domingo, 31 de maio de 2015

FILMES || The Age of Adaline


Esta é uma história que tinha tudo para criarem uma fórmula pesada, complexa, massuda de explicações e justificações para uma tentativa de enredo não mágica. E ainda assim, conseguiram contornar esse caminho previsível e fizeram uma história gira de ver e que não nos faz ter conta das duas horas que passamos a olhar para o ecrã a assistir.

Adaline Bowman é uma mulher com 29 anos que não consegue envelhecer. Como tal aconteceu não vou referir, mas garanto-vos que fizeram uma deliciosa justificação pseudo-científica e tentaram contornar a tentativa da magia e da fada madrinha. Talvez mirabulante, mas que até me conquistou um pouco. Perante a sua nova condição e depois de ter percebido que não poderia levar a sua vida com uma filha de forma tranquila, sem ser submetida a interrogatórios curiosos, perseguições e tentativas de a capturarem para ser estudada, Adaline vive solitária com o seu cão, identidades falsas e de uma forma muito discreta, evitando quaisquer relações próximas que comprometam o seu segredo e fugindo até de um pedido de casamento. Até conhecer, Ellis Jones, um filantropo carismático e divertido que não desiste das suas tentativas de se manter afastada, mostra interesse no seu mistério e lhe mostra o prazer de viver uma vida normal. Apaixonada, sucumbe à possível relação que pode ter com Ellis até um fim de semana na casa dos pais colocar todo o seu segredo em risco. Adaline encontra-se então no meio de uma decisão com dois lados pesados da balança, os seus sentimentos genuínos por Ellis e a possível exposição a que se pode vir a tornar.

Eu gosto de finais felizes. Talvez esteja aqui a ser um pouco spoiler, mas até acho que a piada do filme nem reside tanto no seu derradeiro final mas sim em todos os detalhes que a história envolve, portanto, repito que adorei o final. Todos os pormenores, a banda sonora, o guarda-roupa e a própria linguagem estão muito bem pensados e tornam o filme envolvente, que nos toca e nos faz querer saber mais. Talvez este filme tenha mexido um pouco mais comigo por causa de duas cenas muito especiais mas acho que certamente irá mexer convosco também. É mais do que um romance de domingo à tarde mas não é, de longe, enfadonho.

Acho mesmo que é a prova de que podem haver romances quase de encantar sem magias fantasiosas. Faz-nos pensar no que faríamos: iríamos abraçar a juventude eterna com um sorriso nos lábios e uma visão promissora do futuro ou envelhecer, dar uma data final à vida, faz parte da magia de realmente viver e ser apaixonado pela vida? Vale a pena verem!

Mummy time!


Uma das coisas que mais quero fazer este Verão é levar mais vezes a minha mãe a Lisboa, num ambiente descontraído, de passear e esplanadar.
No Natal, numa altura em que estava mesmo muito em baixo disse-lhe, quase numa de divagar que podíamos passear só as duas pela baixa de Lisboa e em vez do típico "não" cheio de receios por causa de conduzir até Lisboa ou de ser um plano imprevisto ouvi um "sim". Não sei se era pela minha constante letargia e melancolia, se era pela vontade de ela fazer coisas novas, se era um mix de uma boa ideia, mas lá fomos e foi uma experiência tão boa que ela própria disse que gostava de a fazer mais vezes. Passeámos juntas pela rua Augusta iluminada, vimos as lojas todas que queríamos porque o tempo era só nosso, ainda apanhámos a feira de Natal e as luzes no Terreiro do Paço. Jantámos juntas e depois partimos de novo para Torres, mas foi uma tarde maravilhosa e que me fez muito bem na altura. Claro que já previa que durante as aulas e no começo deste semestre nunca iríamos poder voltar a fazer isto mas quero fazê-lo no Verão e, de preferência, espero fazê-lo com uma disposição e felicidade muito melhores do que a que fiz na altura!

Quero levá-la a alguns sítios bem giros para lanchar e que acho que ela vai adorar, muitos deles falados no Bom Garfo - aliás, acho que este foi o separador que mais cresceu este ano - que fui conhecendo este ano, voltar a passear, ver as lojas... Adoro estes mummy time e ela é das melhores parceiras de passeio que tenho, portanto, quero mesmo concretizar esta ideia. Só nós.

sábado, 30 de maio de 2015


O exercício é simples:
1. Coloquem o indicador no centro do vídeo (em ecrã completo)
2. Divirtam-se!

Favoritos da Inês (Maio)


Dias de praia: Nunca tinha sentido um Maio tão Agosto. Sim, já houveram Maios quentes, mas nunca algo assim, que nos convida para a praia mesmo quando a base da nossa secretária nem se vê com tanta folha. Há sempre um bom remédio: pegamos nas folhas e rumamos para o areal. Confesso que o som e o cheiro do mar, o calor da areia e a ausência exacerbada de pessoas nesta altura do ano conseguem tornar a praia no sítio perfeito para me concentrar...

Bolsa térmica para a água: Na praia a minha água aquece sempre, por mais tempo que eu a coloque no congelador antes de seguir caminho, fica tudo uma espécie de chá muito mal bebível e, a juntar à festa, a minha garrafa é de plástico, por isso ficava intragável. Como a bolsa por dentro é térmica, conserva sempre a minha garrafa à temperatura original com que a coloco e tem o tamanho perfeito (acho mesmo que foi feito para estas garrafas). E por fora é tão gira, com pormenores da Disney, adorável!

Matar saudades de um dos melhores sabores de tempo: Perguntei-lhe se alguma vez tinha feito um jantar mexicano e ele disse-me que não com uma cara de "isso faz-se sem ser num restaurante?". Lá fomos comprar as coisas que precisávamos, preparámos tudo e resultou nestes barquitos mexicanos maravilhosos com nachos. Se javardei as mãos todas? Obviamente, eu sou um clássico de pessoa que não sabe comer com as mãos sem parecer uma criança de 16 meses.

Nivea Body Milk para Duche: Só este mês é que decidi experimentar este creme hidratante de duche ainda que, quando começo a fazer praia, tenha muito mais cuidado com a pele, colocando protector solar e after sun. Ainda assim, já na fase final do Verão e durante todo o Inverno a minha pele fica bastante seca e raramente eu aguento o frio de sair da banheira e ainda colocar creme no corpo. O problema fica assim resolvido e tenho tido bons resultados, sinto-a cuidada e hidratada. O objectivo está cumprido! Na embalagem diz que cheira a cacau aveludado mas nunca tinha sido esse o cheiro que me vinha à cabeça, até que um destes dias o meu namorado cheirou o creme e disse "cheira a biscoitos" e finalmente consegui concretizar aquilo a que me vinha à cabeça quando sentia o perfume do creme. É tipo biscoitos ou bolachas.

Parabéns Pai!: O aniversário do nosso recém velhote foi com vista para o mar e com o próprio mar sob a mesa. Quem me conhece sabe que sou louca por marisco, adoro! Não dispenso os patês de caranguejo, o belo do arroz de marisco e a minha paixão por lagostas não tem limites. Portanto, o aniversário foi do pai mas penso que fui uma privilegiada no que toca à ementa de celebração!

Bolsa de praia: A mala de praia é um outro assunto a discutir mas, para já, faltava-me uma bolsa que desse para pôr tudo e mais umas botas, uma bolsa que pudesse levar para todo o lado, especialmente quando ia aos bares e cafés e deixava a mala e as toalhas na areia. Lá me dediquei um pouco pelas lojas e apaixonei-me por esta, um verdadeiro amor! Dá para guardar o protector solar, elásticos, telemóvel e auscultadores... O próximo objectivo é arranjar uma bolsa de plástico para guardar os biquínis molhados!

Pôr-do-Sol: Há finais de tarde que valem mais que a pena, que nos deixam com a alma carregada para os desafios que se seguem e isso não me podia deixar mais positiva. A música certa, a companhia certa, e o céu trata do resto.

Mais dois para a colecção: O meu objectivo de 2015 a nível cinematográfico continua a crescer e este mês vieram mais dois filmes morar cá para casa, que já foram muito bem aproveitados num serão de pipocas e gomas. O Grand Budapest Hotel já foi esmiuçado no Bobby, chegaram a ler?

Milka Cookie Sensations: Eu gosto de bolachas, mas não ao ponto de me passar com um pacote inteiro. Até que vi estas e... bom, a história já não é bem assim. São bolachas com pepitas de chocolate mas estas podem pôr 10 segundos no microondas e, por dentro, têm um sabor super cremoso, delicioso... Não sei explicar, mas provem, são das melhores bolachas que já comi! Agradeçam-me depois!

Por fim, aqui ficam as músicas que me têm feito companhia em Maio:

Quais são os vossos favoritos de Maio? E qual foi o favorito que gostam mais daqui?

sexta-feira, 29 de maio de 2015

BOM GARFO || FRANKIE

 LISBOA

Não há nada melhor que um almoço em boa companhia depois de uma frequência. A cabeça quer descansar, alimentar-se e nada de esforços! Foi por isso que (finalmente) decidimos experimentar o espaço FRANKIE e que está tão perto da minha Faculdade que basta uma leve caminhada a pé.

FRANKIE vem, numa perspectiva previsível de tentar ser imprevisível, fugir dos hambúrgueres. Num mercado gastronómico jovem tão competitivo de volta das hamburguerias, aqui a vertente inclina-se para os cachorros quentes, longe de qualquer tipo de semelhança aqueles das caravanas com batata palha-palha (e que eu retraço sem piedade depois de uma noite de Carnaval em Fevereiro, em que a fome é o melhor tempero). Aqui os cachorros do menu fazem-nos espumar pela boca, com uma enorme variedade de ingredientes e até com opção de salsichas de aves e acompanhamentos variados de batata frita. Há também a possibilidade de escolherem o menu estudante (uma estratégia brilhante visto que se sediaram no meio dos lobos, ups, quer dizer, Faculdades) por 5 euros. 

O espaço é pequeno mas compensa com a esplanada maravilhosa. A decoração segue a tendência mas com brio e os cheirinhos que emanam da cozinha põem-nos a babar! Escolhemos o 4 Fingers e o Crispy Cheddar e ainda a opção batata frita na versão original (sugestão: nós os dois somos gordichões mas uma dose de batatas chega perfeitamente e vem sempre acompanhada de dois molhos) mas por provar ficaram imensos que estarão lá à nossa espera numa próxima oportunidade.

Já lá foram? Ou ficam-se só pelos hamburgueres?

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Rua Dr. João Soares, 8B
Lisboa

10 Coisas Que Adoro em Mim

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia

Vi este desafio no blogue da Catarina e fiquei super entusiasmada porque era um desafio diferente e arrojado (pelo menos para mim). Mas eu decidi dar uma versão diferente uma vez que, na original, eu estava condicionada a responder a perguntas e o que eu gostava era de fazer este desafio numa versão mais freestyle.


1. Sou uma solucionista
Considero-me uma verdadeira problem solver, de tal forma que consigo perceber que muitas vezes as pessoas recorrem a mim quando se sentem desesperadas e em becos sem saída. Não só sou solucionista para os outros como para mim própria, consigo manter a cabeça fria nos momentos de maior tensão e ansiedade e começar a pensar em todos os planos A, B e C que tenho ao meu dispor sem desistir, procurar saídas, tudo isto sem entrar num completo estado de frustração. 

2. Os meus olhos, sardas, sorriso e cor do cabelo
Fisicamente são os pormenores que mais gosto em mim. Acho que são a minha imagem de marca. Loira, sardenta e de olhos verdes.

3. Eu interesso-me pelas coisas de verdade
É uma das coisas que mais me orgulho e gosto em mim. Eu sou interessada pelas coisas, seja o que for, cultura, ciência, turismo, línguas, filosofias ou sentimentos. Eu gosto de saber, de conhecer. Posso estar no meio de uma conversa na qual a temática está longe de ser aquela em que estou mais confortável mas sei que vou fazer de tudo para perceber com essas pessoas o que há para saber sobre isso. Gosto de ouvir os outros e de arrecadar conhecimento.

4. O meu sentido de humor
É o elogio que mais recebo e realmente gosto de ter sentido de humor. Um sentido de humor que não é inconveniente e que não se aproveita dos infortúnios dos outros, eu simplesmente sei rir de mim própria e gosto de pôr os outros a rir e alegres. Quem não gosta de fazer os outros rir e sorrir?

5. Sou mente aberta
Apesar de parecer radical na minha opinião em muitos assuntos, a verdade é que sou bastante mente aberta. Eu gosto de ouvir os dois lados da balança, as diferentes perspectivas e detesto tirar conclusões precipitadas e com base em um dos lados da moeda. Eu gosto de ter em conta a experiência dos mais velhos e a frescura criativa dos mais novos. Eu não me acho mais inteligente ou culta que ninguém e abro mesmo o maior espaço do mundo para aprender e abrir horizontes e oportunidades ao meu carácter e aos caminhos que quero percorrer na vida. E acho que isso me torna madura e ligeiramente sensata.

6. Eu gosto genuinamente das pessoas
Eu não sou aquele tipo de pessoa que diz que odeia a humanidade e odeia pessoas. Eu gosto de gostar de pessoas, eu gosto desta ligação humana. Eu não tenho ódio de ninguém nem desejo ver ninguém pelas costas. É claro que tenho a minha "listinha" de pessoas com quem eu fico grata por não me cruzar ou por quem eu tenho as minhas divergências - sejam lá elas por que motivo for - mas eu não deixo de gostar de alguém só porque "a cara dela/e me dá raiva". Eu gosto de conseguir conhecer as pessoas e de me dar bem com todos. Eu gosto de ter este espírito parceirão!

7. Sou boa contadora de histórias
Eu acho que esta vem da minha teatralidade desde pequena. Eu adoro contar histórias (não daquelas "Era uma vez..." mas mais do tipo "Ai uma vez houve (...)". Eu acho-me uma boa contadora de histórias, a expressividade e a devoção com que coloco naquilo que conto, eu gosto de ser uma pessoa entusiasmada pelas boas memórias.

8. Eu sou esforçada, lutadora e determinada
Em tudo o que me comprometo, eu sou esforçada. Eu posso ter as minhas falhas (que não são para aqui chamadas neste desafio) mas eu tento sempre dar o meu melhor. Seja na Faculdade, seja a fazer por conhecer alguém melhor, seja numa relação amorosa ou de amizade, num evento que estou a organizar, num presente. O meu esforço está lá e eu tento. Pelo menos, esforço-me em tentar e não vou ao tapete com facilidade.

9. Eu gosto de mim
Eu gosto de gostar de mim, mesmo com todos os defeitos do mundo. Eu não me trocava por nada porque eu gosto de me aturar, eu gosto quando conquisto uma nova meta pessoal e gosto de ser tal e qual como sou. Mesmo insegura, eu gosto de cuidar de mim e fazer todos os dias de mim uma pessoa melhor. Eu adoro isso!

10. Eu sou mesmo apaixonada pela vida
Eu acho que há um milhão de coisas na vida que merecem o nosso fascínio por elas e eu gosto de ter consciência de que sou assim. Eu sou fascinada pela vida, pelas experiências que vivo, pelas pessoas e pelas suas histórias, pelos lugares, pelos livros e culturas, pelas coisas novas que quero descobrir e pelas coisas que vou descobrindo sobre mim ao longo dos anos. Eu acho que há milhares de razões para viver e acho que é isso que me torna tão optimista (quase sempre). Eu acho que vale sempre a pena e gosto de ter um espírito leve e feliz. Não se trata apenas de viver intensamente, eu gosto intensamente de viver. E isso é algo que adoro em mim.

Seja na versão das perguntas ou numa versão mais freestyle como fiz, eu altamente recomendo-vos a fazerem um post assim. São posts raros e acho que vale a pena às vezes olharmos para nós num prisma mais bonito. Acho que nunca acabei um post com um sorriso tão rasgado!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Estamos a chegar à fase...


... mata cavalos, cheias de provas e datas limite. A minha sorte é que tenho andado positiva, o tempo deixa-me esperançosa e feliz (e isso nota-se, sou eu que tenho tentado meter as pessoas alegres às 8h da manhã e não o contrário), já tenho algumas doses de praia que me revitalizam o espírito, tenho conseguido fazer furos nas minhas semanas e dias para fazer coisas de que gosto, rentabilizo as minhas horas de almoço e lanches e tenho um namorado incrível que na hora das mãos suadas dos nervos olha-me nos olhos e diz "Está no papo. Tu sabes que sim". E isto, para mim, é a dose certa para não pensar demasiado nem entrar em pânico mas sim ver o semestre como uma semana de distância até às minhas (merecidas) férias. O areal e o cheiro a maresia aguardam-me apaixonadamente.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

DESAFIO || TAG Anos 90

Encontrei no youtube uma TAG tão gira relativa aos anos noventa que eu acho que ia ser mesmo divertido o pessoal da minha geração fazer e partilhar as diferentes experiências. Eu deixo aqui a minha:

1. Programa de TV ou série favorita dos anos 90
No outro dia estava a falar sobre isto com o meu namorado e ele ficou chocado porque... eu amava Teletubbies. Eu amava de tal maneira que tinha uma mochila do boneco roxo e uma boneca pequenina da Po. Lembro-me de aquilo dar super cedo e de ir a correr para a sala cantar. Outra que adorava era a Pepper Ann. "Pepper Ann, Pepper Ann, senhora do seu nariz, Pepper Ann, como tu, igual não hááááá (...)". Ai e lembram-se do "Quem tem medo do escuro?" que dava no Disney Channel à meia noite? Ainda hoje tenho arrepios só de pensar no palhaço de um dos episódios!


2. Brinquedo Favorito
Definitivamente Tamagotchi. Eu ganhei um dos EUA quando a moda ainda não estava lançada, por isso basicamente durante uns 2 meses eu era a rainha da escola, depois começou a aparecer por todo o lado e a moda era colocarmos os pequenos no fecho das mochilas e decorá-los da forma mais pinderica possível. Também adorei o meu Furby que falava espanhol só que ele durante a noite começava a falar, o que me deixou assustada algumas vezes e me fez pensar que o mocho era do demónio. Ah e também adorava aqueles quadros magnet que escrevíamos e a linha era cinzenta e depois passávamos com um botão e apagava tudo.

3. Anúncio Favorito
Os anúncios que melhor me lembro são os dos brinquedos (porque será...). Lembro-me perfeitamente do anúncio da Carlota Cambalhota e da Cátia Beijinhos, de aparecer um cão no fim com um ar tão infeliz cheio de beijos de batom na cara. Ah, e também me lembro do anúncio do Kinder Delice, de aparecer uma miúda com um Kinder Delice ao lado do amigo com uma sandes e ele ficar triste porque o seu lanche não era tão fixe. Também se lembram?

4. Backstreet Boys ou N*Sync
Para ser sincera não era fã de nenhuma das bandas mas ouvia com mais agrado Backstreet Boys

5. Tendência de moda mais esquisita
Calças de ganga ridiculamente grandes. Por favor, lembrem-se do quão ridículas eram as bocas das calças e calções, ridículo. Cabia lá dentro a vossa vida inteira. As gargantilhas de plástico que mais parecem o arame farpado de uma prisão no vosso pescoço, as combinações absurdas de cores que fazíamos, as sandálias de plástico...

6. Colecção Favorita
Tazos! Definitivamente os tazos do Pokemon, eu adorava aquilo! Ah e fiz uma vez através dos Kinder Surpresa uma colecção de vampiros que apareciam nos brindes, eu delirava cada vez que vinha um novo!

7. Videojogo Favorito
Eu acho que fui a única criança dos anos 90 a não ter gameboy. Eu nunca tive videojogos até 2007. Portanto, sim, trully 90's!

8. Cantor ou banda favorita
Witch Doctor - Cartoons
Wannabe - Spice Girls
(Aquela cassete cor de rosa da Barbie)
Vengaboys

9. Doce Favorito
Gostava dos PEZ, dos Push Pop, dos Kinder Surpresa (ainda gosto!)

10. Jogo Favorito (sem ser videojogo)
Eu adorava o mata, eu era a rainha do mata, ninja do mata, 007 do mata. Jogávamos montes de vezes isso na rua do nosso bairro e nunca partimos janelas. Também fazíamos corridas com aqueles cangurus, aquelas bolas com orelhas que agarrávamos a pulávamos. Esfolei muito joelho à conta disso e perdi um dente de leite nessas competições. Still a queen. E lutas de balões de água.

11. Livro favorito
Eu adorava um livro gigante que eu tinha com todos os clássicos da Disney. A minha mãe lia-me sempre um antes de dormir e se ela saltasse algum acontecimento, mesmo não sabendo ler, eu topava.

Se participarem na TAG deixem aqui o link, quero tanto ver as vossas memórias!

domingo, 24 de maio de 2015

Thank you!


Apesar de ter este ar meio esgrouviado e extrovertido e de transmitir uma mensagem de que tenho uma grande descontracção e de que sou capaz de falar com uma carruagem de metro inteiro em hora de ponta em Lisboa do nada, eu tenho muita timidez quando não convivo com as pessoas todos os dias. Por isso se me virem sossegadinha ou de cara trancada, não será novidade, eu guardo a festa toda dentro de mim.
E se me dão "olá" e falam comigo, não fiquem zangados por ficar um tomate corado ou não conseguir ter um discurso que faça o mínimo sentido para uma pessoa livre de quaisquer incapacidades comunicativas. Sou mesmo eu que me encangalho toda por não estar habituada. Mas agradeço e fico mesmo feliz quando vêm ter comigo e eu tento sempre dar esse primeiro passo se reconheço alguém e chegar-me à frente. Apesar do tomate tímido que sou eu gosto mesmo de reconhecer as pessoas que guardo com um certo carinho. Só não levem a mal a minha timidez humana! E obrigada e espero que aconteça mais vezes, eu adoro finalmente ir conhecendo-vos a todos!


sábado, 23 de maio de 2015

AMOR || Aceitas partilhar comigo?


Se no meio de tantas definições subjectivas, filosóficas, científicas e bioquímicas tivesse de usar uma palavra para descrever no amor, na minha curtíssima experiência de vida, a minha palavra seria "partilha". No fundo, é exactamente aquilo que fazes quando estimas alguém com todo o teu coração, é partilhar, trocar tudo. Partilhas a tua forma de ser mais genuína, partilhas sentimentos, partilhas inseguranças e medos, partilhas ideias, partilhas momentos embaraçosos, momentos bons, momentos maus, algumas derrotas, vitórias, partilhas conselhos para as derrotas não voltarem a acontecer e sorrisos em todas as vitórias, partilhas os teus movimentos de dança embaraçosos, partilhas o carinho e o prazer, as comidas que mais gostas e os teus livros e filmes favoritos, partilhas as horas, a paciência e a tolerância, partilhas até aquilo que não queres nunca partilhar com ninguém e que, por norma, gostas de ter só para ti, partilhar sonhos e planos, ideias para o futuro, partilhas as frases mais lamechas e os momentos de picardia, partilhas a vontade de nunca querer perder a pessoa e partilhas as gargalhadas, partilhas os esforços e as saudades, os olhares que só vocês conhecem e os silêncios que nunca incomodam, partilhas os momentos de ansiedade e as conquistas de confiança, partilhas as boas notícias e as más notícias, partilhas a forma estranha de dormir e o ressonar (se ele existir). Partilhas os teus ângulos menos bons e os dias em que não nos queremos arranjar tanto. Partilhas memórias e partes de ti, partilhas músicas e programas para o dia, partilhas o carro, o rádio e o refrão da música, partilhas a vontade de cuidar, estimar e valorizar quem tens do teu lado. 
No fundo, amar é uma forma muito altruísta de dar tudo o que de mais somos à outra pessoa para recebermos dela o melhor pedaço de si. E para guardarmos no nosso coração. Partilhamos o bom de sermos nós, de sermos únicos. Amor é só mesmo a vontade de quereres partilhar tudo isto.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Favoritos da Inês (Maio)

Basta estar algum tempo sem actualizar este separador e fico logo com imensos favoritos para vos partilhar. E ainda por cima esta é das minhas temáticas preferidas...


1. A colher: partilhamos o espírito académico, sem sombra de dúvida. Foi com a maior das honras e orgulhos que o vi passar a ser Veterano e viver com ele aquele momento que guardamos para sempre na nossa memória académica. Mas foi com a maior emoção que recebi a sua colher, inesperada e roubada sem eu sequer dar conta. Algo tão simples e comum que tem um significado tão importante.

2. Matar saudades da comida indiana: Eu adoro picante e caril. Culpem o meu pai, que desde pequena me fez apaixonar pelo caril maravilhoso que ele faz. Mas há uns valentes tempos (nem quero dizer anos para não parecer mal) que não desfrutava de um dos meus estilos de comida favoritos. Ele sabe que eu detesto e desconfio de sushi, ele sabe que me conquista com comida chinesa (GALINHA COM AMÊNDOAS!) mas ficou verdadeiramente surpreendido quando lhe disse que adorava comida indiana, por ser esquisita. Saltou logo do sofá e lá fomos nós indianar. E este caril de frango, além de me matar saudades, pela companhia e pelos sabores, fez o meu dia inteiro. Quero repetir!

3. Maio é académico: Maio é o mês do traje, da praxe, das capas traçadas e enterros, das fitas queimadas. Em Maio sei que vou ter sempre muito trabalho de Faculdade mas sei também que o traje sai à rua. Este mês foi o mês das cantigas, do rally, do autocarro, do jardim partilhado com o curso dele onde recebi uma serenata do seu afilhado para lá de horrível e pouco convencional e onde fiz lutas de água com as pistolas de água e balões. Foi o mês em que chorei baba e ranho de capa traçada e tracei a das minhas meninas, com litrosas e maltesers (eu traço as capas com comida, obviamente, eu sou gulosa e só aceito afilhadas tão ou mais gulosas que eu).

4. Jantares antes da SAL: Se há coisa que eu gosto é de estar à mesa com amigos e desta vez eu e a Vanessa esperámos até às nove que o Diogo saísse do seu teste completamente derrotado e de calculadora na mão para o depois animarmos dizendo que íamos comer hambúrguer sem ser no Mc. Aqui as meninas decidem e o jantar é do mais romântico possível, com partilha de batatas, grandes artistas da música brasileira e conversa que nos faz perder a noção do tempo. Aqui gozamos com os ingredientes que não gostamos, roubamos coca-colas uns dos outros e eu posso estar com as minhas pessoas favoritas do mundo. É tão bom.

5. SAL: Semana Académica de Lisboa, onde conduzi carrinhos de choque enquanto estava a haver um conflito de 10 pessoas no meio da pista (e eu em pânico a gritar e o Diogo a agarrar-me o volante para não chocar contra eles), encontrei-me com pessoas de quem tinha as maiores saudades, ouvi muitos concertos, comi pão com chouriço às 4:30h e diverti-me. Esta semana de académica não tem nada mas é perfeita para reunir os amigos e esquecer que as provas estão aí à porta. Gostam dos meus óculos? Acho que têm tudo a ver comigo.

6. O coração mais piroso e maravilhoso: Nós nunca temos despedidas decentes no comboio. Deixamo-nos sempre atrasar, eu porque não quero ir embora, ele porque não me quer deixar ir. Por isso, lá andamos nós a correr pela estação para eu não perder o comboio, um beijo rápido já dentro da carruagem e depois os olhares de saudades pela janela. Eu nunca consigo perceber o que ele tenta dizer e ficava sempre com a sensação de mensagem não enviada. Então ele começou a desenhar-me corações na janela, sempre que vou embora. E eu, derretida por estas coisas que sou, levo mais um bocadinho dele na viagem.

7. Praia, finalmente: Foi tão bom voltar à praia. Ter este bocadinho para estender-me na areia, sentir a bruta brisa de Santa Cruz, que nunca perdoa, o cheiro a mar e a promessas de que tudo vai correr bem, poder ouvir a minha música enquanto vejo as ondas rebentar ou ler o meu livro. Um gelado para terminar. Sou feliz com beach waves no cabelo.

8. Não me acorda, mas deixa mensagem: A Semana Académica tornou-me num completo vampiro; acordada de noite, morta de dia, odiando qualquer raio de luz solar e com um humor pós-sono adorável. O João gosta sempre de me acordar com beijinhos, nem que seja só para dizer que está lá por casa, mas desta vez disseram-lhe que era mesmo para eu descansar. Então deixou-me este papelinho transbordando de ternura para eu acordar com um sorriso na cara. E acordei. Mesmo.

9. Detesto despedidas mas adoro jantar contigo: Deixámos a confusão caótica da SAL por um dia e guardámo-lo para nós. Vi um barbeiro em acção pela primeira vez e levou-me a jantar um dos melhores bifes (com milhões de molho, adoro!) que já comi na minha existência. Reservámos este bocado do dia para nós, para a tranquilidade de apenas ouvir a nossa voz sem ruído de fundo. Adoro conhecer lugares novos para estar à mesa. Acho que é à mesa que criamos os laços mais especiais, na partilha de comida, de sabores e experiências, nem que seja dividir o último bocado de pão da entrada. É afectuoso e adoro que cultivemos isto.

Para músicas, deixo-vos duas que não saem da minha playlist
To Let Myself Go
The World I Know

Quais são os Favoritos que gostam mais?

segunda-feira, 18 de maio de 2015

FACULDADE || Hoje foi a sério!


Finalmente foi hoje que dei a acção de formação às crianças no âmbito da minha avaliação a uma cadeira do meu curso e não podia estar mais orgulhosa. O objectivo era falar sobre a Roda dos Alimentos e sobre Actividade Física a duas turmas de 4º e 5º ano da forma mais interactiva possível. Reconheço que ao início me pareceu um desafio, o meu 4º ano já lá vai e a cada slide que fazia, mais me sentia confusa se estaria enquadrado para a idade. Outro entrave foi a linguagem, já que estamos anos e anos de escola a levar na cabeça que temos de ter uma linguagem mais cuidada e agora, com crianças, tínhamos de simplificar tudo.

Foi uma estreia e não foi perfeita, há muita coisa a melhorar mas fiquei tão feliz por ter tido oportunidade de fazer algo a nível profissional e prático, algo que realmente acontece no meu universo de emprego. Senti que foi um trabalho realmente útil para a minha licenciatura, para a forma como devo encarar a minha profissão. Senti que fiz algo de realmente importante porque hoje estas crianças vão chegar a casa e dizer aos pais que estiveram a falar da Roda e de que devem mexer-se. Sinto que passei uma mensagem e isso foi o meu sonho, desde o começo. Sentir a atenção presa deles, o facto de eles imediatamente terem simpatizado comigo e terem decorado o meu nome, de me chamarem "Inês" e de me fazerem perguntas, de quererem participar, de quererem saber mais, não tem preço. Ver as caras felizes deles, ver a atenção presa nas nossas palavras (algo muito difícil nestas idades), o entusiasmo deles a receberem as bolachinhas que lhes fizemos e as meninas dizerem "deram-me um saquinho com a minha cor favorita, vocês são tão bonitas, queremos ser como vocês". Sinto que consegui passar uma mensagem de exemplo, de conselho.

Oiço a minha Universidade ser criticada todos os dias e sempre que digo onde estudo, ridicularizam e descredibilizam a minha aprendizagem. Mas só por hoje ter tido oportunidade para falar com um público de fora (seja ele de que idade), de passar uma das mensagens mais importantes da nossa existência, de ter recebido elogios do Director do colégio e professoras, eu sinto que é um privilégio estudar onde estudo. Esta oportunidade de contactar com o mundo real foi uma das experiências mais gratificantes da minha Licenciatura e vou guardá-la para sempre, com todo o carinho - tanto como o que os miúdos depositaram em mim.

domingo, 17 de maio de 2015

Yesssss!


A partir de amanhã passo a ter 4 dias de fim-de-semana. Finalmente tenho um fim-de-semana à minha medida!

PASSAPORTE || Brincar às Princesas Exploradoras nos Jardins de Monserrate

Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem a minha autorização prévia

Concordámos que só iríamos aos Jardins de Monserrate se descêssemos a enormíssima rampa de relvado em frente ao palácio a rebolar. Já há muito que ele andava com vontade de me mostrar este lugar e finalmente conseguimos a tarde perfeita para o fazer, a céu limpo (apesar de ele dizer que com nevoeiro baixo também iria dar uma experiência gira, e eu acredito), em Abril. Os mapas na mão e a informação da bilheteira de onde se deveria começar a visita, conselho ignorado pelo meu guia especial que conhece o parque com a palma da mão e disse "Não vamos pelo atalho que toda a gente vai, não tem piada nenhuma, vamos ser exploradores".

sábado, 16 de maio de 2015

Depois da festa...


A SAL termina sempre por volta das 3h/4h e como o metro só abre às 6:30h é super típico nós irmos ao único café aberto no Cais do Sodré de madrugada (e com ar asseado) comer um pão com chouriço em forno de lenha acabado de fazer e rematar com um arroz doce enquanto nos protegemos do frio e bandidos. É tão bom que quase me esqueço que estaria melhor no vale dos lençóis.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Até Breve!


O Bobby Pins vai ficar agora um bocado (ainda mais) parado com o começo da Semana Académica. Quem lá for e me vir, diga-me olá, sim? 

domingo, 10 de maio de 2015

És linda porque não existe mais ninguém neste planeta igual a ti. Lembra-te disso. Ninguém.


«(...) Identifico-me bastante contigo pois, tal como tu, também tenho imensas inseguranças e o problema da comparação. Queria-te perguntar como tens lidado com isso agora (pelo facto de teres namorado) e se tens conselhos para me dar nesse campo.»


Isto é um bocado difícil de responder porque também eu luto todos os dias por me ver como uma boa pessoa e uma pessoa melhor. Por isso, se algum conselho eu tenho de te dar é que eu trabalho todos os dias por mim. Tento enxergar todos os dias alguma qualidade ou boa acção que tenha feito e amealho isso na minha auto-estima. É certo que tenho namorado e que é incansável em todos os dias me ajudar nesta tarefa, mas eu não lhe deixo o trabalho todo só para ele, tal como em qualquer relação amorosa não podemos deixar apenas uma pessoa puxar o barco. Para tudo, e para elevarmos a auto-estima de quem mais gostamos também. Eu não posso permitir que ele tenha de gastar o seu latim todos os dias para tentar fazer-me ver o melhor de mim só porque eu não tenho pachorra nem coragem para fazer. Isso chama-se vaidade e bajulação e até mesmo cobardia connosco próprios e eu detesto ser bajulada. Por isso, oiço as suas palavras, que me enchem o coração e me deixam literalmente de lágrimas nos olhos, na sua voz calma e com o olhar certeiro para mim e, ainda que não consiga reconhecer sempre aquilo que ele me diz, eu tento olhar-me ao espelho com respeito por mim, porque mereço. Porque sei que mereço respeito por mim própria para o ter dos outros. 

Eu sei que não sou nem lá perto de gira ou de fazer as ruas pararem, que não tenho tiques nem comportamentos muito femininos, que detesto profundamente maquilhagem e que sou refilona, com mau feitio. Mas ainda estávamos a começar a namorar e ele viu-me altamente doente e inchada, febril e de olhos ramelosos e não saiu de perto de mim, fez-me milhentos cafunés, deu-me imensos beijos e ainda disse que era "linda". Ele já me viu de manhã, com olhos inchados e chineses de sono e mesmo assim não deixa de me abraçar e perguntar se quero os cereais com leite "quentinho" ou frio. Já me viu com uma espuma gigantesca de pasta de dentes na boca e no queixo, porque eu sou super javarda a lavar os dentes e ainda assim, apesar de rir, deu-me um beijo na bochecha. Já me viu stressada a minutos de apresentações e testes, no meu típico stress demoníaco e não saiu do meu lado nem de me transmitir palavras de confiança, de me lembrar por que é que era capaz de fazer aquilo. Eu raramente uso saias e levo o cabelo para a rua tal e qual ele saiu da cama e ainda assim, ele dá-me a mão orgulhoso na rua e diz "és tão bonita". E, aqui repito-me: eu sei que não sou nem lá perto de gira, mas sei que aos seus olhos eu tenho de ser porque é genuíno na forma como se comporta comigo. E se eu acredito em tanta coisa que me diz, porque não acreditar em mim mesma também. Sei que tenho os sentimentos mais bonitos do mundo para ele e para muitas outras pessoas que estimo. Sei que ele adora rir comigo e que vive para as minhas festinhas no seu cabelo. Eu não sou uma aspirante a modelo mas eu cuido dos outros e faço por estimar e valorizar a pessoa de quem mais gosto. Isso não é bonito e digno de valorizar (muito) também (mais ainda que a beleza física)? E então, eu olho-me ao espelho, vejo as minhas olheiras (como todos os outros viram), as partes do corpo que menos gosto (que todos os outros também podem ver) mas sei que cuidei, tratei bem e me senti bonita ao lado de quem mais adoro. E durmo com a sensação de que, sim, eu fui uma pessoa muito melhor hoje. E que vou melhorar ainda mais amanhã.

Não deixes de acreditar na pessoa que és e verás que quem quer que te calhe ao lado só irá ajudar-te a cumprir da melhor forma esse trabalho. Reconhece que mereces tudo de bom da vida, que mereces boas pessoas do teu lado e, mais tarde ou mais cedo, elas aparecem e melhoram a tua auto-estima ainda mais. Mas sozinha ou acompanhada, a luta é tua. Força!


Confirmo, os melhores anos


É muito reconfortante olhar para trás e saber que já tenho memórias de Faculdade incríveis e que me deixam ainda mais saudosa do que no Secundário. Honestamente, temia que tal não acontecesse, mas está a ser incrível. Estou a um semestre de terminar o meu 3º ano mas ainda tenho a pele arrepiada do loop que foi o 1º.
As coisas que já vivi na Faculdade são intensas e inesquecíveis e já olho para certas experiências com muito mais carinho. Sinto que, a cada passo que avanço para ser Finalista, mais desejo cá ficar. Mesmo com todo o stress, injustiças, directas e esforços, finalmente eu consigo comprovar: os anos de Faculdade são os melhores desta vida. E a prova disso é quando estou reunida com alguém e digo "Eish, uma vez..." e a pessoa fica absorta a ouvir a minha memória.

sexta-feira, 8 de maio de 2015


Facto 1: Eu não bebo álcool. Zero mesmo.
Facto 2: Um dos jogos que eu mais acho piada é o Rings of Fire.

Sentem a contradição?

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Estudo Ciências da Nutrição e lido com isto


1. 100g é o número de ouro. Tudo o que pese 100g é um alimento mágico e maravilhoso;
2. Começamos a descobrir como se fazem determinados pratos e a saber de cor determinadas receitas;
3. Escrever q.b. é uma dádiva de Deus porque não tens de quantificar mais nada, é só escrever q.b. Quem nos dera poder escrever "Carne de vaca q.b.". O mundo era mais belo;
4. Nas vésperas de entregas de trabalhos, à madrugada, a nossa turma é a única online no chat do Facebook. E quando pensas "São 5h da manhã, é indecente enviar a minha parte do trabalho porque aquilo vai notificar com barulho e acordar a pessoa" e depois vê-la online. I feel ya, bro.
5. 50g também é aceitável porque é metade de 100g. Deixamos passar sem refilar muito;
6. A Tabela de Quantificação de Alimentos está nos marcadores do pc;
7. Estamos a par de quais as melhores plataformas online para compras de supermercados porque passamos lá a vida a fazer cálculo de custos de ementas;
8. Passamos a vergonha de ter de pesar uma cenoura, uma cebola, porque precisamos do peso em unidade e não no conjunto ao kg e ninguém sabe aquilo de cor;
9. Os nossos amigos estão até às tantas a fazer trabalhos sobre cenas astroquimicodifíceis. Nós estamos até às tantas a fazer quantificação de lasanhas;
10. Planificas montes de vezes que o teu paciente vai comer Pão com Ar. O que é Pão com Ar? Abres o pão. Abana-lo no ar. Fecha-lo e comes;
11. É quase matematicamente impossível conseguirmos fazer planos complexos até ao fim sem dizer 18 milhões de asneiras. Nós fazemos tudo à mão e não a excel;
12. "X, quanto te deu?" "67. Deu-te o mesmo?" "135 milhões. Está lá perto, é só por causa dos arredondamentos";
13. Nós começamos a olhar para a comida e a pensar em equivalentes na nossa cabeça. É horrível;
14. Nós ouvimos as coisas mais absurdas das pessoas e conseguimos não dizer nada insultuoso;
15. Consegues inventar casos clínicos num ápice;
16. Cada vez que vemos um caso clínico de um paciente renal, 15 Ave Maria são rezados;
17. Nós estudamos que os Kinder Bueno são maus mas nós saímos das aulas com um tamanho cabeção que a única coisa que nos vai fazer sentir completos é um Kinder Bueno delicioso na nossa belly-belly.
18. Come o que eu planifico, não comas o que eu como.
19. Sempre que alguém nos diz que comeu um bife, estendemos logo a palma da mão. "A mão toda ou metade?"
20. O que não está na Tabela de Quantificação de Alimentos não existe. É um alimento de Narnia.

quarta-feira, 6 de maio de 2015


Se me proibissem de ser nutricionista ou se a profissão não existisse, eu ia para decoradora de interiores.

terça-feira, 5 de maio de 2015

PASSAPORTE || Perdida numa cidade que não conheço, e agora?


Um dos clássicos da arte de viajar, seja para que sítio for, é perdermo-nos. Com a vista, com a beleza... E também literalmente nos perdemos! E nessas alturas, por vezes, podem surgir grandes confusões - especialmente nas estreias de viagem -. Queria deixar-vos aqui alguns conselhos de experiência própria, porque este também é um ponto de viagem importante!

segunda-feira, 4 de maio de 2015


Tenho saudades das maravilhosas sestas que fazia na praia em que a minha única preocupação era escolher que música queria ouvir no mp3...

domingo, 3 de maio de 2015


Diz-se por aí que ou vives ou sobrevives, que tens duas vidas, a tua e a outra que levas quando descobres que só tens uma. Imensos sayings que nos fazem perder 3 minutos do nosso dia com tempo gerido ao segundo a pensar nisto. Umas das coisas que mais me intriga é como sabemos que estamos conscientes de que só temos esta vida e se a estamos a viver como queremos. Como sei que não há melhor? Como sei que estou a viver mesmo tudo aquilo que quero? Por uma só razão: paz comigo mesma. 

Eu sinto que finalmente me apercebi de que tenho de viver a minha vida em plenitude. Tanto de experiências e vivências, acumular tudo o que posso, como em consciência, com calma, harmonia. Sem ansiedade a mais, sem overthinking. E é difícil, claro, contrariar uma natureza de spam existencial na caixa craniana. Mas se me sentir em paz, então sei que estou a viver a vida como quero e cada vez mais sei como a quero viver.

Cada vez mais me afasto das sensações e obrigações primárias que temos no nosso dia-a-dia; Stress de trabalhos, testes, pressão de conseguir, o cansaço, as mesquinhices que temos com os nossos amigos, aquelas faltas de pachorra que volta e meia nos assolam. Todos nós temos esses momentos e isso deixa-me louca. Não tenho qualquer vontade de perder energia nisso. Claro que continuo afincada em atingir metas académicas. Lá porque eu encaro os testes e trabalhos e tudo com menos ansiedade, não significa que os encare com menos brio. Apenas continuo com a garra de querer fazer tudo o que posso sem perder o tempo livre que tenho a matutar nisso. Não é produtivo e devora-me a saúde, a confiança. 

Quero viver tudo o que puder, ir aos sítios, não me privar de lá ir por outras bagagens que ficam para trás. Quero aproveitar os dias de Sol e mexer-me. Quero viver a minha relação da forma mais saudável e comunicativa que puder, sem laços de rancor, de insegurança, de dúvida. Quero que o medo de perder as pessoas de quem gosto me faça mover para as encontrar, cuidar e estimar para tê-las perto de mim. Quero evitar conflitos e conversas despropositadas e quero comer, devorar pratos fabulosos, ir aos sítios e experimentar sabores, queimar-me a cozinhar e ficar com o dedo 3 minutos na água fria mas fazer alguma coisa para ter um prato na mesa. Eu quero cantar muito mais no carro e aguentar mais tempo debaixo de água. Ir e conseguir gostar ainda mais de mim e das histórias que trago comigo para contar. Quero namorar no sofá ou no topo de uma serra e fazer coisas que sejam realmente úteis para os outros, seja ensinar o meu pequenito nos trabalhos da escola, dar um conselho que ache de valor ou estudar por uma profissão que mexe com os outros. Quero aprender com os mais velhos e saborear a inocência e a fome de viver ainda maior que a minha dos mais novos. 

Parece tão infantil, tão adolescente o meu pensamento, mas afasta-se de todo de saídas nocturnas repetitivas, partir pescoços a saltar de rochedos ou envolver-me com pessoas que de todo não me dizem nada. A cada passo que envelhecemos vamos ficando mais incertos sobre tudo, com menos certezas e sensação de que temos razão em tudo. Mas se a vida para a frente é cada vez mais incerta, eu quero caminhar o mais longe que puder para contrariar essa incerteza ao máximo com as minhas vivências. Não é o propósito da vida? 

Feliz dia da Mãe


A minha mãe punha uma cassete com esta música no carro e seguíamos para a praia ao som dela. Ambas tínhamos franja, ambas começávamos a música sempre com o "cavalinho na feira a comer" e dançávamos ao som dela por todo o percurso. Às vezes, quando ficava triste com alguma coisa no Inverno, ela ia buscar a música para me fazer lembrar das coisas boas e do calor de Verão. E sempre que, hoje em dia, a música passa na rádio ou nas playlists dela, paramos tudo e olhamos uma para a outra com muita nostalgia e ternura. Estes momentos e esta música é algo muito nosso e só nosso. Feliz dia da mãe!

DESPORTO || Arborismo


Quando o meu namorado me pergunta se quero passar uma manhã a fazer arborismo, já se sabe que é uma pergunta retórica. Porque tudo o que incluí obstáculos, arnês, escaladas, slides e aventura é garantido que chama por mim. Está na minha base genética!

Nem eu nem ele tínhamos alguma vez feito esta prática e, se alguém daqui não faz ideia do que falo, eu passo a explicar. Arborismo é um desporto radical onde passamos de uma plataforma assente sobre uma árvore para outra, a uns metros consideráveis do chão, através de diferentes obstáculos, consoante o grau de dificuldade, desde uma escadaria de madeira periclitante a um fio de arame que temos de atravessar de uma ponta à outra, qual artista de circo.

Lá foi a Inês entusiasta e confesso que é realmente muito mais assustador ver do que fazer. Tínhamos algumas regras porque, essencialmente, aprendemos como fazer tudo num percurso muito simples de teste onde somos orientados por um profissional que nos explica tudo e depois seguimos para as outras plataformas à nossa velocidade e sem os termos eternamente atrás de nós. E isso implica conhecermos imensas regras de cores e instrumentos que, no início me deixaram tão apreensiva que até comentei com ele "acho que se trocar o azul pelo vermelho o homem trepa a árvore sozinho e racha-me a cabeça". Depois começamos a ganhar hábito e instintivamente fazemos as coisas sem dar por elas. Mas calma, se acham que nos penduramos entre as árvores sem segurança nenhuma, é para isso que o arnês serve. Se escorregamos, falhamos uma plataforma ou tropeçamos, flutuamos sempre em segurança (eu até mandei-me umas quantas vezes da plataforma só para poder estar a baloiçar no ar que nem um chimpanzé).

E diverti-me tanto! Aquilo é uma aventura incrível, desde veres o parque inteiro por baixo dos teus pés apoiados por argolas, a slides onde vais a descer quase metade do parque inteiro entre arvoredos, atirares-te para circuitos de rede e ires lançada pelo ar fora. Quis fazer tudo, mesmo os mais difíceis, escolhia sempre os obstáculos mais trabalhosos na companhia dele, tão ou mais aventureiro nestas coisas. Volta e meia ajudava-me, especialmente nas redes de corda que eram super instáveis e eu não tinha grande força de braços para conseguir equilibrar-me e ter impulsão suficiente para conseguir chegar à plataforma, mas sempre tudo tranquilo, com os nossos olhares sempre vigilantes e divertidos, imensas piadas, empurrarmos o outro para podermos descer os slides a super velocidade, competir para ver quem conseguia chegar a mais plataformas com os braços no ar, sem segurar as cordas... Foi uma estreia incrível.

Eu também reconheço, é uma prática ou para quem gosta mesmo de se aventurar nestas coisas e tem estômago (como nós) ou para quem quer superar medos e definir novos limites. Há sítios muito altos que não resultariam, por exemplo, em pessoas com vertigens e não é decididamente um sítio para ser princesa, com medo de tudo, com medo de tentar e dizer "vou desistir" vinte vezes. Acabamos pendurados no ar montes de vezes e sujamos o rabo no final das descidas de slide mas se encararem tudo como verdadeiros exploradores, eu recomendo com todas as forças!

Achei o preço relativamente acessível tendo em conta todos os percursos disponíveis e ainda a orientação. Foi das manhãs mais alternativas que já tive e foi tão fantástico que agora queremos experimentar a de Sintra, mais para o Verão. É decididamente uma coisa diferente que podem (e deviam) experimentar com os vossos amigos ou namorados se tiverem espírito Indiana Jones-Pseudo-Ninja e gostam de fingir que são macaquinhos. Nós vamos repetir com certeza!

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Favoritos da Inês (Abril)

Este mês de Abril deixei-me atrasar um pouco com os Favoritos e por isso este último veio em formato mais compactado!


Brincar à Princesas nos Jardins e Palácio de Monserrate: Não queria desenvolver muito sobre este lugar porque gostava de lhe dedicar um post sobre o local com algumas fotografias que tirei. Que acham? Só vos posso dizer que fiquem fascinada com cada recanto!

Rever Paris: Paris foi um gigante nos Favoritos de Abril. Já vos relatei a experiência e foi fabuloso rever tantos detalhes da cidade e preencher a memória que começava a falhar em alguns detalhes!

Páscoa... no Zoo: Nunca antes tinha tido uma Páscoa tão fora do convencional mas a oportunidade surgiu e lá fui eu em família passar um dia no Zoo com direito a piquenique. Fiquei deliciada porque há 6 anos que não punha lá os pés e absorvi todo o espaço como uma criança, desde o passeio no teleférico até à procura desenfreada pelos meus animais favoritos. E o espectáculo dos golfinhos e focas? Continua a apaixonar-me.

Colares Delicados: Este é o estilo de colar que mais gosto; Discretos e minimalistas, sem dar nas vistas. Como que pequenos detalhes de mim e quando o vi apaixonei-me perdidamente por ele. A pequena pérola dá-lhe a maior graça!

Amêndoas! Parece que a Páscoa já foi há um século mas não, meus amigos, foi ainda em Abril. Adoro quando me dão pequenos agrados e deste não estava mesmo nada à espera. Adorei o miminho! E a caixinha não é o maior amor???

Dia do Livro: No Dia do Livro, cheguei a casa com um embrulho sobre a cama. Fiquei deliciada porque pela marca era de caras que se escondia um livro e, mesmo sem saber qual era, os meus olhos já brilhavam pela sensação de ter mais um para a colecção. Talvez ainda aproveite e depois dê a minha opinião final aqui no blogue no separador dos Livros mas queria deixar aqui registado este miminho do meu pai. Não estava nada à espera!

Nutellas... Nutellas everywhere: Abril foi também o mês onde me estreei na Nut'Chiado, onde já podem ler a minha opinião

Mon Chat: Quando fui a Barcelona encontrei montes de mensagens Kinder Surpresa originais e que não existiam em Portugal e babei-me. Desta vez em Paris, mesmo por baixo da Torre Eiffel, encontrei numa lojinha uma série de Kinders Surpresa cheios de mensagens originais e inexistentes em Portugal. "Meu Anjo", "Meu Amor", "Minha gata", "Um beijo", "Minha Princesa" entre outros e eu simplesmente decidi que tinha de levar mais um comigo. Estou a começar a fazer colecção!

Spider-Pig: Os miminhos importam, seja em que circunstâncias e forma forem. Portanto, quando ele ofereceu à maior fã de sweats esta do porco mais famoso e Simpson do mundo, eu babei eternamente. Depois em casa ainda cheguei a enviar-lhe um snap qualquer onde se via que tinha a sweat e ele ficou contentíssimo porque percebeu que tinha gostado mesmo dela. Como não gostar, coração???

E por fim deixo-vos aqui os meus favoritos musicais!

De qual favorito gostaram mais? E qual foi o vosso Favorito de Abril?