sábado, 30 de agosto de 2014

FACULDADE || Material


É difícil falar sobre o material necessário para levar para a Faculdade (como me foi pedido por comentário pela Mérida) mas deixo aqui os meus essenciais, portanto, isto deverá diferir de pessoa para pessoa, curso para curso and so on...

6 cadeiras = três cadernos

Uma vez que o meu método de estudo é fazer apontamentos e, já conhecendo os meus métodos de resumos, para não andar carregada com um caderno por cadeira - não faria sentido, há cadeiras em que nem sequer devia precisar de caderno, é inútil - decido sempre comprar três cadernos e dividí-los ao meio para duas cadeiras cada. No dia a dia de aulas eu levo apenas um caderno de rascunhos em que possa escrever anotações de forma desleixada e os power points e fichas dos professores impressos do dia para adicionar pormenores que eles estejam a comentar e a apontar enquanto dão a aula. Depois em casa trato de organizar tudo nesses mesmos cadernos. Talvez ocupe-me muito tempo, mas é a minha forma de me manter focada e estudar também. Cada um com a sua mania.

Uma boa agenda

Eu nunca precisei de agenda até entrar na Faculdade. Depois disso, se eu estiver sem agenda, sinto que perdi memória externa. Chega uma altura em que é tanta coisa: frequências, avisos para começar a estudar, entregas de trabalhos, apresentações de trabalhos, encontros para trabalhar, reuniões de C.P., aniversários, jogos e tanto mais que, se não tiver tudo organizado e detalhado numa agenda que me acompanhe, eu fico perdida.

Pasta com os artigos do dia

No dia a dia levo sempre uma pasta comigo com os protocolos, artigos e power points impressos das aulas que vou ter nesse dia. Para mim é muito mais prático fazer anotações nos espaços dessas folhas disponíveis do que passar para um caderno cada slide, perco concentração no que o professor está a dizer, bad idea. E assim tenho todos os materiais à mão. Na minha Faculdade os professores também são muito atentos a quem traz os materiais e documentos, portanto, não trazer nada dá uma má imagem enquanto aluna para eles, o que é algo que não quero. Quantos menos obstáculos tiver das notas que pretendo, mais descansada a minha cabeça fica.

Para mim, este é o meu material necessário do dia-a-dia. Mas muda muito consoante os cursos. E por isso é que eu agradeço que comentem aqui também quais são os vossos essenciais de materiais para o dia-a-dia na Faculdade. Deixem também, se possível, o curso em que andam para que os caloiros que virem este post e os vossos comentários, possivelmente possam identificar-se no vosso curso com o que se candidataram. Espero que tenha ajudado!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

FACULDADE || Métodos de estudo


Eu sei que às vezes pareço muito maléfica mas eu tenho-vos em boa conta e gosto de poder ajudar-vos em pequenos pormenores portanto vou deixar-vos aqui (especialmente à minha anónima que fez o pedido) as minhas dicas rápidas de estudo que utilizo - que podem não resultar com toda a gente, mas comigo resulta -:

Fazer os meus próprios apontamentos:

Eu sei que às vezes perdemos demasiado tempo a fazer apontamentos, há quem simplesmente prefira ler a partir do material que tem (quando não tenho tempo é o que faço também), mas se tiver tempo eu gosto de fazer os meus próprios apontamentos. Obriga-me a dar cadência às matérias e obrigo-me a explicar por palavras próprias o que estou a ler. Acabo por interiorizar melhor. E às tantas é tanta coisa que vão ter à mão - coisas que escreveram nas aulas, slides, sebentas - que nem sabem por onde começar. Ter apontamentos e resumos que englobem as vossas fontes todas é excelente e é o que faço.

E também empresto esses apontamentos aos meus colegas. Se vão para a Faculdade, considerem isto um conselho de madrinha de praxe: não sejam fussos e emprestem apontamentos! Não ganham menos por isso e Deus abençoa-vos com boas notas e bom companheirismo.

Flashcards:

Eu nunca coloco definições nos meus apontamentos, guardo-os para flashcards. Num pedacinho de papel ou post it eu coloco o nome e no verso a definição. Nas minhas pausas de estudo muito mais prolongadas eu pego nesses cartões e vou-me "divertindo" a rever as matérias. Agora a sério, eu não me divirto, eu detesto estudar.

Saber sublinhar:

Nunca percebi aquela ideia de ir sublinhando as coisas porque o que acabo por fazer é ou sublinhar tudo ou simplesmente não perceber em que contexto sublinhei determinada coisa se abrir as minhas sebentas ao calhas. Portanto tenho um "código" de sublinhados muito simples do género, fazer boxes para enquadrar títulos, traço linear para ideias principais e ondulado para ideias secundárias que posso rever mais tarde. Outros pormenores são símbolos do género ! quando há algo importante, um visto quando concordo com a ideia, uma X quando não concordo com a ideia (dá imenso jeito quando fazemos trabalhos com artigos e temos de ter opiniões, etc.), def. para definição, uma seta para avisos, and so on. Usar marcadores fluorescentes de cores diferentes para funções diferentes também é uma ideia mas na minha opinião parece que alguém vomitou arco-íris nas minhas sebentas e tira-me um pouco o foco.

30 para 5:

É o meu nível horário, 30 minutos de estudo para 5 minutos de descanso total. O descanso é pequeno, eu sei, mas é o tempo suficiente para arejar a cabeça mas não perder aquela concentração que demora tanto tempo a chegar. Quando começo a acumular uma ou duas horas de estudo, aí sim faço uma pausa maior (que dura a vida inteira).

Comer e beber:

É uma das melhores formas que eu tenho de conseguir "segurar-me" no estudo, comer e beber. Como passo a vida a comer, quando estudo tem de ser algo que facilmente consiga despachar mas possa estar infinitamente a comer por isso opto por frutos pequenos ou, para gordinis como eu, gummy bears. Uma caneca de chá ao meu lado é sempre bem vinda (SIM PORQUE AINDA NÃO TOQUEI EM CAFÉ!)

Don't. Ever. Shut. Up.

Esta é uma daquelas coisas que tu vais querer fazer sozinha, falar em voz alta. É algo que eu faço imenso, especialmente quando começo a memorizar e interiorizar matéria, falar, falar, falar e aproveitar quando falo sobre algum conceito que já memorizei para o relembrar e acaba por ser um discurso non-stop sobre a matéria. Para mim é fantástico porque consigo abstrair-me do mundo, pode estar a dar o filme da minha vida ou o novo álbum dos Coldplay (humm, não sei bem quanto a esta) mas falando nunca perco o fio à meada e esqueço-me do que está a acontecer à minha volta.

Estas são algumas dicas, eu penso que não serão nada de novo - já estão carecas de saber - mas nunca é demais partilhar. Na Faculdade ganhamos novos ritmos de estudo e hábitos que nunca sonhávamos criar. Eu por exemplo nunca pensei que iria estudar taaaaanto. Nunca digam nunca, amigos. Veteranos da Faculdade, deixem aqui nos comentários um dos vossos métodos de estudo, para diversificarmos sugestões! Os caloiritos agradecem! 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014


Estou de partida para a viagem, o que significa que o Bobby Pins vai andar com muito pouco andamento. Ainda assim decidi aproveitar esta minha ausência pela blogosfera para deixar 3 posts agendados sobre a Faculdade (à moda antiga de Teorema). Dois deles são respostas a pedidos nos comentários e outro sobre a praxe. Isto, se o Blogger não me falhar.

Nesses mesmos posts eu vou pedir o auxílio dos caríssimos universitários que por cá deambulam e é provável que não vejam nenhum comentário publicado com a opinião de forma imediata. O meu conselho para estes pré-caloiros (que têm outro nome mas estou bem disposta e não me apetece adoptar-vos com esse nome) é que leiam nestes 3 posts aquilo que vos interessa realmente e depois já em Setembro retornem a estes posts para verem os comentários publicados e vejam outras opiniões que não a minha (o que também é importante). 

Espero que vos seja útil e desejo-vos um bom final de Agosto, com tudo o que merecem!

A minha desilusão de miúda foi descobrir que este hit não era cantado pela Avril Lavigne (a minha cantora favorita na altura), como sempre julguei .

Conheciam?

terça-feira, 26 de agosto de 2014

MUNDO || A perda de valores


Há algo que tenho dito há algum tempo que me preocupa nesta nova Era; Eu nem digo "geração" porque a verdade é que há muita gente da minha idade e alguns mais velhos com este problema também: a falta de valores.

Para mim, alguém sem valores é, de facto e como próprio nome indica, alguém sem o mínimo de valor para mim. E é o que se tem verificado, não nestas últimas semanas com todos os conflitos mas há anos. Não é de agora. A falta de educação, do respeito pelo outro, do valorizar de opiniões sempre esteve muito demarcado. 

Mas é de arrepiar quando começamos a ver o valor da vida a ser tratado de forma vulgar. Agressões violentas gratuitas feitas ao mínimo conflito e rixa é um motivo para questionar a humanidade da própria Humanidade. A partir do momento em que o direito à vida (decretado por lei! Sim, decretado pela nossa Constituição que todo o ser humano tem direito à vida!) é tratado como um video-jogo onde podemos disparar, esfaquear, esmurrar e açoitar qualquer pessoa que se oponha às nossas ideias, meus caros... é aqui que me começo a preocupar de verdade.

Este problema não é de geração. Não é os "miúdos de agora". Não é "estas pitas que agora arranjam confusão". Isto é um problema de Era, cuja educação é atirada aos professores como se tivessem os professores o dever de educar os filhos dos outros, é um problema de respeito e é, mesmo, um problema de valores morais. Num mundo de acessibilidades, liberalismo e comodidades, três grandes gigantes que existem para tornar o mundo mais aberto e pacífico, chegam o egoísmo, a falta de humildade e a violência. Ninguém tem o direito de brincar com a vida dos outros como se fosse um peão. E a partir do momento em que já se brinca com o valor da vida, que outro valor pode falar mais alto para educar pessoas que já deviam ter sido educadas há um bom par de anos atrás?

LIVROS || Remember Me?



Confesso que o único livro que tinha lido desta autora foi o "Louca por Compras", ao qual também fizeram um filme, penso que o estão a reconhecer. Depois de o ler, pensei que daria por terminada a minha jornada nos livros de Kinsella. Até que descobri esta história cuja sinopse prendeu-me por completo.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ISTO É TÃO INÊS || Era mesmo o que eu queria, Nês!


Existem muitas coisas em que eu tenho de admitir que tenho um certo talento natural. Como comer. Como enganar os meus adversários e fazendo-os pensar que vou para a direita quando na verdade estou a fintar para a esquerda. Como escolher a frigideira com a área certa para o espaço de comida que as pessoas estão a planear manipular. Mas uma das coisas em que sou o exacto oposto é a escolher presentes, seja de que tipo for. Aliás, eu permito-me dizer que eu sou um verdadeiro calhau a escolher presentes. A seguir a cozinhar, este é o meu calcanhar de Aquiles.

Porque todos nós temos aquele método inicial na escolha da prenda: pensar na pessoa e nos seus gostos e depois combinar isso com a procura de algo que consiga ser tudo isso com um preço que seja possível na nossa carteira. Acontece que essa é uma tarefa absolutamente exaustiva e horrível para mim. Porque nada me parece o ideal.
Acabo o dia inteiro em volta de lojas e a olhar para as coisas e dizendo "já deve ter", "inútil", "há melhores", "isto custa três ordenados", "ele/ela detesta verde", "É ISTO! Argh, tem defeito".

E acabo por pegar e mexer em tudo sem no entanto achar o que quer que seja. Até que me ocorre que a pessoa, que esteve o ano inteiro a dizer que tinha de comprar uma agenda, realmente precisa de um par de meias. E eis que a prenda mais inútil surge. Confesso que já me habituei aos olhares desiludidos e amargurados dos meus aniversariantes. Eu simplesmente não consigo acertar.

Mas isso no é o pior. O pior é as trocas de prendas de Natal, em que a pessoa oferece-me o melhor palácio de cristal, com um jacuzzi no quarto, piscina interior com paisagem incorporada e ainda um unicórnio na torre mais alta e eu ofereço um pacote de arroz integral. Bem, não exageremos, eu não ofereço um pacote. Eu ofereço cinco porque sou mãos largas nos Natais, eu acho que se é para dar, que se dê sem meios a medir.


Sim, eu entusiasmei-me um pouco na minha comparação cá em baixo, mas eu realmente sou péssima a dar prendas. Se alguém na vida já ficou feliz com uma prenda mim, eu lamento, mas não deve ter sido comprada por mim #HonestHour.


E vocês? Acertam nas prendas? Em que é que vocês são realmente maus? (têm de partilhar comigo, não podem apenas ler os meus podres, eu quero ler os vossos).

VÍDEOS || CommunityChannel





Descobri este maravilhoso canal através do meu namorado, que enviou-me um link de um dos vídeos e disse "vê o canal inteiro porque esta rapariga és tu".
Eu até podia dizer que era uma autêntica difamação e blasfémia, but I can't. Este é o melhor canal de sempre porque alguém pegou nos meus pensamentos mais ridículos e estúpidos e decidiu criar vídeos. Natalie Tran é um "eu" meu só que morena, de olhos esticados e com um sotaque britânico muito mais cool que o meu.

O canal baseia-se nisso mesmo, naqueles pensamentos que por vezes ocorrem-nos - pelo menos a mim sim - ou aqueles hábitos, guilty moments, imensas coisas com as quais nos podemos relacionar e tudo isto com muito humor.

Confesso que ela conquistou-me e estou farta de ver os seus vídeos seguidos (e alguns mais do que uma vez) e de rir à gargalhada porque nunca pensei que a minha weirdness fosse tão real e possível de ser partilhada. Graças a Deus tenho um namorado que já se apercebeu disso e partilhou com gozo este canal. Eu espero que vocês sejam tão weirdos como eu para apreciarem estes vídeos comigo também.

Deixo alguns favoritos.

sábado, 23 de agosto de 2014

CITAÇÕES || A última entrada no Diário de Anne Frank


"Estou dividida em duas. Um dos lados contém a minha alegria exuberante, a minha irreverência, a minha alegria de viver e, acima de tudo, a minha capacidade de apreciar o lado mais ligeiro das coisas. Quero com isto dizer não ver nada de errado num namorico, num beijo, num abraço, numa anedota picante. Este lado de mim está geralmente à espreita para dominar o outro, que é muito mais puro, profundo e belo. Ninguém conhece o meu melhor lado (...). O meu lado mais leve, mais superficial, ganhará sempre a dianteira ao lado mais profundo, e portanto vencerá sempre.

Tenho medo que as pessoas que me conhecem como sou normalmente descubram que tenho outro lado, um lado melhor e mais belo. Tenho medo que trocem de mim, que me achem ridícula e sentimental e que não me levem a sério. Estou acostumada a não ser levada a sério (...). Sei exactamente como gostaria de ser, como sou... por dentro. Mas infelizmente só sou assim comigo própria. E talvez seja por isso - não, tenho a certeza que é por isso - que penso em mim como uma pessoa feliz por dentro, enquanto os outros pensam em mim como feliz por fora.

Como já te disse, o que digo não é o que sinto, e é por isso que tenho a reputação de ser uma doida e uma namoradeira, armada em esperta e uma ávida leitora de romances (...). Para ser completamente honesta, tenho de admitir que na verdade isto é muito importante para mim, que estou a esforçar-me muito para mudar, mas que tenho sempre pela frente um inimigo muito mais poderoso.
Uma voz dentro de mim soluça:
-Vês, foi nisto que te tornaste. Estás rodeada por opiniões negativas, expressões consternadas e rostos trocistas, pessoas que não gostam de ti, e tudo porque não ouves os conselhos do teu próprio lado bom.
Acredita, gostava de os ouvir, mas não resulta, pois se fico sossegada e séria, toda a gente pensa que estou a preparar alguma e tenho de me salvar com uma piada (...).

Por fim, não aguento mais. Quando começam todos a cair-me em cima fico zangada, depois triste e, finalmente, acabo com o coração virado do avesso, a parte má para fora e a parte boa para dentro, e continuo a tentar encontrar uma maneira de me tornar naquilo que gostava de ser, e que poderia ser se... se não existisse mais ninguém no mundo."

O Diário de Anne Frank termina assim. Eu acho esta entrada a mais arrepiante e bela de todos os livros que já li.

AFTER SUN || Babaria Aloe Vera


Comprei este After Sun depois do escaldão que apanhei na República Dominicana, no primeiro dia. Peles branquelas combinadas com Sol tropical costumam resultar nestes escaldões e corri então no final do dia para a zona comercial do resort até encontrar um mini-mercado onde agarrei no primeiro que encontrei.

Sinceramente, bem haja às minhas mãozinhas que agarraram bem no primeiro que encontraram. Além de ter durado milhões (só acabou esta semana) é definitivamente o melhor After Sun em que já toquei. 
Ao contrário dos outros cremes After Sun, este da Babaria é uma fórmula combinada de creme e gel que faz com que para muito pouca fórmula consigas alcançar uma maior área do teu corpo. Gastas mesmo muito pouco e consegues chegar ao corpo inteiro.

E é um milagreiro. Fosse o escaldão que fosse, com a intensidade que fosse, no sítio onde fosse, não durava mais que uma noite bem dormida. No dia seguinte eu olhava-me ao espelho e o que outrora era um tomate agora era uma pele morena e bem tratada. E é por isto que ele era incrível.

Como bónus, apenas tinha uma leve fragrância fresca, não muito intensa, o que me permitia colocar um outro creme que quisesse sem mistura de cheiros ou até uma vantagem para quem for muito esquisito com cheiros mais intensos.

Esta pequena maravilha, como já disse, acabou esta semana, por isso peço-vos encarecidamente que se virem este After Sun à venda, me comuniquem sem medo ou vergonha que o viram, seja em que altura for. Mesmo que seja uma lojinha vossa na localidade porque aí terei a certeza de que está a ser comercializado em Portugal. Os produtos da marca Babaria só agora estão a ter destaque no mercado português e por mais que procure, ainda não encontrei este After Sun. Caso contrário tinha levado umas 6 embalagens (e acho que durariam a vida toda), só porque é o produto mais incrível de sempre. Uma coisa destas não pode estar reservada só para o outro lado do Atlântico! 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

MÚSICA || Dance like a freaking chicken!!

Antes de mais quero agradecer-vos tanto o feedback do room tour (que já estou a tratar, I got you girls!) como para a nova carinha (laroca) do Bobby! Obrigada por me ajudarem e por terem opiniões tão honestas, é maravilhoso quando a blogosfera é assim. 

Hoje vou andar um pouco ausente da blogosfera mas quero que fiquem com a mesma energia e vontade de fazer coisas felizes que ultimamente tenho sentido e portanto deixo com vocês algumas músicas que têm-me acompanhado neste Verão. Espero que gostem!


* 1 * 2 * 3 * 4 * 5* 6 * 7 * 8 * 9 *



De qual gostaram mais? E qual tem sido a música que tem acompanhado o vosso Verão?

quarta-feira, 20 de agosto de 2014



O Bobby está com uma cara mais lavadinha! As alterações no design foram muito poucas, apenas um toque de pormenores, mas acho que fica mais amoroso assim! 

Estou a pensar continuar a Room Tour que comecei neste post há uns tempos atrás. Que acham, estou autorizada? :)

terça-feira, 19 de agosto de 2014

MUNDO || Papa Francisco


A minha postura perante a religião é talvez uma das maiores bipolaridades da minha personalidade. Dificilmente consigo destacar uma opinião minimamente definitiva e há muitas questões flutuando e que me fazem levantar as mais diversas perguntas quando o tema é aberto.
Em soma a este meu resguardar religioso, estava a minha falta de crédito por Papas. Pouco ou nada me diziam e pouco ou nada traziam de novo para que o meu pensamento sobre a religião andasse para um porto seguro e, portanto, aqui confesso que quando houve a nomeação do novo Papa Francisco, a minha atenção foi bastante reduzida e a minha desconfiança e descrédito ali permaneceu.

Aqui reconheço o espanto que este novo Papa tem revelado e me faz sentir uma certa admiração. Por inúmeras razões mas, em especial, pela irreverência pelo bem. Qualquer Papa conseguiria garantir destaque, é algo fácil dada a sua posição, mas um destaque em prol do próximo é algo raro e muito altruísta. É um facto que este Papa já foi notícia por coisas mais afastadas da religião como selfies ou o seu constante desafio à segurança (que me faz pensar na dor de cabeça que o núcleo de segurança deve passar cada vez que o mesmo desafia os limites) mas, para mim, o Papa Francisco revelou algo que, finalmente, me fez perceber no que me faz ainda manter um pé preso à religião, não a abandonando por completo: os valores.

Se despirem a religião de orientações, deuses ou tradições, a religião é um culto não só de fé mas de fé pelos outros, de ajudar os outros. Do perdão, da tolerância e do amor. Seja qual for o passado, o presente ou o futuro de todos os acessórios que compõem a religião, estes são os valores que assentam na fé. E é isso que o nosso novo Papa tem revelado: a humildade, a fé, a tolerância e o perdão, que são valores quase esgotados e inexistentes na sociedade hoje em dia e no entanto, a cada gesto novo que ele executa, uma nova lembrança a cada um de nós para sermos um pouco mais bondosos. Eu gosto de admirar pessoas que fazem puxar o melhor de mim, quer a nível académico, profissional, desportivo ou pessoal. E acho que este Papa Francisco (abençoado seja) tem feito um dos melhores trabalhos desta última década: dignificar a fé e a religião e mostrar o lado bom de sermos crentes sem sermos cegos em relação à ciência e às coisas exactas.

Eu espero que este Papa viva e viva muito. Assim que me apercebi do seu dinamismo e irreverência, da sua pouca preocupação com a segurança, concluí que não faltará muito até que tentem terminar o seu caminho. Não é um pensamento isolado, em conversa com outras pessoas, parece-me que temos todos o mesmo presságio: a tentativa de o silenciar. E se, na minha condição tão pouco religiosa, me permito, eu rezo para que este Papa viva o máximo que puder e continue a espalhar os valores mais belos da Humanidade.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014


Quando terminar a licenciatura, não sei pelo que me vou decidir. Isto porque tenho um grande peso sobre os ombros chamado Ordem, e não sei se ficarei em Portugal ou se quero explorar. E não quero perder tempo a entrar na Ordem em Portugal se depois tiver que perder mais tempo a entrar numa Ordem no estrangeiro. Só trabalharia aos 30 anos, se assim fosse e não dá para mim.

Terei de me decidir. A seu tempo, ainda falta muito. Mas é algo que já está na minha pasta de "A ver brevemente". Terei de ser uma boa gestora do meu tempo, dinheiro e planeamentos futuros.

O que mais queria era fazer um estágio no Brasil ou um intercâmbio. Talvez um Mestrado lá. O Brasil é um dos grande pioneiros da Nutrição. Querem conhecer Deus da Nutrição? Ele está lá. Sempre foi um país com grande culto do corpo e da saúde e sei que tenho muito a ganhar com a experiência deles lá, experiência essa que Portugal (felizmente para mim) tem muito pouco ainda para oferecer. Além disso começo a ter uma grande curiosidade sobre o país. Mas viver ou trabalhar lá? Penso que não.

PASSAPORTE || Paris


Paris foi a minha primeira e verdadeira cidade turística. Fui com 10 anos e ainda me lembro das coisas de uma forma tão nítida e tão real que faz com que os meus pais jamais se arrependam de me terem levado a tão tenra idade a uma cidade com tanto para ver. Passámos pela Disneyland, que me fez estoirar de felicidade entre diversões, personagens da Disney que deambulavam e davam autógrafos e tiravam fotografias connosco, mais alguns abraços sentidos, paradas diurnas e nocturnas onde desfilavam carros alegóricos de encantar, com princesas que espalhavam encanto perto do público mini que as observava. Fui verdadeiramente controlada e consegui não comprar tudo o que havia nas lojas, trazendo comigo apenas uma caixa de música da Bela Adormecida, um Pumba de peluche para a Ervilha e uma boneca da Kim Possible (parecem-me compras razoáveis).

Paris foi um desafio à minha maturidade de criança, que acho que superei com mérito e distinção. Andávamos o dia todo e nunca me queixei, fiz birra ou quis voltar para o hotel. Tudo me fascinava. Estive três horas no Louvre e sentava-me no chão, num cantinho que não incomodasse ninguém e tirava o meu tempo para apreciar tudo com os cuidados que desejava. Dedicava o meu tempo nas galerias de acordo com o que mais me interessava. Nunca mais me esqueço do abrir de boca gigantesco que fiz quando vi a Coroação de Napoleão, um quadro que era 20 vezes o meu tamanho (a pintura ocupa uma parede inteira de uma galeria de área bastante extensa) e quis tirar imensas fotos para comparar o meu tamanho com o tamanho do quadro. Encantei-me com as múmias, com as estátuas e com a mini Mona Lisa (cujo o mini-tamanho não me surpreendeu). 

Lembro-me do interior luxuoso da Ópera e dos quadros de bailarinas que eram expostos ao longo do edifício. Lembro-me de ficar imensos minutos a apreciar a forma como estavam desenhadas a detalhe todos os movimentos.

Lembro-me da Torre Eiffel, de subir tudo de elevador e ver a vista espantosa de cima. O Arco do Triunfo bem destacado e as estradas cheias de carros a circular, provavelmente carecas de verem a Torre que me encantava naquele momento e me fazia encostar o nariz ao vidro como um porquinho, só para não perder nenhum detalhe.
O meu pai desafiou-nos a descer toda a Torre Eiffel pelas escadas e assim o fizemos. Comi camarão e batatas fritas COM KETCHUP (bem que os meus pais quiseram demover-me, mas fui bastante persistente no meu pedido) num dos restaurantes mais prestigiados de Paris, numa das Avenidas mais caras de Paris e tive o descaramento de pedir - não sei bem como, visto que não falava francês - ao pianista que dominava de forma perfeita um piano de cauda branco para tocar o danoninho (pedido que foi bem aceite e toquei. E recebi palmas!).

Recordo-me dos passeios ao final da noite e de entrar numa loja com o meu gorro a dizer "AUSTRALIA" para comprar um chupa-chupa. A senhora que me recebeu perguntou-me em inglês se era australiana e, muito vaidosa respondi - também em inglês - que era portuguesa. Dava-me um certo gozo perceber que me conseguia desenrascar numa qualquer língua estrangeira, caso me perdesse. Fui ao bairro dos artistas onde fizeram um retrato meu e à Basílica Sacre Coeur. Procurei as gárgulas do Corcunda de Notre Dame na Catedral de Notre Dame.

Faz quase uma década que fiz esta viagem, é a mais antiga de todas. Quero voltar a Paris e observá-la com outra maturidade mas, para vos ser sincera, não estou desapontada com o meu eu turista de 10 anos. A única falha que aponto foi ter adormecido durante toda a viagem de barco pelo rio. Mas fui recompensada por um crepe Suzette de chocolate e gelado que fez as maravilhas do meu dia. Não estive nada mal!

domingo, 17 de agosto de 2014

FACULDADE || A Colher da Ervilha


Há coisas na tradição académica às quais eu gosto de dar um valor especial. Muito especial porque, para mim, faz sentido. Há momentos importantes, gigantes, como o Enterro, o Traçar da Capa. São os melhores. Mas depois há os pequenos gestos académicos que significam muitas mensagens de grande gratidão e ternura para mim. Que transmitem valores. Especialmente porque vivo este tipo de academismo de alma e coração (julguem-me).

Uma das coisas que mais valorizo na tradição académica é a entrega da colher (a maior parte dos símbolos académicos são colheres em homenagem à revolta estudantil que fez muitos académicos passarem fome) - que tem um outro nome, menos simpático, ao qual não me apetece referir neste post -. Do Padrinho para a Afilhada ou vice versa, uma colher de café roubada, lambida e dobrada na gravata. É um gesto que jamais seria capaz de cravar vezes sem conta e que jamais quereria que ma dessem a despropósito. É um dos simbolismos académicos que mais me marca, a meu ver.

Marca a tua família. Marca a geração que te acompanhou e a geração que acompanhas. Recebi a do meu Padrinho na praxe, a primeira, que recebi com lágrimas e gratidão e que ele fez questão de colocar na minha gravata. E hoje recebi a colher da minha Afilhada, que preenche todo o meu coração.

Foi no Verão e foi numa praia. Não tinha traje sequer, não havia qualquer contexto académico. Eu não lhe tinha pedido o que quer que seja (como disse lá em cima, eu não as cravo) e ela tirou-a da mochila com um sorriso e disse "Para a melhor Madrinha do mundo. A minha melhor conselheira". E recebi-a com tanto orgulho e lágrimas que pensei que não podia fazer mais sentido recebe-la de outra forma. Roubada em Santa Cruz (o nosso local favorito) e roubada no nosso café favorito. Era o local certo para a entrega de algo que significa tanto para mim, de uma das pessoas que mais estimo, desde sempre. Por ser a minha melhor amiga, parceira de jogo, parceira de casa e agora parceira académica, que tive o maior gosto de apadrinhar.

É só uma colher? É. É uma colher de café, mais simples é impossível. Mas agora tenho duas na minha gravata, cruzadas. Uma que simboliza a pessoa que me acolheu, que me ensinou como sobreviver nesta montanha russa e que está sempre pronto para me ajudar, que me acarinhou. E outra pelos que acolhi e que faço deles meus e que guio, que dou conselhos, que ajudo e estou pronta para os levantar quando houver quedas. Simboliza a família académica que te acolhe e que tu acolhes e se está representada numa colher, então não é só mais uma colher de café. É a colher.

Mais uma vez, obrigada. Obrigada por me fazeres sentir a melhor Madrinha do mundo. Estarei sempre aqui. Com ou sem colher.

FRIENDS || Silêncio


Uma das coisas que mais me agrada no meu grupo de amigos quando vou à praia é a capacidade que eles têm de ter momentos de silêncio em que fazemos "Sesta ao Sol". Aqueles momentos em que ninguém fala, ninguém diz nada, apenas adormecemos em conjunto virados para o Sol e aí sim, depois de acordarmos refastelados, comemos, jogamos, conversamos, rimos... E voltamos a dormir outra vez.

É tão bom e tão raro... Costumo sair muitas vezes à praia com outras pessoas que não o meu grupo mas mal eu começo a cerrar os olhos falam-me de milhões de assuntos e perguntam "queres jogar cartas? queres jogar raquetes? queres ir à água? queres caminhar?" não conseguem... ter aquele momento de sossego. E depois não sou capaz de dizer que o que eu quero é aterrar na toalha durante meia hora e fico acordada o dia todo na praia a fazer as vontades da outra pessoa. Chego a casa desgraçada da alma porque não fiz uma bela sesta de praia. É muito cruel.

Gosto mesmo disto no meu grupo. Deste equilíbrio. Conseguimos ter bons momentos de praia, alta galhofa e dinamismo mas também sabemos saborear o silêncio que é uma praia cujo o único barulho de fundo é o mar. É tão bom...

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

APP || Tunepics


Descobri esta app por um amigo meu que se ia iniciar numa vida viciante de Instagram e, antes disso, encontrou a Tunepics. É uma app ao estilo do Instagram, com partilha de fotografia mas combinada com música. Para cada fotografia podemos escolher uma música que se conjugue na perfeição. Tem ainda a opção de os seguidores poderem marcar na fotografia que tipo de emoção sentiram ao ver a imagem desde "Amor" a "Rindo", "Cantando", "Invejando", "Inspirada", and so on. 

Sinceramente, se isto fosse uma ideia actualizada do Instagram, eu ia adorar e dar três pulinhos, porque eu até acho que a combinação fotografia-música faz todo o sentido no meu mundo, mas ser uma conta completamente diferente fez-me hesitar na vontade. Outra das desvantagens é ainda só existir na App Store, isto é, só existe ainda para produtos Apple, o que faz com que o número de utilizadores fique imensamente reduzido. 

Criei uma conta para acompanhar as fotografias do meu amigo (de outra forma não ia conseguir) que definitivamente borrifou para o Instagram e decidiu entrar no Tunepics (algo que também faria se não tivesse conta de Instagram) mas não tenho fotos sequer. Talvez no futuro até venha a utilizá-la, porque é um mimo e aí partilho convosco o nome da minha conta. Para já tem dado imenso jeito para descobrir músicas novas.

E volto a dizer: é uma pena o Tunepics não ser uma actualização do Instagram. Dawn it!  

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

ISTO É TÃO INÊS || O primeiro telemóvel


Recebi o meu primeiro telemóvel aos 14 anos. Era um nokia cujo ecrã deslizava e adorava-o não pelas mensagens mas porque tinha botões para passar as músicas. 

Era cor-de-rosa (ew) e durou anos. Agora penso que com 14 anos neste momento, é quase um sofrimento para um adolescente não ter telemóvel, suspeito. E mesmo assim, quando eu recebi o meu telemóvel no meu tempo, já toda a gente que conhecia tinha um e eu é que era a anti-social que não tinha (e estava bem despreocupada com isso).

Com que idade receberam o vosso?

FRIENDS || O Sul espera-nos!


A ideia foi posta na mesa e imediatamente aceite. Daqui a cerca de duas semanas, lá vão os cinco para a aventura. O Boguinhas vermelho está mais que pronto, a casa está lá, pacientemente à nossa espera, duas piscinas que estão um pulgas por nos receber, máquinas fotográficas e GoPros prontas para registar os melhores momentos, os bilhetes comprados e um festival que avizinha muita animação.

Viagens com amigos têm sempre um brilho especial. Desde toda a viagem, em que há sempre um que adormece e acordamo-lo com música aos berros e a cantar, às tentativas de jantares gourmet, sessões de filmes de terror e todo o espírito de companheirismo que este tipo de viagens implica. As minhas favoritas! Mal posso esperar!

BOM GARFO || Pequenos Almoços do Mundo

E porque a Nutrição não tem de ser uma coisa chata, aqui vos apresento uma colecção de gifs que me conquistou: os pequenos-almoços mais típicos pelos cantos do Globo. É tão interessante ver a forma como as pessoas se alimentam logo pela manhã, seja por uma coisa mais leve e fresca a um prato mais composto ou "pesado" para o acompanhar no dia-a-dia. Já sabem o que dizem, o pequeno-almoço é mesmo a refeição mais importante do dia e devem comer como Reis! 

E agora eu pergunto-vos: Qual era o pequeno-almoço destes países disponíveis que escolhiam? A minha resposta a esta questão é muito fácil: UK (saudades do cheiro a bacon de manhã *-*)

(ps: para quem não souber porridge é o que os ingleses se referem às tradicionais papas de aveia)









terça-feira, 12 de agosto de 2014

FACULDADE || Nutrição no Desporto.


Este ano que vem, no segundo semestre, vamos ter uma cadeira chamada "Nutrição e Desporto". É uma novidade, nem todos os cursos iguais ao meu têm esta cadeira na Unidade Curricular e é também a que espero com mais expectativa. Espero que seja tão fixe como o nome.
E espero que o professor não desiluda. Já a conheci mas não consegui formar grande opinião. Ainda por cima, estaremos em parceria com o curso de Desporto, o que eu acho que só dá para ganhar pela partilha de conhecimentos. Quero muito!!!

Até sempre!


Robin Williams, ao que consta, suicidou-se esta segunda-feira passada, devido a uma depressão já prolongada. 
Isto faz-me reflectir sobre uma coisa: se virmos os seus filmes são inspiradores e cheios de humor. Parecia um homem cheio de vida e piadas para dar, inevitavelmente seria rico pelo seu sucesso, e com uma família, e ainda assim suicidou-se. É a prova de que nem sempre as pessoas mais engraçadas e divertidas são as mais felizes. Irrita-me quando dizem "Como pode x pessoa estar triste? Aquilo é sempre uma animação!". As pessoas ficam tristes, compreendam. Deixem de ser tão obtusos quanto às personalidades dos outros. Não ignorem uma depressão, ou alguém triste! Porque nem toda a condição do mundo impede alguém de deprimir. E este actor, que me marcou a infância com filmes geniais como o meu amado Flubber, ou a Sociedade dos Poetas Mortos, os a interpretação do Génio no Aladdin é a prova disso.

Fez tanta gente rir à sua maneira especial e ninguém conseguiu devolver-lhe as gargalhadas num momento de tristeza. Isto arrepia-me. Até sempre, my Captain! 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014


Se há coisa que aprendi nestes anos na blogosfera é que uma conta anónima acaba por ter muito mais filtros e obstáculos para falar determinados assuntos do que uma conta não-anónima. 
A ideia de estarmos protegidos por um pseudónimo e uma imagem de perfil do Tumblr é uma ilusão. E agora que já estive nos dois lados do barco sei disso. Sei também que as contas anónimas não vão concordar e vão dar-me milhões de razões, a principal, as vossas ideias não serem associadas a uma cara, mas lá está, eu nunca tive problemas em dar a minha cara pelas minhas ideias e opiniões, logo, filtrar coisas no blog ou ver determinado tema como um obstáculo não é para mim.

domingo, 10 de agosto de 2014

WEB || Beachcam


Há uns anos atrás, ou perguntava a alguém "como está o tempo?" ou ia com toda a tralha comigo e fazia uma calor insuportável, ou estava Sol na cidade, não levava nada e passava um frio árctico. Ir para a praia fazendo adivinhações de como está o tempo nunca foi para mim.

Felizmente, não só para mim mas possivelmente para vocês também, existem coisas como a Beachcam. Associada à Moche, a Beachcam está presente em inúmeras praias e permite que possamos ver as condições da praia em directo sem sair de casa. Perfeito para ver o estado do tempo, ondas, ou até mesmo se está a fazer vento. As imagens revelam uma excelente qualidade e ainda vão fazendo zooms inteligentes em pontos importantes como o mar ou mesmo o ambiente de praia.
Junto com o vídeo em directo há também uma descrição detalhada, como o tamanho das ondas, a força do vento, a temperatura na praia, a temperatura na água, horas de maré alta ou baixa e apreciação sobre as condições para surfar ou fazer praia. 

O meu interesse é Santa Cruz, mas existem ainda muitas outras praias em todos os pontos do país: Norte, Sul, Centro e ainda Madeira! 
Desde que descobri esta maravilha, não saio de casa de chinelos nos pés sem antes consultar esta pequena janela. E poupa-me ir de braços carregados. É ou não é um achado?

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MÚSICA || A Disney nunca envelhece


Uma das minhas playlists do Spotify favoritas é a dos grandes êxitos da Disney. Vai desde Pequena Sereia, Bela e o Monstro, Mulan a Mary Poppins! Até Branca de Neve!
Acho que as músicas da Disney são intemporais e enquadram-se perfeitamente aos nossos estados de espírito, por vezes. Por isso, não a dispenso quando não quero ser eu a escolher o que ouvir! Existem imensas playlists já feitas, por isso, é uma questão de apenas procurarmos a mais completa e seguir-mo-la! 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

FACULDADE || Artigos de Grávidas


Lembrei-me hoje de uma coisa que nos aconteceu no primeiro semestre. Tínhamos um trabalho para fazer sobre grávidas com excesso de peso. Iniciámos a nossa busca por artigos. Somos três. A meio da aula, houve um intervalo e eu e uma das minhas colegas de grupo decidimos ir comer, enquanto a outra disse que ia continuar na sala à procura de artigos.

Estava a pagar o meu pão quando a colega que ficou na sala me liga a dizer que encontrou o melhor artigo de sempre, que tinha tudo aquilo que procurávamos. "Boa, boa!" comentei eu. "Só estou aqui um bocado desconfiada com as quantidades, mas é em inglês, pode ser por causa das unidades, e eu não sou lá muito boa a inglês". Disse-lhe então que, quando voltássemos, íamos logo ver isso e dar sentido crítico ao artigo.

Voltamos e eu começo a ler o artigo, do início. E é então que eu desato a rir, sem a minha colega perceber porquê. A minha outra colega coloca-se atrás de mim para ler também e desata a rir também.
"Mas qual é a piada?!".

Ela encontrou um artigo que falava da gravidez canina. Quase lá!

Tenho imensa pena que não haja uma loja Acne em Portugal. Estas camisolas de malha sempre fizeram parte da minha imagem de marca e não me importava de sangrar a carteira nesta loja.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

FRIENDS || O meu obrigado


Agradeço todos os dias os amigos que tenho. Quando me senti perdida de mim, eu encontrei-me neles e percebi que aquela citação de que levamos sempre um pouco dos outros em nós, só podia fazer sentido. Eu dei-lhes tudo de mim e eles retribuíram assim que me senti perdida. 
O nosso lema de grupo (que já é uma rede Secundário-Universidade-Basquetebol e tanto mais) sempre teve este lema "Aturo-te ainda nas tuas piores merdas, porque é assim que és e é assim que te aceito e gosto de ti" e desde sempre que estamos lá para festejar, para rir, para beber, para chorar, para aconselhar, para ser imparcial e duro quando necessário. E sempre que eu acho que mais ninguém me pode dar a mão num assunto, eu vejo um bom par delas dispostas a tudo para vencermos. Eu dei-lhes a parte vencedora de mim e isso reflecte-se. Os meus amigos também não sabem perder. E, claramente, jamais deixariam que eu me sentisse derrotada.

Antes de atirar a toalha ao chão eles apanharam-na no ar e deram-me a lufada de ar fresco que precisava. E se isto não é digno de ser grato, então eu sou bastante obtusa quando à definição de "gratidão" e "amizade"! 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

LIVROS || As Intermitências da Morte


Antes que se benzem por falar de Saramago, aviso-vos de ante mão que o livro em nada tem a ver com o Memorial. No meu 12º ano, o meu pai deu-me as Intermitências para ler antes do Memorial por ser mais "digestivo" de ler, e ele tem razão. Além do número de páginas significativamente inferior, tem uma leitura muito mais confortável e uma história caricata.

É tão simples quanto isto: a Morte decide fazer greve num país. Decide deixar de matar pessoas num determinado país não discriminado. E o que acontece quando a Morte deixa de querer matar? O que acontece ao número populacional, aos hospitais, ao Governo, à Segurança Nacional e às fronteiras? Se é preciso atravessar a fronteira para podermos morrer, como impedimos os outros países de quererem ser imortais também? E o que acontecem aos moribundos que estão no fim da linha?

Este é o desenrolar das Intermitências da Morte. A meio do livro há uma nova revelação, da qual evidentemente não vou partilhar, têm de ler!

A escrita de Saramago não é fácil nas primeiras páginas mas depressa apanhamos o seu ritmo. A história de os livros de Saramago não terem pontuação é um mito, a única carência que ele apresenta e que eu pessoalmente detesto é a ausência de discriminação de discurso directo. 

É um bom livro para quem ainda tem o Memorial para ler, uma excelente introdução no seu mundo literário e é um bom livro que ganha pela originalidade do tema. Porque já passou por todos nós o pensamento: e se a Morte deixasse de matar?

Autor: José Saramago
Número de Páginas: 208
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