sábado, 31 de janeiro de 2015

FAMÍLIA || Refeições


Uma das coisas que mais aprecio na minha família é o facto de fazermos todas as refeições que podermos sempre juntos. Eu só há pouco tempo atrás me apercebi do quanto isto não acontece em algumas famílias e fiquei em choque. As divergências horárias, falta de hábito, enfim, são tudo razões. Mas isso fez com que apreciasse ainda mais este nosso hábito de jantarmos juntos, de televisão desligada a conversar abertamente.

Acho que é por isso que tenho tanto gosto em estar à mesa, nunca tenho pressa para sair, mesmo quando estou a almoçar com outras pessoas. E é também por isso que como super devagar. Há sempre algo incrível para se partilhar à mesa. Quer dizer, falar de coisas incríveis enquanto se come comida incrível, isto é uma dádiva de Deus que devíamos apreciar e encorajar muito mais não? Ou sou só eu que sou gulosa e tagarela?

Oh, pronto...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Devia constar nos direitos do condutor!


Acho que todos nós, condutores, merecíamos ter acesso a este sinal cada vez que algum espertinho se lembra de refilar com a nossa condução, certo?

FOTOGRAFIA || PRYNT


Num mundo cada vez mais instantâneo onde as típicas polaroids voltam ao grito da moda em novos modelos, formatos e cores, esta recente invenção não me surpreende mas sei que não vai passar despercebida. PRYNT é um dispositivo que nos permite encaixar no telemóvel, tal e qual uma capa e através dela imprimir de forma imediata qualquer foto que tiremos com o telemóvel. Não há nada mais simples.

A PRYNT permite ainda gravar vídeos, não precisa de tinteiro (apenas do típico papel fotográfico que é utilizado, por exemplo, nas Instax), não necessita de wi-fi, bluetooth e tem bateria própria, permitindo que não gastes a bateria do teu próprio telemóvel durante as impressões. Consegue ainda tornar as fotografias impressas em vídeos, basta fazer scan com o telemóvel sobre a fotografia impressa e ela começa a reproduzir o vídeo, como se fosse uma foto vinda do mundo Harry Potter.

O lançamento está para breve ao preço de 99 dolares com papel fotográfico já incluído. Há ainda uma app disponível para fazeres outras encomendas e é compatível para Iphone 5, 6, 6 plus e ainda Samsung Galaxy S4 e S5. 

As capas são bem mais pequenas do que imaginava, bem giras e arrisco-me a dizer, mais práticas que uma Instax, com a possibilidade de escolher imensas cores e feitios. Acho que este é o futuro mais risonho para a fotografia instantânea e que esta "capa" será pioneira de muitas outras invenções que estarão a estoirar em 2015.

Se chorasse dinheiro, a azul não me escapava. Ou a amarela. Ou a verde. São todas giraças.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

EVENTOS || Assaltos de Carnaval


A primeira vez que disse que ia a um assalto de Carnaval a alguém que não era de Torres, olharam horrorizados para mim. Disseram que pensavam que era um gang organizado de palhaços que assaltava pessoas na altura de Carnaval. E eu não podia achar a ideia mais cómica.

Mas não, não vamos falar desse tipo de assaltos. Os assaltos de Carnaval são conhecidos em Torres Vedras por serem um aquecimento ao verdadeiro Carnaval, na data conhecida por todos. Umas semanas antes do começo do Carnaval, os fins de semana começam a ser preenchidos nos locais de lazer por música típica carnavaleira, decoração e todo o espírito começa a entrar nos nossos poros de forma insidiosa.

A maior parte não se mascara totalmente ou é muito discreta. Uns adereços, uma máscara que facilmente pode ser transformada numa roupa civil, uma maquilhagem de gato ou um animal qualquer e estão prontos. Sinceramente, quando vejo reportagens de outros carnavais e da forma como as pessoas vão mascaradas eu penso "Vocês não estão no Carnaval, vocês estão no assalto ao Carnaval! Que falta de entrega". Nós nunca nos elaboramos muito nos fatos porque queremos guardar isso para o Carnaval a sério ou então usamos fatos antigos de outros Carnavais e tornamo-los simples.

Esta altura é excelente porque tocam as músicas de sempre e, no meu caso, que entrei de férias mesmo no começo dos assaltos, é uma libertação stress e sentir-me contagiada pela alegria que ali vem. O pessoal reúne-se e mesmo que não combines nada, vais sempre encontrar alguém. É inspirador para os novos fatos, é um verdadeiro aquecimento e festa. E quanto mais perto do Carnaval estiver, mais powerful fica o assalto.

FAVORITOS || Janeiro



Primeiro que nada; Palminhas para a Inês porque não ando a falhar um único mês de favoritos! Acho que deviam ficar muito orgulhosos desse feito porque é sempre difícil escolher o que melhor me marcou este mês que foi infinito (não sentem que Janeiro está a equivaler ao ano de 2015 inteiro?!). Estes favoritos não estão a ser publicados em Fevereiro porque prevejo que não iria ter tempo nesse mês.

Este mês está cheínho e eu já desisti... Vou passar este "Favoritos do Mês" para "Gulodices do Mês". Já repararam que a maior parte é comida?! Pois é, este mês foi marcado pelas refeições sempre em boa companhia (3, 6, 9, 11, 13, 14) e já quase me esquecia de como era comer em casa (ups!). Foi também o mês dos passeios em que me recusei a ficar em casa a pasmar para a vida e para as tristezas e meti os pés a mexer.

Matar saudades de Sintra
Já vos falei da Quinta da Regaleira e foi incrível matar saudades da vila de Sintra que é única no mundo. Comi travesseiros até a minha barriguita explodir, sempre com chá de limão, como sempre os acompanhei.

Baunilhices da Body Shop
Isto remonta o Natal... Mas calma, não é um favorito renegado de Dezembro! Quando fui fazer as compras de Natal com a minha mãe, parámos pela Body Shop porque gostamos de nos babar para lá e cheirar todas as caixinhas maravilhosas. Ela acabou por querer comprar umas loções e a empregada disse que tinha a oportunidade de levar um pacote igual ao da fotografia como oferta, que ela ofereceu a mim. Mas só este mês é que o estreei. É um gel de banho e um creme corporal com cheiro a baunilha, o que me deixou apreensiva. Normalmente os cheiros de baunilha são enjoativos ou muito fortes, tipo pudins e não gosto nada mas este dá-me vontade de comer a pele porque faz-me lembrar o cheiro dos biscoitos. Ficou ao lado do outro que tenho da mesma colecção mas de côco, que trouxe (com muito amor) de Londres.

Pipocas doces E salgadas
Esta é uma tradição de vida; Desde a primeira vez que fui ao cinema que pedi pipocas doces e salgadas, e assim as como no cinema. Enjoo depressa de tanto doce e fico com "boca de velha" se só comer salgadas, portanto, adoro o sabor das duas misturadas mas nunca pude reproduzir esse prazer em casa. Significava ter de meter dois tipos de pipocas diferentes no microondas e era uma avalanche. Mas parecia que tinham pensado em mim e agora HÁ pipocas doces e salgadas para microondas! Não estão individualizadas, não é umas doces e outras salgadas como no cinema, o sabor está misturado e não vos sei explicar o quão bom é. Tem um doce característico de algodão doce e o salgado maravilhoso. Pode parecer a maior nojeira mas experimentem, é o melhor de sempre!

A minha resolução de 2015 de vento em popa!
Eu disse-vos que queria começar a coleccionar DVD's e que ia começar pela Disney. Estava altamente convencida que o Hércules ia conquistar o meu coração, mas o Hércules estava zangado comigo e não apareceu na prateleira. Eis senão quando a Mulan, numa edição especial, me consolou e aqueceu o meu coração. Foi, portanto, o 1º DVD da minha colecção e adorei de morte ver o filme que tanto me encantou em miúda (e ainda encanta!). Ela é a minha heroína favorita, sempre adorei a banda sonora e o Mucho é o meu animal espiritual. Tudo isto mais um cd com conteúdos extra e documentários bem giros que há 10 anos atrás não acharia tanta piada.

Pulseira rendilhada
Eu tenho pulso de recém nascido. Qualquer pessoa dá-lhe a volta e toca com as pontas do dedos, ou mais. E por isso, desisti de pulseiras porque me ficam a nadar, fogem ou não dão jeito nenhum. E os relógios resistem porque faço 15 buracos. Mas quando vi esta pulseirinha, apaixonei-me e rezei aos santinhos que fosse apertada. Talvez na maior parte dos vossos pulsos não sirva mas a mim, está à medida, como se fosse feita para mim. É delicada e parece feita de renda, é um verdadeiro amor e muito discreta, como eu gosto.

Os meus amigos estão a ficar finalistas
A parte chata de ter 4 anos de curso é veres os teus amigos de sempre a serem finalistas antes de ti porque têm 3 anos. Mas ainda mais incrível é quando me dão uma fita inteira para mim, com a mesma cor que o meu curso tem e são os meus amigos de sempre, do Secundário. Tive medo que os cursos, universidades e cidades diferentes nos afastassem (sem ou por querer). É inevitável a falta de contacto, mas soube escolhê-los a dedo e ainda hoje contamos uns com os outros com a mesma confiança de há 3 anos atrás e isso não tem preço. Difícil, difícil vai ser incorporar tantas memórias numa fita só.

Fiz um amigo
Num destes almoços fui parar ao Parque de Toledo, sem nada previsto. O parque é lindo, a vista é incrível e tem uma história da Branca de Neve ao longo do percurso. Foi onde encontrei este gamo dócil e muito bem tratado que me deixou fazer festinhas e quis lamber-me as mãos todas.

FÉRIAS
O início de Janeiro é sempre marcado por uma ansiedade enorme de avaliações. Últimos remates de apontamentos, revisões, noites mal dormidas. Ir à Faculdade depois de semanas sem lá pôr os pés e stress. Mas este ano foi feito com tranquilidade e há o reverso da moeda: o meio e final de Janeiro que marcam as férias académicas e o descanso dos livros e cadernos. Foi também o mês que marcou os primeiros professores de Faculdade de quem eu vou sentir saudades (até então, só tinha saudades de alguns dos meus professores de Secundário). Eles foram incríveis.

A decoração já está aqui
Não há nada mais mágico para uma foliona assumida do que sair de casa e ver as bandeirolas do Carnaval nas ruas em rosa, azul e verde. É o aviso. Estou a chegar, prepara-te. A playlist de Carnaval já está a tocar e a cidade ganhou a magia de sempre. Gostava era de estar mais inspirada para os fatos de Carnaval...

Presentes de Natal
No que depender das minhas amigas, somos o mais atrasado possível a dar presentes de Natal. Eu recebi esta claquete em Janeiro e quase que lhe ofereci o kit do Carnaval no dia dos Namorados (eu gosto de competir com o namorado dela que, por sinal, é um grande amigo meu, eu sou assim, na ousadia). Na claquete já estava tudo escrito por ela e achei  maior amor. Nenhuma das palavrinhas está ali por acaso e apanhei a mensagem. Sê feliz miúda. Vou ser!!!

Por último, as músicas que mais me encantaram em Janeiro:


E foi o que tentei ser, nestes dias todos de Janeiro. Uns mais bem sucedidos que outros mas no fim, o esforço vale. Nem que seja pela gulodice toda que comi. Qual é o vosso favorito daqui? E qual foi o vosso favorito de Janeiro? Contem-me tudo!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Pensamentos ilimitados


«És uma pessoa de pensamentos ilimitados. Eu tenho a sensação de que se fosse a um qualquer lugar contigo tu ias tecer determinados comentários mas se lá voltássemos no segundo a seguir, o percurso e os comentários não iam ser iguais e o resultado seria totalmente diferente. Porque o factor mais intrigante, que é a tua cabeça, ia sempre ter algo novo para dizer. E isso é altamente curioso.»

Um dos elogios mais originais que já recebi.

FILMES || The Imitation Game

Eu ando a BOMBAR nas sugestões!

Confiante de que daqui vai sair um Original Score ou Best Picture, eu pelo menos gostaria que sim com este filme. Pelo que acabei de escrever parece-me mais que óbvio que gostei.

Estamos em pleno romper da II Guerra Mundial e Inglaterra tem em seu poder um engenho alemão a partir do qual é possível decifrar as mensagens encriptadas alemãs, de seu nome Enigma. O problema é que existe uma configuração diária para a máquina e à meia-noite, todos os dias, essa configuração sofre rearranjo para outra completamente diferente o que dá a qualquer mente brilhante exactas 18 horas desde a primeira mensagem da manhã para descobrir qual a configuração do Enigma antes que ela volte a desconfigurar.

Alan Turing é um matemático brilhante que sabe que tal jogo não pode ser feito por cabeças humanas. Seria longo e impossível e sabe que só uma máquina pode vencer outra máquina daquele calibre. Decide então criar Christopher, uma máquina que decifra a configuração actual do Enigma de forma a que eles a possam utilizar para ler, finalmente, as mensagens captadas aos alemães através de banais frequências de rádio. Porém a máquina não é inicialmente aceite pelos seus colegas de trabalho nem o seu superior e tudo indica que o mais provável é ser um projecto falhado.

Lutando para conseguir seguir em frente com a sua ideia, Alan debate-se ainda com outro problema, ao qual não consegue escapar: a sua orientação sexual, considerada ilegal na época. Existem desconfianças e Alan não sabe até quando vai poder manter o seu segredo.

E... por falar em segredos, um espião anda a partilhar informação para os Soviéticos. Quem será o espião?

O filme está delicioso, a prestação dos actores maravilhosa, acho que ele faz um bom duelo para Eddie neste Óscar de Melhor Actor (ainda que ache que o Eddie leva a melhor, I'm sorry). Uma história fantástica e que nos encanta na História, um filme que não podem deixar de ver. Eu pessoalmente fiquei ainda mais curiosa porque já tinha ouvido falar nesta grande cabeça, em conversa com o meu pai (grande amante de história) que me falou da sua importância e do quanto ele foi pioneiro no mundo dos computadores - talvez sem ele não estariam a ler o meu post -. Alan acaba por cometer suicídio comendo uma maçã com cianeto. Até há o rumor de que Steve Jobs deu o grande nome da empresa "Apple" em homenagem a Turing. 

Nem sempre a normalidade é o caminho para o brilhantismo.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

LIVROS || Eleanor & Park


Este livro tem a receita mais que certa para uma verdadeira história de amor de adolescentes: dois jovens inadaptados, diferentes de tudo o que encaixa num padrão de popularidade e que através da música e da banda desenhada se apaixonam um pelo outro, contra toda a opinião escolar. Ele diz que a ama vezes sem conta, ela não acredita nos "para sempre" e diz-lhe que algum dia vai acabar. E a receita estaria pronta.

Mas Eleanor & Park fala sobre assuntos muito mais fortes do que um amor teen. Fala sobre famílias problemáticas e o amor sem preconceitos. Sobre bullying e violência doméstica. Sobre coragem e esperança. Não é, portanto, um conto de fadas cor-de-rosa.

Mas é isso que nos aquece na história. Entre todo o desenrolar, entre todos os conflitos que nos deixam de coração em riste, há um amor jovem, quentinho e sexy a começar entre uma rapariga que nos faz lembrar a Mérida do filme Brave, com roupas esquisitas e um rapaz coreano e amoroso que é um amante fervoroso da sua música e da sua BD. Dentro de todo o furacão, ao longo da história, este romance tímido que cresce faz-nos esquecer por segundos de que eles não são meros adolescentes e vivemos todas as peripécias dos sentimentos deles como se fosse algo bem simples - tal como eles se sentem quando estão juntos -.

Os capítulos são curtos e de dois narradores. É incrível porque sabemos o que se passa na cabeça de cada um através da narrativa, mas é ainda mais soberbo que Rainbow consiga passar para nós a completa noção de que nenhum deles tem certezas sobre o que o outro pensará realmente de si, especialmente em situações comprometedoras. Um pouco do que nós em vida real realíssima passamos de vez em quando: "O que será que ele está a pensar de mim depois de x?". A linguagem é muito jovem, como se estivéssemos mesmo a ler todos os pensamentos dos dois como um fio conector e o que torna a leitura leve e sem falhas de informação.

Fiquei apaixonada pela sensibilidade de Park e uma revolta dentro de mim cresceu sobre o padrasto de Eleanor - eu nem conseguia ler bem as passagens de tão incomodada que ficava -. Algo na mãe de Eleanor me inquieta e não me deixou, de todo, com pena ou com vontade de me envolver com a personagem. Revoltava-me de uma forma diferente do padrasto mas não conseguia ficar indiferente.

É um livro que, tal como a música que eles ouvem, fica na nossa cabeça, mesmo quando fazia pausas na leitura.  Fez-me rir imensas vezes, fez-me ter vontade de entrar no capítulo e agir. Fez-me reflectir sobre muitas coisas, sobre o poder de uma família, o poder de termos alguém que nos ama de alma e coração e o poder da esperança. De acreditar que, por vezes, os para sempre parecem irreais, pirosos e lamechas mas que, para sempre pode muito bem ser já amanhã. Com um postal de correio a dar sinal.

Autora: Rainbow Rowell
Número de páginas: 320
Disponível na WOOK (ao comprares este livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

NUTRIÇÃO || Eu não queria estar na pele do leite...

Vejam o vídeo e vão perceber o sentido de o colocar aqui

Pobrezinho, de tão maltratado que está! A Kiara deixou-me uma pergunta no blog sobre toda a escandaleira do leite e eu só me lembrei que há precisamente um ano, a minha turma inteira fazia a mesma questão a todos os professores. A maior parte era unânime e rápida na resposta, mas houve uma professora que se riu e disse "E vocês? Qual é a vossa opinião, futuros nutricionistas?" e nós ficámos a olhar uns para os outros feitos Tarzans a falar com a Jane até ficarmos confortáveis e cada um dizer a sua opinião. Na aula seguinte tínhamos uma catrefada de artigos e estudos sobre a mesa, uma palestra gravada para assistirmos e ainda um trabalho para apresentar. Mas vamos lá então esmiuçar o assunto...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

PASSAPORTE || Quinta da Regaleira


É o clássico dos clássicos de Sintra e, ainda assim, nunca lá tinha ido. E o Palácio teve Pena de mim porque sabia lá eu o que estava a perder.

A Quinta da Regaleira é um parque de diversões para aventureiros. Fim. É a melhor descrição que posso dar para uns dos passeios mais giros que já fiz. O verde que predomina em todos os cantos, os caminhos, o cheiro característico das plantas, o azul do céu - foi uma sorte ver a Quinta com um tempo e um Sol fabulosos - e o som sempre de um riacho por perto tornavam o sítio o mais conto de fadas possível. A cada passo que dava, novos caminhos apareciam, grutas para explorar com lagos, torres com vistas incríveis e escadinhas tão íngremes e apertadinhas que pensava que a qualquer momento o pé ia falhar e lá ia a Inês pela torre abaixo rumo ao galheiro mais próximo.

A maior parte das grutas era tão escura que ou ligava o telemóvel para poder ver onde andava, ou tinha de esticar as mãos e rezar para não bater com a testa. Isto até ver umas "luzes ao fundo do túnel" e lá encontrávamos mais algum sítio novo para explorar e novos caminhos.

Pontes de pedra, o caminho tão famoso de rochas que atravessamos em frente à cascata, os túneis que parecem saídos de um filme de um templo do Indiana Jones e para onde, se olhamos para cima, vemos verde e azul. Para mim fez-me lembrar o formigueiro de Uma Vida de Insecto, com aquela árvore enorme.

Tudo parecia saído de um filme de princesas onde as varandas eram adornadas e elegantes e tudo tinha um propósito para existir, tornando o sítio ainda mais único. Nunca vi um lugar assim. Senti-me um autêntico explorador do National Geographic a investigar uma selva qualquer perdida no mundo (de mocassins e malunfa, porque não estava à espera de ir visitar a Quinta).

Até a capela tem caminhos ocultos mas o que fez os meus olhos brilhar mais do que tudo foi a sala no Palacete que tinha as paredes repletas de livros. No chão havia uma pequena moldura em espelho que dava profundidade às paredes, parecendo que estávamos a flutuar numa sala cheia de livros. Senti-me como a Bela quando o Monstro lhe mostra a biblioteca dele e quis ficar ali para sempre.

O bilhete é 4 euros estudante e 8 euros normal e vale cada cêntimo até ao mais ínfimo detalhe. Eu estava lá tão cedo que foi incrível ver aquilo quase vazio, aproveitar bem o espaço sem gente, sem encontrões, sem esperas, sem "oh, eles vão tirar uma foto, não passes já" e aconselho-vos o mesmo. Aconselho-vos também a saberem que lá vão para não irem impreparados como eu, levem ténis e roupa confortável (mochila às costas). E saboreiem a vista. Recomendo de coração que visitem. Com amigos, com alguém local (que dá um jeitaço para te explicarem coisas giras sobre os sítios que estás a ver) ou com o namorado para romantizar todo o espaço que romântico já é... Mas visitem! Palavra de Inês!

domingo, 25 de janeiro de 2015

BOBBY PINS || Obrigada não chega, nunca chegará


«Querida Inês, já fiz alguns comentários aqui pelo blog mas este será diferente. Venho ao teu blog praticamente diariamente e digo-te, transmites uma força e motivação que provavelmente desconheces. A maneira como transpareces o que és aqui, com tudo o mais que podes ser e nunca iremos ler... A tua ambição e principalmente, dedicação a tudo, a maneira como pões tudo o que és em cada bocado que fazes e o facto de não desistires e ires à luta. Este semestre foi particularmente complicado e "ler-te" ajudou-me IMENSO. Divertes, abordas assuntos de maneiras giríssimas mas também sabes discuti-los e agarrar a tua opinião. Sabes aquela frase "Someday I want to inspire people and I want them to think of me so they won't give up?" Acredita, já o fazes :)
Continua!» 

Hoje quero perder todo o tempo do mundo para conseguir expressar o quanto este comentário e todos os outros que enviam com tanto carinho para o Bobby Pins, significam para mim. Ainda agora não sei se consigo dizer tudo o que quero de uma forma que soe coerente e completa. Mas sei que, quando li esta mensagem, desintegrei-me. Totalmente. E fiquei de olhos húmidos enquanto metia uma sopa a ferver. Que coisas da vida.

Mas não brinco quando digo que fiquei com o coração apertado e emocionado. Em tantos anos de blogosfera, nunca, mas nunca sonhei sequer que haveria algum dia em que iria inspirar alguém. Não me acho uma pessoa inspiradora, tenho imensas falhas e meto tantas vezes a pata na poça (aqui no blogue também) que fico sem saber o que dizer a todos os que me lêem, a todos os que deixam a sua opinião, a todos os que me visitam com tanto carinho e me fazem sentir em casa. É inimaginável para mim ter-vos desse lado a ler as minhas palavras, inimaginável para mim perceber o impacto que possam ter, inimaginável que me visitem para ler os meus disparates e opiniões, que valem o que valem. Mas é tão bom.

É acolhedor e mágico. É familiar, terno e bonito. É incrível e faz-me sentir a pessoa mais especial. E só tenho a agradecer, porque quando vocês me dizem estas coisas, como a de cima, eu sinto que ganho uma nova imagem de mim. E vou descobrindo coisas sobre mim própria que eu jamais saberia, jamais suporia. E agradeço por todos os segundos que perdem a clicar no meu blogue, por todos os meus leitores, sejam eles anónimos, comentadores, silenciosos ou alguém com quem se calhar falo todos os dias e nem imagino que venha cá dar uma espreitadela. Agradeço a todos. Agradeço que me inspirem de uma forma tão gigante. Vocês são uma inspiração, pelas ideias que publicam e que me fazem pensar, pelas vossas piadas, pelas vossas partilhas, desabafos, conselhos, opiniões. Sinto-me uma pessoa com mais bagagem, uma pessoa que, tal como o Bobby Pins, continua a evoluir, sinto-me cada vez mais com uma mente mais aberta a novas opiniões e desejosa de partilhá-las com vocês. Inspiram-me a ser uma mulher mais determinada, com mais vontade de saber e com mais coragem e orgulho em si própria. Vocês fazem o meu coração expandir como o Sol.

E fazem-me desintegrar com palavras doces e ficar de olhos iguais a um gelado a derreter-se. Porque isto é tão adorável, a vossa presença é tão especial que ter noção disso, não em carne e osso, mas de palavra a palavra, é arrebatador. Eu quero agradecer-vos mas não chega. Nunca chegará.

Não tenho qualquer previsão para o prazo de validade do Bobby Pins. Por agora, estou óptima aqui. Mas aconteça o que acontecer, eu levo este cantinho e a todos vocês no meu coração (no ventrículo que é feito de marshmallow).

sábado, 24 de janeiro de 2015

ISTO É TÃO INÊS || "E eu sou a princesa!"


A maior parte das minhas amizades de infância foram masculinas e mais velhas. As grandes figuras que marcam os meus tempos de dentes de leite são rapazes. As raparigas eram picuinhas comigo e um pouco maldosas, pelo que sempre acabei por crescer num núcleo de joelhos esfolados a descer skate na ravina, 4 anos mais velhos que eu. Ah, e o boné virado ao contrário na cabeça ou uma palmeira na franja.
Mas ainda assim nunca perdi aquela feminilidade típica de menina vaidosa. Adorava adereços, máscaras e vestidos, sapatos altos. Às vezes pergunto-me onde foi parar essa vaidozice toda. Adorava ser princesa.

Porém, tendo amigos rapazes, a maior parte gostava de fazer dos sofás trincheiras e tanques e brincar aos soldados zombie, usando a maquilhagem para fingir que tinham olhos esmurrados, sangue, dentes de vampiro... Enquanto eu usava sombras de cores horríveis e pintava os lábios.

Então eles diziam sempre "vamos brincar aos soldados zombies" e eu, toda animada e minúscula perto deles e das suas pistolas de água vazias gritava, entusiasmada "e eu sou a princesa!!!". E era isso que eu adorava neles. Por mais menininha e cor-de-rosa que fosse, eles acolhiam-me nas suas brincadeiras, protegiam-me e diziam "Sim, vamos brincar aos soldados zombies e a princesa", com toda a paciência e vontade do mundo, ao incluírem-me no mundo deles.

E lá andavam eles a disparar de um lado para o outro dos sofás enquanto eu tinha um poder qualquer que os curava a todos ou era salva de um rapto militar, saltando de um sofá para o outro. Adoro ver as fotografias dessas brincadeiras porque são eles todos sujos, todos borrados nos olhos e a fadinha cor-de-rosa delicada ali no meio, a abrilhantar a moldura de equipa. E a melhor parte? Ainda hoje me dou com eles e quando digo "Vamos almoçar?" eles respondem "E EU SOU A PRINCESA!"

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

AMOR || 8 coisas que aprendi


Não interpretem este post com tristeza, eu definitivamente acredito que há lições para se retirar de tudo. E eu vou aprendendo com todos os eventos que acontecem comigo.

1. O amor é um sentimento que tem de ser oferecido de livre e espontânea vontade
Por muito que queiramos, por muito que nos custe, por muito que rezemos aos deuseszinhos todos deste universo, não podemos forçar nem implorar que alguém cuide de nós, dê atenção ou sequer que nos ame. E por muito que custe aceitar isso, existe a outra face da moeda depois de enfrentarmos esta realidade: quão incrível é o amor verdadeiro por ser entregue de alma e coração, sem que o tenhamos de o exigir minuto a minuto. Tão bom, não é?

2. As pessoas podem mudar. Mas nós não podemos obrigá-las a mudar
É uma aflição quando vemos que alguém vai cometer um erro ao tomar determinada decisão, atitude, gesto. Porque sabemos perfeitamente no que vai resultar, porém, lembrem-se: a outra pessoa não sabe. E, por mais que digam que aquilo é uma parede dura com a qual vão bater com a testa, eles vão tentar. As pessoas podem mudar, podem evoluir, mas nós não somos donos dessa mudança nem comandos para quando ela tem de ser iniciada. Por muito que custe e por muito que saibamos que resultados estupendos sairiam dessa mudança, o mais importante - que é a pessoa que estimamos - não está para isso. Respeitem e sigam a vossa vida.

3. Tu não tens de fazer o trabalho todo sozinha/o
O amor é um barco que precisa dos dois para remar. Precisa de empenho a dois, atenção a dois, afecto a dois, esforços, surpresas, declarações, macaquices a dois. Caso contrário, vai morrer. Não podes ser só tu a remar porque, por muito que aches que estás a ir a algum lado, a verdade é que o teu barco andou às voltas mas continua no mesmo lugar. Sem parceiro, não andam nem vão longe. E precisas de ajuda.

4. Não percas quem tu és por uma relação
Esta foi a que mais me custou recuperar. É óbvio que as nossas relações são uma prioridade, mas não podemos fazer delas um consumo extremo, a tal ponto prioritário que perdemos a nossa essência, interesse, personalidade. Se não gostamos, não gostamos e não vale a pena fingirem que não viram ou tentarem amenizar as coisas: vai acabar por voltar porque, por muito que tentem apagar-se para a outra pessoa brilhar, a vossa consciência vai acabar por querer partir-lhe a lâmpada toda para a vossa nunca mais se apagar. Lembrem-se que quem não vos ajuda a brilhar da mesma forma que vocês ajudam, não merece o fósforo.

5. O que queres e o que não queres
Uma das coisas que ficou mais consciente em mim própria é o que quero e não quero. O que eu procuro e o que não aceito. Quais são os meus limites, o que é que eu gosto e não gosto. E isso é muito importante. Erros que se minimizam, o nosso valor próprio que retorna para nós. Não precisamos ser mandões e querer tudo à nossa maneira mas entender o que raio queremos dos outros e da vida é meio caminho andado para que a vossa relação com os outros (seja que tipo de relação for) seja muito mais saudável e feliz. E, se possível, duradoura. 

6. Ouve o teu instinto
Nós temo-lo. Nós sabemos quando algo está a escapar, a falhar. E é pura ciência. Nós lemos a linguagem corporal dos outros de forma indirecta, sem que sejamos peritos. Nós sabemos. Então, não fechem os olhos para isso. Tentem perceber o que se passa para se sentirem assim. E, mais importante: saibam distinguir instintos da insegurança. Porque a insegurança pode levar a desconfiança e a situações de descontrolo e muitas chatices. E o instinto pode ser bom, mau, mas existe. Oiçam-no.

7. É bonito dizer, fazer é difícil
Aquilo que mais recebemos dos outros numa relação são conselhos. Toda a gente tem uma opinião, toda a gente tem um elogio, uma crítica, uma atenção a fazer, para o bem e para o mal. Todos o fazemos, até eu. E uma coisa que me apercebo é que é sempre fácil, cá fora. É sempre fácil meter um ponto final, é sempre fácil meter os pontos nos i's, é sempre fácil agir. Sempre. E talvez o seja, mas quando estamos no olho do furacão, há tantos sentimentos controversos, tantas decisões complexas, tantas decisões para tomar que o simples se torna num esforço de Hércules. Aprendi a ser mais paciente com os conselhos que dou aos outros (se mo pedirem sequer, não gosto de opinar sobre as camas dos outros) e aprendi a ensinar os outros a serem mais pacientes com os conselhos que dão. 

8. Tempo
Há uns tempos fiz um post a perguntar como se cura um coração partido. Com tempo. Eu não tenho o meu curado ainda, de longe, mas aos poucos vou ficando cada vez melhor, mais feliz, sentindo-me bonita e contente com a pessoa que sou. Livrem-se da culpa porque (tenhamo-la ou não, de todo) não vale a pena porque está terminado e consumado. Guardem as vossas boas memórias com calor no coração em vez de mágoa do que depois aconteceu. Desliguem-se dos "Se eu fizesse, se eu dissesse". Coloquem tudo isso numa caixa onde a podem consultar mas não querem e deixem o tempo fazer magia. E por tempo eu não digo ficarem deitadas no sofá a suspirar que a vida é injusta (por muito que haja dias que dá mesmo vontade). Façam coisas, distraiam-se. Aceitem todos os convites que puderem para irem almoçar, cinema, passeios e quando a vossa carteira travar-vos, dancem, procurem artistas novos, vejam séries, falem com amigos. Lembrem-se que eles também não sabem como hão de lidar com a situação. Será que tu queres falar? Queres desabafar? Queres simplesmente não falar sobre nada? Ajuda-os a ajudarem-te e procura tudo o que te põe um sorriso na cara, nem que seja 5 min. 

Porque esse tempo pode parecer imenso mas já viram o pequeno avanço que leva mais 5 min. por dia? Sim, é possível curar um coração partido. Com confiança, força e apoio. A parte incrível dos corações emocionais é que se regeneram. E que maravilha seria se essa capacidade se transportasse para a medicina e para os corações normais, que estão a bater neste momento.

FACULDADE || 1º Semestre do 3º ano de Ciências da Nutrição


Aqui vos trago mais um semestre da minha licenciatura. Antes de me debruçar sobre as cadeiras, devo dizer que este foi o 1º semestre mais fácil até agora e tal não me surpreende. No 1º ano há sempre o susto de sermos caloiros, o 2º já tinha toda a gente a dizer-me que era o pior (e confirmo) mas este 1º semestre de 3º ano foi muito mais tranquilo. E agradeço que tenha sido porque, com todas as coisas que me aconteceram, mal seria de mim se tivesse tido um semestre como o do ano passado. Estaria um caco pior.


ISTO É TÃO INÊS || Flores


Bem sei que a maior parte da sociedade feminina não gosta de receber flores. Acham o gesto vulgar, desnecessário ou já obsoleto. Que é um pedaço de planta que morre e que faz muito mais sentido ficar na terra (bom, isso tenho de concordar, pobre flor) e que há coisas muito mais úteis para oferecer. Mas tenho de deixar o meu coração de margarina entrar neste post e deixá-lo falar: eu acho que é dos gestos mais adoráveis que me poderiam fazer.

Já não acho que o acto seja vulgar, muito pelo contrário. Acho que os homens ficaram tão traumatizados por as mulheres dizerem que é um gesto vulgar que agora têm medo de oferecer, julgando que as estão a ofender ou preferindo dar apenas uma, de forma muito informal, sem intenções muito demarcadas para não assustar a sua musa. E por isso mesmo, acho raro os rapazes que se arriscam a oferecer flores, para meu azar, que ia adorar recebê-las.

Acho que as flores são lindas, delicadas e especiais. Acho que é um gesto tão singular e romântico que só pode ser feito para alguém com quem nutrimos os melhores sentimentos. Nenhum homem vai perder tempo ou dinheiro para dar flores a alguém com quem apenas se quer divertir. É um gesto cavalheiro e a visão de algo tão delicado só pode reflectir a forma como eles sabem que somos: belas, independentes e corajosas, mas delicadas.

A minha mãe, num date com o meu pai, a passear passou por uma casa que era super conhecida pelo seu jardim, pelas flores vistosas. Então o meu pai saltou o muro do jardim e foi buscar-lhe algumas flores. E ainda hoje ele oferece-lhe flores, sem motivo especial.

Eu ficaria derretida. De tal forma que iria esconder a cara, fingindo que as estava a cheirar. E acho que nunca ia desenterrar a cara de tão corada que ia ficar. Ups, rimei. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

FILMES || Grand Budapest Hotel


E quando a minha tia disse que este filme era "de desenhos animados mas real" eu não conseguia acreditar, até o ter começado a ver...


ISTO É TÃO INÊS || Mau humor?! Tu?!


Se recebesse 10 euros por cada vez que oiço tamanho choque, eu estaria de mau humor numa penthouse em Nova Iorque. Não há pessoa com um pior feitio que eu e quando eu digo isto faço de todos os defeitos combinação para este feitio tão complicado.
Não há pessoa que conheça melhor os meus defeitos do que eu. Tenho noção de cada um deles e dos seus limites. E também sei que tenho um mix dos mais complicados. Tenho mau humor matinal, daqueles em que o mínimo toque me deixa irritada, tenho pouca paciência para explicar coisas mais do que uma vez, sou ansiosa (muito, mas mesmo muito) por antecipação e isso faz com que me irrite com as coisas ou não preste atenção ao mundo. E quando fico aborrecida, amuo com facilidade. Difícil, certo? Eu concordo, por vezes não há pachorra para mim.

É por isso que quando me dizem "Tu?! Tens mau feitio?! Mau humor?! Não posso!" percebo logo que a pessoa não tem a mínima noção. E não gosto disso. Eu quero que me conheça quando sou um chewbacca. Eu quero que tenha de revirar os olhos e perguntar "porque é que Deus me obriga a aturar esta gaja?" eu quero. Eu não tenho um humor dos deuses e quero que a pessoa se aperceba com quem está a lidar antes que tenha um balde de água fria e perceba que eu não sou tirada do Circo Chen. 

The point is, eu não finjo nada quando conheço as outras pessoas. Eu não gosto de ser antipática ou rude para quem não conheço nem razões tenho para o ser. Eu gosto de ser palhacinha e por palhacinha refiro-me a tentar ver a vida no seu lado mais cómico e positivo possível. Gosto de rir sem medidas e gargalhar e gosto de dar a minha opinião com fervura no olhar. Sou interessada em muitas coisas e por vezes consigo ser pachorrenta com certas atitudes. Mas eu não sou um mar de rosas nem uma comediante em palco. E tenho manhãs horríveis, amuos e mau feitio. Eu faço beicinho.

Então, por muito alegre que seja, não assumam que tenho de estar sempre debaixo do holofote. Assim como todos temos dias de "Não me toca", eu também. Especialmente quando me aborrecem.

E nestes casos eu prefiro sempre que as pessoas conheçam o pior de mim. Desgrenhada, olhos semicerrados, grunhidos T-Rex e mau feitio. Para que reconheçam que as minhas qualidades, como em todo o comum mortal, não são vitalícias nem de durabilidade infinita.

Sou um bicho daninho. Mas quem cuida de mim quando assim o sou, tem a minha lealdade, confiança e afecto para o resto da vida. Seja quem for. 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

BOM GARFO || Honorato

 LISBOA

Este é um dos temas que mais gosto de falar aqui no Bobby (porque será?).
Não há coisa mais fabulosa que amigos que te tiram de casa, especialmente quando sabes que ficar em casa muito tempo começa a levar-nos a pensamentos tóxicos. E convites para almoçar eu estou sempre pronta para aceitar, especialmente quando ando na rota de descobrir os novos lugares de Lisboa para se comer e ter umas boas horas de conversa e gargalhada.

Já vos falei aqui da Hamburgueria do Bairro e hoje estreámo-nos no Honorato, cujo o conceito é também os hambúrgueres. Em muitas coisas eu posso destacar diferenças, em primeiro lugar, o facto de haver logo mesa, em comparação com a HB, que tivemos de esperar bastante tempo. O serviço também é mais simpático e atencioso e isso, para mim, ganha pontos a favor.

Toda a decoração é incrível e cómica, desde o menu afixado numa ardósia a giz, as mesas num estilo clean, o ar recolhido e caloroso do espaço, os espelhos que dão uma ilusão espacial maior, um quadro onde podem escrever ou afixar coisas e ainda muitas frases engraçadas espalhadas pelos dois andares.

Como podem ver pela foto, definitivamente não ficam a passar fome. Os hambúrgueres são fabulosos, com ingredientes super variados, a carne é saborosa e ainda temos este pratão de batatas com um molho incrível para ir paparicando. Tudo isto com uma bela coca-cola (ou cocktails que, segundo me disseram, fazem muito bem lá) e uma boa conversa, há melhor?

O preço por refeição penso que ronda os 10 euros (não muito mais que isso) e está mais que recomendado para quando estiverem com uma fome de leão em Lisboa. Fomos ao do Príncipe Real e atenção, que ele está bem escondido! O meu é o X-Bacon e o dele é o X-Tudo.

Já lá foram? Ficaram a salivar?
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R. da Palmeira, 1200-311
Lisboa
Contacto: 213 460 248

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

FOTOGRAFIA || Wheat Is Wheat Is Wheat

Iogurtes Tiffany & Co.

Peddy Mergui criou, na minha opinião, o um dos projectos mais interessantes de sempre, que nos deixam a pensar, acerca do poder que uma marca tem na decisão das nossas compras e produtos. Wheat Is Wheat Is Wheat

Sabemos que as marcas mais prestigiadas e caras têm um grande peso de mercado. Apple, Nike, Chanel, Prada, Ferrari e também as associamos a determinados produtos e à sua qualidade. Mas... E se estas mesmas marcas começassem a comercializar outros produtos? Como por exemplo... bens de supermercado? Como seria o design e embalagem?

E, um ponto mais curioso... Compravam só porque é da marca?

Fiquem aqui com mais uns exemplos


Esta é, definitivamente, a minha opinião sobre as 50 Sombras de Grey. Sem tirar nem pôr. 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

MUNDO || Nós somos o Universo


Gosto de pensar em cada um de nós como planetas. Antes que me considerem uma pessoa absurda, quero desenvolver esta minha ideia, tão minha e tão enraizada na minha mente há anos. 
Nunca estive no espaço, nem a maior parte de nós lá esteve mas já pudemos ver imagens incríveis do Universo. Da beleza do nosso planeta e dos outros e das coisas incríveis que estão por descobrir. Falam da Terra como "O Planeta Azul" mas sabemos perfeitamente que há muito mais no planeta onde habitamos do que oceanos azuis.

E é essa a mesma visão que tenho sobre nós. Que, com a distância que temos uns dos outros, vemos a sua superfície, abstracta, idílica e sem detalhe. Mas, quanto mais nos aproximamos, mais vamos conhecendo. Mais coisas vamos descobrindo e apercebemo-nos da imensidão. Quando olhamos para a Terra, vista do espaço, quase nem dá para acreditar que, dentro daquela esfera, se escondem milhões de pessoas, planícies, monumentos, ideias e artistas, rios e árvores e florestas. E o mesmo acontece connosco. 

Cada um de nós é um planeta que só verdadeiramente conhecemos quando nos atrevemos a explorar e a aproximar-nos dele. Alguns de superfície encantadora e convidativa, outros de atmosfera perigosa mas que incitam ao desejo de conhecer mais, uns mais distantes que os outros mas cruzamo-nos todos, a seu tempo, numa mudança de rota, num cruzamento de linhas, cada um percorrendo o caminho que lhe é destinado.

E se pensarmos que, sem a Terra não vivemos, pensemos também que em nós, enquanto planetas que somos, também temos como hospedeiro algo que, sem nós, a sua própria existência fica comprometida: os nossos valores, ideias e a nossa alma. Sem nós, não existem.

Pensem nisto da próxima vez que se sentirem perdidos e inúteis. Há alguém aí fora que está mais que desejoso por saber na palma da mão de que planeta vocês são feitos.

Foi. Tão. Bom :')


Hoje fiz imensos disparates e aos primeiros minutos de corrida tinha os brônquios a saltar pela boca. O meu miocárdio quase a desfalecer, os músculos da perna a cair e ainda consegui dar cabo do polegar.

Mas foi o primeiro dia de 2015 em que estive tão feliz que quase podia chorar de felicidade. Cada vez me encontro mais e, hoje, por mais asneiras que tenha feito e por mais velha de 80 anos que tenha parecido a correr, uma parte da Nês que me faltava abraçou-me. E a minha alma está a sorrir por dentro. Que saudades que eu tinha de ti, basquetebol. Fui a pessoa mais feliz do planeta por uma hora e meia. E isso, ninguém (eu repito: ninguém) vai poder tirar de mim.

domingo, 18 de janeiro de 2015

FILMES || The Theory Of Everything


Começou a minha jornada de assistir aos famosíssimos nomeados dos Óscares. E o primeiro que quero partilhar deixou-me de tal maneira arrebatada que não sei se terei palavras suficientes para o descrever. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

DESPORTO || As melhores razões para não desistires/começares a fazer exercício


1. Podes comprar aquela roupa fabulosa de ginásio e ténis a combinar
Num mundo blogosférico maioritariamente feminino, não podia deixar de incluir este ponto. Todas nós olhamos para as novas colecções de ténis e babamos para as cores e modelos. Portanto, se quiseres fazer com que 40-60 euros valham a pena, não uses só ténis da Nike para desfilar no Chiado e põe-te a mexer.

2. Não dá para pensares mais nada
E isso significa que a pressão do dia a dia, os testes, a discussão com o namorado ou a picardia com a amiga ficam "fora do ginásio". Sabe muito bem.

3. O não ter tempo é uma desculpa
Hoje em dia existem milhões de vídeos e aplicações com jornadas de exercícios rápidos (alguns nem 10 min.) portanto, cada vez que disseres que não podes porque não tens tempo, tens de estudar, tens de acabar o trabalho, a tese ou lavar o gato, pensa que aqueles 7 minutos em que estás a tentar arranjar desculpas e a pasmar podiam perfeitamente servir para mexeres um pouco o corpo. E antes 7 minutos do que nenhum.

4. Descobres novos objectivos e coisas em ti
Especialmente se estás em baixo ou numa época de stress, o desporto é uma das melhores coisas porque atingires um novo objectivo desportivo pode ajudar a renovar a tua confiança e a encarar alguns assuntos da tua vida de uma forma mais desafiadora e aventureira. Além do mais, descobres capacidades em ti que não imaginavas ter e uma nova força. Quem não adora, certo?

5. És mais organizada
O que significa que, sejas tu a pessoa que tira 1:30h para estar no ginásio ou 7 minutos por dia para mexer as pernas, tens de organizar o teu dia e o teu plano de horas. Tornas-te mais organizada e mais predisposta a fazer as coisas e acabar compromissos.

6. É para tremer mesmo e é para suar
Querias acabar um exercício enxugada e sem dores? Então mais vale ficares mesmo deitada no sofá porque o resultado é igual. Exercício é mesmo para o suor sair, para o cabelo ficar nojento, as bochechas rosadas. É para queimar e rasgar músculos, só assim evoluis. Enquanto encarares o desporto como uma princesa intocável, nunca irás atingir objectivos. Larga o vestido por meia hora, treina como uma verdadeira guerreira e volta a colocar as tiaras e brilhantes do fim. Simples.

7. É uma porta para conheceres pessoas novas
Evidentemente este ponto é mais fácil de concretizar quando não fazes exercício em casa mas, ainda assim, não deixa de ser possível. Acabas por, inevitavelmente, partilhar os teus treinos e objectivos e certamente irás de encontro com alguém que tem objectivos iguais ou muito semelhantes. Não só é uma motivação como também uma forma de conheceres pessoas diferentes.

8. Pára de encarar como um frete
És tu que escolhes a modalidade e os exercícios que queres mas não há desporto que não tenha, pelo menos, um exercício chato. Então pára de encarar como frete e castigo e começa a mudar a tua mentalidade. Desafia-te a correr mais depressa, a saltar mais alto, a conseguir fazer aquilo que ainda tens medo. Encara o desporto como uma aventura. Deixa o frete para as conversas de circunstância. Isto é por ti e só por ti.

9. Vais ter (mais tarde ou mais cedo) o corpo que queres
É quase certo que, quando fazemos desporto, acabamos por ter aquelas expectativas em relação a mudanças no nosso corpo. Mas a verdade é que elas demoram e devem ser encaradas com paciência. Não fiquem logo desiludidas na primeira semana ou primeiro mês. Avaliem que exercícios estão a fazer e apontem as vossas conquistas. E tenham consciência que uma pessoa que faz uma hora e meia de exercício e outra que faz sete minutos vai ter, inevitavelmente, resultados diferentes, para o bem e para o mal. Tudo depende da intensidade e empenho que colocam em cada tarefa. Mais tarde ou mais cedo, ainda que muito discretamente, eles aparecem. Ah! E a alimentação! Não estão à espera de ter um corpo lindo a fazer duas horas de exercício e a comer um Big Mac a seguir, pois não?

10. Aconteça o que acontecer, estás a fazer muito mais que a pessoa que está a gordichar no sofá
Sejam 7 minutos, sejam meia hora de caminhada, seja uma hora e meia, seja o que for. Hoje, fizeste mais que alguém que não fez nada e não desististe. E é a melhor razão para estares orgulhosa. Não desistas porque enquanto te mexes, centenas de milhares de pessoas invejam a tua determinação e querem ser como tu.

Bons treinos pessoal!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

WEB || 100 World Kisses


Gostava de fazer um texto com corpo para esta página de Facebook que vos quero partilhar mas a verdade é que as imagens valem mais que 20.000 textos que vos poderia apresentar. 100 World Kisses trata-se de um fotógrafo que apanha beijos em todas as partes do mundo e está no activo desde Julho de 2012. A originalidade dos beijos, das pessoas e dos locais é inspiradora e muito romântica, se o meu coração mole o permitir dizer. Com mais de um milhão de gostos esta é uma página que, se vocês não seguem, não são de todo corações de manteiga!

Deixo-vos aqui as minhas favoritas!

Jazz on!


Adoro quando o tempo está assim e vou à minha colectânea de vinil buscar artistas de Jazz para tocar. Inspira-me.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

TAG || O Meu Gosto Musical

Obrigada Jota, por me dares a conhecer o desafio!

1. Qual o teu estilo musical preferido?
Isso é tão complicado de responder, porque num minuto eu estou a ouvir as melhores obras de Chopin e a seguir estou a cantar o rap da minha vida sem me enganar numa letra. Tenho mente aberta nesta questão de estilos e é por isso que faço 30 mil playlists no Spotify, para organizar os gostos.

2. Qual o teu cantor ou banda preferido?
Bom, banda vocês estão carecas de saber, não é? Agora cantor é mais complicado porque não tenho um amor específico por uma personalidade a solo. Talvez a artista que mais oiça e mais me agrade passado este tempo todo seja a Yuna.

3. Qual o estilo musical que menos gostas?
Detesto Reggae. Detesto, não consigo achar a mínima piada. 

4. Uma música que te faz chorar.

5. Uma música que marcou um momento na tua vida.
Fix You - Coldplay

6. Qual é a música que andas a ouvir muito ultimamente?
Não sei se são adeptos de Suits mas eu adoro a música de abertura deles e é esse o hit que me tem acompanhado. Tem tanto ritmo e estilo! 

7. Três artistas que gostarias de ver ao vivo?
London Grammar, The Script e alt-J


8. A música que lembra a tua infância.
Todos os Clássicos da Disney fazem-me lembrar a infância. Ainda hoje sei as letras.

9. Uma música que melhora o teu humor.
Are You What You Want To Be? - Foster The People
Acho-a tão alegre, é impossível não melhorar o meu humor!

10. O teu filme favorito em música de banda sonora?
Qualquer filme que tenha como mentor de banda sonora Hans Zimmer já me conquista.

11. Que tipo de música gostas de ouvir quando estás triste?
Já vi muitas respostas a este desafio pseudo-suicidas mas a verdade é que eu não faço parte da população. Já fiz mas desde há muitos anos para cá a minha solução é meter música electrónica. O barulho e a confusão de sons faz com que não consiga pensar. É o meu anestésico de dor.


12. Em que momento ouves mais música?
Não gosto de ouvir música quando estou com outras pessoas, no sentido de estar de fones nos ouvidos, acho que é falta de educação por isso sempre que volto de autocarro para casa com o Sol a aquecer-me a cara e a música que quero, é o melhor dos momentos.

13. Que música gostas de cantar em voz alta?
Ai, tantas, mas gosto em especial de cantar a Chandelier em alta voz!

Adoro andar com as típicas UGG e de leggins por casa, são a minha real razão de viver como preguiça-lontra em casa.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Finalmente com tempo!


Lembram-se deste post? Não, não vos condeno se não se lembrarem mas também não foi esquecido por mim! Finalmente consegui ter um tempinho e espero ainda durante esta semana conseguir gravá-lo e prepará-lo, vai ser uma experiência divertida. Não sei se o vou conseguir editar lá muito bem mas espero que fique pronto o mais rápido possível para vos apresentar e receber o melhor feedback possível. Resta-me rezar que aquilo que tenho em mente consiga ser aplicável, ainda vou fazer uns pequenos testes para ver até que ponto isto é possível.

Enquanto isso, lembram-se das questões? E têm alguma questão de última hora? Têm a página lá de cima também. Se não tiverem, aproveitem para espreitar as questões a que me vão submeter a responder com voz de cana rachada. E obrigada :)

LIVROS || A Paixão de Emma



Se há coisa que mais me faz impressão é ver no armário um livro por ler. Lembro-me perfeitamente de ter recebido este livro e de o ter à partida, posto de lado, a começar porque o início não me prendeu e porque era um romance de época, que não me chama muito a atenção nas preferências literárias.
Mas, como estava a dizer, faz-me impressão ver um livro por ler e, sem mais nenhum ao alcance, lá me debrucei. E nunca me arrependo. Saio sempre mais rica depois de ler um livro.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Estás quase lá nês.


Devagar, devagarinho (que é uma música de Carnaval, mas não interessa agora) vou juntando os pequenos bocadinhos de mim e tornando-me na fiel Inês que eu tanto gosto de ser; Extrovertida, sem receios de dizer as minhas patetices e muito ambiciosa. A prova disso são também as minhas notas, que têm subido imenso, algumas até 3 valores e isso faz-me pensar que mais do que nunca a minha decisão foi incrivelmente bem tomada, que tive o meu direito a estar triste mas que vou-me erguendo aos poucos. Sei que sou mais delicada do que muitos me julgam, mas não consigo deixar que as derrotas me consumam e, portanto, sentir-me cada vez mais eu e conseguir estas pequenas vitórias tem-me feito tão bem que não sei explicar.
Ainda não está tudo nos eixos mas saber que caminho para lá com uma força só minha deixa-me com uma sensação de orgulho imensa. Quero-me da forma que sou mais do que nunca.

domingo, 11 de janeiro de 2015

FILMES || A Dama de Ferro


É certo que é um filme que já estreou há bastante tempo e que até já passou na televisão e tudo mas só tive oportunidade de o ver há pouco - ainda que estivesse morta de curiosidade para o ver desde que estava nos cartazes do cinema...

sábado, 10 de janeiro de 2015

AMOR || We Accept the Love We Think We Deserve


A primeira vez que li esta frase (em 2012, no livro The Perks of Being a Wallflower) tive uma interpretação da mesma um pouco diferente da que tenho hoje. A frase, por si só, é bastante explícita, sem necessidade de dezenas de entrelinhas mas inicialmente achava que estava ligado ao amor que eu ia querer para mim. Isto é, julguei que eu escolheria a pessoa para me amar que eu achasse que merecia ter.

Mas hoje já não penso da mesma forma. Acho que quando dizem que nós aceitamos o amor que pensamos merecer trata-se de decidir, com base em todos os gestos de amor que damos, quanta dor estamos dispostos a aceitar em proporção à quantidade de amor que vamos receber. É uma balança que avaliamos diariamente. Acho que tem muito mais a ver com o amar acima de todas as desilusões, tristezas e chatices do que propriamente quanto amor eu mereço receber. Não se trata de quanto amor eu mereço receber. Trata-se de quanta dor eu estou disposta a passar tendo em conta a quantidade de amor que posso vir a receber. Da mesma pessoa.

Vamos sempre magoar-nos no amor, é inevitável, mesmo que fiquemos com uma pessoa para sempre (utopia, mas prossigamos). Há coisas que nos moem e nos desiludem. Atitudes que a outra pessoa tem para connosco e que nos vão ferir, coisas chatas de se dizer, dias não. E aí é que está o ponto de reacção:

Quantos dias "não" pensas merecer em comparação com dias "sim"? Quantas lágrimas aceitas deitar em troca de sorrisos?

A verdade é que quando chegam dias mais "não" do que "sim", chegamos ao nosso limite. Não merecemos tanta dor para o amor que damos. E é aí que abrimos mão de um amor que não é o nosso. Porque não o merecemos. Não merecemos chorar mais do que sorrir. 

E é aí que eu penso que a frase é mágica. Porque a vida é tão real que acreditar que a pessoa será perfeita para nós para sempre, é incrivelmente estúpido e aborrecido. Mas aceitarmos passar tempestades por ela e aguentar o barco por só mais um dia de Sol, é um incrível ato de amor altruísta. 

A minha colecção de DVD's já está a crescer, e está a dar-me um enorme prazer pesquisar pelas prateleiras pelos Clássicos de sempre ou por alguns filmes favoritos que nunca cheguei a comprar. A estante já está mais composta e é fantástico tê-los ao alcance de um braço (o outro está ocupado a segurar o mega-balde de pipocas doces e salgadas!)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Aquele momento em que estou no Tumblr e encontro...



I know I’m still young and there’s a lot of time for things to happen, but sometimes I think there is something about me that’s wrong, that I’m not the kind of person anyone can fall in love with, and that I’ll always just be alone.

Vou começar a pensar que cão quero no meu T1. E ai dele que rabuje quando quiser ir correr para o parque.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015


Uma das coisas mais giras que já descobri pelo meu curso (no ano passado) é que podemos fazer despiste de drogas através... do cabelo. Mesmo que uma pessoa não tome um determinado fármaco, tóxico ou droga há um ou dois meses ou até mais, se tiver fios de cabelo mais antigos que esse tempo, é possível fazer um mapa dos seus consumos.

Não é fantástico? Os nossos vícios e marcas estão expostos para o mundo inteiro na forma de rabos de cavalo ou penteados. A não ser que sejamos carecas (ups!)

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

E ainda não acreditam que comigo aconteçam as coisas mais estranhas?


Pois contemos com esta também:

Fiz uma frequência sobre culinária hoje. Morreu a Chef Filipa Vacondeus.

Juro-vos que fico aparvalhada com cada coisa que acontece. Descanse em paz.

Actualização: e morreu durante a hora em que estava a fazer a frequência.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

CONTA-ME || A Leitora


Quando deu por si, ele já sabia todos os costumes e traços dela. Não era um facto a que ele estivesse propriamente atento, ou sequer propositado, não. Fluiu naturalmente, de tal forma que assustou-se quando deu por si a saber cada passo que ela daria a seguir.

Começou com a procura de um livro. Há muito que já não visitava bibliotecas, considerava-as até obsoletas e antiquadas. Tinha tudo à distância de um clique, de um toque, de uma pesquisa rápida. E, portanto, demorou muito mais do que esperava na sua procura interminável por um livro nas 18 estantes disponíveis da biblioteca (facto que ele jamais saberá, a não ser que faça uma pesquisa rápida no Google).

Sabia o título, nome de autor, editora e até as duas capas seleccionadas para duas edições diferentes. E quando finalmente o viu, sentiu um enorme desconforto por o livro certo estar nas mãos erradas. Certamente não eram as suas e praguejou por as bibliotecas terem tão poucos exemplares.

Podia comprá-lo, mas não o encontrava em lado algum e não queria mandar vir da internet porque precisava de sentir as páginas velhas a que uma edição antiga é brindada. Portanto, feito predador de capítulos e aventuras de papel, pegou num jornal desportivo de há três meses, sentou-se e aguardou que ela finalmente se cansasse e o pousasse. Valia a pena e rezou a todos os santos que ela não o levasse. Se o estava a ler na biblioteca, com certeza não o iria levar. Quem iria trocar o conforto de ler um livro no seu lar pelas mesas desconfortáveis de uma biblioteca?

Mas não foi nesse dia que pôde levar o livro, pois com ela o levou, o que o deixou ainda mais desconfortável. E por isso, esperou uns dias e voltou lá, para o buscar. E mais uma vez, ela estava sentada, na mesma mesa, a ler o mesmo livro. Fazia-lhe uma tremenda confusão a sua preferência pela biblioteca para ler um livro que, claramente ela havia requisitado. Como se lhe quisesse exibir que tinha chegado lá primeiro. E ele, obstinado, recolheu exactamente o mesmo jornal e esperou, não poupando olhares fulminantes à rapariga. Uma grande falta de consideração por um leitor desesperado como eu, pensou.

E tanto andou nesta dança do aguardar que reparou nos seus traços e manhas. Não lia sem apanhar o cabelo mas a madeixa esquerda teimava em cair-lhe nos olhos. Com muita paciência, ela voltava a colocá-la atrás da orelha, sem nunca se chatear. A cabeça sempre a pender para um dos lados e o indicador pronto para virar a página. Não humedecia o dedo, preferindo ir fechando o livro e abrindo-o na página certa. Umas vezes punha a mão no queixo para repousar a cabeça e outras encostava-se para trás. Ele desconfiava que eram nas partes mais emocionantes. Por vezes, ela mordia o lábio e ele tinha a certeza de que ela nunca iria dar por isso. E sempre que terminava de ler, fechava os olhos por uns segundos antes de os abrir e levantar-se lentamente, pousando o livro com um cuidado desmedido.

Depressa se apercebeu que começou a aparecer todos os dias na biblioteca, não para aguardar o livro mas para a observar. Em gestos tão simples e discretos que se sentia mal por a saber de cor sem ela sequer ter em conta. Sentia que não devia, que era pouco cortês e um pouco assustador. Mas irresistível. E a cada dia que lá ia e tomava conta da sua presença, era um dia mais acolhedor. Chegava a desejar que o enorme livro não terminasse, só para ter a certeza de que a poderia ver para sempre. Sabia mais detalhes dela do que ela própria alguma vez viria a descobrir.

E foi por isso mesmo que os seus pés gelaram quando se dirigiu, mais uma vez, para a biblioteca e não a contemplou. Procurou-a por todo o lado (até no bar vazio) e nem um sinal dela, da sua presença serena. Sentiu-se sem saber o que fazer. Já contava tanto com ela, sem a mesma saber, que já não sabia o que fazer, sentido que não a veria mais, sentindo-se perdido. Então, dirigiu-se à prateleira onde deveria estar o livro, da primeira vez que o procurou. E ali o encontrou, a lombada tal e qual se lembrava, mas sem as mãos esguias e magras dela. Rapidamente, retirou o livro da prateleira e observou-o. Um pequeno papel encontrava-se preso no interior do livro e uma chama quente inundou-lhe o peito de expectativa. Tinha a certeza de que era dela, mesmo sem reconhecer a letra ou o nome que lhe poderia estar associado. E, quando o leu, não conseguiu evitar que um sorriso lhe desenhasse os lábios e as bochechas corassem de vergonha.

"Da próxima vez, folheie as páginas do jornal, pelo menos. Boas leituras."



Todos os meses, no dia 5, irei tentar publicar um conto.

MUNDO || As pessoas mudam?


Não concordo, de todo, com a expressão: "as pessoas não mudam, revelam-se". Aliás, toda a ideia de que uma pessoa não muda deixa-me totalmente intrigada e atónita. A todos os que concordam com esta expressão, apenas deixo uma pergunta:

Tens os mesmos pensamentos e ideias de quando tinhas 16 anos? E se não os tens como pode a tua atitude ser a mesma com que tinhas aos 16?

Muitos podem responder que isso não é mudar mas... como não é? As experiências não nos mudam? Não nos transformam? Não nos marcam? Não nos ensinam? Se não mudássemos, como poderíamos aprender? Ensinar? 
Claro que existem mudanças! Chama-se a isso evoluir. A minha atitude para com as coisas, as pessoas, a vida em geral é um constante molde de experiências e memórias. Aprendo, erro e reconheço. Faz parte de nós assimilarmos as nossas atitudes para tudo o que fazemos e reflectir se foram as mais correctas. E, inevitavelmente, corrigi-las. Há coisas que despertavam em mim uma reação no passado que, hoje, já não despoletariam. Respostas que dava que agora não dou. Comportamentos que fazia sem pensar e que, agora, reflicto antes de os fazer. Faz parte.

É certo que há toda uma construção de carácter e personalidade que nos acompanha toda a vida, que nos dá uma imagem de marca e que não envelhece nem se transforma. Faz parte do que somos. Mas aquilo que fazemos a vida inteira tem uma inevitável consequência nas nossas acções e pensamentos. Melhora ou piora o nosso carácter. Aprimora ou destrói a nossa personalidade. Recorta-a ou completa-a.

"As pessoas não mudam, Inês", mudam. Aprendem e crescem. Cabe a cada um de nós decidir se as queremos à mesma quando evoluem. Mas isso é outra história.