domingo, 30 de novembro de 2014

FAVORITOS || Novembro


Da esquerda para a direita

Os famosos donuts da Dunkin' Donuts
Continuo à espera do dia em que verei uma maravilhosa loja destas a brilhar em Lisboa. E é então, a partir desse dia, que eu deixarei os meus amados 47,5kg para engordar sem limites, na máxima felicidade. Até lá, sempre que vou viajar, vou pesquisando onde posso encontrar esta loja para me deliciar. Barcelona tem uma e desde então, todos os meus lanches da manhã eram passados a experimentar um destes donuts com chocolate quente. Não têm um aspecto delicioso? O que vos recomendo é o de doce de leite mas experimentei outros como chocolate branco, maçã e canela e chocolate nutella.

Caneca mustache
Andei todo o Verão à procura de uma caneca destas mas nenhuma me preenchia as medidas. Até passar pela montra da Tiger em Barcelona e apaixonar-me de imediato. Existe também uma outra versão em Coração e já não dispenso beber os meus sumos nela.

Galochas Castanhas
Quem viu o Campo Grande da forma que eu vi nas chuvadas de Novembro só poderia ficar ainda mais em pânico quando viu o Campo Grande da forma que eu vi... com ténis calçados. Escusado será dizer que cheguei a casa com os pés em cascata. E lá tive de me converter à moda das galochices. Problema? Sempre achei as galochas feias, parece que fazemos o desfile Miss Agricultor Sensual 2014. E acho as Hunter absolutamente trambolhas - vocês sabem a história das galochas da Hunter? -. Mas finalmente encontrei umas galochas que em nada se parecem galochas, têm muito mais o ar de bota, protegem-me das cheias e estavam a um preço alcançável à minha carteira. Um mimo!

Decoração de Natal
O Natal é mágico, é maravilhoso, é esplêndido. E fazer a decoração de Natal em casa ao som das melhores músicas natalícias é algo que não tem preço. Bem... Tem. Este ano renovámos a decoração e comprámos tudo de novo! Exceptuando algumas coisas que reaproveitámos. E foi a primeira vez também que decorei o meu quarto com espírito de Natal. Adorei!

Pijamas da Oysho
A Oysho é aquela típica loja em que, sempre que lá passo, me deixo encantar com a sua fofura e estilo. Mas quando descobri que ia aderir ao Black Friday com 20% de desconto, achei que era a oportunidade certa para comprar os pijamas de Inverno. Além desta camisola com um coração amoroso e que me faz parecer um leitão fofinho tenho ainda um roupão de fecho com orelhas de gato (da mesma textura).

Secret Charm - Victoria's Secret
Quando vim de Veneza, no ano passado, já era tão tarde que não apanhei a famosíssima loja da VS aberta no aeroporto. Desta vez, não a deixei escapar e fui visitá-la, mais por curiosidade por perceber o fanatismo que por outra coisa. Mas como sou uma cheirinhas do pior, quis experimentar todos os perfumes e cremes. E apaixonei-me por este. Secret Charm. Não tem um cheiro forte, é fresco, mas o suficiente para marcar a sua posição na pele e tem uma combinação fantástica com o meu perfume. Adoro-o! (ps. a loja é estupidamente cara. Nunca na vida iria dar tanto dinheiro por um par de cuecas. Lamento)

Souvenirs de Barcelona
Admitamos: aquelas compras que fazemos quando estamos noutro país só para nós são das melhores coisas no mundo, não são? E o melhor é o regatear, a sensação de ter algo único. Comprei imensas coisas mas na imagem está uma matrícula com o meu nome que encontrei numa banca perto do Park Güell. Fiquei encantada por ver lá o meu nome, achei que seria algo irreal. Andei depois desenfreada a procurar matrículas para amigas minhas (porque sabia que elas iam adorar também) mas não encontrei. A sério que Inês é mais comum que Rita?!

Caderno Mr Wonderful
Esta marca é fabulástica. Ponto. E este caderno também. Acompanha-me em certos apontamentos, tem uma capa para lá de maravilhosa e no verso ainda tem um texto inspirador. Adoro-a sem limites e é azul (uma cor muito especial para mim).

Universidade de Barcelona
Poderia colocar a viagem em si como um favorito, mas sobre ela já aqui falei. Por isso dei destaque à Universidade, que pude conhecer, especialmente a Semana da Ciência. É incrível a quantidade de Faculdades que lá estão integradas e pessoal de Matemática a dar-se com outros de Filosofia, outros de Medicina, Farmácia... Barcelona é uma cidade verdadeiramente universitária e jovem e o seu núcleo está aqui. Com uma arquitectura de ficar sem fôlego, jardins interiores e condições espectaculares. Considerem um bom spot de Erasmus!

E as músicas favoritas deste mês são:


E vocês? Qual foi o favorito que gostaram mais? E quais foram os vossos favoritos do mês?

No outro dia tive uma das aulas de Dietoterapia mais giras de sempre. Como as regras para fazer os planos já estão ensinadas e já conseguimos fazer aquilo com alguma naturalidade, pouco ou nada a nossa professora precisa de falar na aula, o que acaba por ser uma aula silenciosa connosco a fazer contas e caretas quando os valores não batem certo e com uma ou outra chamada da professora para nos responder a dúvidas. Apesar de ser a minha cadeira favorita (se não fosse, não sei o que estaria a fazer naquele curso) é monótona e silenciosa.

Mas na quinta-feira passada a professora pergunta, entre o silencio e com um ar muito entusiasmado (ela é bastante nova): "Querem fazer os planos a ouvir música de Natal?"

E então lá estivemos nós a fazer os nossos planos com músicas de Natal a tocar no computador dela. Segundo ela, foi a primeira vez que viu alunos a fazer planos a sorrir. Foi um ambiente tão descontraído e especial que nem dei pelo tempo passar. Oh, fossem assim todas as aulas...

sábado, 29 de novembro de 2014


Odeio fazer figura de otária, mas mais do que ficar chateada com a pessoa que me fez ser assim, fico comigo por me deixar cair no ridículo. Não há revolta maior que cresça em mim do que fazer figura de ridícula. Ninguém merece e acho que eu também não o merecia.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

VÍDEOS || Honest Trailers


Comecei logo a desconfiar quando fui ter com ele ao metro e disse-me - com um certo tom de malícia - "tenho uma cena do Rei Leão e da Pequena Sereia super fixe para te mostrar", ao que respondi "Vai destruir a minha infância?" "Nãão! Humm... Sim... Um bocadinho. Mais ou menos".

A verdade é que ri tanto com este canal que não podia deixar de partilhar com vocês. Honest Trailers é precisamente os trailers dos mais diversos filmes desde Disney, Harry Potter, Saw, A Culpa é das Estrelas... mas com um toque gigantesco de comédia. Com uma voz típica dos trailers americanos mas que nos faz rir do início ao fim. Arruína um pouco os filmes de infância mas não façam má cara como eu queria fazer e vejam, riam-se e partilhem com os vossos amigos. É aquele típico canal bom para aquelas gazetas de estudo em que queremos rir um bocado.

Deixo-vos aqui os meus favoritos!

terça-feira, 25 de novembro de 2014


Há uns tempos estava com um amigo meu no carro e a rádio começa a passar esta música. Ele automaticamente diz: "Sempre que esta música passa lembro-me de ti e penso que esta é mesmo música para ti, és toda delicada e princesa, tens tudo a ver com a música"

Estou à procura do "delicada" e "princesa" em mim mas, e apesar de não achar a mínima piada à música, achei graça a este facto. Nunca pensei ser associada a uma música, seja ela qual for!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014


Lembro-me perfeitamente de no meu 9º ano ter tido uma disciplina com um professor que era deveras peculiar: começou a primeira aula pedindo para que nos agrupássemos e fôssemos para a direita ou para a esquerda de acordo com a opção que desejássemos, ou as nossas preferências. As primeiras foram fáceis de decidirmos, íamos constantemente alternando-nos entre os sentidos de acordo com chocolates preferidos, clubes, hobbys. Mas houve uma pergunta que ele fez - e infelizmente já não me lembro - que fez com que toda a turma se dividisse excepto eu e mais um colega da minha turma que ficámos estáticos no meio, sem saber para que lado nos virarmos. E foi então que ele começou a dizer "Nem sempre as escolhas são tão lineares como pensamos, não é?". Se me perguntarem qual era o nome da disciplina, não faço ideia.

Mas falámos sobre muitas outras coisas. Foi através dele que percebi tudo sobre, por exemplo, seguradoras. Falávamos de coisas reais, falávamos de o que era um Seguro do Carro, de Vida, Saúde, sobre o que é um salário e impostos, falámos sobre como gerir o nosso dinheiro de acordo com bens de primeira necessidade, compras de casa, compras de roupa, idas ao cinema, jantar fora e como poupar. Tivemos um "jogo" em que cada um tinha um emprego num papel e que nele estava denotado o salário bruto e líquido e cada um discutia como conseguiria pagar as contas (a mim tinha calhado ser florista e lembro-me de ficar chocada por perceber que nem para pagar as contas básicas o meu dinheiro iria chegar). Eu dei por mim a pensar no quão importante seria termos esta disciplina mais vezes, em todas as escolas. No quão importante foi para mim enquanto humana perceber que nem todas as escolhas são a preto e branco e no quanto a vida é feita de escolhas, de rearranjos, de alternativas. 

É certo que a matemática, as ciências, a história e as línguas são importantes. Mas saber como desenvencilhar em coisas banais da vida - e entender que é normal termos apertos de vez em quando - também é realmente interessante.

sábado, 22 de novembro de 2014

Sinopses entre o telemóvel e o meu cérebro


Hoje acordei a meio da noite e deixei-me ficar com os olhos abertos para o escuro. Uns segundos depois o meu telemóvel ilumina-se - de madrugada - com uma mensagem amorosa dele. O meu cérebro deve ser vidente!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014


O meu segundo maior medo é que as pessoas que mais estimo se esqueçam de mim, de alguma forma ou maneira. Por muito contraditório que pareça, é um medo que não se evapora de mim, por às vezes pensar que me lembro delas ou que elas ocorrem no meu pensamento de uma forma muito mais recorrente do que elas a mim. A insegurança toca sempre a todos e eu não seria nunca excepção...

Boa sexta-feira pessoal!

domingo, 16 de novembro de 2014

O meu poema favorito


As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudade
São as lembranças doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
Da história da gente
E outras de quem nem o nome
Lembramos ouvir

São emoções que dão vida
À saudade que trago
Aquelas que tive contigo
E acabei por perder

Há dias que marcam a alma
E a vida da gente
E aquele em que tu me deixaste
Não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Meu choro de moça perdida
Gritava à cidade
Que o fogo do amor sobre a chuva à instantes
Morrera

A chuva ouviu e calou
Meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade.

(podem ouvir este poema cantado maravilhosamente aqui)



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

PASSAPORTE || Barcelona 2014

Park Güell

Antes de começar este post peço-vos que, se quiserem utilizar as minhas fotografias, quer do blog - da minha autoria - ou do Instagram, peçam permissão em primeiro lugar e creditem-nas. Acima de tudo, é uma demonstração de respeito para com quem estão a partilhar o seu trabalho. Muito obrigada :)

Finalmente consegui ter algum tempo para vos falar desta viagem e para vos mostrar algumas fotos da máquina (apesar de não ter tempo para as enquadrar e endireitar, enfim, vida académica). Isto porque eu não fui sozinha nesta viagem: levei comigo Patologia e Toxicologia para me acompanharem.

Barcelona é uma cidade universitária gigantesca, é a minha conclusão. Um cidade jovem, muito jovem, enérgica, colorida. O seu verdadeiro destaque é a arquitectura: não há dois prédios com fachadas iguais e não se baseia aos aborrecidos arranha céus espelhados - embora ainda os haja -. Há detalhe e primazia em cada porta, cada varanda, cada janela, o que nos faz explorar a cidade de olhos abertos para não perdermos um só detalhe. Estamos sempre acompanhados por árvores ao longo do passeio - uma tradição espanhola que me faz lembrar as fantásticas laranjeiras de Sevilha - e de moda. Acho que nunca vi tantas Zara's juntas na minha curta vida. Em cada esquina. Zara ou Desigual. Fora a Apple Store gigante de quatro andares que o meu namorado implorou para que fotografasse todo o interior para se babar no ecrã (os rapazes e a tecnologia, deixemo-los).

É uma metrópole que tem tudo, desde praia, montanha, cidade e realmente não dá para ver tudo em quatro, cinco dias. É uma cidade que vale a pena ser explorada ao longo do tempo porque há sempre sítios novos para descobrir, parques para desfrutar, museus para apreciar. 

Vi o maravilhoso mosaico do Lagarto no Park Güell, achei fantástico que a Sagrada Família não seja "pesada" a nível religioso sem que não faltem os verdadeiros elementos e pilares da fé, a inspiração cigana de Gaudí (o criador de quase todos os lugares que nos fazem querer passear por Barcelona) visível na Casa Batlló (ainda me estou a decidir na discussão Os Parapeitos das Janelas são Gatos ou Caveiras?) e La Pedrera e muitas outras atracções urbanas que mereceram a nossa atenção, discussão e fotografia.

Sem deixar de matar saudades da Paella que tanto adoro e das tapas achei a cidade ridiculamente cara e não me senti segura como aconteceu noutras cidades em Espanha. Muitos carteiristas, muitas pessoas a roçarem-se no meu ombro, muito chamariz. O meu conselho é que quando estiverem a passear estejam atentos às malas e com as mãos sempre nos bolsos.

Continuo a ter Sevilha como a minha cidade espanhola de eleição mas o meu coração derreteu-se pela beleza de Barcelona. Uma cidade incrível, cheia de cor, entusiasmo e vida. Um bom destino de Erasmus.

Se me acompanham no Instagram já podem ter visto algumas das fotos que lá coloquei mas aqui deixo mais umas

sábado, 8 de novembro de 2014

Adoro viajar!


Quem adivinha em que cidade estrangeira vou estar esta semana?

Bom fim-de-semana/Semana e acompanhem-me no Instagram porque vou tentar colocar fotografias fabulásticaszásticas de tudo o que vir!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

DAILY || Dias Maus


Temos direito a dias maus. É um direito óbvio e bastante dado como adquirido mas ainda assim não damos uso ao dia mau como devia ser dado. O dia para ser realmente mau sem culpa.
É certo que vamos entrar no carro e desligar do mundo e das perguntas que nos estão a fazer ou até mesmo refilar com todos os carros que se metem no nosso caminho. Reclamar da chuva, reclamar do Sol quando trouxe este casacão enorme e que faz com que pareça que estou a sambar no Rio de Janeiro cá dentro. Reclamar da carga de trabalhos que há para fazer e das 40 páginas que temos de saber até à próxima semana.

Mas se é para ter um dia mau, que tenhamos. E vamos saboreá-lo. Vamos petrificar no sofá, vamos escolher a manta mais fofinha. Vamos escolher o nosso peluche de infância ou a nossa almofada desde sempre. Vamos ficar mal humorados, vamos ficar ciumentos, vamos ficar magoados com todos e com o mundo. Com aquilo que aconteceu, com aquilo que ainda não aconteceu mas já está a envenenar a nossa cabeça e com aquilo que não aconteceu mas podia ter perfeitamente acontecido. Vamos ficar de coração acelerado e vamos puxar os cobertores à cara quando for preciso chorar. E se é para chorar, que o dia mau nos faça acabar as reservas nacionais de água. Vamos chorar tudo o que há para chorar, dos sentimentos mal tratados, dos objectivos não alcançados (para já), do pacote de bolachas que eu tinha de propósito deixado para estas ocasiões e que alguém comeu, do esquema que o mundo prepara para nos ver infelizes. Choremos da mensagem que não recebemos e da mensagem que recebemos mas não era o que queríamos. E quando nos perguntarem porque estamos assim, puxemos da Quinta Emenda que está tão bem encaixada na nossa Constituição e digamos que não é nada mas que precisamos de um abracinho. Ou dois. Ou q.b.

Comamos as coisas que tenhamos de comer para sentir breves momentos de felicidade e vejamos coisas ridículas na TV que nos fazem esquecer o dia por momentos. Se é para deprimir, deprimamos num dia mau, em que o tempo lá fora acompanha a nossa neura e chora, chora, chora sem parar, com raios de raiva. Vamos ficar lastimosos, caóticos, um pouco ranhosos e muito inchados dos olhos, mas é um dia mau, podemos.

Mas façamos isso tudo no dia mau. Para que no dia seguinte, mesmo que os pesos ainda estejam nas nossas costas, já não hajam fraquezas que nos desamparem. Já demos o valor necessário a um dia mau. Agora é erguer a cabeça e enfrentar as coisas como meninos crescidos. Largar os cobertores, e enxugar os olhos. E é bom que assim o façamos porque o próximo dia mau não está para breve.

sábado, 1 de novembro de 2014

NUTRIÇÃO || No judge


Ao longo destas semanas a fazer planos alimentares sucessivos, dei por mim a pensar no quão perigoso e fácil é haver fundamentalistas nesta profissão.
Não o sou e estou longe de o ser por duas razões, A. Odeio fundamentalistas do que quer que seja e B. Não tenho capacidade para ser uma delas porque sou "esquisita" com a comida.

A verdade é que durante anos achei que ser "esquisita" com a comida ia ser o meu ponto fraco numa profissão como esta. Que, se soubesse comer como pessoas normais, iria conseguir de forma muito mais fácil cumprir e "magicar" planos alimentares bem sucedidos mas até agora só tenho verificado o contrário: quem come melhor - ou de forma mais saudável - tende a julgar mais depressa as esquecitisses que estão registadas no papel do paciente ou a resmungar porque a pessoa não come tão bem como elas.

Não é que seja por mal, mas é o que se verifica. Já eu, que sou esquisita, não só não julgo nunca as preferências que estão na folha (gosta do que gosta e se puder ao máximo não perturbar as preferências do meu paciente é o que vou fazer) como sou realista a criar planos. Não dou excessivos números de peças de fruta a pessoas que no dia a dia comem uma maçã de manhã, não faz sentido. Não as obrigo a comer legumes no prato se detestam (tento enquadrá-los na sopa, se gostarem). Não posso obrigá-las a comer o que não gostam, não faz sentido. É óbvio que não vão cumprir o meu plano, é óbvio que vou fracassar, é óbvio que nem eu nem a outra pessoa vai atingir o que quer que seja de objectivos.

Claro que posso sempre negociar e há coisas que são importantes que mudem: certos hábitos e tendências. O diálogo e a compreensão dos gostos de quem tenho à minha frente é essencial para que possa combinar com essa pessoa o que deve comer e o que posso experimentar que coma. Dizer que os compreendo não significa que vou deixá-los comer tudo o que quiserem sem regras. Não é bem assim. Há que orientar, mudar peças de jogo, reorganizar tudo. É possível, claro. Mas é importante respeitar também, sem criticas ou julgamentos. Há coisas insólitas, admito, mas também há profissionalismo a manter.

Sei perfeitamente que à minha frente vou ter mais vezes ao dia pessoas que detestam isto, aquilo e mais o outro do que alguém que come vegetais, fruta, horas reguladas, pratos equilibrados. Mas mais importante, sei que vou perceber essas pessoas e vou conseguir sentir-me mais próxima deles para fazer acordos razoáveis, realistas e possíveis. Talvez ser esquisita nesta profissão possa ajudar-me a fazer com que os outros não o sejam. Sem bocas foleiras, sem caras de choque e sem postas de pescada (que são muito boas e deviam comer!)