violino faz-se sempre entre duas cordas, nas quatro possíveis que vão da mais grave à mais aguda. A aguda (Mi) é sempre tocada com o tom central (La), que corresponde à segunda corda. O La com o Re (terceira) e o Re com o Sol (quarta). E era o toque destas duas, do Re e do Sol, da terceira com a quarta que me deixava com os pêlos dos braços arrepiados.

Desenganem-se se pensam que é fácil fazer um toque de duas cordas. Havia posição de arco, trejeito de mão. Nenhum tom se podia sobrepor ao outro, logo, não podíamos tocar uma corda mais alto que a outra. O arco tinha de deslizar suavemente nas duas e a afinação da terceira e quarta corda é a mais difícil. É a mais afastada da mão (direita no arco) e implicava mais trejeito de pulso (porque neste instrumento não levantas cotovelos, não estás na TAP, como me diziam). Mas é o som que mais gosto no violino. Tão simples quanto isto. Sem toques no espelho, sem notas, sem outras melodias incorporadas. Apenas o Re com o Sol, ao mesmo tempo.

Não sei se é possível explicar o conforto que é o seu tom grave. Tem corpo. Parece veludo. Parece que as sinapses têm som e que os pensamentos, afinal, podem falar. Parece que o meu coração afinal não faz "tum-tum" e tem este som, tão puro e quente. Costumava deitar-me na cama com o violino no colo, a voluta para o lado das minhas pernas para que os tons graves ficassem mais perto da minha mão e costumava tocar essas duas notas consecutivamente, até fechar os olhos e divagar nos meus pensamentos e decisões ao som daquele tom. Baixava-me a frequência cardíaca e acalmava-me. Transportava-me para um lugar de mantas quentinhas. É absurdo, mas um músico acaba por ser assim, reconforta-se em notas. Às vezes batiam à porta do quarto e a minha mãe perguntava-me porque estava a tocar insistentemente a mesma coisa. Eu só dizia "porque é bonito". Sem grandes justificações e ela concordava. Também era o seu tom favorito. Quando tocava para ela, no momento de afinação, ela dizia sempre que era o que gostava mais. A genética talvez entre aqui em acção mas é, realmente, reconfortante.

Hoje, de coração alvoraçado, peguei no meu (agora pequeno) violino, pousei-o no meu colo de novo e toquei a melodia até ficar perfeita. Fechei os olhos. Frequência cardíaca a baixar e os pulmões a esvaziar. Há sóis que nos iluminam sem luz. Este Sol é um deles.

Adorava!


Esta pizzaria entrega-vos um balão cor-de-rosa depois de fazerem o vosso pedido e faz-vos esperar à beira do canal. Depois, quando a pizza está pronta, vão ter com vocês através do balão numa bicicleta cor-de-rosa. Não é o máximo?

PASSAPORTE || As minhas 8 regras de ouro


À medida que vamos viajando, milhões de coisas nos acontecem; Ou vamos com uma companhia sábia que nos vai dando ensinamentos ao longo de cada destino, ou acontece-nos qualquer coisa que nos põe alerta para futuras ocasiões ou simplesmente vamos criando rotinas e hábitos de viagem que são imprescindíveis para nós. Este é um apanhado que faço de oito coisas que nunca deixo escapar, seja em que ocasião, e que quero partilhar com vocês. Quem sabe encontram alguma dica boa ou aproveitam esta época - mais típica em viagens - para descobrir coisas novas. Alinham?

1. Pastilhas para o avião
Não sei quanto a vocês, mas eu tive este problema quando levantei voo a 1ª vez: a pressão deu-me cabo dos ouvidos. Comecei a ficar com a sensação de ouvido entupido e depois as típicas dores. Sim, eu fiz o típico truque de fingir que estamos a mastigar e a engolir a seco, mas comigo não resulta. Mascar uma pastilha no momento de descolagem (e aterragem para algumas pessoas) é a chave para um voo tranquilo e sem dramas.

2. Contagem do tempo desde o aeroporto/estação até ao hotel
A não ser que vão de carro, vai chegar uma altura em que têm de apanhar o comboio ou o avião (ou até autocarro) para voltarem a casa. O problema é que muita gente não sabe quanto tempo demora desde a cidade onde está a fazer turismo ao aeroporto/estação, o que acaba em perguntas em postos de turismo, estimativas e chegadas em cima da hora ou muito adiantadas, quando podiam estar tranquilamente a aproveitar os últimos segundos da vossa viagem. Sempre que chego ao aeroporto e apanho o transporte para o centro da cidade eu conto o tempo, quanto demorei e acresço mais 10 minutos à minha contagem, para cobrir imprevistos. Assim sei que demoro 30/40/50 min. a chegar just in time e sem percalços. E com todo o tempo bem aproveitado na viagem. Pode parecer a coisa mais simples do mundo mas a excitação da chegada e de querer ver o destino pode fazer-vos esquecer desse pormenor. Entusiasmados mas atentos, sempre!

3. Saídas de Emergência
É a primeira coisa que faço quando chego ao hotel, pousada, motel, Apart-Hotel, resort, o que quer que seja, mesmo antes até de querer ver como são os quartos e o resto do espaço; Assim que faço check-in procuro o mapa de saída de emergência que, normalmente, está perto do acesso às escadas, nos corredores para os quartos ou em alguns quartos estão disponíveis no interior. As coisas não acontecem aos outros e não somos excepcionais nem milagrosos e um dia vai ou pode acontecer e eu quero estar preparada. Não é quando soar o alarme de incêndio que vou perceber como se sai dali certo? Não é no meio do pânico todo das pessoas e do meu que eu vou tentar compreender como se chegam às escadas e onde estão. Assim que pouso as malas, vejo o mapa e procuro no meu corredor onde estão escadas de incêndio e extintor. Lembrem-se que não estão na vossa casa, estão num edifício que não conhecem e que ninguém vos vai bater à portinha vestido de super-homem para vos levar da janela.

4. Acordar cedo
Eu sou a típica pessoa da ronha, adoro dormir e não acordar cedo quando posso mas se há regra que imponho (com extrema facilidade, adianto) a mim mesma é que, em viagens, não há outro acordar que não cedo. Estamos lá para ver e desfrutar do lugar ou estamos lá para confirmar se a almofada é mesmo boa? Não, em viagens, vamos acordar cedo até porque, normalmente, quando ficamos nos hoteis, pousadas, etc. acabamos por ter quase sempre o pequeno-almoço incluído, que não sai muito dos regulares períodos de serviço das 8h-10:30h, logo, devemos aproveitar o serviço da hotelaria e tomar um bom pequeno-almoço para um dia preenchido. Nas minhas viagens, raramente acordamos depois das 8h. São 7 da manhã e já estamos todos a acordar com calma, a vestir, tomar banho, esperar por alguém um pouco mais atrasado, mas 8-8:30h estamos à mesa para tomar o pequeno-almoço, o melhor que pudermos porque vamos estar activos o dia todo. É muito cedo? Não, amigos. Vocês vão ter de andar, vão ter de encontrar os sítios onde querem ir e ver como querem ir para lá e, acreditem, existe um bando gigante de turistas que acordam ainda mais cedo que vocês e que vão fazer uma coisa maravilhosamente asquerosa chamada "fila". E vocês não querem perder tempo de viagem nas filas. Para mim seria impensável sair do hotel às 10h da manhã - como muitas amigas minhas o fazem e às quais disse "meninas, eu deixava-vos na cama e ia explorar, perderam já uma manhã de turismo!" - por isso acordar cedo, animada, com fome e pronta para explorar. Sem ronhas nem mais 5 minutos.

5. Mapa sempre dobrado na área onde estou
Esta já tinha partilhado com vocês noutro post, mas é uma regra de ouro que volto a referir. Comigo, a única vez que os mapas estão dobrados como deve ser é no momento da entrega do posto de Turismo de um exemplar para mim. De resto, dobro, desdobro, volto a dobrar e a dobrar outra vez. O mapa está sempre com a dobra central na área onde me encontro (e vou actualizando à medida que caminho) e sempre no bolso de trás das calças (não adianta guardar em mochilas e malas, vou acabar por precisar sempre dele). Assim tenho sempre ideia de onde estou a qualquer momento e não perco tempo a "procurar-me" entre ruas.

6. Morada do Hotel
Esta também já tinha referido mas eu guardo sempre a morada do hotel numa carteira que leve todos os dias da viagem. Às vezes as recepções têm os cartões de visita já com a morada no cartão, outros não e, se for o caso, escrevo eu. Assim se me perder, seja em que língua for, vou à polícia e entrego o cartão para me levarem ao local ou chamo um táxi e entrego-lhe o cartão. Jamais ia conseguir decorar a morada e explicar uma morada que sei por alto seria impensável num país estrangeiro.

7. Andar a pé
Seja em que cidade for, eu faço tudo o mais possível a pé e uso qualquer tipo de meio de transporte como último recurso. Deixem os "estou cansada" para os dias terríveis de Faculdade e levantem os rabos para a rua. Deixem-se de manhas e escolham os vossos ténis mais confortáveis e roupas mais simpáticas e façam-se às ruas, às estradas, aos caminhos. Vão ver tanta coisa que não conseguem enfiados num autocarro, metro (então esse, faz-me tanta confusão, atravessam uma cidade inteira debaixo da terra, onde não têm vista absolutamente nenhuma), táxi... Andar o dia todo é cansativo, é certo, mas as viagens são para ser feitas a passo, com paragens imprevistas, cafés para descansar um pouco e beber qualquer coisa fresca e sentir, no final do dia, que fizemos o que podíamos para ter um dia em cheio e cumprido. 

8. As compras são feitas no último dia
A não ser que esteja numa zona da cidade onde sei que não volto durante a viagem, ou numa loja ligada a um museu, instituição ou outra coisa qualquer à qual só tenho acesso voltando a entrar no edifício, eu não faço quaisquer compras até ao meu último dia de viagem. Quanto muito compro os postais para os enviar o mais rapidamente possível mas não compro prendinhas para ninguém (nem para mim) nem visito lojas, nem compro roupa até ao último dia. Por muito que eu queira levar lembranças, as mais importantes são as que guardar na memória (e em algumas fotografias), pelo que quero aproveitar a viagem ao máximo e visitar tudo o que posso. Não quero perder uma tarde em que podia estar a ver um museu a fazer compras e a perder tempo em filas, a experimentar, a regatear, não quero! Reservo o último dia para essas futilidades e perdas de tempo e guardo na memória as lojas giras que vou vendo no caminho e que quero voltar. Corro-as todas sem perder muito tempo e escolho todas as coisas que quero sem dramas. E ainda tenho tempo para umas voltas finais antes de dizer o derradeiro adeus. Têm tempo, aproveitem o destino, podem comprar aquela t-shirt gira depois, ela não vai embora.

domingo, 26 de julho de 2015


Definitivamente não dispenso os calções no Verão. Se já adorava o facto de passar quase o ano inteiro de calções (por causa do basquetebol), nesta estação é certo que só vejo as calças em noites frescas!

ISTO É TÃO INÊS || 20 Coisas Que Tenho Aprendido nestes 20 anos


1. Não somos uma definição. Se alguém te define, ou se te defines a ti próprio, estás a cometer um erro enorme. A definição impede a mudança, a melhoria e implica estagnação. Não permitas que ninguém te defina e reinventa-te todos os dias.

2. Ser forte não implica ser frio. O facto de quereres conseguir superar todas as tuas barreiras e obstáculos não implica crueldade nem passar por cima de ninguém.

3. Aceita-te como eras no passado. Por mais imperfeita que tenhas sido, por mais que tenham gozado contigo por seres "patinho feio", por mais erros e patas na poça que tenhas feito, aceita-te e não olhes para trás com vergonha ou repugnância. Porque, em algum momento, esta pessoa que era eu, com uns óculos horríveis, um estilo pavoroso, um corte de cabelo péssimo e cheia de asneiras que foi fazendo ao longo do caminho, tornou-me na pessoa que sou. E se me considero melhor do que era no passado, eu devo-o ao que era no passado.

4. A tua felicidade depende sempre de muitas coisas. Dizer que a tua felicidade depende de ti própria é uma ilusão porque vives num mundo de sociedade, de sonhos, de objectivos, de concretizações, de inspiração. Todos eles são a receita para o que te faz feliz e concretizares uma ideia de que vais ser feliz por ti própria e sozinha nunca irá resultar! Aceita que a tua felicidade está distribuída nas tuas pessoas, nas tuas memórias, nos teus projectos académicos ou de trabalho, nos teus objectivos, no teu desporto e filmes/músicas favoritas mas entende também que nem sempre todas vão funcionar a 100% ao mesmo tempo. É normal e faz parte. A felicidade não se faz num só caminho e se há dias em que alguns não funcionam tão bem, opta por outros. Apenas não deixes, jamais, que desrespeitem ou desdenhem da felicidade que depositaste em cada um desses detalhes. Tu escolhes como queres ser feliz mas nem sempre vais ser feliz pelas mesmas razões.

5. Não faz mal gostar de fazer anos, gostar de fazer festas e gostar de receber presentes. Não faz mal gostares de ter um dia mais atencioso para ti

6. Quem realmente gosta de ti e te quer, vai ligar à NASA, se necessário, para te enviar uma mensagem pela Lua. Não existem desculpas, horas ocupadas ou imprevistos para quem tem o coração cheio contigo. Por muitos obstáculos que existam, eles vão sempre esforçar-se para te compensar, para estarem presentes e para demonstrarem o quanto gostam de ti. A sério.

7. Leva a sério os esforços que os teus pais fazem todos os dias, mesmo nos dias em que ficam só em casa sossegados. Eles também têm pensamentos confusos e conturbados, eles também são inseguros e querem ser felizes na relação, eles não sabem o que se passa na tua cabeça (embora consigam adivinhar na maior parte das vezes) e eles passam sempre por desafios sociais e económicos para te ver feliz. Sê grata e devolve da melhor forma que podes. 

8. Podes gostar da música que quiseres e ninguém tem de te chatear por causa disso

9. Gostar de algo que mais ninguém gosta (ou vice-versa) não tem necessariamente de ser algo do contra ou estranho. Não tens de ser um rebanho se não queres ser um rebanho. Fim. 

10. Tal como gostar de algo que imensa gente já gosta não faz de ti uma maria-vai-com-as-outras. Gostas do que gostas e é bom porque assim partilhas bom gosto com imensa gente. Fim.

11. Tens o direito de não saber ainda o que fazer com a tua vida. 

12. Os teus gostos e sonhos não têm menos valor só porque alguém tem desejos mais grandiosos ou não entende os teus.

13. As pessoas não têm de perceber todas as coisas que fazes, nem tens de justificar tudo o que fazes. Não tens de justificar o curso que tiras só porque os outros não percebem. Não tens de explicar porque gostas de escrever, ouvir música alta ou determinado actor ou artista. Só explicas se quiseres.

14. Se um amigo teu descarta-se de te consolar quando estás em baixo, esquece. Não é um amigo. Não é e mete isso na cabeça o quanto antes. Amigos que não te consolam não são amigos. Por muito que te tenham avisado que tal ia acontecer, um amigo consola.

15. É essencial uma nota de emergência. Para qualquer eventualidade.

16. Aparentar ou não aparentar a idade que temos é o mais irrelevante nesta vida. Não te agarres a isso, para o bem e para o mal, é e repito irrelevante.

17. Diz o que tens de dizer, por muito que queiras evitar aborrecimentos. Não acumules desagrados, por muito que não te queiras chatear. É preferível seres honesta e dizeres que não achaste tão simpático certa atitude ou gesto de uma forma calma e apaziguadora do que guardar e depois deitar tudo cá para fora num momento de raiva e perturbação. As pessoas não têm a obrigação de ser adivinhas dos teus gostos, preferências e humores. E por vezes também cometem deslizes que agradecem que chames a atenção e não que os olhes com rancor silencioso.

18. Faz aquilo que gostas e não te entristeças ou sintas a "perder tempo" se achas que já não te identificas com o caminho que escolheste inicialmente. Não tenhas vergonha ou desilusão por voltar para trás e recomeçares. É a tua vida e por mais que influenciem, aconselhem, peçam e desejem és tu que vais ter de dar a cara por cada passo que deres com ela. Mais vale ser responsável por algo que nos faça felizes, mesmo quando não temos bem noção de onde fica a meta. 

19. Não temos de ser bons ou os melhores em tudo. Aceita que às vezes és desastrosa a fazer coisas mas que compensas com outras. Não faz mal querer aprender e querer melhorar e não faz mal haver alguém com mais jeitinho para aquilo. Alguém vai gostar de ti exactamente da forma atrapalhada que és.

20. Por mais que cresçamos e vejamos determinadas faixas etárias como as "seguras e já com tudo descoberto" nunca vai ser assim. Nós tínhamos 6 e olhávamos para as pessoas de 15 com um ar de admiração. Nós tínhamos 15 e achávamos as pessoas de 20 muito mais amadurecidas. Nós temos 20 e olhamos para as pessoas de 30 como se tivessem tudo encaminhado. E nunca vai ser. Nós vamos sempre sentir-nos perdidos um bocadinho, desorientados e cheios de planos. Não há um patamar de segurança. 

sábado, 25 de julho de 2015

INSTAGRAM || Lifestyle

Queria partilhar com vocês algumas das contas de Instagram que mais gosto de acordo com uma determinada temática. Hoje escolhi a Lifestyle por ser uma das mais gerais e com contas que me fazem babar. Algumas talvez já conheçam mas nunca é demais apresentar-vos algumas pessoas que fazem do Instagram uma obra de arte numa só captura!


@tinotisr

Tina Rodríguez-Araque tem um blogue e é a protagonista desta conta. As fotos viajam desde o calor tropical, às águas azuis até às cores mais escuras de inverno, aos estilos mais clean, o suficiente para me fazerem babar por uma praia ou por uma manta fofa. Ou por aquele casaco cor-de-rosa da foto

@charissa_fay

Vive em Nova Iorque e as suas fotos fazem-me suspirar. Aquilo que acho que se destaca mais nas suas fotos são a sua claridade e quase sempre a presença de elementos verdes. Transmitem-me movimento e urbanismo. Gosto disso!

@zachmilne

Adoro de coração a conta deste australiano. As cores fascinam-me, inspiram-me e fazem-me passar uma mensagem de harmonia. A composição, a luz, a pertinência de cada click faz-me ficar com uma inveja (saudável) gigante e uma vontade enorme de estar ali.

@mirenalos

Estava num pequeno mercado artesanal em Paris, mesmo ao lado da Torre Eiffel quando reparei que a pessoa ao meu lado a ver os anéis comigo era ela. Do meu tamanho, talvez um pouco mais pequenina e eu aparvalhada a olhar para ela, fãzaça das suas fotos desde que uma conta eu criei. Um rosto simpático e juvenil, um jeitinho para pousar para fotos que só ela deve conhecer, paisagens de me fazer babar e uma vontade imensa de lhe roubar o guarda-roupa. Vale a pena desde a primeira foto.

LIVROS || A Rapariga No Comboio


Este é um thriller difícil. Acho que podemos começar por aqui. Existem vários tipos de terror e policiais: aqueles com imenso suspense e que provocam-nos imagens monstruosas à cabeça, aqueles sangrentos e cortantes e depois os típicos "terror dementor" que te levam numa espiral de emoção tristonha das personagens e te consomem a cada página. Este é um deles.

Quando peguei no "A Rapariga No Comboio" fiquei com dois pensamentos em marcha ao longo da leitura: que não fosse aborrecido (como muitos policiais ou thrillers acabam por cair nesse desfecho) e que prometesse a tal reviravolta imprevisível que estava escrita n vezes na contra-capa.

A história fala de Rachel, uma mulher muito infeliz devido ao seu casamento falhado que se refugiou no álcool e que apanha todos os dias o comboio para Londres, de manhã e ao final da tarde. É nele que observa as outras pessoas e as casas além da janela e projecta neles uma vida de sonho que ela não tem nem se identifica. Tem uma casa preferida que consegue observar sempre que o comboio pára e onde vive um casal que tem tudo para ser de sonho, uma mulher linda e com um sorriso simpático e um homem grande, protector e afável a quem Rachel fantasia os seus nomes como Jason e Jess. Mas certo dia Rachel observa algo que a deixa perturbada e inquieta naquela casa, de tal forma que o seu final de noite é marcado pela falha de memória provocada pelo álcool e uma manhã de questões, marcas no corpo e uma cara muito mal tratada. Rachel decide não ficar passiva no que viu e acaba por criar uma ligação irreversível com o casal que vai mudar o rumo da sua vida para sempre.

Ao longo de toda a história podemos ter acesso a três narradoras femininas e o mais perturbador e inquietante para mim foi que não podemos confiar em nenhuma das personagens. Não há uma única personagem que me tenha feito sentir uma sensação de proximidade, de esperança, de ligação. Todas têm momentos de falha terríveis que nos fazem sentir perdidos na história, confusos e sem sensação de esperança de final feliz de história. Não é um livro caloroso. É um livro intimidante e que remexe com coisas muito delicadas como o adultério, o vício do álcool, homicídios, desaparecimentos, desconfiança, mentiras, entre muitas mais coisas perturbadoras. As histórias que fazem a verdadeira história deixam-nos com pele de galinha e a pensar que as pessoas não são como julgamos que parecem na sua impressão superficial. Faz-nos pensar que tiramos conclusões muito precipitadas em relação aos outros por meros detalhes e, por isso, eu não criei conforto com este livro, que penso que era o objectivo da autora. Não te consegues ligar aos personagens e tens sempre um olho clínico e crítico em relação a cada acção deles. Mesmo da protagonista.

Não é aborrecido, há sempre algo a acontecer, um novo desenrolar e revelações. Há sempre um acontecimento diferente mas aquela reviravolta prometida comigo falhou. Porque topei desde o começo tudo e, a partir daí a história só foi ficando cada vez mais previsível e cada página era apenas a confirmação das minhas suspeitas. Fiquei desiludida porque não recebi a minha Terra Prometida, algo que até é bastante fácil. Eu raramente não sou surpreendida pelos livros e fiquei durante todo o livro com esperança de que estivesse enganada. Por isso, além da desilusão tive ainda mais tempo para me frustrar com as personagens, coisa que faz pouco parte dos meus gostos de leitura. Num livro em que não gostas de nenhuma personagem (minto! A colega de casa de Rachel é o único ser espectacular dali, Go Cathy!), é muito fácil zangares-te com as suas acções ou sentires-te mesmo indignada. Cheguei mesmo a ficar repugnada.

E acho que, nesse sentido, o livro cumpriu o que queria. Talvez vocês se surpreendam (toda a gente à minha volta se sentiu assim) e o livro fica ainda mais maravilhoso para vocês. O livro é para vos chatear mesmo. Para vos tirar cá ao de cima os vossos julgamentos, as vossas caras trancadas a ler, as vossas caras de reprovação. É para vos revirar as entranhas. E para vos fazer surpreender. Não é um romance. Não tem coisas fofinhas. Não tem esperança, não tem momentos queridos e especiais. É thriller puro. Mas não repito a leitura.

Podem ler os primeiros capítulos aqui.

Autora: Paula Hawkins
Número de Páginas: 318
Disponível na WOOK (ao comprares este livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

sexta-feira, 24 de julho de 2015


Acho que só me vou sentir verdadeiramente velha quando for ao casamento de uma amiga (ou amigo) minha.

PASSAPORTE || Feira Quinhentista de Sintra

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia
Instagram: @innmartinsm

Durante anos fui à Feira Medieval de Óbidos a rigor; Vestida como aldeã, passeava pelas ruas todas, pelo aparato todo e adorava, desde os jogos, aos espectáculos, às grinaldas que tinha sempre na cabeça. Nunca me faltava uma grinalda.
Foi a fazer este relato que nos encaminhámos para a Feira Quinhentista de Sintra. Eu fui avisada e aqui transmito o aviso: não é uma feira medieval de Óbidos nem sequer lhe faz um pouco de frente. E, por estar avisada, não me desiludi.

É uma pequena feirinha simpática, com bancas cheias de pessoas sorridentes, vestidas a preceito e prontas para nos atender, com um cheirinho a pão com chouriço maravilhoso, música de época, alguns pequenos momentos de entretenimento e imensos detalhes típicos da época como espadas, bebidas que prometiam feitiços, mensagens com sinas, entre muito mais. É convidativa a passearem ao final da tarde ou à noite e a apreciarem um bocadinho a viagem no tempo. Acho que, sendo em Sintra, tinha imenso potencial para ser uma coisa em grande e muito, muito mais gira e elaborada, acho que podia mesmo fazer frente a Óbidos, mas gostei de lá ir até porque no final, o Diogo que ouviu atentamente as minhas memórias "medievais" fez questão de me oferecer uma grinalda para manter a minha tradição.

É sensacional quando dás um mergulho no mar e, quando te deitas na toalha, sentes o cheiro ao teu champô. 

PRONTO A VESTIR || Keith, you are mine

O estampado é este

Os meus melhores achados de saldos acontecem-me quando não vou com intuito de fazer saldos. O meu objectivo era bastante diferente, mas lá acabei por dar uma vista de olhos à Pull & Bear e vi-a sorrir para mim automaticamente. Durante toda a Primavera, era uma chuva de bloggers e de contas no Insta com aquela camisola do Keith Haring, uma tinha, mais cinco compravam. Eu também a achava linda, sem dúvida, mas para os objectivos que tinha com ela (treinar ou ficar por casa em dias mais frios) o preço não era compatível (quase 24 euros). 

Eis que fui sem esperança nenhuma ver a etiqueta e ela a sorrir-me, com o meu tamanho (a única) a 7,99 euros! Eu imagino o melão que as 300 bloggers que andaram a comprá-la a correr devem ter ficado ao verem esta menina agora à venda nos saldos a mais de metade do preço. Confesso que fiz um sorriso malévolo e que corri para os provadores para a experimentar e aqui está ela em casa na certeza de que vai servir perfeitamente para todos os planos que tenho com ela. Não conto usá-la muito no Verão a não ser ficar no fundo da minha cestinha de praia para Santa Cruz depois das oito da noite (vocês são suicidas ou turistas se vão para Santa sem levar sweat e pára-vento). Mas para camisola depois das corridas ao final do dia ou para ficar por casa com umas calças de treino bem confortáveis e umas meias fofas, serve perfeitamente, até porque eu adoro ter as camisolas com as bonecadas e as coisas fofinhas na vestimenta de casa. Ou então posso usá-la naquela altura de desistência da vida nas frequências, em Novembro. Tem muitas utilidades e acho que foi um negócio incrível.

É a prova de que aquela frase de "Deixa-a ir, se ela te ama vai voltar" é mesmo verdade. No fundo, sempre pertencemos uma à outra.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Coisas que aprendi no meu curso


O teu cérebro demora 15 minutos a perceber que já estás a comer. Isso significa que, quando estás cheia, há 15 minutos que o teu estômago já está carregado. É por isso que, quando estás esfomeada comes desalmadamente e mesmo assim continuas a sentir fome e depois sentes-te desconfortável e indisposta. O truque? Quando estamos esfomeados é quando temos de comer mais devagar. Muito devagar.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

LIVROS || Soulsurfer Coragem de Viver

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia.
Instagram: @innmartinsm


Lembro-me perfeitamente de quando e como comprei este livro, em 2009. Numa pequena feira do livro em Aveiro, ali estava ele abandonadíssimo e a custar 2 euros. A mãe no café à conversa com as amigas e eu aborrecida, com dinheiro para um gelado. Acabei por borrifar para o cornetto e dar-lhe uma oportunidade. Foi o melhor gelado que já deixei escapar.

A leitura já tem, portanto, alguns anos, mas o livro marcou-me. Inicialmente a vontade de ler foi por causa do ataque do tubarão, sou fascinada por todo o tipo de histórias com tubarões, mas depois a própria história envolveu-me. Com certeza devem ter mais conhecimento desta história através de um filme que saiu há poucos anos. Também eu o vi, mas não faz nem um pouco jus ao livro. Acho o livro mais... intenso. Pela mensagem que ela transmite, pelos pensamentos que ela escreve no livro e que não estão expostos no filme.

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia.
Instagram: @innmartinsm

Bethany Hamilton tinha 13 anos quando foi surfar, no dia de Halloween, numa praia no Havai (onde vive) que era considerada um dos locais mais seguros para fazer surf - North Shore, Kauai - e onde foi precisamente atacada, perdendo um braço. A história não se fica apenas por aqui. Podemos conhecer um pouco sobre a vida e personalidade de Bethany antes do ataque, dos seus gostos, da sua carreira promissora no mundo do surf. Durante toda a leitura do livro podemos ver os pensamentos dela ao longo do ataque, o que fez, na primeira ideia que lhe ocorreu, tudo de uma forma muito vivida. Em nota pessoal acho que a forma como ela lidou com o ataque e a forma como ela imediatamente pôs os pensamentos a funcionar foi admirável e é um capítulo que vale muito a pena ler. A história continua com a forma como ultrapassou a ideia de ter perdido o braço, as suas dificuldades, a sua desolação inicial por achar que nunca mais poderia voltar a praticar surf e as incertezas e determinações quando decidiu voltar. O livro é admirável, não só pelo seu relato como pelas documentações fotográficas que podem encontrar pelo meio. Eu lembro-me muito bem que há uma foto dela com uma amiga precisamente no mesmo sitio onde ela foi atacada, umas semanas antes. Aliás, no próprio livro ela ainda escreve uma suposição bastante lógica para o ataque ter acontecido. Há também paisagens fabulosas pelo meio.

O livro tem também algumas referências religiosas, já que Bethany era praticante. Ela ligou bastante a sua sobrevivência a um propósito divino para continuar na Terra e espalhar uma mensagem. Agarrou-se a essa ideia para se motivar a ser melhor e a contar a sua história da forma mais humilde possível. Confesso-vos que é muito emocionante a forma como ela descreve a 1ª vez que voltou a surfar desde o ataque.

É um livro muito intenso mas com uma mensagem valiosa. De que devemos estar gratos todos os dias pelas oportunidades e privilégios que temos. De que devemos enfrentar os nossos medos e não deixar que nada nos trave. É um dos livros mais inspiradores e descontraídos - ao mesmo tempo - que já li.

Autora: Bethany Hamilton
Nº de páginas: 181

Adorava ter um mapa mundo consideravelmente grande e, em vez de pôr pins nos países onde já estivesse, escolhia uma foto no tal país, recortava-a de acordo com a sua forma e colava-o no lugar do mapa, até ter os continentes todos cheios de fotografias encaixadas umas nas outras. E se visitasse mais do que uma cidade no mesmo país, fazia a montagem antes do recorte.

terça-feira, 21 de julho de 2015


Eu nasci no dia Mundial da Alimentação e estou a tirar Ciências da Nutrição. Sempre achei piada a esta coincidência.

PASSAPORTE || Palácio da Pena


Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia
Instagram: @innmartinsm

A vantagem de irmos aos locais turísticos com alguém local é que descobrimos sempre os truques, manhas ou aventuras que, nas etapas tipicamente turísticas, não aparecem. Toda a gente sobe a Serra de Sintra para ir ao Palácio da Pena (ou de carro, ou a pé). E ele tinha prometido que me levava ao Palácio da Pena no Verão numa aventura bem gira. E cumpriu.



Esta publicidade está genial!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Favoritos da Inês (Julho)

Apesar de sentir que o mês de Julho está a passar a uma velocidade bastante moderada, sinto o Verão em mudança máxima de velocidade, o que me deixa sempre entristecida. Gosto tanto desta estação que gostava que ela durasse para sempre!!!



Finalmente gelados: Podem ler a minha opinião sobre eles AQUI
Not really healthy: Arranjei esta caixinha para guardar comida para levar para a praia mas, sinceramente, foi mais a pensar nos lanches que costumo levar para a Faculdade. Consigo facilmente organizar ali dentro bolachas/sanduíches com algum iogurte e ficam todos no mesmo lugar. Não é um amor esta caixinha?
NOS Alive: Poder riscar da lista de artistas/bandas favoritas a ver ao vivo alt-J foi só o maior dos sonhos. Podem ler a minha opinião sobre este ano AQUI e AQUI o do ano anterior!
Novas praias: Explorei costas novas que são tão fantásticas que nem nos mantivemos parados na toalha e ficámos a tarde inteira a trepar rochedos e a explorar os recantos da praia. Fiquei apaixonada.
Novo bar da praia: Santa abriu um novo bar de praia, muito moderno e actual, Noah Surf House. Além da escola de Surf que podem encontrar no fundo da imagem, têm a parte de restauração. No dia em que lá fui queria provar as tostas de frango porque o antigo bar da praia que existia fazia, sem dúvida alguma, as melhores tostas de frango que já comi. Não é só opinião minha, sempre que levava lá alguém, essa pessoa ficava fã! Mas quando lá fomos não havia, portanto, a expectativa de que sejam iguais continua! Nhaaam!
Petisco à beira rio: Lisboa recebeu a edição dos petiscos no Cais, uma selecção de tasquinhas e cervejas plantadas à beira do Tejo no Cais do Sodré e onde passámos lá a hora de almoço. Que vista maravilhosa, certo?
Oceanário: Foi uma visita maravilhosa e incrível que podem ler AQUI
Chocolates, com amor: Tive um fim de semana de enorme desejo por chocolate, daqueles desejos horríveis que nos fazem esfomear pela comida que almejamos e partilhei com ele esta minha vontade. Ele não é grande fã de doces (chocolates inclusive) mas presenteou-me com estes! Não é um amor?
Praia, até quando não faz Sol: A maior parte das pessoas desiste de Santa Cruz quando vêem pouco Sol mas eu acho que é um erro gigante porque é, curiosamente, quando está melhor. O pára-vento é uma constante nestas costas e o Sol é sempre acompanhado de brisa forte coisa que, sem Sol, raramente acontece. O ar fica bafo, a brisa nem se sente e, mesmo sem Sol, ficamos queimados. Hão de ouvir, se cá por perto estiverem que "Santa não bronzeia, Santa queima" e é verdade. O protector solar aqui é imperativo, mesmo em tempo fechado, como o da fotografia.

Ficam também aqui algumas das músicas que estão a acompanhar-me durante este mês:
alt-J - Bloodflood (SARM Acoustic)
London Grammar - When We Were Young
Trace - Heavy Shoulders

Qual o favorito que gostaram mais?

domingo, 19 de julho de 2015


Os destinos que mais quero visitar no momento são: Roma, Havana, Sidney, Santorini e Rio de Janeiro.

sábado, 18 de julho de 2015

VÍDEOS || Axe Cop

Talvez já conheçam o que vos venho mostrar hoje, porque não é nenhuma novidade. Em 2009 surgiu uma série de episódios ao estilo BD no youtube de nome Axe Cop. Se clicarem nos episódios, vão perceber que nada poderia ser mais random e ilógico, fora de qualquer espécie de fundamento que suporte tamanhas ideias, isto é, se não souberem o que está por detrás da criação da história de Axe Cop.

Malachai Nicolle tinha 5 anos na altura do lançamento de Axe Cop e é o criador da história. Tudo o que se passa em todos os episódios é inventado por uma criança. Lembram-se quando inventávamos histórias mirabolantes em miúdos? Coisas que nem sequer faziam sentido, mas em cada segundo havia algo novo e altamente improvisado? Quem nos dera a nós ter um irmão com 29 anos de nome Ethan Nicolle que tornasse todas as nossas ideias em desenhos reais, que foi o que aconteceu. Malachai inventa todo o plot e Ethan dá vida às personagens.

Dispam-se de uma história que faça sentido e riam-se com o aleatório que é todo o desenrolar dos episódios. Monstros, T-Rex, policiais, é um pouco de tudo o que podem encontrar neste canal. Deixo-vos aqui o 1º episódio. Já conheciam?



Nadar com barbatanas. A coisa mais fixe de sempre!

sexta-feira, 17 de julho de 2015


Sou muito apologista do karma, mas não num sentido crente-religioso, como muita gente gosta de acusar quando eu me refiro a este tema e sim como um bom conselho para a vida. Tenho convicção de que as pessoas que são bondosas para os outros ou até consigo mesmas recebem a bondade de volta e que uma mente positiva atraí coisas positivas.

Podia ser apenas um pensamento pseudo-crente, mas faz um certo sentido. Se canalizarmos o nosso olhar e as nossas acções pelo bem ou por uma vida mais positiva, inevitavelmente vamos dar mais atenção a pormenores felizes, mesmo que uma catástrofe esteja a bombardear-nos por todos os lados. O importante é nunca perder a calma. Nem os valores. 


Há mensagens na blogosfera que vou recebendo aqui que me preenchem o coração. Eu não sei nunca como responder de uma forma que faça sentido expressar a gratidão que tenho por partilharem comigo todas essas palavras de carinho.
Quando começas um blogue, está em último lugar da tua lista (ou pelo menos estava na minha) sentir este impacto e este feedback que vou recebendo. Nunca sabemos o que vem depois de um ou outro post, uma ou outra opinião. A cada linha vamos revelando um pouco mais de nós e dos nossos traços e a cada linha os nossos leitores vão-se prendendo mais ou não connosco. O Bobby Pins é uma casa que eu sinto acarinhada e bem vinda e isso orgulha-me.
Quero agradecer-vos pelo carinho, pelas mensagens que vão deixando, ou aqui ou nos vossos blogues. Vocês são uma verdadeira inspiração e a vossa amabilidade inspira-me a ser melhor todos os dias. Não podia estar mais grata!

Nem acredito que já sou finalista!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

FILMES || Inside Out


Cada vez que penso que a Pixar não me vai surpreender tanto como quando tinha franja, surpreendo-me. A verdade é que, à medida que cresço mais penso que os filmes não me vão conquistar da mesma forma que quando tinha 10 anos. E em todas as vezes a Disney prova-me o contrário. Este é mais um exemplo.

É sempre aquela curiosidade por causa do selo Disney porque, de resto, o filme passar-me-ia ao lado. Porque achei que seria demasiado fantasioso mexer com a mente humana, especialmente para uma pessoa que gramou dois anos com fisiologia, incluindo a cerebral que inclui todos os processos de memória, aprendizagem, sensações. Todas as áreas do cérebro estudadas por mim, o que significava que ia ver o filme sempre com uma ponta de crítica. Mas lá fomos ver o filme com o mais pequenino. E, claro, surpreendi-me.

A história vai sempre parecer mais aborrecida e mais "eu depois vejo" do que realmente é. De longe aborrecida e imperativa de ver por nós, adultos ou jovens! Eu digo isto porque imensas reviews apareceram aqui na blogosfera e não me captaram a mesma essência que aquela quando vi o filme. A história é simples: o que vai na nossa cabeça? Um enorme misto de emoções e sentimentos que vão controlando a nossa cabeça no dia-a-dia. No caso do filme temos Riley, uma menina de 11 anos que tem dentro da sua cabeça emoções muito especiais: Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Repulsa. Todos eles com carácter muito bem personalizado e vincado, cada um com o seu tempo de antena nas diversas situações e todos funcionam em harmonia para que Riley possa viver todos os dias com a maior experiência de sensações que a façam ir para a cama com um sorriso no rosto e boas memórias para guardar, memórias essas que definem depois a sua personalidade, gostos e ligações com o mundo. Tudo corria em pleno até Riley sofrer a mudança de casa e de estado, que a afasta dos seus amigos, da casa onde sempre cresceu e do seu clube desportivo. Perante todas estas novas mudanças (nada simpáticas), estes nossos novos amigos têm de conseguir gerir toda a mente de Riley de forma a que consiga ficar feliz ainda que sofrendo todas estas adversidades (especialmente - e ainda mais difícil - tentá-la fazer feliz quando a Alegria não está por perto! E por que não está por perto? Vejam o filme!). A missão agora é conseguir voltar a colocar esta menina com um sorriso na cara, pronta para desafios e longe de possíveis inseguranças e ansiedades, reconstruir os laços com a família e fortificar os seus gostos e traços de personalidade que se vão perdendo à medida que a apatia a abate. 

Reclamo já o Raiva para mim. Eu sou aquele boneco de cima a baixo, de tal forma que rimos imenso cada vez que ele entrava em cena e olhavam sempre os dois para mim. Porque sou eu! E aviso-vos já que este filme não é, de toooodo, para crianças. É de uma complexidade de conceitos e ideias que sei que as crianças dificilmente acompanham e a prova disso foi, na sala, não ter ouvido um único riso de criança mas sim risos dos pais (e meus e do meu namorado). As piadas são deliciosas, mas direccionadas para adultos e não para crianças, desde o que se passa na mente da mãe de Riley, ao pai e à própria estrutura cerebral que eles tentam "desenhar" de acordo com a fantasia do filme (e que desde já me conquistou, muito bem feito todo o detalhe do cérebro, não deixaram escapar nem um detalhe, que maravilhoso!). Por isso não ponham pé atrás por ser um filme de animação que pode ficar para depois. Vejam-no e surpreendam-se com o requinte das piadas e no quão bem trabalhadas estão. Claro que podem levar os mais pequenos mas não se admirem se eles só rirem porque o boneco deu um tropeção ou fez uma careta. Este filme é para nós (estratégias cinematográficas muito inteligentes).

Por fim, há muito tempo que não tinha um filme favorito da Pixar e este conquistou-me da cabeça aos pés. Sinto até que sou capaz de comprar o DVD, de tão giro que é. Vale muito a pena e, palavra de Inês, vão-se maravilhar com a criatividade. E com a história, que nos aquece o coração!

Já viram?

quarta-feira, 15 de julho de 2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

FACULDADE || Coisas que aprendi na Faculdade e não ganhei um diploma por isso


1. Afasta-te de qualquer pessoa que te faça sentir que és difícil de amar. Afasta-te de qualquer pessoa que te faz sentir que te está a fazer um favor por continuar contigo. Porque não estão. Fica antes com as pessoas que te amam mesmo quando as coisas não estão fáceis.

2. Sim, tu podes usar leggings como calças. Sim, podes usar crop tops. Sim, podes usar saias justas e vestidos. Esquece e ignora qualquer pessoa que te tenha feito sentir que és demasiado gorda para essas peças.

3. É normal quereres a tua mãe quando tens 22 anos, são três da manhã e não te encontras. E sim, ela vai atender o telefone.

4. As pessoas gostam de ti.

5. Tu és capaz de matar aranhas, centopeias e capturar ratos. A única coisa que te impede de teres a capacidade de viver sozinha são as roupas que vestes e que não és capaz de tirar sozinha.

6. Pipocas não são uma refeição, pára de tentar que seja.

7. Quando alguém te elogia, agradece. Não relativizes. As pessoas não diriam coisas simpáticas se não fossem genuínas porque o que têm a ganhar com elas? Nada.

8. A vida não é a porra de uma competição. Se sentes que estás a fazer alguma coisa porque sabes que vai deitar outro alguém abaixo, desiste de a fazer. Apoiar é uma acção mais rara do que devia ser.

9. Deixa as pessoas gostarem do que gostam e fazerem o que fazem desde que não magoem ninguém. Não gostas? Porreiro. Agora sossega porque não tens nada a ver com isso.

10. Quando se trata de conhecer pessoas novas, confia nos teus instintos. Geralmente estão correctos.

11. Faz um favor a ti própria e aprende a gostar de te arranjares. Aperalta-te da forma que mais gostares ou melhor te identificares. É surpreendentemente libertador sentirmos que somos lindas.

12. Os amigos não são necessariamente cruéis. Eles não vão salientar que não és naturalmente magra para o resto dos teus amigos ou recusar-se a dizer algo simpático sobre ti ou explicitar que és estúpida. Qualquer pessoa que te faz alguma destas coisas não é teu amigo, afasta-te dessas pessoas. Imediatamente!

13. Ninguém quer saber da tua vida sexual (ou a impressionante falta dela), nem sequer vão julgar o teu valor com base nisso. Pára de a usar para te valorizares.

14. Pára de achar que tens um futuro pela frente. A tua janela do tempo fica cada vez mais curta a cada dia que passa. Fica amiga dessa pessoa, diz aquilo, come essa fatia de tarte antes que outra pessoa o faça.

15. A não ser que estejas a tentar ter razão num debate, pára de dizer "Não, porque...". Tu não tens de justificar não quereres fazer algo ou não quereres sentir-te de determinada maneira. "Não" é uma resposta por si só.

16. Assim como o "Sim".

17. Sê simpática para as pessoas. Elogia aquela sweat ou cachecol. Deixa os mais velhos passar primeiro. Sê simpática para as pessoas porque sabe bem não ser uma otária mas também porque todos nós estamos a passar por algo. Lidar com dramas é um talento humano e, por vezes, um gesto simples é tudo o que é preciso para iluminar o dia ou o mundo de alguém.

18. É normal sentires-te ameaçada ou assustada por tipos estranhos. Não tens de te sentir culpada por isso. Não é culpa tua que eles fiquem a olhar fixamente ou que façam comentários baixos. Tudo o que importa é que te sintas e estejas segura.

19. Podes sempre contar com a tua família, não importa quão distante estejas deles. E se fazes parte da família tens também de estar preparada para que contem contigo.

20. As pessoas que continuam na tua vida mesmo depois de tu pensares que as perdeste em algum ponto da tua vida estão lá por alguma razão. Não percas tempo a tentar perceber qual ou porquê. Sê apenas grata.

21. Tu és boa a fazer muitas coisas.

22. Tu és suficiente!

23. Não faz mal ter pequenas indulgências. Compra esse novo soutien, bebe uma terceira cerveja, perde o dia todo a fazer bolachas. Tu mereces essas pausas.

24. Vão haver sempre oportunidades. Seja ou não aquela que procuras, tu nunca vais deixar de estar rodeada de oportunidades.

Texto, com tradução livre, do Tumblr

PASSAPORTE || Chuva em Punta Cana


Foi em Punta Cana que nadei pela primeira vez à chuva. Estava lá há quase uma semana e, pela primeira vez, depois do almoço as nuvens apareceram. O Sol constante e o céu azul deram lugar a um céu escuro e que antevia chuva. Em qualquer lugar em Portugal isto era sinal de sweat enfiada e arrumar as coisas, de vento desagradável e mar revolto. Mas o calor era insuportável, o vento que fazia as palmeiras abanarem-se todas não tinha uma ponta de frescura e a vontade de permanecer na água era a mesma. 

Inicialmente pensei que dava o dia por terminado e, graças a isso, a minha hora de almoço foi passada a explorar outras partes do resort. Fiz trancinhas no cabelo, fui a uma pracinha que havia lá para fazermos compras e andei a ver as lojas, mas o calor permanecia e nem um sinal da chuva. Os meus pais tinham desistido e foram para o interior e os meus amiguinhos feitos lá estavam a comer crepes nessa praça. Decidimos voltar todos para a praia e dar um mergulho no mar quando começou a chover. Inicialmente hesitámos. As pessoas começaram a abrigar-se para não ensoparem as toalhas e quem estava na zona da piscina encostava-se para as zonas com sombra para não se molharem também mas quem estava na água, assim permaneceu. Então eu lá entrei e, em chuva torrencial, ali estava eu no meio da água. Chuva que não parava, como se estivéssemos nos aguaceiros de Outono que passámos no ano passado. Experimentei mergulhar e a sensação foi ainda mais incrível: o som. A agitação das gotas a cair na água. É a coisa mais simples do mundo mas nós estávamos maravilhados. A água caía-me na zona das raízes expostas na minha cabeça depois de ter feito as trancinhas e lembro-me que era uma sensação nova e diferente. Estranha.

Foi a primeira vez lá que não me senti demasiado encalorada. Foi também das sensações e experiências mais brutais e simples de sempre.

domingo, 12 de julho de 2015

PASSAPORTE || Oceanário de Lisboa

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia
Instagram: @innmartinsm

A última vez que tinha ido ao Oceanário tinha 5 anos e arrasava com um corte à Beatriz Costa. Como é que eu sei? No dia em que fui ao Oceanário rasguei o lábio porque caí daqueles bancos às riscas famosos do Parque das Nações no final da visita.
Desde então andei durante 15 anos a babar pelo Oceanário e pela esperança de lá voltar e quando recebi um bilhete dele fiquei que nem uma criança no Natal. Aliás, eu fui pelo Parque das Nações fora aos pulos como se tivesse precisamente 5 anos. Mas é o Oceanário, faz todo o sentido, certo?

O bilhete dava acesso às duas exposições (Temporária + Permanente) onde a temporária referia-se às florestas submersas, com uma enorme variedade de plantas e de peixinhos maravilhosos e tudo com um tratamento e uma beleza inigualáveis. E, claro, a permanente é a famosíssima exposição dos tubarões e amigos.

O Oceanário não é nada do que me lembrava. Claro, havia spots do percurso que estavam vividos na minha memória e que imediatamente reconheci mas sinto que, como fui com outra idade agora consegui apreciar ainda mais coisas e o espaço envolvente do mesmo e não só a loucura dos tubarões e das lontras (embora eu tenha delirado com os dois à mesma e em igual medida). Talvez porque fui com uma companhia mais que certa, à qual eu nem sequer precisava de olhar para as plaquinhas de identificação de cada aquário porque ele sabe a detalhe todas as espécies e plantas, de maneira que bastava aproximar-me e sabia que ele iria deixar-me a par de todos os pormenores de cada peixinho, planta, espaço. E ainda chamar-me a atenção para reparar em detalhes que, se fosse sozinha, me iriam passar completamente ao lado. E eu adoro isso!

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia
Instagram: @innmartinsm
Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia
Instagram: @innmartinsm


Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia
Instagram: @innmartinsm

Não dá para fartar de cada recanto, ainda que a fórmula seja sempre a mesma: telas quadradas com um mundo azul para ver. Pode ser mais do mesmo mas nunca é. Há sempre um peixe colorido novo à espreita, uma anémona estranha para nos deliciarmos, uma raia para nos assustar colada ao vidro ou uma pequena manta muito feliz a rabinar pelo "oceano". Foram imensas as vezes que parámos os dois em frente a estas enormes janelas e nos sentámos mesmo encostados ao vidro a admirar a beleza daquele lugar, ou para eu poder deliciar-me com as suas explicações biólogas. Essa é outra vantagem do Oceanário da qual já não me recordava: o chão. Alcatifado, o convite perfeito para nos sentarmos como crianças no chão e observarmos tudo ao detalhe, ainda que hajam sempre inúmeros bancos ao longo de todo o percurso para quem não é aventureiro de sentar-se à chinês. Aquilo é tão gigante, tão imenso, tão espaçoso que dá vontade de ter uma porta no vidro que nos pudesse transportar lá para dentro e nos permitisse vaguear no meio da água, observando tudo a milímetros. Suponho que seja essa a sensação mágica que os mergulhadores têm.

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia
Instagram: @innmartinsm

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia
Instagram: @innmartinsm

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia
Instagram: @innmartinsm
Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia
Instagram: @innmartinsm

O Oceanário é uma porta aberta para um leque de espécies que não encontramos todos os dias e que nos fazem pensar no quão ínfimos somos. Foi uma aventura inacreditável e eu saí de lá com um sorriso ainda mais rasgado do que aquele com que entrei. O bilhete é caro, mas vale cada cêntimo. Mesmo que já lá tenham ido em miúdos, não é a mesma coisa. Invistam numa visita. Uma visita a sério, com olhos de ver.

A nível de viagem, um dos meus maiores desejos é voltar a fazer uma viagem tropical. Com outra idade e outra companhia mas com as mesmas aventuras desportivas e com as visitas às ilhas virgens. Eu adorei!

sábado, 11 de julho de 2015

BOM GARFO || NUTWOOD

 TORRES VEDRAS

E o divino aconteceu: puff! Finalmente abriu uma casa de gelados em Torres. Depois da invasão dos bagels e dos chocolates quentes, eis que no Verão uma loja com um espaço super convidativo abriu mesmo em frente à minha antiga Secundária, o que me revolta, é evidente, porque não tinha destas gordices no meu tempo. Bom, isso é mentira porque à volta da minha Secundária é um antro de gordices, mas não dispersemos. 

Coisas que aprendi no meu curso


As dietas baixas em hidratos de carbono e ricas em proteína só têm bons resultados até aos 6 meses. Depois estagnam. 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

EVENTOS || NOS Alive 2015

Mais uma edição à qual tive o maior prazer de ir e, à semelhança de 2014, só no primeiro dia, que para mim chegou e bastou. Pelas bandas todas novas que tinha para ver, para viver mais uma boa aventura e acontecimento com alguém que estimo mais que tudo. Houve direito a um Sol fantástico, a boa disposição, a uma boa organização da parte dos dois para conseguir usufruir ao máximo de tudo (inclusive a estratégia de ir à casa de banho e jantar fora das horas dos intervalos - e que ainda ninguém parece ter percebido), a visitar todo o recinto com calma e até a experimentar o palco comédia - onde tive a experiência de aparecer nos ecrãs principais duas vezes e MORRI de vergonha - sem deixar de passar nas barraquinhas que nos deram um prémio de uma viagem de barco (vamos a um concerto e saímos a ganhar ainda mais!). Ao contrário do ano passado, não "acampei" nas filas da frente assim que começou os concertos. A companhia também era diferente e o nosso dinamismo não era para funcionar sentados/em pé nas filas da frente e também porque queríamos ver alguns artistas noutros palcos e isso não ia dar jeito nenhum. E também por essa razão não tirei fotografias tão fabulosas como as que consegui fazer no ano passado (e que para elas ainda hoje me babo) e fiquei consideravelmente mais afastada do palco. Still, a experiência foi igualmente maravilhosa!

Foto de Arlindo Camacho

James Bay: É um amor, uma ternura, a voz com a fórmula de tom certa para apaixonar qualquer pessoa. Tanto eu como o Diogo somos fãs dele e, por isso, foi o concerto que dividimos a cantar as músicas e a saber as letras de cor e a saborear o pôr-do-Sol, o ambiente fantástico, o sorriso encantador e as próprias músicas, claro! Com uma interacção intimista e que, por isso mesmo, achei um erro fatal meterem num palco principal. James Bay não é para palco principal, onde ninguém conhece as músicas e onde eu tive a oportunidade de ouvir esta poeta, ao meu lado, quando começou Hold Back The River (a última da setlist): "Finalmente, estava a ver que ele nunca mais a cantava, paguei 50 euros para ouvir esta música". Auch!

Metronomy: Decidimos jantar ao som de Metronomy, que é quase incongruente porque Metronomy não se ouve de outra forma que não a abanar o capacete, por isso lá despachámos os kebabs assim meio que em mudança de velocidade 6 e curtimos do som tipicamente estranho, giro que se farta e cool, típico da banda. Acho que tinham um estilo muito mais próprio para palco principal do que secundário, até. São tão animados e puxam tanto pelo público!!!

Foto de Arlindo Camacho

alt-J: Era o mais aguardado, por mim. Em 2013 senti facadas no coração por não os ter visto, que foi precisamente o que eu contei ao meu namorado, em Janeiro, e precisamente o que lhe motivou a arranjar um bilhete para esse dia para mim. As luzes estavam a começar a jogar e eu já sentia o coração acelerado, as músicas a começar a tocar e eu alvoraçada, as letras a sair dos meus lábios quase que instintivamente, até mesmo as partes instrumentais. Sim, eu estive no meio do público a abanar a cabeça como se estivesse no meu quarto e a fingir que tinha baterias nas minhas mãos e estive pouco ralada. Adorei, na Tessellate, quando eles na música fazem inspiração e toda a gente à minha volta fez o mesmo, ficou um efeito tão giro! Estava já a fazer um pequeno beicinho e a virar-me para o Diogo a dizer que eles talvez não fossem tocar a Nara, quando ouvi os acordes e quase fiquei sem ar. Foi um momento tão especial, cantar-lhe a música teve um enorme significado para mim. Vou guardar esse momento para sempre!

O que não foi tão especial, é o aspecto geral que tiro de terem colocado uma banda com uma sonoridade tão específica como alt-J num palco principal antes de Muse. Não aprenderam com o falhanço de Interpol na véspera de AM, no ano passado? Ainda não perceberam que as pessoas não sabem estar em festivais e não têm o mínimo de respeito musical? Que jogada amadora. Primeiro porque a sonoridade era péssima (e para quem não se queria aproximar muito do palco, foi o que tivemos de fazer mais tarde) e depois porque alt-J é alternativo, com um som estranho e que não é fácil de gostar. É banda de palco secundário porque só lá vai quem quer mesmo vê-los e não porque estão a plantar-se para ver Muse e não reagem ao concerto. Condenam a banda pela falta de interacção com o público (coisa que a mim não me faz assim tanta confusão, condenaram no ano passado os AM pela mesma coisa mas sinceramente eu borrifo de longe para isso a não ser que seja Coldplay. De resto só quero que toquem as músicas e que me deixem cantar com eles) mas alguma vez alguma banda vai puxar por um público que não dá a mínima por eles? O mesmo aconteceu com Interpol, pessoas sentadas, caras trancadas, sentimento de aborrecimento. Mas o pior é as pessoas conversarem aos berros e a guinchar quando estava a tentar ouvir o concerto. O meu namorado não é fã de alt-J. Tudo bem. Ele foi vê-los porque eu gosto mesmo, de coração, e claro que me deu esse presente. Não sabia nenhuma música deles e até encontrou uns amigos na zona onde estávamos e conversou com eles. Mas eu nem dei por eles conversarem. Respeitaram que estava à volta a curtir o som deles. Boa, porreiro. Mas estava à minha frente um grupo de miúdas altamente histéricas aos berros a falar. E as pessoas esquecem-se que não estão sozinhas a ver isto, que há pessoas que realmente querem ver a banda que toca. Querem conversar? Tudo bem, mas não o façam aos berros, não estraguem. A tal ponto que o Diogo concordou comigo que devíamos sair daquele sítio e ir um pouco mais para a frente. Nem eu me conseguia concentrar nas músicas que estavam a passar nem ele conseguia sequer ouvir o concerto e conhecer a banda. Porque gente aos berros irrita qualquer pessoa, seja ela ou não fã de quem está a tocar. E as pessoas são cada vez mais mal formadas e não sabem estar em festivais. 

Hugo Macedo

Muse: Foi o brinde da noite. Muse é para ver cá atrás e não à frente. Eu sei que parece uma ideia ridícula, mas eles são pessoas de show, verdadeiros senhores entretenimento e o espectáculo saboreado de um panorama mais geral foi absolutamente genial. Eu confesso que este novo álbum não me conquistou pelo estilo mais pesado (é verdade, eu não sou uma grande consumidora desse estilo mais potente) mas os outros álbuns tinha todos e cada vez que tocavam as músicas antigas eu cantava-as a potencia máxima (mesmo que não estivesse abafada de pessoas à minha volta). Foi um verdadeiro concerto que me fez as pernas darem as últimas e que me deixou sem pulmões de tanto abanar braços e gritar e cantar. Ah, e gravar snaps à minha querida amiga que não foi a tempo de comprar o bilhete e que é a banda favorita dela. Muitos e muitos snaps só para ela.

Por fim, volto a falar de algo que me desilude um bocado e que eu julgo ter sido isto que fez com que os concertos, modo geral, resultassem mal a não ser Muse: o contexto de cartaz. É certo que o objectivo é cativar todos os públicos mas alt-J, James Bay e Muse não estão nos mesmos elementos químicos. Eu não digo que não se possa ser fã dos três (porque eu sou a prova viva disso e, como eu, muitas mais haverão) mas não há cadência de espectáculo. Um festival devia ter como objectivo aquecer ambiente a cada artista que passa, deixar sempre o público pronto para mais energia até à cabeça de cartaz. Mas com estilos tão diferentes, isso seria impossível. James Bay não aquece concertos, aquece-nos a alma. alt-J não é para começar aos pulos e a querer partir guitarras, é para fechar os olhos e seguir a cabeça ao ritmo da batida. Como é que um público se prepara assim para Muse? A resposta é: não prepara. As pessoas simplesmente correm para acampar para ver Muse e fazem cara de caso nos restantes artistas. "alt-J, que é isto? Do pior, que aborrecido, quero é Muse!", "James Bay? Ah, o gajo do rio. Não conheço mais" foi o que me fartei de ouvir durante todo o festival e isto não faz sentido. Não faz sentido pagar 50 euros por um artista em festival e desrespeitar artistas e os seus fãs e não faz sentido um cartaz que fala do Porto, depois passa para Faro e termina com a Afeganistão. Não há sensação de harmonia de público e só dá janela de oportunidade a faltas de formação e falta de ambiente acolhedor típico de concerto em que o público está todo em sintonia para o artista. Espero que seja para o próximo ano que os cartazes começam a fazer sentido em todo o alinhamento. E se for preciso ir ao palco secundário curtir o som com mais centenas de pessoas que percebem, eu vou. O tamanho do palco não define o artista.

Mas eu gostei tanto... Isto são pormenores que pensamos quando começamos a falar mais pormenorizadamente num festival que me aqueceu a alma. As pernas já não podiam mais, fiquei rouca e cheia de sede, com bochechas rosadas e um cansaço tremendo mas ouvi todos estes artistas fantásticos e que adoro, finalmente cumpri um desejo musical de alguns anos e estava ao lado de uma pessoa hiper-mega-fantástica que me ia dando beijinhos, garrafas de água e comida sempre que necessário. Há melhor? Foi perfeito, no meu mundo! Até para o ano, Alive!