quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2014 || TOP14 dos meus melhores momentos...


1. 

2. 
Aprendi a cozinhar

3. 
Carnaval


5. 
15 de Junho

6. 

7. 

8. 

9. 
28 de Agosto

10. 
A noite de Alter e a criação do épico Grupo D'Alter - Crato

11. 

12. 
Fiz o meu primeiro plano alimentar


(Apenas por ordem cronológica. Os assuntos daqui que eu cheguei a abordar no blog estão com um link directo)

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

2014 || TOP14 das músicas que saíram este ano


Lamento se vos desiludo com esta música no meu top com tantas outras fabulosas que estrearam mas esta música foi incrivelmente engraçada de se ouvir. Especialmente porque cada vez que ela passava na rádio ou num bar o meu grupo parava todo para conseguir dizer esta parte da música ( Con tu física y tu química también tu anatomía. La cerveza y el tequila y tu boca con la mía) da forma mais rápida e espanhola possível. Ainda hoje eu adoro dizer esta parte. Julguem-me e crucifiquem-me.

Apesar da péssima recepção que os Interpol receberam no Optimus Alive, eu curti a valer da banda e aquela música ficou-me na memória. Assim que eles lançaram a música em Outubro ficou em modo repeat.

Eu odeio rádio de música. Odeio. Odeio porque assim que descobrem uma música gira, esgotam-nos a paciência. Quando descobri esta música fiquem semanas encantada com ela. Com a doçura, com a guitarra, com a textura acústica. E depois cansei-me de ver fogo em todo o lado. Ainda assim, continuo a achá-la a coisa mais amorosa de sempre que casava-me com a pessoa que me cantasse com tamanha doçura uma música destas.

alt-J não me consegue desiludir e esta foi a minha música favorita do álbum. Gostava de os ver em 2015 no NOS Alive e se eles cantassem esta música ficava encantada desta vida e da outra.

Parece que foi há um milhão de anos que a Lana Del Rey lançou esta música mas não. Eu gostei imenso dela e do ar "badass" que transmite. Especialmente de conduzir ao som dela.

9. Galaxy
Descobri esta música através do Spotify e fiquei tão maravilhada. Tem uma pequena herança de Enya e é tão amorosa. É a típica música querida.

O meu amor pela família de cordas nunca vai acabar, seja o meu amado violino ou os intimidantes violoncelos que produzem uma sonoridade incrível. E esta versão com violoncelo a combinar com a letra e a voz genial, deixam-me encantada e tranquila.

O Ben tem uma coisa que há muito sinto falta nos Coldplay: a guitarrada. Calma ou efusiva, ele tem e isso é algo que faz a minha pele ficar arrepiada. Esta música é tão incrível que nem tenho palavras. Oiçam e cantei com ele. É outra coisa que sinto quando oiço Ben Howard: parece que podes cantar com ele sem que nada destoe. Por mais que cantes mal. E esta letra diz-me muito.

6. Chandelier
Não há palavras para descrever o quanto gostei desta música e do videoclip. Eu desconfio que um dia ainda vou explodir a tentar atingir os agudos destes refrões.

Eu gosto de música brasileira. Não estou a falar da brasileirada funk que eu oiço no Carnaval mas da boa música brasileira. Caetano Veloso, Adriana Calcanhoto. Há calor nas letras e no sotaque, há familiaridade e eu gosto disso. Descobrir a Banda do Mar este ano foi uma surpresa incrível e além de esta música ser do mais amorosa que pode haver, é gira que se farta e o sotaque dá o toque perfeito.

4. Oceans
Esta música deliciou-me desde o início, especialmente com aqueles sons tão específicos de quando estás a enviar os sinais marinhos. Faz-me pensar na profundeza do mar e em pontos de luz.

A guitarra a abrir, a voz inconfundível do Ben, a sonoridade, a letra, a tristeza típica. É impossível não amar esta música do início ao fim. Especialmente os seus "Oh hey"

2. Waves
Conheci a música na Páscoa e pensei "esta vai ser a minha banda sonora de Verão". Cada vez que a oiço lembro-me dos passeios pela praia na República. É tropical e eu gostei disso.

1. Ink
Esta foi a minha música favorita lançada em 2014. A letra é maravilhosa e sei que não é surpresa nenhuma para vocês ter escolhido Coldplay. Mas o Chris Martin ainda hoje tem a capacidade de me conquistar com a sua voz e as suas letras amorosas. E deixemo-lo continuar a fazer isso, por favor.


Ficaram imensas músicas para trás que queria ter colocado aqui, e quis tentar diversificar mas acho que os gostos são uma coisa difícil de controlar. Qual destas gostam mais? E qual foi, para vocês, a música de 2014?

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Coisas Importantes de Lembrar


1. 
Aprende a meter pulseiras e a fechar vestidos sozinha. Vão haver alturas em que não vais ter ninguém para te ajudar.
2. 
Começa uma longa viagem de avião. Olha para a janela e compreende a imensidão do teu mundo. Apercebe-te da tua insignificância e compreende a tua importância absoluta.
3.
Carrega no botão "Enviar". Se não disseres agora, nunca o virás a dizer.
4. 
Não faças pouco da felicidade nem revires os olhos para a tristeza. Atenta que a apatia não é saudável.
5. 
Tu és muito mais do que a quantidade de pessoas que querem levar-te para a cama.
6. 
Aquele frio na barriga que tens quando ele não te responde de volta não devia existir. Ninguém devia ter esse poder de controlo sobre ti. Não dessa maneira.
7. 
As compras são purgativas. Compras um par de sapatos e sabes que estarás uns tempos a contar tostões. Aprende a lidar com isso.
8. 
Vai melhorar, mas nunca será perfeito. Aprende a viver a vida através dos pequenos momentos de felicidade. E quando eles desaparecerem, lembra-te que eles voltam.
9. 
As batatas fritas não vão mudar nada no teu estado emocional. Cura-te com objectivos e não com cheetos. E bolachas também contam.
10. 
Por favor, cuida de ti próprio. Tu és tudo para alguém. Tu és tudo para ti próprio. E só por isso, já tudo vale a pena.

Encontrei no Tumblr e achei que era apropriado numa época de resoluções e de vestir uma "pele nova".


2014 || TOP14 das fotos que mais gostei de tirar

Correndo o risco de isto ficar cheio de paisagens de pôr-do-Sol ou praias, controlei-me e escolhi as fotos que mais gostei de tirar da minha conta de Instagram (são todas da minha autoria, não as usem sem autorização prévia). Foi uma escolha tão difícil porque eu adoro fotografar tudo e mais alguma coisa - como já devem ter reparado - e aquilo que mais me fascina na fotografia é que a mesma coisa pode ser interpretada por olhos diferentes, focos diferentes, cores, contrastes diferentes. E o mesmo nunca será igual para duas pessoas. É mágico!


14.
13.
Pulmão

12.

11.

10.

9.

8.

7.

6.

5.
Tecto da Sagrada Família

4.

3.
Do lado esquerdo - meio da tarde. Do lado direito - pôr do Sol. Viagem para Barcelona

2.
Take me

1.
Dois desejos


Qual é a vossa favorita? 

FOTOGRAFIA || Old old Lisbon Project


Este é um daqueles achados do Tumblr, dos quais não pesquisei muito mais do que ficar deslumbrada com as fotografias postadas. Fotografias antigas que retratam a cidade de Lisboa e que me deixaram encantada, especialmente porque muitas fotografias retratam lugares onde passo frequentemente. Muitas das fotografias vêm com uma legenda e com o autor das mesmas. Dêem uma olhada e sigam!

Deixo aqui as minhas favoritas:


domingo, 28 de dezembro de 2014

2014 || Retrospectiva


Sei que ainda faltam uns dias antes de 2014 se despedir de mim verdadeiramente mas vou andar atarefada para uma possível retrospecção, que sinto que mais do que nunca tenho de fazer, por mim própria.
Estava eu a despedir-me do último segundo de 2013 e sentia comigo que 2014 ia ser um ano especial. E foi. Foi, acima de tudo, um ano de estreias. Experimentei coisas novas, fiz coisas pela primeira vez, desafiei-me a aventuras. Mas também experimentei dissabores que nunca antes tinha vivido e que fizeram com que este 2014 fosse uma série de montanhas com picos fantásticos onde grandes objectivos estavam conquistados e reluzentes e os vales fossem tão negros que pensava nunca mais ver a luz do dia.

Para começar apaixonei-me por alguém que pensava estar apaixonado por mim e descobri primeiro que essa pessoa que não, que ela não estava. E isso levou-me a enfrentar dois vales muito negros: de sentir a dor de amar alguém que não nos ama e de conseguir pôr essa dor de lado e fazê-lo ver, de uma forma imparcial o que eu já tinha visto, antes que fosse ainda mais magoada por ele. E com isto eu cresci, mais do que nunca. Sinto que conseguir extrair-me de mim própria e fazer coisas pelo meu bem e pelo bem dos outros. E ainda hoje enfrento a dor que nos deixa de sensação mal amada, mas guardo as boas memórias que fizeram com que 2014 fosse mágico, à sua maneira.

Tive, pela primeira vez, as tão desejadas férias académicas de Fevereiro. O ano de 2014 começou com um esgotamento nervoso e eu estava completamente desolada com a desilusão de um ano começar com tanta pressão de estudos. Mas, felizmente, sou mais determinada do que ansiosa e isso fez com que conseguisse escapar a um e outro obstáculo e finalmente fiz tudo à primeira. Em 2013 fiquei com uma luta violenta com Biologia Celular que me arruinou as férias inteiras e fez-me encarar a prova 3 vezes até a passar. Como podem imaginar, ficar sem o mínimo descanso (o 3º teste já era em fase de aulas, logo, não tive mesmo férias) já é mau mas, ou não fosse eu Torreense, não ter Carnaval é a maior das tristezas. Só pude ir uma noite e foi horrível. Por isso este ano tive tempo para preparar as máscaras com calma e de me divertir todos os dias que quisesse. E assisti aos Óscares em directo pela primeira vez!

Foi um ano de Imunologia com perguntas selectivas que me fez suar e de rever o Optimus Alive - que já não o via desde 2011 -. De curtir na primeira fila as minhas bandas favoritas e de receber a mensagem que estava oficialmente de férias, o que me fez amar ainda mais o festival. Em 2014 fui aos Santos Populares pela primeira vez.

Fui ao Fado no Eléctrico e recebi uma declaração maravilhosa em plena noite de Carnaval. O ano em que tracei oficialmente a capa e enterrei os meus primeiros caloiros. Foi um ano de praia, de novas leituras, de férias em casa de amigos. Foi o ano de aturar as bebedeiras. Foi o ano de conhecer afilhados fantásticos e do baptismo.

Foi um ano em que me apercebi com muita intensidade do valor da família. Quando me senti completamente sozinha e desamparada, tive uma família que tentou curar a minha dor com abraços, conselhos valiosos e com as minhas refeições favoritas. E, mesmo que mais ninguém me consiga levantar a não ser eu, ter apoio de bancada é essencial. Por falar em bancada, foi o primeiro ano em que não parti osso nenhum à conta do Basquetebol.

Fui a Barcelona pela primeira vez e escrevi uma carta de amor pela primeira vez. Comecei este blogue que me faz sentir mais do que nunca em casa, graças a vocês. Atingi a segunda década.

Sinto que, acima de tudo cresci e aprendi a resolver os meus problemas e adversidades sem perder a minha essência. Fui bastante magoada, tenho o meu coração desfeito aos pedaços e houve alturas em que fiquei farta de ser testada academicamente. Mas não desisto de mim. Enquanto eu tiver objectivos para mim própria, nunca vou deixar de lutar. Perdoei muita gente e aprendi a perdoar-me a mim mesma. E mesmo que acabei 2014 com uma sensação de perda e de coração triste, sinto uma enorme paz por finalmente me aceitar como sou. E isso é tão importante...

Não tenho quaisquer reservas para 2015. Quero continuar o trabalho que comecei em 2014 e agradeço tudo o que aconteceu. Foi um ano intenso, tanto para o bem como para o mal e preparou-me para coisas novas. Mas estou sem expectativas. Sou honesta, vou começar 2015 com alguma tristeza e sem grandes motivações. E o que vier, que saiba tão bem como o topping de caramelo do Sunday.

Espero que 2014 tenha sido incrível e que 2015 seja ainda melhor para todos vocês. De coração :)


(ao longo do resto dos dias - já não são muitos - vou fazer também um top14 de diversas coisas relacionadas com este ano, dêem sugestões se tiverem algo em mente que querem que mencione)

sábado, 27 de dezembro de 2014

FILMES || Uma nova colecção


Este ano um amigo meu surpreendeu-me com um presente de Natal que, para vocês até pode ser algo bastante previsível ou comum mas que comigo raramente se lembram de oferecer: dvd's.
Recebi a colecção dos dois filmes dos Hunger Games e delirei. Mas foi quando me virei para a minha estante de multimédia para o arrumar que me apercebi do quão poucos são os dvd's que tenho em minha posse. Tirando alguns dvd's óbvios como a colecção inteira do Harry Potter, que fiz questão de comprar um por um, tenho alguns dvd's que vou recebendo quando o Rei faz anos e pouco mais ocupam um pequeno espaço da prateleira, estando o resto pejado de cd's (porque esses sim eu nunca me esqueço de ir comprando e sim, eu sou a velhadas que gosta de ter o cd na mão).

Aproveitando-me do facto de que estamos a começar na Época de Resoluções e decidi-me que vou começar a comprar mais filmes. Em especial porque não tenho um gosto particular pelo Wareztuga. Tenho conta, vejo séries nele mas abomino levar 15 anos até o filme carregar, ser altamente assediada com publicidade, ter de fazer trezentas ligações entre o computador e a televisão (e isto com divisões em casa espaçada e wi-fi costuma dar farinha) e ainda as constantes travagens ou perdas de ligação no momento auge do filme. Acabo sempre por desistir de ver filmes lá. Estão este ano que vem decidi-me que vou começar a cultivar mais esta 7ª arte e guardar numa estante os filmes que eu já gosto desde sempre e os que me forem conquistando. E quem diz filmes diz também colectâneas de séries (as únicas que tenho são Mentes Criminosas e My Name Is Earl).

Tenho o plano já definido também, quero realizar um pequeno desejo: ter alguns dos meus filmes da Disney favoritos. Se forem da minha geração, somos do tempo da cassete e da seta de rebobinar, o que significa que quando a Era DVD explodiu, as nossas cassetes foram-se com a explosão e o meu tesouro perdeu-se. Encontrei na Fnac uma edição para lá de gira dos Clássicos da Disney onde nas capas figuram os Vilões (ao contrário do típico Herói) e ao preço da chuva a que estão, é mesmo por esses que vou começar. E o primeiro será o Hércules porque esse filme é imbatível (e porque o Phil ainda hoje me faz rir). 

Se quiserem ser meus amigos e irem enviando de presente dvd's eu não me importo nadinha :-)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O som do mar e as memórias no interior de um búzio


Uma das memórias mais bonitas que tenho é de quando viajei à República Dominicana e conheci no resort um rapaz dos Açores. Desde o primeiro dia que ficámos amigos e bebíamos batidos com óculos de sol deitados sobre uma boia gigante na piscina.
E nessa memória ele está também. Lembro-me de o pôr do Sol começar e de as pessoas começarem a sair da praia porque havia uma tabuleta a dizer "Não nos responsabilizamos pelo que acontecer depois das 18h da tarde", penso que seria no caso dos afogamentos e de a praia estar unida a uma outra que não estava sob o nome de nenhum resort (ser "selvagem", digamos).

E nós fomos para lá e sentámo-nos à beira do mar, com as pernas mergulhadas na água irresistivelmente quente e calma. Não havia sequer ondas e a água reflectia as cores rosadas do pôr do Sol. Não havia Sol a descer pela água mas havia um céu cheio de cor. Lembro-me que conversávamos enquanto alisávamos a areia submersa na água com as mãos e íamos encontrando pedrinhas e conchas. Nesse dia eu tinha andado de canoa com o meu pai no mar e estava a contar-lhe que estava aterrorizada da possibilidade de haver tubarões por baixo de nós e da possibilidade de nos comerem (para meu erro, antes de viajar para lá tinha lido um livro do ataque de um tubarão) e ele ria-se das minhas hipóteses de sobrevivência.

Entretanto ele encontrou do seu lado da areia um búzio incrível. Não dos pequeninos como encontramos nas praias portuguesas mas um médio e de cores lindíssimas. Ficámos impressionadíssimos com o nosso achado arqueológico e ele ofereceu-mo enquanto acabávamos de ver o Sol escurecer.

Hoje estava à procura de uma coisa nas minhas gavetas e encontrei o búzio. Nunca mais soube nada dele, na altura estava a explodir a era do Facebook mas nem eu nem ele tínhamos perfil. Cheguei a pesquisar o nome dele uns anitos mais tarde mas não encontrei nada. E talvez ele não se lembre de mim mas, quando vi o búzio, recordei-me daquele dia de praia incrível.

Era um daqueles dias que eu teria tirado uma foto. A praia deserta e o céu maravilhoso. Mas ao mesmo tempo fico contente por não ter tido nada à mão a não ser o búzio de um amigo que conheci noutra ponta do globo. E que nunca mais vi.

PS: Há umas semanas deu o filme da Lagoa Azul mas actualizado e a ilha onde eles gravam o filme foi uma ilha onde visitei durante esta viagem (Ilha Saona). É uma ilha virgem mesmo - ninguém habita nela - e é incrível!!! Não deixem de a visitar um dia, a sua dimensão e paz deixam-vos sem palavras.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

E mais um Natal que passou!


Não tive, na verdade, tempo para deixar no Bobby Pins uma mensagem natalícia, mas ainda vou a tempo de vos desejar o resto de um bom Natal. A cada ano que passa, mas em especial este ano, tenho descoberto o poder que uma família pode trazer ao nosso equilíbrio e aos nossos corações. Como nos ajudam a erguer nos momentos em que nos sentimos mais perdidos.
Na nossa família é típico virmos cedo para a casa anfitriã e ajudarmos em tudo. Pomos a mesa, terminamos os doces, ligamos os fornos e agradecemos à SIC e à TVI por passarem filmes para a petizada acalmar. Há sempre o bacalhau cozido mas também um bacalhau com natas - ao qual eu vou sempre lá roubar porque não acho piada nenhuma ao bacalhau cozido - e a conversa habitual.

Costumo sempre ficar com os mais pequenos a fazer jogos de tabuleiro ou a ver as estreias. E de manhã, enquanto como as sobremesas com chá, distribuímos as prendas e vamos abrindo. Para mim, sempre teve imensa lógica, desde pequena, abrir os presentes na manhã de 25. Não fazia sentido quando os meus amigos diziam que abriam os presentes mas depois não brincavam muito porque tinham de ir para a cama. Eu desembrulhava e tinha o dia inteiro pela frente para brincar. 

Almoçamos e ficamos pela mesa sempre imenso tempo, junto dos cheiros de almoço. Estreei-me na cozinha, como tanto queria, com um bolo Arco-Íris natalício que me divertiu muito fazer e, para minha desilusão, A Música no Coração não passou na RTP. Eis senão quando a minha avó mostra-nos que comprou o dvd e ficámos todos de olhos a brilhar, e lá assistimos mais uma vez o clássico. Durante a tarde recebemos sempre visitas de outras partes da família para troca de presentes e para lancharem connosco. É agradável, caloroso e dá-me uma enorme sensação de paz.

Ao contrário do que esperava, este Natal foi bastante alegre para mim. Já é uma época festiva triste desde que a avó não está cá mas acho que, depois de tudo o que aconteceu, me ia sentir ainda mais sozinha, sem o seu alento ou sem a sua sensação de amor. Mas senti-me acarinhada e amada por muita gente e senti-me forte, deitei-me com um sorriso e com uma coragem que em mim desconhecia. Penso que foi uma lembrança lá de cima só para "dizer que não me esqueci de ti".

Quanto a vocês, espero que tenham tido um Natal gordão, brincalhão e com algumas prendinhas, porque todos merecemos. Depois da surpresa que foi ter um Iphone (longe de mim imaginar que alguma vez ia ter alguma Icoisa) foi um choque ainda maior ter uma viagem à minha espera (e mais alguns miminhos). Por mim, estou mais que satisfeita! E vocês? Qual foi o vosso presente favorito?

Muitos beijinhos natalícios! 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Churros com chocolate quente


Se há coisa que os espanhóis sabem (e muito bem) é inventar gordices maravilhosas como churros com chocolate quente.

Para mim os churros não estão associados a nenhuma festa popular nem ao Verão (aliás, fritos e calor não é uma combinação lá muito gira) mas sim ao Inverno. Mergulhá-los num chocolate quente espesso é a maior gordichonichosice do mundo mas é mágico.

Se nunca provaram, chibatem-se e procurem a "Farturas do Zé" mais próxima. E peçam sem açúcar, vocês já são uns doces de pessoas. 

Espaços que pararam no tempo


A seguir aos museus, os meus lugares favoritos para visitar quando viajo são as igrejas. Não tenho uma ligação intrínseca com a religião e acho que não tenho comigo o dom de ter fé mas acho que são uma relíquia arquitectónica e imponente. Fora os elementos religiosos pejados e, em alguns locais, excessivos, são espaços que transpiram história e arte. Gosto de me sentar e apreciar com calma o espaço que me rodeia e gosto ainda mais do silêncio que neles (normalmente) existe.

Até agora, de todas as Igrejas e Catedrais que já visitei, as minhas favoritas são Notre Dame (Paris) e a Basílica di Santa Maria della Salute (Veneza). Se algum dia voltar a estas duas cidades, com certeza vou querer rever estes dois espaços.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Últimos e inesperados adeus.


Hoje uma amiga minha contou-me que ia morrendo num acidente de carro e eu fiquei em choque. O carro capotou perto de uma falésia e por pouco não se despenhou. Ela saiu de lá sem um arranhão mas com a cabeça cheia de mil e um pensamentos, em especial, das pessoas com quem nunca mais se iria poder despedir.

E isso fez-me logo pensar também na quantidade de vezes em que nos despedimos das pessoas sem sequer sabermos que é o último adeus. Ou quando deixamos de falar com alguém por orgulho, pensando que essa pessoa será eterna e que nunca irá partir. E corremos o risco que ela parta e nós nunca iremos arriscar falar com ela de novo porque o orgulho falou mais alto.

Hoje pensei nisso. Temos a mania de dizermos que nas relações há o hábito de tomar as pessoas como garantidas mas há algo pior: nós tomamos as vidas de todas as pessoas como garantidas. Achando que vai haver sempre um novo e melhor "olá". Que pode nunca mais haver.

Arrepiante, mas verdade.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Prendas de última hora


Hoje vou ajudar a minha mãe a fazer as últimas compras de Natal. Gosto dessa tarefa, a de simplesmente ir pegando em coisas aleatórias nas lojas e dizer "e isto?" enquanto fazemos caretas para os objectos.

E por isso, aqui vos deixo a pergunta: qual é o presente que vocês secretamente desejam que esteja debaixo da árvore? Aquela mesmo, mesmo, mesmo?

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

TAG Have a Very Bloggy Christmas


1. Árvore de Natal artificial ou natural? 
Artificial, gordinha e gigante!

2. Natal com neve ou Sol? 
Nunca passei um Natal com Sol mas já passei com Neve. Acho que esta época faz sentido com o frio mas, por outro lado, fazer a passagem de ano cheia de calor à meia noite numa praia no Rio de Janeiro não era nada mal pensado. Mas o Natal tem de ser com frio, sem dúvida.

3. Esperar pela manhã ou abrir os presentes à meia noite? 
A nossa família abre os presentes de manhã e adoro essa tradição!

4. Qual o filme que adora ver nesta altura? 
Música no Coração. Sei que toda a gente deve odiar a RTP por isso mas eu não resisto, é um filme que passa sempre no Natal e que nenhum de nós perde. Geralmente é até depois do almoço de dia 25 e ficamos todos reunidos na sala a ver enquanto comemos doces de Natal e bebemos chá.

5. Cânticos de Natal nos shoppings? Sim ou não? 
Um sim gigante porque também eu participei nesses coros (andávamos pela cidade toda) e é fabuloso termos a audiência das pessoas e os seus aplausos. Andamos meses a ensaiar essas coisas, por isso, o próximo coro que virem, dêem-lhe o devido valor!

6. Qual o uniforme que usa no dia de natal? Pijama ou veste toda bonita? 
Geralmente arranjo-me sempre, tanto na noite de 24 como no dia de 25 mas a abertura dos presentes tem de ser feita com pijamas e pantufas ridículas.

7. Qual a sua comida de Natal favorita? 
Confesso que o bacalhau com natas que fazem na alternativa do bacalhau cozido é o meu favorito. Tiro um pouco de bacalhau cozido mas o meu amor vai para a travessa mais perto das crianças.

8. O que quer receber este Natal? 
Apesar de ter recebido um presente antecipado - não estava previsto nos cálculos, eles já tinham escondido e tudo mas o meu telemóvel faleceu e eu que estava pronta para ir comprar um de 10 euros lá tiveram de me travar e confessar o crime - não contava com presentes. Claro que há sempre um miminho embrulhado mas não tenho pensado abertamente nisso, nem sequer fiz uma lista de desejos. Não pensei porque andei (e ando) com a cabeça ocupada com outras coisas. E da forma como estive, ninguém foi capaz de me perguntar. Neste momento aquilo que mais quero do Natal é aquele calor de família que cura sempre tudo. Ou quase tudo. É o que mais preciso!

9. Planeia antecipadamente os presentes ou é à última da hora? 
Depende imenso! Se já tiver visto algo que eu sei que vai dar um presente fabuloso para alguém começo logo a planear tudo. Mas se não fizer a mais pequena ideia do que possa oferecer, começo a desmotivar e a atrasar a busca interminável pelas lojas até entrar em desespero (mea culpa).

10. Veste de Pai Natal? 
Na minha família nunca fizemos isto porque já se percebeu que nós somos todos ratos e topamos de longe que é o nosso pai com barbas falsas. Por isso o que fizeram comigo (e fazem com as crianças agora) é meterem o presente mais desejado por eles à porta de casa sem eles verem, depois tocam à campainha e correm do hall para chamar a criança e dizerem "O Pai Natal tocou à campainha! Corre antes que ele se vá embora e depois não o apanhas!". Óbvio que nunca vamos apanhar nada mas ficamos todos a pensar que ele deixou à porta um presente. E as caras deles (e a minha que vi em fotos) é impagável.

11. Música favorita de Natal?
Gosto de tantas, dá para escolher? Mas gosto da All I Want For Christmas, tanto a original da nossa Carey como do cover do Michael Bublé, mais sério, mais blues, mas tão sedutor!

12. Onde vai passar o Natal este ano? 
Na casa da minha tia, como sempre!

Fiquem à vontade para levar esta Tag que eu "roubei" da Roxy. E digam-me se as minhas respostas são parecidas com as vossas ou o que nos difere (adoro saber estas curiosidades natalícias!)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Talvez me arrisque este Natal!


Ter todas as semanas aulas práticas de Gastrotecnia ajudou-me imenso a ter outra perspectiva de mim numa cozinha. Entrei para aquelas aulas com um aviso gigantesco "CUIDADO, DESASTRADA CULINÁRIA À SOLTA" e reconheci desde o início à minha professora as minhas incapacidades mas a verdade é que descobri dentro de mim uma vontade de aprender a cada aula e um conforto cada vez maior a cortar, descascar, temperar a gosto e experimentar técnicas culinárias que nunca antes tinha feito.

Doces, estufados, sopas, comida vegetariana, e conseguir empratá-los e terem um sabor e aspecto decentes e agradáveis fez-me sentir um pouco mais confortável num espaço que, outrora, era apenas o local sagrado onde ia roubar a comida!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Arregaça as mangas


Ontem foi a primeira vez em três semanas que dormi bem sem acordar com ansiedade, ou a chorar dos pesadelos violentos ou sem ter adormecido a chorar. Foi um sono tão profundo que ninguém cá em casa foi capaz de me acordar. Sinto-me mais focada e determinada para conseguir voltar a recuperar a essência que tinha e, inevitavelmente, perdi. Sinto-me apoiada pelas pessoas que me são tão estimadas e ter esse apoio faz-me querer sair deste luto que me deixou tão triste. Eu não sou uma pessoa naturalmente triste e, por isso, vou fazer qualquer coisa por mim. Acho que já mereço. Não podemos esperar por dias melhores, temos de fazer dias melhores. E eu já arregacei as mangas.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Palavras ditas da boca para fora.

Se há coisa que me deixa fora de mim é quando me dizem algo que magoa e depois desculpam-se com "foi dito da boca para fora", "não era isto que queria dizer", "expresso-me mal". Deixa-me fora de mim mas não significa que não tenha já tentado compreender o outro lado e dado o desconto porque já todos passámos pela febre da cabeça quente. E perdoei já um significativo número de pessoas e as suas palavras. Mas quando amamos alguém, parece que custa ainda mais dizer que as perdoamos com a marca no peito. É triste.

As pessoas desvalorizam as palavras. É típico ouvir-se por aí que um gesto vale mais que as palavras. E concordo. Mas falar não deixa de ser um gesto. Comunicar não deixa de ser um gesto. E exprimir não deixa de ser um gesto. E quando as próprias acções se enrodilham com palavras sem intenção, tudo fica estragado. Porque por mais que queiramos voltar atrás ou desvalorizar as palavras ditas e por mais que a outra pessoa perdoe (como eu perdoei) não há forma de apagar o arranhão que marca a pele. E que fica lá, pronto para beliscar-nos quando ouvirmos mais palavras. "Calma lá amiga! Ainda não sarei e já estás a acreditar noutras coisas? Sossega". É inevitável. E desacreditamos todas as palavras que daí vêm. As más e, por arrastão, as boas.

Talvez hajam pessoas que comunicam melhor que nós, que se expressam melhor por outras formas que não as palavras, que se esforçam por não meter o discurso baralhado e sem sentido. Mas não esqueçamos o poder delas. Cortam, saram, abraçam, mudam-nos para sempre. E cuidado com aquelas palavras que nunca dissemos mas que estão bem à frente dos nossos olhos - e que não há forma de as desvalorizar com "não me sei expressar" -. Porque a outra pessoa vai ver sempre primeiro que o locutor das mesmas.

Estive a fazer um trabalho sobre o fabrico de chocolate. A minha maior desilusão? Em nenhum artigo científico referirem o fabuloso trabalho do Wonka na sua fábrica de chocolate. Um ultraje no mundo chocolateiro!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Venha daí esse milagre!




E numa fase tão negra, não é que os Coldplay lançam uma música chamada "Miracles"? Continuo a apaixonar-me pela voz do Chris a cada música! Era deste milagre que precisava, vocês são a minha vitamina essencial! Obrigada pela prendinha!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014


Finalmente estou de férias de Natal, apesar de este ano estar ainda mais ambígua com a chegada delas. Quem anda na Faculdade sabe que não existem Férias de Natal mas sim "Estudar sem aulas com direito a petiscares os sonhos e filhós que a tua avó anda a fazer e tentar resistir às estreias da Disney que passam depois do almoço". Ainda assim, este ano talvez não seja tão mau ter as férias assim programadas.

Quero mais do que nunca aproveitar o final desta semana para descansar a cabeça, tentar dormir (o principal factor que está a falhar nestes últimos tempos) e que seja um sono de qualidade. As últimas noites têm sido preenchidas com ansiedade e pesadelos violentos. Preciso espairecer a cabeça, libertar-me das ansiedades pré-frequências. Mas não posso deixar-me ficar muito tempo desocupada e é por isso que penso que estudar e decorar equivalentes não vai ser um sofrimento tão grande. Além disso quero sair e tomar cafés e passear, comprar prendas de Natal e ver as iluminações que sempre me dão esperança. Comer bolachas de gengibre, bolachas japonesas e beber chá e chocolate quente . Preciso disso mais do que nunca, manter-me ocupada. É muito difícil para mim conseguir abstrair-me do que se passa à minha volta e estudar com foco, portanto, preciso de conseguir afastar-me de pensamentos tóxicos ou que me deitem abaixo.

Nada me deixa mais aliviada do que passar cadeiras, mais do que nunca porque este sonho que é andar na Faculdade (e que sei que não é uma oportunidade ao alcance de todos) é "patrocinada" pelos meus pais, que não têm de bancar propinas para andar lá a brincar aos nutricionistas. Não gosto da sensação de poder estar a falhar com eles e, por isso, passar a cadeiras dá-me alívio, alegria e orgulho. Luz para sentir que estou no caminho certo e que consigo ultrapassar as coisas. Que posso com tudo.

Estas férias vão servir para me reabilitar, tanto no meu equilíbrio como na minha ambição académica. Preciso de despir de mim esta Inês tão triste e vestir uma pele mais madura e atinada. Mais vencedora. Vai ser difícil, porque me conheço. Mas também me conheço como uma pessoa teimosa e que não desiste. Sei que luto. E uma teimosa leva sempre a sua avante. 

Boas férias de Natal, se as vossas estão a começar e bons estudos!

sábado, 6 de dezembro de 2014


Estudar Patologia e Toxicologia faz-me ter uma perspectiva muito ambígua do corpo humano. É um conjunto de sistemas tão frágil e susceptível, que todos os dias contacta com agentes mutagénicos, cancerígenos, tóxicos, desreguladores e, ainda assim, não ficamos doentes de um dia para o outro (mas todos os dias ingerimos ou somos sujeitos a estes agentes, todos!). Muitas vezes agredimos o nosso próprio corpo e nem assim ele desiste de nós (cada vez que fumamos ou drogamos, bebemos, esfolamos o joelho, batemos com a cabeça numa prateleira, comemos alto altamente calórico). É tão frágil e forte e equilibrado ao mesmo tempo. Com planos rápidos, lentos, A, B, C, todos conectados em equipa para ajudar o que falhar. Um verdadeiro um por todos, todos por um. Acho fascinante. Acho que um corpo que adoece é um corpo que deu tudo para tal não acontecer. Definitivamente mudou a minha perspectiva de ver a minha saúde. É um verdadeiro combate diário. Acho incrível.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Eu não sou o peso que tenho.


Não me quero alongar num discurso Emma Watson-Jessy James e tampouco me iria envolver em tamanhas respostas a Anónimos não fosse a minha  futura profissão ajudar as pessoas a ter uma perspectiva mais positiva do corpo que têm...