sábado, 28 de fevereiro de 2015


Não basta eu e a Ervilha sermos loiras, brancas-lulas e de olhos verdes, termos tops e blusas iguais, dedos partidos e tortos iguais, este semestre eu tenho a cadeira Nutrição e Desporto e ela Nutrição e Actividade Física (com cursos e universidades diferentes).

No caso de haverem dúvidas, eu sou a gémea feia.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

FAVORITOS DA INÊS

Vamos a mais uns favoritos? Estes quatro são os últimos de Fevereiro! Esperemos que haja material para Março!


1. E porque o Carnaval não serve só para máscaras e folia, eis que finalmente aprendi a jogar Cluedo. A maior parte das pessoas a quem confidenciava que queria aprender respondia-me que era um jogo super aborrecido, mas o bichinho foi mais forte e assim que encontrei o jogo no Prédio fiz questão que o jogássemos. Demorei um pouco a acompanhar toda a velocidade e dinâmica do jogo - especialmente porque a pessoa que nos deu as instruções já estava tocada - mas diverti-me imenso a jogá-lo e passámos bons serões a comer pizza e a descobrir assassinos. De tal forma que muitas foram as vezes que nos atrasámos para nos mascararmos. Valeu a pena insistir!

2. No que toca a estilo sou uma pessoa muito simples, a minha mãe diz que sou um pouco romântica até. Gosto de coisas pequeninas, minimalistas, sem grandes chamadas de atenção para mim. Gosto de detalhes e quando vi este colar na montra em Janeiro, namorei-o. Namorei-o durante um mês, até o ter no pescoço. Para mim, tem todos os pormenores que preciso para amar um acessório. Será uma relação de amor eterno!

3. Se quiserem cheirar a Urso Lotso do Toy Story 3, este é o gel de banho que devem procurar. Se não sabem como é que o Urso cheira (a morangoooos!), localizem uma Disney Store com o peluche e enterrem o nariz nele. A melhor parte deste gel é que além de cheirar bem, dura uma vida. Fico à espera que me ofereçam o peluche para fazermos conjunto.

4. Não conseguia deixar passar o facto de Fevereiro de 2015 ter marcado a primeira velinha de aniversário do Bobby. Já tudo foi dito e o post para o efeito está escrito, publicado e comentado. Fica aqui apenas o registo fotográfico.

Como sempre, aguardo que me digam qual é o vosso favorito!

FILMES || Whiplash


Começo este post com uma confissão: era o último dos filmes que me chamou a atenção para ver. Todos me aconselhavam a ver porque era um filme relacionado com música, com aprender música, mas o instrumento manteve-me afastada da vontade de ver o filme, achando que ia acabar por não me sentir conectada ao filme. Errrrrn! Errado!

Reconheço que é de louvar a escolha da bateria para este filme. É o instrumento de ouro das bandas, todos conhecemos os bateristas, mas o mundo do cinema acaba por a deixar de parte em troca de instrumentos como pianos, violoncelos, entre outros. Não sou a maior fã de baterias, como já referi, mas realmente, foi a escolha perfeita.

O filme retrata a história do aluno e tocador de bateria Andrew Neiman que é recrutado para a banda de Jazz do exigente e conceituado professor Terence Fletcher. Para Andrew esta é a sua oportunidade de finalmente conseguir um lugar que o impulsione para uma carreira que o deixará inesquecível aos olhos do público mas depressa se depara com a disciplina dura e, por vezes cruel dos métodos de Fletcher, ao ponto de fazer Andrew duvidar se o seu esforço vai alguma vez conseguir compensar o seu sonho.

Esta é a linha base da história, muito simples até, mas acho que retrata questões muito profundas como o empenho, o perseguir um sonho, a auto-confiança, a persistência, a crueldade e o ensino em si. É um filme muito envolvente que vos vai prender aos personagens e nem vão dar pelo tempo do filme passar. De ficar com o coração a bater tão depressa que só nos faz pensar "Se o Fletcher estivesse a ouvir os meus batimentos, iria gritar 'NOT MY FUCKING TEMPO!'".

Não tive um professor deste género quando estudei música, mas com certeza lidei com disciplina. Sei o que é mãos a sangrar do esforço (não como as do Andrew), noites em branco a ler partituras, o que é parar toda uma aula para te gritarem para explicares que raio de nota está na tua pauta e para a entoares e sei o que é pensar que talvez não sejamos talhados para isto. Acho que o Óscar de Melhor Actor Secundário está brilhantemente atribuído e a rodagem do filme com uma filmagem muito inteligente e detalhada. Então, quando tiverem tempo, vejam o filme, está recomendando. 

Vai fazer-vos pensar até que limite vocês estão dispostos a chegar pelo vosso sonho.

Eu começo sempre a comer a pizza pela côdea. Foi assim que aprendi, é assim que a minha família a come. Claro que sempre que a como com outras pessoas sou chamada a atenção.

Alguém daqui também a come assim?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015


Não me importo nada de escutar as músicas favoritas dos outros, não me importo de ouvir o cd favorito deles com eles, ou de explorar o seu mp3, Ipod, telemóvel, mas o contrário? Sinto-me desconfortável. Não consigo saborear a música e a companhia ao mesmo tempo. Como se me sentisse exposta.
Só consigo ouvir música sem me sentir presa com duas pessoas.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015


Adoro montanhas russas, escorregas de água, tubos, o que for. Sou boa companhia para parques de diversões/aquáticos (porém grito e fecho olhos).

FRIENDS || "O Prédio"


Um dos meus amigos mais próximos tem mesmo em frente à minha antiga escola secundária um prédio. Não estou a exagerar, é mesmo um prédio. Ninguém mora nele e ele, com os irmãos, acabaram por "povoar" todos os andares, especialmente o rés-do-chão. A primeira vez que lá entrei achei que estava num filme de terror. Cozinhas inutilizadas, móveis com lençóis brancos por cima e uma ou outra divisão com umas luzes duvidosas e palhaços de brinquedo nas prateleiras fizeram-me arrepiar até ao 3º andar mas o andar do rés-do-chão, que é o mais habitado e mobilado, tem uma decoração completamente alternativa. Uma das divisões tem a ombreira da porta repleta de autocolantes de marcas desportivas, está incrível. Na sala há uma televisão gigantesca, do tamanho quase de uma parede, onde eu ia adorar um dia (ou melhor, noite) ver um filme de terror. Todo o espaço é tipicamente masculino e faz lembrar as repúblicas universitárias. 

A melhor parte é que é mesmo um espaço deles e geralmente é para onde nós vamos quando acabamos uma saída ou queremos conviver todos juntos. Não se estraga casa nenhuma, não há vizinhos de cima ou de baixo a ter em atenção, existe uma colecção perdida de jogos de tabuleiro e ainda há quem costuma dormir lá quando necessário, num dos andares disponíveis - especialmente no Carnaval, eu digo que aquilo se torna numa pousada -. Eu sempre achei caricato dizer que vou para "o Prédio" e nunca ninguém imaginar que vou mesmo para um prédio, não para um apartamento. 

PASSAPORTE || Andar de Gôndola


Já andei duas vezes de Gôndola, das duas vezes que fui a Veneza. Em ambas eu cheguei à conclusão que aquilo que mais me fazia ter medo de andar de Gôndola era também o que mais me fascinava, ao ponto de deixar de lado o torcer de nariz e embarcar na viagem: a proximidade com que estamos da água.

É muito diferente de andar de barco, mesmo que seja um barquinho a remos, não tem nada a ver. Porque assim que os meus 47 kg entraram dentro daquela Gôndola, a estrutura imediatamente baixou. Da primeira vez que aquilo aconteceu vocês deviam ter visto o meu pânico! Foi tal que me agarrei imediatamente ao gondoleiro. A facilidade com que aquilo afundou com o peso que tinha e com a carrada de pessoas que ainda estavam para entrar fez-me pensar que ia encenar um Titanic improvisado e duvidar do Eureka de Arquimedes.

Eu fiz o cálculo. Entre a borda da Gôndola e o nível da água do canal estavam 3/4 dedos de distância. Não mais. E quando me passou o medo (que inevitavelmente passou, o que não passou foi o constante alerta para o que iria fazer se aquilo virasse) eu pensei no quão fascinante era estarmos a este nível da água. A perspectiva é brutalmente diferente e é como uma viagem de mar sem sequer nos molharmos. A Gôndola sempre inclinada (para distribuir o peso) e o silêncio: sem carros, sem ruas pedestres porque eram canais onde só se podia chegar por via marítima. As casas tinham garagens para barcos. As casas mais velhas tinham uma porta que dava directamente para um canal, o que me fez pensar no quão inútil seria se o proprietário não tivesse consigo uma forma de circular nestas águas e o quão devastador seria em aqua-alta (digamos, cheias).

Quando chegámos ao Grande Canal (o canal mais comprido de Veneza, onde aparecem mais fotografias, largo e cheio de barcos), eu senti-me o ser mais insignificante do planeta a três dedos de me afundar. A água dominava-me por todo o lado e qualquer onda levantada pelos táxis marítimos fazia a Gôndola soluçar. Ainda assim eu repetiria esta viagem as vezes que fossem precisas para voltar a sentir a beleza que senti. Pessoas a olhar para nós mas isso não importava. A dimensão importou-me. Abriu-me os olhos.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

MÚSICA || Smart e sweet Lady Gaga


Não vou perder muito tempo a comentar os Oscars até porque já venho atrasada (os remédios não ajudam a manter a atenção ao longo do dia) e porque já tudo foi minuciosamente abordado, desde a prestação do Neil à escolha polémica do melhor filme e pobrezinhas das ladies que já têm os trapinhos esmiuçados de cima abaixo. Mas gostava muito de deixar aqui a minha opinião sobre a prestação da Lady Gaga.

No Natal já vos tinha dado a entender que tenho a Música no Coração... no coração (a redundância!). Não só por me reunir com a família todos os anos para a ver mas porque tive de fazer ditados musicais de cada uma das músicas vezes sem conta e já conheço as notas de trás para a frente e da frente para trás. E por isso, quando anunciaram os 50 anos de Música no Coração com uma homenagem musical protagonizada pela Lady Gaga, ao contrário do resto do público que ficou espantado porque ela tinha voz (eu já sabia isso) estava com medo da interpretação que iria escolher. 

Já sabia que a Lady Gaga tinha uma voz natural muito bonita e com um bom alcance vocal. Ela tem alguns trabalhos sonoros além da sua carreira excêntrica habitual muito interessantes desde blues, jazz, baladas, entre outros. Sabia que tinha o que era preciso para fazer a homenagem certa mas como a interpretar?
Honestamente, gostei muito que tivesse mantido a tradicionalidade das músicas, primeiro porque acho que os seus tons são insubstituíveis, segundo porque acho que quando queremos fazer uma homenagem revivalista devemos levar o público pelo caminho que conhecem de coração e da memória e depois porque, por muito que as novas interpretações e estilos sejam incríveis, também há o seu quê de original quando se opta pelo tradicionalismo. Foi uma opção muito inteligente por parte da artista, a meu ver. Resultou comigo colada ao ecrã a cantar cada nota e, para mim, valeu a cerimónia inteira (só para verem o quão fã sou!)

Eu sinto sempre isto.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

MÚSICA || Kimbra

Ter amigos que apanham bem o meu gosto musical é das maiores satisfações que posso ter e foi justamente à conta disso que me sugeriram Kimbra. "Vais adorar, é o teu estilo!", disse-me e lá a pesquisei. E lá a adorei. Com uma voz que se destaca no mundo da música feminina (como eu gosto) numa mistela de blues, jazz e mais alguns ingredientes musicais que tornam os álbuns dela numa exploração de variabilidades sonoras. Fiquei apaixonada e a sugestão dele foi aprovada no meu gosto musical tão selectivo.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015


Não fumo, não bebo álcool nem café mas tenho um vício terrível: Pastilhas.

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4 FAVORITOS DA INÊS

Como costumam acompanhar, eu tenho a Rubrica "Favoritos do Mês" onde coloco a detalhe algumas das coisas que mais gostei de fazer, ver, ouvir ou ter ao longo do mês. Porém comecei a ver a lista de Favoritos demasiado grande para o conceito que inicialmente pretendia e ao começar a ver rubricas parecidas pensei "as pessoas não vão gramar ver 10 posts de Favoritos no feed" e senti necessidade de dar um twist.

Então criei o "4 Favoritos da Inês", que vai um pouco de encontro às duas coisas que procuro; Ao longo dos meses vou publicando ocasionalmente no Bobby Pins 4 coisas que mereçam um pequeno lugar no meu pódio de favoritos. Isso significa que farei mais posts ao longo do mês mas também que posso dar um pouco mais de destaque a esses quatro detalhes, coisa que achei que não acontecia quando tentava resumir um mês inteiro num só post. Outra vantagem é não estar limitada apenas ao fim de um mês e poder dar-vos este tipo de posts a qualquer altura que me der na real gana. Penso que consegui arranjar a solução para o que procurava! Como sempre, fico à espera do vosso feedback!


1. Então começo por partilhar com vocês a música que mais tem estado a tocar ultimamente no meu telemóvel. What Kind of Man, lembrando-me do quão bom é o som de Florence + The Machine;

2. Uma das coisas que descobres quando finalmente tens um telemóvel com capas giras à venda disponíveis é se és uma pirosa ou não. Eu descobri que sou pirosa e tudo o que é capas fofinhas e giras eu babo. Lá tenho uma mais discreta - até porque o tamanho do telemóvel já chama mais a atenção do que eu gostava - mas confesso que isto é a minha perdição. Especialmente quando todos sabemos o quão gordichona eu sou. Uma capa de chocolate tinha de fazer parte do meu arsenal telemobilístico.

3. Levo comigo para todo o lado o meu EOS com cheirinho a danoninhos mas após um ano de o ter nas mãos, a verdade é que já não é redondo nem para lá caminha. Comecei então na busca de um novo e deparei-me com este com orelhas adoráveis e sabor a menta. Nem o cheiro nem o sabor são muito intensos mas cumpre muito bem a função de batom do cieiro, que era mesmo para o que desejava. Os cheirinhos e design foram um plus.

4. Eu sabia que o Dia de S. Valentim ia passar-me ao lado por causa do Carnaval mas na noite anterior, enquanto caminhava meio-mascarada-meio-civil para casa, passei pela minha escola e pelo café onde costumava lanchar todos os dias e recordei com saudades os croissants com chocolate que já não comia há quase 4 anos. No dia seguinte tocaram à campainha de casa e tinha à minha espera não um, mas dois croissants quentinhos de lá. E o meu ar ressacado da noite anterior, o meu cabelo desgrenhado, o meu estômago vazio e o meu pijama XXL polar agradeceram o miminho. 

E pronto, aqui estão 4 favoritos da Inês. Brevemente partilho mais uns quantos! Para já, qual destes foi o vosso favorito?

É decretado por lei que cada vez que usares umas calças com algum tipo de rasgão, toda a comunidade tem de perguntar se caíste, se esfolaste os joelhos ou se não tinhas dinheiro para comprar roupa nova. Caso tal não se cumpra, a pena é de 5 anos de prisão com calças à boca de sino hippie. Sem cinto.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Sabemos que passamos demasiado tempo em laboratório quando...


1. O teu amigo agita o açúcar no café que está num copo de plástico transparente e, para ver se já está dissolvido, ergue o copo acima dos olhos à luz;
2. Tens de meter 500 ml de leite para um bolo e vês se já chegou ao risco agachada com o nível dos olhos igual ao marcador para não haver "erros". Porque, sei lá, ultrapassar o risco um milímetro para um bolo pode ser catastrófico...;
3. Estás a tirar comida para o prato e dizes "espera, deixa-me alcançar estes resíduos";
4. Consegues dissolver comprimidos que depositam no fundo eternamente só com o agitar de uma mão enquanto mandas uma sms com a outra (that kind of boss, yeah, I know);
5. Consegues reutilizar as mesmas luvas sem que as mãos toquem na parte exterior da luva. Mesmo que seja só para lavar loiça - como se fosse muito patogénica -. Já tentei ensinar 15 vezes este truque à minha mãe mas ela não o consegue;
6. Chamamos Paracetamol ao ben-u-ron e Ibuprofeno ao brufen. Os nomes comerciais são para meninos;
7. Consegues verter qualquer líquido em qualquer copo, lata, garrafa, de qualquer diâmetro sem deitar nada para fora.
8. Quando queres dizer "não bebeste quase nada" = "tiraste a bebida com micropipeta";
9. "O que diz aí no protocolo?" perguntas tu, enquanto o teu amigo tem as mãos no Pantagruel. "Protocolo"......

Sim, estas coisas todas acontecem imensas vezes.


Este semestre acabam-se as cadeiras generalistas e todas são específicas no meu curso. A minha maior curiosidade? Nutrição e Desporto e Política Alimentar e Nutricional. Isto se excluirmos Projecto I, que é um pano de teatro à minha frente. Dia 23 lá vou eu para a casinha amarela.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

LIVROS || Quando a Neve Cai


Vi este livro em Dezembro nas prateleiras e pensei "Que giro, vamos ver sobre o que é" e assim que vi o nome "John Green" pousei-lo logo e fiz a cruz em frente ao mesmo. Já todos vocês sabem que eu acho o John Green um palhaço (já escrevi sobre isso aqui no blogue) e por isso, recusava-me a ler mais o que quer que fosse dele. Até que, em Janeiro, estava na livraria com uma amiga minha que pegou imediatamente num exemplar para o ler e explicou-me o conceito: três contos escritos por três autores diferentes. A ideia agradou-me um pouco mais e vi ali uma oportunidade para conhecer duas autoras que estão muito em voga e nunca tinha lido nada delas. Lá levei o livro.

Sabem quando vocês pensam que a vida é uma rede de caminhos que se cruzam e de histórias e de pessoas que se conhecem umas às outras? É precisamente assim que o livro se ilustra para nós. Três protagonistas em três contos diferentes na mesma cidade, na Véspera de Natal e durante a maior tempestade dos últimos 50 anos. Cada um dos contos vai-se cruzando e os protagonistas da primeira história aparecem na segunda e conhecem mais uns quantos que aparecem na terceira.

Eu juro-vos que fui imparcial! Mas o conto que eu menos gostei foi o do John Green. É giro, mas achei que engonhava bastante. Gostei muito dos dois outros contos das tais autoras que não conhecia e fiquei com vontade de ler livros da sua autoria. Achei os dois fabulosos mas talvez o primeiro conto me tenha marcado mais porque há uma situação pela qual a Jubilee passa na história com a qual me identifico. E ver que ambas agimos da mesma forma foi quase como ver um espelho de mim própria paginado num conto de Natal. Foi arrepiante mas libertou em mim uma certa paz que só um livro poderia fazer. 

Este é um livro que eu recomendo sem dúvida alguma, fala sobre amor e amizade mas sem ser aquela forma piegas e lamechas, Nicholas Sparkeana que já ninguém tem pachorra e de fácil leitura, linguagem acessível. Para pontos extra, ler o livro enrolada numa manta, no sofá a um Domingo à tarde com as bolachas mais gulosas e um copo de leite quente e fica perfeito. No final do livro fiquei com vontade de ter um Stuart de um lado e um mini-porco do outro!

Um livro que nos lembra que nós somos os protagonistas das nossas próprias histórias e que não há mal nenhum quando nos cruzamos e continuamos a escrever a nossa história, juntos.

Autores: Maureen Johnson, Lauren Myracle, John Green
Número de Páginas: 317 (sensivelmente 100 páginas por conto)
Disponível na WOOK (ao comprares este livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

Para mim, a Pensal vai ser sempre a melhor papa do mundo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

EVENTOS || Até 2016, Carnaval!


Sim, eu estou viva! Cansada e sem pés, mas viva. Há um ano atrás, quando escrevi um post parecido, estava longe de imaginar que seria assim este ano de Carnaval, em que tanto já se passou e que tão diferente foi do anterior. Incrível, como sempre.
Torres Vedras não tem absolutamente nada de comparável com qualquer Carnaval que seja em outras localidades do país. Somos tão únicos, tão carismáticos que é impossível não deixar de rir com uma foto Carnavalesca de lá. Acho que o principal ingrediente é o facto de ser um evento participativo e não de assistência, em que todos nós podemos participar no desfile do corso e dançar, brincar, nas ruas onde desfilam os carros e os grupos de mascarados em competição. Não há pessoas apenas a ver. E isso dá outra dinâmica a tudo.

Penso que consegui fazer-vos acompanhar um pouco do meu percurso este ano! O grupo desta vez era substancialmente maior em relação ao do ano passado e com muita gente a estrear-se no Carnaval de Torres pela primeira vez. Pessoalmente, adoro a evolução do primeiro dia, em que estão acanhados e que para vestirem uma peruca precisam de uma acção judicial, em que dizem "ai não gosto destas músicas" ou "Vestir-me de mulher? Nem pensar" para o último, em que estão do rés do chão a gritar "ALGUÉM CONSEGUE ARRANJAR-ME O VESTIDO MAIS OUSADO PARA USAR COM A MINHA PERUCA VERDE?". Mais uma vez, um Carnaval que convenceu todos os que de fora vieram.

Cuella de Vil, Cardiologista Sentimental e Egípcia foram os fatos que escolhi para brindar as noites e nenhum deles tinha vestido antes, o que foi uma vitória. Começa a ser difícil estrear disfarces. Do meu lado passaram noivos com um carro a dizer "CASADOS DE FRESCO", mil matrafonas, Lady Gaga, Piratas, Mágicos, Coelhos e ainda tive uma estreia única: mascararam-se de mim, imitando os meus tiques e expressões e o disfarce fez tanto sucesso nas ruas que ele voltou-se a mascarar assim na noite seguinte (não estava planeado) e quando ele percorreu as ruas, algumas pessoas reconheceram-no pelo disfarce e abordaram-no.

Muitas dormidas a horas tardias, muitas coreografias dançadas na Praça da Batata, tive ainda direito no Dia dos Namorados a  acordarem-me ao tocarem-me à campainha com pequeno almoço, muitas risadas e jantares, muito Cluedo antes de nos mascararmos todos, muita ronha, amanheceres a dançar milhentas músicas, muitas rotas de bifanas e piadas privadas. Estou exausta, de tal forma que nem vou reler este texto, na certeza porém que estou a deixar registado um dos eventos que mais gosto com um grupo fabuloso que tive oportunidade de ter ao meu lado todas as noites e travar amizades geniais. Se ainda acham que o Carnaval é igual em todo o lado e se ainda não consegui convencer-vos nem um segundo a virem ao Carnaval da minha cidade, demito-me.

Um dos meus disfarces


Agora, vamos a coisas importantes: quem teve saudades minhas na blogosfera?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Volto Já!


Conhecendo-me como conheço, já sei que agora durante esta semana de Carnaval e uns dias após não vou conseguir ter cabeça para fazer posts e eu não gosto de agendar coisas, a minha imaginação vai andar reduzida a ajudar os rapazes a escolher leggins de Matrafona, músicas da Ivete Sangalo e escolher o telemóvel mais rasca para levar sem culpa se o perder. Portanto, não estranhem se isto andar uns tempos paradinho.

Quanto a máscaras ou só para saberem se estou viva, podem acompanhar-me no Instagram (têm o link lá em cima na barra). Vou estar por lá a tentar levar-vos comigo numa excursão pelo Carnaval de Torres Vedras.

Até breve pessoal e bom Carnaval/Dia dos Namorados/Ressaca Porque Vi As 50 Sombras e A Noite Correu Bem. Vou ter saudaditas.

Isto é a coisa mais amorosa do mundo: um menino que foi diagnosticado com leucemia, JP Gibson e grande fã de basquetebol, é apanhado de surpresa quando, a meio de um jogo, há uma substituição que o coloca em campo. O que eu mais adoro neste vídeo é a naturalidade com que os jogadores entram na onda e fazem a substituição (com o clássico dos clássicos high-fives) a defesa, bloqueios... Está demasiado adorável!

Paella aí a ver se eu me ralo...


Sou assumidamente amante de tudo o que é tapas mas a Paella está no meu coração (naquele miócito com tendências espanholas). Sempre que vou a Espanha recuso-me a sair de lá sem me deliciar com uma bela Paella e a paixão já é tanta que, agora que já fui apresentada à cozinha no estilo "Nês-Fogão, Fogão-Nês" arrisquei-me a fazer uma receita que implica tantas mariquices culinárias. A Paella é um arroz de açafrão que pode literalmente levar o que quisermos: marisco, carnes, peixe... E é um prato com muito sabor e que enaltece os sabores principais de cada elemento que envolvemos com o arroz, o que resulta numa explosão de texturas e paladares cada vez que levamos o garfinho à boca. É completamente diferente do arroz de marisco porque não tem molhos e os sabores são muito diferentes.

Andei de volta dos livros da minha avó e entre Pantagrueis e Escolas de Noivas e 1001 Receitas e mais trezentos livros, lá encontrei uma receita que me enchia as medidas e tirei-a cá para fora. Tive, literalmente de nomear e expulsar a minha avó, não da casa mas da cozinha, porque sei que, conhecendo o meu passado culinário e a sua paixão e mão de fada para a culinária, não ia conseguir manter-se afastada da paelleira nem de dizer "não é assim que se faz!". Os conselhos são importantes mas se há coisa que aprendi é que não há nada melhor como meter a pata na poça para aprender logo. Quero descobrir os meus erros em resultado dos meus actos e consequências. Quero descobrir qual é o meu jeito e os meus truques e por mais que a mãozinha da avó seja fabulosa para nos tirar do perigo evidente de comida envenenada, não vou evoluir, que é precisamente o que não quero.

Arrisquei-me a fazer uma Paella com os típicos camarões e delícias do mar mas coloquei alguns pedaços de frango frito. Nunca tinha experimentado de verdade a combinação marisco e carne branca e confesso que não estava nada má e dá um pouco mais de conforto ao estômago.

Em suma, o resultado só podia ser positivo ou teríamos Paella para comer até ao final do mês, coisa que não se verificou porque foi logo toda à hora de almoço. Mais um desafio super superado!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

De alma quente


Sinto-me numa fase muito bonita de mim própria. Não digo bonita no sentido de hoje ter acordado mais gira ou com um cabelo fabuloso, isso raramente acontece, mas sim no sentido de conseguir puxar por mim para ser uma pessoa mais feliz, com o coração mais alegre e, aí sim, bonito. No sentido de fazer coisas, de experimentar coisas novas, de me pôr a mexer, de me aventurar. Puxar por mim própria faz-me sentir bonita, por dentro. Faz sentir a alma quente! Faz-me sentir útil, como já não me sentia há uns meses.

Que bom!

Agora é que vem a parte gira!


Finalmente concluí a parte que eu mais detesto no Carnaval: decidir o que me vou mascarar e comprar tudo. É a parte mais exaustiva e que eu dispenso até ao último segundo, especialmente quando os temas são péssimos, como é o caso deste ano (Amor). Estou com a ponta dos cabelos para o Amor e depois de em Dezembro, do nada, me ocorrer uma brilhante ideia para uma máscara de grupo ligada ao tema e de uma forma super não-óbvia, concluí que aquela iria ser uma intervenção divina limitada e que não ia encontrar mais nenhuma ideia gira. Portanto, desisti do tema e escolhi os outros dois disfarces fora.

Mas é um verdadeiro desespero, especialmente quando este ano será o meu 21º Carnaval, encontrar ou inventar máscaras que ainda não tenha vestido. A minha cabeça começa a escassear ideias e passear pela Chinatown inteira à procura de inspiração já não resulta porque olho para as máscaras e digo "já vesti, já vesti, não gosto, muito fresco, já vesti...".

Finalmente desencantei duas máscaras a que ainda não me tinha atrevido a ir e depois tenho mais uma luta: encontrar tudo o que quero nas lojas. Eu normalmente gosto de ter ideias bastante realistas ou que já tenha visto parecido nas lojas, porque se começo a voar para ideias detalhadas, o que acaba por acontecer é eu não encontrar nada do que quero. Já nos fatos simples é assim, imaginem em fatos detalhados...

Hoje tive uma guerra aberta à procura de um elemento para a máscara de Sexta que era essencial. Quando idealizei a máscara pareceu-me que ia ser acessível encontrar tudo. Parece que nem 21 anos de Carnaval chegam para eu perceber que não!!! Eram todos para lá de caros e jamais iria dar tanto dinheiro por tal coisa, para só a utilizar uma noite. Mais uma vez, tive de estar no meio da rua a tentar ver como ia contornar esse problema e dar um twist na ideia. Felizmente consegui, mas estou morta.

Todos os anos escolho um disfarce que tem de ter algo absolutamente crucial mas que não existe em loja nenhuma ou, se existe, é brutalmente caro. Não há ano que falhe. E o que mais me irrita? É que para o ano, quando já não preciso, vai estar em todas as lojinhas do planeta ao preço da chuva. É sempre assim.

Agora não quero mais ouvir falar de Carnaval até sexta. A neura já é tradição. Mas depois quando visto as coisas que idealizei com tanto cuidado, é sensacional e compensa tudo! É o preço de querer ser original e irreverente... 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

10 years later... Postcards from Paris


Há 10 anos atrás fui a Paris pela 1ª vez e os meus pais incentivaram-me a escrever postais aos meus amiguinhos. Escolhi postais da Disneyland e tive o cuidado de seleccionar as personagens de acordo com os preferidos deles. A letra gigante e muito escolar, a alegria de escrever e dizer que gostei de ver o Mickey. Foram os meus primeiros postais na minha primeira viagem.

É com alguma alegria que digo que 10 anos depois e daqui a dois meses vou lá voltar e os postais que vou escrever continuam a ser para os "amiguinhos" que receberam os primeiros. A caligrafia mais bonita, o postal diferente, o assunto do postal mais amadurecido e enriquecido mas os mesmos amigos, na mesma cidade. Para mim, é o maior prémio.

BOBBY PINS || 1º aninho!!!


Já carrego nos meus ombros 7 anos de Blogosfera mas este é o primeiro ano do Bobby Pins e não podia estar mais satisfeita com esta nova casa, a minha favorita até agora!

É com grande carinho que partilho aqui posts sobre tudo e mais alguma coisa, que tento superar-me todos os meses e inventar, reinventar e melhorar. O vosso feedback é sempre incrível e por isso mesmo é que agradeço toda a vossa presença, que o acompanhem, que comentem, que vejam e que opinem.

Durante todo este ano partilhei com vocês as minhas peripécias de Faculdade, as gordices que comi, os sítios que recomendo, a música que oiço, os meus momentos em que a vida parece querer colocar-me no melhor ponto dos holofotes e os outros em que reflicto sobre o que aprendi depois de cair com a cara no asfalto. "Desportivei", surpreendi-me com as vossas palavras para lá de amáveis e tentei fazer-vos rir com as minhas patetices. Viajei e tentei levar-vos a todos na minha mala, sugeri, testemunhei, li e tentei trazer-vos todos os dias um pouco do meu mundo que não é nada de especial ao ponto de precisar de um blogue mas que não deixa de ser o meu mundo e que eu tento fazer o mais especial para mim.

Tenho o maior apreço por ter um blogue que, de uma forma geral, é bem recebido e acarinhado e tento retribuir da melhor forma todo este miminho. Muito obrigada por ficarem desse lado a acompanhar o Bobby Pins e por me ajudarem a fazê-lo crescer. Sem dúvida que, se pudesse, hoje dava a cada um de vocês uma fatia do Bolo de Chocolate Delicioso. 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Coisas que quem estuda nutrição lida


-Tens de explicar às pessoas que o pão não engorda, quem engorda são elas;
-Entrar num curso de Nutrição é como virares freira: se comes batatas fritas ou gordices olham para ti como se estivesses a pecar. Supostamente quando entras num curso destes metes um cinto de castidade na boca para comidas deste género;
-Se recebêssemos 10 euros por cada vez que dizem "depois passas-me uma dieta", nós estaríamos a "passar dietas" numa penthouse em Nova Iorque;  
-Se aceitássemos todas as vezes que nos dizem "depois dás-me uma consulta grátis" não íamos receber dinheiro nunca das consultas;
-Se vais para Nutrição é porque és obcecada com o corpo, não há outra razão;
-Tens de explicar às pessoas que não engordamos "com o ar" nem a "beber só água";
-Estão sempre à espera que saibas as calorias até de uma fita-cola, se preciso;
-"Vais comer isso? Não estás a estudar nutrição?" cada vez que comes alguma coisa;
-"Eu pensei que vocês só comiam saladas";
-Lidar com a palavra "nutricionismo";
-Dizerem que vamos ser dietistas;
-Perguntarem-te a toda a hora se "isto" engorda;
-Se vais para Nutrição é porque queres tratar de gordos. Só há gordos para tratar;
-"Eu sou muito saudável a comer" é o que dizem logo a seguir a dizeres que estudas nutrição. Como quando vês o teu dentista na rua e sorris sem mostrar os dentes não vás ter uma doença qualquer e ele querer, sei lá, tratá-la no meio da passadeira onde se cruzaram porque isso tem imensa lógica;
-Se estiveres a comer gelatina e alguém um iogurte natural dizem "eu podia ser mais nutricionista que tu";
-"Esse curso serve para quê?"
-"Isto faz mal? Posso comer?"

Que coisas é que têm de lidar nas vossas profissões/cursos que estudam? Por exemplo, uma professora minha deixou de dizer nos cabeleireiros qual era a sua profissão porque, sempre que dizia que era farmacêutica, toda a gente de lá - até os clientes - pediam-lhe conselhos sobre X medicamento ou receita. Já eu acho todas as de cima incrivelmente engraçadas, divirto-me sempre!

O que me faz feliz?


Aniversários. Tirar boas fotografias. Aquecer as mãos e o rabo à lareira. Dar a mão. Caminhadas. Dormir. Levantar-me cedo, a tempo de tomar pequeno-almoço. Os primeiros encontros. Férias. Ter um dia de preguiça. Explorar parques naturais e florestas. Fazer um bebé desconhecido sorrir ao olhar para mim. Fazer alguém sorrir genuinamente. Aperceber-me quando alguém me ama. Devolver esse amor para essa pessoa. O cheiro dos livros velhos e novos. Coleccionar fotografias em papel e dispo-las em casa. Rir com gosto. Chocolate quente. A sensação de te recompores depois de dias ou meses muito negros. O primeiro dia dos semestres. O último dia dos semestres. Fazer asneira e perceber que isso não é o fim do mundo. Banhos de espuma. Banhos de Sol. Ouvir o bater do coração de alguém especial. O som das ondas do mar. O som da chuva a bater na janela. Quando um coração partido se regenera. Decorar um espaço que gosto. Ter alguém de quem gosto à minha espera para sairmos juntos. Ver as cores de Outono. Cantar as minhas músicas favoritas em alto e bom som. A minha família. Amanhecer. Pôr-do-Sol. Pequenos-almoços na cama. Tardes de cinema caseiro. Sentir boas mudanças em mim. Sentir-me com mais bagagem, mais cultura. Os primeiros raios de Sol quentes da primavera e a primeira vez que visto uma t-shirt ou um top porque está calor. Perdoar as pessoas. Boas memórias. Ter uma cama quente à espera. Dormir com alguém que estimo. Sorrir todo o dia. Flutuar. Ver paisagens incríveis de pontos altos. Ter boas notas. Ter boas notas depois da desilusão de ter tido más notas. Ter professores inspiradores e inesquecíveis. Ler um poema que nos lê a alma por inteiro. Férias bem planeadas. Viagens de carro. Mudar os lençóis e sentir o cheiro a lavado. Sentir orgulho de mim ou de alguém que estimo. Aprender novas palavras estrangeiras e conhecer pessoas de outros países. Sentir-me confiante com a minha aparência e carácter. Não ter medo de tentar. Não me sentir de luto. Abraçar alguém especial. Dizer uma asneira no timing certo. Aperceber-me de quantos anos já vivi. Soprar velas nos bolos de aniversário. Ter dores de barriga de tanto rir. Receber beijinhos de borboleta. Beijos apaixonados. Sensação de conquista. Sentir que alguém confia em mim mais do que tudo. Poder confiar nessa pessoa da mesma forma. Pedir desculpa com sentido. Primeiros olhares e últimos olhares. Gelados. Conduzir. Ver desenhos animados. Ouvir Foster The People.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

INSTASPIRAÇÃO #1

Se não contarmos o blogger como uma rede social, sem dúvida que a minha favorita é o Instagram. Gosto de dar largas à criatividade e fotografar, sem pretensões profissionais e partilhar. Umas vezes o meu dia-a-dia, outras algo mais artístico. Mas a verdade é que, muitas vezes, é a cuscar o Instagram que me surgem ideias para fotos ou publicações no Bobby Pins. Hoje vou partilhar duas contas inspiradoras e talvez dê continuação, quem sabe, com contas portuguesinhas e tudo, que adoro em futuras publicações!


A Jessica Altieri também tem Tumblr e foi a partir daí que a descobri. As fotos transpiram Verão, praia, águas cristalinas e azuis e o calor. Sendo uma das minhas estações favoritas, é fantástico ver fotos incríveis que me fazem desejar estar em Agosto. Ver estas águas azuis e praias de fazer babar é um conforto na alma, mesmo quando tenho de estar enrolada numa manta em frente à lareira.


Elias Friedman é o culpado por alimentar o meu amor pelos cães. Todos sabem que não resisto a um cão babão e felpudo e as fotografias deliciosas desta conta conquistaram-me desde o primeiro click. The Dogist é um projecto que encontrei também no Tumblr e baseia-se em fotografias tiradas a cães que o fotógrafo vai encontrando em Nova Iorque. Na descrição inclui sempre a raça do cão e a sua idade, duas curiosidades que gosto sempre de estar a par. Os apanhados são fabulosos e cada vez que vejo uma nova publicação o meu amor cresce e cresce e cresce... Acho que também há para gatos. 

Estas são as minhas duas sugestões! Já conheciam?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

AMOR || Super Hiper Ideias para o Dia dos Namorados


É verdade, eu estou péssima na arte do amor neste momento, mas não podia deixar de dar sugestões diferentes aos meus pombinhos da blogosfera. Sendo uma data que, muitas vezes, é tratada como "devíamos celebrar todos os dias e bla, bla, bla", porque não tornar a data muito mais do que um simples dia dos "namorados"? Transcendam-se! 



Ninguém me tira a ideia de que a J.K. Rowling inspirou-se no traje académico para descrever os uniformes de Hogwarts. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

NUTRIÇÃO || Rótulos


Hoje venho falar-vos de algo que todos nós devíamos ter em atenção, quer estejamos a tentar perder, ganhar ou manter peso ou simplesmente a ser um gordichão desta vida: rótulos. Por duas razões bastante importantes sendo que a primeira é que se não souberem o que, na verdade, um rótulo quer dizer podem estar a levar um produto com a ilusão de uma coisa que não é e a segunda porque é a impressão digital daquilo que vão comer ou beber e isso é crucial. 

Aproveitando as férias!


Tenho aproveitado estas férias ao máximo para me desintoxicar. Durante o semestre aproveitei os trabalhos e frequências e concentrei-me de tal forma que este ano foi o ano em que entrei de férias mais cedo - 8 de Janeiro - e desde então que a regra é: se vais ficar em casa, ocupa-te mas se puderes, sai.

E tenho adorado andar de volta de tantas coisas. Os convites para almoços ou para passear são sempre muito bem vindos, rever aquelas pessoas que não vemos todos os dias a toda a hora, Instagramar à bruta e andar a encontrar contas novas deitadinha na minha cama enquanto como torradas e bebo chá, ver o máximo de filmes e séries que posso, organizar a minha viagem com calma, inspirar-me para o Bobby Pins evoluir cada vez mais e dedicar-me à família.

Parte-me o coração que a minha família esteja inevitavelmente posta de parte durante o semestre, especialmente quando há os almoços e tenho de sair mais cedo da mesa para ir estudar ou terminar um trabalho ou não aproveitar um jantar de aniversário de um dos membros porque a minha cabeça está a voar para as mil e uma coisas que tenho para fazer - e este semestre era mais um problema na minha cabeça a juntar ao baile - ou até nas férias do Natal em que queria dar a atenção toda do mundo ao João e brincar com ele, jogar videojogos e ver filmes e não podia porque tinha cadeirões para passar irrepreensivelmente. O meu pequenino amoroso acabava por ficar à secretária comigo, eu numa ponta, ele na outra, eu com um computador a ver slides de Patologia e ele no outro computador portátil a ver episódios do Doraemon que ia encontrando no youtube para ele se entreter porque queria ficar do meu lado, sossegadinho, a ver-me estudar na sua companhia, ou então fazendo desenhos. E cada vez que alguém entrava ali ele dizia "shhh, a nênê está a estudar". E, por muito adorável que seja, parte-me o coração não lhe dar atenção.

Por isso, família está na ordem do dia! Montes de fins de semana com o meu Pingu, tento ser eu a levá-lo à escolinha sempre que posso, vou sair às compras com a minha mãe e picá-la a comprar miminhos para si - por vezes ela esquece-se de ser vaidosa e consumista e eu adoro quando ela sai de uma loja com um saco para ela na mão, parece que brilha - ver séries com o meu pai e agora ando na demanda de encontrar uma receita de paella decente para cozinhar com a minha avó. Há um ano atrás eu estaria à procura da receita para ela fazer e eu babar mas agora, depois do desafio culinário que passei, estou decidida a ser eu a fazer e ela a dar o toque de avó que torna as comidas mágicas, certo? Então, estou mais que decidida. Mas, se perguntarem, fui eu que fiz tudo, para ficar com os louros da magia, combinado?

Isto faz-me sentir tão preenchida e feliz que as férias têm passado a correr. Eu sei que muita gente daqui ainda nem sequer de férias está e é um insulto dizer-lhes isto mas realmente eu precisava disto. De ter tempo livre e de ocupá-lo como quero. De estar a fazer coisas que me ponham o coração a brilhar. Mereço um pouco de desconto nos meus pensamentos tóxicos e tristes e tenho-os combatido com estas actividades todas. E não me podia sentir mais realizada nesse sentido. Deixem lá a miúda continuar assim!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015


Esta música nunca vai deixar de ser gira, gira, gira.

DE(CORAÇÃO) || Organizar uma agenda

Esta é a minha agenda, na sua edição original. Todas as fotos são da minha autoria, não as utilizem sem a minha autorização prévia, por favor

Tenho dois factores essenciais na altura de comprar uma agenda, que não dispenso por nada. O primeiro é que seja uma agenda anual e não uma escolar, ou seja, começa em Janeiro de 2015 e acaba em Dezembro de 2015 e não uma que começa em Agosto de 2015 e termina no início de Julho de 2016. É confuso para mim e aquela fase em que não tenho o mês de Julho dá cabo do meu sistema. O segundo factor é que tenha espaços para eu escrever que não apenas o espaço destinado a cada dia da semana.
Desde que comecei a dar uso real a uma agenda que tenho colocado lá muito mais do que aniversários e datas de testes. É lá que organizo muitas coisas do dia-a-dia que não sei onde colocaria por não fazerem sentido em mais nenhum lugar. 


MUNDO || Eu vou dar sempre o melhor de mim


Não gosto quando vejo pessoas a dizer "Não movas mundos e fundos por alguém que nem um passo se move por ti". Não, não está certo. Eu tenho de mover mundos e fundos, eu tenho de pegar fogo só para aquecer outra pessoa, eu tenho de cruzar oceanos. Eu tenho de me transcender pelos outros, mesmo que os outros não se transcendam por mim. Por uma única razão:

Eu não sou eles.

Eu não sou egoísta, eu não sei apenas receber sem dar. Eu não sei fazer chantagem comigo própria e acordar comigo mesma que só dou o melhor de mim se a outra pessoa também o der. Eu vou dar o melhor de mim sempre, eu vou fazer de mim o impossível sempre. Mesmo que a outra pessoa nunca o faça. Porque eu não sou a outra pessoa, porque eu não quero ser igual a alguém tão negra por dentro. Quem perde é ela.

Eu vou sair mais magoada do que nunca, mas magoa-me muito mais sentir que pisei os meus valores e a minha capacidade de amar por ser calculista. Não me importa o quão inocente possa parecer. O mundo precisa de pessoas mais bondosas, mais dispostas a darem o melhor de si. E, nesse sentido, eu sigo uma outra frase, que faz muito mais sentido que as de cima "Se não encontro, invento-me".

Se eu não encontro altruísmo e bondade nos outros, eu vou fazer de tudo para o ser. E, com sorte, alguém que teve o mesmo pensamento genial que eu encontrar-me-à. 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Adoro...


Quando pego no telemóvel e as mãos ainda não absorveram totalmente o creme e fico com o telemóvel a cheirar ao meu creme.

Depois fico feita tolinha com o ecrã próximo do nariz. Tola.

Nunca conseguiria ser médica


Há uns tempos, em Patologia, a nossa professora quis mostrar-nos um caso hospitalar que foi reportado com relatório e fotografias. Porém, como as fotografias eram bastante chocantes não obrigou quem não quisesse a ver, até porque nem era de urgência máxima para a cadeira e não estamos a tirar Medicina, ficando apenas um pequeno núcleo da minha turma (eu inclusive). 

Enquanto a professora passava as imagens de uma menina de 3 anos altamente desfigurada, apercebi-me que a minha inquietação ao ver as imagens não era o horror da desfiguração, do sangue ou das mazelas (em nada me impressionou ou chocou, eu aguento bem essas "imagens") mas sim algo que acabei por dizer em voz alta: "Os pais. Esta sensação de impotência ao verem a filha deles em tal estado e não a poderem proteger nem defender". 

Tal comentário fez com que a minha professora imediatamente olhasse para mim e sorrisse: "Aí está a prova de que você não poderia ser uma médica. Nunca, mas nunca pode pensar nos familiares. Tem de manter uma postura fria e sem qualquer ligação. Apesar de parecer o contrário, a partir do momento em que pensa nos familiares, perde a sua capacidade médica, que é aquilo que eles mais precisam. Eles não querem a sua compaixão, querem a sua competência. Amor e carinho eles já sabem dar. Tratar da doença dela é que eles não sabem fazer e contam consigo. Só tem de fazer o que está formada para fazer. Até ao último esforço".

O discurso dela fez-me pensar imenso. Faz todo o sentido. Não estou a seguir uma carreira em Medicina (nem lá perto) mas fez-me pensar, sem dúvida, que faz todo o sentido. Concordo com ela, não conseguiria ser médica. Não iria conseguir pôr o meu coração de lado. Não conseguiria ser uma Yang. As minhas emoções iriam, inevitavelmente, levar a melhor e eu não conseguiria apenas dar tudo do meu profissionalismo. Eu ia levar o meu coração comigo.

Não é o sangue, nem as feridas abertas, nem orgãos ou vísceras que me impressionam. É a fragilidade e a impotência. 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

MÚSICA || Dear Future Husband


Eu não consigo deixar de achar esta música adorável e um must, tão animada! Até vou deixar aqui a letra, who knows, o meu McDreamy poderá dar de caras com este blogue?

«Dear future husband
Here's a few things
You'll need to know if you wanna be
My one and only all my life

Take me on a date
I deserve a break
And don't forget the flowers every anniversary
'Cause if you'll treat me right
I'll be the perfect wife
Buying groceries
Buy-buying what you need (hey)

You got that 9 to 5
But, baby, so do I
So don't be thinking
I'll be home and baking apple pies
I never learned to cook
But I can fry the hook
Sing along with me
Sing-sing along with me (hey)

You got to know how to treat me like a lady
Even when I'm acting crazy
Tell me everything's alright

Dear future husband
Here's a few things you'll need to know
If you want to be
My one and only all my life
Dear future husband
If you wanna get that special loving
Tell me I'm beautiful each and every night

After every fight
Just apologize
And maybe then I'll let you try and rock my body right
Even if I was wrong
You know I'm never wrong
Why disagree?
Why, why disagree?

If you got to know how to treat me like a lady
Even when I'm acting crazy
Tell me everything's alright

Dear future husband
Here's a few things
You'll need to know if you want to be
My one and only all my life (hey, baby)
Dear future husband
Make time for me
Don't leave me lonely
And know we'll never see your family more than mine

I'll be sleeping on the left side of the bed (hey)
Open doors for me and you may get some kisses
Don't have a dirty mind
Just be a classy guy
Buy me a ring
Buy-buy me a ring, babe

If you got to know how to treat me like a lady
Even when I'm acting crazy
Tell me everything's alright

Dear future husband
Here's a few things
You'll need to know if you want to be
My one and only all my life
Dear future husband
If you wanna get that special loving
Tell me I'm beautiful each and every night

Future husband, better love me right

"Ser Balança"


Eu não ligo nada a signos, mas mostraram-me um artigo acerca de sete coisas incríveis acerca de ser Balança e fiquei com vontade (e vaidosa) de partilhar convosco. Há por aqui mais Balanças?

"1. Evitam conflitos
A maior parte das pessoas balança apelam à harmonia e à paz. Detestam conflitos embora, se não o conseguirem evitar, resistam muito bem nessas situações. Não gostam de discussões e evitam o assunto, se possível.

2. São muito charmosos
Os Balanças são bastante charmosos. A maior parte das pessoas nutre carinho por eles, gostam da sua personalidade carismática, tanto em locais de trabalho como com os amigos, fora de horas. Ajudam os outros a relaxar e a aproveitar cada vez melhor a vida. É bastante frequente ouvirmos dizer que gostam de estar na companhia de quem tem este signo.

3. Têm tendência para ser optimistas
Os Balanças são espectaculares a olharem para o lado positivo da vida. São excelentes ajudantes para quem não vê os dias tão claros. Conseguem lutar contra um espírito negativo e esperam sempre o melhor de todas as coisas. Uma das qualidades que os outros mais valorizam.

4. Não são drama-queen
Tipicamente, um Balança não é drama-queen. Fazem de tudo para evitar um drama e são pouco tolerantes para quem os cria. Se têm algum problema a tratar, preferem minimizá-lo do que criar uma tempestade sobre o assunto.

5. Têm um espírito aventureiro
Não são, de todo, aborrecidos, tendo com eles um espírito de aventura inigualável. Adoram novas coisas, locais, experiências. São grandes amantes de viagens e corajosos a provar novas comidas. Com um Balança por perto, há sempre algo para fazer e nunca há falta de ideias.

6. São muito espirituosos
Uma qualidade muito rara. Por espirituosos, referimo-nos a alguém muito inteligente a fazer humor. Conseguem ter a piada perfeita para qualquer situação, ou dar respostas hilariantes sem que percam a postura e a elegância. É aqui que eles verdadeiramente revelam o seu poder de inteligência. Algo raro em muitas pessoas.

7. São ambiciosos
Não terás uma Balança que fica à espera de resultados sentada, ou a olhar a vida enquanto ela passa. São pessoas com sonhos e ambição suficiente para os concretizar. Querem sempre ir mais longe e trabalham duro para lá chegar. São muito esforçados para atingir o sucesso e nunca aceitam menos que o esforço que colocaram na tarefa."